sexta-feira, dezembro 19, 2014

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7 razões pelas quais você está conectado com tudo no Universo

O que outrora pertencia ao mito e à religião, hoje é um fato científico: todas as coisas no universo estão interligadas. Conforme os cientistas vão desvendando os mistérios do universo, fica cada vez mais claro que há uma relação entre todas as coisas. Nós, seres humanos, como parte do universo, não ficamos de fora.

Várias descobertas científicas provaram que nós, de uma forma ou de outra, estamos intimamente conectados ao cosmos, Veja a seguir, uma lista de 7 fatos que demonstram que estamos conectados ao resto do universo. 

1 – Somos todos poeira das estrelas



Ao ler essa frase, é impossível não lembrar do astrônomo Carl Sagan. Foi ele quem a popularizou. A ideia central contida nela é de que tudo com o que estamos familiarizados: seres humanos, animais, rochas, metais, gases, a maioria dos elementos químicos, foram sintetizados no interior de estrelas em colapso. O ferro em nosso sangue, o cálcio em nossos ossos, o nitrogênio em nosso DNA, todos eles só podem ser criados na natureza em condições extremas, sob temperaturas e pressões muito altas, que são encontradas no interior de estrelas em colapso. Ao colapsar, as estrelas lançam o seu material para o espaço, onde pode ser criados novas estrelas, planetas, e até mesmo seres vivos. 


2 – Os átomos do seu corpo já pertenceram a outros seres vivos



Os elementos que estão aqui na Terra dificilmente escapam para o espaço sideral. Podemos dizer que a Terra é praticamente um sistema fechado. Os átomos que aqui estiveram há milhões de anos atrás, provavelmente ainda estão aqui, sendo usados para outros fins. Isso significa, basicamente, que os átomos de dinossáurios podem, evidentemente, fazer parte do seu corpo nesse exato momento.

3 – Toda a vida na Terra tem um grau de parentesco



Nos primórdios da vida no planeta Terra, o primeiro ser vivo se resumia a um mero organismo unicelular. É difícil de acreditar nisso, tendo em vista a magnífica biosfera da Terra. Mas, de acordo com a biologia, essa ideia é perfeitamente aceitável. Porém, a evolução se encarregou de diferenciar as espécies e adaptar cada um em seu ambiente. Esse foi um processo lento, que durou bilhões de anos. Porém, mesmo longínquos, todos os seres vivos tem um grau de parentesco uns com os outros. Todos, sem exceção, tiveram um ancestral comum.

4 – Quimicamente, animais e plantas se complementam


As plantas, como sabemos, são essenciais para a vida na Terra. Elas removem o gás carbônico do ar e liberam oxigênio. No caso dos humanos acontece exatamente o contrário. Nós respiramos oxigênio e liberamos gás carbônico. Do ponto de vista evolutivo, plantas e animais se completam e mantém uma profunda ligação do ponto de vista químico. 

5 – Seu corpo é perfeitamente adaptado para viver na Terra


Tanto os seres humanos quanto os demais seres vivos são moldados para viver nas condições impostas pela Terra. Por exemplo: se vivêssemos em um planeta com maior gravidade, nossos músculos e ossos precisariam ser mais resistentes. A seleção natural, proposta do Charles Darwin, trata de escolher os seres aptos a sobreviverem em determinado ambiente. 


6 – No nível quântico, não existem objetos sólidos


E se eu te dissesse nesse momento que você não consegue tocar em nada? É exatamente isso. A sensação do tato não passa de uma ilusão de nossos sentidos: são apenas as nuvens de elétrons dos átomos de nossa pele interagindo com as nuvens eletrônicas do objeto. O núcleo do átomo é sólido, no entanto, eles jamais se tocam. Os átomos, quase que em sua totalidade, são feitos de espaço vazio. 

