Quinta-feira, Setembro 29, 2011

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Mobilização e oração por pastor condenado à morte no Irã


WASHINGTON, EUA — Os Estados Unidos afirmaram nesta quinta-feira que o Irã mostrará um "desprezo total" pela liberdade religiosa se suas autoridades executarem um pastor iraniano que se recusa a negar sua fé cristã para se converter ao islã.

"Os Estados Unidos condenam a pena de morte imposta ao pastor Youssef Nadarkhani. A execução da pena capital constituirá uma nova prova do desprezo das autoridades iranianas pela liberdade de culto", declarou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em um comunicado.

"O pastor Nadarkhani não fez nada além de manter sua fé devota, que é um direito universal de todas as pessoas".

"A tentativa das autoridades iranianas de forçá-lo a renunciar a sua fé viola os valores religiosos que elas alegam defender, atravessa todos os limites da decência e viola as próprias obrigações internacionais do Irã".

"Nós convocamos as autoridades iranianas a libertar o pastor Nadarkhani e a demonstrar compromisso com os Direitos Humanos básicos e universais, incluindo a liberdade de religião".

Nadarkhani, de cerca de 30 anos, tornou-se pastor de uma pequena comunidade evangélica chamada de Igreja do Irã após se converter do Islã aos 19 anos.

Autoridades iranianas o prenderam por apostasia em 2009 e o condenaram à morte sob a lei islâmica da Sharia.

O pastor foi poupado por um recurso da Suprema Corte em julho, afirmou seu advogado à AFP, mas foi condenado à morte novamente depois que o caso foi reexaminado em um tribunal de sua cidade natal, Gilan, de acordo com meios de comunicação locais.

O pastor Yousef enfrentou  duas “audiências’ nos dias 27 e 28 de setembro onde o mesmo teria a oportunidade de negar a sua fé cristã e declarar retorno ao Islã. Fontes informam que o pastor se negou a fazer isto e reafirmou a sua confissão cristã.


 Diversos blogs cristãos estão se unindo na tentativa de chamar a atenção das autoridades mundiais através do twitter usandoHá também a tentativa de sensibilizar embaixadores e autoridades iranianas no estrangeiro.A ação está a cargo de alguns grupos cristãos e todos podem colaborar usando a ferramenta de mobilização e-activist:



Preencha o formulário (está em inglês, mas é fácil). 3) Na caixa ADD YOUR MESSAGE HERE, copie e cole o email abaixo.




Your Excellency, the Ambassador of Iran


Dear Sir,


Along with many other people around the world, I have been following with great concern the case of Pastor Yousef Nadarkhani, who is being tried by a court in Rasht due to his religious beliefs.


I am writing to express my concern and hope that the court will drop all charges against Pastor Yousef, in accordance with international law and especially Iranian law and constitution, which clearly allows freedom for Christians to maintain their religious beliefs and practices.


I am also requesting Your Excellency to pass on my appeal and that of many others to the Iranian government, as a matter of great urgency in this case, so that an innocent person may not be condemned and the constitution of Iran may not be violated.

I am very grateful for your attention to this request.


Respectfully and sincerely,


ASSINE




4) Envie seu email ( send YOUR email)




Com informações da AFP,  Portas Abertas, GLOBO e Gospel Prime.



Fonte: Genizah

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Música cristã de qualidade feita por brasileiro nos EUA





Nascido em 20 de março de 1971, em Brasília, Brasil. Desde bem pequeno foi envolvido pela música na família. Sua mãe tocava violino na igreja e seu pai cantava no coro. Com 13 anos começou a tocar baixo e pelos anos seguintes, dedicou-se a aprender e a estudar esse instrumento, bem como teoria musical.

Mais tarde, apaixonou-se por aprender outros instrumentos como piano e violão acústico. A composição veio naturalmente, à proporção que sentia o desejo de criar melodias enquanto estudava esses instrumentos.


Nascido de novo em 1993 e, desde então, começou a escrever canções que futuramente seriam usadas na igreja.

Morando nos Estados Unidos desde 1998, trabalhou como coordenador de integração de conteúdo e compositor de trilhas sonoras para o projeto da Bíblia iLumina e trabalhou em diversas sessões de gravação com artistas locais. Em 2003, participou da mixagem do álbum Para Ti, de Ron Kenoly, vendido em todo o mundo.

Foram 14 meses de produção onde os mínimos detalhes não deixaram de ser observados. Por causa do desafio de horário dos estúdios locais, Marcio acabou gravando cerca de 95% de todos os vocais do CD, contando apenas com alguns poucos amigos que puderam participar em alguns dos corais.


O maior desafio desse projeto, foi produzir cada música em duas línguas diferentes. Em outras palavras, dois CDs distintos foram gravados. Duas versões de cada música para que pudesse atender o chamado para ministrar em Inglês nas igrejas dos Estados Unidos e tambem para atender a comunidade brasileira.


O CD foi lançado no iTunes, Amazon em formato mp3 digital mas o ouvinte no Brasil pode pedir o CD no site www.MarcioMusic.com via PayPal e receber em seu endereço domiciliar no Brasil. 

Agora chegou o tempo de compartilhar com vocês, algumas das canções que ele escreveu durante o seu caminhar com Cristo. 

Visite o site www.MarcioMusic.com

Comentário de Hermes Fernandes: Conhecer o Marcio foi uma das últimas surpresas que Deus reservou para mim durante minha estada nos EUA. Além de um músico excepcional, é 100% comprometido com o reino de Deus e com Sua Justiça. São pessoas como ele que me devolvem a esperança de que é possível fazer música cristã contemporânea sem pieguismo, com qualidade, tanto lírica, quanto musical. Vale a pena conferir!

