Quarta-feira, Agosto 31, 2011

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Seria Deus um "estraga-prazer"?



Amanhã postarei a segunda parte da mensagem. Não percam!
Ajudem a divulgar! Obrigado.

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EFEITOS COLATERAIS de um Evangelho Subversivo













Por Hermes C. Fernandes

Ultimamente, a Igreja cristã tem procurado resgatar sua relevância na sociedade, manifestando-se contra algumas tendências e comportamentos. Manifestos contrários à Lei de Homofobia, ao aborto, à pesquisa com célula-tronco extraída de embriões humanos, à corrupção, à violência e outros. Não questionamos a motivação que tem levado a Igreja a posicionar-se perante a sociedade com relação a esses assuntos. Contudo, cremos que devemos avaliar a eficácia de tais manifestos.

Antes de buscarmos respostas nas Escrituras Sagradas, devo expor minha insatisfação ao perceber que a Igreja cristã contemporânea parece tão preocupada com questões de cunho moral, ao passo que deixa de dar a devida importância a questões relacionadas à justiça social, tais como, a má distribuição de renda, a reforma agrária, a política econômica, os juros altos, etc.

Cremos piamente que a Igreja faz bem em envolver-se com qualquer questão que diga respeito ao ser humano. Não podemos ser um povo alienado, indiferente aos problemas deste mundo. Temos o dever cristão de participar, arregaçar as mangas e trabalhar por um mundo mais justo, e, conseqüentemente, mais seguro e próspero.

Como devemos posicionar-nos quanto a temas importantes como esses?

Quando a Igreja Primitiva dava seus primeiros passos, uma das instituições mais antigas e perversas da sociedade estava em pleno vigor. Trata-se da escravidão. Como os crentes deveriam reagir diante da injustiça da escravidão? Não vemos os apóstolos promovendo manifestos públicos para denunciar a escravidão, nem mesmo comparecendo perante as autoridades para reivindicar o seu fim.

Todas as sociedades da época eram constituídas de classes, das quais os escravos eram a base. Se a escravidão fosse abolida repentinamente, o mundo ruiria.

Mesmo sabendo que tal instituição era contrária à justiça do Reino, os cristãos preferiram conviver com ela por algum tempo, até que ela se definhasse por completo, através da proclamação do Evangelho do Reino. À medida que a mensagem libertária de Cristo era pregada, e a sociedade obtinha a consciência de que todos os homens eram iguais, a escravidão ia perdendo sua força.

A carta de Paulo a Filemom nos revela a maneira como o maior evangelista da época tratou deste assunto. Filemom era um novo convertido, que devido à sua privilegiada situação econômica, possuía escravos. Paulo não começa sua epístola criticando-o por isso. Pelo contrário, ele dá testemunho de que o que ouvira falar de Filemom, revelava um homem íntegro, cheio de “amor e fé” para com Cristo e todos os santos (v.5). De maneira discreta, o apóstolo revela sua preocupação através de uma oração:

“Oro para que a comunicação da tua fé seja eficaz no conhecimento de todo o bem que em nós há para com Cristo” (v.6).

Como podemos comunicar a nossa fé de maneira eficaz? Como podemos tornar conhecido todo o bem de que Cristo nos tem feito participantes? Eis a questão principal dessa epístola! E eis a questão sobre a qual quero me debruçar neste artigo. Não basta comunicar nossa fé através de um conjunto de doutrinas. É necessário comunicar a nós mesmos. E para que isso seja possível, devemos amar àqueles com quem desejamos compartilhar os valores do Reino de Deus. O mesmo apóstolo escreve aos Tessalonicenses:

“Antes fomos brandos entre vós, como a mãe que acaricia seus próprios filhos. Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas também as nossas próprias almas, porque nos éreis muito queridos” (1 Ts.2:7-8).

Ninguém vai conquistar corações descrentes tentando impor suas crenças e valores. Temos que conquistar seus corações, antes de tentarmos conquistar suas mentes. Temos que expor nosso amor, antes de propor nossos valores.

Ora, embora Paulo estivesse tratando com um fiel, e não com um descrente, ele preferiu dirigir-se primeiro ao coração de Filemom.

“Pelo que, ainda que tenha em Cristo grande confiança para te mandar o que te convém, prefiro, todavia, solicitar em nome do amor, sendo o que sou, Paulo, o velho e, também agora, prisioneiro de Cristo Jesus” (vv.8-9).

Se com um fiel deve-se falar desta maneira, imagina com descrentes!

Hoje em dia, muitos pastores, além de quererem dominar o rebanho de Deus, querem também impor sua autoridade ao mundo. Bem fariam se dessem ouvidos ao velho Pedro: “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, não por torpe ganância, mas de boa vontade; não como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pe.5:2-3).

Impetuosidade não nos leva a lugar algum. Tanto Paulo, quanto Pedro, chegaram a esta conclusão depois de velhos. Em vez de simplesmente “mandar”, “ordenar”, Paulo preferiu “solicitar em nome do amor”.

As pessoas só deixarão determinadas práticas, quando tiverem suas consciências iluminadas pelo amor. Quem pensa, por exemplo, que proibindo o aborto vai coibir o avanço desta prática nefasta, está equivocado. As clínicas clandestinas agradecem qualquer tentativa de impedir que o aborto seja regularizado no País.

A carta de Paulo não tinha a pretensão de condenar a instituição da escravidão. Pelo menos, não diretamente. Seu objetivo era interceder por um escravo em especial, Onésimo.

“Peço-te por meu filho Onésimo, que gerei em minhas prisões. Outrora ele te foi inútil; mas agora a ti e a mim muito útil. Mando-o de volta a ti, a ele que é o meu coração” (vv.10-12).

Onésimo era escravo de Filemom. Por algum motivo que não é revelado, Onésimo foi preso. Talvez tenha desfalcado seu senhor, ou cometido algum outro crime. Na prisão, conheceu o apóstolo, e acabou se convertendo a Cristo. Após cumprir pena, Onésimo voltaria às ruas. Mas pra onde iria? Um escravo não tinha alternativa, senão a casa de seu amo. Ele trazia marcas em seu corpo que o identificava como escravo, e por isso, estava fadado a ser reconhecido como tal pelo resto de sua vida. Ninguém se atreveria lhe abrir as portas. Na casa de seu amo, ele teria trabalho, comida e moradia. Seu dilema agora era saber se seu amo o receberia de volta. Caso não o recebesse, sua única opção seria a mendicância.