7 – Partículas subatômicas podem estar conectadas mesmo a milhões de anos luz uma da outra


Sim, é exatamente isso que você leu. Uma partícula aqui na Terra pode se comunicar com outra partícula em uma galáxia a bilhões de anos-luz de distância. Esse fenômeno é conhecido como entrelaçamento quântico. Essas partículas se comunicam instantaneamente, superando a velocidade da luz.

Fonte: Revista Galileu 

quinta-feira, dezembro 18, 2014

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Porque fiz as pazes com o Papai Noel



Por Hermes C. Fernandes

Acabo de chegar de uma cantata numa igreja hispana em Deltona, Florida. Devo admitir que aprecio muito a atmosfera natalina. Gosto de ver as casas enfeitadas, os shoppings lotados, o corre-corre, a mesa farta, a troca de presentes, e até… o Papai Noel. Isso mesmo que você acabou de ler. Sou fã do bom velhinho. Tive minhas desafensas com ele anos atrás, pois julgava que estava usurpando o lugar de Cristo. De um tempo pra cá, fiz as pazes com o velho Noel. Antes que alguém me esconjure, deixe-me explicar.

Gosto de ver as casas enfeitadas, porque nesta época do ano elas se tornam mais aconchegantes. Os olhos da criançada brilham enquanto vêem a mãe enfeitando a árvore com penduricalhos e pisca-pisca. Quem não tem uma boa lembrança da infância quando chega este período do ano? Aqui nos Estados Unidos dá pra gente saber quem é cristão ou não pela maneira como a casa é decorada para o Natal. Geralmente, enchem-nas de pisca-piscas ao redor da casa, luzes coloridas, presépios, bonecos de neve, veados e alces, trenós, etc. Quando uma casa não é enfeitada, presume-se que ali more uma família judia, ou hinduísta, ou de qualquer outro credo, ou mesmo, sem credo. As casas iluminadas contagiam a vizinhança de um clima de celebração. Aqui em casa reunimos os filhos para ajudar na decoração. Esta semana, enquanto eu e Tânia armávamos o pinheiro de natal, lembrei-me de que foi o grande reformador Martinho Lutero quem começou esta tradição. As bolas representavam o fruto do Espírito Santo. O pinheiro foi escolhido porque é a única árvore a sobreviver à estação do inverno nos países onde é mais rigoroso sem perder a folhagem.

Por que gosto de ver os shoppings lotados? Não seria isso um culto ao consumismo? Que tal deixarmos um pouco o radicalismo de lado? Primeiro, por conta da explosão de vendas, a indústria e o comércio podem empregar mais gente. A economia do país melhora. E quanto à motivação que leva multidões às compras? Não seria a generosidade, uma vez que a maioria vai aos shoppings para comprar presentes? Não seria isso inspirado no exemplo dos magos que ofertaram ao menino Jesus os seus tesouros? Mesmo que gaste parte do sermão natalino pregando contra o espírito consumista predominante nesta época, gosta de receber presentes ao término do culto. Em vez de criticar quem gaste parte de seu orçamento com lembrancinhas, por que não incentivar que pelo menos uma parte dos presentes seja dada aos mais necessitados? Você sabia que é nesta época que as crianças que vivem em orfanatos recebem mais visitas e presentes? O Natal consegue despertar o melhor que há nos homens.

Gosto de mesas fartas. Alguém aí prefere ver famílias que distribuem seus filhos entre casas de vizinhos e parentes, ou simplesmente vão dormir mais cedo por não terem condição de montar uma mesa com as iguarias natalinas? Não confunda isso com glutonaria! Em vez de criticar, líderes poderiam incentivar os fiéis a não disperdiçarem comida, distribuindo para os moradores de rua no dia seguinte. Toneladas de alimento vão pro lixo um dia depois do natal. Isso é que deveria ser condenado.

