quinta-feira, abril 24, 2014

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Há vestígios da Evolução na Bíblia? - Hermes C. Fernandes

terça-feira, abril 22, 2014

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A verdadeira história de São Jorge



Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos, converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu único e suficiente salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre. Foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade.

Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o título de Conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções. Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande coragem sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens.

Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e n'Ele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade." Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Porém, este santo homem de DEUS jamais abriu mão de suas convicções e de seu amor ao SENHOR Jesus. Todas as vezes em que foi interrogado, sempre declarou-se servo do DEUS Vivo, mantendo seu firme posicionamento de somente a Ele temer e adorar.

Em seu coração, Jorge de Capadócia discernia claramente o propósito de tudo o que lhe ocorria: “... vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho”. (Lucas 21.12:13 – Grifo nosso). A fé deste servo de DEUS era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessá-lo como SENHOR por intermédio da pregação do jovem soldado romano. Durante seu martírio, Jorge mostrou-se tão confiante em Cristo Jesus e na obra redentora da cruz, que a própria Imperatriz alcançou a Graça da salvação eterna, ao entregar sua vida a Cristo. Seu testemunho de fidelidade e amor a DEUS arrebatou uma geração de incrédulos e idólatras romanos.

Por fim, Diocleciano mandou degolar o jovem e fiel discípulo de Jesus em 23 de abril de 303. Logo a devoção a São Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente. Além disso, muitas lendas foram se somando a sua história, inclusive aquela que diz que ele enfrentou e amansou um dragão que atormentava uma cidade.

Em 494, a idolatria era tamanha que a Igreja Católica o canonizou, estabelecendo cultos e rituais a serem prestados em homenagem à sua memória. Assim, confirmou-se a devoção a Jorge, até hoje largamente difundida, inclusive em grandes centros urbanos, como a cidade do Rio de Janeiro, onde desde 2002 faz-se feriado municipal na data comemorativa de sua morte.

Jorge é cultuado através de imagens produzidas em esculturas, medalhas e cartazes, onde se vê um homem vestindo uma capa vermelha, montado sobre um cavalo branco, atacando um dragão com uma lança. E ironicamente, o que motivou o martírio deste homem foi justamente sua batalha contra a adoração a ídolos...

Apesar do engano e da cegueira espiritual das gerações seguintes, o fato é que Jorge de Capadócia obteve um testemunho reto e santo, que causou impacto e conduziu muitas vidas a Cristo. Por amor ao Evangelho, ele não se preocupou em preservar a sua própria vida; em seu íntimo, guardava a Palavra: “ ...Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte” (Filipenses 1.20). Deste modo, cumpriu integralmente o propósito eterno para o qual havia nascido: manifestou o caráter do SENHOR e atraiu homens e mulheres a Cristo, estendendo a salvação a muitos perdidos.

Se você é devoto deste celebrado mártir da fé cristã, faça como ele e atribua toda honra, glória e louvor exclusivamente a Jesus Cristo, por quem Jorge de Capadócia viveu e morreu. Para além das lendas que envolvem seu nome, o grande dragão combatido por ele foi a idolatria que infelizmente hoje impera em torno de seu nome.

segunda-feira, abril 21, 2014

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Foi o túmulo que ficou vazio, não a cruz!




Por Hermes C. Fernandes


Se o túmulo de Cristo ficou vazio, então, Deus aceitou Sua oferta pelo pecado, e estamos livres. Mas se a Cruz estiver vazia, nosso velho homem escapou ileso, e portanto, ainda vivemos sob a égide do pecado.

A Cruz é eterna! E a prova disso é que as Escrituras nos informam que o Cordeiro foi morto desde antes da fundação do mundo.

Há uma cruz histórica ocorrida na plenitude dos tempos, e que nada mais é do que a manifestação de uma cruz meta-histórica, ocorrida fora do tempo e do espaço.

O que acontece na eternidade não tem começo nem fim. Nesse sentido, a cruz é coexistente com Deus. Desde que há Deus, também há Cruz. Por isso, quando o céu se descortina diante dos olhos de João, o trono que se vê é ocupado por um cordeiro "como que houvesse sido morto".

Ele ressuscitou! Porém, Seu sacrifício não durou apenas seis horas. As mãos que criaram o Universo foram mãos crucificadas. Aos olhos de Deus, tanto o trono, quanto a Cruz, estarão sempre ocupados por Jesus.

