sexta-feira, agosto 23, 2013

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Kairosfera: Pra onde vamos ao morrer?


Hermes C. Fernandes

Infelizmente, só nos importamos com a vida pós-morte, quando perdemos alguém a quem muito amamos. Quando perdi meu pai há 12 anos, refleti muito sobre o tema. Queria entender o que se passa conosco depois que partimos. Li vários livros, mas nenhum me satisfez. Então, resolvi pesquisar os textos bíblicos em busca de respostas. Com a perda de minha querida sogra, resolvi republicar minhas reflexões acerca disso. Não deixe de ler a continuação. Creio que vai trazer muito conforto àqueles que perderam alguém a quem amavam, como também àqueles que temem à morte.

O escritor de Hebreus afirma taxativamente que “aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo” (Hb.9:27). Este versículo tem sido fartamente usado para contestar a doutrina da reencarnação. A primeira parte dele é clara. Se só se morre uma vez, logo inferimos que só se vive uma vez. Não há migração de espírito de um corpo para outro. Entretanto, faz-se vista grossa à segunda cláusula do verso, onde se diz que a morte é sucedida imediatamente pelo juízo. Não há hiato entre os dois eventos.

Ao deixarmos essa vida, somos transportados ao Tribunal de Cristo, e à Sua presença imediata. Deixamos o tempo, e entramos em uma esfera atemporal, chamada também de eternidade.

Não há estado intermediário entre a morte e a ressurreição, ou entre a morte e o juízo. Foi a doutrina do estado intermediário que proveu um terreno fértil para o surgimento de doutrinas como a do purgatório, e da intercessão dos santos, que não possuem qualquer respaldo bíblico consistente.

Não devemos esperar que ao morrermos sejamos levados ao Seio de Abraão, para ali esperarmos o momento da ressurreição. Muita confusão tem havido nesse campo. Por isso, devemos buscar respostas inequívocas na Palavra de Deus.

Até a morte de Cristo, todos os que morriam na fé nas promessas de Deus, eram conduzidos a um lugar chamado Seio de Abraão. Não se trata do paraíso, nem de uma sala de espera no céu. Trata-se, antes, de uma espécie de repartição especial dentro do Hades, região dos mortos, também chamada de Sheol pelos judeus. Todos, independentes de sua fé, eram conduzidos a essa região, que dividia-se em duas partes: o lugar de tormento, e o lugar de descanso. A esse, a Escritura denomina Seio de Abraão (1). Ambos, porém, compunham os dois lados de um mesmo cenário. Basta uma conferida na parábola de Lázaro, e veremos ali que o rico que fora para o inferno, “estando em tormento, ergueu os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio” (Lc.16:23). E não só o viu, como também se comunicou com ele, embora houvesse um grande abismo entre eles. Era essa a condição de quem morria antes que Cristo viesse ao mundo e nos escancarasse a porta do paraíso. O escritor dos Hebreus dá testemunho disso, ao declarar: “E todos estes (os que viveram antes da Nova Aliança), embora tendo recebido bom testemunho pela fé, contudo não alcançaram a promessa (de gozar da presença imediata de Deus). Deus havia provido coisa superior a nosso respeito (os que vivem na Nova Aliança inaugurada na Cruz)" (Hb.11:39-40a).

Ao morrer na Cruz, Jesus inaugurou o paraíso para os homens. Por isso, Ele pode garantir ao ladrão penitente: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc.23:43b). A partir de então, todos os que morrem na fé, são imediatamente levados à presença do Senhor. Para esses, a volta do Senhor se dá no exato momento em que deixam esta vida. Por isso Paulo confessa ter “o desejo de partir e estar com Cristo, o que é muito melhor” (Fp.1:23b). Não era por menos, pois nas palavras do apóstolo, é preferível “deixar este corpo e habitar com o Senhor” (2 Co.5:8). Não diz que deixamos esse corpo para habitar com Abraão, ou para descansarmos em algum tipo de sala de espera do céu. Ao deixarmos este corpo, somos conduzidos à presença do Senhor, para habitarmos com Ele para sempre.

Alguns creem que ao deixarmos nossos corpos, experimentaremos um estágio intermediário, em que seremos tão-somente espíritos desencarnados. Isso é um absurdo. Nosso espírito não deseja viver, senão em um corpo através do qual possa glorificar a Deus. Daí a importância da ressurreição corporal. Paulo chega a afirmar que nós “gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu, porque estando vestidos, não seremos achados nus. Pois também nós, os que estamos neste tabernáculo (o corpo físico atual), gememos angustiados, não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida” (2 Co.5:2-4).

O crente em Jesus jamais deve desejar ser despido, isto é, viver sem um corpo, através do qual possa servir e louvar ao Seu Deus. Há uma espécie de angústia em cada um de nós, que nos faz suspirar pelo momento em que Jesus Cristo “transformará o nosso corpo de humilhação, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp.3:21; ver também Rm. 8:23).