E quanto ao Papai Noel? Quer saber por que fiz as pazes com ele? Porque cheguei à conclusão de que não será uma figura imaginária que ameaçará a supremacia de Cristo no Natal. Já houve quem até satanizasse o velhinho. Uma igreja na Inglaterra chegou a dizer que o seu nome em inglês seria um anagrama do nome  "Satan". Isso porque seu nome em inglês é Santa Claus, devido à tradição que o associa a São Nicolau. Na mente fértil desta turma, Santa, como geralmente é chamado pela criançada nos países de língua inglesa, seria na verdade Satan, bastando trocar a letra “n” de lugar. #Peloamordedeus! Imagina se o meu Jesus ficaria enciumado por causa de um personagem fictício, que no imaginário popular representa generosidade! Por que não usar a própria figura do Papai Noel para anunciar a Cristo às crianças? Seria muito mais produtivo do que simplesmente demonizá-lo. Imagine alguém fantasiado de Noel numa comunidade carente, com o saco cheio de presentes pra criançada, de repente, antes de distribuí-lo, ele anuncia que o verdadeiro presente de Natal é Jesus, dado por Deus aos homens para que tenham vida eterna. Ademais, sinto-me mais confortável de ver o "bom velhinho" sendo usado como garoto propaganda durante o período natalino, do que ver o meu Senhor tendo Sua imagem associada a qualquer que seja o produto. Seria, no mínimo, desrespeitoso. 

Cristo jamais foi ameaçado por personagem algum. No Natal há lugar para o magos do Oriente, para os pastores de Belém, para o anjo Gabriel, e pra tantos outros personagens bíblicos, inclusive o malévolo rei Herodes. Noel entra de penetra, mas é bem-vindo. Apesar de ser associado a Nicolau, um cristão primitivo que prezava as crianças, tornou-se num ícone natalino através de uma campanha da Coca-cola nos anos 30. Antes disso, ninguém o reconheceria vestido com aquela roupa vermelha, botas pretas, saco de brinquedos e trenó.

Dito isso, desejo a todos os meus leitores um Natal repleto de alegria e contentamento no Espírito. E que os cristãos não sejam vistos como estraga-prazeres, e sim como aqueles que têm motivo extra pra festejar.

Publicado originalmente em 20/12/2010, durante minha estada na América.

quarta-feira, dezembro 17, 2014

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Por que muitas igrejas deixaram de celebrar o Natal?


Por Hermes C. Fernandes


Tenho lido muitos artigos publicados na internet que são contrários à celebração natalina. 

Argumenta-se que o Natal seria uma festa pagã, travestida de celebração cristã. O dia 25 de dezembro seria o dia do nascimento do deus Sol, Mitra. Com a adesão do imperador romano ao cristianismo, a data foi cristianizada, tornando-se a data oficial de comemoração do natal de Jesus.

Para alguns, tudo isso não passa de paganismo. Algumas igrejas sequer comemoram a data. Preferem celebrar as festas judaicas, em um claro retorno às raízes hebréias, e à prática da Lei Mosaica.

Árvore de Natal tornou-se símbolo de idolatria; há quem diga até que sua silhueta lembre a imagem da Senhora Aparecida!

Ok! Antes de aderir a esse modismo, que tal ponderar um pouco? Tirando Jesus do Natal, o que sobra?

Como se não bastasse a figura do Papai Noel a usurpar o centro das atenções, os cristãos resolveram dessacralizar a data. O Natal deixa de ser a celebração do nascimento de Jesus, e passa a ser... mais uma festa pagã?! O deus Sol agradece. Estamos devolvendo a ele, o que lhe foi tomado.

Há projetos de lei aqui nos Estados Unidos querendo acabar com o feriado de Natal, por acreditar que sua celebração fira a liberdade de culto, menosprezando outras tradições religiosas.