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O dia em que Metallica foi a igreja

John Van Sloten está ficando conhecido como o “pastor canadense da cultura pop”. Em 2004 ele pregou um sermão sobre a banda de heavy metal Metallica e sua “mensagem  espiritual”. Ele não imaginava que alguém de fora de sua congregação, a igreja New Hope (Nova Esperança), na cidade de Calgary, fosse prestar atenção. Mas a propagação dessa mensagem tornou-se matéria em vários jornais do mundo, chegando até a revista Rolling Stone. Até a própria banda ouviu falar dele através de um DJ da rádio CJAY92.
Dias antes, o jornal  Calgary Herald tomou conhecimento do assunto e publicou um pequeno artigo sobre as intenções do pastor de unir duas coisas aparentemente tão conflitantes. O Metallica chegou a enviar uma equipe da Warner Music canadense para filmar o culto da igreja naquela semana. Afinal, o pastor John comparou os músicos aos profetas do Antigo Testamento que se levantavam contra a injustiça reinante em seu tempo. Porém, ao invés de profetizar em nome de Deus, eles fazem músicas que falam sobre esses assuntos. Afirmou ainda que a energia e o entusiasmo dos fãs da banda são um exemplo para os que seguem a Cristo.
No famoso sermão ele abordou ainda aspectos da vida dos músicos. Em especial as dificuldades que o líder da banda, o guitarrista James Hetfield, tinha com Deus e a igreja. Aos 16 anos ele viu sua mãe morrer em decorrência de um câncer após ser proibida de procurar ajuda médica e esperar a cura divina. Por causa dessa experiência o guitarrista compôs, entre outras, músicas como The God that failed (o Deus que falhou), onde canta “Eu vejo fé em seus olhos/ Você nunca ouviu as mentiras desanimadoras/ Eu ouço fé em seus gritos/ promessa quebrada, traição/ A mão curadora esta presa pelo prego enterrado/ Siga o Deus que falhou”.
Toda a repercussão e “fama” inesperada levou o pastor a fazer uma série de sermões sobre a cultura pop, que segundo ele mudaram a sua vida e de sua congregação. Passou então a analisar e pregar sobre filmes como a série do Homem-Aranha, até Gran Torino; bandas como Coldplay e Green Day; artistas como Van Gogh e Rembrandt. Van Sloten afirma que “Deus está falando em todos os lugares, através de todas a coisas. O motivo pelo qual preguei sobre todos estes assuntos é porque acredito que eles pertencem a Deus… E quando as coisas pertencem a Deus, elas são importantes e tem algo a nos dizer”, afirmou. Mas o pastor Van Sloten também precisou “pregar” sobre personalidades controversas como Lenny Kravitz e Freddy Mercury, quem ele admite ter sido o mais difícil.
Certamente é uma idéia intrigante, ainda que controversa, pensar que Deus falando através de tudo. Sério? Tudo? Através de um filme como Se beber não case? Até mesmo através de revistas de fofocas e celebridades? As músicas da Lady Gaga? Tal ideia afastou quase metade dos membros da igreja de Van Sloten.
O pastor de 49 anos viu sua congregação de 400  ficar reduzida a pouco mais de 200pessoas sentados no centro comunitário que a New Hope aluga para os cultos de domingo.Por opção, desde o início a igreja decidiu não investir em um prédio. “Eles pensavam que eu tinha ido longe demais, que iria abandonar completamente a Bíblia. Na maioria das outras denominações eu teria sido afastado”, admite.  Mas está convicto que os que permaneceram, “não conseguem mais assistir a um filme apenas por diversão. Agora eles se pegam constantemente perguntando: O que você está dizendo com isso, meu Deus? Quando se reconhece que Deus está falando em todos os lugares, você é forçado a participar, ver e ouvir com mais discernimento, fazer as perguntas certas .” Agora, seis anos depois de iniciar essa mudança, ele lança seu primeiro livro, que leva o título justamente de “O dia em que o Metallica foi à igreja”.
Mesmo sendo favorável ao discernimento e a necessidade de fazermos as perguntas certas, é difícil para a maioria de nós ver Deus por trás de certas coisas. Às vezes a questão não é: “O que você está dizendo com isso, Deus?”, mas sim “O que esse músico ou compositor ou artista está dizendo com isso?”
Certamente existem muitas obras de arte e elementos da cultura pop que podem revelar a Deus. Ele não se limita às manifestações religiosas e está presente mesmo em algo “secular”. Beleza e a bondade são manifestações da sua glória, seja o responsável  por essas coisas cristãos ou não. Mas algumas coisas são totalmente desprovidas de verdade, beleza e bondade!
Deus pode falar através de todas as coisas? Sim. Já falou inclusive através de uma mula, mas deveríamos ser  capazes de estabelecer um limite. Mesmo assim, ele afirma que pastores da Austrália e do Reino Unido foram inspirados por suas idéias. “Ouvi líderes de igrejas por toda a América do Norte dizendo ‘isso faz sentido’ – mas eles nunca tiveram uma base teológica para confirmar isso”.
Mesmo lançado por uma editora pequena, o livro chegou a ser mencionado pela rede CNN em uma matéria sobre religião. Os lucros obtidos com o livro, disse o pastor, não ficarão em seu bolso, mas serão doados integralmente para a sua igreja. Mesmo assim, este ex-corretor de imóveis, hoje escritor, sabe que muitos questionarão suas intenções. ”O tempo mostrará se essa é só uma moda ou se eu sou apenas mais um aproveitador” diz Van Sloten.
Talvez o pastor John esteja levando isso a um extremo. Talvez não. O tempo dirá. Chama a atenção o fato de a imagem de fundo da página de abertura novo site da New Hope ser a capa do livro. Cerca de metade do conteúdo promovido na página está ligado à promoção do livro. É bom lembrar que a editora Faith Alive também tem um bom site promocional para o livro chamado “Metallica na igreja” (AQUI). O primeiro capítulo pode ser baixado gratuitamente por quem estiver curioso sobre o tema  AQUI (em inglês). Vale destacar um dos comentários disponíveis no site, assinado pelo pastor Jonathan Vandenberg, líder da juventude das igrejas reformadas da Austrália:
“Acabei de ler The Day Metallica Came to Church e gostei muito. Sinto que ele registrou bem a importância de termos uma fé bíblica e, ao mesmo tempo, a necessidade de abraçar e explorar os elementos místicos e existenciais da fé e da revelação, vistos por numa perspectiva Reformada. Enquanto a teologia é algo que já abraçamos a séculos, o autor identifica esses elementos naquilo que vemos em nossos dias, o que renova e reafirma bem nossas teorias. Este livro fala à sociedade pós-evangélica, que está descobrindo uma visão do Reino em meio a (e através da) nossa cultura.”
release do livro disponível no site da Amazon diz:
O que a música feita por Metallica e Bach, o filme Crash, e histórias sobre Batman tem em comum? De acordo com o autor e pastor John Van Sloten, Deus podem falar  através de todas elas – se estivermos dispostos a ouvir. Out of his own startling and sometimes wrenching journey of discovery, Van Sloten mostra como Deus pode falar conosco usando qualquer coisa – músicas de heavy metal, filmes violentos, esportes e mesmo a última moda. Se você está atento, este livro pode mudar a maneira como você está acostumado a ouvir a voz de Deus, ou até mesmo a maneira como você vive.
Veja abaixo um trecho da pregação que deu origem ao livro.