Era assim que a sociedade da época era estruturada. Isso não mudaria de uma hora pra outra. Quando o Brasil, pressionado pela coroa inglesa, promoveu a abolição da escravatura, os escravos alforriados não tiveram pra onde ir, e foi isso que deu origem aos bolsões de miséria, hoje conhecidos como favelas, nas encostas dos morros das grandes cidades.

Imagine como a igreja cristã deveria se portar diante de uma questão social como a poligamia. Em alguns países, a poligamia não apenas é aturada, mas também estimulada. Países onde o número de mulheres é muito maior do que de homens, devido às constantes guerras. Sem a possibilidade da poligamia, muitas mulheres morreriam de fome, pois em algumas dessas sociedades, elas sequer podem trabalhar pela sobrevivência. Não bastaria a igreja se manifestar contrária a este modelo familiar. Se os maridos resolvessem liberar suas várias esposas, pra onde elas iriam? E se os pais não as recebessem de volta? É claro que tanto a escravidão, quanto a poligamia são práticas condenadas pelas Escrituras. Mas isso não nos dá o direito de simplesmente impor nossos valores de maneira inconseqüente e irresponsável.

Antes de enviar Onésimo de volta ao seu amo, Paulo apela à sensibilidade de Filemom. “Eu bem quisera conservá-lo comigo, para que por ti me servisse nas prisões do evangelho. Mas nada quis fazer sem o teu consentimento, para que o teu benefício não fosse como que por força, mas voluntário” (vv.13-14).

Pelo jeito, nosso amigo Onésimo deu um grande prejuízo a Filemom. Paulo queria que ele fosse recebido de volta, mas com o valor que lhe era conferido pelo Evangelho. Então, o que fez Paulo? O valorizou. Mostrou ao seu antigo senhor o quão útil Onésimo lhe seria, caso o mantivesse consigo.

Se quisermos revelar ao mundo o valor que tem o casamento, não precisamos sair por aí condenando os adúlteros, mas valorizar nossos cônjuges aos olhos de todos. Feridas não precisam ser ainda mais abertas, mas devidamente tratadas.

“Bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre, não já como escravo, antes, mais do que escravo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, assim na carne como no Senhor” (vv.15-16).

Paulo intentava convencer Filemom que receber Onésimo na condição de irmão representaria lucro em vez de prejuízo. Precisamos convencer o mundo que o casamento não é uma instituição falida, e que é melhor ter uma esposa do que uma amante. Temos que mostrar ao mundo o prejuízo que é fazer as coisas de maneira inversa àquilo que Deus planejou. As pessoas devem ser convencidas de que vale a pena fazer as coisas do jeito certo.

Um filho é melhor do que um aborto. Um casamento é melhor do que uma aventura amorosa. É melhor a justiça com segurança e paz, do que a corrupção acompanhada de pavor e violência.
Finalmente, Paulo dá o retoque final ao seu argumento em nome do amor:

“Portanto, se me tens por companheiro, recebe-o como a mim mesmo. E, se te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, lança-o na minha conta. Eu, Paulo, escrevo de meu próprio punho, eu o pagarei, para não te dizer que ainda a ti mesmo a mim te deves” (vv.17-19).

Quem paga a conta?

Todos sonhamos ver este mundo restaurado, com suas instituições devidamente reformadas, livre da injustiça, da corrupção, e de todo mal. Entretanto, quem se dispõe a pagar o preço por isso? Ninguém quer ficar no prejuízo. É muito fácil dizermos a uma menina grávida de seu estuprador para que não aborte. Mas quem se dispõe a ajudá-la a criar seu filho?

Lembro de uma mulher que ligou para um programa de rádio que eu conduzia. Ela chorava muito, e dizia que estava diante de uma janela, pronta a se arremessar. Tentei acalmá-la, e pedi que me contasse o que estava havendo. Ela me explicou que havia crescido em uma igreja evangélica extremamente legalista, mas que se desviara e se tornara numa garota de programa. Pra piorar as coisas, ela se engravidou de uma dos seus clientes, mas tinha a menor idéia de qual deles era a criança. Foi um momento muito difícil para mim, pois nossa conversa estava sendo ouvida por milhares de pessoas, e se ela resolvesse pular da janela, eu me sentira culpado pro resto de minha vida. Deixei que o Espírito Santo pusesse palavras em meus lábios, que a dissuadiram de pular. Instei com ela para que voltasse pra igreja. Ela argumentou comigo, dizendo que todas as vezes que ela pôs os pés em sua antiga igreja, as pessoas lhe olhavam de cima a baixo, julgando-a e condenando-a. Em vez de amor, ela só encontrava juízo. Mesmo sustentando sua família com o dinheiro advindo da prostituição e de filmes pornográficos, sua família a rejeitava.

Depois de muitas lágrimas, ela aceitou orar comigo, reconciliando-se com Deus. Após a oração, ela pediu pra conversar comigo fora do ar. Contou-me que tinha um contrato com uma produtora internacional de filmes pornôs, e que, se ela resolvesse abandonar aquela vida, teria que pagar uma alta soma por quebra de contrato. Procurei mostrar a ela que todo o dinheiro que aquela vida lhe dava não valia a pena, e que, mesmo sofrendo eventuais prejuízos, nada seria melhor do que voltar-se para Cristo. Será que a igreja está preparada para receber pessoas assim?

Outra vez, recebi um homossexual em meu gabinete. Ele começou a chorar, e a dizer que sentiu confiança em nos ouvir pelo rádio. Segundo ele, todas as igrejas por onde passara, o rejeitaram. Ninguém se dispusera a ajudá-lo. É muito fácil julgar, condenar, ou mesmo ignorar tais pessoas. Difícil é amá-las e acolhê-las como Jesus teria feito em nosso lugar.

Paulo se dispôs a pagar por qualquer prejuízo que Onésimo houvesse dado a Filemom. E quanto a nós, será que estamos prontos a arcar com os custos e implicações da mensagem do Reino de Deus?

Estaríamos prontos para lidar com os efeitos colaterais de um verdadeiro avivamento, como aquele que varreu o País de Gales, encerrando as portas dos prostíbulos e bares?