Não haverá um tempo em que viveremos fora do corpo. O homem é um ser psicobioespiritual. A idéia de que o homem é apenas um espírito residindo em um corpo não é bíblica. Ainda que o corpo seja apresentado como habitação do espírito, sem ele, o ser está incompleto. Se pudéssemos viver sem um corpo, não haveria necessidade de que a redenção o incluísse (Rm.8:23).Veja o que Paulo escreve aos Tessalonicenses acerca da unidade corpo-alma-espírito:
“O mesmo Deus de paz vos santifique completamente. E todo o vosso espírito, alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.1 TESSALONICENSES 5:23
Mas o que dizer do momento entre a nossa morte e a vinda do Senhor? Quando morremos, nosso espírito é conduzido imediatamente ao último dia, também conhecido como o Dia da Eternidade. Ali será o entroncamento entre o kronos e o kairós. Num “piscar de olhos” ouvimos o veredicto divino, e somos imediatamente revestidos de nosso novo corpo. Tão logo deixemos esse ‘tabernáculo’, recebemos um ‘edifício’ incorruptível, no qual habitaremos para sempre com o Senhor. Foi isso que Paulo disse: “Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus” (2 Co.5:1).

Quando falamos de eternidade, estamos falando de uma esfera de existência que não tem começo nem fim. É nessa esfera que Deus habita (Is.57:15a). Ao entrarmos na eternidade, nos depararemos com o Grande Trono Branco, visto por João em Apocalipse.
“Então vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele. Da presença dele fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles.” APOCALIPSE 20:11
Onde se dará o juízo final? Onde se assentará o Tribunal de Cristo? João vê ainda “os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono (...) O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o além deram os mortos que neles havia, e foram julgados cada um segundo as suas obras” (Ap.20:12a,13). Dá pra imaginar uma cena dessas? Quantas pessoas já passaram por este mundo desde a sua criação? Só nos dias de hoje cerca de 7 bilhões de pessoas povoam a Terra. Imagine reunir todos que aqui já viveram, em todos os tempos, em um só lugar. Será que a superfície terrestre possui uma planície tão extensa que possa comportar tal número de pessoas? Acredito que não. Então onde se dará o Juízo? A pista está no verso 11. Ali lemos que a terra e o céu fugiram da presença d’Aquele que estava assentado no grande Trono Branco. O juízo de Deus, portanto, se dará em uma instância fora do tempo e do espaço. Se não há lugar para a terra e o céu, logo não há “espaço”, e se não há espaço, não há tempo. O tempo e o espaço são aspectos de uma mesma realidade.

Podemos dizer que o Juízo de Deus se dará na Eternidade. Então todos terão que morrer para passar pelo juízo? Absolutamente, não. O mundo caminha em direção à eternidade. Num dado momento, quando Cristo vier, o kronos (tempo) será invadido pelo Kairós (‘tempo’ divino/eternidade), e todos nos veremos “perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co.5:10).

A história da criação caminha para esse ponto, que podemos chamar de Ômega, o capítulo final da História. Será o desfecho da História de todo o cosmo, bem como a conclusão da história de cada ser humano que por aqui houver passado. Todos, sem exceção, terão de dar conta de si mesmo a Deus (Rm.14:12). Esse será o Dia do Senhor, “em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por meio de Jesus Cristo” (Rm.2:16).

De repente, ao soar da trombeta de Deus, todos estaremos ali: Justos e ímpios, grandes e pequenos, ricos e pobres. Desse dia ninguém escapará.

Para quem está vivo no mundo hoje, pode parecer que esse dia esteja num futuro remoto Mas para quem deixa o mundo hoje, é como se esse dia chegasse imediatamente. Não há intervalo. É como se entrássemos numa máquina do tempo, e fôssemos arremessados em um futuro distante. Lá chegando, não apenas nos encontraremos com o Senhor nos ares, vindo em direção a Terra para julgar os vivos e os mortos, como também encontraremos todos os eleitos de Deus, de todas as eras. Dentre os que morrerem em Cristo, ninguém vai chegar primeiro. Imagine um crente em Cristo, em seu leito de morte, despedindo-se dos seus, quando de repente, é levado à eternidade, e lá encontra as mesmas pessoas de quem acabou de se despedir! A dor da separação é para quem fica, não para quem vai. Por isso Jesus disse que os amigos que granjearmos aqui na terra, serão os mesmos que nos receberão “nos tabernáculos eternos” (Lc.16:9). Na verdade, recepcionaremos uns aos outros, pois chegaremos todos juntos.

Há ordem de partida, mas não há ordem de chegada. Por vivermos confinados ao tempo e ao espaço, assistimos à partida de cada pessoa que deixa essa vida. Mas na eternidade não haverá ordem de chegada. Todos compareceremos diante do Trono de Deus concomitantemente.

O Juízo se dará na eternidade, em uma instância atemporal, onde não há tempo nem espaço. O único momento em que ficaremos sem o corpo será perante o Tribunal de Cristo, onde teremos que dar contas do que fizemos através do corpo. Será num abrir e fechar de olhos. Essa instância pode ser chamada de “terceiro céu”, ou “céu dos céus”. Todos, indistintamente, quer estejam vivos ou mortos no momento em que Cristo vier, terão que comparecer diante de Deus, para ouvir Seu veredicto, e receber sua sentença. Ali será o entroncamento entre o céu e a terra, ao mesmo tempo em será a bifurcação entre o céu e o inferno.

