Segunda-feira, Fevereiro 28, 2011

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Quem são os heróis desta geração? Bruna Surfistinha, Justin Bieber ou Mark Zuckerberg?

ÍCONES

Por Hermes C. Fernandes

Na última sexta-feira,acompanhado de um amigo, Rev. Jonathas Moreira, fui a um hotel aqui de Orlando em busca de espaço para um evento de líderes que estamos programando para Maio deste ano. Qual foi minha surpresa quando nos deparamos com uma convenção de fãs e imitadores de Elvis Presley. Nunca vi tanto “Elvis” juntos. Tinha até um jovem com síndrome de Down vestido a caráter. 99,9% da audiência eram de idosos, eu disse idosos, bem idosos. Alguns precisavam de se apoiar em andadores. Havia stands com todo tipo de bugiganga, desde velhos discos, até broches, roupas, e produtos que supostamente foram usados pelo rei do rock.

Quem diria? Os fãs de Elvis envelheceram. Aquelas senhoras de cabelos brancos, são as mesmas que assistiam aos seus shows completamente histéricas. Quando essa geração partir, o que sobrará de Elvis? Como um ícone da juventude americana poderia tornar-se num ícone da terceira idade? E se ele não houvesse morrido, ainda teria essa legião de fãs? Acredito que sim. Boa parte dos seus fãs sequer acredita que ele tenha morrido. Muitos afirmam que sua morte não passou de um embuste, e que Elvis estaria vivo ainda hoje, morando numa ilha paradisíaca do Pacífico. Aqueles velhinhos que todavia curtem sua música, sentem-se órfãos até hoje.

Particularmente, gosto de Elvis. Curti muitos dos seus filmes na sessão da tarde. E olha que não sou tão velho assim… Aprecio sua música, sua rebeldia, e até sua espiritualidade, cultivada discretamente em sua vida privada. Mas parece que, diferente dos Beatles, seu legado não conseguiu ser repassado às novas gerações. Ou será que estou equivocado? Seus fãs continuam fiéis, mas não logram contagiar os jovens com sua fidelidade.

E quanto à geração jovem atual? Quem são suas referências? Seus heróis? Che Guevara Iemem
Acho perturbador assistir à esta onda de filmes biográficos que tenta nos empurrar guela a baixo os novos ícones da indústria do entretenimento. Antigamente, para que um artista ou qualquer outra pessoa pública tivesse sua vida registrada em livro ou filme, teria que ter deixado um enorme legado para a posteridade. Hoje, temos que nos contentar em assistir à biografia de um garoto de 16 anos, que atende pelo nome de Justin Bieber. Nada contra o menino. Apesar de não gostar de seu estilo musical. Além disso, Hollywood nos brinda com a biografia de Mark Zuckerberg, fundador do Facebook. Não há como assistir à película sem dar-se conta da apologia que se faz à máxima maquiavélica de que os fins justificam os meios. Sucesso a qualquer custo não é apenas uma mensagem subliminar. Pior que isso só o filme da Bruna Surfistinha, a prostituta da classe média que registrava suas desventuras num blog. Imagine uma adolescente saindo do cinema decidida: Vou ser a nova Surfistinha! Na minha época de juventude, um filme desses era proibido para menores de 18.

Na contramão disso tudo, decidi assistir com os meus filhos adolescentes ao filme “Che”, que conta a biografia do líder revolucionário Che Guevara. Embora tendo que parar o filme de tempo em tempo para explicar aos meus pimpolhos o contexto social, político e cultural em que a história transcorre, valeu a pena ter assistido à essa obra-prima. Prefiro que eles admirem o idealismo de Che (ainda que não estejamos ideologicamente 100% de acordo), a vê-los admirar os ícones superficiais criados pela indústria para serem consumidos.

Surpresa maior eu tive ao ler uma reportagem sobre manifestações em prol da democracia no Iêmem, onde manifestantes muçulmanos traziam sobre os turbantes a imagem de Che Guevara. Quem diria que um dia o Oriente Médio descobria o idealismo desse revolucionário latino-americano…

Domingo, Fevereiro 27, 2011

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Entre Blocos e Retiros




Por Hermes C. Fernandes

Uma parábola sobre o papel da igreja durante o Carnaval

Epêneto era o presbítero responsável pela igreja em Roma, desde que Priscila e Áquila tiveram que deixar a cidade em busca de novos campos missionários. Epêneto foi um dos primeiros a se converterem através do trabalho realizado por Paulo nessa cidade.

Aquela igreja era muito ativa, sempre aberta a acolher as pessoas. Quando havia algum cataclismo, fome ou guerra, os cristãos se mobilizavam para socorrer as vítimas. Por causa de seu envolvimento com a dor humana, ganhou a simpatia de todos, inclusive de funcionários do palácio de César.

Num belo dia, ouviu-se o clangor do clarim. Todos se reuniram para ouvir o que o mensageiro do império tinha para anunciar. Em duas semanas, o exército romano estaria chegando de uma campanha militar bem-sucedida. O próprio César o receberia com uma Parada Triunfal, que seria seguida de um feriado prolongado dedicado aos deuses Marte e Saturno, também conhecidos como Apolo e Baco, divindades da guerra e do vinho, respectivamente. Seria uma grande festa, regada a bebidas alcoólicas e todo tipo de luxúria. A população sairia às ruas para assistir ao desfile das tropas romanas, dando-lhes boas-vindas, e assistiriam à execução de milhares de prisioneiros. Ninguém trabalharia naqueles dias.

Epêneto ficou preocupado com a notícia. Qual deveria ser o papel da igreja durante essa festa pagã? Ainda inexperiente como líder, reuniu alguns dos mais antigos membros da igreja para discutir o que fazer.

