quinta-feira, janeiro 02, 2014

5

A parábola do Deus Pródigo



Por Hermes C. Fernandes

Uma das parábolas contadas por Jesus de maior popularidade é a do Filho Pródigo. Há quem a use para afirmar a disposição que Deus tem de perdoar, sem que haja a necessidade de qualquer sacrifício expiatório. Para estes, a morte de Jesus na Cruz não teria caráter expiatório, mas seria apenas uma demonstração de como desafiar os sistemas deste mundo pela via do pacifismo e do amor. Jesus seria um revolucionário, mas não o Salvador dos homens; um pacifista, e não Aquele por cuja morte seríamos livres de nossos pecados.

Seria esta a mensagem subliminar da parábola do Filho Pródigo? Não! Teria o perdão dispensado pelo pai ao filho rebelde custado-lhe alguma coisa? Vamos reexaminar o texto em busca de respostas.

A parábola começa com a apresentação de seus três protagonistas:

"Certo homem tinha dois filhos. O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me pertence. E o pai repartiu os bens entre os dois" (Lc.15:11-12).

De acordo com a Lei, o filho primogênito tinha direito a dois terços da herança, e um terço dela deveria ser dividido com os demais herdeiros. Mas como aquele homem só tinha dois filhos, coube ao caçula a terça parte da herança.

Aquele foi um pedido inusitado. O pai não tinha qualquer obrigação em atendê-lo. Para que os filhos desfrutassem de seu direito na herança, deveriam esperar a morte de seu pai. Porém, o mais moço tinha pressa. Era como se ele dissesse: “Pai, já que você está demorando tanto a morrer, dá-me logo a parte que me cabe”. Tal pedido equivalia a desejar a morte do próprio pai.

Mesmo triste, o pai resolveu atendê-lo. Não apenas deu-lhe sua parte, mas também a do seu irmão mais velho, que recebera o dobro que ele. Em outras palavras, o pai abriu mão de tudo quanto tinha. Ainda que continuasse à frente dos negócios da família, legalmente já não se constituía dono.

O filho primogênito, ainda que não tenha feito pedido algum, não abriu a boca para reclamar. Porém, mesmo assumindo a propriedade de tudo, manteve-se fiel e subordinado ao pai.

O texto diz que "poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longíngua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente" (v.13).

Isso significa que o pai teve que colocar parte de sua propriedade à venda, para que seu filho recebesse sua herança em dinheiro. Portanto, a família perdeu prestígio junto à comunidade. Só lhe restara dois terços de tudo quanto conseguira amealhar durante toda sua vida.

Para não sofrer a censura de ninguém, o caçula partiu para uma terra distante, e lá desperdiçou tudo. O que custara anos de trabalho ao seu pai fora gasto em poucos dias de farra e diversão. Quando o dinheiro acabou, e os novos amigos desapareceram, aquele moço se viu em apuros. Ele achava que poderia ser bem-sucedido, arrumar um bom trabalho, prosperar. O que ele não contava era que houvesse uma grande fome naquela região justamente naqueles dias. Resultado: começou a padecer necessidades. Sem opções, viu-se obrigado a aceitar a oferta de um dos cidadãos daquela terra: apascentar porcos.

Na cultura judaica, nada seria mais humilhante que isso. Os judeus não criavam porcos. Isso indica que ele deixou suas raízes, para viver no meio de um povo cuja cultura era totalmente diferente da sua. Provavelmente seu pai criava ovelhas. Das ovelhas se poderia aproveitar a lã, a carne, o leite. Mas dos porcos, o que se poderia aproveitar? Pela Lei judaica, bastava-lhe tocar em um desses animais, e ele seria tido por impuro. Imagine ter que apascentá-los! Sua condição era tão precária, que o texto diz que "ele desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada" (v.16). Sua dignidade foi literalmente parar na lama. Se ele fosse um gentio, certamente desejaria comer um daqueles porcos. Mas por ser judeu, desejou comer da lavagem dos porcos.

Neste estado de absoluta miséria, ele finalmente caiu em si, e disse: "Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho: faze-me como um dos teus trabalhadores" (vv.17-19). Não fazia sentido continuar naquela rebelião gratuita, enquanto poderia estar desfrutando da prosperidade da casa do pai, ainda que não mais como filho, mas como empregado. Seu orgulho estava no chão. Seus argumentos cessaram. Só lhe restava arrepender-se e voltar para os braços do pai.

