Segunda-feira, Outubro 31, 2011
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Tornou-se rotina em outubro para algumas escolas cristãs e igrejas, enviar cartas de advertência aos pais sobre os males do Halloween.
"Halloween" é simplesmente uma contração de All Hallows 'Eve (Véspera de Todos os Santos). A palavra "Hallow" significa "santo", ("Hallowed Be Thy Name" = "Santificado seja o Teu Nome"). O Dia de Todos os Santos é comemorado em primeiro de novembro. É a celebração da vitória dos santos em união com Cristo.
A observância de várias celebrações de Todos os Santos surgiu no ano 300, e estes foram unidos e fixados em primeiro de novembro 700 anos depois. A origem do Dia de Todos os Santos e de Véspera de Todos os Santos (Halloween) no Mediterrâneo não tem nada a ver com o druidismo celta ou com a luta da Igreja contra o druidismo (assumindo que não houve sequer qualquer coisa como druidismo, que na verdade é um mito inventado no século 19 por neo-pagãos.).
Na Primeira Aliança, a guerra entre o povo de Deus e os inimigos de Deus foi travada no plano humano contra os egípcios, assírios, etc. Com o advento da Nova Aliança, no entanto, dizem-nos que a nossa batalha principal é contra os principados e potestades, contra anjos caídos que cativam os corações e as mentes dos homens na ignorância e e no medo. Estamos certos de que através da oração, fé, e obediência, os santos serão vitoriosos em nossa luta contra essas forças demoníacas. O Espírito nos assegura: "O Deus de paz esmagará Satanás debaixo dos vossos pés em breve" (Romanos 16:20).
Fonte: Zionica (Tradução livre e adaptação: Hermes C. Fernandes).
Comentário de Hermes C. Fernandes: Não estou aqui defendendo a celebração de tal festa. Mas apenas oferecendo uma versão diferente daquela que geralmente tem sido pregado em nossos púlpitos. Conhecer nunca é demais.
A propósito, Feliz Dia da Reforma para todos! A Reforma Protestante foi a vitória de todos os santos, de todas as eras.
A origem cristã do Halloween... O quê?
Tornou-se rotina em outubro para algumas escolas cristãs e igrejas, enviar cartas de advertência aos pais sobre os males do Halloween.
"Halloween" é simplesmente uma contração de All Hallows 'Eve (Véspera de Todos os Santos). A palavra "Hallow" significa "santo", ("Hallowed Be Thy Name" = "Santificado seja o Teu Nome"). O Dia de Todos os Santos é comemorado em primeiro de novembro. É a celebração da vitória dos santos em união com Cristo.
A observância de várias celebrações de Todos os Santos surgiu no ano 300, e estes foram unidos e fixados em primeiro de novembro 700 anos depois. A origem do Dia de Todos os Santos e de Véspera de Todos os Santos (Halloween) no Mediterrâneo não tem nada a ver com o druidismo celta ou com a luta da Igreja contra o druidismo (assumindo que não houve sequer qualquer coisa como druidismo, que na verdade é um mito inventado no século 19 por neo-pagãos.).
Na Primeira Aliança, a guerra entre o povo de Deus e os inimigos de Deus foi travada no plano humano contra os egípcios, assírios, etc. Com o advento da Nova Aliança, no entanto, dizem-nos que a nossa batalha principal é contra os principados e potestades, contra anjos caídos que cativam os corações e as mentes dos homens na ignorância e e no medo. Estamos certos de que através da oração, fé, e obediência, os santos serão vitoriosos em nossa luta contra essas forças demoníacas. O Espírito nos assegura: "O Deus de paz esmagará Satanás debaixo dos vossos pés em breve" (Romanos 16:20).
Fonte: Zionica (Tradução livre e adaptação: Hermes C. Fernandes).
Comentário de Hermes C. Fernandes: Não estou aqui defendendo a celebração de tal festa. Mas apenas oferecendo uma versão diferente daquela que geralmente tem sido pregado em nossos púlpitos. Conhecer nunca é demais.
A propósito, Feliz Dia da Reforma para todos! A Reforma Protestante foi a vitória de todos os santos, de todas as eras.
Domingo, Outubro 30, 2011
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Mais do que uma REFORMA, precisamos de uma REVOLUÇÃO
Sexta-feira, Outubro 28, 2011
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Uma aliança de grupos cristãos e igrejas de diferentes países está se unindo com o propósito de erradicar a pobreza global. A iniciativa recebeu o nome de “58″, uma referência ao capítulo 58 de Isaías, em que Deus chama seu povo para acabar com a pobreza.
Uma das primeiras iniciativas foi a produção de “58: O Filme”, que será usado para inspirar os cristãos a continuar (ou começar) praticando as verdades de Isaías 58. O documentário tem 75 minutos e leva os espectadores a visualizar como vivem os povos mais pobres do planeta, fornecendo estatísticas e apresentando exemplos de como a igreja pode agir para ajudar os 26% da população global que vivem essa realidade. Também foi lançado o livro “58: como a igreja acabará com a pobreza”, que usa os mesmos princípios. Leia um capítulo grátis AQUI.
Dez organizações cristãs têm usado o “58” para simplificar as etapas necessárias para alcançar o que alguns acreditam ser uma tarefa impossível.
Para o Dr. Scott Todd, consultor da ONG Compassion International e um dos coordenadores da 58, a questão principal não é discutir se erradicar a pobreza é uma possibilidade. Ele é mais enfático: “A pergunta é: com que velocidade [a pobreza] pode ser erradicada?’”
Segundo os fundadores da 58, isso poderia acontecer nos próximos 20 anos. Por isso, fixaram o ano de 2.035 como data final. Embora planos sejam feitos, eles asseguram que será necessário que as igrejas estejam realmente dispostas a responder ao apelo de Isaías 58.
Para quem o chama de otimista ingênuo, Scott Todd afirma que seu otimismo baseia-se em fatos concretos e revela como a tirania da pobreza extrema já está sendo quebrada. Ele lembra que:
Fonte: Pavablog, com informações de Charisma e 58
Cristãos querem acabar com a miséria no mundo até 2035
Uma aliança de grupos cristãos e igrejas de diferentes países está se unindo com o propósito de erradicar a pobreza global. A iniciativa recebeu o nome de “58″, uma referência ao capítulo 58 de Isaías, em que Deus chama seu povo para acabar com a pobreza.
Uma das primeiras iniciativas foi a produção de “58: O Filme”, que será usado para inspirar os cristãos a continuar (ou começar) praticando as verdades de Isaías 58. O documentário tem 75 minutos e leva os espectadores a visualizar como vivem os povos mais pobres do planeta, fornecendo estatísticas e apresentando exemplos de como a igreja pode agir para ajudar os 26% da população global que vivem essa realidade. Também foi lançado o livro “58: como a igreja acabará com a pobreza”, que usa os mesmos princípios. Leia um capítulo grátis AQUI.
Dez organizações cristãs têm usado o “58” para simplificar as etapas necessárias para alcançar o que alguns acreditam ser uma tarefa impossível.
Para o Dr. Scott Todd, consultor da ONG Compassion International e um dos coordenadores da 58, a questão principal não é discutir se erradicar a pobreza é uma possibilidade. Ele é mais enfático: “A pergunta é: com que velocidade [a pobreza] pode ser erradicada?’”
Segundo os fundadores da 58, isso poderia acontecer nos próximos 20 anos. Por isso, fixaram o ano de 2.035 como data final. Embora planos sejam feitos, eles asseguram que será necessário que as igrejas estejam realmente dispostas a responder ao apelo de Isaías 58.
Para quem o chama de otimista ingênuo, Scott Todd afirma que seu otimismo baseia-se em fatos concretos e revela como a tirania da pobreza extrema já está sendo quebrada. Ele lembra que:
- Nos últimos oito anos, o número de crianças que morrem de sarampo no mundo diminuiu 78%.
- 22 países reduziram os casos de malária pela metade em apenas seis anos.
- Na década de 1980, 40.000 crianças morriam por dia de causas evitáveis. Atualmente, o número caiu para menos de 21.000.
- A taxa de propagação do HIV no mundo diminuiu em 16% na última década.
- Em 1981, 52% da população mundial vivia em pobreza extrema (ganhando menos de 1 dólar por dia). A partir de 2005, esse número caiu para 26%.
Conheça mais sobre a iniciativa AQUI (em inglês).
Quinta-feira, Outubro 27, 2011
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Perdoem-nos a dureza, mas se esse troféu carrega alguma promessa, é a promessa de que viria “o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos” (2 Tm 4:3,4).
As Verdadeiras Promessas: uma crítica à premiação promovida pela Rede Globo
A Bíblia possui muitas promessas. Alguns dizem que ela traz mais de trinta e duas mil delas, e não duvidamos. O próprio Jesus veio como confirmação de promessas (Rm 15:8) e elas são o consolo e a força dos Cristãos por todo o mundo, em todas as épocas. Porém, existem alguns que interpretam errado ou ignoram muitas das promessas da Escritura, torcendo a Palavra de Deus a fim de satisfazer os próprios deleites. Um exemplo disso é o recém criado “Troféu Promessas”, promovido pela Rede Globo e a Geo Eventos.