Um deles, chamado Narciso, pediu a palavra e deu sua sugestão:

- Amados no Senhor, por que não aproveitamos o ensejo para promover um desfile paralelo, onde demonstraremos ao mundo a nossa força, revelando a todos nossa lealdade ao Rei dos reis, Jesus Cristo? Podemos até copiar algumas de suas canções, adaptando-as à nossa fé. Em vez de exibirmos prisioneiros, exibiremos testemunhos daqueles que foram salvos. Vamos montar nosso próprio bloco, quer dizer, nossa própria parada triunfal. Pode ser uma grande oportunidade evangelística.

Epêneto, depois de algum tempo pensativo, respondeu: Caro Narciso, a idéia parece muito boa. Porém, quem ouviria nossa voz durante os momentos de folia? Nosso modesto bloco se perderia no meio de toda aquela devassidão. Ademais, a maioria das pessoas estará embriagada, incapaz de entender nossa mensagem. Também não estamos preocupados em dar uma demonstração de força. Jesus disse que nosso papel no mundo seria semelhante à de uma pitada de fermento, que de maneira discreta, sem chamar a atenção para si, vai levedando aos poucos toda a massa. Por isso, acho que sua idéia não é pertinente. Quem sabe em gerações futuras, haja quem a aproveite?


Levantou-se então Andrônico, que gozava de muito prestígio por ser parente de Paulo, e sugeriu:

- Amados, durante o Desfile Triunfal e as Saturnais, a situação espiritual da cidade ficará insuportável. Divindades pagãs serão invocadas, orgias serão promovidas em lugares públicos à luz do dia. Não convém que estejamos aqui durante essa festa da carne. A melhor coisa a fazer é nos retirarmos, buscarmos um refúgio fora da cidade, e aproveitamos esse tempo para nos congratularmos, sem nos expormos desnecessariamente às tentações da carne.

Todos acenaram com a cabeça, demonstrando terem gostado da idéia. Já que seria mesmo feriado, ninguém precisaria trabalhar. Um retiro parecia a melhor sugestão.


O velho presbítero ficou um tempo em silêncio, meditando. Todos estavam atônitos esperando sua palavra, quando mansamente respondeu:

- Irmãos, não nos esqueçamos de que somos o sal da terra e a luz do mundo. Se no momento de maior trevas nos retirarmos, o que será desta cidade? Por que a entregaríamos ao controle das hostes espirituais das trevas? Definitivamente, nosso lugar é aqui. Não Precisamos de exposição, como sugeriu nosso irmão Narciso, nem de fazer oposição à festa, retirando-nos da cidade, como sugeriu Andrônico. O que precisamos é estar à disposição para acolher aos necessitados, às vítimas da violência, aos desassistidos, aos marginalizados.

A propósito, não temos estado sempre disponíveis para atender as pessoas durante as tragédias que tem abatido o império? E o que seriam tais desfiles, senão tragédias morais e espirituais? Saiamos às ruas, mesmo sem participar da folia, e estendamo-los as mãos, em vez de apontar-lhes o dedo, oferecendo compaixão em vez de acusação, amor em vez de apatia. Que as casas que usamos para nos reunir estejam de portas abertas para receber quem quer que seja, e assim, revelaremos ao mundo Aquele a quem amamos e servimos. Afinal, o reino de Deus se manifesta sem alarde, sem confetes, sem barulho, mas perturbadoramente discreto.

Depois dessas sábias palavras, ninguém mais se atreveu a dar qualquer outra sugestão.


* Esta é apenas uma parábola que elaboramos para emitir nossa humilde opinião acerca do papel da igreja durante o período carnavalesco.


Postado originalmente em 11/02/2010

Sábado, Fevereiro 26, 2011

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Astros pop acreditam serem escolhidos de Deus


Por que tantas estrelas da música pensam que sua carreira é parte de um plano divino?

Por Neil Strauss
RV AB604 MUSICG D 20110209234006 Carreira com propósitos: Astros pop acreditam serem escolhidos de Deus
Certa noite, no verão passado, Lady Gaga sentou ao meu lado em um ônibus de turismo na Inglaterra. Ela ainda estava coberta com o sangue falso que usara na apresentação daquela noite. Ela me disse que chorou histericamente antes de um show recente, pois teve um sonho em que o diabo estava tentando levá-la. Então me relatou, com certo temor, que o espírito de sua tia falecida estava literalmente dentro do corpo dela. E mais, Gaga comentou que havia comido um coração bovino para enfrentar o medo da cirurgia de coração que seu pai faria poucos dias depois.
Se um desconhecido tivesse sentado ao meu lado no metrô e  me dito tudo isso, eu teria mudado de lugar na hora. Mas ela é uma das mulheres mais famosas do mundo. ”É difícil lidar com tudo isso”, disse Lady Gaga, falando sobre seu sucesso e explicando que existe “uma força maior que está cuidando de mim.”
RV AB605 MUSICG D 20110209234051 Carreira com propósitos: Astros pop acreditam serem escolhidos de Deus
Corta para… a sala da casa do rapper Snoop Dogg, na região de Los Angeles. Enquanto ele fuma um baseado, explica seu retorno aos palcos depois de deixar a gravadora Death Row. ”Deus fez tudo acontecer”, disse ele. ”Ele me colocou nessa situação com a Death Row, e ele me tirou dela.”