Traduzido e editado por Jarbas Aragão © Direitos reservados
Com informações de Christianity Today,  The Calgary Sun e  Amazon
O livro pode ser adquirido  AQUI e o sermão completo do vídeo acima AQUI (em inglês)
Fonte: Pavablog

Quarta-feira, Setembro 28, 2011

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Saudade? Só do futuro - POEMA




Cercado de todos os lados
por um espesso e alto muro
Com os meus pulmões sufocados
Só peço por ar puro!

Em nome da esperança
Quanta coisa eu aturo
Parecendo uma criança
com medo de escuro

Espio por uma brecha
ou por um pequeno furo
Uma porta que ninguém fecha
atravesso, me aventuro

Como colcha de retalho
Lembranças que costuro
Num mosaico em que trabalho
Um sentido eu procuro

Às vezes acerto, outras falho
Nem por isso me censuro
Mas não vou tomar atalho
O caminho é mais seguro

De uma coisa estou certo
Se o passado é um clausuro
Dele hoje me liberto
Que saudade do futuro!

Poema de Hermes C. Fernandes em 28/09/2011

Terça-feira, Setembro 27, 2011

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Labirinto - Poema

Autor: Hermes C. Fernandes em 20/05/2006
Num labirinto
Nas entranhas do meu ser
Assim é que me sinto,
Perdido em meu querer

Deus sabe que não minto
O que quero é viver
Mas me sinto em um labirinto
Sem saber o que fazer

Tudo que eu sinto
Ninguém pode compreender
No meu próprio instinto
Já não posso crer

Deram-me absinto
Recuso-me a beber
A este labirinto
Ei de sobreviver

O que me faz distinto
de todos de minha raça?
Para ser bem sucinto
Dependo de Sua graça

Segunda-feira, Setembro 26, 2011

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Vai um Pecado Zero aí?

Pecado Zero Hermes Fernandes Genizah Os discípulos estavam confusos. Receberam de Jesus uma orientação que parecia destoar de tudo quando lhes ensinara até ali. Da outra vez, quando os enviou a anunciar as boas novas, ordenou que não levassem suprimentos extras, nem bagagem. Apesar disso, nada lhes faltou. A lição aprendida era que aquele que os enviava deveria também bancá-los em sua missão. Porém agora, a instrução de Jesus parecia discrepante. Quem tivesse bolsa, deveria levá-la. Qualquer suprimento seria bem-vindo. Mas o que mais espantou-os foi a última sentença de Sua ordem: “Quem não tiver espada, venda a roupa do corpo e trate de comprar uma!”

O que? Espada? De quê Jesus está falando, afinal?

A seguir, Ele explica que era necessário que se cumprisse o que estava escrito: “Com os malfeitores foi contado”. Naquela época de dominação romana, cidadãos comuns eram proibidos de carregar espada. Somente os soldados podiam portá-la. Qualquer um que fosse flagrado munido de uma espada era considerado um subversivo, um insurgente, um elemento perigoso.

Imeditamente após a orientação de Jesus, os discípulos providenciaram duas espadas, pelo que Ele declarou ser suficiente.

Todos estavam muito apreensivos. Jesus já os avisara que Satanás pedira para peneirá-los como trigo. Embora a peneira fosse destinada a todos, Jesus declara que Sua maior preocupação era com Pedro. “Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça. E tu, quando te converteres, fortalece teus irmãos” (Lc.22:32).

Três anos haviam se passado desde que Pedro aceitara o convite de segui-Lo. Não seria isso uma prova de conversão? Pedro demonstrou ter ficado chateado por ser exposto assim na frente dos colegas. Por isso, não conseguindo manter a boca fechada, vociferou: “Senhor,estou pronto a ir contigo para a prisão e para a morte” (v.33).

Mas Jesus o conhecia muito bem. Sabia que por trás daquela fachada de homem durão havia um menino inseguro, que poucas horas depois O negaria três vezes.

Duas espadas, doze homens (contando Jesus).

Pedro esparava apenas o momento certo para provar a todos que não apenas era convertido, mas que estava disposto a tudo para demonstrar sua lealdade a Jesus.

Depois de vencidos pelo sono, Jesus os acorda decepcionado, enquanto enxugava do Seu rosto o suor feito sangue. Esta cena se repetiu três vezes. O Mestre estava flagrantemente amargurado. O tempo se esgotara, e o traidor já se aproximava, guiando os guardas que O prenderiam, depois de identificá-lO com um beijo fortuito.

Em fração de segundos, dois de Seus discípulos que estavam munidos de espada, consideraram usá-las para defender seu Mestre. Porém, apenas Pedro tomou a iniciativa. Ele deve ter pensado: Que outra razão haveria para que Ele nos mandasse trazer espada, senão esta?

Na cabeça de Pedro, aquela poderia ser a chance pra se redimir. Todos finalmente reconheceriam seu valor. Sem titubear, puxou a espada da bainha, mirou-a no pescoço de um dos guardas, e errando a pontaria, decepou-lhe a orelha.

Era como se ele dissesse: – Eu não disse que era capaz de qualquer coisas pelo Senhor? Pois, eis a prova!

Ora, eram duas espadas. Uma estava com Pedro. E a outra? Com quem estava? Por que preferiu não usá-la?

Jamais saberemos quem foi o discípulo misterioso. Seu anonimato ficará guardado até a eternidade.

Os holofotes sempre apontam na direção de quem deseja aparecer. Fazer o que é certo, às vezes, nos condena a ter que nos contentar com a discrição. Na maioria das vezes, quem aparece é quem se precipta.

Pedro errou e errou feio. Não por causa da péssima pontaria (sua ferramenta de trabalho eram as redes de pesca, não a espada). Ele errou por querer provar sua lealdade através de um ato de heroísmo desmedido e irresponsável.

Seus olhos ainda estavam cheios de remela, por ter se deixado vencer pelo sono, enquanto Jesus suava gotas de sangue. Agora queria bancar o herói.

Em vez de um elogio dos lábios de Jesus, Pedro ouviu uma dura repreensão: “Embainha a tua espada, pois todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão. Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e ele me mandaria imediatamente mais de doze legiões de anjos?” (Mt.26:52-53).