Quase que instantaneamente, tão logo ouçamos do Senhor que fomos justificados, nos veremos nas nuvens do céu, atraídos pela Sua majestade divina. Em ‘milésimos de segundo’ veremos toda a nossa vida projetada no telão de nossa consciência. O que ali ouviremos ficará imprimido indelevelmente em nossa consciência para todo o sempre.

Com Ele desceremos a Terra, e aqui viveremos por eras infindáveis na companhia do Senhor e de todos os Seus eleitos.

Céu e Terra são agora reunidos em Cristo, sendo dois lados de uma mesma realidade. Não há mais separação,“o mar já não existe”, declara João, em sua descrição do novo céu e da nova terra (Ap.21:1).

O que temos defendido aqui é que não há intervalo entre a morte e a vinda de Cristo. Não cremos na doutrina do estado intermediário, em que os espíritos dos salvos estariam conscientes numa espécie de sala de espera, aguardando a volta de Cristo, enquanto os espíritos dos não-salvos estariam no anti-sala do inferno, já experimentando previamente o castigo que lhes será impingido por toda a eternidade. Deus não é injusto. Não se pode aplicar uma sentença sem que antes se emita um veredicto. Não se pode emitir um veredicto, sem que antes se faça juízo.

Também não cremos na doutrina do sono da alma, que diz que as almas dos crentes e dos não-crentes ficam estado de repouso, acordando apenas no dia do Juízo Final.

Uma passagem que tem sido usada para defender a teoria do estado intermediário é a de Apocalipse 6:9-11, que diz:
“Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Soberano, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um deles compridas vestes brancas, e foi-lhe dito que repousassem ainda por pouco tempo, até que se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos, como também eles foram.”
Aquelas almas pareciam estar bem conscientes. Elas aparecem clamando por justiça. Querem que seu sangue seja vindicado. Que sua causa seja julgada. E agora, como sustentar nossa doutrina diante dessa passagem? Há duas maneiras de entendermos essa passagem, de forma que ela não contradiga o que expusemos aqui até agora.

A primeira é que pode tratar-se apenas de uma parábola. Assim como lemos em Hebreus 11:4 que o sangue de Abel ainda clama até hoje. Ora, não podemos entender isso literalmente. Tanto Hebreus 11:4, quanto Apocalipse 6 falam da mesma coisa: Deus não Se esqueceu de julgar a causa de Seus servos, ainda que os faça esperar. E o paralelismo entre as duas passagens não pára por aqui. A segunda maneira de se entender essa passagem admite a sua literalidade. Optamos por esse posicionamento.

Aquelas almas que foram vistas sob o altar, clamando por justiça, são as mesmas que “experimentaram escárnios e açoites, e até algemas e prisões. Foram apedrejados; foram tentados; foram serrados pelo meio; foram mortos ao fio da espada. Andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, embora tendo recebido bom testemunho pela fé, contudo não alcançaram a promessa. Deus havia provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados” (Hb.11:36-40). Os mesmos heróis de Hebreus 11, são apresentados no capítulo 12 compondo uma platéia, que tendo encerrado sua corrida, aguarda das arquibancadas a chegada dos últimos atletas. Na interpretação do escritor sagrado, aqueles heróis agora formavam uma “grande nuvem de testemunhas”, esperando e torcendo para que os últimos mártires (testemunhas) daquela era deixassem “todo embaraço”, correndo “com perseverança a carreira” que lhes estava proposta. O pódio só viria depois que o último atleta atravessasse a linha, e a corrida se desse por terminada.

Repare que em Apocalipse 6, o Senhor diz que aquelas almas deveriam repousar um pouco mais, “até que se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos, como também eles foram”. E agora em Hebreus 11 lemos que “eles, sem nós” não poderiam ser aperfeiçoados (lit. completados).

Quando Cristo expirou, o véu do templo de rasgou. O caminho do santo dos santos foi aberto, de maneira que a presença de Deus tornou-se acessível a todos os homens. Entretanto, os mortos que aparecem sob o altar (sob a Velha Aliança), teriam que aguardar um pouco mais, até que se completasse o número dos mártires, que serviriam de testemunhas contra a grande meretriz, a Jerusalém terrena. A Babilônia de Apocalipse é Jerusalém. Compare Mt.23:37 com Ap.16:5-6, 18:20 e 19:2. O Santo dos Santos, embora houvesse sido aberto, não estava ainda descoberto. Hebreus 9:8 diz: “O Espírito Santo estava dando a entender com isto que o caminho do Santo dos Santos ainda não está descoberto, enquanto continua em pé o primeiro tabernáculo (o templo de Jerusalém)”.