Segunda-feira, Agosto 29, 2011

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Tá quente... tá frio... tá morno!















Por Hermes C. Fernandes

Quem nunca brincou de “tá quente-tá frio”? Se não está ligando o nome à brincadeira, deixe-me explicar: trata-se daquele jogo infantil em que a criança tem seus olhos vendados, e tenta encontrar algo através do tato, enquanto as outras crianças dizem “está quente” ou “está frio” de acordo com a proximidade da coisa que se almeja achar. A graça da brincadeira é dizer que tá quente, quando na verdade tá frio. O problema é que ninguém se segura, e acaba caindo na gargalhada, revelando assim o embuste.

Penso que isso sirva de analogia para a relação entre a igreja e a cultura. Como cristãos, cremos que tivemos nossos olhos desvendados, e fomos arrebatados do império das trevas para o reino da luz. Porém, o mundo ao nosso redor segue mergulhado na escuridão. Devo esclarecer que não me refiro aos cristãos nominais, cegos em sua presunção religiosa, mas àqueles que, de fato, foram encontrados e transformados pelo amor que emana de Deus, e que personalizou-se na figura histórica do Nazareno.

Como cristãos, não podemos fazer vistas grossas ao que acontece à nossa volta. As Escrituras dizem que as nações andariam à nossa luz. Compete-nos, portanto, ajudar àqueles cujas vistas parecem estar ainda vendadas.

É claro que entre os ‘vendados’, há os que estão ‘quentes’ e os que estão ‘frios’ em sua busca. Isso pode ser facilmente percebido através de expressões culturais, seja na música, na poesia, na dramaturgia, nas artes plásticas, e até na ciência. Como também pode ser percebido na práxis adotada por cada um.

Em seu discurso no Areópago de Atenas, Paulo resume a verdade bíblica magistralmente. Ele afirma, sem medo de errar, que o Deus desconhecido a quem eles dedicaram um altar, é o Criador do Mundo e de tudo quanto existia, e que não carece de ser servido por mãos humanas. Também diz que ele mesmo havia estabelecido as nações, ordenando de antemão quais seriam seus limites geográficos e históricos. Segundo o apóstolo dos gentios, “Deus fez isto para que o buscassem, e talvez, tateando, o pudessem achar, ainda que não está longe de cada um de nós” (At.17:27).

Após esta contundente declaração, Paulo cita os poetas/filósofos gregos: “Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos. Como também alguns dos vossos poetas disseram: Somos também sua geração” (v.28). Seria como se um pregador de nossos dias resolvesse citar um autor secular famoso em um de seus sermões. Quem bom que Paulo não estava se dirigindo a crentes legalistas de nosso tempo, ou estaria se metendo numa encrenca das boas.

Em outras palavras, era como se o apóstolo dissesse: Está quente! Vocês não estão longe d’Ele. Estão chegando cada vez mais perto. Mas estou aqui para desvendar seus olhos para que finalmente vocês O encontrem.

Se fossem alguns pregadores de hoje, aquele altar teria sido derrubado num verdadeiro show de exorcismo e desrespeito à crença alheia. É difícil falar disso e não lembrar do episódio em que o bispo da igreja universal chutou a imagem de uma santa católica em pleno programa de TV. O que teria feito Paulo numa situação daquela? Teria xingado a imagem? Creio que não. Em vez disso, teria dito: Maria, a mãe do Salvador, por quem vocês têm tamanho respeito e devoção, foi quem disse acerca de seu Filho: Fazei tudo quanto Ele mandar. E por aí, Paulo conquistaria o coração até do mais fervoroso devoto mariano.

Imagine um pregador de hoje ter a ousadia de citar Chico Xavier para anunciar as boas novas aos espíritas? Ou ainda: que tal citar Maomé para introduzir a mensagem de Cristo aos muçulmanos? Ousado, não?

Mas a gente prefere gritar: Tá frio! Vocês estão completamente errados em sua fé! Chico Xavier era apenas um embuste! Maomé era um falso profeta! Buda não passava de um glutão safado!

E o pior é que com esta postura, estamos cada vez mais afastados daqueles que realmente necessitam conhecer a Luz do Mundo. E enquanto atacamos os que julgamos estar frios, nós estamos nos amornando, como a igreja dos laodicenses. Achamo-nos tão perto, e não percebemos o quanto estamos nos distanciando da verdade, na mesma medida em que nos distanciamos do amor. Tão perto, mas tão distante. Bom seria se déssemos ouvidos à advertência de Jesus à igreja de Laodicéia: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem qunte, vomitar-te-ei da minha boca. Dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta. Mas não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.  Aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, para ungires os teus olhos, a fim de que vejas” (Ap.3:15-18).

Bem que podiam ter dormido sem esta! Não se enganem. A carapuça cabe em nossas cabeças. Achamo-nos tão ricos, que jamais aceitaríamos que a cultura ao nosso redor tivesse qualquer contribuição a dar. Fechamo-nos hermeticamente em nosso mundinho gospel, a ponto de deixarmos de fora o próprio Jesus, que insistentemente bate à porta, conclamando-nos a cear com Ele. Aliás, Jesus toma a realidade social e cultural da cidade Laodicéia como analogia do estado espiritual em que aquela igreja estava. O colírio, por exemplo, era produto daquela região. Eis o exemplo de uma espiritualidade engajada com a realidade, aberta ao diálogo respeitoso, sem contudo, abrir mão da verdade do Evangelho.

Penso que nosso maior problema é com a presunção. Somos os santos, os eleitos, os sabichões, e que, ainda por cima, têm que aturar este monte de gente pecadora. Cabe aqui a reflexão certeira de Tomás de Aquino: “A santidade não consiste em saber muito, meditar muito, pensar muito. O grande mistério da santidade é amar muito." Tenho a impressão de que muitos cristãos contemporâneos estão entre aqueles para quem Paulo declara: “Confias que és guia dos cegos, luz dos que estão trevas, instruidor dos nécios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei; tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo?”(Rm.2:19-21a).

Que tal se mirássemos nossas críticas mais ferrenhas em nossa própria direção, e olhássemos com mais amor e compaixão aqueles que nos rodeiam?

Domingo, Agosto 28, 2011

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Como prata refinada...

Malaquias 3:3 diz: 'E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata...'

