Domingo, Julho 31, 2011

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A melhor maneira de descobrir um cristão fake


















Por Hermes C. Fernandes

Recentemente assisti a uma entrevista de um blogueiro que criou uma personagem fake, com o objetivo de ridicularizar os evangélicos. Segundo ele, mais de trinta mil pessoas visitam diariamente seu blog, e mesmo com toda a zoação (abuso de clichês, palavras chulas e situações pouco prováveis para um cristão), muitos acreditam que tudo aquilo é real.

Como esta personagem, há milhares de fakes circulando na internet, alguns tão sutis que é quase impossível dar-se conta de que não sejam pessoas reais.

Pior do que os fakes cibernéticos, são os de carne e osso que circulam nossas igrejas e nossas vidas, fazendo-se passar por aquilo que não são. Como reconhecê-los? Será que existem pastores fakes? Gente que sobe ao púlpito descaradamente, fingindo ser o que não são? Infelizmente a resposta é sim. Não dá pra confiar em tudo o que vemos e ouvimos.

Também recentemente, um pastor brasileiro que tem sido convidado para pregar fora do País, foi desmascarado, por usar dados do perfil do Orkut das pessoas como se fossem revelações dadas por Deus.

Até quando seremos enganados por esses fakes?

Como perceber que alguém é o que de fato diz ser? Como saber se aquela pessoa realmente teve um encontro com Deus?

Uma sociedade baseada em aparência, facilmente se deixará enganar por aqueles que ostentam uma piedade de fachada. Basta que o sujeito use meia dúzia de jargões religiosos, e pronto. Já enganou metade das pessoas do seu convívio.

Escrevendo a Tito, Paulo denuncia os que "professam conhecer a Deus, mas negam-no pelas suas obras, sendo abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra" (Tt.1:16).

Discursar sobre teologia não significa conhecer a Deus. Tive um professor no seminário que se dizia ateu. E aí?

Tempo de casa também não significa nada. Conheço gente que abraçou a fé há tão pouco tempo, mas que já conhece a Deus com mais profundidade do que alguns que nasceram e foram criados no ambiente da igreja.

Então, como podemos inferir se alguém conhece ou não a Deus, ou ainda, se é um cristão legítimo ou um fake? Do ponto de vista de Deus, não há qualquer problema. Afinal de contas, "O Senhor conhece os que são seus" (2 Tm.2:19a). Mas do ponto de vista do lado de cá, só há uma maneira de saber quem de fato conhece a Deus: "Qualquer que profere o nome do Senhor aparte-se da injustiça" (v.19b).

Vamos tentar entender melhor isso através de uma passagem não muito conhecida do Antigo Testamento:

"Eram os filhos de Eli, filho de Belial; não conheciam o Senhor" (1 Sm.2:12).

Como pode alguém ser filho do Sumo-sacerdote, e não conhecer a Deus? Nem sempre filho de peixe, peixinho é. Embora fossem filhos de Eli, aos olhos de Deus eram filhos de Belial (nome usado no AT em referência a Satanás).

Como o escritor sagrado chegou à esta conclusão? Vejamos o relato:

"Ora, o costume desses sacerdotes para com o povo era que, oferecendo alguém um sacrifício, estando-se cozendo a carne, vinha o moço do sacerdote com um garfo de três dentes na mão ( o famoso ‘tridente’). Metia-o na caldeira, ou na panela, ou no caldeirão, ou na marmita, e tudo o que o garfo tirava, o sacerdote tomava para si. Assim faziam a todo o Israel que ia a Siló” (vv.13-14).

Este era o meio de subsistência dos sacerdotes. Eles se dedicavam integralmente ao culto, e dependiam das ofertas para sobreviver. Porém, havia um protocolo a ser seguido.

“Mas antes mesmo de queimarem a gordura, vinha o moço do sacerdote e dizia ao homem que sacrificava: Dá essa carne para assar ao sacerdote; ele não aceitará de ti carne cozida, senão crua. Se lhe respondia o homem: Queime-se primeiro a gordura, e depois tomarás o que quiseres, então ele lhe dizia: Não, hás de dá-la agora; se não, tomá-la-ei à força. Era muito grande o pecado destes moços perante o Senhor, pois desprezavam a oferta do Senhor” (vv.15-17).

De acordo com o protocolo, a carne dos animais sacrificados deveria ser colocada no caldeirão, até que a gordura se queimasse, e assim, o sacerdote meteria seu garfo e retiraria a sua parte. Mas a gordura tinha que queimar.

Os filhos de Eli não tinham paciência de esperar que a gordura se queimasse. A gordura representava a melhor parte, e esta pertencia ao Senhor. Mas eles não se satisfaziam com a parte que lhes cabia no caldeirão.

Eles foram enredados pela mesma proposta feita pela serpente ao primeiro casal no Éden. Abocanharam o que pertencia exclusivamente a Deus.

Quem conhece a Deus, ama a justiça e foge da injustiça.

Justiça é dar a cada um o que lhe é de direito. A Deus o que é de Deus, a César o que de César, ao empregado o que é direito seu, ao patrão, idem, ao cônjuge a sua parte (1 Co.7:3-5), e assim por diante.

Em vez de lutar por lucro, quem conhece a Deus luta por justiça. Não importa quem vai ficar com a melhor parte do bolo, desde que isso seja justo.

Nas palavras do apóstolo, “dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo, a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. A ninguém devais coisa algum, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros” (Rm.13:7-8a).

Dar honra é o inverso de querer tirar vantagem.

O que denunciava que os filhos de Eli eram na verdade “filhos de Belial”, e, portanto, sacerdotes fakes, era o fato de quererem tirar vantagem em tudo, até daquilo que pertencia ao Senhor.

É claro que temos direitos, porém o direito alheio vem sempre em primeiro lugar. Temos que esperar a gordura queimar, para tirar o que é nosso. É disso que Paulo fala em Romanos 12:10: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-os em honra uns aos outros.” Ser cordial é ceder a vez, é por o interesse do outro acima do nosso, como nos orientou Paulo em outra passagem: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade, cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (Fp.2:3-4).

Sempre haverá um caldeirão diante de nós, e nossa postura ao metermos nosso garfo vai revelar de quem somos filhos.

É simples assim:

“Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão” (1 Jo.3:10).

Sexta-feira, Julho 29, 2011

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Pronto! Fui convencido a rever meus conceitos...




Por Hermes C. Fernandes

Irmãos, peço humildemente que orem por mim. Preciso confessar algo. De uns anos para cá, comecei a ler as Escrituras de maneira diferente, e aos poucos fui abandonando algumas crenças que nutri por muito tempo.

Comecei a acreditar que a igreja de Cristo teria sido incumbida de discipular as nações, e conduzi-las aos pés de Cristo. Quanta pretensão! Se Noé, pregoeiro da justiça, só conseguiu salvar oito, quem a igreja pensa que é pra alcançar todas as nações? Meu Deus, como eu estava cego. Se bem que no caso da igreja, há a presença do Espírito para habilitá-la no cumprimento de sua missão. Mas deixa isso pra lá… Orem pra que eu consiga outra interpretação para Salmos 22:27-28.