Ele sabia que lá chegando, não teria mais qualquer direito. Sua parte na herança já fora dada. Portanto, nada havia a reivindicar. Sem direitos, sem herança, só lhe sobrara apelar à misericórdia de seu pai, rogando-lhe um emprego.

Ele não pediu para ser seu escravo, mas um trabalhador de sua fazenda. O escravo nada recebia por seu trabalho, a não ser comida e estadia. Mas o trabalhador era remunerado. Provavelmente, sua esperança era a de devolver ao pai o prejuízo resultante de sua rebeldia juvenil, e assim poupar o pouco que restava de sua honra.

O texto prossegue: "Então, levantando-se, foi para seu pai. Quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou"(v.20). Para nós, a imagem que emerge deste verso não nos causa o mesmo impacto que causou nos ouvintes de Jesus. Àquela época, seria inconcebível que um pai agisse dessa maneira. Aquele filho atentara contra sua honra. Dera-lhe um prejuízo irreparável. E agora, o que ele faz ao ver a silhueta de seu filho despontando no horizonte? Sai-lhe ao encontro correndo! Não movido por vingança, ou por mágoa, mas por uma "íntima compaixão". Ele não apenas corre ao encontro de seu caçula, mas também se lança ao seu pescoço e começa a beijá-lo. Nada de acusação! Nada de “eu te disse, eu te disse!”. Apenas beijos, abraços e muitas lágrimas.

Saudade de ouvir sua voz, de sentir o cheiro de seu cangote, o calor dos seus braços, o carinho de seu afago...

O filho, então, se põe a falar tudo o que havia ensaiado. "Pai, pequei contra o céu... blá, blá, blá". De repente, o pai lhe interrompe, e diz aos seus servos: "Trazei depressa a melhor túnica e vesti-o com ela, e ponde-lhe um anel na mão, e sandálias nos pés..." (v.22). Com este gesto, o velho pai estava dizendo: Não o receberei como empregado, mas como filho. Não espero qualquer restituição de sua parte. Eu quem lhe restituo a posição de que você abriu mão.

O anel que recebera tinha o selo da família. Em vez de ser contratado como trabalhador, ele é quem contrataria trabalhadores para o seu pai.

Agora era hora de celebrar! "Trazei o bezerro cevado, e matai-o. Comamos, e alegremo-nos. Pois este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se" (vv.23-24).

Até aí, só festa! Mas de repente, Jesus traz de volta ao cenário outro personagem: o filho primogênito.
"O filho mais velho estava no campo. Quando voltou, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. Chamando um dos criados, perguntou-lhe o que era aquilo. Ele lhe disse: veio teu irmão, e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou, e não queria entrar. Então, saindo o pai, instava com ele" (vv.25-28).

Uma festa? Matou o bezerro cevado? Na mente daquele filho mais velho, aquilo simplesmente não era justo. Agora quem estava sendo pródigo era seu pai, gastando com um filho que o desprezara. – Desta festa me recuso a participar!

O mesmo velho pai que saíra ao encontro do filho mais jovem, agora sai ao encontro do mais velho, e insiste para que entre na festa.

Jesus havia sido acusado pelos religiosos da época de assentar-se com prostitutas, publicanos e pecadores. Através desta parábola, Ele revela que a humanidade está dividida em dois grupos: os pródigos (pecadores em geral) e os que se consideram “fiéis ao pai” (religiosos). Esta parábola mostra que ambos estão igualmente perdidos. E se não for o Pai a sair ao encontro de ambos, não haverá esperança para eles.

Um está perdido em seus pecados. O outro perdido em sua religiosidade. Um perdido por não ter nada. O outro perdido por achar que tem tudo. Um cheio de arrependimento, outro cheio de justiça própria. Enquanto um se perde, o outro "se acha"! Um pródigo, outro prodígio.

O filho mais velho resolveu argumentar com o pai: "Olha, sirvo-te há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o bezerro cevado" (vv.29-30).

O tal bezerro cevado era a gota d’água! Ele não se incomodou com o anel recebido pelo irmão, nem mesmo com a festa, mas com o bezerro cevado. Era comum as famílias separarem um bezerro e engordá-lo para uma ocasião que fosse muito especial, em que toda a comunidade seria convidada a celebrar. O “bezerro cevado” pode representar a vida de Cristo entregue por nós.