Esse versículo bíblico intrigou umas mulheres de um estudo bíblico e elas ficaram pensando o que essa afirmação significava em relação ao caráter e à natureza de Deus. Uma delas ofereceu-se para descobrir sobre o processo de refinamento da prata para o próximo estudo bíblico. Naquela semana, a mulher ligou para um ourives e marcou um horário para assisti-lo trabalhar. Ela não mencionou a razão do seu interesse e só disse estar curiosa para conhecer o processo.

Ela foi assisti-lo. Ele pegou um pedaço de prata e o segurou sobre o fogo, deixando-o esquentar. Ele explicou que, no refinamento da prata, é preciso que se segure a mesma bem no centro da chama, onde é mais quente e queima-se as impurezas. A mulher pensou sobre Deus, que às vezes, segura-nos em situações 'quentes' e pensou novamente no versículo: 'E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata...'

Ela perguntou para o artesão se ele tinha mesmo que ficar sentado o tempo todo na frente do fogo enquanto a prata estava sendo refinada. Ele disse que sim; que não somente ele tinha que ficar lá, segurando a prata, mas que ele tinha que, também, manter seus olhos na mesma o tempo todo que ela estivesse nas chamas. Se a prata ficasse um minuto a mais no fogo, seria destruída.

A mulher ficou em silêncio por um momento. Então, ela perguntou: 'Como você sabe quando a prata está totalmente refinada?' Ele sorriu e disse: 'Ah, isso é fácil... É quando eu vejo minha imagem nela.' Se hoje você está sentindo o calor do fogo, lembre-se que os olhos de Deus estão sobre você e que Ele vai ficar cuidando de vocêaté que Ele veja Sua imagem em você.

Sexta-feira, Agosto 26, 2011

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Um Deus que Se esconde - Mensagem direto da NASA - Hermes Fernandes




* Mensagem pregada direto do centro de lançamento de foguetes da NASA em Cabo Canaveral, Florida, por ocasião do décimo oitavo aniversário da Igreja Reina.

Quarta-feira, Agosto 24, 2011

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O bebê crente e o bebê ateu






Por Júlia Lainetti

No ventre de uma mulher grávida, dois bebês estão tendo uma conversa. Um deles é crente e outro ateu.
O Ateu: Você acredita na vida após o nascimento?
O Crente: Claro que sim. Todo mundo sabe que existe vida após o nascimento. Nós estamos aqui para crescer fortes o suficiente e nos preparar para o que nos espera depois.
O Ateu: Bobagem! Não pode haver vida após o nascimento! Você pode imaginar como seria essa vida?
O Crente: Eu não sei todos os detalhes, mas acredito que exista mais luz, e talvez a gente caminhe e se alimente lá.
O Ateu: Besteira! É impossível andarmos e nos alimentarmos! É ridículo! Nós temos o cordão umbilical que nos alimenta. Eu só quero mostrar isso para você: a vida após o nascimento não pode existir, porque a nossa vida, o cordão, já é demasiado curta.
O Crente: Eu estou certo de que é possível. Ela será um pouco diferente. Eu posso imaginá-la.
O Ateu: Mas não há ninguém que tenha voltado de lá! A vida simplesmente acaba com o nascimento. E, francamente, a vida é apenas um grande sofrimento no escuro.
O Crente: Não, não! Eu não sei como a vida após o nascimento será exatamente, mas em todo caso, nós encontraremos nossa mãe e ela cuidará de nós!
O Ateu: Mãe? Você acha que tem uma mãe? Então, onde ela está?
O Crente: Ela está em toda parte à nossa volta, e nós estamos nela! Nós nos movemos por causa dela e graças a ela, nós nos movemos e vivemos! Sem ela, nós não existiríamos .
O Ateu: Bobagem! Eu não vi nenhuma mãe semelhante; portanto, não existe nenhuma.
O Crente: Eu não posso concordar com você. Na verdade, às vezes, quando tudo se acalma, nós podemos ouvi-la cantar e sentir como ela acaricia o nosso mundo. Eu acredito fortemente que a nossa vida real começará somente após o nascimento. Eu creio!

Terça-feira, Agosto 23, 2011

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Em boca fechada não entra mosquito!



Por Hermes C. Fernandes


Há momentos em que a melhor coisa é calar-se. Como diz a Escritura, “há tempo de estar calado, e tempo de falar” (Ec.3:7b). Aquele, sem dúvida, era um tempo para calar-se. Mesmo quando é tempo de falar, devemos nos lembrar que de toda palavra frívola que dissermos, um dia teremos que prestar contas a Deus (Mt.12:36).

Convido-os a examinar um episódio bíblico acerca de alguém que abriu a boca, quando deveria mantê-la fechada.

“Existiu no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias; sua mulher era das filhas de Arão, e o seu nome era Isabel. Eram ambos justos perante Deus, andando sem repreensão em todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Mas não tinham filhos, porque Isabel era estéril, sendo ambos avançados em idade” (Lucas 1:5-7).

Imagino quantas vezes Zacarias deve ter questionado a Deus por causa da esterilidade de sua mulher. Por que, Senhor? Nós temos procurado ser irrepreensíveis diante de Ti!

Para a aquela sociedade, não havia vergonha maior do que a esterilidade. Filhos representavam a bênção de Deus sobre a vida do casal. Não tê-los era visto como uma maldição. Provavelmente, Zacarias e Isabel devam ter desistido de pedir a Deus tal concessão. Afinal, já estavam velhos, e não fazia sentido continuar rogando que Deus lhes desse um filho. Mesmo assim, Zacarias não deixou de servir a Deus como sacerdote.

“Exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem do seu turno, coube-lhe por sorte, segundo o costume sacerdotal, entrar no templo do Senhor para oferecer o incenso” (vv.8-9).

Naquela época os sacerdotes eram organizados por turno. O culto a Deus não poderia ser interrompido. Vinte e quatro horas por dia os sacerdotes se revezavam no Templo. Mas como havia muitos sacerdotes em cada turno, era costume lançar sorte para ver qual deles entraria no Templo para oferecer o incenso. Naquele dia, a sorte caiu sobre Zacarias.