Comecei a acreditar que Deus teria um plano de restaurar esta Terra. Achei até que a igreja deveria se engajar na defesa do meio-ambiente. Quanta bobagem! Pra quê colocar um peso a mais sobre os ombros da igreja? Ela não está dando conta nem de salvar as almas, vai salvar o planeta? Não é melhor acreditar que este mundo vai mesmo é pegar fogo? Isso nos livra da responsabilidade indesejável para com as próximas gerações!

É muito mais conveniente acreditar que somos a última geração. Como não vi isso antes?

Vê se pode uma coisa dessas? Como fui tolo ao crer que a igreja poderia fazer diferença no mundo, infiltrando-se na cultura, nas ciências, na vida pública, etc. Se somos sal da terra? Sim, mas e daí? Salgar pra quê, se nada pode impedir o processo de putrefação avançado em que se encontra o mundo? Você temperaria uma comida que pretende jogar fora?

Você acredita que eu já estava até orando pra que as coisas melhorassem no mundo? Será que esqueci que as coisas precisam piorar pra apressar a volta de Jesus? Não sei como ainda tem crente engajado em causas sociais. Que gente boba…

Que bom voltar a acreditar que o que importa é que vou passar a eternidade andando nas ruas de ouro literais da Nova Jerusalém!

Já estava ficando com saudade daquela sensação que tinha quando criança de que o arrebatamento aconteceria a qualquer momento, e que Deus poderia me flagrar despreparado. Essa estória de segurança da salvação só serve para acalentar nossa confiança. Se nos sentirmos seguros, podemos descansar e relaxar. Nossa santificação só acontece debaixo de pressão. O medo do inferno é imprescindível. Ou você acha que o amor é motivação suficiente?

Já havia até me esquecido do que é enxergar as mãos do diabo em tudo ao meu redor. Voltei a notar a conspiração maligna por trás dos símbolos, logotipos, slogans e, pasmem, dos desenhos animados. Voltei até a ouvir música tocada de trás pra frente em busca de mensagens subliminares. E pensar que eu estava crendo que Deus tem o controle de tudo. E o diabo, como fica? Eu sei que está escrito que Cristo o expôs publicamente ao desprezo e o depôs juntamente com seus asceclas. Mas isso é uma outra estória… Deixa quieto…

Afinal de contas, a versão moderna do evangelho precisa apresentar um diabo mitológico, que ponha em risco não apenas a salvação dos crentes, mas até os planos divinos. Isso mantém a turma esperta.

Pronto, agora estou livre! Posso voltar à buscar por indícios de quem será o anticristo da vez. Sei não… acho que esse papa com cara de Dona Benta é muito esquisito. Não sei se opto por ele ou pelo Obama. Aquele sorriso não me engana! Descobri semana passada que seu slogan de campanha “Yes, you can”, tocado de trás pra frente se ouve “Thank you, Satan!” (Obrigado, Satanás!). E o Lula? Não seria a besta que emerge do mar? Afinal, lula não é molusco?

Ah… finalmente! Voltei ao primeiro amor! Ou seria, ao primeiro terror? Sei lá… Só sei que agora estou mais preocupado em morar no céu, do que ver a vontade d’Ele sendo feita aqui na terra, como é feita lá no céu.

Quer saber? Tô nem aí! Quero mais é ver este mundo pegar fogo! Eu sei que Ele disse que tudo que havia criado era muito bom! Mas acho que Ele pode se superar! Esse mundo não é lá grande coisa! Ou é?

Que venha logo o arrebatamento! Estou doido pra pular fora daqui. Que bom que Deus não ouve a todas orações. Imagine se Ele houvesse ouvido e atendido aquela oração em que Jesus suplica para não sermos tirados do mundo…

O que eu não sou é besta pra ficar por aqui enquanto a dita cuja estiver solta, aprontando das suas. O tal chip já tá rolando por aí. Já pensou ter que receber a marca?

Mas se Ele vier e eu ficar, tudo bem. Vou na segunda chamada. Sei que vai ser dureza passar pela grande tribulação. Principalmente pelo fato de que o Espírito Santo já terá sido tirado da Terra juntamente com a igreja. E aí?… Como é que as pessoas se converterão sem a atuação do Espírito? Como é que as que não foram fiéis pra subirem na primeira chamada, mesmo com a atuação do Espírito, serão fiéis na grande tribulação sem a atuação d’Ele?

Este tipo de pergunta começa a me incomodar…

Pelo menos vão reconstruir o templo em Jerusalém… Vai ser tremendo! Dizem que até os sacrifícios voltarão. Por que será? Ah, já sei… porque o sacrifício de Jesus terá perdido a validade. Enquanto não constroem o tal templo, a gente vai se contendado com a réplica que será construída pela Universal em São Paulo. Pelo menos, sacrifícios não faltam por lá.

Peraí… então, Deus vai voltar a habitar em templos de pedras? Isso tá começando a ficar complicado pra mim.

Orem por mim, irmãos. Tenho medo de que eu sofra uma recaída e volte a ter esperança.

P.S. Sem querer subestimar a inteligência de ninguém, espero que todos percebam o tom irônico desta postagem.

Quinta-feira, Julho 28, 2011

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Renovo…Presente! Mudanças à frente!

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Bispo Hermes C. Fernandes pregando no culto de Santa Ceia

Entre os últimos dias 22 e 25 de Julho, a Igreja Reina realizou sua X Convenção Internacional, com o tema “Renovo… presente! Mudanças à frente!” Foram dias surpreendentes, em que o povo reinista superlotou o teatro das Boas Novas em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro. 

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Multidão atenta à pregação da Palavra
Pela primeira vez, a convenção foi realizada fora da Sede da Reina. Embora seja consideravelmente grande, o templo em D. Caxias já não podia suportar as multidões que compareceram às edições anteriores da convenção. Houve vezes em que centenas de pessoas ficaram do lado de fora, sem conseguir entrar. Apesar de maior, o auditório das Boas Novas também ficou pequeno. No sábado à noite e no domingo à tarde, tivemos uma multidão em pé.

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 Revelyn interpretando Jerry Voss
Na primeira noite de convenção, o bispo Hermes fez o lançamento de seu primeiro CD solo, que tem como título “Sete Mil Milhas”. De acordo com o bispo, este curioso título se deve à distância aproximada que o separou de sua gente e de sua pátria durante os últimos dois anos. O culto, iniciado pelo bispo Elias, foi dedicado à família, e teve como preletor o bispo Hermes.

Como já é tradição, as apresentações feitas pelos distritos da Reina roubaram a cena. Muitas lágrimas, sorrisos, e, sobretudo, reflexão. Cada distrito teve seu brilho especial. A cerimônia de abertura, com direito a desfile de bandeiras e hino nacional, ficou por conta da Reina de Santa Margarida/Campo Grande.

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Rhuan intepretando Bob Pitman
Durante as reuniões diurnas, tivemos o I Seminário de Liderança Global, que contou com a presença de dois preletores vindos da Califórnia, EUA. O Rev. Bob Pitman e o Rev. Jerry Voss foram intepretados por Rhuan e Revelyn, filhos do Bispo Hermes C. Fernandes. Nas celebrações à noite, o povo reinista ouviu atentamente às preleções de seu bispo primaz, além do Bispo Walter McAlister, Primaz da Aliança Cristã de Nova Vida e do Rev. Jonathas Moreira, pastor presbiteriano de Orlando, Flórida e missionário na Amazônia.