Achando que seu argumento convenceria seu pai do quão pródigo estava sendo, o filho mais velho ouviu a seguinte resposta:
"Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado" (vv.31-32).
Jesus encerra Sua parábola abruptamente. Nunca saberemos se o irmão mais velho entrou ou não na festa. O fato é que seus argumentos caíram. Ele havia se esquecido que ao repartir a herança entre os filhos, dois terços dela lhe foram dados. Portanto, tudo o que restara a seu pai agora lhe pertencia. E ele chorando por causa de um bezerro...

Mas aqui cabe uma reflexão. Ora, se tudo agora pertencia ao irmão mais velho, logo a festa pela volta do mais novo estava sendo custeada por ele. Talvez por isso ele se sentira tão incomodado. Seu irmão festejava às suas custas. Seu pai estava gastando o que lhe pertencia por direito.

É claro que na parábola a figura do irmão mais velho representa os judeus religiosos da época, enquanto o mais novo representa os pecadores, os gentios, os excluídos. Porém, podemos amplificar um pouco sua abrangência.

O filho pródigo representa a humanidade como um todo. Todos nos extraviamos e juntos nos fizemos inúteis. Não há um justo sequer! Este é o diagnóstico que as Escrituras fazem acerca da humanidade. Todos desperdiçamos nossa herança dissolutamente. Basta vermos o que estamos fazendo com o planeta!

Neste caso, quem seria o irmão mais velho? O primogênito da criação? JESUS CRISTO!

Diferente do irmão mais velho da parábola, Jesus Se dispõe graciosamente a custear nossa redenção, e a bancar a festa da reconciliação.

Agora somos chamados a agir à Sua semelhança. Paulo diz que fomos predestinados para sermos "conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Rm.8:29). Todos somos filhos de um mesmo Pai. Como disse o escritor de Hebreus: "Tanto o que santifica (JESUS), como os que são santificados (nós), vêm todos de um só (DEUS, O PAI). Por esta causa Jesus não se envergonha de lhes chamar irmãos" (Hb.2:11).

Ele é o anfitrião da festa! O bezerro cevado é Sua própria vida entregue por nós. E agora, nos convida a tomá-lo como exemplo, dando também a nossa vida pelo mundo.

O escritor de Hebreus se refere à igreja como "igreja dos primogênitos inscritos nos céus" (Hb.12:23). Estamos dispostos a bancar a festa da reconciliação de Deus com o Mundo? Ou, à semelhança do filho primogênito da parábola, nos sentiremos enciumados e injustiçados? O cevado já foi sacrificado! A festa já começou! Vamos ficar do lado de fora murmurando?

Tiago diz que "segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias (primogênitos) das suas criaturas" (Tg.1:18). Portanto, quem é nossa referência de primogenitura, o primogênito da parábola ou o Primogênito da Criação, Jesus?

Este Deus Pródigo, que gasta o que tem pela salvação de Seus filhos, convida-nos a sermos igualmente pródigos, não como aquele filho caçula, que desperdiçou o que tinha para seu próprio aprazimento (Tg.4:3), mas como Jesus que não poupou Sua própria vida para nos receber de volta na Casa do Pai. Pois, "nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós. E devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1 Jo.3:16). Ou como disse Paulo: "Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si (...) E tudo isto provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, isto é, Deus estavam em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens os seus pecados, e nos confiou a palavra da reconciliação" (2 Co.5:14-15a, 18-19).

Portanto, gastemos e nos deixemos gastar pelas almas dos homens, amando-os sem esperar nada em troca (2 Co.12:15). E que ao repartirmos nossos haveres, façamos com total prodigalidade (Rm.12:8).

E aí, vamos festejar? Todos estão convidados! A a festa está só começando... Vai ficar do lado de fora?