E se ele não estivesse lá? Se achasse que já era hora de se aposentar devido à sua avançada idade? Ou se simplesmente houvesse faltado seu turno? É possível que não fosse a primeira vez que sorte lhe tenha escolhido. Mas desta vez algo surpreendente o esperava do lado de lá do santuário.

“Chegada a hora de oferecer o incenso, toda a multidão do povo estava fora, orando. Então um anjo do Senhor lhe apareceu, em pé, à direita do altar do incenso. Vendo-o, Zacarias perturbou-se, e o temor apoderou-se dele. Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas. A tua oração foi ouvida. Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. Terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento” (vv.10-14).

Às vezes, para ouvirmos a voz de Deus, precisamos nos separar da multidão. Freqüentemente, Jesus Se separava da multidão para conversar com o Pai.

A inesperada aparição angelical perturbou a Zacarias. E mais inusitado ainda foi a mensagem que o anjo lhe trouxe: A tua oração foi ouvida!

Quantos anos se passaram
 desde que Zacarias fizera a Deus aquela oração? E quem disse que oração tem prazo de validade? Há orações que fizemos anos atrás, e das quais já até nos esquecemos, mas que ainda serão respondidas.

A esta altura, o velho sacerdote já desistira de ser pai. Porém, Deus não desistira de lhe conceder tal prazer. Zacarias interrompeu o anjo para perguntar: “Como saberei isto? Eu sou velho, e minha mulher é avançada em idade” (v.18). Em outras palavras: - Como posso ter certeza de que isso não é uma pegadinha, ou uma piada de mau gosto? Agora já é tarde. Sua mensagem chegou com muitos anos de atraso. Talvez ele tenha pensado: - Será que me enganei? Entrei no turno errado? Não é possível que esta mensagem seja pra mim! Não! Zacarias não entrou no turno errado! O anjo não errou o endereço da mensagem! Chegara o momento determinado por Deus para que sua oração fosse atendida.

Seu questionamento lhe custou caro:

“Respondeu-lhe o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para falar-te e dar-te estas alegres novas” (v.19).

Era como se o anjo lhe dissesse: - Olha aqui, meu amigo. Assim como você estava escalado para estar aqui e agora, eu fui escalado dentre os milhões de anjos para lhe trazer esta mensagem. Não me faça perder meu tempo!

E o anjo continuou:

“E agora ficarás mudo, e não poderás falar até o dia em que estas coisas aconteçam, porque não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se cumprirão” (v.20).

Eu fico imaginando quando Deus escolheu Gabriel para trazer a mensagem a Maria. Ele deve ter se sentido muito honrado. Mas antes que saísse em direção a Nazaré, o anjo recebeu a notícia de que fora escalado para antes levar uma mensagem a um velho sacerdote. – Ok. Lá vamos nós! Deve ter pensado o anjo. Daí, quando chega lá, o sacerdote duvida de sua palavra. – Quem este velho pensa que é? Será que ele sabe com quem está falando? Como ele se atreve a duvidar de minha palavra? Quer saber? Vou te deixar mudo por nove meses! Talvez assim você aprenda a não questionar a palavra de Deus!

E agora? Como explicar ao povo o que estava acontecendo?

“O povo estava esperando a Zacarias, e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo. Saindo ele, não lhes podia falar. Então entenderam que tinha visto uma visão no templo. Falava-lhes por sinais, e ficou mudo” (vv.21-22).

Por que Zacarias se demorara tanto lá? A mensagem do anjo foi rápida e objetiva. O tempo restante ele gastou imaginando que desculpa dar ao povo que esperava lá fora. E ele sequer pôde voltar pra casa depois da aparição angelical!

Provavelmente aquela era sua despedida do ofício sacerdotal, e teria que ficar ali até o fim do seu turno, pra então desfrutar de sua merecida aposentadoria. Só depois de “terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa” (v.23). Afobado como cru, já diziam os antigos. Se ele pôde esperar tantos anos, por que não poderia esperar alguns dias?

Mesmo ansioso pra ver a promessa cumprida (e isso mediante o cumprimento de seu dever marital), Zacarias teve que esperar. Imagine ter que exercer seu ministério sem voz!

“Depois daqueles dias Isabel, sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo: Assim me fez o Senhor, nos dias em que se dignou retirar o meu opróbrio perante os homens” (vv.24-25).

Repare nisso: Isabel percebeu o que seu marido não pôde ver. Deus não tem prazer de ficar protelando em atender nossos pedidos. Porém, Ele tem Seu próprio cronograma. Seu compromisso maior não é com nossos desejos, mas com Seus propósitos. O propósito de Deus era que o fruto do ventre de Isabel fosse aquele que prepararia o caminho para Seu Filho Jesus.

Para o velho sacerdote que já se preparava para despedir-se da vida, a questão era: Quem me sucederá? Quem dará seqüência ao meu trabalho? Mas para Deus a questão era outra: Quem precederia Seu Filho no Mundo? Quem Lhe abriria o caminho? Ele teria que nascer pouco antes de Jesus, sendo assim Seu contemporâneo.

Para Zacarias e Isabel, seu filho era apenas o cumprimento de um desejo de juventude. Mas para Deus, aquela criança seria o mais importante ser humano que passaria pela Terra.

Para eles, um desejo. Para Deus, um propósito.

Se ele nascesse anos antes,
 talvez morresse antes que o Messias aparecesse. Talvez jamais se encontrassem. Talvez tivesse sua cabeça em um prato muito antes que o filho de Maria fosse depositado numa manjedoura.

Os propósitos divinos são sincronizados!

Por isso, o mesmo anjo que levou a mensagem ao velho sacerdote, mal teve tempo de respirar, e seis meses depois, partiu em direção à Nazaré para anunciar a uma virgem desposada com um carpinteiro o nascimento do Salvador da Humanidade (v.26).

Se Deus respondesse as orações de Isabel em sua juventude, jamais teria havido aquele memorável encontro entre ela e Maria, em que seu nenê se mexera em seu ventre, e ela fora cheia do Espírito Santo (v.41).

“Completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho. Os seus vizinhos e parentes ouviram que Deus tinha usado para com ela de grande misericórdia, e alegraram-se com ela. Ao oitavo dia foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de Zacarias, seu pai. Respondeu sua mãe: Não! Ele será chamado João. Disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que tenha este nome. Perguntaram, por acenos, ao pai do menino que nome queria que lhe dessem. Pedindo ele uma tabuinha, escreveu: O seu nome é João. E todos se admiraram. Imediatamente a boca se lhe abriu, a língua se lhe soltou e falava, louvando a Deus” (vv.57-64).