O “Troféu Promessas” se intitula como “a maior premiação da música evangélica”. Ele será entregue em um evento que será realizado em dezembro, tendo como principal proposta “reconhecer o trabalho daqueles que exaltam fielmente o nome de Deus por meio da música e o fazem com excelência, influenciando gerações”. Eles querem premiar os “destaques” da música gospel do ano de 2010 e 2011, honrando com a estatueta representantes de nove categorias: Melhor Grupo, Melhor Ministério de Louvor, Melhor Cantor, Melhor Cantora, Artista Revelação, Melhor Música, Melhor DVD/BluRay, Melhor CD e Melhor Evento.
Perdoem-nos a dureza, mas se esse troféu carrega alguma promessa, é a promessa de que viria “o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos” (2 Tm 4:3,4).
O site explica que o troféu chama-se “Promessas” por que “Deus cumpre as Suas promessas e cuida para que a Sua Palavra seja cumprida”, baseando-se corretamente em Jeremias 1:12. Contudo, o que essa premiação não percebe é que ela vai diretamente contra promessas claras do evangelho, negligenciando a verdade de Deus.
Primeira promessa: Deus nos ensina por Sua Palavra
A primeira promessa que esse evento quebra é a de que Deus nos ensinaria tudo por meio de Sua Palavra. O próprio Cristo nos prometeu que o Espírito Santo nos ensinaria “todas as coisas” (Jo 14:26) e esse Espírito usa as Escrituras para nos informar sobre a vontade e as promessas do Pai, já que ela é suficiente para que sejamos perfeitos e perfeitamente preparados para tudo (2 Tm 3:16,17).
Onde a Escritura nos ensina a criar eventos para premiar nossos ministros de música? Em lugar nenhum! Não há qualquer mandamento ou promessa vinda de Jesus, dos apóstolos, dos profetas ou de qualquer escritor bíblico para que criemos tal coisa. Em Levítico 10:1, dois sacerdotes foram mortos por Deus, não por ir contra mandamentos dEle, mas simplesmente por fazer algo que Deus não mandou. Ou seja: Se não há mandamento, há proibição.
Concursos de adoração são tão anti-bíblicos como concursos de qualquer outra disciplina espiritual. Ora, se podemos fazer concursos de louvor, por que não fazermos um concurso de oração? Quem orar mais e melhor leva o troféu joelho roxo. Ou melhor, por que não um concurso de pregação? Quem pregar melhor leva o troféu garganta de ouro. Ou, para os pentecostais, um concurso de profecias? O que trouxer a melhor mensagem de Deus leva o troféu ungido de Jeová. Por que esses concursos seriam condenados por qualquer crente e os concursos de louvor são tratados como algo normal?
Músico, quando você aceita esse concurso e o acha coerente, você está desprezando a promessa de Deus que Ele revelaria sua vontade nas Escrituras e que nelas pautaríamos nossa conduta.
Segunda promessa: todo cristão é um sacerdote
A segunda promessa é ignorada logo no vídeo de apresentação do evento (vídeo acima), o qual dá a entender que os músicos são levitas e os únicos que podem carregar a arca e, assim, a presença e a glória de Deus. Contudo, a intenção de Deus desde Êxodo é que todo Seu povo fosse uma nação sacerdotal. Progressivamente, Deus mostra isso com Moisés, em Êxodo 19:6, antes de os filhos de Levi se ajuntarem aos que eram do Senhor (Ex 32) e serem, por isso, separado para servirem junto ao templo (cabe ressaltar que esse serviço não era musical até Davi! Levitas eram aqueles que cuidavam do templo). A promessa de uma nação sacerdotal precede e engloba o sacerdócio levítico e arâmico.
Essa revelação é retomada no Novo Testamento quando o véu é rasgado com a morte de Cristo, mostrando que todos podem ter acesso à presença de Deus, ao trono da graça pelo novo e vivo caminho que é Jesus, ao ter sua carne “partida”, como o véu (Hb 10:20); e ela é fechada pela chave de ouro de Apocalipse 5:10 (“e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes”). Então, não, músico, você não é uma classe especial de cristão! Todo cristão é templo de Deus (1 Co 3:17), carrega a glória do Evangelho em seu vaso de barro (2 Co 4:7) e tem acesso direto a Deus (Ef 3:12) através de Cristo exclusivamente.
Ministro de louvor,quando você ressuscita o cargo de levita, fazendo-se diferente do “povo” — termo com um certo ar de desprezo que se refere àqueles que estão abaixo de sua magnânima “ministração” (sim, já estivemos no seu meio) — você está desprezando a promessa de Deus! Você se faz mediador no lugar de Cristo. Não! Você não “traz a glória de Deus” para os outros cristãos. Você não é mediador entre Deus e os homens. Só Cristo o é. Quando você está com seu microfone ou instrumento na mão, tudo o que você está fazendo é servindo à igreja (incluindo você mesmo) no louvor e na adoração coletiva a Deus. E Deus, através de Cristo, recebe nossa oferta como incenso suave e ministra mais da glória do Evangelho, através de Seu Espírito, em toda igreja. Aliás, se essa não é sua mentalidade, por favor, retire-se do seu serviço, você só está ferindo o povo de Deus.
Músico, quando você aceita o título de levita, você está desprezado a promessa de Deus de que todos seriam reis sacerdotes e a mediação única de Cristo.
Terceira promessa: a casa de Deus não será um covil de mercadores
A terceira promessa que esse evento ignora é a de que a casa do Deus Pai não seria feita de mercado. O próprio Cristo profetizou isso após fazer um chicote de cordas, virar mesas e expulsar os cambistas (Jo 2:15,16). Ora, se o amoroso e manso Jesus estivesse presente nesse evento, ele quebraria câmeras de filmagem, expulsaria os cantores e destroçaria os troféus, gritando: “os cristãos (atual casa de Deus) não devem comercializar sua adoração!”.
Será que é correto, diante de Deus, usarmos os talentos que Ele nos deu para enriquecer? Tudo isso não passa de um mercado sujo em que o mundo percebeu que pode lucrar – e os cantores “góspeis” querem levar “o seu” para casa. Cristo ensinou seus discípulos que eles deveriam cumprir o ministério sem esperar nada em troca, tendo no coração apenas a vontade de servir: “de graça recebestes, de graça daí” (Mt 10:8). Como podemos querer adorar em troca de premiações?
Músico, se você aceita adorar ao Senhor em troca de premiações e troféus, você vai contra a promessa de Deus de que a casa do Pai não seria um covil de mercadores.
Quarta promessa: sua recompensa virá de Deus
Se você pudesse ganhar um real hoje ou investi-lo e ganhar um milhão depois, qual seria sua escolha? Só um louco escolheria um real, não? Sim, e, se você está participando desta premiação, suas ações mostram que essa foi sua escolha. Só que você fez uma troca pior ainda. Você trocou a infinita e gloriosa recompensa de Deus pela patética, breve e pequena honra humana. Se você participar desse troféu, é só ele que você vai ter mesmo, porque você perdeu as gloriosas bênçãos celestiais reservadas por Deus pelo seu serviço.
Cristo foi bem enfático contra a busca dos fariseus por honra humana. Ele fez afirmações fortes, dizendo que eles tinham recebido plenamente sua recompensa (a humana) e não receberiam a honra que vem de Deus e isso seria a causa de sua incredulidade (Mt 6:5 e Jo 5:44). Por isso, Cristo recomenda praticarmos nossas ações em secreto, para somente Deus ver. E você andará nos passos dos fariseus se proceder pelo caminho do louvor terreno.
Além do mais, você estará fazendo amizade com o mundo e consequentemente inimizade com Deus. Sua atitude de buscar ser honrado “por seu excelente ministério” é um ato de traição contra Deus, um ato de incredulidade nas promessas divinas e uma demonstração que você não busca o Reino dos céus, mas o deste mundo. Você, ao buscar esse tipo de riqueza, está condenando a sua alma à diversos sofrimentos, à incredulidade e à apostasia (1 Tm 6:10)
Músico, se você busca a honra deste mundo, você vai contra a promessa de Deus de que Ele seria seu galardoador.
Quinta promessa: Deus exaltará seu Filho
Caro músico, há alguém mais apaixonado pela glória de Deus que você: Deus! Deus é a pessoa mais apaixonada e empenhada pela exaltação de Seu nome (Ml 1:11). O Pai está ativamente comprometido em exaltar o Filho (Jo 5:23), dando-lhe o Nome sobre todo nome, dobrando todo joelho diante dEle, fazendo toda língua proclamar Seu reinado e senhorio (Fp 2:9-11), colocando todo inimigo debaixo dos Seus pés (Hb 10:13).
Nossa pergunta é se você irá se juntar ao Pai em uma busca apaixonada pela exaltação do Filho ou buscará a exaltação do seu nome (disfarçando, óbvio, com algumas palavras de pretensa humildade quando receber o troféu).
Nosso profundo desejo é que neste ponto você possa clamar como o salmista: “Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade” (Sl 115:1).
Músico, quando você recusa as coisas deste mundo e busca fazer somente o que está na Palavra, juntamente com todo povo sacerdotal de Deus, reunidos em uma casa de oração, almejando somente a recompensa de Deus e juntando-se ao Pai na exaltação do Filho, você canta a melodia mais doce que há: JESUS, O ÚNICO DIGNO DE TROFÉUS.
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Do blog Voltemos ao evangelho. Via: Púlpito Cristão
Do blog Voltemos ao evangelho. Via: Púlpito Cristão
Quarta-feira, Outubro 26, 2011
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O texto que se segue é um exercício daquilo que chamo de "Ficção Teológica". Não deve, portanto, ser tomado como doutrina. Apesar da coerência do que proponho aqui, não me atrevo a classificá-lo desta forma.