Enquanto esteve na cruz histórica, o trono não ficou vago. E enquanto ocupa Seu trono de glória, a Cruz não está vazia. Nisso reside nossa salvação. Se Jesus houvesse descido dessa Cruz meta-histórica, não haveria razão para que Paulo declarasse: "Estou crucificado com Cristo". Ele não disse que havia sido crucificado, no passado. Ele disse que estava, naquele momento, crucificado com Cristo. Portanto, Cristo continuava na Cruz, e Paulo com Ele. Se Ele desce da Cruz, nosso velho homem escapa.

O sepulcro, porém, está vazio. O sepultamento de Jesus é um fato histórico, porém, não meta-histórico. Sua ressurreição também é histórica. Mas Sua Cruz vem antes de todos os antes, e será sempre viva depois de todos os depois. Por isso, no dizer de Paulo, o Cristo que pregamos é o CRUCIFICADO. Engana-se quem imagina que a Cruz foi a vergonha que só foi sublimada pela glória da Ressurreição. Não! Jamais houve manifestação maior da glória de Deus do que a revelada no Gólgota. Foi aquela glória que Ele desejou, ao pedir que o Pai lhe restituísse a glória que recebera antes que houvesse mundo.

As mãos que mantém as órbitas planetárias ainda exibem as cicatrizes. Sob a coroa de glória que há em sua cabeça ainda se vê as marcas deixadas pelos espinhos. O resplendor dos Seus pés é incapaz de disfarçar as feridas feitas pelos cravos. Embora tenham sido feitas num determinado tempo, tais feridas adentraram a eternidade e por isso, tornaram-se co-eternas em Deus. Se fôssemos capazes de retroceder no tempo, e reencontrássemos o Criador caminhando com Adão pelo Jardim, certamente veríamos as marcas. Ele as exibe como troféus, prova do Seu grande e incompreendido amor por Sua criação.

domingo, abril 20, 2014

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RESSURREIÇÃO: Examinando a Cena do Crime




Por Hermes C. Fernandes


“Jesus está vivo. Hoje falei com ele”. Esta é uma frase recorrente em adesivos de carros pertencentes a cristãos. Apesar da clara intenção de dar testemunho acerca de Cristo, tal frase não prova absolutamente nada. Ela poderia ser usada por um muçulmano, bastando que se trocasse o nome “Jesus” por “Maomé”, ou poderia ser usada por um budista, e assim por diante. Cada um crê em quer quiser crer. Fala com quem quiser falar. Isso não altera e não prova coisa alguma. Talvez surtisse algum efeito se frase dissesse “Jesus está vivo e hoje falou comigo”. Mas provavelmente, quem ousasse afirmar tal coisa seria tachado de esquizofrênico.

Num mundo cada vez mais cético, como provar que a ressurreição de Jesus não é apenas um mito? Que evidências haveria?

Quem visita Jerusalém, depara-se com um túmulo que para muitos teria sido onde o corpo de Jesus fora posto, e lá lê-se, logo na entrada: Ele não está mais aqui, mas ressuscitou. Seria isso suficiente? O fato dos Seus restos mortais não terem sido encontrados constitui-se evidência de Sua ressurreição?

E quanto ao santo sudário, que acredita-se ter sido a mortalha que cobriu o corpo de Jesus? Poderia ser considerada prova pericial de que Ele voltou à vida? A Igreja Católica afirma que sim, e trata-a como uma relíquia. Porém, autoridades científicas põem em xeque a afirmação, e dizem ser um embuste.

As primeiras análises de laboratório ao sudário foram realizadas em 1973 por uma equipe internacional de cientistas. Os resultados demonstraram que a imagem do sudário é composta por inúmeras gotículas de tinta fabricada a partir de ocre. Em 1988 o sudário foi submetido à análise por radiocarbono que datou o tecido entre 1260 e 1390.

Quase dois mil anos se passaram, e do ponto de vista científico é inviável fazer uma perícia que comprove o maior milagre de todos os tempos. O lugar onde teria sido sepultado já foi contaminado há tempo por todos que lá entraram desde que se noticiou que Ele ressuscitara.

Já naquela época, os principais sacerdotes subornaram os guardas que adormeceram enquanto guardavam o túmulo para que espalhassem entre o povo que o corpo de Jesus teria sido levado pelos discípulos.