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Rev. Jonathas Moreira
O preletor do Culto de Domingo à tarde foi o Bispo Hermes, e a celebração eucarística foi presidida pelo Rev. Jonathas Moreira.

Um dos momentos emocionantes foi quando o Bispo José Mauro homenageou e deu boas vindas à família Fernandes, recém-chegada dos Estados Unidos, onde morou por mais de dois anos.

O louvor da convenção ficou por conta da Banda Hizayon, liderada pelo Pr. Cecílio Jr.

Parabenizamos o povo da Reina por mais esta demonstração de amor a Cristo e à Sua obra. Cada bispo, pastor, missionário e militante da Reina se empenhou pra fazer desta a maior e melhor convenção de nossa história.


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Família Fernandes recebendo homenagem de boas vindas
(Foto: Hermes, Rayane, Tânia, Revelyn e Rhuan)
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Banda Hizayon (Foto: Levi, Bruno, Cecílio e Rodrigo)
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Bispo Walter McAlister, Primaz da Nova Vida

Quarta-feira, Julho 27, 2011

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Queima de Arquivo no Templo em plena luz do dia!



Por Hermes C. Fernandes


Que dia! Jesus estava exausto. Parecia que ir a Jerusalém não tinha sido uma boa ideia. Já era o último dia da festa dos tabernáculos. Gente de tudo que era lado. Enquanto manteve o âmbito de Seu ministério nas periferias da Galiléia, ninguém se incomodava. Mas agora Ele estava no centro do poder. Sua mensagem era por demais subversiva para ser tolerada. O status quo havia sido desafiado. As autoridades haviam emitido uma ordem de prisão para Ele. Porém, os guardas não conseguiram prendê-lO, não por causa da multidão que O cercava, nem mesmo por não haver qualquer acusação formal contra Ele, mas simplesmente por ouvirem de Seus lábios palavras jamais ditas por um ser humano.

Naquele dia, Jesus foi duramente julgado e criticado pela elite religiosa de Jerusalém, que sentia-se ameaçada por Sua crescente popularidade. A bem da verdade, Seu ministério havia sofrido uma guinada recentemente. Muitos dos Seus discípulos O haviam abandonado (Jo.6:60-69), alegando que Seu discurso estava ficando muito duro. Seus irmãos carnais revelaram sua incredulidade quanto à Sua identidade divina (Jo.7:1-5). Chegando em Jerusalém de surpresa, percebeu que Sua fama O havia precedido.

Poderia se dizer qualquer coisa acerca d’Ele, menos que era uma unanimidade. Se para uns, Ele era “o cara”, para outros não passava de um enganador (Jo.7:12). Lá sofreu todo tipo de preconceito e discriminação. Julgaram-nO por não ter uma educação formal (v.15). Chamaram-nO de endemoninhado (v.20). Tentaram desacreditá-lO por causa de Sua origem galiléia, já que de lá não se podia esperar nada que prestasse (Jo.1:46), quanto mais um profeta (vv.41,52). Tentaram desclassificá-lO de todas as maneiras. Sua popularidade estava altíssima, mas Sua credibilidade posta em xeque.

Depois de um dia como aquele, nada melhor que recostar a cabeça no travesseiro e tentar esquecer os problemas. Embora tenha sido esta a pedida dos Seus discípulos e oponentes, Ele preferiu retirar-Se para orar.
Após uma noite em vigília, Jesus aparece no templo logo nas primeiras horas. Ele tinha uma agenda a cumprir, e não seriam as críticas e tentativas de prendê-lO que a alteraria.

Enquanto ensinava cercado de uma multidão, a elite religiosa se aproxima e O interrompe com uma importante questão que precisava ser equacionada. No meio daquela turba raivosa, uma mulher pega em flagrante adultério. Pelo jeito havia provas suficientes para incriminá-la. Quem a flagrara estava ali para prestar depoimento. De acordo com a Lei, ela deveria ser executada sumariamente, e a pena prescrita era o apedrejamento.

Porém antes de executá-la, alguém teve a “brilhante” ideia de usá-la para incriminar Jesus. Cairíam dois coelhos com um única cajadada. Aqueles homens sabiam que para deter aquele mestre galileu, precisavam mais que uma ordem de prisão. Aquela era a oportunidade de enredá-lO com Suas próprias palavras. Caso caísse na armadilha, eles O prenderiam sem titubear, pois teriam motivos razoáveis para isso.

Era, de fato, uma sinuca de bico. Se Jesus Se pronunciasse contrário ao apedrejamento, Ele seria acusado de obstrução da lei, e isso resultaria em Sua prisão imediata. E se Ele Se pronunciasse a favor da execução, Ele seria acusado de incoerência com aquilo que pregava. Isso fatalmente afetaria Sua credibilidade e popularidade.
Jesus estava sob pressão. Tinha que escolher de que lado ficaria, do lado da Lei ou da mulher.

Qual foi Sua reação? Jesus inclinou-Se e começou a escrever na terra, como fazem as crianças. Aliás, é a única vez nas Escrituras em que Jesus aparece escrevendo algo. Em vez de caneta e papel, o mestre preferiu usar o dedo e a terra. Não me pergunte o que escreveu, pois ninguém seria capaz de precisar. Porém, arrisco uma palpite. Talvez Ele escrevesse os pecados daqueles que a condenavam.

Atrevo-me a sugerir que dentre seus algozes, havia quem já houvesse usufruído da vida promíscua daquela mulher. Jesus Se deu conta de que o que estava prestes a ocorrer ali, em pleno templo, era uma queima de arquivo. Aquela mulher sabia demais. Se fosse hoje, bastava encontrar sua agenda telefônica, para deparar-se com o número de muita gente importante.

Jesus identificou-Se com ela. Não com os seus pecados, mas com a discriminação que sofria. Pela primeira em sua vida, ela se sentia amada e protegida. Em vez de revidar, negar as acusações, e até denunciar os que com ela já havia se deitado, aquela mulher preferiu confiar no veredito de Jesus.

Acho até que a mensagem que Jesus proclamara um dia antes, em plena fervecência da festa, teria sido ouvida por ela, ou ainda, dirigida especialmente a ela. Digo isso por notar o quanto aquela mensagem parecia com a que Jesus transmitira a outra mulher cuja vida também era regida pela promiscuidade (Repare na coincidência: Jo.4:13-14 e Jo.7:37-38).

Agora Jesus teria que salvá-la, mas sem ser condecendente com seus pecados. Suas sábias palavras ecoariam pela história:“Aquele que dentre vós não tiver pecado, atire a primeira pedra” (Jo.8:7).

Alguém se habilita?

O mestre segue escrevendo na areia. De repente, ouve-se um barulho. Eram pedras caindo, uma a uma. O único com autoridade moral para lançar a primeira pedra, abdicara-Se deste direito. “Pode algum de vós acusar-me de pecado?”, perguntou no mesmo discurso (v.46).

Quem ousaria contestá-lO?