A Bíblia é um livro cheio de histórias e personagens misteriosos. Entre eles, destacamos Melquisedeque e Elias. Ambos aparecem do nada, para depois desaparecerem súbita e misteriosamente.
De Melquisedeque se diz que era “rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da matança dos reis, e o abençoou”[1]. Seu nome significa “rei de justiça” e “rei de paz”.
As Escrituras sempre relataram a genealogia de seus personagens, demonstrando com isso, que eram seres reais, que viveram em determinada época da História, e não seres míticos. Porém, Melquisedeque aparece do nada, “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias, nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus”. Como se não bastasse, lemos que ele “permanece sacerdote para sempre”. O escritor de Hebreus nos leva a considerar “quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo”. E aqui, “sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior”. E ele arremata, afirmando que Melquisedeque é “aquele de quem se testifica que vive”[2] .
Ora, diante de todas essas evidências, que alternativa temos, senão admitir que Melquisedeque é ninguém menos que o próprio Cristo? Alguns teólogos afirmam que Melquisedeque seria uma espécie de Teofania, uma manifestação de Cristo pré-encarnado. Ora, se isso fosse verdade, Melquisedeque não surgiria como um ser humano, de carne e osso, e sim, como um espírito.
Creio que Melquisedeque era o próprio Jesus, em carne e osso, trazendo conSigo o DNA de Maria, Sua mãe terrena. Aquele corpo que segurava o pão e o vinho oferecidos a Abraão, era o mesmo que segurou o pão e o vinho na noite da Santa Ceia. Como isso seria possível se todavia Jesus não havia encarnado? Ora, Jesus não encarnou mais de uma vez. Foi na Plenitude dos tempos que Ele Se fez carne, e habitou entre nós. Apesar disso, afirmo que foi com Cristo que o patriarca Abraão se encontrou naquele dia. Isso é testificado pelo próprio Jesus, ao declarar: “Vosso pai Abraão exultou por ver o meu dia; viu-o e alegrou-se”.[3]
Se Melquisedeque é Cristo, e este só Se fez carne uma vez, logo, como se explicaria a aparição de Melquisedeque/Cristo como uma pessoa de carne e osso muitos séculos antes da encarnação? Seria apenas uma ilusão de ótica? Ou, quem sabe, uma espécie de holograma?
Creio que não!
Não poderia o Filho de Deus ter viajado no tempo, voltando dois mil anos, até os dias de Abraão, para apresentar-Se ao patriarca? A menos que não creiamos que para Ele tudo seja possível, isso seria factível.
Investiguemos o caso de Elias.
Esse profeta excêntrico surge repentinamente na História, em um momento de grande crise espiritual em Israel.
Ele é introduzido como “Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade”[4]
Nada se sabe sobre o significado do termo “tisbita”. Alguns arriscam dizer que um tisbita era alguém natural de uma cidade que poderia se chamar Tisbe, ou coisa parecida. Mas o fato é que jamais encontraram tal cidade, nem mesmo qualquer referência a ela, nem na Bíblia, nem em qualquer outro documento antigo. Diz-se que Elias era dos moradores de Gileade. Embora exista um lugar com esse nome nas Escrituras, Gileade significa “região rochosa”. Ele era proveniente das montanhas. Tal dado só acrescenta mistério à figura do profeta. Ele era um homem das cavernas, das montanhas. Ele não tinha casa, família, trabalho, ou qualquer ligação com aquele mundo, com aquele tempo.
Suas atividades como profeta, duraram cerca de 7 anos, e terminaram abruptamente, quando foi tomado por um redemoinho, diante do olhar de várias testemunhas (ao todo, 51 pessoas, entre Eliseu e os filhos dos profetas).
Pra onde foi Elias? Pro lugar e tempo de onde teria vindo! Mas antes de voltar para o “presente”, ele fez uma breve escala no “futuro”. O redemoinho que o levou, o aterrissou no monte, para uma breve conferência com Jesus e Moisés, no evento que ficou conhecido como "Transfiguração". Elias ziguezaguiou no tempo, indo ao passado, depois ao futuro, e retornando ao presente para poder experimentar a morte como todo ser humano.
Epa! O que Moisés estava fazendo ali? Elias, tudo bem, afinal de contas, não havia experimentado a morte. Mas Moisés morreu, e acerca disso a Bíblia não deixa qualquer dúvida. Antes de prosseguir nossa investigação sobre Elias, vamos tentar entender a situação de Moisés.
Ora, mortos não aparecem. Isso apoiaria a doutrina espírita, que por sua vez, não encontra respaldo bíblico. Aliás, os espíritas se valem desta passagem para defender a doutrina do contato com os mortos.
Não há qualquer mal entendido. Moisés realmente morreu. Deus não poderia ter mentido, quando disse ao profeta: “Morrerás no monte a que vais subir, e serás recolhido ao teu povo”.[5] E está registrado: “Assim Moisés, servo do Senhor morreu ali, na terra de Moabe, como disse o Senhor. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe (...) mas ninguém sabe, até hoje, onde fica a sepultura”.[6]
Se Moisés realmente morreu, a ponto do Arcanjo Miguel disputar seu corpo com Satanás, como se explica a sua aparição no Monte da Transfiguração, em conferência com Jesus e Elias?
Creio que uma resposta possível é a viagem no tempo. Durante o tempo em que Moisés passou no monte Sinai, Deus poderia tê-lo transportado para o futuro, para participar daquele extraordinário evento.
Vamos relembrar a experiência de Moisés no Monte, quando pediu que Deus lhe mostrasse a Sua glória. Talvez haja ali alguma pista que confirme a nossa suposição.
O texto diz:
“Então disse Moisés: Rogo-te que me mostres a tua glória. Respondeu-lhe o Senhor: Eu farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor. Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem me compadecer”.[7]
O que Deus quis dizer com fazer passar toda a Sua bondade perante Moisés? No texto original, a palavra traduzida por “bondade” é TOV, a mesma usada em Gênesis 1, toda vez que Deus avalia a Sua obra: “E viu Deus que isso era BOM”(TOV). Fazer passar todo o Seu BOM diante de Moisés, talvez signifique fazer um retrospecto da história, revelar-lhe toda a criação, pois é por meio dela que a glória de Deus é manifestada. Em um ínfimo lapso de tempo, Moisés testemunhou toda a criação, desde o primeiro TOV, até a última avaliação, quando Deus viu que tudo o que tinha feito era MUITO BOM (TOV MEOD). Moisés virtualmente viajou no tempo e no espaço, para assistir ao espetáculo da Criação, a fim de relatá-lo para nós.
E quanto à frase “te proclamarei o nome do Senhor”? Creio que ali lhe fora revelado o nome que é sobre todos os nomes, o nome de Jesus. E mais: creio que Moisés foi levado a um encontro pessoal com o portador desse nome no episódio da Transfiguração.
A frase seguinte é: “Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem me compadecer”. Geralmente, traduzimos isso como se Deus estivesse apenas declarando que teria misericórdia de quem Ele quisesse ter misericórdia. Mas o fato é que, no hebraico, esse é um dos textos mais misteriosos das Escrituras. Poderíamos traduzi-lo ao pé da letra dessa maneira: “Trarei graça o que houver trago graça e compadecerei o que houver compadecido”. Em outras palavras, farei o que já fora feito. Era como se Deus, propositadamente, misturasse os tempos verbais futuro e passado. Era como se Moisés entrasse numa dimensão atemporal, onde não há distinção entre o que se foi, e o que virá a ser.
O mais impressionante do texto vem agora. Deus disse a Moisés:
“Não poderás ver a minha face, pois homem nenhum pode ver a minha face, e viver. Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui, sobre a penha, te porás. Quando a minha glória passar, eu te porei numa fenda da penha, e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado. Depois, quando eu tirar a mão, me verás pelas costas; mas a minha face não se verá”.[8]
O único lugar seguro para que um mortal pudesse contemplar a glória de Deus era a tal penha, em cuja fenda Moisés deveria se esconder. A palavra traduzida por penha é TSUR, que também é traduzida por forma. Lembremo-nos que Jesus é a forma (imagem) do Deus invisível. Em outras palavras, a glória de Deus só poderia ser vista em Jesus. Somente amparado na fenda dessa Rocha, Moisés teria contacto com aquela Graça e Compaixão, reveladas em Jesus. Séculos depois, João diria que “a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”.[9]
Moisés pôde assistir in loco, à manifestação de uma graça que só se revelaria plenamente em um futuro distante. Ele literalmente viajou no tempo e no espaço.
Deus lhe advertiu quanto à impossibilidade de ver a Sua face. Ele só poderia ver as Suas costas. A palavra traduzida por “costas” é ACHORAI, e possui duplo sentido. ACHORAI também significa “depois”. Deus estava dizendo que o que Moisés viria era o Seu “depois”, referindo-se ao tempo em que estaria encarnado entre os homens.