Corta para… um quarto de hotel, onde Christina Aguilera está se enchendo de fast food enquanto fala sobre o seu sucesso. ”Tudo isso não fui eu que fiz”,  desabafa. ”É algo que tem um propósito maior.” Durante outra entrevista, a mãe de Cristina explica que o destino da filha era a fama: “Acreditamos que houve alguma intervenção divina. Desde o início, percebi que Deus tem planos para ela.”
Quando os vencedores do Grammy deste ano receberem seus prêmios, Deus provavelmente será agradecido e elogiado muitas vezes. É uma antiga tradição do showbiz. Pode ser vista claramente no Oscar, no Emmy e até mesmo no AVN Awards, que premia filmes adultos. Antes de eu começar a entrevistar muitos dos vencedores destes prêmios importantes, duas décadas atrás, achava que era um sinal de humildade e gratidão (ou, no mínimo, uma mania deles). Mas a verdade é mais interessante do que isso.
Antes de alcançarem o sucesso, muitos dos maiores astros da música pop realmente acreditavam que Deus queria que eles fossem famosos. Este era o propósito divino para eles, como era parte de seu plano que o resto de nós fosse desconhecido. Por outro lado, já entrevistei muitos músicos igualmente talentosos, mas não tão famosos. Estes entendiam que seu sucesso foi algo acidental ou imerecido – e, de fato, logo depois sumiram dos holofotes.
Enquanto reunia e analisava todas essas entrevistas para o meu novo livro, cheguei a uma conclusão surpreendente: acreditar que Deus deseja que você seja famoso aumenta suas chances de obter sucesso. Claro que do ponto de vista da teologia tradicional, ou mesmo na visão calvinista da predestinação, Deus está muito mais preocupado com o destino da alma de uma pessoa do que com o seu sucesso. Além disso, nosso destino sempre é desconhecido. Então, o que ajuda essas estrelas não é tanto a religião mas, sim, uma crença. Especificamente, a crença de que Deus favoreceu o sucesso pessoal e temporal deles, e não quis o mesmo para quase todos os outros habitantes do planeta.
No início do mês, Aaron Rodgers, capitão do Green Bay Packers, foi entrevistado antes do último jogo do campeonato de futebol americano – o Super Bowl. Seu time venceu e ele foi eleito o melhor jogador em campo. Naquela oportunidade, ele explicou: “Deus sempre tem um plano para nós”. Da mesma forma, Santonio Holmes, ex-jogador do Pittsburgh Steelers, declarou que suas recepções durante a vitória que fez dele o melhor jogador em campo, na final de 2009 foi fruto “da vontade de Deus.” E no Super Bowl de 2008, David Tyree, do New York Giants falando sobre a vitória de sua equipe, declarou: “Parece que era o nosso destino… Sabia que Deus faria o que me disse que iria fazer”.
Vamos chamar isso de teísmo competitivo, uma espiritualidade individualista, que pode fazer parte de qualquer religião e nada tem a ver com a moralidade de cada um. Esta lacuna na fé convencional que tenho percebido nas entrevistas que fiz, muitas vezes é o que separa os famosos dos que são absurdamente famosos. É algo que pode fazer a diferença entre alcançar o que é possível e realizar o que parece impossível.
Embora os cientistas, até onde sei, ainda não começaram a estudar a relação da fé com o estrelato, eles já estudam os dependentes químicos, os transplantados e as vítimas de desastres naturais. Eles já descobriram que buscar ativamente a intervenção divina aumenta as chances de sobrevivência das pessoas.
Isso não quer dizer que todo mundo que ocupa o topo das paradas de sucesso acredita na vontade de Deus. Há exceções, mas são menos do que você pensa. Astros da música pop contemporânea raramente se declararam ateus. Na verdade, as estrelas mais condenadas por grupos religiosos muitas vezes são os crentes mais fervorosos – desde Elvis Presley (que estava lendo um livro sobre Jesus quando morreu no banheiro) até Lady Gaga (cujo novo sucesso, “Born This Way”, declara que “não importa se gay, hétero ou bi, somos todos parte do plano de Deus).
RV AB606 MUSICG D 20110209234120 Carreira com propósitos: Astros pop acreditam serem escolhidos de Deus
Até mesmo Eminem, que concorreu a 10 Grammys este ano, compartilha desse senso de missão divina: “Deus me enviou para detonar com o mundo”, ele canta em “My Name Is”, sua primeira música de sucesso. Em um artigo que escreveu para a revistaVibe, ele disse: “Acredito em Deus e faço minhas orações… Deus é o meu poder maior, sempre foi”.

Isso não prova que existe um Deus guiando o destino dessas estrelas. No entanto, parece mostrar que confiança inabalável e um forte senso de propósito são bons indicadores de sucesso. Olhe para Justin Bieber, que lançou uma música dois meses atrás chamada “Pray” [Ore] e parecia intocável quando foi vaiado recentemente por torcedores em um jogo de basquete do New York Knicks. Ou considere o escárnio despejado sobre Cristina Aguilera por ela ter se atrapalhado ao cantar o hino nacional americano no Super Bowl. Se uma cantora desconhecido tivesse cometido o mesmo erro, a maioria das pessoas apenas sentiria pena dela.
Quanto mais bem-sucedido você se tornar, mais rápidas, mais altas e mais fortes serão as críticas. Para alguém conseguir lidar com a carga psicológica de ser famoso e os ataques que a acompanham, ajuda muito ser “casca-grossa”. E ajuda muito mais acreditar que você faz parte de uma missão divina e sentir que, mesmo quando todos parecem estar contra, Deus está do seu lado. A maioria das estrelas que tem uma ponta de dúvida sobre desejarem ser o centro das atenções não resiste à pressão constante. Temendo a crítica ou o fracasso, eles optam por não correr riscos e assim acabam desperdiçando as oportunidades.
P. Diddy, o magnata do hip-hop, por exemplo, tem entrado e saído das salas de audiência ao longo dos últimos anos. Já enfrentou acusações por agressão, posse de arma e suborno, mas sempre consegue voltar, mudando seu nome e iniciando uma nova carreira. Quando eperguntei se ele já sentiu medo, sua resposta foi: “Minha fé está em Deus. Tipo, olha que eu estou andando. Veja quem realmente é a minha turma. Minha turma é Deus. Fala sério! Não, eu não tenho medo”.
Os mansos realmente devem herdar a Terra. Mas até lá, as estrelas que são presunçosas o suficiente para se verem como escolhidos de Deus, provavelmente continuarão dominando as paradas, as premiações e os campeonatos esportivos. O talento conta muito, mas também é importante essa força motivadora da sensação de escolha divina.
Neil Strauss é o autor de sete best-sellers. Seu livro mais recente é Everyone Loves You When You’re Dead: Journeys Into Fame and Madness.
Tradução da Agência Pavanews do artigo do Wall Street Journal.(Via Pavablog)

Pra saber minha opinião sobre isso, leia aqui.