Ah se os cristãos de hoje aprendessem a posicionar-se como seu Mestre! Ele jamais Se preocupou em ser politicamente correto. Nunca posicionou-Se por uma ideologia. Grupo algum tem procuração pra falar em Seu nome. Não queiram usá-lO em suas propagandas políticas ou ideológicas. Não coloquem em Seus lábios palavras que Ele jamais pronunciou. Ele segue sendo contra a prostituição, mas jamais deixará de posicionar-Se pelas prostitutas. Ele segue condenando o aborto, mas acolhendo aquelas que na hora do desespero o praticaram. Ele não endossa a vida promíscua nem de héteros, nem de homossexuais, porém, não subscreve atitudes homofóbicas.

Não conte com Ele para participar de nenhum linchamento moral.

Ele Se identifica sempre com os oprimidos, jamais com os opressores. Com os condenados, não com os seus algozes. Com os discriminados, e não com os preconceituosos.

Ele não apaga arquivos! Ele apaga pecados!

Os que predendiam apedrejá-la, saíram de fininho. Mas as pedras ali ficaram, a espera de quem se habilitasse a usá-las.

O que poucos percebem é que no final de Seu discurso, tomaram as mesmas pedras que seriam destinadas àquela mulher, para apedrejá-lO (Jo.8:59).

Quem diria… o que deveria ser Casa de Oração, tornara-se CASA DE EXECUÇÃO…

Que dia… hein Jesus?

Terça-feira, Julho 26, 2011

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Sexo e Oração


Por Pablo Massolar


Dois amigos surdos se encontram no meio do caminho e se cumprimentam...

— Olá, que bom te ver! Vai pescar?
— Não! Eu vou pescar.
— Ah! Tá bom! Pensei que você fosse pescar...

Engraçadinha a história, mas o fato é que, mais ou menos, é assim que homens e mulheres tendem a conversar na maioria das vezes.

Depois de demonstrar toda a sua atenção, carinho e, principalmente, excitação sexual, qual homem nunca se surpreendeu com a pergunta repentina de uma mulher: “você me ama?” ?

Já, as mulheres, sentem-se desoladas e inseguras quando descobrem que o seu parceiro jamais consegue entendê-la profundamente. Superficialmente talvez, mas, completamente, eles nunca conseguem perceber todos os sinais tão claros e óbvios que elas dão sobre suas necessidades de serem simplesmente abraçadas, ouvidas ou ganharem um chocolate sem precisar pedir.

Em 99% dos casos, o problema não está na falta de amor ou algum desvio de conduta, mas na forma como homens e mulheres comunicam este amor que sentem um pelo outro. A questão é que homens, naturalmente, olham e sentem o mundo através da perspectiva deles, homens/machos, e julgam agradar as mulheres com aquilo que agrada a eles mesmos; semelhantemente as mulheres, pensando com categorias femininas, procuram satisfazer ao homem dando a eles o que elas desejariam receber. As duas experiências são completamente frustrantes e insuficientes para os dois lados. Homens e mulheres deveriam prestar mais atenção nas necessidades do outro e não somente concluírem que as suas próprias carências, refletidas no outro, é o que ele/ela desejaria receber. Até aqui, nada demais, muitos livros, sites, programas de TV, terapeutas e artigos de revistas masculinas e femininas já disseram tudo isso e ainda vamos continuar encontrando alguém fazendo sempre a mesma pergunta: “onde é que eu estou errando, então?”.

Não sou do tipo “conselheiro sentimental”, não me sinto “o experiente” ou “o sabe tudo”, eu também enfrento meus desafios diários nos relacionamentos, muitas vezes pedindo socorro. Tal qual o ferido que tenta ajudar outros feridos a se curarem também, eu vou construindo minha vida e aprendizado como qualquer ser humano normal da terra, na base da tentativa e erro. Ainda não dá para saber se mais errei ou se mais acertei até aqui, mas olho pra frente esperançosamente e continuo caminhando com alegria. Volta e meia algumas lágrimas me vêm aos olhos ou à lembrança tentando me paralisar, mas olho novamente para o caminho e volto a sorrir.

Às vezes, antevendo problemas já vividos por mim ou por conhecidos, dou a volta por outro caminho e aprendo a encontrar novas soluções para velhas questões. Algumas vezes dá certo, outras vezes é preciso percorrer todo o caminho de volta e descobrir que não existe fórmula pronta, nem mágica, para construir um relacionamento saudável para ambos.

Se existe um caminho para encontrar a resposta certa ou mais próxima do ideal, a exigência padrão em todas as situações é: amor, verdade, dedicação e paciência. Sem estes quatro elementos funcionando e interagindo entre si e entre um homem e uma mulher não dá para encontrá-lo.

No que tange à praticidade do dia-a-dia, correndo o risco talvez de ser um tanto reducionista demais, mas falando de forma simples, franca e sem rodeios sobre os caminhos daqueles que se amam, os dois lados precisam entender que, via de regra, homens se prendem com as pernas abertas; as mulheres com carinho e segurança todos os dias.

Não há nada mais terrível para uma mulher do que um homem que não a trate como prioridade, que não lhe transmita uma certa estabilidade emocional, cumplicidade ou que não saiba ouvi-la nem respeitá-la. Por outro lado, os homens tendem a se sentir extremamente desmotivados e se distanciam de relacionamentos onde suas parceiras não demonstram, de forma objetiva e prática, que sentem admiração e desejo sexual por ele.

Falando assim pode parecer meio machista para as mulheres, mas a verdade é que, uma mulher que pretenda segurar espontaneamente, em amor, o seu marido, deve se comportar como se fosse o sonho de consumo sexual dele e se dar todos os dias. Sim! Todos os dias mesmo! No entanto, o homem que deseja a fidelidade e admiração de sua esposa, deve aprender a cativá-la e cultivar o amor, o respeito, o carinho, a atenção dispensada, os cortejos, as lembranças, as declarações verbais e físicas de amor, a sensação de proteção, a entrega da própria vida em favor da amada e o amparo emocional durante toda a vida em comum e não somente durante a conquista.

Na visão bíblica do apóstolo Paulo, a falta de relações sexuais entre um casal é o motivo pelo qual muitos casamentos são tentados e, algumas vezes, levados à falência. Ele diz: “Não se recusem (sexualmente)  um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio.” (I Coríntios 7.5)

Não somente o sexo, mas a relação comum-unitária entre um homem e uma mulher em toda a sua complexidade, intimidade e conjugalidade são expressões profundamente espirituais. O apóstolo Pedro demonstra esta realidade afirmando o seguinte: “Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações.” (I Pedro 1.7)

Tirando o que não seja perversão, doença ou indignidade; entre um casal que se ama e resolve assumir a vida em comum, vale toda a entrega, toda a doação, toda a busca sexual e prazerosa como culto de gratidão ao Senhor e comunhão entre marido e mulher. E por relação sexual não considero somente o coito em si, mas o olhar, o abraço, a poesia, a devoção, a parceria, a dança, a fidelidade, o carinho, o pensamento, o peito e corpos mutuamente abertos um ao outro.


O Deus que criou o gozo sexual te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!



Pablo Massolar (Via Ovelha Magra)

Segunda-feira, Julho 25, 2011

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Nem muçulmano, nem socialista. Ele se dizia CRISTÃO!