Lucas descreve assim o episódio em que Moisés e Elias se encontraram com Jesus:
“Estando ele orando, transfigurou-se a aparência do seu rosto, e suas vestes ficaram brancas e resplandecentes. Estava falando com ele dois homens, Moisés e Elias, os quais apareceram em glória, e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém”.[10]
Teria Moisés e Elias trazido alguma informação de que Jesus não dispunha? De primeira mão, a impressão que se tem é essa. Eles teriam vindo contar a Jesus algo que Ele desconhecia acerca de Sua morte. Mas há uma interpretação alternativa: o assunto da conferência era este, porém era Cristo quem encabeçava a conversa. Afinal, como podemos conferir nos versos anteriores, Jesus já estava muito bem informado acerca do preço que deveria ser pago pela salvação dos homens, e até sobre o tipo de morte que teria. Se não, Ele não teria dito: “É necessário que o Filho do homem sofra muitas coisas, e seja rejeitado (...) seja morto e ressuscite no terceiro dia (...). Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua crua e siga-me”.[11]
E quanto a Elias? Já vimos que ele embarcou em um redemoinho, para desembarcar no monte da Transfiguração. De onde veio esse excêntrico profeta que enfrentou Acabe, Jezabel e os profetas de Baal em seus dias? Ele veio do futuro.
Por que não há registro do nascimento de Elias nas Escrituras? Por que não encontramos sua genealogia? Simplesmente porque Elias era ninguém menos que João Batista.
Não estou falando de reencarnação. Tal doutrina não tem amparo bíblico. Estou falando que Elias veio ao mundo como João, filho de Zacarias e Isabel. E que, num dado momento, durante o período em que vivia no deserto, foi levado ao passado, para profetizar a Israel.
Vamos às evidências:
1 – João Batista simplesmente aparece repentinamente no deserto da Judéia, conclamando as pessoas ao arrependimento.[12] Onde ele esteve durante o tempo em que desapareceu das páginas sagradas? Compare o relato de Marcos acerca do surgimento do ministério de João Batista e do início do ministério de Jesus. De João, diz-se que ele simplesmente "apareceu" do nada, batizando no deserto (1:4), enquanto de Jesus diz-se que "naqueles dias, veio Jesus de Nazaré da Galileia" (v.9). Isso tão lhe parece sugestivo?
2 – Tanto João Batista, quanto Elias vestiam-se da mesma maneira. João: “As vestes de João eram feitas de pêlos de camelo, e ele trazia um cinto de couro na cintura”.[13] Elias: “Era um homem vestido de pêlos, com os lombos cingidos de um cinto de couro”.[14] Nem João era um copiador de Elias, ou mesmo sua reencarnação. Elias e João eram a mesma pessoa.
3 – O próprio Jesus declara que João era Elias: “Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quiserdes dar crédito, ele é o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.[15]
4 – Elias só apareceu no monte com Jesus e Moisés, após a morte de João Batista. Alguém poderia argumentar que, se fosse João, os discípulos o teriam reconhecido, e invés de dizer terem visto Elias, diriam terem visto João. Mas devemos considerar que Elias estava em meio à nuvem da glória, e que o brilho no rosto de Jesus ofuscava tudo à Sua volta. Eles só reconheceram que se tratava de Elias e Moisés, porque certamente Jesus lhes contou depois.
Afinal, eles não eram contemporâneos daqueles profetas, e jamais os haviam visto.
Portanto, não foi Elias que reencarnou em João, como afirmam os espíritas, mas foi João Batista que teria viajado no tempo, e vivido por sete anos entre o povo de Israel, durante a época de sua maior apostasia. Não me admiro que Jesus tenha afirmado que entre os nascidos de mulher, não houve maior que João.
Outra argumentação sustenta que se João fosse Elias, ele não teria negado. O texto diz que os sacerdotes e levitas lhe perguntaram: “Quem és tu? Ele confessou e não negou, confessou: Eu não sou o Cristo. Perguntaram-lhe: Então quem és? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu profeta? Respondeu: Não”.[16] Ora, ele não apenas negou ser Elias, como também negou ser profeta. Entretanto, Jesus declara que ele era Elias e profeta. Não creio que Jesus haja mentido.
Nem que João tenha mentido deliberadamente. Ele apenas disse o que achava de si mesmo. Ele não se considerava um profeta, embora definitivamente o fosse. Ele não se achava Elias, porque sua identidade original era de João. Seria como perguntar a Clark Kent se ele é o super-homem.
Creio que Elias nasceu neste mundo como João, foi levado para o deserto, de lá embarcou para o passado, viveu entre os contemporâneos de Acabe por sete anos, ao ser tomado pelo redemoinho, desembarcou no Monte da Transfiguração, de lá retornou um pouco ao passado, surgiu no deserto, vestido das mesmas roupas, viveu no tempo de Herodes, para lá morrer.
Viagens no tempo registradas na Bíblia?
Por Hermes C. Fernandes
***
“O que foi, isso é o que há de ser, e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há novo debaixo do sol”. Eclesiastes 1:9
A Bíblia é um livro cheio de histórias e personagens misteriosos. Entre eles, destacamos Melquisedeque e Elias. Ambos aparecem do nada, para depois desaparecerem súbita e misteriosamente.
De Melquisedeque se diz que era “rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da matança dos reis, e o abençoou”[1]. Seu nome significa “rei de justiça” e “rei de paz”.
As Escrituras sempre relataram a genealogia de seus personagens, demonstrando com isso, que eram seres reais, que viveram em determinada época da História, e não seres míticos. Porém, Melquisedeque aparece do nada, “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias, nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus”. Como se não bastasse, lemos que ele “permanece sacerdote para sempre”. O escritor de Hebreus nos leva a considerar “quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo”. E aqui, “sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior”. E ele arremata, afirmando que Melquisedeque é “aquele de quem se testifica que vive”[2] .
Ora, diante de todas essas evidências, que alternativa temos, senão admitir que Melquisedeque é ninguém menos que o próprio Cristo? Alguns teólogos afirmam que Melquisedeque seria uma espécie de Teofania, uma manifestação de Cristo pré-encarnado. Ora, se isso fosse verdade, Melquisedeque não surgiria como um ser humano, de carne e osso, e sim, como um espírito.
Creio que Melquisedeque era o próprio Jesus, em carne e osso, trazendo conSigo o DNA de Maria, Sua mãe terrena. Aquele corpo que segurava o pão e o vinho oferecidos a Abraão, era o mesmo que segurou o pão e o vinho na noite da Santa Ceia. Como isso seria possível se todavia Jesus não havia encarnado? Ora, Jesus não encarnou mais de uma vez. Foi na Plenitude dos tempos que Ele Se fez carne, e habitou entre nós. Apesar disso, afirmo que foi com Cristo que o patriarca Abraão se encontrou naquele dia. Isso é testificado pelo próprio Jesus, ao declarar: “Vosso pai Abraão exultou por ver o meu dia; viu-o e alegrou-se”.[3]
Se Melquisedeque é Cristo, e este só Se fez carne uma vez, logo, como se explicaria a aparição de Melquisedeque/Cristo como uma pessoa de carne e osso muitos séculos antes da encarnação? Seria apenas uma ilusão de ótica? Ou, quem sabe, uma espécie de holograma?
Creio que não!
Não poderia o Filho de Deus ter viajado no tempo, voltando dois mil anos, até os dias de Abraão, para apresentar-Se ao patriarca? A menos que não creiamos que para Ele tudo seja possível, isso seria factível.
Investiguemos o caso de Elias.
Esse profeta excêntrico surge repentinamente na História, em um momento de grande crise espiritual em Israel.
Ele é introduzido como “Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade”[4]
Nada se sabe sobre o significado do termo “tisbita”. Alguns arriscam dizer que um tisbita era alguém natural de uma cidade que poderia se chamar Tisbe, ou coisa parecida. Mas o fato é que jamais encontraram tal cidade, nem mesmo qualquer referência a ela, nem na Bíblia, nem em qualquer outro documento antigo. Diz-se que Elias era dos moradores de Gileade. Embora exista um lugar com esse nome nas Escrituras, Gileade significa “região rochosa”. Ele era proveniente das montanhas. Tal dado só acrescenta mistério à figura do profeta. Ele era um homem das cavernas, das montanhas. Ele não tinha casa, família, trabalho, ou qualquer ligação com aquele mundo, com aquele tempo.
Suas atividades como profeta, duraram cerca de 7 anos, e terminaram abruptamente, quando foi tomado por um redemoinho, diante do olhar de várias testemunhas (ao todo, 51 pessoas, entre Eliseu e os filhos dos profetas).
Pra onde foi Elias? Pro lugar e tempo de onde teria vindo! Mas antes de voltar para o “presente”, ele fez uma breve escala no “futuro”. O redemoinho que o levou, o aterrissou no monte, para uma breve conferência com Jesus e Moisés, no evento que ficou conhecido como "Transfiguração". Elias ziguezaguiou no tempo, indo ao passado, depois ao futuro, e retornando ao presente para poder experimentar a morte como todo ser humano.
Epa! O que Moisés estava fazendo ali? Elias, tudo bem, afinal de contas, não havia experimentado a morte. Mas Moisés morreu, e acerca disso a Bíblia não deixa qualquer dúvida. Antes de prosseguir nossa investigação sobre Elias, vamos tentar entender a situação de Moisés.
Ora, mortos não aparecem. Isso apoiaria a doutrina espírita, que por sua vez, não encontra respaldo bíblico. Aliás, os espíritas se valem desta passagem para defender a doutrina do contato com os mortos.
Não há qualquer mal entendido. Moisés realmente morreu. Deus não poderia ter mentido, quando disse ao profeta: “Morrerás no monte a que vais subir, e serás recolhido ao teu povo”.[5] E está registrado: “Assim Moisés, servo do Senhor morreu ali, na terra de Moabe, como disse o Senhor. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe (...) mas ninguém sabe, até hoje, onde fica a sepultura”.[6]
Se Moisés realmente morreu, a ponto do Arcanjo Miguel disputar seu corpo com Satanás, como se explica a sua aparição no Monte da Transfiguração, em conferência com Jesus e Elias?