Sexta-feira, Fevereiro 25, 2011

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Muito mais que sombra e água fresca!








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Olha o que o amor faz!



Janelas nos céus

As algemas foram retiradas
As balas deixaram a arma
O calor do sol
Nos manterá quando não houver mais nenhum

A regra foi contestada
A pedra foi movida
O grão é agora um bosque
Todos os débitos foram pagos

Oh, você não vê o que o amor fez?
Oh, você não vê o que o amor fez?
Oh, você não vê o que o amor fez?
O que fez comigo?

Amor cria estranhos inimigos
Faz amor onde parece improvável
Despe a alma em um strip-tease
Põe o ódio de joelhos

O céu acima de nossas cabeças
Podemos alcançá-lo de nossa cama
Se você me deixar entrar em seu coração
E sair da minha cabeça... cabeça...

Oh, você não vê o que o amor fez?
Oh, você não vê o que o amor fez?
Oh, você não vê o que o amor fez?
O que fez comigo?

Oh oh oh oh, ohh
Oh oh oh oh, ohh
Por favor, nunca me deixe fugir de você...

Eu não tenho vergonha...
Oh não,Oh não

Oh, você não vê o que o amor fez?
Oh, você não vê?
Oh, você não vê o que o amor fez?
O que está fazendo comigo?

Você não pode ve o que o amor fez?
Eu sei que te feri e te fiz chorar
Você não pode ve o que o amor fez?
Fiz tudo menos matar você e eu
Você não pode ve o que o amor fez?
Mas o amor deixou uma janela nos céus
O que está fazendo comigo?
E eu sou fã do amor

Você não vê o que o amor fez?
Para todo coração partido
Você não pode ve o que o amor fez?
Para todo coração que chora
Você não pode ve o que o amor fez?
O amor deixou uma janela nos céus
O que está fazendo comigo?
E eu sou fã do amor.

Você não vê?!


* O pior dos cegos é quem tem a vista, mas não quer ver. 

Quinta-feira, Fevereiro 24, 2011

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Lançamento do Ônibus Espacial visto da minha casa hoje





Assistimos hoje ao segundo lançamento da NASA a partir do jardim de nossa casa na Flórida. O primeiro foi em Abril de 2010 e era o foguete de uma missão secreta. O lançamento de hoje foi de um ônibus espacial.

Aproveitem para ler o artigo que escrevi no dia em que assistimos ao primeiro lançamento:



A Ascensão de Cristo e o lançamento secreto da NASA

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Carta Aberta do Rei Momo às Igrejas






















Gostaria de expressar minha gratidão por deixarem a cidade inteiramente entregue ao meu reinado. Acho que refugiar-se num retiro foi a melhor coisa que vocês poderiam fazer durante o período carnavalesco.

Estou muito à vontade. Não se preocupem com as almas perdidas, eu cuidarei de cada uma delas pessoalmente, garantindo-lhes muita folia, seguida de tristeza sem fim. Confetes sucedidos de cinzas, fantasias em vez de vestes de louvor, espírito abatido em vez de alegria perene.

Eu deveria condecorar vocês! Seus pastores são meus heróis. O que seria do carnaval se vocês continuassem por aqui, nos importunando, com suas igrejas abertas para receber meus súditos? Prefiro vê-las com as portas fechadas... assim, pelo menos, tenho a cidade inteira ao meu dispor.

Desejo que vocês se divirtam durante o retiro. Ouço dizer que alguns de vocês aproveitam para aprontar as suas... Já até liberei alguns enviados especiais para garantir certa medida de libertinagem lá.

Meninos... comportem-se! Ou pelo menos, finjam isso.

Às vezes penso que a diferença entre meus súditos e eles é que meus súditos tiram as máscaras durante o carnaval, eles não.

Parabenizem seus líderes! Muitos deles me desdenham, mas servem ao meu primo Mamom. Ou vocês nunca pararam pra pensar que é mais barato pular carnaval do que pagar por um retiro desses?

Ah... já ia me esquecendo. Agradeço também àqueles que montaram seus próprios blocos, segundo eles, com o propósito de evangelizar durante a minha festa. Bobos esses meninos! Eles têm mais de trezentos dias do ano para isso, mas preferem colocar o bloco na rua justamente quando ninguém está disposto a ouvi-los. Muitos deles aproveitam a boa justificativa pra matar saudade do mundo...

Tem uns chatos aqui que insistem em manter a igreja aberta, e ficam de plantão para atender aos foliões... Quem eles pensam que são? Ousam desafiar o meu reinado? Eles caminham pelas avenidas esboçando um olhar misericordioso e um sorriso discreto. Agem como se fossem agentes secretos de outro reino invadindo meu domínio. Preciso tomar cuidado com esses, pois são perigosos, subversivos e extremamente nocivos.