Jesus havia previsto que ainda naquela geração o Templo de Jerusalém cairia juntamente com a cidade apóstata. No ano 70 d.C., Jerusalém foi invadida pelos romanos, sob o comando de Tito, filho do Imperador, que a reduziu a escombros, não poupando nem mesmo o suntuoso templo. Com a queda do ‘primeiro tabernáculo’ o Santo dos Santos foi finalmente descoberto, e os espíritos que estavam sob o altar foram finalmente conduzidos à presença imediata de Deus.

Por que “eles, sem nós” não poderia ser aperfeiçoados? Porque foi a Igreja primitiva que forneceu os mártires que faltavam, para que a medida dos pecados de Jerusalém fosse alcançada, e o juízo de Deus fosse derramado sobre ela.

Muitos dos mártires primitivos entraram na conta de Jerusalém, enquanto que outros foram creditados na conta de Roma, que mais tarde também sofreu o juízo implacável de Deus.

Demonstramos aqui que com a morte de Cristo, o caminho do Santo dos Santos nos foi aberto, e que com a queda do Templo em Jerusalém, foi inteiramente descoberto. De maneira que João pôde escrever:
“Graças te damos, Senhor Deus Todo-poderoso, que és, e que eras, porque tomaste o teu grande poder, e reinaste. Iraram-se as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra. Abriu-se no céu o templo, e arca da sua aliança foi vista no seu santuário.” APOCALIPSE 17-19a.
Aleluia! O véu não apenas se rasgou, mas foi inteiramente removido, de maneira que a arca da aliança pôde ser vista. É por isso que João não hesitou em registrar a voz que se ouviu do céu: “Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, descansarão dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanharão” (Ap.14:13).

Se o Santo dos Santos está inteiramente descoberto, logo, temos acesso amplo à presença do Senhor. Não temos que aguardar em um “lugar santo”, também conhecido como “primeiro tabernáculo”. Não temos que fazer um estágio do Seio de Abraão. Nosso vôo à glória não tem escalas, é non-stop.

O templo de Jerusalém representava esse primeiro tabernáculo, um estágio entre o provisório e o permanente.

O provisório tinha que ceder espaço ao permanente. Os santos que viveram naquele período de transição entre a Velha e a Nova Aliança anelavam pela “remoção das coisas abaláveis, como coisas criadas, para que as inabaláveis permaneçam” (Hb.12:27). Eles traziam consigo a certeza de que já haviam atravessado o véu, chegando finalmente “ao monte Sião, à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial (...) a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel”, e de todos os mártires (Hb.12:22,24).

Os santos do período interalianças, já haviam sido avisados de que sobre aquela geração recairia “todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel” (Mt.23:35a). O próprio templo havia sido profanado com assassinato de Zacarias, filho de Baraquias, cujo sangue fora derramado “entre o santuário e o altar” (v.35b). Por isso, daquele templo, não restaria “pedra sobre pedra” (24:2). O sangue dos justos recairia sobre o primeiro tabernáculo, e este, desmoronando, daria lugar ao santuário espiritual, do qual aquele era apenas uma pálida figura.

A queda do Templo foi a vinda de Cristo em juízo sobre Israel e a cidade apóstata. Agora, as almas que estavam sob o altar poderiam finalmente ser reunidas aos santos da Nova Aliança em congraçamento eterno na presença de Deus. Essas almas migraram do tempo (do qual era refém) a eternidade, para reunir-se nas nuvens com os santos de todas as eras.

Libertaram-se, finalmente, do processo histórico, do qual estavam cativos até que sua causa fosse julgada, e seus algozes castigados.

O Templo judeu deu lugar ao Templo Vivo de Deus, que é a Sua Igreja, reunião de todos os santos, de Abel até o último a nascer neste mundo. Em Cristo deu-se a reunião, de maneira que o escritor sagrado pôde declarar, que além de termos chegado à Jerusalém Celestial, reunimo-nos “aos muitos milhares de anjos, à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus (...) a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb.12:22b-23).


(1) O vocábulo grego traduzido por "seio" é κόλπος (kolpos). Esta palavra também é traduzida por 'vagina', e 'útero'. Em alguns textos hebraicos traduzidos para o grego, o termo sheol aparece como kolpos em vez de Hades, pois os judeus se referiam à região dos mortos como "seio da terra", ou ainda, "ventre da terra". O uso intercambiável desses termos nos dá margem para entender a expressão "seio de Abraão" como sinônimo de "hades de Abraão". Fonte: Wiktionary e Lexicon Katabiblon

16 comentários:

  1. Anônimo12:40 PM

    Sua declaração de que: “Ao deixarmos essa vida, somos transportados ao Tribunal de Cristo, e à Sua presença imediata. Deixamos o tempo, e entramos em uma esfera atemporal, chamada também de eternidade”. Viola a Palavra de Deus, pois Jesus nosso exemplo deixou bem claro que devemos crer com diz AS ESCRITURAS E NÃO COMO DIZEM OS FOLOSOFOS QUE SE VESTEM DE PASTORES. DECLAROU AINDA JESUS PARA O DIABO QUE DEVEMOS VICER DE TODA PALAVRA QUE PROCE DA BOCA DE DEUS E NÃO FOLOSOFOS QUE SE VESTEM DE PASTORES( JOÃO 7:38,39- MAT. 4:4).
    E, a declaração de que:“Ao deixarmos essa vida, somos transportados ao Tribunal de Cristo, e à Sua presença imediata. Deixamos o tempo, e entramos em uma esfera atemporal, chamada também de eternidade”, está sendo usada como fundamento para apoiar o engano de que o ex-ladrão foi na sexta-feira para o Paraíso e negando a Palavra de Cristo colocando-O como mentiroso quando disse que não tinha subido ao Pai.
    Primeiro deve ficar claro que quando Deus declara que não há “conhecimento ou recordação após a morte”, é porque não há mesmo, Deus não é homem para que minta (Num. 23:19). “Deus que não pode mentir”( Tito 1:2). “É impossível que Deus minta” (Heb. 6:18- Prov. 30:5,6- Heb. 13:8- I Pedro 2:21-22. E, que segundo Jesus devemos crer nEle como diz as Escrituras (João 7:38,39-Mat. 4:4). Portanto, mais uma vez, são as Escrituras que deve ser fonte de nossas respostas e não os filósofos vertidos de pastores.
    Observe que Davi declara que a porção dos homens ímpios está na terra. Mas ele contemplará a face de Deus e “me satisfarei da tua semelhança quando acordar”(Salmos 17:13,14,15). E, que falando da sua morte afirmou que iria “pelo o caminho de todos os mortais”(I Reis 2:2).
    Observe mais texto em que confirma que Davi e os vivos não PRECEDERÃO OS MORTOS( I Tess. 4: 15) e só verá a face de Deus após o retorno de Jesus, fazendo cair por terra toda declaração fajuta que os mortos “certamente conhecem o que está se passando no céu”, vejam:
    :” Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará? (Salmos 6:5- Isaías 38:18,19)

    Veja que Davi disse que “quando acordar”. Agora olha o que é dito para Daniel : “Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim; pois descansarás e, ao fim dos dias, te levantarás para receber a tua herança” (Daniel 12:13), ou seja, Daniel só receberá a herança prometido por Deus no fins quando se levantar, a semelhança de Davi.
    Há de ser observado ainda que Pedro falando acerca da ressurreição de Cristo, declara que Davi estava morto e seu tumulo permanecia entre eles e declara ainda que Davi não subiu ao céu, ou seja, a Palavra de Deus afirma que Davi não subiu ao céu( Atos2:29,34). Veja também que a Palavra de Deus declara que Davi “adormeceu, foi para junto de seus pais....”(Atos 13:36).Continua
    Osmar Ferreira-nadanospodemoscontraverdade@bol.com.br

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    1. Rafael Thiago11:04 AM

      Osmar, voce ao afirmar que o ser humano não tem alma esquece-se de 2 Timoteo 1 onde Paulo afirma:
      2 Timóteo 1:9-10 NVI

      que nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça. Essa graça nos foi dada em Cristo Jesus desde os tempos eternos, sendo agora revelada pela manifestação de nosso Salvador, Cristo Jesus. Ele tornou inoperante a morte e trouxe à luz a vida e a imortalidade por meio do evangelho.

      Ou seja, Jesus trouxe a luz a vida e a imortalidadr por meio do Evangelho.

      Quem não cria na imortalidade da alma eram os saduceus e aemavam perguntas capsosas para Jesus.

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  2. Anônimo12:42 PM

    Portanto, sem faltar como o respeito, é conversa fiada afirmar que : “A Bíblia ensina muito claramente que a alma sobrevive à morte”(Ezequiel 13:17 a 19-18:4, 20-Salmos 16:10- 33:19-78:50-Isaías 51:12), na verdade é doutrina de demônios, pois A Palavra de Deus declara que só o Senhor tem a imortalidade (I Tim. 6:16).
    Quantos a Eclesiastes 3.20,21, antes é necessário esclarecer que qualquer estudioso da bíblia bem intencionado sabe que os temas da Palavra de Deus devem ser analisados a Luz de Isaías 8:20, 28:13 e II Tim. 3:16, 17, por isso se faz necessário examinar se há outros trecho sagrados sobre o tema.
    Começamos por Eclesiastes 3:19 que no contexto de morte, diz que “o que sucede aos homens sucede aos animais , pois todos tem o mesmo fôlego de vida e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais”. Veja a confirmação desta declaração: animais formado do pó(Gen. 2:19). Animais com o mesmo fôlego(Gen. 7:15, 22). Observou que Ecles. 3:19 confirma a veracidade dos verso 20 e 21? Contudo, veja outros textos sagrados que confirma a veracidade dos versos 20 e 21 de Eclesiastes 3: “Sai-lhe o espírito, volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos” (Salmos 146:4).