Isabel passou cinco meses escondida, talvez para evitar o embaraço de ter que explicar como uma anciã poderia ter-se engravidado. Deve ter sido difícil para ela, uma vez que seu próprio marido estava mudo. Ela passou os primeiros meses de gravidez sem ter com quem conversar, isolada de tudo e de todos. Tinha que contentar-se com uma comunicação feita por sinais.

Quando ela resolveu voltar ao convívio social, sua barriga já estava grande, pois já estava no sexto mês de gravidez. Talvez tenha sido a visita de Maria que a encorajara a sair de casa, ou a receber visitas. As pessoas começaram a comentar quão grande milagre Deus fizera na vida daquele casal de anciãos.

Finalmente, o menino nasceu. Porém, Zacarias continuou mudo. Ou talvez já até lhe houvesse sido devolvida a fala, mas ele se acostumou com a mudez.

No oitavo dia, quando foram apresentar o menino no templo, houve uma discussão sobre que nome se deveria dar a ele. A maioria achava que o melhor nome seria o do próprio pai, homenageando o velho sacerdote. Todos achavam que ele concordaria com isso.

Zacarias Junior! Aquele que seria uma extensão do seu ministério. Mas Deus tinha outros planos. Enquanto o cenário do ministério de seu pai era o templo, o cenário em que se daria seu ministério seria o deserto. Enquanto seu pai se vestia de linho fino e estola, conforme a tradição sacerdotal, ele se vestiria de pelo de camelo. Enquanto seu pai se alimentava da carne dos sacrifícios feitos no templo, ele se alimentaria de mel e gafanhoto.

Definitivamente, aquele menino não seria a continuidade do seu ministério. Era algo completamente inovador.

Depois de alguma discussão sobre o assunto, resolveram consultar o sacerdote mudo: - E aí, o que você pensa? Não acha que o menino deve levar seu nome? Sem saber como se expressar, Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: - Seu nome é João!

Fora este o nome que ele ouvira dos lábios do anjo. Fora este o nome que sua mulher queria dar ao menino. Quem disse que Deus tem compromisso com a maioria? Quem disse que a voz do povo é a voz de Deus? Quando Zacarias opinou, sua fala voltou.

Agora ele estava em concordância com Deus. Seus questionamentos foram substituídos por louvores. É preferível ficar mudo a questionar os propósitos divinos. É melhor se calar do que querer impor sua própria vontade.

Quantas vezes colocamos tudo a perder com o que dizemos? Achamos que Deus nos deve explicação. Que as coisas devem acontecer à nossa maneira. Ledo engano! Deus é soberano, e sabe exatamente o que está fazendo.

Vale aqui a recomendação de Pedro:

“Se alguém fala, fale segundo as palavras de Deus...” (1 Pe.4:11).

Se não for pra falar em consonância com os oráculos de Deus, é melhor que se cale! “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus!” (Sl.46:10a).

Naquele dia o velho sacerdote descobriu que é melhor contrariar a vontade da maioria, do que se levantar contra a vontade de Deus. Os únicos desejos com os quais Deus está comprometido são com aqueles que Ele mesmo gerou em nossos corações. Ele não está comprometido com nossos caprichos, com nossa vaidade, com nossos projetos particulares.

A oração de Zacarias foi respondida porque refletia o anelo de Deus.

João, o apóstolo amado, escreve em sua primeira epístola:

“Esta é a confiança que temos nele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que já alcançamos os pedidos que lhe fizemos” (1 Jo.5:14-15).

Por isso, um dos critérios para que tenhamos nossas orações atendidas, é que estamos n’Ele e a Sua Palavra esteja em nós (Jo.15:7). É por meio de Sua Palavra em nós que descobrimos a vontade do Senhor para a nossa vida. E assim, nossos pedidos serão sempre de acordo com Sua vontade. Ele terá operado em nós, tanto o querer, quanto o realizar (Fp.2:13). Teremos aprendido a nos deleitar n’Ele, para que nossos desejos coincidam com os d’Ele, e assim, sejamos plenamente atendidos (Sl.37:4).

Suas respostas vêem sempre no tempo certo. Nem antes, nem depois. Nada é capaz de alterar Seu cronograma.

Ao dar ao menino o nome ordenado por Deus, Zacarias reconheceu que João Batista era muito mais do que uma resposta às suas orações. Era a manifestação do propósito de Deus para o Mundo.

Lembre-se: Acima de nossos desejos, está o propósito de Deus.

Que sua vida seja o ventre através do qual os propósitos divinos se manifestarão.

Segunda-feira, Agosto 22, 2011

4

Que voz é essa? Estou estupefato!



Estou estupefato diante de tamanho talento. Há muito que não ouço algo com esta qualidade. Difícil não se emocionar. Que Deus o tome pelas mãos, e conduza pelas sendas do sucesso, sem permitir que seu coração de corrompa, quer pela fama, ou por ofertas que o mundo (inclusive o mundão 'gospel') possa lhe fazer.

Sexta-feira, Agosto 19, 2011

4

Saiba elogiar do jeito certo



Por Marcos Meier
Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo.

Em seguida, foram divididas em dois grupos. O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!”... e outros elogios à capacidade de cada criança.

grupo B foi elogiado quanto ao esforço“Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de conseqüência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”.

As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obtêm a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente.

Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplina.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios,feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu vídeo game foi muito legal, você é um bom amigo”.

Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”.Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos.

Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente. Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas.

Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.


Marcos Meier, mestre em Educação, psicólogo, professor de Matemática e especialista na teoria da Mediação da Aprendizagem em Jerusalém, Israel. 


Notícia veiculada na Revista Galileu – jan/2011.

9

Deus não está nem aí...

















Por Hermes C. Fernandes


Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir... mas vai perguntar quantas pessoas necessitando de ajuda você transportou.

Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa... mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.


Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário... mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.

Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais... mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.

Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário... mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.


Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu... mas vai perguntar de que forma você promoveu os outros.


Deus não vai perguntar qual foi o título do cargo que você ocupava... mas vai perguntar se você desempenhou o seu trabalho com o melhor de suas habilidades.