Publicado originalmente em 11/02/2010
Texto de autoria de Hermes C. Fernandes

Quarta-feira, Fevereiro 23, 2011

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Seduzidos pelo Futuro



















Por Hermes C. Fernandes


Somos resultado de tudo o que vivemos até hoje. Pelo menos, é nisso que muitos têm crido. Até a psicologia endossa tal teoria. Freud, o pai da psicanálise acreditava que o passado seria o fator determinante na formação da personalidade. Somos todos produtos de nossos traumas e afetos.

Alguns movimentos religiosos também subscrevem tal teoria. Alguns chegam a atribuir influência determinante às vidas passadas. Segundo esta doutrina, há um carma que nos acompanharia até o final de nossa caminhada existencial. Estaríamos fadados a pagar eventuais dívidas contraídas em vivências anteriores.

Nem mesmo igrejas cristãs escapam desta visão. Algumas até promovem cultos no afã de quebrar eventuais maldições hereditárias, outras promovem cultos de cura interior, com direito a sessões de regressão.

Teria o passado tanto peso assim?

Será que Paulo errou ao declarar que aquele que está em Cristo é nova criatura, e que as coisas velhas se passaram, fazendo-se tudo novo?

Ouso discordar com veemência de todos os que atribuem tal poder ao nosso passado, a ponto de interferir determinantemente em nosso presente.

É claro que o passado exerce alguma influência, porém, não determinante. Há algo que exerce influência muito maior, atraindo-nos para frente.


Projetados para o futuro

Há algo lá na frente que nos atrai como um ímã.

Se retrocedermos ao princípio de tudo, encontraremos Cristo, o Alfa, exercendo poder impulsionador, empurrando todas as coisas para frente. Se fôssemos remetidos para o futuro, lá encontraríamos Cristo, o Ômega, exercendo Seu poder atrator. É por isso que o fluxo temporal segue a direção passado-futuro. Não se pode nadar contra a correnteza. O ponto Alfa, início de tudo, impele, empurra pra frente. Enquanto o ponto Ômega, que é o fim objetivo de tudo, atrai, puxa pra frente.

O escritor de Hebreus nos admoesta a olhar firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele que é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Ele que engloba em Si mesmo todo o tempo, passado, presente e futuro.

Vivemos em um tempo chamado Hoje, síntese da tensão entre o passado e o futuro. Embora Cristo, como autor da nossa fé, ponto Alfa, início de tudo, nos empurre pra frente, há algo que tenta nos ancorar no passado, o pecado.

O Pecado é a âncora que tenta nos segurar ao passado, impedindo que avancemos rumo às coisas que nos esperam. Por isso, somos instados a deixar todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, correndo com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para Jesus (Hb.12:1-2).

Há que se romper com o pecado, para que ele perca o poder atrativo sobre nós.

Pecar é nadar contra a correnteza, é rebelar-se contra o futuro, contra o projeto de Deus para nossa vida.

A força que nos atrai para o futuro pode ser chamada de “vocação”. O que é vocação? É aquilo que fomos chamados a ser.

A semente é vocacionada a ser árvore. Nada vai impedir que ela se torne aquilo para o qual foi feita. Desde que lançada no solo, seu poder latente será liberado, e ela cumprirá sua vocação. A árvore é vocacionada a produzir frutos. Ela não precisa se esforçar pra isso. Você nunca flagrou uma árvore se contorcendo para produzir frutos. Essa é a sua vocação primordial. O fruto, por sua vez, é vocacionado a produzir sementes, e assim, o ciclo é retomado.


Marcas do que se foi...

Imagine uma árvore magoada, se negando a produzir frutos porque foi maltratada no passado. Isso é simplesmente inconcebível. Sua vocação a impulsiona para o futuro, a despeito do que ela tenha sofrido no passado. Ainda que ela tenha sido duramente podada, maltratada, ela eventualmente frutificará.

É claro que toda árvore é marcada pelo passado. Basta cortar-lhe o tronco, para verificar seus anéis, que são registros de tudo o que ela sofreu ao longo de sua existência. Através desses anéis é possível saber os períodos de estiagem que enfrentou, as pragas e até a sua idade. Porém, nada disso impede que ela prossiga em sua vocação. São apenas marcas do que se foi... Algo a atrai para cima, para o alto, e ela não tem alternativa, a não ser crescer e produzir. Nem mesmo as raízes profundas que a seguram no solo, podem impedir que ela se eleve, atraída pela luz solar.

Há algo lá na frente que nos atrai: Cristo, nosso alvo atrator.

Nas palavras de Paulo, temos que prosseguir para alcançar aquilo para o que fomos alcançados por Cristo Jesus. Mas para que isso aconteça, há algo que precisa ser feito. Paulo diz: “Uma coisa eu faço...”

E quê coisa é essa? Esquecer das coisas que ficam pra trás.

Deixe o passado no passado. Não queira arrastá-lo para o presente.


Recentemente, tive a oportunidade de atravessar um grande lago de Santa Catarina em um pequeno barco. Eu e o pastor Júlio fomos levados para pescar. A travessia foi difícil porque ventava muito, e as ondas açoitavam nossa pequena embarcação. Pelo menos, navegamos a favor da correnteza. Quando encontramos um lugar mais tranqüilo, seu Arri, dono do barco, lançou a âncora. Uma hora e meia depois, quando constatamos que “o mar não estava pra peixe”, a âncora foi puxada, e prosseguimos nossa viagem de volta à terra firme, mas desta vez, navegamos contra o vento.


Não se pode navegar ancorado. Se o barco for à vela, temos que puxar a âncora, içar as velas, e deixar que o vento impulsione nossa navegação.

Nadar contra o vento é muito despendicioso. Há que se nadar na direção apontada pelo vento. Não há retorno. A vida é um caminho sem volta.