5 comentários:

  1. Missionário Barbosa3:20 PM

    IRMÃO HERMES, JESUS CRISTO VOLTARÁ PREPARAREM-SE Ô POVO SANTO DE DEUS!
    Meu irmão os versículos de Romanos 8.29 e Hebreus 2.11 me chamaram atenção.
    Gostaria de comentar alguns assuntos se o irmão permtir.
    COMO O PAI DO FILHO PRÓDIGO TEVE COMPAIXÃO COM ELE MESMO ELE SENDO REBELDE, JESUS CRISTO TEVE AINDA MAIS COMPAIXÃO POR NÓS SENDO CRUSCIFICADO NUMA CRUZ PELOS NOSSO PECADOS, MESMO ASSIM, JESUS CRISTO DE NAZARÉ NOS AMA COM AMOR ETERNO, AMOR DE VIDA ETERNA!
    "OS QUE DANTES CONHECEU E TAMBÉM NOS PREDESTINOU".
    neste versículo, conhecer de antemão é o equivalente a amar de antemão e é usado no sentido de "ter como objetivo de estima efetiva" e "optar por amar desde a eternidade"; leiam Êxodo 2.25; Salmos 1.6; Oséias 13.5;
    Mateus 7.23; I Coríntios 8.3; Gálatas 4.9;
    I João 3.1.
    1- A presciência de DEUS, aqui, significa que DEUS determinou desde a eternidade, amar e redimir a raça humana através de Jesus Cristo; leiam Romanos 5.8;João 3.16. O objeto da presciência(ou do amor eterno) de DEUS aparece no plural e refere-se à igreja. Isso significa que o amor eterno de DEUS objetiva, principalmente, o corpo coletivo de Cristo; leiam Efésios 1.4; 2.4; I João 4.19 e somente tem a ver com indivíduos à medida que estes integram esse corpo coletivo, mediante a fé permanente em Cristo e a sua união com Ele; leiam Jão 15.1,6.
    2- O corpo coletivo de Cristo alcançará a glorificação no porvir; ler Romanos 8.30. O cristão, cosiderado à parte, não alcançará a glorificação, caso ele venha a separar-se do corpo de Cristo, amado de antemão pelo Pai, e deixar de conservar sua fé no Senhor; leiam Romanos 8.12,14,17; Colossenses 1.21,23.
    "SANTIFICA COMO OS QUE SÃO SANTIFICADOS" HEBREUS 2.11.
    O que santifica é Cristo; leiam Hebreus 10.10,14,29; 13.12 e, "os que são santificados "são os que foram redimidos da culpa e do poder do pecado e separado como povo de DEUS. A consagração de Jesus Cristo para morrer por nós abre o caminho para a nossa santificação.
    Assim como os demais escritores do Novo Testamento, o escritor de Hebreus que provavelmente seja Paulo considera as Escrituras, no sentido final e pleno, como as palavras do Espírito Santo e não como meras palavras dos homens; leiam Hebreus 9.8; 10.15; 2 Timóteo 3.16; 2 pedro 1.21.
    Ao lermos a Bíblia, não devemos pensar que estamos lendo simplesmente as mensagens de Paulo, Mateus, Pedro, João, etc, mas as próprias Palavras do Espírito Santo que revelam a Vontade de DEUS para a igreja, nós, ó povo santo do DEUS VIVO.

    ResponderExcluir
  2. Missionário Barbosa7:26 PM

    Irmão Hermes, graça e paz.
    Meu irmão, gostaria de deixar meu comentário deste belo texto ok?
    "A PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO".
    Em Lucas 15 13 diz: E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente.
    Nesta parábola, o Senhor ensina que uma vida de pecado e de egoísmo, no seu sentido cabal, é a separação do amor, comunhão e autoridade de DEUS. O pecador ou desviado é como o filho mais jovem da parábola, que, em busca dos prazeres do pecado, desperdiça os dotes físicos, intelectuais e espirituais que DEUS lhe deu. O resultado é desilusão e tristeza, e, às vezes, condições pessoais degradantes, e, sempre, a falta da vida verdadeira e real, que somente se encontra no relacionamento correto com DEUS.
    Em Lucas 15.20 diz: E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhes ao pescoço, e o beijou.
    Esta descrição que Jesus faz da reação favorável do pai, diante da volta do filho, ensina várias verdades importantes.
    DEUS tem compaixão dos perdidos por causa da triste condição deles.
    O Amor de DEUS por eles é tão grande que nunca cessa de sentir pesar por eles e esperar a sua volta.
    Quando o pecador, de coração, volta para DEUS, Ele sempre está plenamente disposto a acolhê-lo com perdão, amor, compaixão, graça e os plenos direitos de um filho; ver João 1.12. Os benefícios da morte de Cristo, a influência do Espírito Santo e a graça de DEUS estão à disposição daqueles que buscam a DEUS.
    A alegria de DEUS pela volta dos pecadores é incomensurável; ver Lucas 6.7,10,22,24.
    FFINALIZANDO: Em Lucas 15.24 diz: Porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se.
    Meu filho estava morto e perdido; "perdido" é empregado no sentido de estar perdido em relação a DEUS, como "ovelha desgarrada". A vida afastada da comunhão com DEUS é morte espiritual. Voltar-se para DEUS é alcaçar vida verdadeira vida eterna; ler I Pedro 2.25; Isáias 53.6; Efésios 2.1; I João 3.14;
    João 11.26.