Creio que uma resposta possível é a viagem no tempo. Durante o tempo em que Moisés passou no monte Sinai, Deus poderia tê-lo transportado para o futuro, para participar daquele extraordinário evento.
Vamos relembrar a experiência de Moisés no Monte, quando pediu que Deus lhe mostrasse a Sua glória. Talvez haja ali alguma pista que confirme a nossa suposição.
O texto diz:
“Então disse Moisés: Rogo-te que me mostres a tua glória. Respondeu-lhe o Senhor: Eu farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o nome do Senhor. Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem me compadecer”.[7]
O que Deus quis dizer com fazer passar toda a Sua bondade perante Moisés? No texto original, a palavra traduzida por “bondade” é TOV, a mesma usada em Gênesis 1, toda vez que Deus avalia a Sua obra: “E viu Deus que isso era BOM”(TOV). Fazer passar todo o Seu BOM diante de Moisés, talvez signifique fazer um retrospecto da história, revelar-lhe toda a criação, pois é por meio dela que a glória de Deus é manifestada. Em um ínfimo lapso de tempo, Moisés testemunhou toda a criação, desde o primeiro TOV, até a última avaliação, quando Deus viu que tudo o que tinha feito era MUITO BOM (TOV MEOD). Moisés virtualmente viajou no tempo e no espaço, para assistir ao espetáculo da Criação, a fim de relatá-lo para nós.
E quanto à frase “te proclamarei o nome do Senhor”? Creio que ali lhe fora revelado o nome que é sobre todos os nomes, o nome de Jesus. E mais: creio que Moisés foi levado a um encontro pessoal com o portador desse nome no episódio da Transfiguração.
A frase seguinte é: “Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem me compadecer”. Geralmente, traduzimos isso como se Deus estivesse apenas declarando que teria misericórdia de quem Ele quisesse ter misericórdia. Mas o fato é que, no hebraico, esse é um dos textos mais misteriosos das Escrituras. Poderíamos traduzi-lo ao pé da letra dessa maneira: “Trarei graça o que houver trago graça e compadecerei o que houver compadecido”. Em outras palavras, farei o que já fora feito. Era como se Deus, propositadamente, misturasse os tempos verbais futuro e passado. Era como se Moisés entrasse numa dimensão atemporal, onde não há distinção entre o que se foi, e o que virá a ser.
O mais impressionante do texto vem agora. Deus disse a Moisés:
“Não poderás ver a minha face, pois homem nenhum pode ver a minha face, e viver. Disse mais o Senhor: Eis aqui um lugar junto a mim; aqui, sobre a penha, te porás. Quando a minha glória passar, eu te porei numa fenda da penha, e te cobrirei com a minha mão, até que eu haja passado. Depois, quando eu tirar a mão, me verás pelas costas; mas a minha face não se verá”.[8]
O único lugar seguro para que um mortal pudesse contemplar a glória de Deus era a tal penha, em cuja fenda Moisés deveria se esconder. A palavra traduzida por penha é TSUR, que também é traduzida por forma. Lembremo-nos que Jesus é a forma (imagem) do Deus invisível. Em outras palavras, a glória de Deus só poderia ser vista em Jesus. Somente amparado na fenda dessa Rocha, Moisés teria contacto com aquela Graça e Compaixão, reveladas em Jesus. Séculos depois, João diria que “a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”.[9]
Moisés pôde assistir in loco, à manifestação de uma graça que só se revelaria plenamente em um futuro distante. Ele literalmente viajou no tempo e no espaço.
Deus lhe advertiu quanto à impossibilidade de ver a Sua face. Ele só poderia ver as Suas costas. A palavra traduzida por “costas” é ACHORAI, e possui duplo sentido. ACHORAI também significa “depois”. Deus estava dizendo que o que Moisés viria era o Seu “depois”, referindo-se ao tempo em que estaria encarnado entre os homens.
Lucas descreve assim o episódio em que Moisés e Elias se encontraram com Jesus:
“Estando ele orando, transfigurou-se a aparência do seu rosto, e suas vestes ficaram brancas e resplandecentes. Estava falando com ele dois homens, Moisés e Elias, os quais apareceram em glória, e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém”.[10]
Teria Moisés e Elias trazido alguma informação de que Jesus não dispunha? De primeira mão, a impressão que se tem é essa. Eles teriam vindo contar a Jesus algo que Ele desconhecia acerca de Sua morte. Mas há uma interpretação alternativa: o assunto da conferência era este, porém era Cristo quem encabeçava a conversa. Afinal, como podemos conferir nos versos anteriores, Jesus já estava muito bem informado acerca do preço que deveria ser pago pela salvação dos homens, e até sobre o tipo de morte que teria. Se não, Ele não teria dito: “É necessário que o Filho do homem sofra muitas coisas, e seja rejeitado (...) seja morto e ressuscite no terceiro dia (...). Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua crua e siga-me”.[11]
E quanto a Elias? Já vimos que ele embarcou em um redemoinho, para desembarcar no monte da Transfiguração. De onde veio esse excêntrico profeta que enfrentou Acabe, Jezabel e os profetas de Baal em seus dias? Ele veio do futuro.
Por que não há registro do nascimento de Elias nas Escrituras? Por que não encontramos sua genealogia? Simplesmente porque Elias era ninguém menos que João Batista.
Não estou falando de reencarnação. Tal doutrina não tem amparo bíblico. Estou falando que Elias veio ao mundo como João, filho de Zacarias e Isabel. E que, num dado momento, durante o período em que vivia no deserto, foi levado ao passado, para profetizar a Israel.
Vamos às evidências:
1 – João Batista simplesmente aparece repentinamente no deserto da Judéia, conclamando as pessoas ao arrependimento.[12] Onde ele esteve durante o tempo em que desapareceu das páginas sagradas? Compare o relato de Marcos acerca do surgimento do ministério de João Batista e do início do ministério de Jesus. De João, diz-se que ele simplesmente "apareceu" do nada, batizando no deserto (1:4), enquanto de Jesus diz-se que "naqueles dias, veio Jesus de Nazaré da Galileia" (v.9). Isso tão lhe parece sugestivo?
2 – Tanto João Batista, quanto Elias vestiam-se da mesma maneira. João: “As vestes de João eram feitas de pêlos de camelo, e ele trazia um cinto de couro na cintura”.[13] Elias: “Era um homem vestido de pêlos, com os lombos cingidos de um cinto de couro”.[14] Nem João era um copiador de Elias, ou mesmo sua reencarnação. Elias e João eram a mesma pessoa.
3 – O próprio Jesus declara que João era Elias: “Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quiserdes dar crédito, ele é o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.[15]
4 – Elias só apareceu no monte com Jesus e Moisés, após a morte de João Batista. Alguém poderia argumentar que, se fosse João, os discípulos o teriam reconhecido, e invés de dizer terem visto Elias, diriam terem visto João. Mas devemos considerar que Elias estava em meio à nuvem da glória, e que o brilho no rosto de Jesus ofuscava tudo à Sua volta. Eles só reconheceram que se tratava de Elias e Moisés, porque certamente Jesus lhes contou depois.
Afinal, eles não eram contemporâneos daqueles profetas, e jamais os haviam visto.
Portanto, não foi Elias que reencarnou em João, como afirmam os espíritas, mas foi João Batista que teria viajado no tempo, e vivido por sete anos entre o povo de Israel, durante a época de sua maior apostasia. Não me admiro que Jesus tenha afirmado que entre os nascidos de mulher, não houve maior que João.
Outra argumentação sustenta que se João fosse Elias, ele não teria negado. O texto diz que os sacerdotes e levitas lhe perguntaram: “Quem és tu? Ele confessou e não negou, confessou: Eu não sou o Cristo. Perguntaram-lhe: Então quem és? És tu Elias? Ele disse: Não sou. És tu profeta? Respondeu: Não”.[16] Ora, ele não apenas negou ser Elias, como também negou ser profeta. Entretanto, Jesus declara que ele era Elias e profeta. Não creio que Jesus haja mentido.
Nem que João tenha mentido deliberadamente. Ele apenas disse o que achava de si mesmo. Ele não se considerava um profeta, embora definitivamente o fosse. Ele não se achava Elias, porque sua identidade original era de João. Seria como perguntar a Clark Kent se ele é o super-homem.
Creio que Elias nasceu neste mundo como João, foi levado para o deserto, de lá embarcou para o passado, viveu entre os contemporâneos de Acabe por sete anos, ao ser tomado pelo redemoinho, desembarcou no Monte da Transfiguração, de lá retornou um pouco ao passado, surgiu no deserto, vestido das mesmas roupas, viveu no tempo de Herodes, para lá morrer.
Seguindo esta linha de raciocínio, podemos dizer que ao ouvir a voz que dizia "Este é meu filho amado", enquanto batizava Jesus, João teve aquela sensação de Déjavù, pois a ouvira "antes" no monte da Transfiguração (embora o evento tenha se dado depois...). Aquela declaração era uma espécie de senha para que ele tivesse a certeza de que aquele a quem batizava era o mesmo com quem se encontrara no futuro envolto numa nuvem de glória.