Muitos cristãos têm se manifestado aqui em favor da manutenção do feriado natalino. Mas no Brasil, são os próprios cristãos que resolveram tomar a contra-mão, e se manifestarem contrários ao Natal. Em vez de cantatas, silêncio. Em vez de peças teatrais falando do nascimento do Salvador, vazio. Nada de presentes, nem Ceia Natalina, nem árvores, nem casas decoradas...

Em vez de dizer "Feliz Natal", muitos preferem dizer "Boas festas". Até rádios evangélicas aderiram ao modismo, com receio de perder audiência dos que rejeitam a celebração natalina.

Há, porém, uma contradição aqui. Os mesmos crentes que se recusam a celebrar o Natal, insistem em celebrar a passagem do Ano Novo.

Ora, se formos coerentes em nosso raciocínio, devemos adotar o calendário judeu, e deixar pra comemorar o novo ano mais tarde. Devemos adotar o ano lunar, em vez do solar. Nosso calendário solar honra o deus Sol! E o que dizer dos meses do ano? Deveríamos riscar de nossas folhinhas os meses de Julho e Agosto, pois os mesmos foram criados para honrar imperadores romanos que se diziam deuses, Júlio e Augusto.

Os mesmos crentes que se negam a celebrar o Natal, por achar que é fruto do sincretismo entre o cristianismo e o paganismo, vão para as praias festejar a entrada do Ano Novo, e montam tendas ao “Pai das Luzes”, para tentar evangelizar os espíritas que vão fazer suas oferendas aos Orixás.

Ora, se Paulo pôde enxergar em um espaço cúltico (altar) oferecido a uma divindade desconhecida, um lugar de adoração ao Deus cristão, por que não poderíamos enxergar em uma data pagã uma oportunidade de adorarmos a Deus, dando-Lhe graças por nos haver enviado Seu Filho Jesus?

O fato é que por trás dessa sórdida campanha contra o Natal há interesses inconfessáveis. Pense comigo: Celebrar o Natal envolve gastos com presentes, decoração da casa, ceia natalina, etc. Se os crentes o celebrarem, não terão dinheiro para participar daquela poderosa campanha de fim de ano, onde se rascunha o projeto de vida para o ano seguinte. Sem os gastos com o Natal, o décimo-terceiro se torna forte candidato a ser entregue como oferta na igreja.

Lembro de uma jovem senhora de nossa igreja no Engenho Novo, que depois de anos participando de uma dessas igrejas, finalmente conheceu a graça de Jesus, rompeu com o legalismo, e pela primeira vez em muitos anos, montou em sua casa uma árvore de Natal. Seu filho, pré-adolescente, jamais tinha tido esta alegria.

E pensar que meu sogro se converteu num culto natalino em que preguei sobre "o Deus que Se fez carne"...

Que Deus desperte o Seu povo para a realidade, e que voltemos a aproveitar a atmosfera natalina para dar testemunho do grande amor de Deus, que foi capaz de nos enviar o Seu único Filho para nos salvar de nossa mediocridade.

Desde já, desejo a todos um Feliz Natal e um Surpreendente Ano Novo!


Em tempo: a árvore de natal foi inventada pelo grande reformador protestante Martinho Lutero. Ele escolheu o prinheiro por ser a única árvore capaz de resistir ao intenso frio do inverno Alemão, sem perder suas folhas. As bolas com que enfeitou a primeira árvore natalina representava, segundo ele, os frutos do Espírito na vida cristã.

terça-feira, dezembro 16, 2014

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A Cruz e a Fita de Möbius



Pense numa fita de tecido, por exemplo. Junte suas extremidades. 
Você acaba de formar um círculo. Observe que ele tem lado de dentro e lado de fora, correto?
Agora, se antes de juntar as extremidades, você torcer uma delas e depois unir com a outra, vai construir uma superfície infinita (experimente fazer!), chamada Fita de Möbius, que possui apenas um lado devido a esse efeito de torção... é o famoso símbolo do infinito. (veja figura)
Pois bem, antes de Jesus, a interação entre Deus e o homem se compara aos lados de dentro e de fora de um círculo...Criador e criatura estavam separados, um em cada lado da figura circular. Uma barreira intransponível havia entre eles. No entanto, quando Deus se fez homem e veio a este mundo para subverter toda lógica do sistema vigente, o impacto foi tão grande que provocou um efeito de torção no círculo, e agora, este dá lugar a Fita de Möbius, isto é, o que antes estava separado em dois lados se tornou só um no momento que a Cruz foi instaurada.