    ResponderExcluir
  3. Que maravilhosa mensagem mano, quero antes de mais nada desculpar-me, vc foi o primeiro seguidor do meu Blog e eu ainda naum tinha nota do quem era rsrs, fico muito honrado por isso, sou leitor assíduo de seus textos e muitos deles tenho aproveitado nos meus sermões, agora gostaria de comentar sobre o texto acima em poucas palavras e sob uma outra ótica.

    Uma importante observação do texto é notar que o filho pródigo teve um apego à sua parte na herança, seu tesouro.
    Para ele, jovem ainda, não importava muito o conceito da família em si, ele queria o tesouro que estava reservado para o futuro.
    Meditando dessa forma pude entender algumas citações bíblicas com mais clareza Mt 6.19-21, o seu coração estava atado aos tesouros materiais, esqueceu-se que o seu maior tesouro era o familiar.
    Quantos de nós gastamos muito de nosso tempo procurando o melhor apenas para nós mesmos e nos esquecemos de nosso maior legado, a família.
    Perdemos tempo com projetos, ambições pessoais e deixamos muitas vezes, esposas, maridos, filhos, pai, mãe em busca desse sucesso e quando alcançamos vemos que perdemos tempo precioso em relacionarmos melhor com os nossos.
    Quantas famílias destruídas e quantos jovens abandonados por falta deste contato, desse amor, desse apego que foi substituído por um projeto pessoal e egoísta.
    A Parábola do Filho Pródigo remeteu meu pensamento nesse sentido, gastamos tudo com tudo e com todos e esquecemos de nosso maior tesouro, a Família.
    Há ainda o caso daqueles que tem o tesouro dentro de casa e não entendem e nem enxergam o quão valioso são, é o caso do primogênito que ficou.
    Maridos que não valorizam suas esposas, mulheres que abrem mão de muita coisa em favor de seus filhos, seu esposo. Que se deixaram gastar para a família, para o bem estar de todos e elas mesmas não cuidaram de si. E quantos desses homens que após uma longa vida com elas, as "gastaram" e de repente as trocam por uma mais nova, mais "inteira", esquecendo-se que elas não ficam velhas, elas tornam-se raras, porque toda peça de antiguidade não é velha, é rara, e tem um valor precioso.
    E porque não falarmos das mulheres, cujos os esposos se dedicam incondicionalmente ao lar, aos filhos, a elas... Homens que são desprezados, tidos como ridículos por serem tão fiéis, que às vezes são tratados como um qualquer dentro de casa, por mulheres autoritárias, desleixadas e que não sabem dar valor ao que tem de mais precioso, seu esposo.
    Poderíamos enumerar vários casos aqui, porém quero apenas ressaltar que nosso maior tesouro está depositado dentro de nosso LAR.
    Maridos, valorizem suas esposas e ame-as como Cristo amou sua igreja.
    Esposas, dêem o devido respeito e dedicação aos vossos maridos.
    Filhos reconheçam em seus pais o tesouro da experiência forjado na fornalha do tempo.
    Pais amem seus preciosos filhos, que futuramente serão seu orgulho e reflexo de quem um dia foram vocês.
    Deus abençoe a todos.

    ResponderExcluir
  4. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  5. Parabéns pela mensagem transmitida nas entre linhas deste artigo.
    Vossa colocação sobre os protagonistas foram muito interessante.
    A atuação do pai, realmente nos chama a atenção.
    Ele ficou sem nada e por fim torna-se um reconciliador entre os filhos.
    Muito bom mesmo!

    ResponderExcluir