Há ainda o profeta Isaías, que de acordo com João, “viu a glória de Jesus, e falou a seu respeito”.[17]
Pelo que tudo indica, a nuvem da glória de Deus é capaz de levar o homem a experimentar um nível de comunhão tão profundo com Deus, que o torna hábil a transcender o tempo e o espaço.
O livro de Isaías fala de um fenômeno de proporções astronômicas. A sombra do relógio de Acaz voltou dez graus.[18] Ora, para que isso acontecesse, a Terra teria que girar ao contrário, o que, astronomicamente, traria resultados nefastos para todos os seus habitantes. De duas, uma. Ou a Terra retrocedeu em sua rotação, ou o tempo retrocedeu. O mesmo se deu quando Josué lutava contra os amorreus. [19]
E João na Ilha de Patmos, afirma ter sido “arrebatado em espírito no dia do Senhor”, recebendo diretamente de Jesus a ordem de escrever “as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.[20]
[1] Hebreus 7:1
[2] Hebreus 7:3-4a; 7,8b
[3] João 8:56
[4] 1 Reis 17:1
[5] Deuteronômio 32:50a
[6] Deuteronômio 34:5-6
[7] Êxodo 33:18-19
[8] Êxodo 33:20-23
[9] João 1:17
[10] Lucas 9:29-31
[11] vv.22-23
[12] Mateus 3:1
[13] Mateus 3:4a
[14] 2 Reis 1:8
[15] Mateus 11:13-15
[16] João 1:19b-21
[17] João 12:41
[18] Isaías 38:8
[19] Josué 10:12-13
[20] Apocalipse 1:10,19
Há ainda o profeta Isaías, que de acordo com João, “viu a glória de Jesus, e falou a seu respeito”.[17]
Pelo que tudo indica, a nuvem da glória de Deus é capaz de levar o homem a experimentar um nível de comunhão tão profundo com Deus, que o torna hábil a transcender o tempo e o espaço.
O livro de Isaías fala de um fenômeno de proporções astronômicas. A sombra do relógio de Acaz voltou dez graus.[18] Ora, para que isso acontecesse, a Terra teria que girar ao contrário, o que, astronomicamente, traria resultados nefastos para todos os seus habitantes. De duas, uma. Ou a Terra retrocedeu em sua rotação, ou o tempo retrocedeu. O mesmo se deu quando Josué lutava contra os amorreus. [19]
E João na Ilha de Patmos, afirma ter sido “arrebatado em espírito no dia do Senhor”, recebendo diretamente de Jesus a ordem de escrever “as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.[20]
[1] Hebreus 7:1
[2] Hebreus 7:3-4a; 7,8b
[3] João 8:56
[4] 1 Reis 17:1
[5] Deuteronômio 32:50a
[6] Deuteronômio 34:5-6
[7] Êxodo 33:18-19
[8] Êxodo 33:20-23
[9] João 1:17
[10] Lucas 9:29-31
[11] vv.22-23
[12] Mateus 3:1
[13] Mateus 3:4a
[14] 2 Reis 1:8
[15] Mateus 11:13-15
[16] João 1:19b-21
[17] João 12:41
[18] Isaías 38:8
[19] Josué 10:12-13
[20] Apocalipse 1:10,19
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Tão grande, mas tão miserável
Por Antônio Carlos Costa
Para onde quer que o homem lance o olhar contempla aquilo que pode representar a sua destruição. A condição do homem é trágica. Os cristãos sempre levaram em consideração esse fato. Para eles a vida de um incrédulo sempre foi um enigma, pois os que tem as certezas do evangelho não sabem como alguém pode viver sem uma esperança adequada - suficiente para atender às aspirações do espírito humano e baseada em evidência racional. Foi Pascal quem disse:
É preciso ter a alma muito elevada para compreender que não há... satisfação verdadeira e sólida; que todos os nossos prazeres não passam de vaidade, que os nossos males são infinitos; que, finalmente, a morte que nos ameaça a cada instante deve colocar-nos infalivelmente, dentro de poucos anos, na terrível necessidade de sermos eternos, ou aniquilados, ou infelizes.
Foi Pascal, como poucos pensadores, quem pôde descrever o caráter ambíguo da condição humana – sua grandeza e a sua miséria, que ironicamente, coincidem:
A grandeza do homem é grande na medida em que ele se conhece miserável. Uma árvore não se conhece miserável. É, pois, ser miserável conhecer-se miserável; mas, é ser grande conhecer que se é miserável. Todas essas misérias provam a sua grandeza. São misérias de grande senhor, misérias de um rei destronado... numa palavra, o homem conhece que é miserável. Ele é, pois, miserável, de vez que o é... o homem não passa de um caniço, o mais fraco da natureza, mas é um caniço pensante.
Um caniço pensante! Um ser frágil e que o sabe. Como atender as demandas da alma de um ser racional e que se vê ao mesmo tempo exposto à tragédias das quais procura fugir com horror? Como lidar com o receio de ter que enterrar os filhos em lugar de ser enterrado por eles, de ser abandonado pelo que ama, se privar mediante morte do convívio com alguém estimado, perder a reputação, ser objeto de uma escaramuça, fazer um câncer, sofrer um acidente grave, presenciar uma terceira guerra mundial ou ver um asteróide se chocar contra o planeta terra e destruir toda a espécie humana e tudo aquilo que esta produziu, sem deixar registro algum de um poema ou composição musical? E isto sem ter ninguém do lado de fora para chorar. Será que as palavras que William Shakespeare põe nos lábios de um dos seus personagens estão com a resposta final?
Apaga-te, vela fugaz!
A vida não é senão uma caminhada
Sombria, um pobre ator
Que se pavoneia e gasta a sua hora
No cenário,
E logo ninguém mais o ouve;
Vem a ser um conto
Narrado por um idiota,
Cheio de ruído e fúria,
Que não significa nada.
O que Cristo trata de fazer nessa passagem é apresentar uma forma de o homem aprender a lidar com os seus temores. Ele não apresenta um mandamento tão além do que o homem julga ser capaz de alcançar, sem ao mesmo tempo revelar a razão de ser do mandamento. Cristo nunca pede do homem o que este não pode dar. Deus não deixaria os seres humanos sem uma saída para as suas preocupações, muitas das quais suficientemente fortes para deixar qualquer pessoa aturdida.
A partir do versículo 25 Cristo trata de apresentar os motivos para crer da razão iluminada pelo evangelho. Sim, há duas formas de usarmos a mente. A forma natural e a forma iluminada. A fé cristã não tem nada a dizer para aquele que rejeita o evangelho. O evangelho provê luz. Sem a luz do evangelho a mente humana terá que funcionar inevitavelmente sob a influência das trevas dos condicionamentos mais diferentes impostos pelo pecado. Sem o evangelho o homem natural pode até chegar à conclusão de que Deus existe. O que ele não conseguirá jamais será conceber um Deus confiável.
É preciso ter a alma muito elevada para compreender que não há... satisfação verdadeira e sólida; que todos os nossos prazeres não passam de vaidade, que os nossos males são infinitos; que, finalmente, a morte que nos ameaça a cada instante deve colocar-nos infalivelmente, dentro de poucos anos, na terrível necessidade de sermos eternos, ou aniquilados, ou infelizes.
Foi Pascal, como poucos pensadores, quem pôde descrever o caráter ambíguo da condição humana – sua grandeza e a sua miséria, que ironicamente, coincidem:
A grandeza do homem é grande na medida em que ele se conhece miserável. Uma árvore não se conhece miserável. É, pois, ser miserável conhecer-se miserável; mas, é ser grande conhecer que se é miserável. Todas essas misérias provam a sua grandeza. São misérias de grande senhor, misérias de um rei destronado... numa palavra, o homem conhece que é miserável. Ele é, pois, miserável, de vez que o é... o homem não passa de um caniço, o mais fraco da natureza, mas é um caniço pensante.
Um caniço pensante! Um ser frágil e que o sabe. Como atender as demandas da alma de um ser racional e que se vê ao mesmo tempo exposto à tragédias das quais procura fugir com horror? Como lidar com o receio de ter que enterrar os filhos em lugar de ser enterrado por eles, de ser abandonado pelo que ama, se privar mediante morte do convívio com alguém estimado, perder a reputação, ser objeto de uma escaramuça, fazer um câncer, sofrer um acidente grave, presenciar uma terceira guerra mundial ou ver um asteróide se chocar contra o planeta terra e destruir toda a espécie humana e tudo aquilo que esta produziu, sem deixar registro algum de um poema ou composição musical? E isto sem ter ninguém do lado de fora para chorar. Será que as palavras que William Shakespeare põe nos lábios de um dos seus personagens estão com a resposta final?
Apaga-te, vela fugaz!
A vida não é senão uma caminhada
Sombria, um pobre ator
Que se pavoneia e gasta a sua hora
No cenário,
E logo ninguém mais o ouve;
Vem a ser um conto
Narrado por um idiota,
Cheio de ruído e fúria,
Que não significa nada.
O que Cristo trata de fazer nessa passagem é apresentar uma forma de o homem aprender a lidar com os seus temores. Ele não apresenta um mandamento tão além do que o homem julga ser capaz de alcançar, sem ao mesmo tempo revelar a razão de ser do mandamento. Cristo nunca pede do homem o que este não pode dar. Deus não deixaria os seres humanos sem uma saída para as suas preocupações, muitas das quais suficientemente fortes para deixar qualquer pessoa aturdida.