    “Todavia o homem que está em honra não permanece;antes é como os animais, que perecem. Salmos 49:12
    O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem. Salmos 49:20
    Agora veja no verso 14 de Salmos 49 em que a Palavra de Deus declara que os homens são como ovelhas mortas postas na sepultura: “a morte se alimenta deles” e “a sua formosura se consumirá na sepultura, a habitação deles”

    Quanto a eterna casa do homem, para aqueles que crêem Cristo como diz as Escrituras, é incontroverso que é a sepultura, pois por si só o homem não pode ressuscitar (Jô 4:19,20-7: 9,10-14:10,11,12-Salmos 94:17), ou seja, o homem será ressuscitado por Cristo na sua volta conforme estabelece a Palavra de Deus( I Tess. 4: 13 a 18- I Cor. 15:52,53 -Mat. 24:30,31-Marcos 13:26,27-João 5:28,29).
    Como se vê, pela Palavra de Deus, a morte é um sono, e qualquer outro argumento que fale diverso ultrapassa a doutrina de Cristo(II João 9)
    Osmar Ferreira-nadanospodemoscontraverdade@bol.com.br

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    1. Anônimo4:33 PM

      concordo com a biblia, e é com ela que devemos viver, OS MORTOS DE NADA SABEM, concordo com seus pontos de vistas, n'ao podemos nos basear no que achamos e sentimos, devemos basear em Jesus, Deus, na biblia. Se a biblia diz, [e aquilo mesmo pq e a palavra de DEUs e DEUSnao mente

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  3. Osmar Ferreira,

    Ouso discordar de seu ponto de vista, afinal as escrituras afirmam que seremks recebidos peloa nossos amigos. Se nossa alma e aniquilada, se não lembraremos de nada, como seremos recebidos por nossos amigos?
    Outra coisa: o Evangelho e muito maior que a Biblia, posto que nesta esta posto apenas elementos pivotais para a compreensão do plano de Deus, não sendo um catálogo descritivo e explicativo de todas as nossas dúvidas e questionamentos
    Abcao

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    1. Anônimo6:29 PM


      Rafael Thiago, há duas maneiras de usar as Escrituras: da maneira de Deus ou da maneira do diabo. Observe que em Mateus 4, Jesus usou as Escrituras dentro do seu contexto. Ou seja, Ele nos versos 4,7 e 10 está usando o que está em Deut. 8:3, 6:14 e 6:16. Enquanto o inimigo usou as Escrituras da mesma forma que usaram no debate e usam para falarem sandices a respeito da morte e outros temas. No debate até falaram que o homem é imortal, quando as Escrituras afirma que só Deus tem a imortalidade. Portanto, o meu ponto de vista, o seu ou de qualquer pessoa não pode sobrepor as Escrituras. Segundo Jesus, é como diz as Escrituras( João 7:38,39) e Ela não pode ser falhar (João 10:35-Lucas 21:33). E, segundo o imitador de Cristo, é a Escritura que pode fazer uma pessoa sábia para salvação e não os filósofos vestidos de pastores com suas filosofias contrárias ao que estão escrito na Palavra de Deus. Diz ainda o imitador de Cristo que é a Escrituras que é útil para “ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra,” e não os filósofos vestidos de pastores com suas filosofias contrárias ao que estão escrito na Palavra de Deus (I Cor. 11:1-II Tim. 3:15,16,17). Como se vê, pela Palavra de Deus, a morte é um sono, e qualquer outro argumento que fale diverso, ultrapassa a doutrina de Cristo(II João 9

      Ainda sobre o fato de que quando o homem morre não vai para a glória , paraíso, inferno ou lugar nenhum muito menos encarnamos o livro de Eclesiastes por si só é incontroverso, e que a controvérsia foi posta pelo diabo e os homens aceitaram. Contudo, Deus O Criador deixou claro através do livro de Eclesiastes que o homem justo ou perverso, quando morre vão para o mesmo lugar dos animais quando morrem e pro mesmo lugar do aborto, observe outra vez:

      Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão (para um lugar); todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó. (Eclesiastes 3:19-20).
      De toda carne, em que havia fôlego de vida, entraram de dois em dois para Noé na arca; Gênesis 7:15, 16
      Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus,” Gênesis 2:19
      E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; (Gênesis 1:24)

      “Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem. Salmos 49:12
      “Como ovelhas são postos na sepultura; a morte se alimentará deles e os retos terão domínio sobre eles na manhã, e a sua formosura se consumirá na sepultura, a habitação deles. Salmos 49:14
      O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem. Salmos 49:20. Continua

      Osmar Ferreira-nadanospodemoscontraverdade@bol.com.br

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    2. Anônimo6:30 PM


      “ Assim também vi os perversos receberem sepultura e entrarem no repouso, ao passo que os que freqüentavam o lugar santo foram esquecidos na cidade onde fizeram o bem;” Eclesiastes 8:10

      “... justos a quem sucede segundo as obras dos perversos, e perversos a quem sucede segundo as obras dos justos.” Eclesiastes 8:14. Eclesiastes 9: 2 e 5.