Thiago Assimos

P.S.: Não é à toa que o símbolo do infinito aparece na logo da Reina, entrelaçando uma cruz estilizada.


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4 características de personalidade que são difíceis de mudar


Todos nós temos imperfeições que nos definem tanto quanto os nossos pontos positivos, não é verdade? Por isso, a maior parte do crescimento humano não é só reconhecer essas falhas, mas fazer algum esforço para corrigi-las.
Entretanto, essa não é uma meta tão fácil de ser alcançada, pois muitas características de nossa personalidade são difíceis de controlar, sendo que, muitas vezes, nem nos damos conta de que algumas delas realmente são prejudiciais em nossa vida.
Por essa razão, é importante se observar a fim de constatar se algo está atrapalhando a sua evolução devido a essas características, seja no trabalho, na escola, em casa, na vida afetiva etc. A capacidade de reconhecer que a mudança pessoal é necessária é o primeiro passo para reverter esses estados. Confira abaixo quais os traços de personalidades que são mais difíceis de ser alterados, mas não impossíveis.

4 – Ser tímido

Com certeza, você conhece alguém que era muito tímido quando era mais novo e agora é bastante extrovertido ou vice-versa. É fato também que existe muita gente que mantém a timidez desde criança até quando se torna adulto. Essa característica pode realmente mudar com o tempo, mas depende de vários fatores, como ambiente no qual a pessoa vive, família, amigos, problemas etc.
Mesmo assim, quem vence a timidez pode se considerar um campeão. Isso porque esse é um traço difícil de mudar, porque a sua mente está constantemente lhe dizendo que é mais seguro se manter mais quieto, recluso, longe da multidão. Umestudo de 2010 identificou alguns aspectos da timidez:
  • Algumas pessoas nascem com uma inclinação para a timidez. Mas esse fator não é uma condenação eterna a desviar os olhos dos outros. Segundo o pesquisador do estudo, isso depende muito também da criação que a pessoa tem;
  • Mais timidez é adquirida através de experiências de vida;
  • Existe uma neurobiologia da timidez, sendo pelo menos três centros cerebrais que interpõem o medo e a ansiedade e que organizam a resposta de todo o corpo com o que reconhecemos como timidez;
  • A incidência de timidez varia entre os países. Israelenses parecem ser os menos tímidos habitantes do mundo. Um importante fator contribuinte são os estilos culturais de atribuir elogio e culpa para as crianças.

3 – Guardar rancor

Você é uma pessoa rancorosa e guarda ressentimento por alguém ou algo que aconteceu por anos a fio? Todo mundo sabe que isso só faz mal, podendo até afetar a sua saúde, e o melhor a fazer é deixar esse sentimento de lado. Com isso, você libera o seu cérebro para pensamentos mais positivos e produtivos, dedicando também a sua energia para o que lhe faz bem. Cada caso é um caso e sabemos que é fácil falar, mas na prática é mais difícil. No entanto, não custa tentar.
Um estudo de 2000 demonstrou que perdoar parece ser melhor para as pessoas do que guardar rancor, pelo menos em termos de efeitos negativos sobre o corpo. "Quando as pessoas pensam sobre os seus infratores de forma implacável, elas tendem a experimentar emoções negativas mais fortes e maiores respostas fisiológicas de estresse", disse a líder do estudo Charlotte vanOyen Witvliet aoWebMD.
A pesquisa demonstrou que, quando essas mesmas pessoas pensam de forma mais tolerante sobre quem lhe causou algum sofrimento, elas pareciam experimentar um sentimento mais positivo, maior controle percebido e menos stress.