Deus não vai perguntar quantos amigos você teve... mas vai perguntar para quantas pessoas você foi amigo.


Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos... mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.


Deus não vai perguntar em que bairro você morou... mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.


Deus não vai perguntar quantos diplomas você conquistou... mas vai perguntar como você usou seu conhecimento para o bem comum.


Deus não vai perguntar quantos hectares tinha sua propriedade... mas vai perguntar se você ajudou a proteger o meio-ambiente.


Deus não vai perguntar quantas pessoas você atraiu para a igreja... mas vai perguntar como você influenciou o Mundo à sua volta.


Deus não vai perguntar que herança você deixou para seus filhos... mas vai perguntar que legado deixou para as próximas gerações. E eu me pergunto: Que tipo de respostas terei para dar? Talvez Ele nem faça pergunta alguma. Bastaria Seu olhar prescrutante para que todas essas perguntas nos viessem à mente num abrir e piscar de olhos. E você, está pronto pra encontrar-se com Deus?

Quarta-feira, Agosto 17, 2011

6

Cineasta americano lança filme de terror baseado em Igreja Ultrafundamentalista


O cineasta Kevin Smith resolveu criar um suspense diferente abordando o assunto intolerância, ao fazer três jovens encontrar com um pastor ultrafundamentalista.
Em “Red State” os três amigos resolvem responder a um anúncio online de uma mulher mais velha interessada em sexo grupal. Os adolescentes então partem para essa “aventura” que toma rumos diferentes assim que eles conhecem o pastor enlouquecido de visão “fundamentalista ao extremo”.
O filme de terror foi roteirizado baseado no caso da Igreja Batista de Westboro, liderada pelo polêmico pastor Fred Phelps, o ministério localizado no Kansas, Estados Unidos, é conhecido por fazer diversas campanhas de ódio contra os homossexuais.
“Red States” será lançado nos Estados Unidos no dia 5 de setembro e no elenco estão os atores Michael Parks, John Goodman, Kevin Pollack, Melissa Leo, Michael Angarano, Kerry Bishe e Kyle Gallners.
Assista ao trailer:



Fonte: Gospel Prime

Terça-feira, Agosto 16, 2011

21

Cantor Gospel é vaiado e apedrejado por recusar-se a cantar



O famoso artista cristão, Danny Berrios, foi vaiado por mais de 1.500 cristãos, que lhe atiraram pedras, garrafas e copos plásticos, por recusar-se a cantar no centro esportivo "Hector O Viking-Monegro", alegando faltar 10 mil pesos do valor do seu cachê, combinado em contrato com um pastor evangélico.


Berrios, que excursionou por toda a América, comemorando 30 anos de carreira como cantor gospel, apresentou-se às 11:40h., dizendo ao público que não cantaria por haver muito poucas pessoas e porque os 50 mil pesos acertados em contrato com o pastor Fernando Betancourt não haviam sido honrados.A multidão já estava impaciente para assistir ao seu show e começou a gritar: "apareça, apareça, cante, cante!"


Por não atender ao apelo da platéia, as pessoas começaram a descer para o vestiário para perguntar o que estava acontecendo.


Depois que todo mundo estava ciente do que se passava nos bastidores, seus fãs conseguiram juntar entre si 40 mil pesos, mas por faltar os 10 mil para completar o valor do cachê, o cantor manteve a decisão de não cantar. 


Revoltada contra a decisão do cantor, a multidão  desceu da arquibancada e começou a cantar slogans contra o artista, chamando-o de irreverente e desrespeitoso.


Ao tentar fugir do local, Berrios foi encurralado por um grupo raivoso que lhe atirava todo tipo de objetos, incluindo garrafas de água e pedras. Não fosse a intervenção da polícia, uma tragédia poderia ter ocorrido.


Os organizadores estavam cobrando entre 300 e 400 pesos pelo show de Danny Berrios.

Fonte: Ecos Del Sur


Comentário de Hermes C. Fernandes: Curioso que em um dos últimos episódios de "A Grande Família", algo semelhante aconteceu, quando um cantor famoso (em franca decadência), recusou-se a cantar num show agendado por Agostinho Carrara no clube do bairro, alegando o número inexpressivo de pessoas. Tomara que o episódio ocorrido com Danny Berrios sirva de aviso para as estrelas gospel tupininquins. O que não se pode é aceitar que um "Levita" cobre 60 mil reais para louvar a Deus. Mas enquanto houver quem pague, haverá que cobre. 

6

Parábola usada para aterrorizar os crentes

Por Hermes C. Fernandes


Uma das passagens mais usadas para aterrorizar os crentes é a parábola das Dez Virgens. De acordo com a interpretação de alguns pregadores, a parábola indica que apenas uma porcentagem dos crentes em Jesus participariam do Arrebatamento, e os demais seriam deixados para trás. Se formos um pouco mais literais, somente 50% dos crentes serão realmente salvos. Os demais estão entre os imprudentes, que serão pegos de surpresa, despreparados, e por isso, inaptos para subir com Cristo.

Será que tal interpretação faz jus àquilo que Jesus intentava dizer aos Seus discípulos?

Nessa parábola, Jesus está falando da chegada do reino, e não de Sua segunda Vinda. E o Seu reino foi inaugurado ainda em Seu primeiro advento.

O texto diz que “o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo” (Mt.25:1).

Sôa até estranho, se não atentarmos para o contexto cultural da época. Estaria Jesus defendendo algum tipo de poligamia? Por que “dez virgens”, em vez de apenas uma? Teria Jesus mais de uma noiva?

As virgens da parábola não seriam desposadas pelo noivo. Elas eram como “madrinhas” da noiva. Fazia parte do ritual de bodas judaicas, o encontro das “madrinhas” virgens, com o noivo, para acompanhá-lo até a noiva.

Ora, o noivo da parábola representa o próprio Cristo. E a noiva, embora não figure na parábola, é a Igreja. Quem seriam, então, as virgens? Elas representam o povo judeu.

É interessante que em outra passagem, João Batista se apresenta como “o amigo do Noivo”. Além das virgens madrinhas, o noivo também era assistido por um amigo, geralmente, aquele que fosse considerado o melhor amigo. Assim como não podemos confundir o noivo com o amigo do noivo, também não podemos confundir a noiva com as dez virgens.