      Agora veja que Deus O Criador declara que o aborto não vê o sol, nada conhece e em trevas se vai para o mesmo lugar daquele que ainda se vivesse duas vezes mil anos. E, que apesar de um aborto não ter visto sol certamente por inda não ter nascido ou não ter existido, nada conhece e “em trevas se vai”, certamente porque ainda não ter visto a luz ( sol e Luz de Deus), é mais feliz do aquele que gerou cem filhos ou que vivesse duas vezes mil anos. Certamente é mais feliz porque o aborto nada conhece sobre tudo, inclusive sobre o sofrimento “que um homem tem domínio sobre outro homem, para arruiná-lo” (.Eclesiastes 8:9). Porém ambos vão pro mesmo lugar (Eclesiastes 6: 3 a 6).
      “Saber-se-ão as tuas maravilhas nas trevas, e a tua justiça na terra do esquecimento?”(Salmos 88:11 e 12)

      Observe ainda queas Escrituras falando da morte como sono: “aquele que desce a sepultura jamais tornará a subir”, “nunca mais tornará a sua casa”. “Há esperança para a árvore, pois mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer a sua raiz e no chão morre o seu tronco, ao cheiro das águas brotará e dará ramos como a planta nova. O homem, porem, morre e fica prostrado; expira o homem e onde está? Como as águas do lago se evaporam, e o rio se esgotam e seca, assim o homem se deita e não se levanta; enquanto existirem os céus, não acordará, nem será despertado do seu sono” (Jô 7:9,10 e 14: 7 a 12).
      E, uma entre muitas evidencia da Palavra de Deus de os justos ou santos que morrem não vão para a glória, paraíso ou céu (salvo algumas exceções especificas como no caso da transfiguração de Jesus), é a declaração de Paulo de que se Jesus não tivesse ressuscitado os que dormiram em Cristo estariam perdidos (I Cor. 15:17,18). Ou seja, para estarem perdidos (caso Jesus não ressuscitasse), é porque não estavam glória, paraíso ou céu, e sim no “sono da morte”, onde não acordariam. E, mais uma das provas de que os santos mortos não vão para glória, paraíso ou céu está no fato de a Palavra de Deus registrar que na morte de Jesus “muitos CORPOS de santos, que DORMIAM, ressuscitaram”(Mat. 2 7:52). Osmar Ferreira-nadanospodemoscontraverdade@bol.com.br

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    3. Observe ainda que as Escrituras falando da morte como sono: “aquele que desce a sepultura jamais tornará a subir”, “nunca mais tornará a sua casa”. “Há esperança para a árvore, pois mesmo cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus rebentos. Se envelhecer a sua raiz e no chão morre o seu tronco, ao cheiro das águas brotará e dará ramos como a planta nova. O homem, porem, morre e fica prostrado; expira o homem e onde está? Como as águas do lago se evaporam, e o rio se esgotam e seca, assim o homem se deita e não se levanta; enquanto existirem os céus, não acordará, nem será despertado do seu sono” (Jó 7:9,10 e 14: 7 a 12). Observe ainda a sobre a verdade de quem morre fica inconsciente (sono da alma) que Deus através de Jó esclarece que quando uma pessoa mesmo no ventre da mãe morre, é como nunca tivesse existido: “Por que, pois, me tiraste da madre? Ah! se então tivera expirado, e olho nenhum me visse! Então eu teria sido como se nunca fora; e desde o ventre seria levado à sepultura!
      (Jó 10:18-19). Como pode ser observado, se Jó tivesse morrido no ventre da sua mãe, ele teria sido sepultado, sendo como nunca tivesse existido conforme declara o texto da Palavra de Deus em Jó 10, Escrituras que segundo Jesus, não pode falhar(João 10:35), fatos esse que comprova que na morte a pessoa fica em estado de inexistência ou no sono da morte como disse Jesus sobre Lázaro. Veja ainda que esse texto de Jô, bem como a morte como o sono encontra fundamento em outros textos, senão veja:
      “Por que não morri eu desde a madre? E em saindo do ventre, não expirei?
      Por que me receberam os joelhos? E por que os peitos, para que mamasse?
      Porque já agora jazeria e repousaria; dormiria, e então haveria repouso para mim.
      Com os reis e conselheiros da terra, que para si edificam casas nos lugares assolados,
      Ou com os príncipes que possuem ouro, que enchem as suas casas de prata,
      Ou como aborto oculto, não existiria; como as crianças que não viram a luz.(Jó 3:11-16).
      “Porém, morto o homem, é consumido; sim, rendendo o homem o espírito, então onde está ele? Como as águas se retiram do mar, e o rio se esgota, e fica seco,
      Assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais céus, não acordará nem despertará de seu sono”.(Jó 14:10-12).
      Osmar Ferreira-nadanospodemoscontraverdade@bol.com.br

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    4. Rafael Thiago11:22 AM

      Osmar Ferreira,

      Vamos lá!

      A idéia de que o ser humano não possui alma não encontra respaldo bíblico, senão vejamos.

      De fato em 1 Timóteo 6, 16 o autor declara que somente Deus possui a imortalidae, porém em 2 Timóteo 1, 10 afirma que Jesus trouxe à luz a vida e a imortalidade.