2 – Mentir

Quem aí tem a síndrome do Pinóquio? Acho que todo mundo tem um pouco de mentiroso, não é verdade? A mentira está presente na vida de praticamente todas as pessoas do mundo, principalmente aquelas inverdades consideradas inofensivasutilizadas até mesmo sem que a gente se dê conta.
O grande problema é quando a mentira é prejudicial e provoca sofrimento a você e outras pessoas, mina a sua credibilidade, atrapalha os seus estudos, o seu trabalho e os seus relacionamentos. Aí é um caso sério, sendo necessário corrigir essa característica. 
E você sabia que existem até horários do dia em que mentimos mais? De acordo com um estudo divulgado nessa semana, os pesquisadores da Universidade de Harvard e de Utah realizaram alguns experimentos sobre mentira, traição e até roubo que mostraram que essas ocorrências eram mais altas na parte da tarde. 
Segundo eles, na parte da manhã estamos mais descansados e, por isso, mais honestos. A falta de descanso faz com que haja um declínio em nosso autocontrole e na capacidade de tomar decisões, tornando a mentira um caminho mais fácil.

1 – Se fazer de vítima

“Eu não tenho dinheiro, não tenho amor, não tenho casa, ninguém curte minhas postagens no Facebook ...” Quem nunca se pegou fazendo algum drama desse tipo? Antes de qualquer coisa, não estamos tirando o direito de ninguém reclamar da vida. Mas, se você tem saúde, comida, família e um teto para se abrigar, já é um bom começo.
A receita mais infalível para acabar com o sentimento prejudicial de se fazer de vítima o tempo todo é olhar a sua volta. Há pessoas que só desejam viver, vencer uma doença, ter algo para comer ou um lugar para morar. Pode parecer piegas, mas é a realidade.
A desvantagem para corrigir esta falha de personalidade é que, geralmente, as pessoas só percebem o que está acontecendo quando já estão no fundo do poço, que ela própria acaba criando. Compreender verdadeiramente a diferença entre essas perspectivas pode mudar sua vida, mesmo que leve anos de esforço.

domingo, dezembro 14, 2014

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De pés descalços, peito aberto e mente arejada



Por Hermes C. Fernandes

Lembro-me perfeitamente que, quando criança, meus pais não me permitiam andar descalço e sem camisa, alegando que com isso eu poderia pegar um resfriado. Resultado: durante muito tempo tive uma saúde frágil. Qualquer golpe de vento já me resfriava.  Depois de casado, minha esposa achou graça de me ver dormir de meia. Foi a partir daí que resolvi romper com certas crendices que herdara dos meus pais. 

Quanto mais nos expomos, mais resistentes nos tornamos. Ao passo que, quanto mais nos preservamos, mais frágeis e suscetíveis nos tornamos. Somente a exposição pode manter nosso sistema imunológico em alerta, produzindo anticorpos para combater as eventuais ameaças ao nosso organismo. Parafraseando Nietzsche, o que não provoca minha morte, torna-me mais forte. 

O mesmo vale para a nossa vida espiritual. 

Uma espiritualidade alienante nos fará pessoas muito mais vulneráveis ao assédio do pecado. 

Veja o exemplo do próprio Jesus. Ele andava entre publicanos e meretrizes, porém, jamais pecou. Apesar de saber de todos os riscos, Jesus não pediu ao Pai que nos tirasse do mundo, mas que nos livrasse do mal. 

Muitos pensam que a proposta do evangelho é manter-nos numa espécie de quarentena, completamente isolados de tudo e de todos. Dizem: - Não ouço música do mundo porque não quero me sujar! Não tenho vida social porque sou santo e não me misturo com essa gentalha pecadora! É a teologia do Quico!