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Por Hermes C. Fernandes

Noruega, classificada como o melhor país do mundo em desenvolvimento humano em todos os relatórios desde 2001. Segundo a ONU, o melhor lugar pra se viver. Em 2007 foi avaliada pelo Índice Global da Paz como o país mais pacífico do mundo. Lá os policiais não andam armados. Os politicos andam sem segurança.

Oslo, sua capital, foi o cenario onde acordos de paz foram selados entre Israel e os palestinos. Lá nasceu a esperança da Paz no Oriente Médio. E é tambem lá que, todos os anos, é atribuído o prêmio Nobel da Paz.

Mas a paz característica desse país nórdico foi frontalmente atacada na última sexta-feira.

A explosão de uma bomba perto da sede do governo em Oslo matou ao menos sete pessoas. E 85 pessoas morreram num tiroteio na ilha de Utoeya, num Congresso da Juventude Trabalhista.

Inicialmente, cogitou-se que o atentado teria sido engendrado por algum grupo islâmico radical.  Mas para a surpresa do mundo, o autor de ambos os ataques foi um norueguês. Desta vez, o mal não vinha de Meca, nem de Moscou, mas da terra dos vikings. 

Anders Behring Breivik (nascido em Oslo, a 13 de fevereiro de 1979), empresário norueguês de 32 anos, um fundamentalista cristão ligado à extrema-direita, assumiu a autoria dos atentados. Não! Ele não freqüentava mesquita alguma. Em vez disso, Breivik tem sido definido como "islamofóbico, anti-imigração, hipernacionalista e relativamente intelectual, que cresceu na zona oeste de Oslo, a parte rica e burguesa". O alegado autor tinha colocado mensagens na Internet declarando-se inimigo da sociedade multicultural.

Este nosso suposto “irmão em Cristo” entrou disfarçado de agente da polícia no acampamento de jovens do Partido Trabalhista, e abriu fogo contra os presentes. Duas horas antes, teria usado bombas em outro ataque próximo a prédios do governo.

Cristão? Não! Recuso-me a crer que este imbecil tenha aprendido alguma coisa do Evangelho de Jesus. Ele bebeu foi de outras fontes. Das mesmas que os fundamentalistas islâmicos têm bebido. As fontes do ódio e do extremismo.

Não importa se você se diz um seguidor de Cristo ou de Maomé. Se você bebe dessas fontes, você se torna um fundamentalista, que acha que deve matar ou morrer por suas crenças.

E quando me refiro ao fundamentalismo, não estou falando dos fundamentos da fé cristã, mas do radicalismo com que alguns abraçam sua fé, seja no Evangelho ou no Islã, usando-a como pretexto para o ódio, o preconceito, o nacionalismo cego.

Este tipo de fundamentalismo é a praga do século. Não deveria ser disseminado na internet, nem pregado nos púlpitos, ou panfletado nas ruas.

Certas mensagens são capazes de armar o coração dos seus ouvintes, transformando-os em homens-bomba em potencial.

Não se pode misturar a pregação do Evangelho com doutrinação ideológica, seja de direita ou de esquerda.

Seguimos a Cristo, e não a Marx, ou a Hitler. Nossa bandeira é o amor, e não o martelo e a foice, ou as estrelas e as listras.

Se não tormarmos os devidos cuidados, poderemos assistir a cenas como as ocorridas na Noruega em solo tupininquins. Se é que já não as temos assistido… (vide o ataque à escola em Realengo).

Quinta-feira, Julho 21, 2011

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O que é viver bem?



Cora Coralina
Para quem não sabe, CORA CORALINA é uma poeta fantástica, que publicou seu primeiro livro aos 76 anos.


Além de poeta, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, o nome verdadeiro de Cora Coralina, era também uma cronista excelente; enfim uma das maiores escritoras do Brasil. Publicou oito livros e intermináveis textos.

Cora coralina morreu em 1985, aos 95 de idade, certa de ter cuidado mais do seu interior que de seu exterior.
Ao morrer Cora tinha todas as linhas da vida em seu rosto, e que vida! Uma das frases mais citadas de Cora é: Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.
Mas num dado momento de sua vida, um repórter perguntou à ela “o que é viver bem”. Leiam a resposta de Cora Coralina:
“Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.E digo prá você, não pense.Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velha.Eu não digo. Eu não digo que estou ouvindo pouco.É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia.
Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros.
Então silêncio! Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não.
Você acha que eu sou?
Tenho consciência de ser autêntica.
Procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.”

Publicado originalmente no site Correa Neto

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Lançamento do meu primeiro CD solo "Sete Mil Milhas"


Amanhã, dia 22 de Julho, estarei lançando meu primeiro CD solo intitulado "Sete Mil Milhas". O álbum foi produzido em Orlando, Florida, durante minha estada nos EUA. O título é uma alusão à distância entre a cidade de Lake Mary, onde morei com minha família por mais de dois anos e a minha cidade, Rio de Janeiro.

O CD traz várias composições nossas, incluindo duas versões. Em uma das canções, tivemos a participação especial da cantora Assíria (ex-esposa de Pelé).

Metade do valor arrecadado com a venda dos CDs no dia do lançamento será destinado às missões promovidas pelo ministério do Rev. Jônathas Moreira nos vilarejos ribeirinhos do Amazonas.

Estaremos também sorteando alguns exemplares.

A entrada será franca. Compareça e traga a sua família. Além do lançamento do CD, será o primeiro dia da X Convenção Internacional da REINA (Igreja que tem o privilégio de presidir), com a presença de vários preletores vindos dos EUA.

Endereço: Av. 28 de Setembro, 258, Vila Isabel., RJ.

* Estacionamento conveniado no Bradesco ao lado da galeria do Auditório.

Quarta-feira, Julho 20, 2011

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Isto é que é ser igreja!



Via Pavablog

Terça-feira, Julho 19, 2011

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A justiça começa em casa... na cama!



Por Hermes C. Fernandes

A justiça começa em casa! Cresci ouvindo isso dos lábios de meu pai. Nossa família deveria ser modelo para as demais famílias da igreja. Ser filho de pastor não era apenas um privilégio, mas uma responsabilidade. Deus tem interesse de que a justiça do Seu reino seja implantada neste mundo,e que Sua vontade seja feita aqui na terra como no céu. Porém, há um caminho que esta justiça tem que percorrer até que o mundo seja inteiramente tomado por ela. Este caminho tem vários estágios, e os primeiros deles passam pela família.

Resumindo, a justiça começa sua jornada em casa, nos relacionamentos familiares, depois adentra a igreja, e desta para as nações.

Usando a metáfora bíblica, a justiça é como um rio, cuja nascente é o coração de Deus, que jorra inicialmente no coração do homem que se torna nova criatura, afetando todos os seus relacionamentos, a começar pelos familiares. “Corra, porém, a justiça como as águas, e a retidão como ribeiro perene” (Amós 5:24). À medida em que este rio avança, sua calha fica mais profunda e larga (Ez.47).

Muitos cristãos sinceros aguardam por uma intervenção divina que porá fim às injustiças no mundo. Porém, esta intervenção já se deu, quando fomos visitados pelo “sol da justiça” (Ml.4:2; Lc.1:78-79).