Ingênuo é quem pensa que pode impressionar a Deus, saindo em Sua defesa. Ora, Deus não carece que O defendamos.

Para Jesus, herói não é quem puxa a espada, mas quem compartilha a dor do outro, e sabe chorar com os que choram. Ele jamais Se deixou enganar por rompantes humanos. O que desembainha a espada quando o sangue está quente é o mesmo que negará conhecê-lO quando o sangue esfriar.

Há, todavia, algo que precisamos aprender com este episódio.

Nem sempre devemos lançar mão daquilo que está ao nosso alcance. Assim como Pedro tinha uma espada ao alcance da mão, Jesus tinha milhares de anjos à Sua disposição. Bastava uma voz de comando e eles viriam para socorrê-lO. Então, por que não recorreu a eles? Porque o mais importante não era um livramente momentâneo, ou dar uma demonstração de poder e autoridade, mas cumprir o propósito para o qual fora enviado pelo Pai.

Pecar é desviar-se do propósito. É buscar uma tangente. É usar o que está ao alcance de nossas mãos para fazer as coisas do nosso jeito.

Pecar não se limita a quebrar regras morais ou éticas. É sobre isso que Paulo fala, ao declarar: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm” (1 Co.6:12a).

Que pecado haveria em usar a espada que o próprio Jesus ordenou que levassem? Não haveria nada de mal, do ponto de vista moral e ético, usar a espada em defesa de um amigo. Porém, isso contrariaria o propósito de Deus. Por isso, Jesus bradou: “Mete a tua espada na bainha! Não beberei o cálice que o Pai me deu?” (Jo.18:11).

Há, pelo menos, quatro elementos que compõe o cenário que nos induz ao pecado:

1 – Equipamento
2 – Desejo
3 – Oportunidade
4 – Justificativa

Se a espada está na minha bainha, o que me impede de usá-la? Se dispomos do equipamento para pecar, e este foi dado ou permitido pelo próprio Deus, então, por que nos privar de usá-lo?

Nosso corpo está devidamente equipado para a prostituição. E são ítens de fábrica! Como se não bastasse o “equipamento”, temos também o desejo. Como lidar com a libido? Como controlar o impulso que vem de dentro? O trabalho que o diabo tem é o de catucar a onça com vara curta. O mal está latente em nós. Paulo chega a uma conclusão terrível: “Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum. Com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço (…) Pois segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus, mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros” (Rm.7:18-19,22-23).

Portanto, temos o equipamento e o desejo necessários para pecar. Falta-nos dois outros elementos: a oportunidade e a justificativa.

Satanás se encarrega de criar tais oportunidades. Foi a isso que Jesus chamou de “peneirar”. O cenário é armado. Nossos apetites instigados. A espada parece pronta pra ser desembainhada. Porém, nos esbarramos com a nossa consciência. Como convencê-la de que aquilo é razoável?  E se não a convencermos, como driblá-la pra que não se interponha em nosso caminho?

Agora mesmo, enquanto escrevo estas linhas, tenho em minha dispensa uma caixa de coca-cola zero. Com a sede que estou sentindo, bastara levantar-me, dirigir-me à cozinha, encher um copo de gelo, abrir uma das latas, e saciar-me. Tenho o equipamento, o desejo, a oportunidade, e também uma boa justificativa. Eu sei que coca-cola faz mal à saúde. Mas aquela é coca zero. Não tem calorias. Que mal tem? Está ali, disponível, pronta pra ser consumida. Porém, se eu parar pra ler o que está escrito na lata, verei que ela é zero nas calorias, mas não é zero no sódio. São 40 mg. de sódio. Pra quem andou tendo problema com pressão sanguínea, não é uma boa pedida. Sem contar o corante, o gás, e outros componentes daquela inofensiva lata de refrigerante. Na verdade, quando resolvi comprar coca zero em vez de coca regular, o que eu estava tentando era driblar minha consciência. É como se estivesse tentando sanar aquele velho problema expressado na canção de Roberto Carlos: Tudo o que eu gosto é ilegal, imoral, e ainda por cima, engorda.

Será que existe “pecado zero”? Ou pecado light?

O que seria pior, entregar meu corpo a uma relação adúltera ou acessar sites pornográficos? O que seria menos danoso à saúde espiritual, usar minha língua para mentir ou para fofocar? Usar minhas mãos para roubar ou para esmurrar alguém?

Só há uma maneira de vencer a lógica e o assédio do pecado: Fitar nossos olhos em Jesus, que pelo gozo que Lhe estava proposto resistiu a todas as tentações, suportou a cruz, desprezou os escárnios, abriu mão de usar de Suas prerrogativas divinas, e Se rendeu completamente à vontade do Pai (Hb.12:1-3).

Ele poderia ter descido da cruz, mas não desceu. Poderia ter rogado ao Pai para que Lhe enviasse miríades de anjos para socorrê-lO, mas não o fez. Poderia ter transformado pedras em pães, e assim, saciado Sua fome, mas Se negou a fazê-lO. Poderia ter pulado do pináculo do templo, e assim, provado a todos que era quem dizia ser, mas não o fez. De onde Ele tirou forças para resistir a tudo isso? Do gozo que Lhe estava proposto. As contingências não eram capazes de distraí-lO do alvo. O propósito do Pai se sobressaía em cada passo que dava. Por isso, jamais preocupou-Se em provar nada a ninguém.

Ele preferiu o caminho da discrição, e não da auto-exaltação. E todo aquele que, mesmo tendo a espada ao alcance da mão, prefere mantê-la na bainha em vez de agir por contra própria, receberá d’Ele o galardão.

Sábado, Setembro 24, 2011

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Sexo, Deus & Katy Perry

katy-perry-máscara-hermes fernandes Esta semana deparei-me com uma edição da revista Rolling Stone trazendo na capa o mais novo sex symbol americano, a cantora Katy Perry. O que chamou minha atenção foi o título da matéria: Sex, God & Katy Perry. The Hard Road & Hot Times of a Fallen Angel (Sexo, Deus e Katy Perry. A difícil trajetória e os tempos quentes de um anjo caído).


A canção que a projetou no cenário mundial foi “I kissed a girl (and liked it)”, que traduzido é “Beijei uma garota (e gostei)”.

Meus filhos já haviam feito comentários sobre a tal cantora, referindo-se à música em questão. O que nem eu nem eles sabíamos era que Katy Perry é filha de um casal de pastores pentecostais conservadores, que lhe deu uma educação religiosa rígida. Antes de tornar-se famosa, atuou como cantora gospel e era conhecida pelo seu nome verdadeiro, Katy Hudson.  Gravou seu primeiro CD em 2001: Faith Won’t Fail (A fé não falhará).