A ordem é avançar, cumprir nossa vocação. Porém, pra isso, é preciso esquecer, desvencilhar-se do que passou, e prosseguir para o alvo, “pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14).

Repare nisso: a vocação é soberana. Já nascemos com ela, e ela nos acompanhará até o último minuto. Em Romanos 11:29, Paulo diz que os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis.

Lutar contra isso é perda de tempo. Não se trata de algo que recebemos ao nos converter. É como aquele item que já vem de fábrica. O conselho de Paulo é que “cada um fique na vocação em que foi chamado” (1 Co.7:20). Ninguém terá sua vocação alterada ao se converter a Cristo.

Mas não basta insistir em nossa vocação, é necessário que andemos de maneira digna da vocação com que fomos chamados (Ef.4:1). Temos que honrar nossa chamada, e buscar corresponder às expectativas de quem nos vocacionou.

E finalmente, temos que procurar “fazer cada vez mais firme” a nossa vocação e eleição, para que nunca tropecemos (2 Pe.1:10).

O que faz muita gente titubear e tropeçar é a falta de certeza daquilo que quer.

A vocação não é fruto de nossas escolhas. É aquilo para o qual Deus nos escolheu. Portanto, trata-se de eleição divina e soberana. E enquanto não a cumprirmos, não nos sentiremos satisfeitos.

A única maneira de nos sentirmos satisfeitos é atuando naquilo para o qual Deus nos chamou.

Não existem vocações sagradas e outras seculares ou profanas. Todas as vocações são divinas. Se Deus lhe chamou para o ministério, Ele mesmo lhe habilitará para exercê-lo. Mas Ele lhe chamou para atuar em outro campo, seja qual for, Ele também lhe capacitará. Porém, para tornar mais firme nossa vacação, devemos buscar nos aprimorar naquilo que fazemos, aplicando-nos, estudando, nos esmerando no afã de alcançarmos a excelência.

Deixe-se atrair para o futuro. Abrace o desafio que lhe está proposto, e siga seu destino, sem se distrair com nada, sem olhar para direita ou para esquerda.

Terça-feira, Fevereiro 22, 2011

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Sobre produtos e marcas envolvidas com o Satanismo




Por Neiva Brum Teixeira Gomes


Antes de ir fazer missão nos E.U.A., eu acreditava em muita coisa que armavam de colagens e inventavam, a respeito da Procter&Glamber, Coca-cola, Walt Disney, e ao chegar lá descobri que tudo não passava de uma grande armação de concorrentes desonestos para vender mais. Por exemplo, me mostraram quando eu era mais nova que o dono da Procter&Glamber era satanista e até me mostraram recorte de jornal. Moral da História, o cara é de New Jersey, é cristão e sustenta muitos missionários no mundo todo. A fórmula da Coca-cola, por exemplo, foi criada por um Metodista e a sociedade de mulheres da Igreja Metodista nos Estados Unidos detêm uma parte das ações e ajudam a sustentar missionários, e quando elas descobriram que a Coca-cola do Brasil criou uma cerveja, a Kaiser, elas deram a eles meses para venderem, desfazer a marca ou passariam a representar Coca-cola no Brasil diretamente. Eles tiveram que vender rapidinho.

Walt Disney, antes de morrer, vendeu muitas ações do parque, e seus personagens, e acredite, para a Igreja Batista do Sul, a segunda maior Igreja americana, que ainda é detentora de 35 por cento das ações. No ano de 1985, os gays americanos (que fazem a maior passeata gay do mundo que duram 3 dias a cada ano), resolveram pedir para fechar o parque por 3 dias para que a passeata fosse lá na Disney da Flórida.  A Igreja Batista do Sul juntou com outros acionistas, que eram católicos tradicionais, e formaram maioria e não permitiram. A partir daí, os gays começaram a avacalhar, por pura retalição a Disney, insinuando que houvesse mensagens subliminares nos desenhos da Disney com apologia à pornografia. 

Em tempo, a Hello Kitty não é uma boneca sem boca que uma mulher americana que teve uma filha sem boca consagrou ao diabo, antes, trata-se de uma boneca estritamente japonesa, e os gatos lá, tanto como na China, são animais que, segundo se diz, traz saúde, paz e dinheiro, e tem uma turminha de gatos da qual a Hello Kitty faz parte.


* Trecho da resposta dada por Neiva Brum Teixeira Gomes, missionária metodista brasileira nos EUA, à uma amiga pelo orkut, depois que esta lhe enviou um vídeo que relacionava tais marcas e personagens ao Satanismo.

Segunda-feira, Fevereiro 21, 2011

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MIRAGEM - Hermes Fernandes - Voz & Violão




Meu cenário é o deserto
nele estou a caminhar
A cada passo estou mais perto
da jornada completar

Uma imagem no horizonte
parece se insinuar
Convidando-me à sua fonte
e em suas águas mergulhar

Não me iludo com a miragem
projeção do meu desejo
Deixo tudo,  longa é a viagem
Não distraio com o que vejo

Pois enxergo além das dunas
Lugar onde terra e céu
se encontram sem lacunas
Lá que mana lei e mel

Mas em meio ao deserto
Tu me levas ao Oásis
De uma coisa estou certo
Algo novo sempre fazes
Um lugar onde recobro
minha força, minha visão
Pra continuar andando
ao encontro de Sião
Dá-me a sabedoria
para poder discernir
se é real ou fantasia
ou se é hora de partir
pois em minha travessia
tenho um tempo a cumprir


Domingo, Fevereiro 20, 2011

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John Piper - Por que eu abomino o evangelho da prosperidade?

Sábado, Fevereiro 19, 2011

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Deputado Evangélico propõe Lei que protege heterossexuais... enquanto isso...