Se quisermos compreender a trajetória da justiça do Reino na História, até o seu estabelecimento pleno, basta investigarmos a trajetória feita pelo sol. O astro rei nasce no Oriente, discretamente, e aos poucos, seus raios vão dissipando as trevas, até que seja dia perfeito. Deus Se compromete através dos lábios de Malaquias: “Desde o nascente do sol até o poente o meu nome será grande entre as nações” (Ml.1:11a). Não significa que o sol da justiça irá se pôr um dia, mas que a justiça de Deus abarcará toda a extensão da terra, do Oriente ao Ocidente. Cristo é o Sol da Justiça, e veio ao mundo discretamente, nascendo num lar pobre do Oriente Médio.

É no contexto familiar que a justiça encontra seu berço. Toda a injustiça prevalecente no mundo, e que tanto nos enoja, parte do ambiente doméstico. É ali que ela é engendrada.

O político corrupto, o traficante sanguinário, o empresário ganancioso, são todos frutos da mesma árvore. Se não estancarmos esta hemorragia moral e ética, a sociedade humana perderá totalmente seu brio.

Jamais lograremos mudar as instituições, se não começarmos esta mudança pela mãe de todas elas, a família.
Portanto, é correto o adágio que diz que a justiça começa em casa.

Poderíamos localizar com mais precisão o lugar de onde ela deveria jorrar? Em que lugar da casa a justiça deveria ter seu ponto de partida? Eu diria, sem medo errar: a justiça começa na cama. Antes de justificar o que acabo de afirmar, permita-me uma rápida digressão.

O que é justiça, afinal? Qual o conceito bíblico de justiça? Justiça é dar a cada um o que lhe é de direito. Paulo nos apresenta este conceito na passagem em que fala de nossa relação com as autoridades constituídas:

“Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra” (Rm.13:7).

Quando se fala de tributos e impostos, o foco recai em nossa relação com o Estado. Sonegar equivaleria a privar o Estado de algo que lhe é de direito. Portanto, trata-se de uma injustiça. Quando se fala de temor, o escopo é mais abrangente, e se estende à nossa relação com Deus. Deixar de temê-lO também é um ato de injustiça.

Em Apocalipse encontramos um dos mais lindos hinos já compostos:

“Grandes e maravilhosas são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-poderoso. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos. Quem não te temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo. Todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, pois os teus juízos são manifestos” (Ap.15:3b-4).

Quando a justiça de Deus encher toda a terra, todo homem O temerá, todo joelho se dobrará e toda língua confessará Sua soberania. Ele finalmente será temido em todas as nações.

Deixando um pouco o Apocalipse, voltemos pra cama do casal…

Paulo fala de tributos, impostos, temor e… honra! E o que isso tem a ver com a cama?

Leia o que diz o escritor sagrado acerca da cama do casal:

Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula, pois aos devassos e adúlteros Deus os julgará” (Hb.13:4).

O tradutor usa a palavra “leito”, que é sinônimo de “cama”; talvez por ser uma palavra mais elegante. Porém, o texto original usa o vocábulo grego “koité”, de onde vem a palavra “coito”. Portanto, tanto o matrimônio quanto o coito (o ato sexual em si) devem ser igualmente honrados.

É aí que começa o percurso da justiça no mundo, até alcançar as nações. Parece bobagem? Mas não é!

Nossa sociedade tem transformado o sexo numa coisa suja, banalizando-o, coisificando-o. Rita Lee retrata isso em uma de suas composições, em que diz que o amor é cristão, mas o sexo é pagão.

A pornografia nada mais é do que a vulgarização de algo sagrado, a perversão da justiça.

Como deixamos de honrar o matrimônio e o ato sexual?

Deixemos que Paulo nos diga:

“O marido pague à mulher o que lhe é devido, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido. Do mesmo modo o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos defraudeis um ao outra, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes à oração. Depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência” (1 Co.7:3-5).

Pode parecer que Paulo esteja sendo rude. Como reduzir a relação sexual a um pagamento? Porém, não é esta a intenção do apóstolo. Ele está pensando em termos de justiça, o que implica em deveres e direitos.

Não me venha com essa de que Paulo era machista. Tanto o homem quanto a mulher tem os mesmos direitos e deveres. O corpo do homem já não lhe pertence mais. Tão-pouco o corpo da mulher.

Imaginemos a cama como um altar. Ela não apenas tem a forma de uma altar (lugar alto, acima do nível do chão, em formato retangular), como também o que ali é feito (além de dormir, é claro…) tem o caráter de oferta.

Assim como devemos oferecer nossos corpos em sacrifício santo e agradável a Deus (Rm.12:1), devemos também oferecer nossos corpos em oferta de amor ao nosso cônjuge.

Nosso corpo é um direito que nosso cônjuge tem. Nosso dever é mantê-lo disponível. E isso vale para os dois. Privar o outro disso equivale a defraudar, isto é, cometer uma injustiça. A única excessão à regra é quando um dos cônjuges pretende dedicar-se por um tempo à oração. Mesmo assim, tem que ter o aval do outro. E tão logo termine o período de oração, devem disponibilizar-se mutuamente. E isso, segundo Paulo, para que Satanás não se aproveite de nossa fraqueza.

Engana-se quem pensa que Paulo legislou em causa própria, pois sequer era casado. Muito antes dele, o sábio Salomão escreveu:

“Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de vida da tua vaidade, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade. Porque esta é a tua porção nesta vida, e do teu trabalho, que tu fazes debaixo do sol” (Ec.9:9).

Nossa porção está nas mãos de quem amamos. Ninguém tem o direito de reter a porção pertencente ao outro. E se possível (caso haja disposição pra isso), todos os dias de sua vaidade. rs

Claro que ninguém é de ferro. Porém, o casal deve buscar manter certa sincronia, em que o desejo de um coincida com o desejo do outro. Isso será conquistado à medida que estreitarem sua comunhão e intimidade. Quanto mais conhecemos a pessoa amada, mais nos adequamos a ela.

Uma vida sexual descompensada nos afeta em todas as áreas, inclusive nosso relacionamento com Deus e com os demais.

Veja o que Pedro diz:

“Igualmente, vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações” (1 Pe.3:7).

Deus Se recusa a ouvir e atender a oração de maridos que abusem da fragilidade de suas esposas. Não há maior castigo do que este. Em matéria de sexo, a mulher é a parte mais frágil e vulnerável. Portanto, cabe a ela a honra de estabelecer quais são os limites a serem respeitados pelo marido.

Nesta questão, a mulher deve ter primazia. Este princípio pode ser observado em outra passagem, em que Paulo fala do relacionamento entre os membros do Corpo de Cristo: “Antes, os membros do corpo que parecem ser mais fracos, são necessários, e os que nos parecem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais…” (1 Co.12:22-23a).

Se alguém me pergunta o que vale e o que não vale entre quatro paredes, minha resposta é: pergunte à sua mulher. O problema é que muitos não sabem respeitar e honra seus próprios corpos, como poderão respeitar e honrar o corpo de seu cônjuge?

A recomendação de Paulo é clara:

“Que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra; não no desejo da lascívia, como os gentios, que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém oprima ou engane a seu irmão. O Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos” (1 Ts.4:4-6).