De acordo com uma entrevista cedida por sua mãe Mary Hudson ao jornal inglês Daily Mail, o primeiro sucesso da filha “…promove o homossexualismo. Sua mensagem é vergonhosa e nojenta. Toda vez que escuto minha filha cantando no rádio, baixo a cabeça e oro por ela. Katy é nossa filha e nós a amamos, mas discordamos da maneira como está se comportando”.

Exibindo o nome “Jesus” tatuado no punho, Katy Perry segue sua promissora carreira, enquanto constrange seus pais. Esta semana lançou o vídeo de sua nova música “Teenage Dream” (sonho de adolescente), onde aparece semi-nua na cama de um motel com um namorado.

Apesar de sua postura libidinosa, a cantora tenta demonstrar que ainda se mantem fiel às suas raízes cristãs.
“Falar em línguas é tão normal para mim como ‘Passe o sal’… É um segredo, uma linguagem para a oração direta com Deus… Meu pai costuma falar em línguas, enquanto minha mãe interpreta. Esse é o dom deles…” - Rolling Stone, agosto de 2010.
Esta declaração nos oferece pistas sobre o tipo de espiritualidade vivida em seu lar durante sua infância e adolescência. É comum aqui nos EUA ver crentes pentecostais ou carismáticos falando em línguas durante o cotidiano. Falam enquanto comem, enquanto penteiam o cabelo, e até enquanto usam o banheiro. Acham que isso dá demonstração de fervor espiritual. Assim, trivializam o que deveria ser considerado excepcional. Surge, então, uma curiosidade: Será que ela falou em línguas depois de gravar o clip em que diz ter beijado uma garota e gostado? Que tipo de espiritualidade dualista é esta em que os carismas se sobrepõem ao caráter?

Na mesma entrevista cedida à Rolling Stone, Katy Perry diz:
“Quando pequena, eu não podia dizer que eu tinha sorte, porque minha mãe preferia que disséssemos ‘somos abençoados’. Ela também não achava que lucky (sortuda, em inglês) tinha um som parecido com a palavra Lúcifer… Eu não podia comer o cereal Lucky Charms (amuletos da sorte), mas acho que era por causa do açúcar. Creio que minha mãe mentiu para mim sobre isso.”- Rolling Stone, agosto de 2010.
Fica claro que Katy viveu numa espécie de redoma. Os pais tentaram protegê-la ao extremo. Não podia isso, nem aquilo, nem aquilo outro. Imagine não poder comer um sucrilho só porque se chama “amuletos da sorte”? Veja o que ela diz em outra entrevista:
“Minha criação religiosa foi comicamente rígida, proibiram até mesmo de termos em casa qualquer coisa cujo nome remetesse ao diabo. Em nossa casa, não podíamos nem mesmo chamar ovos apimentados pelo seu nome popular. Ao invés de deviled eggs (ovos do demônio), tínhamos de chamá-los de “ovos angelicais”. Nunca fomos autorizados a falar palavrão. Eu sempre tinha problemas quando dizia “que inferno”… Só podíamos escutar música gospel. Não admira que eu me rebelei.”- Celebrity Blend, 2009
Eis a possível razão porque Katy saiu de um extremo a outro. Talvez se seus pais a houvessem criado com um pouco mais de equilíbrio, de visão crítica das coisas em vez de meras proibições, de diálogo em vez de imposições, ela ainda estaria cantando louvores, ou mesmo que desenvolvesse uma carreira secular, não estaria encarnando valores tão ofensivos à moral cristã. Vale a pena conferir o que ela diz mais sobre isso:
“Fui criada numa casa com muita rigidez religiosa. Tudo o que podia ouvir eram [hinos religiosos conhecidos, como] ‘Oh Happy Day,’ ‘His Eye Is on the Sparrow’ e ‘Amazing Grace’. Então agora até o New Kids on the Block são novidades para mim. Eles tem músicas legais…” — MTV, 2008 
“Não podíamos ouvir música secular em casa, pois era considerada coisa do diabo… Se eu queria levar amigas para casa, minha mãe queria saber se elas eram cristãs… Meus pais são assim. Eles são loucos! Eles são malucos mesmo!” — revista Blender, 2004
Excesso de proteção! Não estou acusando seus pais por sua rebelião. Eles bem que tentaram mantê-la nos trilhos. Ela é totalmente responsável por seus atos, mesmo porque não é mais uma adolescente, mas uma mulher de 25 anos. Entretanto, como pais, devemos avaliar a maneira como educamos nossos filhos, para que mais tarde se mantenham fiéis aos valores e princípios que lhes passamos. Nosso dever é prepará-los para o mundo. Afinal de contas, não podemos mantê-los na barra da saia da mamãe para sempre.

Mesmo protagonizando cenas picantes em seus clipes musicais, Katy Perry revela sentir-se chateada pela irreverência que outras estrelas pop demonstram para com a fé cristã e sua falta de temor a Deus.
“Fico chateada quando vejo Russell [Brand, ator e seu noivo], usando o nome do Senhor em vão e Lady Gaga colocar um rosário na boca. Acho que quando você mistura sexo e espiritualidade no mesmo recipiente e sacode bem, algo ruim acontece. Sim, eu disse que beijei uma garota. Mas não disse que beijei uma garota enquanto transava com um crucifixo.” Rolling Stone, agosto de 2010
Penso que este foi o jeito que ela arrumou para se justificar. Apontando os erros alheios, ela parece safar-se de seus próprios erros, ou, no mínimo, atenuá-los. Será que ela pensa em voltar a “louvar ao Senhor” um dia? Será que em algum momento sua consciência lhe tira a tranquilidade, e na calada da noite, ela se entrega ao pranto e ao arrependimento?

Espero que alguém já tenha lhe falado sobre outras estrelas pop que abandoram sua fé e pagaram um preço muito alto por isso. Elvis Presley é o maior exemplo disso. Em sua vida privada, tinha o costume de reunir os amigos para cantar velhos hinos, sendo muitas vezes interrompido pelas lágrimas. Um exemplo mais recente é o da diva Whitney Houston, que depois de escapar da morte por diversas vezes por causa das drogas, lançou recentemente um novo álbum em que louva a Deus em uma de suas faixas, agradecendo por haver sido resgatada.