Como rebater tal acusação? E se tudo não passou de um embuste? Se fomos vítimas da mente perversa de alguns discípulos que pretenderam disseminar uma mentira? Se tal hipótese for confirmada, nossa fé perde totalmente o sentido, e o evangelho perde a credibilidade. Vale aqui a conclusão a que chegou Paulo:
“Se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” 1 Coríntios 15:14-19
Quero sugerir que viajemos no tempo e voltemos à cena do crime para acompanharmos a perícia feita por três dos discípulos mais chegados de Jesus.

Ainda era madrugada, e ela não quis esperar amanhecer. Foi correndo ao sepulcro onde Jesus havia sido enterrado. Sua missão era embalsamá-lo. Mas lá chegando, deparou-se com o que parecia a cena de um crime. A enorme pedra do sepulcro havia sido removida (João 20:1-9).

Confusa, sem conseguir raciocinar direito, Maria foi correndo avisar a Pedro e João. Sua conclusão era que alguém havia levado os restos mortais de Jesus. Alguma providência deveria ser tomada. Talvez, as autoridades devessem ser notificadas.

Mas nada poderia ser feito sem que antes Pedro e João investigassem por si mesmos a tal cena do crime. Ademais, se de fato o corpo houvesse sido roubado, os primeiros suspeitos seriam eles, os discípulos.

Os dois saíram correndo juntos, porém, João ultrapassou a Pedro, e chegou primeiro. Não sei o que o motivou a correr tanto, sem algum tipo de rivalidade com Pedro, ou curiosidade, ou simplesmente, amor, já que comumente era chamado de “o discípulo a quem Jesus amava”.

Chegando à cena do crime, João abaixou-se para espiar o buraco de onde a pedra havia sido removida. O dia já começava a raia, de sorte que, deu pra ver que os lençóis de linho que cobriam o corpo de Jesus estavam jogados no chão. Definitivamente, algo havia ocorrido ali. Para que os lençóis estivessem no chão, o corpo teria que ter sido tirado de sua posição. Receoso de entrar no sepulcro, João chegou à mesma conclusão de Maria.

Logo em seguida, chegou Pedro. Embora chegasse depois de João, não contentou-se em espiar a cena do lado de fora. Deu um passo além, e entrou no sepulcro. De primeira mão, avistou o mesmo que João: o lençol atirado ao chão. A pedra revolvida e o lençol pareciam evidenciar que o crime havia sido cometido, exceto por um detalhe: havia o lenço que cobrira a cabeça de Jesus. Diferente do lençol esparramado no chão, o lenço estava dobradinho, colocado à parte sobre a cabeceira.

João toma coragem e adentra o sepulcro, vê a mesma cena, e chega a uma nova conclusão. Não se tratava do sequestro de um corpo, mas de algo inusitado. O lençol espalhado no chão parecia dizer que o corpo de Jesus havia sido levado. Mas o pequeno lenço dobrado, colocado à parte, parecia contar outra história. No meio do aparente caos, algo sugeria ordem. Quem gosta de assistir a CSI, como eu, sabe que detalhes imperceptíveis podem mudar radicalmente o rumo das investigações. Se Sherlock Holmes estivesse lá, diria: Elementar, meu caro Watson: Saqueadores de tumbas não se preocupariam em dobrar o lenço e colocá-lo à parte.

Mesmo sem compreenderem o que estava acontecendo, parecia claro que aquela não era a cena de um crime, mas o cenário do maior acontecimento da história da humanidade.

Se Pedro houvesse parado onde João parou, teria chegado à mesma conclusão que seu colega, que por sua vez, chegara à mesma conclusão daquela que os antecedera. Do lado de fora da tumba, só o lençol espalhado no chão era visível. O lenço era um detalhe só perceptível para quem adentrasse o sepulcro. Naquele dia João aprendeu uma importante lição: o que importa não é chegar primeiro, mas dar um passo além.

Estaremos condenados a reproduzir as mesmas conclusões a que chegaram nossos predecessores, se não nos dispusermos a dar um passo além. Não se distraia com a bagunça dos lençóis no chão. Repare no lencinho dobrado. Deus está nos detalhes!

Dois milênios se passaram desde então, e o que vemos hoje? Tudo à nossa volta parece indicar que as rédeas do mundo estão soltas. O caos parece dominar o cenário político, econômico, cultural e até religioso. Como alguém se atreve a afirmar que Jesus não apenas morreu por nossos pecados, como também ressuscitou, subiu ao céu de onde está reinando sobre toda a criação?

É fácil chegar a conclusões precipitadas quando estamos do lado de fora, alienados da realidade que nos circunda. Mas quando damos um passo à frente e nossos olhos se acostumam ao ambiente do sepulcro, percebemos que no meio da penumbra há um raio de esperança. Há um lencinho dobrado na cabeceira. Há ordem em meio ao caos.