Ninguém tem o direito de transformar o sexo numa arma para dominar o outro a seu bel-prazer. Nem usá-lo como chantagem para tirar do outro o que quiser.

É lógico que entre o casal deve haver desejo, cumplicidade, ou como diriam alguns, tesão. O que Paulo chama de lascívia é o que hoje chamaríamos de tara, perversão. Nossas fantasias sexuais devem manter-se no terreno da sanidade.

O homem tem que entender que sua mulher, além de mãe dos seus filhos, é herdeira da mesma graça da vida. Não é um objeto, uma atriz pornô ou uma garota de programa. Por isso, seus escrúpulos têm que ser considerados, e seus limites respeitados.

Só pode haver uma entrega total onde haja confiança total. Parafraseando o salmista, “entregue seu corpo ao seu cônjuge, confia nele, e o mais ele fará…” Porém, confiança se conquista com o tempo. Mulheres que sofreram abusos de seus maridos, terão dificuldade em voltar a confiar. Estarão sempre com um pé atrás.

A mulher necessita sentir-se amada, e não usada. Já o homem necessita sentir-se desejado, e não apenas estimado. Se ambos compreenderem os desejos e os limites do outro, tudo fluirá sem dificuldade.

Em vez de encarar a relação sexual apenas como um dever, que tal encará-la como um direito a ser usufruído e compartilhado com quem se ama?

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Liberdade para ser criativo


Por Marcello Comuna

Sou um cara extremamente grato ao Pai. Não sou grato só porque ele me abençoa, sim, também sou por isso, mas sou grato principalmente porque ele me fez livre.

Deus me libertou duas vezes. Primeiro ele me libertou de mim mesmo, quando eu andava totalmente refém do meu hedonismo, das minhas vontades, da minha falta de controle.

Depois ele me libertou da religião. Me libertou do cristianismo judaizante que me oprimiu durante dois anos com uma roupagem moderninha e cheio de gritinhos idiotas do tipo: Uhuu!

Que babaquice!

Deus me libertou dos mitos da religião. Deus me libertou do proselitismo doutrinário e intimidador que me angustiava e me gerava diversas crises, e consequentemente, recaídas no vômito.

Deus me deu um dom. Eu sou um artista. Amo e faço arte desde que me entendo por gente, principalmente música. Preciso mais de música do que de oxigênio. Sim, é verdade, o oxigênio é apenas um meio, a música é minha razão.

E por isso também sou grato a Deus. Por que ele me fez assim. O meu DNA é uma partitura.

Dias atrás eu caminhava pela rua retornando do trabalho, e como sempre, com meu mp4 no ouvindo. Naquele instante minha trilha sonora era o último álbum do Zeca Baleiro, e me lembro de ter um êxtase de alegria e glorificação a Deus por minha liberdade em Cristo.

Alegrei-me por lembrar que minha gaiola agora faz parte do meu passado. Lamentei por um segundo o tempo perdido, mas logo me regozijei por toda eternidade de liberdade que tenho pela frente. Por toda inspiração artística que ainda vou receber apreciando um artista verdadeiramente cristão ou não. Porque quem é livre na mente, na alma e no espírito, consegue ver Deus além de um rótulo. Porque se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.

Digo isso, porque nem todo aquele que muda de um caminho moralmente condenável para um caminho moralmente aceitável foi, obrigatoriamente, liberto por Cristo. Diversas sociedades e religiões também pregam valores morais admiráveis e muitos os seguem.

Passei anos debaixo de um jugo doutrinário, cheio de observâncias de regras e costumes. Não, eu não estava em uma igreja tradicional, pelo contrário, na igreja onde eu estava tinha até uma prancha de surf no púlpito. Eu descobri que o demônio da religiosidade tem muitas facetas. 

Nenhum homem está habilitado a dizer o que é aprazível ou não a Deus e nem criar dogmas e costumes segundo seus gostos e pontos de vista e imputar sobre o povo.

Nossa regra de fé são as prescrições bíblicas da Graça. Nada mais.

A alegria que me fez refletir e escrever esse texto também se deu pelo retorno da liberdade criativa. A religiosidade atrofiou o meu talento. A religiosidade coloca rédeas sobre a arte.

Com o tempo, percebi que minhas criações estavam limitadas ao formato gospel. E por fim, foi deixando de ser prazeroso criar, porque o assunto tinha se esgotado, porque a forma da religiosidade tinha castrado minha biodiversidade de expressar Deus.

Como escutei da minha amiga Célia, missionária urbana que trabalha com artes há treze anos: "A arte não tem que ter, necessariamente, um “para”; a arte é". Não são as palavras JESUS ou DEUS que glorificam suas divindades, mas o exercício do dom que SOMENTE ELES NOS DERAM.

Eu sou grato porque eu devia demais, devia quando vivia de acordo com os padrões da babilônia, depois quando passei a viver de acordo com os padrões da religião. Jesus fechou a conta e passou a régua!

Hoje sou livre e vivo somente de acordo com os padrões de Cristo.

Beijo grande no seu coração.


Via Verbo Primitivo

Domingo, Julho 17, 2011

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A Grande Comissão versus o grande comichão!

comichão no ouvido hermes fernandes













Por Hermes C. Fernandes


“Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” (Rm.10:13-15a).

Quem disse que a ordem dos fatores não altera o produto? Pelo menos, nesta equação paulina, sim. A ordem proposta pelo apóstolo é:

Enviar, pregar, ouvir, crer, invocar, salvar

Alguém precisa ser enviado para pregar, a fim de que outros ouçam, creiam, invoquem e sejam salvos. Não há como reverter este processo. E é aqui que harmonizamos o “ide” e o “vinde” de Jesus. Quem atendeu ao vinde, tem que atender ao ide, para que tantos outros igualmente venham e sejam salvos.

Esta simples equação resume o que chamamos de “A Grande Comissão”.

Quero levantar aqui uma questão subjacente ao texto: O que deve ser pregado, afinal?

A resposta inequívoca é: O Evangelho.

Portanto, urge definirmos, à luz das Escrituras, o que seja o Evangelho.

Será que o tem sido pregado em nossos púlpitos hoje em dia corresponde ao Evangelho em sua essência? Até que ponto a mensagem que pregamos não foi diluída, adulterada para que ficasse ao gosto do freguês?

Na contramão da Grande Comissão, encontramos o que poderíamos chamar de “o grande comichão”.


Paulo fala de um “tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando às fábulas” (2 Tm.4:3-4).

Deixar algo são (sadio) por algo doentio é no mínimo uma insensatez. A doutrina apresentada no Evangelho produz pessoas sadias, tanto do ponto de vista emocional, quanto espiritual. Porém não é isto que temos visto em nossos dias, ou é? Por que grande porcentagem dos internos nos hospícios e manicômios é de origem evangélica?

Somos resultado daquilo que comemos. Se nos alimentamos mal, nosso corpo sofre as conseqüências. Porém, nem tudo que nos apetece colabora com a nossa saúde. Imagine se os pais dessem aos filhos somente as gulozeimas que eles apreciam? Nem que seja por imposição dos pais, as crianças têm que aprender a comer legumes, verduras, frutas, e tudo que lhes proporcionará uma saúde robusta agora e no futuro.