Britney Spears, a primeira desta leva de estrelas destinadas ao público teen, alcançou o estrelato enquanto gravava vídeos extremamentos sensuais e defendia ao mesmo tempo a manutenção da virgindade até o casamento. Pra quem não sabe, ela também teve criação cristã tradicional. Depois de um tempo posando de santa na vida privada e de insana na vida artística, estrambelhou de vez, chegando às raias da loucura. Temo que outros artistas como os Jonas Brother’s e Miley Cyrus tenham destino semelhantes. Ambos de famílias  cristãs conservadoras. Os irmãos Jonas parecem manter ainda certa conduta mais compatível com a criação que recebram. Mas Miley Cyrus dá sinais de que abandonou o estilo ingênuo adotado enquanto protagonizava o seriado “Hannah Motana”, aderindo precocemente à perfomance sexy que pode ser conferida no clip de sua música  “Can’t Tamed”.

Muitos dos maiores ícones da músca pop americana são egressos de igrejas cristãs. Elvis mesmo foi descoberto enquanto cantava em um culto ao ar livre. Particularmente, não vejo qualquer problema em um cristão desenvolver uma carreira musical secular. O problema é que os pais cristãos não estão preparando seus filhos para o mundo. Preferem mantê-los no gueto, na redoma. E quando descobrem o mundo, ficam encantados, entregando-se sem reservas.

Repare no Katy Perry diz sobre isso:
“Quando comecei a cantar música gospel, minha perspectiva das coisas era bem limitada e rígida. Tudo em minha vida estava muito ligado à igreja. Não sabia que existia um outro mundo além daquele. Por isso, quando saí de casa e vi tudo isso, pensei ‘Meu deus, caí no buraco do coelho branco e existe todo esse mundo de Alice no país das maravilhas aqui.’ ” — revista The Scotsman, 2009
É claro que o mundo não é essas mil maravilhas. Talvez Katy Perry ainda não tenha se dado conta disso. Um dia ela vai acordar e descobrir que tudo não passava de uma ilusão. Espero que haja tempo para voltar aos braços do Pai. Quem sabe ela use sua carreira musical secular para despertar os jovens para valores que estão muito acima da fama, do dinheiro e do sexo.

Sexta-feira, Setembro 23, 2011

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A Igreja precisa aprender com o GREENPEACE




Calma, deixe me explicar.

Temos observado uma conscientização mundial a respeito do crescimento sustentável. Sustentabilidade entrou para a pauta das grandes preocupações entre os líderes de todo o mundo. O tema se tornou centro de campanhas mundiais por uma racionalização do uso dos recursos naturais.

Tem sido a causa apaixonada de muitos jovens por todo o planeta, levando-os as ruas em manifestações pacíficas ou não. Tem inspirado até mesmo à produtores, artistas e astros do rock. Os mesmos têm doado parte de seus cachês em favor da causa. Cada vez é maior o número dos eventos para arrecadação de fundos para campanhas em prol da recuperação e conservação da natureza. Recentemente, tivemos o festival SWU em uma fazenda na cidade de Itú, SP, aonde foi montada uma mega estrutura para receber centenas de artistas iniciantes e consagrados, como Rage Against the Machine (a melhor banda do festival) e Link Park. Toda a o organização e estrutura do evento foram direcionadas para agir em sinergia com a natureza ao redor sem prejudicá-la.

Rage Against the Machine no SWU

Mas nem sempre foi assim. Na verdade esse movimento pela sustentabilidade ainda é um bebê. Há tempos os cientistas, geógrafos, arqueólogos, vêem alertando sobre os perigos do crescimento desenfreado promovido pelo capitalismo selvagem. Sempre foram tratados como fatalistas e exagerados, eram vistos como os profetas que anunciavam uma catástrofe que ainda estava muito longe de vir, se é que viria.

Porém, contra fatos não há argumentos. E mais convincente do que qualquer argumento científico, foi a humanidade começar a presenciar tsunamis varrendo litorais inteiros, geleiras gigantescas desmoronando sob o sol cada vez mais forte elevando os níveis dos oceanos, enchentes, situações climáticas atípicas nas estações do ano, calor insuportável ás 08:00 horas da manhã, animais sendo extintos do planeta.

O mundo entrou em alerta. E aos poucos, medidas e leis governamentais vão sendo criadas para que o planeta não se desmanche sob os nossos pés.

Agora, deixe me fazer uma analogia com a situação da igreja nos dias de hoje.

A igreja evangélica tem crescido assombrosamente nas últimas décadas, e a maioria dos crentes vêem nisso uma vitória, porém, existe um grupo menor, como os cientistas supracitados, mandando um recado que tem se propagado cada vez mais. O recado é:

A igreja não está crescendo! A igreja está inchando! Parem agora!

Um corpo inchado é um corpo doente!

O princípio destrutivo do capitalismo de crescer a qualquer custo penetrou na mentalidade dos líderes eclesiásticos, e os mesmos estão transformando suas igrejas em empresas. E o pior, alegam que esse crescimento faz parte do avivamento prometido pelo Senhor!

Heresia!!!

Aonde o avivamento verdadeiro chega a subversão acontece. As coisas começam a sair do lugar (ou entrar, depende do ponto de vista), o mundo vira de pernas para o ar. Atos 17.6

A Bíblia diz que quando a Luz chega as trevas saem. Olhe ao redor, cadê as evidencias desse tal avivamento? Existe paz? Existe uma crescente moralidade? Pelo contrário, a violência e a imoralidade crescem cada dia mais. Não se engane com esse inchaço meu camarada.

Esse crescimento não é obra do Espírito Santo, trata-se pura e simplesmente de princípios empresariais de crescimento aplicados sobre um povo doente, cansado, desesperançoso, que são atraídos por falsas promessas de um triunfalismo capitalista.

Assim como a humanidade está descobrindo maneiras eficazes de continuar se desenvolvendo com sustentabilidade, a igreja precisa voltar a pensar na qualidade, na maturidade desses que estão lotando os templos evangélicos em todo o país.

Assim como os líderes mundiais se reúnem para discutir maneiras de alcançar um crescimento sustentável, os líderes eclesiásticos remanescentes, aqueles que não se deixaram contaminar com essa teologia maldita da prosperidade, deveriam se unir em prol de um grande movimento de retorno do evangelho genuíno, o único elemento capaz de garantir um crescimento com sustentabilidade, e não permanecerem omissos diante desse cenário dantesco. Como diria Luther King: “O que me preocupa não é o barulho dos maus, mas o silêncio dos bons”.