Este tipo de espiritualidade é castradora e adoecedora. Quanto mais nos priva, mais nos expõe. 

Em vez disso, devemos transitar neste mundo de pés descalços, peito aberto, mente arejada, porém, revestidos de toda a Armadura de Deus. 

Ao expor-nos, o pecado perde seu encantamento. Criamos anticorpos espirituais. Ativamos nosso sistema imunológico espiritual. 

É óbvio que isso acaba incomodando alguns, sobretudo, aqueles que, no fundo, gostariam de usufruir da liberdade que temos em Cristo, mas não o fazem por receio.

Não estou sugerindo qualquer tipo de autoconfiança ou de exposição desnecessária ao pecado, e sim uma dependência total da graça de Deus que não apenas nos salva como também nos guarda de tropeçar. 

Os incomodados que se acostumem... Estou vacinado pela graça.

sábado, dezembro 13, 2014

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Graça, prazer e dever




Por Hermes C. Fernandes

Voltemos ao texto que narra o retorno de Davi a Jerusalém. De repente, quem sai ao seu encontro? Mefibosete, neto de Saul. Aquele que Ziba acusara de estar conspirando contra Davi para ocupar seu trono. O texto diz que sua aparência era de alguém em grande abatimento:
“Não tinha cuidado dos pés, nem feito a barba, nem lavado as vestes desde o dia em que o rei saíra até o dia em que voltou em paz. Chegando ele a Jerusalém a encontrar-se com o rei, este lhe perguntou: Por que não foste comigo, Mefibosete?” (2 Sm.19:24-25).
Percebe-se que o rei ainda estava triste pela ausência de Mefibosete durante o tempo de maior crise do seu reino. Será que ele realmente havia conspirado contra Davi? Será que Ziba havia dito a verdade? Estaria ele esperando que o trono de Saul lhe fosse devolvido?
“Respondeu ele: Ó rei meu senhor, o meu servo me enganou. O teu servo dizia: Albardarei um jumento, e montarei nele, e irei com o rei; pois o teu servo é coxo. Demais disto ele falsamente acusou o teu servo diante do rei meu senhor. Porém o rei meu senhor é como um anjo de Deus; faze, pois, o que bem te parecer. Toda a casa de meu pai não era senão de homens dignos de morte diante do rei meu senhor, mas puseste a teu servo entre os que comem à tua mesa. Portanto, que direito tenho de clamar ao rei?” (vv.26-28).
Eis aqui alguém que de fato entendeu o significado da palavra “Graça”. Embora Mefibosete pudesse representar uma ameaça ao trono de Davi, dada a sua condição de descendente direto de Saul, Davi o acolheu em seu palácio. E isso por conta da aliança que Davi fizera com o pai de Mefibosete, Jônatas. Foi por amor a ele, que Davi resolveu correr todos os riscos, trazendo Mefibosete pra debaixo do seu teto.

Ele agora perdera tudo. Por causa de uma calúnia, Davi transferira para Ziba todos os seus bens. Mas mesmo assim, Mefibosete não se vê no direito de reclamar. Para ele, já era um privilégio sentar-se entre os príncipes, mesmo sendo neto do maior inimigo de Davi. Bastava-lhe a satisfação de reencontrar o rei em seu retorno a Jerusalém.

Com a cabeça mais fria, sem estar debaixo da mesma pressão que estava naquele dia, Davi responde: “Por que falas ainda de teus negócios? Já decidi: Tu e Ziba repartireis as terras” (v.29). Foi esta a maneira que Davi arrumou pra tentar consertar as coisas. Metade pra um, metade pro outro. Estando bom para ambas as partes... De repente, Mefibosete o interrompe e diz: “Que ele fique com tudo, uma vez que o rei meu senhor já voltou em paz a sua casa” (v.30).