O mesmo se dá no que tange à pregação. Não podemos dar o que as pessoas querem ouvir, e sim o que elas precisam ouvir.

O tal “comichão nos ouvidos” falado por Paulo é análogo à salivação que temos quando vemos um prato apetitoso. Por mais que saibamos o mal que aquilo nos faz, somos atraídos a ele, como que por um impulso suicida.

Quer reunir uma multidão para lhe ouvir? Dê-lhes o que querem. Faça como Arão, que não resistiu à pressão popular enquanto seu irmão Moisés estava no monte recebendo as tábuas da Lei, e por conta isso, confeccionou-lhes um bezerro de ouro para que o adorassem.

As pessoas sentem-se atraídas por certos discursos, principalmente quando acariciam seus egos ou alimentam suas fantasias. É como se as pessoas dissessem: Se há carícias ao meu ego e fantasias que me acalentem, então, fala que eu te escuto!


Quem resume o Evangelho a promessas de prosperidade está tão-somente atiçando a cobiça de seus ouvintes. Por isso tais igrejas estão lotadas.

Há também os que recorrem às fábulas, sejam em forma de teorias de conspiração, ou mesmo, de anedotas para intreter os ouvintes, ou de promessas infundadas. Quanto mais fantasiosa a teoria ou a doutrina, “melhor”! A turma se esbalda…

Parece que as pessoas gostam de ser enganadas. Muitas são como os atenienses, que “de nenhuma outra coisa se ocupavam, senão de dizer e ouvir a última novidade” (At.17:21). Por isso, são presas fáceis destes mestres inescrupulosos, sobre os quais Pedro nos admoesta, dizendo que “muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade”. E mais: “Por ganância farão de vós negócio, com palavras fingidas” (2 Pe.2:2-3a).

Não sejamos ingênuos. Eles não querem apenas audiência e popularidade. Querem muito mais que isso! Almejam amealhar furtunas e contruir seus impérios particulares. Tudo sob o pretexto de “ganhar almas”.

A Grande Comissão tornou-se na justificativa perfeita para sua agenda particular, e para isso, aproveitam-se do grande comichão que há nos ouvidos dos incautos.

Se a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus, o fanatismo vem pelo ouvir um pouco de verdade diluída numa caixa d’água de mentiras e fantasias.

A melhor coisa a fazer? Deixá-los falando sozinho.

Sábado, Julho 16, 2011

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Pedras e Mutantes...





Por Pablo Massolar 

Os gregos antigos possuíam um conceito muito interessante sobre o ato de florescer. Eles não diziam que a flor estava para desabrochar ou que já havia desabrochado, eles diziam que as flores estavam em um estado contínuo de florescimento, ou seja, a flor não é o que vemos naquele momento singular, mas sim o movimento lento, constante de mudança que não para jamais, até ela se desfazer e surgir uma nova flor. Só conseguimos perceber este estado de florescer contínuo se olharmos para a totalidade da existência e não para o curto espaço de tempo, olhando apenas de relance.

Este mesmo conceito, eles aplicavam ao ser humano. Dizendo que o homem não é o que se vê num determinado instante ou relâmpago de tempo, mas sim na continuidade do movimento ou mudança que este ser sofre ao longo de sua vida e caminhada. O homem não é um ponto na história, mas a história completa.

Volta e meia me pego lendo coisas antigas que escrevi ou lembro de outras que falei e percebo em mim mesmo este processo, não o de uma mudança simples de opinião, mas de aperfeiçoamento de pensamentos e (re)leitura de fatos e acontecimentos passados, agora com os olhos mais aguçados e refinados pelos aprendizados mais recentes.

Arrependo-me constantemente de muitas coisas que disse ou fiz antes por pura imaturidade e falta de conhecimento, entretanto, muitas outras crenças e opiniões vão se moldando/solidificando no meu ser e espírito. Elas vêm das novas experiências, dores e alegrias que vão formando pouco a pouco o que sou (ou o que estou me tornando). Ganho, então, proporções não de uma frágil flor do campo, mas de um jacarandá, um cedro plantado e firmado na Rocha dos Séculos.

O apóstolo Paulo, no Novo Testamento, descreve este modelo de crescimento e aperfeiçoamento no entendimento dizendo assim: "Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, falava como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então o veremos face a face; agora conheço em parte, mas então o conhecerei como também sou conhecido."

Pedras não vivem, apenas existem, não têm alma, são imutáveis, insensíveis, não sentem frio, fome ou dor. Pedras não amam, são duras, não demonstram sofrimento, só carregam as marcas do tempo. Talvez por isso muita gente, com medo da dor e do medo da mudança, se transforme numa flor esquizofrênica que pensa que é pedra. É a fragilidade endurecida e emburrecida. Já não amam, não se abrem para novas perspectivas da vida, não se entregam ao metamorfosiar da mente e seus riscos.

Nós não somos pedras, somos flores, árvores, seres em constante mudança. Mudamos no tempo, mudamos na forma de nos comunicar, mudamos ângulos de visões que nos fazem ver melhor questões mais complexas da nossa vida e à nossa volta.

Uma flor se transformar em pedra para evitar riscos e dores não é o caminho natural, mas o jeito de fossilizar a existência na amargura de querer ser o que não se pode ser.

E, existe cura para flores que "empedreceram" a alma? Sim! Ninguém é o resultado final de coisa alguma. As dores de ontem transformaram/prepararam meu ser para o meu hoje, para o meu agora. Da mesma forma as dores e alegrias do meu hoje, o que estou aprendendo agora, estão construindo/formando o meu ser de amanhã. Então, posso abandonar hoje o que me transformou em pedra ontem. Posso abandonar as lembranças que me aprisionam agora e prosseguir para um novo alvo. Este soltar diário das amarras do passado me ensina muito e positivamente para construir, não um novo "eu", mas um "eu" que viverá o amanhã diferente de como vivo hoje. É claro que eu não sei que novos desafios vou enfrentar amanhã, mas o que aprendi até aqui vai enchendo meu ser de coragem e confiança para continuar mudando meu jeito de encarar minha vida.

Não sou transformado/mudado do nada para lugar nenhum, tenho consciência de quem e o que estou sendo. Sei onde estive e tento entender onde estou. Olho para minha história até aqui e aprendo com ela quantas vezes for preciso. Meus erros e acertos têm nome, espaço e tempo na linha da minha vida. Olho meus monstros de frente, sem deixar de contemplar meus horizontes, minha esperança.

Não encontro esta força ou poder para mudar sozinho, ninguém consegue mudar sozinho. Descanso e confio simplesmente Naquele que criou todas as coisas, plantou jardins, pintou criativamente cada pétala de flor deste mundo, salpicou de vida todo o universo. Ele é a fonte do poder para criar, construir e reconstruir um novo ser em mim. Aquele que criou as pedras sabe também fazer germinar vida, ainda que este meu ser tenha morrido e fossilizado. Ele tem o poder até mesmo de transformar almas pedradas em belos jardins. Ele é o que promete, através da boca do profeta Ezequiel, dizendo assim: "E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne".


O Deus que disse "haja árvore frutífera" e assim se fez, te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!





Pablo Massolar, via Ovelha Magra