Desde que Jesus esteve neste mundo, nada mais foi como antes. Algo está em fase de fermentação. Jesus disse que o reino de Deus é semelhante à mulher que lança uma pitada de fermento que aos poucos vai levedando toda a massa. Também disse que é como um minúsculo e discreto grão de mostarda que tão logo brote, vai crescendo e crescendo até tornar-se na maior das hortaliças.

O maior espetáculo de todas as eras tem como evidência as coisas mais discretas e sutis que possamos imaginar. Assim como numa investigação pericial um único fio de cabelo pode mudar os rumos do caso, através de pequenos sinais podemos concluir que a história está sendo conduzida pelas habilidosas mãos de Cristo que há de levá-la a bom termo.

Não fite a pedra revolvida. Pode até ser que alguns tenham violado o espaço sagrado da fé, profanando-o e transformando-o numa indústria religiosa. Como bem denunciou Paulo, transformaram a verdade de Deus em mentira. Não fite o lençol bagunçado no chão. O mesmo que dobrou o lencinho em breve há de dobrar igualmente o lençol. Paulo diz que “convém que Ele reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés” e que “depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força” (1 Co.15:24-25). Quem começou a boa obra há de concluí-la até o prazo determinado por Deus (Fp.1:6).

Em certo sentido, a igreja é aquele lencinho dobrado. Uma espécie de amostra grátis do que Deus é capaz de fazer. Cada vida alcançada por Cristo é uma nova evidência de que Ele está vivo e reinando soberanamente sobre toda a criação.

Seja você esta evidência. Que mundo O reconheça em sua vida, em sua casa, em seu trabalho, em seus relacionamentos. Seja a ordem que você almeja ver no mundo. Seja uma testemunha fiel de que Ele ressuscitou!

sábado, abril 19, 2014

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O que Jesus teria ido fazer no inferno?



Por Hermes C. Fernandes

Há uma corrente que defende que Cristo teria descido ao inferno para ser torturado por Satanás, e, assim, pagar por completo o preço de nossa redenção. Se isso fosse verdade, Ele não teria dito antes de Seu último suspiro: “Está consumado” (Jo.19:30). A obra da redenção foi finalizada na cruz. Ainda que tenha descido ao inferno, não foi para completar nada, mas tão somente para anunciar o que já havia feito (1 Pe.3:18-19).


Outra lenda que se tem disseminado entre muitas igrejas é a de que o Diabo promovia um verdadeiro carnaval no inferno enquanto Jesus era crucificado. Mas para sua surpresa, Jesus interrompe a celebração e toma das mãos do Diabo as chaves do inferno. Nada mais distante da verdade que isso. Jamais foi intenção do Diabo que Jesus morresse na cruz. Pelo contrário. Ele fez de tudo para impedir que isso acontecesse, pois sabia que através de Sua morte, seu império seria desbaratado. Por isso, foi capaz de usar até os lábios de Pedro para tentar dissuadir Jesus (Mt.16:22-23). 

Já no início do ministério de Jesus, o Diabo lhe ofereceu um atalho para reaver os reinos deste mundo, e assim, não precisasse passar pela cruz (Mt. 4:8-9). Mesmo durante Seu suplício no calvário, o Diabo insistia em que Ele descesse da cruz, valendo-se dos lábios de várias pessoas, incluindo um dos ladrões que morriam ao Seu lado (Lc.23:39; Mc.15:30). A cruz sempre foi o centro do plano divino para a redenção de toda a criação (At.2:23). Ela foi a porta pela qual Jesus passou para adentrar o território da morte e libertar os que ali estavam cativos. 

Jesus é Senhor de todos os céus, de todos os mundos e de todos os infernos. Ele recebeu as chaves das mãos do próprio Pai, além de um nome que é sobre todos os nomes, agora e por todas as eras. 

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Os inimigos da Cruz desmascarados!

caifas 
Por Hermes C. Fernandes

“Pois muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora novamente digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo” (Fp.3:18).

Quem seriam os tais “inimigos da cruz”?  Estaria Paulo falando dos romanos, com seu estilo de vida hedonista, idólatra? Ou estaria se referindo aos gregos, amantes do saber? E se tivéssemos que aplicar esta palavra aos nossos dias, a quem caberia a alcunha? Quem são os atuais “inimigos da cruz”?  Seriam os muçulmanos? Os homossexuais? Os socialistas? Para sabermos quem são eles em nossos dias, temos que descobrir quem eram nos dias de Paulo.