Ainda existem homens como Mefibosete entre nós. São poucos. Na verdade, são raríssimos. Mas são frutos de uma consciência tomada pela Graça. Homens que não fazem questão de nada, cujo coração está inteiramente no Rei, e não nas benesses que possam receber.

Barzilai, o prazer de servir por servir

Embora já tenhamos falado de sete homens que se revelaram durante o tempo de crise no reino de Davi, gostaria de fazer um acréscimo, um oitavo tipo representado por Barzilai.

O texto diz:
“Também Barzilai, o gileadita, desceu de Rogelim, e passou com o rei o Jordão, para acompanhá-lo ao outro lado do rio. Ora, Barzilai era muito velho, da idade de oitenta anos. Ele tinha sustentado o rei, quando este estava em Maanaim, pois era homem muito rico. Disse o rei a Barzilai: Passa tu comigo e eu te sustentarei em Jerusalém. Porém Barzilai disse ao rei: Quantos serão os dias dos anos da minha vida, para que suba com o rei a Jerusalém? Da idade de oitenta anos sou eu hoje. Poderia eu discernir entre o bom e o mau? Poderia o teu servo ter gosto no que come e no que bebe? Poderia eu ainda ouvir a voz dos cantores e das cantoras? Por que seria o teu servo ainda pesado ao rei meu senhor? Com o rei irá teu servo ainda um pouco mais além do Jordão. Por que o rei me daria tal recompensa? Deixa voltar o teu servo, para que eu morra na minha cidade junto à sepultura de meu pai e de minha mãe. Mas aqui está o teu servo Quimã. Passe ele com o rei meu senhor, e faze-lhe o que bem parecer aos teus olhos” (2 Sm.19:32-37).
Mesmo avançado em idade, Barzilai poderia ter-se aproveitado da situação para desfrutar a reta final de sua vida em grande estilo, transitando pelos corredores do poder, comendo à mesa com o rei. Mas em vez disso, preferiu ceder seu lugar a outro. Sua postura nos remete à recomendação de Paulo: "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Rm.12:10).

Barzilai representa aqueles que servem pelo prazer de servir, sem esperar nada em troca. Aqueles que, como Jesus ensinou, não deixam que a mão esquerda saiba o que fez a direita. Tudo o que fazem, fazem-no por amor, e amor totalmente despretensioso, sem interesses ocultos.

Davi ficou profundamente sensibilizado com a atitude de Barzilai. De maneira que respondeu: “Quimã passará comigo, e eu lhe farei como bem parecer aos teus olhos. E tudo o que me pedires te farei. Havendo todo o povo passado o Jordão, e passando também o rei, beijou o rei a Barzilai, e o abençoou, e Barzilai voltou para o seu lugar. Dali passou o rei a Gilgal, e Quimã passou com ele” (vv.38-40a).

Davi jamais se esqueceria do bem que aquele ancião lhe fizera no momento mais crítico de sua vida (2 Sm.17:27-29). Uma vez que ele se recusava a ser recompensado, transferindo esta honra a outro, Davi prontamente o atendeu. E não apenas acolheu a Quimã, mas tratou de estender o benefício a todos os filhos de Barzilai.

Em seu leito de morte, enquanto se despedia de Salomão, Davi recomendou: “Porém com os filhos de Barzilai, o gileadita, usarás de benevolência e estarão entre os que comem à tua mesa, porque assim se houveram comigo, quando eu fugia por causa de teu irmão Absalão” (1 Reis 2:7).

Mesmo que Berzilai não fizesse questão de nada, Davi soube preservar sua gratidão.

Berzilai era um homem voltado para o futuro. Não propriamente o seu futuro, uma vez que estava velho e prestes a partir, mas o futuro de sua descendência. Recusar-se a receber aquela honra foi fator decisivo para que sua descendência fosse preservada no futuro.


* Não deixe de ler os dois artigos anteriores, para que possa compreender melhor o assunto.