A partir do versículo 25 Cristo trata de apresentar os motivos para crer da razão iluminada pelo evangelho. Sim, há duas formas de usarmos a mente. A forma natural e a forma iluminada. A fé cristã não tem nada a dizer para aquele que rejeita o evangelho. O evangelho provê luz. Sem a luz do evangelho a mente humana terá que funcionar inevitavelmente sob a influência das trevas dos condicionamentos mais diferentes impostos pelo pecado. Sem o evangelho o homem natural pode até chegar à conclusão de que Deus existe. O que ele não conseguirá jamais será conceber um Deus confiável.
Antônio Carlos Costa (Via Palavra Plena)
Segunda-feira, Outubro 24, 2011
8
Rayane, minha princesa.
Lembro como se fosse hoje, o dia em que você chegou. Nossa alegria era tanta que nem a informação que recebemos do médico de que você seria uma criança especial foi capaz de ofuscá-la.
O tempo foi passando, e a gente se deu conta de que as coisas não seriam fáceis para você.
Perdoe-me pelas vezes em que me senti envergonhado por você. Não queria que meu ministério caísse em descrédito... Quão tolo eu fui! Todos aqueles anos preocupado com o que os outros pensariam...
Briguei com Deus. Arguí. Questionei.
Já não aguentava mais ouvir os prognósticos médicos de que você jamais andaria ou falaria.
Mas havia algo que nos ajudava a suportar tudo aquilo: Seu sorriso. Nada nos consola mais do que saber que apesar de suas limitações, você é feliz.
Jamais lhe vimos triste, deprimida. Sempre sorridente. Implicante. Carinhosa.
Não consigo imaginar nossa vida sem você.
Você surpreendeu a todos quando naquela noite de domingo, sem que ninguém mandasse, saiu andando pela igreja até o púlpito, onde eu estava. Como eu poderia esquecer?
Você é a minha glória. O maior presente que Deus nos deu.
Eu, sua mãe e seus irmãos, sentimo-nos especiais em todos os sentidos por Deus nos ter confiado os cuidados de um anjinho como você.
Hoje, quando você levantou-se para ofertar, todos se alegraram ao vê-la gesticulando para o povo para que seguisse seus passos até o gazofilácio da igreja para ofertar.
Quão preciosa é nossa filha!
Sua presença nos cultos é sempre percebida por seu entusiasmo contagiante. Cada palma, cada "uhuu!", cada "amém" que você pronuncia, faz meu coração saltar de alegria diante de Deus.
Mais uma vez você nos surpreendeu recentemente quando no momento de oração, dobrou os joelhos aos pés de sua irmãzinha caçula, com os olhos cheios de lágrimas e o coração quebrantado pela presença do Espírito Santo.
Você tem sido minha companheira de oração. Sempre que dobro meus joelhos, seja aqui em casa, ou em meu gabinete, sem que lhe chame, de repente, lá está você, de joelhos ao meu lado, orando, e muitas vezes chorando aos pés do Senhor.
Sei da dificuldade que você tem para expressar tudo o que pensa. Mas seu silêncio é mais eloquente que muitas palavras.
Minha maior tristeza foi não ter conseguido lhe alfabetizar. Sinto-me culpado todas as vezes que a flagro em seu quarto, com a bíblia aberta e uma caneta nas mãos, como quem está lendo e tomando notas. Perdoe-me por não ter insistido mais nisso. Eu e sua mãe queríamos lhe poupar da maldade imperante no mundo. Principalmente depois que você foi agredida na escola em que estudava por um coleguinha igualmente especial. Em vez de revidar, você só fez chorar...
Siga sendo este instrumento de amor e graça, brindando o mundo com o seu sorriso e seu olhar meigo e carinhoso.
Te amamos, filha.
Seu pai.
Minha homenagem à minha filha mais que especial
Rayane, minha princesa.
Lembro como se fosse hoje, o dia em que você chegou. Nossa alegria era tanta que nem a informação que recebemos do médico de que você seria uma criança especial foi capaz de ofuscá-la.
O tempo foi passando, e a gente se deu conta de que as coisas não seriam fáceis para você.
Perdoe-me pelas vezes em que me senti envergonhado por você. Não queria que meu ministério caísse em descrédito... Quão tolo eu fui! Todos aqueles anos preocupado com o que os outros pensariam...
Briguei com Deus. Arguí. Questionei.
Já não aguentava mais ouvir os prognósticos médicos de que você jamais andaria ou falaria.
Mas havia algo que nos ajudava a suportar tudo aquilo: Seu sorriso. Nada nos consola mais do que saber que apesar de suas limitações, você é feliz.
Jamais lhe vimos triste, deprimida. Sempre sorridente. Implicante. Carinhosa.
Não consigo imaginar nossa vida sem você.
Você surpreendeu a todos quando naquela noite de domingo, sem que ninguém mandasse, saiu andando pela igreja até o púlpito, onde eu estava. Como eu poderia esquecer?
Você é a minha glória. O maior presente que Deus nos deu.
Eu, sua mãe e seus irmãos, sentimo-nos especiais em todos os sentidos por Deus nos ter confiado os cuidados de um anjinho como você.
Hoje, quando você levantou-se para ofertar, todos se alegraram ao vê-la gesticulando para o povo para que seguisse seus passos até o gazofilácio da igreja para ofertar.
Quão preciosa é nossa filha!
Sua presença nos cultos é sempre percebida por seu entusiasmo contagiante. Cada palma, cada "uhuu!", cada "amém" que você pronuncia, faz meu coração saltar de alegria diante de Deus.
Mais uma vez você nos surpreendeu recentemente quando no momento de oração, dobrou os joelhos aos pés de sua irmãzinha caçula, com os olhos cheios de lágrimas e o coração quebrantado pela presença do Espírito Santo.
Você tem sido minha companheira de oração. Sempre que dobro meus joelhos, seja aqui em casa, ou em meu gabinete, sem que lhe chame, de repente, lá está você, de joelhos ao meu lado, orando, e muitas vezes chorando aos pés do Senhor.
Sei da dificuldade que você tem para expressar tudo o que pensa. Mas seu silêncio é mais eloquente que muitas palavras.
Minha maior tristeza foi não ter conseguido lhe alfabetizar. Sinto-me culpado todas as vezes que a flagro em seu quarto, com a bíblia aberta e uma caneta nas mãos, como quem está lendo e tomando notas. Perdoe-me por não ter insistido mais nisso. Eu e sua mãe queríamos lhe poupar da maldade imperante no mundo. Principalmente depois que você foi agredida na escola em que estudava por um coleguinha igualmente especial. Em vez de revidar, você só fez chorar...
Siga sendo este instrumento de amor e graça, brindando o mundo com o seu sorriso e seu olhar meigo e carinhoso.
Te amamos, filha.
Seu pai.
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Há exatos 21 anos, num hospital do Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro, nascia nossa filha Rayane. Ela foi o instrumento de Deus através do qual, há quinze anos, eu pude conhecer a Sua surpreendente graça.
Minha filha Rayane completa seus 21 aninhos hoje
Há exatos 21 anos, num hospital do Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro, nascia nossa filha Rayane. Ela foi o instrumento de Deus através do qual, há quinze anos, eu pude conhecer a Sua surpreendente graça.
Aos vinte e cinco anos, meu ministério sofreu uma reviravolta. Deus presenteara a mim e a minha esposa Tânia com uma filha especial. Aos cinco anos, Rayane jamais andara ou falara. Depois de recorrer a vários especialistas, ouvimos de uma médica boliviana na ABBR do Jardim Botânico que nossa filha jamais andaria. Isso embaralhou minha cabeça. Como eu poderia continuar pregando o Evangelho, se minha própria filha era impossibilitada de andar? Como as pessoas dariam crédito à minha pregação?
Numa manhã de sábado acordei com um forte desejo de orar. Pedi à minha esposa que não queria ser interrompido. Tranquei-me no quarto comecei a me desabafar com Deus.
Minhas palavras foram mais ou menos assim: - Senhor, não é justo que minha filha continue assim. Lembra de tudo o que tenho feito pela Tua obra. Lembra que tenho gasto toda minha juventude pra Ti. Lembra dos meus sacrifícios. Meu pai tem dedicado trinta anos de sua vida em Tua obra. Até quando, Senhor, minha filha será a vergonha do meu ministério? Era como se eu estivesse cobrando de Deus a sua cura, respaldado em meus méritos pessoais.
De repente, senti que algo estava acontecendo. Calei-me, e aguardei. Uma voz doce e suave dirigiu-se ao meu coração: - Desde quando suas boas obras lhe dão o direito de me cobrar alguma coisa? Eu não lhe devo nada. E o que eu faço na vida do homem, não é por seus méritos, mas pela minha Graça.
O conceito de graça desafiava meu entendimento e contrariava boa parte daquilo que havia aprendido acerca das coisas de Deus. Mesmo relutante, abri minha Bíblia, e comecei a ler a carta de Paulo aos Romanos. A sensação que eu tinha era de que vendas haviam sido retiradas dos meus olhos. Estava tudo ali. E eu, nascido e criado na igreja, pastor há oito anos, ainda não havia percebido. Foi, de fato, uma revelação. Escamas caíram dos meus olhos. Uma indizível alegria tomou de assalto o meu coração.
Eu e Tânia resolvemos marcar um culto de ação de graças pela vida de Rayane. Pela primeira vez, expus publicamente o problema de nossa filha. Até aquele dia, eu sempre orientava minha esposa a manter nossa filha fora dos olhares curiosos dos irmãos da igreja. Elas costumavam se sentar no último banco, e antes que o culto terminasse, Tânia a levava para meu gabinete.