      Lembrando que o cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo e a primeira vinda de Jesus foi apenas uma representação histórica do que já havia ocorrido, então, conclui-se que os seres humanos possuem alma sim.

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  4. Olá, Pr Hermes, a paz de Cristo.

    Entendi perfeitamente seu pensamento sobre a vida após a morte, escrevi nestes dias um artigo sobre o "partir e estar com Cristo" sob esse mesmo ponto de vista e citei algumas declarações suas no artigo sobre o tema, se quiser conferir o link está aqui:

    http://desvendandoalenda.blogspot.com.br/2013/08/partir-e-estar-com-cristo.html

    Um grande abraço e que Deus lhe abençoe!

    Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

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  5. A propósito, meu querido oponente no debate do Programa Vejam Só, Pr. Elias Soares, disse que a palavra traduzida por "seio" no texto da parábola de Lázaro não tem nada a ver com "inferno". Infelizmente, o debate tomou outros rumos e acabei não podendo responder. O vocábulo grego traduzido por "seio" é κόλπος (kolpos). Esta palavra também é traduzida por 'vagina', e 'útero'. Em alguns textos hebraicos traduzidos para o grego, o termo sheol aparece como kolpos em vez de Hades, pois os judeus se referiam à região dos mortos como "seio da terra", ou ainda, "ventre da terra". O uso intercambiável desses termos nos dá margem para entender a expressão "seio de Abraão" como sinônimo de "hades de Abraão". Fonte: Wiktionary e Lexicon Katabiblon

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    1. Se você enfrenta-se os comentários do nadanospodemoscontraverdade como orienta Jesus(João 7:38.39 e Mat. 4:4) seus delírios seriam desfeitos se realmente você for um homem de Deus.

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    2. Anônimo4:29 PM

      Se ele for crente ele não vai enfrentar os comentários do irmão, A verdade já se impõe idependente de qualquer coisa... Você tem que pedir orientação a Deus e ler a bíblia, ele como nos esta buscando respostas, Adore a Deus e não ao HOMEM, o homem é falho. Deus é PERFEITO.

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  6. Anônimo3:06 PM

    "O escritor de Hebreus afirma taxativamente que “aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo” (Hb.9:27). Este versículo tem sido fartamente usado para contestar a doutrina da reencarnação." O referido versículo não contesta - e não refuta -, o fenômeno natural (não religioso, não doutrinário) da reencarnação. Primeiro, porque um fenômeno natural, já comprovado por inúmeros estudiosos do mais alto gabarito, não depende, para sua validade, de anuência religiosa ou doutrinária, seja ela qual for. Segundo, porque a própria análise do versículo em questão deixa claro que o mesmo nada diz a respeito da reencarnação, mas do juízo que, segundo o autor de Hebreus, segue-se à morte. Esse evento, ou seja, o juízo após a morte, pode muito bem ser aquele que os redivivos (pessoas que voltaram à vida depois de clinicamente mortas) relatam haverem passado, ou seja, que depois da morte se encontram com Deus e foram defrontados, através de uma visão panorâmica, com todos os atos de suas vidas. Neste sentido, expressam os redivivos haverem experimentado o imenso amor de Deus, sua bondade e misericórdia, e compreenderam que o sentido da vida é crescer em conhecimento e amor. Esse fenômeno é conhecido como "experiência próxima da morte", e é alvo de estudos muito sérios realizados por médicos e estudiosos de inquestionável seriedade e competência. Portanto, esse juízo que a alma vai ter com Deus, após a morte do corpo, em nada obstaculiza o fato da reencarnação, pois, depois de um certo tempo no mundo espiritual, a alma retorna (sendo necessário) para uma nova experiência na Terra. Biblistas que negam a reencarnação, com base no mencionado versículo, precisam considerar, ainda, o fato de que sua interpretação põe por terra as referências às ressurreições de mortos narradas na Bíblia (a de Lázaro, por exemplo), já que esses ressuscitados não viveram uma única vez e tampouco foram julgados após sua primeira morte.

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    1. Anônimo4:24 PM

      Lazaro ressucitou pois atráves desse sinal muitos iriam crer, ele foi um instrumento, não significa que ele reencarnou, , em joão cap 11 versiculo 4 Jesus disse:
      Essa enfermidade NÂO È PARA MORTE mas para a GLÒRIA de Deus;...
      Jesus disse que Lazaro estava mesmo morto, mas que era para a glória de Deus, ele não foi ainda julgado, então provavelmente de nada soube ou sabia. oS MORTOS DE NADA SABEM, é bíblico....

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  7. Anônimo5:01 PM

    Para onde eu vou Hermes, é lógico que vou encontrar com meu Salvador e Senhor de minha vida, o meu amigo fiel Jesus Cristo de Nazaré, e morar eternamente com Ele.
    Pois eu estou bem certo que Ele é poderoso para guardar a meu tesouro até o dia final.
    Sem Jesus Cristo Hermes é impossível ser feliz, Sem Jesus Cristo no comando total de nossas vidas, não dá para ser feliz neste mundo de densas trevas.
    E vc para onde vai!

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