Por Hermes C. Fernandes

Agora sim, finalmente vamos reverter o placar. Se não vencermos, pelo menos ficaremos no empate. Se os homossexuais têm a sua PL-122, os heterosseuxais acabam de ganhar um projeto lei novinho em folha. 

Trata-se da PL-7382/2010 proposto pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que penaliza a discriminação a heterossexual em até três anos de prisão. 

É deputado... não contávamos com sua astúcia! O tal projeto visa contrapor-se a PLC-122/06, apelidada por alguns evangélicos de ditadura gay, que prevê punição equivalente em casos de homofobia. Segundo o nobre deputado, “o Poder Executivo, dentro de sua esfera de competência, penalizará os estabelecimentos comerciais e industriais e demais entidades que, por atos de seus proprietários ou prepostos, discriminem pessoas em função de sua heterossexualidade”, diz no texto do projeto. 

Cunha também diz que será punido aquele que “impedir ou restringir a expressão de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público”. Até que enfim, casais de namorados poderão se beijar em público. Já não aguentava mais tanta retaliação. Em que século este deputado vive?

Gostaria de abrir espaço em meu blog para que depoimentos de pessoas que foram discriminadas por serem heterossexuais. Imagine alguém ser mandado embora do emprego por não ser gay! Conhece algum caso? Eu não. Pelo jeito o deputado tomou o caminho inverso proposto por Jesus, de que se alguém nos ferisse a face, deveríamos oferecer-lhe a outra. Em vez disso, impera o "toma lá, da cá", isto é, se eles podem, nós também. Se eles exigem este direito, também vamos exigir os nossos. Quanta bobabem! 

A propósito, qual foi mesmo a postura de Eduardo Cunha na votação que beneficiaria a classe trabalhadora brasileira, com um aumento maior no salário mínimo? Ele votou contra. 

E não só isso... o nobre deputado, cujo slogan de campanha é "o nosso povo merece respeito", é pivô de um escândalo envolvendo a estatal FURNAS, num golpe de R$ 73 milhões. Fica a pergunta: até que ponto a tal PL proposta por Cunha não seria mais uma cortina de fumaça? Parece melhor para sua imagem estar envolvido numa controvérsia entre gays e heteros, do que ter seu nome ligado a um escândalo de corrupção.

* Li a notícia no excelente blog "Hospital da Alma", do meu amigo Marcony.


Sexta-feira, Fevereiro 18, 2011

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Lista dos Deputados Evangélicos que votaram contra salário mínimo mais justo





Por Hermes C. Fernandes


"Aquele, pois, que sabe o bem que deve fazer e não o faz comete pecado." Tiago 4:17

"Até quando defendereis os injustos, e tomareis partido ao lado dos ímpios? Defendei a causa do fraco e do órfão; protegei os direitos do pobre e do oprimido. Livrai o fraco e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios. Eles nada sabe, e nada entendem. Andam em trevas." Salmos 82:2-5a


Abaixo segue a lista com os nomes dos parlamentares evangélicos que preferiram ser fiéis à orientação partidária, a serem fiéis aos princípios de justiça preconizados no Evangelho de Jesus, votando contra um salário mais digno para o trabalhador brasileiro.  A questão é: eles são deputados cristãos, ou cristãos deputados? Porque se forem cristãos deputados, devem mais lealdade a Cristo e ao povo do que ao partido. O partido lhes deu a legenda, mas foi o povo que lhes confiou o voto. Eis a lista:


  1. Anderson Ferreira (PR-PE) - Assembléia de Deus
  2. André Zacharow (PMDB-PR) - Igreja Batista
  3. Aguinaldo Ribeiro (PP-BA) - Igreja Batista
  4. Antonio Bulhões (PRB-SP) - Igreja Universal
  5. Anthony Garotinho (PR-RJ) - Igreja Presbiteriana
  6. Antônia Lúcia (PSC-AC) - Assembléia de Deus
  7. Aureo (PRTB-RJ) - Igreja Metodista
  8. Adilson Soares (PR-RJ) - Igreja Internacional da Graça de Deus
  9. Audífax Barcelos (PSB-ES) - Igreja Batista
  10. Benedita da Silva (PT-RJ) - Igreja Presbiteriana
  11. Cleber Verde (PRB-MA) - Assembléia de Deus
  12. Dr. Grilo (PSL-MG) - Igreja Internacional da Graça de Deus
  13. Edinho Araújo (PMDB-SP) - Igreja Presbiteriana Independente
  14. Edmar Arruda (PSC-PR) - Igreja Presbiteriana Independente
  15. Edivaldo Holanda Junior (PTC-MA) - Igreja Batista
  16. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) - Comunidade Sara Nossa Terra
  17. Eduardo  da Fonte (PSB-PE)
  18. Erivelton Santana (PSC-BA) - Assembléia de Deus
  19. Fátima Pelaes (PMDB-AP) - Assembléia de Deus
  20. Filipe Pereira (PSC-RJ) - Assembléia de Deus
  21. George Hilton (PRB-MG) - Igreja Universal
  22. Gilmar Machado (PT-MG) - Igreja Batista
  23. Heleno Silva  (PRB-SE) - Igreja Universal
  24. Íris de Araújo (PMDB-GO) - Igreja Batista
  25. Jefferson Campos (PSB-SP) - Igreja do Evangelho Quadrangular
  26. Jhonatan de Jesus
  27. Josué Bengtson (PTB-PA) - Igreja do Evangelho Quadrangular
  28. Laercio Oliveira (PR-SE)
  29. Lauriete Catarina (PSC-ES) - Assembléia de Deus
  30. Leonardo Quintão (PMDB-MG) - Igreja Presbiteriana
  31. Liliam Sá (PR-RJ) - Assembléia de Deus
  32. Lincoln Portela (PR-MG) - Igreja Batista Solidária
  33. Lourival Mendes (PTdoB-MA) - Igreja Batista
  34. Marcelo Aguiar  (PSC-SP) - Igreja Renascer
  35. Mário de Oliveira (PSC-MG) - Igreja do Evangelho Quadrangular
  36. Marco Feliciano (PSC-SP) - Assembleia de Deus (Avivamento da Fé)
  37. Márcio Marinho (PRB-BA) - Igreja Universal 
  38. Missionário José Olimpio (SP) - Igreja Mundial do Poder de Deus
  39. Neilton Mulim (PR-RJ) - Igreja Batista
  40. Nilton Capixaba (PTB-RO) - Assembléia de Deus
  41. Otoniel Lima (PRB-SP) - Igreja Universal 
  42. Oziel Oliveira 
  43. Pastor Eurico (PSB-PE) - Assembléia de Deus
  44. Paulo Freire (PR-SP) - Assembléia de Deus
  45. Professor Sétimo (PMDB-MA)
  46. Ronaldo Fonseca (PR-DF) - Assembléia de Deus
  47. Ronaldo Nogueira (PTB-RS) - Assembléia de Deus
  48. Sérgio Brito (PDT-BA) - Igreja Batista
  49. Sueli Vidigal (PDT-ES) - Igreja Batista
  50. Silas Câmara (PSC-AM) - Assembléia de Deus
  51. Sabino Castelo Branco (PTB-AM) - Assembléia de Deus
  52. Hidekazu Takayama (PR) - Assembléia de Deus
  53. Vitor Paulo (PRB-RJ) - Igreja Universal
  54. Walter Tosta (PMN-MG) - Igreja Batista Getsêmani
  55. Walney Rocha (PTB-RJ) - Igreja Metodista
  56. Washington Reis (PMDB-RJ) - Igreja de Nova Vida
  57. Zé Vieira (PR-MA) - Assembléia de Deus
  58. Zequinha Marinho (PSC-PA) - Assembléia de Deus