Alguns versos antes, o apóstolo adverte a seus leitores sobre os que ele chama de “cães”, “maus obreiros”, “falsa circuncisão”. Ele não está apontando inimigos externos, mas internos. Os mesmos que em outra epístola ele chama de “falsos irmãos, que se entremeteram com o fim de espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus, para reduzir-nos à escravidão” (Gl.2:4). É acerca dos tais que devemos redobrar o cuidado, para que não nos tornemos presas suas, “por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens” (Cl.2:8).

Os inimigos da cruz não estão lá fora. Eles estão entre nós! Fazem-se de cristãos, fiéis seguidores de Cristo, expoentes da sã doutrina, conservadores das tradições, porém, sua intenção é outra.

Não é a Cristo que servem, mas ao seu próprio ventre (Fp.3:19).

Pregam uma santidade de fachada, ostentando uma aparência de sabedoria”, “humildade fingida”, “severidade para com o corpo”, coisas completamente desprovidas de valor real.

Por que Paulo os chama de inimigos da cruz?

Por se insurgirem contra os efeitos da cruz. Estes intentam reconstruir os muros separatistas derrubados na cruz (Ef.2:14-17). Em vez de promover harmonia entre os diferentes grupos humanos, preferem ver o circo pegar fogo. Insistem com uma mensagem discriminatória, onde as pessoas são julgadas por critérios étnicos, culturais, sexistas ou religiosos. A mensagem do amor, marca registrada do ministério de Jesus, é substituída pela mensagem do ódio, da vingança. Em vez de boas novas, preferem espalhar calúnias, difamação, mentiras contra quem ouse pensar defirente deles.

Qualquer ideologia ou doutrina que não seja capaz de fazer de nós pessoas melhores, mais compassivas e generosas, deveria ser totalmente rechaçada, pois certamente não procede do Crucificado.

O mundo já está saturado de tanto ódio e preconceito.

Os inimigos da cruz são retrógados, querem reverter o processo deflagrado com o advento da mensagem cristã. Preferem voltar à idade das trevas. Acham que as mulheres são seres inferiores, que não podem exercer qualquer função que não seja subalterna. Alguns chegam a defender a instituição da escravidão, como sendo justa e necessária. Tudo isso travestido de linguagem bíblica e teológica. Dizem-se favoráveis à vida, mas defendem a pena de morte com unhas e dentes, bem como a utilização de tortura por parte do Estado, e a proliferação de armas entre os cidadãos comuns.

Se Paulo os chama de “cães”, vou um pouco adiante.. São cães raivosos. Cães de guarda! Defendem seu perímetro com ferocidade, não se dispondo a ceder um centímetro sequer. Para eles, o importante não é a defesa da verdade (aquele que é seguida em amor, de acordo com Ef.4:15), mas a defesa de seu ponto de vista ou de seus interesses.

Eles bem que poderiam ser identificados facilmente, não fosse sua habilidade em camuflar-se. Paulo diz que os tais “obreiros fraudulentos” se transformam em ministros da justiça, tal como Satanás que se transfigura em anjo de luz (2 Co.11:14).

Além de reconstruirem “as paredes de separação” entre os homens, seu maior atrevimento é tentar recosturar o véu do templo. Pra eles, ninguém pode chegar-se a Deus a não ser rezem em sua cartilha ideológica/doutrinária. Os que ousam discordar, logo são tachados de hereges, anticristos, falsos profetas, etc. São os herdeiros diretos do legado deixado pelos fariseus contemporâneos de Jesus, que não entravam e ainda impediam que outros entrassem (Mt.23:13).

Se estivessem na cena em que Jesus impediu o apedrejamento de uma mulher adúltera, certamente seriam os primeiros a apedrejá-la. Se testemunhassem o diálogo de Jesus com o ladrão da cruz, achariam que Ele estava delirando ao franquear a entrada do reino àquele meliante.

Com o mesmo rigor com que julgam, serão julgados. Sua hipocrisia será exposta. “Porque o juízo será sem misericórdia para aquele que não usou de misericórdia” (Tg.2:13).

Que em lágrimas como o apóstolo, exortemos a estes a não pisarem o Filho de Deus, não profanarem o sangue da aliança, nem ultrajarem o Espírito da graça (Hb.10:29).

sexta-feira, abril 18, 2014

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Como queria ter estado lá...