Ao invés da Marcha para Jesus que se tornou puro comércio e instrumento de barganha para políticos interessados nos votos dos crentes, proponho uma Marcha pelo Retorno do Evangelho Genuíno.


Uma busca por aqueles que se perderam por conta dos escândalos. Uma marcha com uma pregação apologética, libertando as pessoas das doutrinas judaizantes, do sincretismo religioso que trouxe os atos proféticos e pontos de contato da fé para o nosso meio, responsáveis por manter os cristãos supersticiosos e mancos na fé. Uma marcha pregando a verdadeira liberdade para que Cristo nos libertou.

Tenho fé que o avivamento realmente já tenha começado nesse país, mas ele não está sendo evidenciado através dos teles pastores, na construção da réplica do templo de Salomão, nas inúmeras igrejas e denominações novas que se abrem em cada esquina.

Ele começou no desejo ardente de homens e mulheres de Deus que não tem se calado por todo esse país. Homens e mulheres que tem colocado a cara a tapa, pregando o evangelho puro e simples, indo de encontro com esse “evangeliquês” que se propaga.

Não basta traçar estratégias de crescimento, é preciso pensar na sustentabilidade. Nesse caso, a sustentabilidade está no incentivo da maturidade espiritual do novo e velho convertido. E essa maturidade somente é alcançada através do evangelho puro e simples, o genuíno, o que custava a vida dos nossos irmãos primitivos, e que hoje, tem custado a vida de tantos outros pelo mundo.

Caso contrário, continuarão a se propagar cristãos “bola de neve” (nenhuma alusão a igreja, pelo amor de Dio!), começam pequenos, vão crescendo, arrastando tudo pela frente, se transformam em uma avalanche, e depois vão perdendo a força até encontrar um obstáculo (as circunstâncias da vida) que os pare. Depois o sol se encarrega de dissipá-los com seu calor.

Finalizo agradecendo ao Pai por ter me impedido de ir em frente com um ministério quando eu era um menino influenciado por doutrinas judaizantes, por achismos, por clichês gospels e por um evangelho cheio de equívocos teológicos. Sei que seria difícil retornar as origens do evangelho já tendo toda uma estrutura montada sobre um monte de deturpações. Dar o braço a torcer, parar, abandonar a “visão”, deixar de arrecadar altas quantias de dinheiro, retroceder para pegar a rota certa.

Aos que se vêem nesse dilema sugiro que reflitam sobre 1º Tessalonicenses 3.4.

Não ame mais a sua “visão” do que as Verdades das Escrituras. Cresça com sustentabilidade, mesmo que isso te custe coisas valiosas na terra. Lembre-se que nossa pátria está nos céus.

Deus abençoe.

*O Greenpeace é uma organização global e independente que atua para defender o ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentosInformação do site.

Quinta-feira, Setembro 22, 2011

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Um rei seduzido e a outra face de Jesus




Por Hermes C. Fernandes



“Por aquele tempo ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus, e disse a seus servos: Este é João Batista; ressurgiu dos mortos, e por isso nele operam estes poderes miraculosos” (Mt.14:1).

Depois de haver ordenado que João fosse degolado, Herodes passou a ser assombrado pela culpa. Depois de passado o efeito da bebida, ele se deu conta de que havia sido manipulado. Agora, ouvindo sobre os milagres que Jesus fazia, julgou que João havia voltado dos mortos para assombrá-lo.

Por que razão Herodes confundiu Jesus com João? Será por serem primos? Não! O fato é que Jesus, ao receber a notícia da morte de seu primo, foi para o deserto, lugar onde João desenvolvera seu ministério, e ali, realizou milagres, e alimentou uma multidão com cinco pães e dois peixinhos.

O cenário em que Jesus fizera tal milagre era o mesmo em que João conclamara seu povo ao arrependimento.

Mesmo afastado da sociedade, freqüentando lugares inóspitos como o deserto, a mensagem de João ecoou nos palácios e nas avenidas dos grandes centros urbanos da época.

O excêntrico profeta, que se alimentava de mel e gafanhotos, e se vestia como um eremita, tornou-se uma ameaça ao status quo. Principalmente, quando passou a denunciar os erros praticados pelas autoridades. Nem o rei fora poupado, pois tomara por esposa Herodias, a mulher de seu próprio irmão.

Alguém teria que calá-lo a qualquer custo. Porém, Herodes deparava-se com outro problema: a grande popularidade de João. Mandar matá-lo poderia provocar uma reação inusitada na população. Portanto, executar o profeta seria um suicídio político.

A alternativa foi tirá-lo de circulação por algum tempo, até que sua popularidade caísse. E para isso, Herodes ordenou sua prisão. Aparentemente, o problema estava resolvido. Mas havia alguém que ainda não estava satisfeito: Herodias. Para ela, o problema não era apenas político, mas pessoal. Sua honra precisava ser lavada.

“Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante de todos e agradou tanto a Herodes, que este prometeu, com juramento, dar-lhe tudo o que pedisse. Então ela, instruída por sua mãe, disse: Dá-me aqui num prato a cabeça de João Batista” (6-8).

Era agora ou nunca!

Herodes caiu como um pato! Encantado pela sensualidade de sua enteada, o rei prometeu lhe dar qualquer coisa. Em outra passagem correlata, diz-se que Herodes ofereceu até metade do seu reino, caso ela quisesse.

Havia algo mais valioso do que a metade do seu reino: A cabeça daquele anunciava a chegada do reino de Deus. O próprio Jesus dissera que dentre os nascidos de mulher, ninguém era maior do que João.

Mesmo triste em ter que tomar uma decisão que lhe custaria a popularidade, Herodes, o rei fantoche, “mandou degolar a João no cárcere. A cabeça foi trazida num prato e dada à jovem, e ela a levou a sua mãe. Então chegaram os seus discípulos, levaram o corpo e o sepultaram. Depois foram anunciá-lo a Jesus” (10-12).

Qual seria a reação de Jesus? Uma explosão de raiva? Não! Amaldiçoaria Herodes? Nem pensar. Em vez disso, Jesus retirou-se para o lugar onde tivera Seu primeiro encontro com João, depois de adulto.

Naquele momento de dor, Jesus preferiu o silêncio e a solidão. Era a hora de revelar Sua outra face.

E sabe qual foi a resposta de Jesus a Herodes?