Ao ser confundido com o Cristo, João respondeu: “Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. A noiva pertence ao noivo. O amigo do noivo, que lhe assiste, espera e ouve, e alegra-se muito com a voz do noivo. Essa alegria é minha, e agora está completa” (Jo.3:28b-29).

De acordo com o protocolo, as virgens madrinhas deveriam sair ao encontro do noivo, portando lâmpadas devidamente acesas.

Segundo a parábola, dentre as dez virgens, cinco eram prudentes, e cinco eram insensatas.
“As insensatas, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com suas lâmpadas. Demorando o noivo, todas elas acabaram cochilando e dormindo” (Mt.25:3-5).

Repare no detalhe: todas elas acabaram dormindo. Ficaram desatentas, e cochilaram. A diferença entre elas era o suplemento extra de azeite que cinco delas haviam trago. Portanto, a questão não era apenas de vigilância, como bradam os pregadores, mas de prevenção e prudência. Ser prudente aqui, é ser precavido.

Por isso, não parece razoável usar esse texto para amendrontar os crentes, fazendo-os duvidar de sua salvação, temendo que o Senhor lhes flagre “dormindo”.

Paulo escreve acerca disso em sua primeira epístola endereçada à igreja em Tessalônica:

“Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas, não necessitais de que se vos escreva, pois vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite (sem aviso prévio) (...) Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Todos vós sois filhos da luz, e filhos do dia. Nós não somos da noite, nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios. Pois os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam, embriagam-se de noite. Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios (...) Pois Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nís, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele” (5:1-2,4-8a, 9-10).

É claro que devemos “vigiar”, isto é, estar atentos, para que não sejamos surpreendidos. Entretanto, quer vigiemos ou durmamos, nosso encontro com o Senhor é garantido. O risco é o de sermos pegos de surpresa, e não o de sermos condenados.

Voltando à parábola:

“Mas, à meia-noite ouviu-se um grito: Aí vem o noivo, saí ao seu encontro” (Mt.25:6).

Esse “grito-convocação” foi o grito dos profetas, dos quais, João foi o último expoente. Apenas parte do povo judeu deu ouvidos ao alarde profético. A outra parte se manteve surda e insensível ao apelo de Deus. Faltava-lhes o azeite, a luz, a revelação. Seu coração foi endurecido.

Paulo compreendia bem tal situação, pois a havia testemunhado. Em sua última investida evangelística direcionada aos judeus, o apóstolo dos gentios se viu profundamente decepcionado com seus patrícios.

Segundo o relato de Atos, dentre os judeus que vieram ao seu encontro em Roma, “alguns foram persuadidos pelo que ele dizia, mas outros não creram” (28:24). Os que criam eram as virgens prudentes, e os que desdenhavam eram as virgens insensatas. Suas lâmpadas estavam apagadas. Lucas diz que eles “discordaram entre si, e começaram a sair, havendo Paulo dito esta palavra: Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías: Vai a este povo, e dize: Ouvindo, ouvireis, e de maneira nenhuma entendereis; vendo, vereis, e de maneira nenhuma percebereis. Pois o coração deste povo está endurecido; com os ouvidos ouviram pesadamente, e fecharam os olhos, para que jamais vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, e se convertam e eu os cure” (Atos 28:25-27).

Dentre os filhos de Israel, somente o remanescente pôde entrar no Reino de Deus. Quem são os remanescentes? Os que deram ouvidos ao grito profético, e foram ao encontro do Noivo. Isso é confirmado por outras passagens, como aquela que Paulo menciona aos Romanos: “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo”( Rm.9:27).

Somente os que atentarem para as profecias, e se derem conta de que elas falam de Jesus de Nazaré, e confiarem em Sua provisão para a salvação, serão, de fato, salvos.

Ninguém será salvo por pertencer a uma etnia, ou por ter o sangue de Abraão correndo em suas veias.

É Paulo quem declara: “Tenho declarado tanto aos judeus como aos gregos que devem se converter a Deus, arrepender-se e ter fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (At.20:21).

Por todo o livro de Atos encontramos o cumprimento da parábola das virgens. Em Antioquia, por exemplo, “muitos dos judeus e dos prosélitos devotos seguiram a Paulo e Barnabé, os quais, falando-lhes, exortavam-nos a que permanecessem na graça de Deus”(At.13:43). Esses equivalem às “virgens prudentes”. Mas logo abraixo no texto, lemos que “os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja, e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava” (v.45). Esses equivalem às “virgens insensatas”.

A parábola prossegue:

“Então todas aquelas virgens se levantaram e prepararam as suas lâmpadas. E as insensatas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite; as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam: Não seja o caso que nos falte a nós e a vós. Ide antes aos que o vendem, e comprai-o” (Mt.25:7-9).

De quem elas deveriam comprar o azeite? Onde encontrariam a luz de que suas lâmpadas necessitavam? Com a palavra, Simão Pedro, o apóstolo da circuncisão:

“E temos ainda mais firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que ilumina em lugar escuro, até que o dia clareie, e a estrela da manhã surja em vossos corações” (2 Pe.1:19).

Revelação não é algo que se possa receber de terceiros. Não há como terceirizá-la. Tem-se que buscar na fonte. Podemos adquirir informação através de outros, mas só adquiriremos “azeite” para nossas lâmpadas, se buscarmos diretamente na fonte. Por isso Jesus insistia: “Examinai as Escrituras...”

Por muitos séculos, os judeus negligenciaram a Palavra. Por isso, foram incapazes de reconhecer o Messias, quando Ele apareceu nas ruas da Galiléia.

Quando procuraram por Paulo em Roma, queriam um pouco de azeite para suas lâmpadas, mas a porta já se havia fechado. Como disse Jesus, o Reino lhes fora tirado, e entregue a um outro povo, a igreja. Somente os remanescentes “entraram com ele para as bodas”.

Para esse “remanescente”, a porta sempre estará aberta. Como bem afirmou o apóstolo: “Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça” (Rm.11:5).

Como vimos, a parábola das virgens jamais teve a intenção de causar pânico aos seguidores de Cristo. Não estamos nem entre as cinco prudentes, nem entre as cinco insensatas. Somos a única noiva do Cordeiro, aquela que está sendo preparada para ser apresentada “como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co.11:2).

Christus Victor!