Dias depois, num culto de Domingo a noite, no momento do ofertório, minha esposa tirou da bolsa uma oferta. De repente, Rayane tomou o dinheiro de sua mão, levantou-se, e foi caminhando até a frente do púlpito. Todos ficaram pasmados, inclusive eu. Alguns, emocionados, começaram a chorar. E eu, com a voz embargada, não sabia como reagir àquilo que Deus fazia diante dos meus olhos. Minha filha, finalmente, caminhava pela primeira vez, sem jamais sequer ter engatinhado!
O que aprendi com Rayane
Aprendi a vencer pelo silêncio, a não me preocupar em provar nada pra ninguém.
Rayane me mostrou que é da fraqueza que Deus tira a fortaleza. Que a vergonha de hoje, é a glória de amanhã. Sem qualquer palavra, Rayane nos tem transmitido o mais belo sermão de amor e graça.
Obrigado, filha. Obrigado, Senhor, por nos ter confiado uma vida tão preciosa.
Quando o mundo me decepcionar, olharei para seus olhos puros e meigos, e recobrarei meu ânimo e esperança de um mundo melhor.
Te amo tanto, Ray! Feliz Aniversário!
Sexta-feira, Outubro 21, 2011
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Garota de Ipanema Gospel (OU NÃO)
Quinta-feira, Outubro 20, 2011
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Eu sou a mosca que pousou na sua sopa!
Por Carlos Moreira
“E mandou o rei Zedequias soltá-lo; e o rei lhe perguntou em sua casa, em segredo: Há porventura alguma palavra do Senhor? E disse Jeremias: Há. E disse ainda: Na mão do rei de babilônia serás entregue”. Jr. 37:17.
Não sei se você conhece o contexto desta passagem... O rei Zedequias estava cercado pelas tropas dos babilônicos. Ele havia sido traído pelos egípcios que bateram em retirada quando souberam que iriam enfrentar a Nabucodonosor.
No mesmo instante, o profeta Jeremias estava atolado em um poço fétido, com lama até o pescoço. Ele tinha sido colocado ali com autorização do próprio rei, acusado de traição e de desanimar o povo com “suas” palavras.
Mas houve um momento, antes da batalha final, que o rei Zedequias mandou tirar Jeremias daquele poço de agonia e solidão. Fico imaginando que ele provavelmente imaginou que um pouco de poço faria um “bem” enorme a Jeremias. Sim, quem não se quebrantaria diante de uma situação como aquela? Quem ousaria permanecer firme, falar a verdade, manter a coerência, a consciência, sustentar convicções, profetizar aquilo que o Senhor havia lhe ordenado? Provavelmente ninguém... Menos Jeremias.
O profeta foi arrastado até o palácio. Diante da opulência do lugar e da imponência do rei ele foi posto perfilado. Ali não estava mais um homem, apenas os trapos que dele restara. Jeremias estava exausto, faminto e mal cheiroso. O rei havia lhe chamado as escondidas. Imagino a cena... Com olhar sarcástico, ele perguntou ao profeta: “há alguma palavra do Senhor?”. E o homem de Deus respondeu: “Há. Na mão do rei de babilônia serás entregue”. E assim sucedeu.
O massacre dos Caldeus sobre Jerusalém foi algo sem precedentes. A cidade, após ser sitiada, acabou não mais resistindo e foi invadida. Seus muros foram queimados, o Templo destruído, os nobres assassinados. Por fim, o rei Zedequias assistiu a morte dos próprios filhos. Foram às últimas imagens registradas pelos seus olhos, que se tornaram cegos após serem vazados pelos seus adversários. Ele foi algemado a grilhões de bronze e levado como escravo para a babilônia.
Olho para os nossos dias... Onde estão os profetas do Senhor? Onde estão aqueles dispostos a falar a verdade a qualquer preço? Onde estão aqueles dispostos a sacrificar a “carreira ministerial”, ou a “sujar” o currículo eclesiástico, ou mesmo a ser perseguido, ridicularizado, caluniado, ultrajado, desprezado? Existirá ainda algum profeta entre nós? Há quem possa em nosso meio dizer como Isaías “quem deu crédito a nossa pregação!”.
Depois de 30 anos de caminhada com Deus pensei já ter assistido a todo tipo de barbaridade. Mas a cada dia sou surpreendido por uma atrocidade diferente e inusitada. Sobre isto bem escreveu Paulo aos Romanos: “não hã quem busque a Deus... não há quem faça o bem... não hã quem fale a verdade...”.
Eis aí os inimigos da Cruz de Cristo! Eles estão diante de nossos olhos! Quem ousará os repreender? Quem se levantará contra eles? São feiticeiros do sagrado, traficantes de um “evangelho” falsificado, intermediários do “divino”. Eles se auto-proclamam “apóstolos”, “evangelistas”, “missionários”, “patriarcas”, “bispos”, mas na verdade são sinagoga de satanás, vendilhões de uma religião oca e vazia, de liturgias dessignificadas, de ritos de ocasião, da fé commoditizada, comercializada como produto de supermercado. Mas um dia eles haverão de se encontrar com o Senhor de toda a Terra, estarão diante do Leão da Tribo de Judá, não mais do Cordeiro de Deus.
Você deve estar se perguntando: “quem és tu para afirmar estas coisas?”. Eu sou um profeta do Deus altíssimo! Não me constituí a mim mesmo, fui chamado com este propósito! Eu ando na contra-mão, no contra-fluxo, na subversão do Reino de Deus, na loucura da Palavra da Cruz, na insanidade do Evangelho de Jesus Cristo. Eu fui chamado para pregar aquilo que não se quer ouvir, para proclamar aquilo que incomoda. Eu meto o dedo na ferida, faço a alma virar ao avesso, à consciência arder, o coração se compungir. Sim, o Espírito do Senhor está sobre mim e ele me ungiu para pregar o “dia da vingança do nosso Deus”!
Você talvez não suporte o que escrevo porque eu digo a verdade. Eu não vivo de aparência, de subterfúgios, de disfarces. Eu não ando de máscaras, não sou “politicamente correto”, não tenho “rabo preso”, não sou devedor de homens. “Eu sou a mosca que pousou na sua sopa!”, eu estou aqui para falar e não há quem possa me calar. Ouça o que eu digo, escute o que eu prego e você verá o que Deus fará na sua vida! Mas tenha cuidado, pois eu sou “perigoso”. Se você me “engolir” poderá morrer de “indigestão”, pois a Palavra que foi colocada na minha boca tanto sara como fere, tanto faz viver como pode matar.
"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.". Jack Kerouac
Eu escrevo este artigo para você que perdeu o temor de Deus, que tem negligenciado o zelo com as coisas de Deus, que se esqueceu da coerência necessária com a Mensagem de Deus. Escrevo para você que cauterizou a sua consciência, endureceu o seu coração, exilou de si mesmo a sua alma. Sim, ainda há tempo para o arrependimento! Arrepende-te, pois, antes que Ele venha e “mova o teu candeeiro”. Não torne vã a graça, nem desprezes a misericórdia, “pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal”. Ec. 12:14
Fonte: A Nova Cristandade
Quarta-feira, Outubro 19, 2011
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O Horário de Verão e o Reino de Deus
Hermes C. Fernandes
O Horário de Verão foi instituído pela primeira vez no Brasil no verão de 1931/1932. O período 2002/2003 correspondeu à 29ª vez de implantação do sistema no Brasil, sendo que desde 1985 esse horário especial ocorre todos os anos, somando 18 vezes consecutivas.
O principal objetivo da implantação do Horário de Verão é o melhor aproveitamento da luz natural ao entardecer, o que proporciona substancial redução na geração da energia elétrica que se destina à iluminação artificial.
Desde que cheguei aqui nos Estados Unidos, tenho participado ao vivo, via satélite, de algumas reuniões em nossa igreja no Brasil. Através do sistema que implantamos, tanto posso ver os irmãos, quanto sou visto por eles. Até Santa Ceia servimos através do Skype. Enquanto partimos o pão aqui com minha família, concomitantemente é partido o pão em nossa igreja. Uma experiência inédita para nós.
Durante quase o ano inteiro a diferença de horário entre os Estados Unidos e o Brasil é de apenas uma hora. Mas quando chega o horário de verão... a diferença passa a ser de três horas. E isso porque, enquanto os relógios no Brasil avançam uma hora, os daqui recuam uma hora. Por conta disso, temos que acordar muito mais cedo para participar do culto de Santa Ceia. Lá são 8h. da manhã, e aqui são 5h. Lá está claro, e aqui ainda escuro.
Da outra vez que morei aqui nos Estados Unidos, eu tinha que voltar ao Brasil a cada mês, e isso me trouxe muitos problemas. Os comissários de bordo chamam de Jet lag o efeito causado no organismo humano pela diferença de fuso horário. Pessoas que viajam constantemente sabem do que estou falando. Temos um relógio biológico em nosso corpo, que se adequa ao nosso fuso local. Quando trocamos esse fuso regularmente, nosso relógio biológico fica desequilibrado, e a gente começa a trocar a noite pelo dia, e vice-versa. E eu exatamente o que é isso. Já passei muitas noites acordado por causa do Jet lag.
Não haveria também uma espécie de fuso horário distinto entre o Reino de Deus e o resto do mundo?
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