O texto diz que quando o povo soube onde estava Jesus, “seguiu-o a pé desde as cidades.” Jesus poderia ter dito: Deixem-me em paz! Respeitem o meu luto! Em vez disso, quando viu a multidão, “possuído de grande compaixão para com ela, curou os seus enfermos” (v.14).

Eis a resposta que Jesus deu a Herodes. No mesmo cenário onde João desenvolvera seu ministério, Jesus agora fazia obras ainda maiores. Herodes até poderia calar a voz de um profeta, mas não poderia impedir a expansão do Reino de Deus.

Mas não pára aqui.

Como Rei, Cristo demonstrou possuir um perfil completamente diferente de Herodes e dos demais reis deste mundo.

Herodes estava preocupado era com sua popularidade. Jesus se preocupava com o bem-estar dos que O seguiam. São motivações completamente opostas.

Herodes era movido pelo amor-próprio. Jesus era movido por compaixão.

Veja o que diz o texto:

“Chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada. Despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si” (15). Quem ousaria dizer o que Jesus deveria ou não fazer? Jesus não era marionete nas mãos de ninguém, nem mesmo dos Seus discípulos. O Jesus que tem sido difundido em nossos dias não passa de uma caricatura, uma espécie de Cristo Genérico, que vive em função dos caprichos dos seus seguidores. E muitos crentes acham que podem até “seduzi-lo” com suas danças e performances. Se agradá-lO suficientemente, a ponto de deixá-Lo ‘fora de si’, pode-se pedir o que quiser, que Ele atende imediatamente. Quanta tolice. Mas a culpa não é deles. Como a culpa não era da enteada de Herodes. Ela foi apenas massa de manobra nas mãos de sua mãe. A culpa é dos líderes, que se acham detentores do monopólio do reino dos céus. Mais duro juízo virá sobre eles. São guia de cegos! E por causa deles, muitos profetas genuínos têm sido calados em nossos dias. Anos atrás, tínhamos um programa de rádio no Rio de Janeiro, que estava alcançando uma grande audiência. O dono de umas dessas indústrias religiosas, mandou chamar o dono da emissora em sua catedral em SP para uma reunião. Lá ofereceu-lhe uma maleta com trezentos mil dólares para que fôssemos tirados do ar. O dono da rádio, nosso amigo há muitos anos, perguntou a razão que o levara a fazer tal proposta. Sabe o que ele ouviu do tal líder?



- Neste ramo de negócios só há duas maneiras de se manter. Primeiro é fazendo-se ouvir, e segundo é fazendo calar a concorrência.

Este mesmo líder tinha um programa nesta emissora que era precedido por uma programação espírita afro-brasileira. O dono da rádio ofereceu-lhe aquele horário, dizendo que os espíritas não conseguiriam pagar por causa do aumento no preço. Sabe o que ele fez? Ofereceu pagar pela manutenção da programação espírita, para que seu programa não perdesse aquela audiência. Por vários anos, o programa de macumba foi mantido pelas ofertas e fogueiras santas daquela ‘igreja’.

Tenho pena das filhas de Herodias! Elas dançam conforme a música.

Mas não tenho pena de Herodes, nem tampouco de Herodias.

Mas me glorio na valentia dos profetas cuja cabeça acaba num prato, por não negociarem com a verdade.

Os discípulos de Jesus acharam que poderiam ditar o que Jesus deveria fazer naquele instante. Foi, de fato, um momento decisivo em Seu ministério. Se Jesus cedesse, Ele Se tornaria mais uma marionete nas mãos dos Seus seguidores.

Em vez de despedir da multidão, Jesus lhes disse: “Não é preciso que se retirem. Dai-lhes vós de comer” (16).

E há quem se atreva a querer colocar Deus contra a parede!

Se Ele é Deus, Ele é quem dá as ordens.

Ele não é rei de enfeite. Nem fantoche de ninguém.

Quando nos sentamos no banco carona de um carro, vemos a face direita de quem o conduz. Esta é a face da autoridade. Mas se a pessoa que conduz o veículo trocar de lugar com a que está no carona, em vez da face direita, sua face esquerda é que será vista.

Nos acostumamos tanto com a face esquerda de Cristo, isto é, com o Cristo que Se entrega, que Se faz servo, que acabamos estranhando, quando O vemos de outro ângulo, em Sua majestade e poder.

De fato, Cristo Se fez servo. Revelou-nos a Sua face de compaixão e amor. Mas isso não nos dá o direito de achar que Ele viva em função de nossos caprichos, e que nossos pedidos lhe soem como uma ordem.

O mesmo Cristo que esvaziou-Se, deixou Sua glória para caminhar por nossas ruas empoeiradas, agora está assentado em Seu trono de glória.

O mesmo Cristo que nasceu numa manjedoura, foi também o parteiro das estrelas. As mãos que foram fixadas pelos cravos no madeiro, são as que sustentam as galáxias, e mantém presos os planetas em suas órbitas.

Não podemos nutrir uma visão míope de Cristo. Ele é 100% Homem, mas também é 100% Deus.

Quando os discípulos disseram que só tinham cinco pães e dois peixinhos que um menino oferecera, Jesus disse: “Trazei-mos.”

Não sei o que Herodes fez com o prato contendo a cabeça de João. Mas sei o que Jesus fez com aquele punhado de pães e peixes.

Quem vai querer levar uma cabeça humana pra casa? Que serventia teria?

A resposta de Jesus àquele prato infame foram os doze cestos cheios de pães e peixes que sobraram depois que alimentara a multidão.

Imagino o que os convidados de Herodes devem ter sentido quando viram aquela cena repugnante. Talvez tenham até vomitado sobre a mesa.

Porém, a multidão alimentada por Jesus saiu satisfeita, arrotando peixe e palitando os dentes.

Dois reis. A qual deles servimos?

O rei fantoche ou Rei dos reis?

Duas igrejas, a que entretém o rei e seus convidados, e a que busca agradar ao rei, alimentando os famintos de justiça.

Não quero estar num palácio onde se perde a cabeça. Prefiro estar no deserto, onde multidões são alimentadas.

Aquele menino que oferece seu lanche a Jesus é a antítese da enteada de Herodes. A propósito, Deus não tem enteados.

A menina pede... o menino oferece o que tem. Ela quer ser atendida, ele quer servir.

O resultado do desevangelho que tem sido pregado em nossos dias, é o surgimento de uma igreja pirracenta, mimada, que não reconhece a outra face do Seu Rei.