Para sermos justos, oferecemos também a seguir a lista dos parlamentares evangélicos cujos votos foram favoráveis à emenda que concedia o aumento maior do o oferecido pelo governo.


  1. Andreia Zito (PSDB-RJ) - Igreja Cristã Maranata
  2. Arolde de Oliveira (DEM-RJ) - Igreja Batista
  3. Bruna Furlan (PSDB-SP) - Igreja Cristã do Brasil
  4. Delegado Francischini - Assembléia de Deus
  5. Henrique Afonso (PV-AC) - Igreja Presbiteriana
  6. João Campos (PSDB-GO) - Assembléia de Deus
  7. Jorge Tadeu (DEM-SP) - Igreja Internacional da Graça de Deus
  8. Manato (PDT-ES) - Igreja Cristã Maranata
  9. Onix Lorenzoni (DEM-RS) - Igreja Luterana
  10. Romero Rodrigues (PSDB-PB)
  11. Ruy Carneiro (PSDB-PR)
  12. Vaz de Lima (PSDB-SP) - Igreja Presbiteriana Independente


Abstiveram-se  de votar: 

  1. Lindomar Garçon  (PV-RO) - Igreja do Evangelho Quadrangular
  2. Roberto de Lucena (PV-SP) - Igreja O Brasil para Cristo


"Ais dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que escrevem perversidades, para privar da justiça os pobres." Isaías 10:1

"Os teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno, e corre atrás de presentes." Isaías 1:23a


Desta vez prefiro não fazer comentários e deixar que a Bíblia fale por si. Se é que esses homens ainda têm algum temor a Deus e reverência à Sua Palavra...Desculpem-me pelo tom, mas estou revoltado com esta bancada evangélica (ou seria cambada evangélida?) Nojo!




* Agradeço ao Pr. Geremias do Couto pela iniciativa de fazer a lista, e ao Pr. Claudio Moreira por atualizá-la com os nomes dos partidos e igrejas dos parlamentares.

Quinta-feira, Fevereiro 17, 2011

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O novo salário mínimo, a Igreja e a Marcha dos mortos


Por Hermes C. Fernandes

Igreja evangélica brasileira sai às ruas em protesto contra o resultado da votação do novo salário mínimo na Câmara em Brasília. Líderes de várias denominações conclamam seus fiéis a manifestarem seu repúdio à injustiça imperante no País.  Conhecido tele-evangelista brasileiro é convidado para participar do programa do Ratinho para expor a posição da igreja evangélica quanto ao novo salário. Outro líder convoca as igrejas de SP para a "Marcha pela Justiça", e espera reunir três milhões de pessoas. Canais de TV pertencentes a denominações evangélicas, além de plena cobertura ao fato, modificaram a grade de sua programação de hoje no afã de conscientizar seus telespectadores acerca da gravidade do fato. Por conta de todo este movimento, envolvendo quase 40 milhões de evangélicos, o governo retrocede, anula a votação, e anuncia um novo valor para o salário mínimo brasileiros, algo em torno de 1000 reais.

É claro que tudo não passa de ficção. Mas como sonhar não custa nada...

Enquanto a igreja evangélica é omissa, a banda "Os Seminovos" empresta seus instrumentos e vozes à causa do Reino de Deus e de Sua Justiça.

Assistam atentamente ao vídeo e veja se não lembra o que diz Apocalipse 6:10: "E clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Soberano, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?"




Terça-feira, Fevereiro 15, 2011

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Última parada antes do Paraíso!




Por Hermes C. Fernandes

Refidim era um oásis conhecido. Provavelmente havia em todos a expectativa de que lá chegando, sua sede seria saciada. Porém, para a surpresa de todos, não havia água em Refidim (Êx.17:1). “Refidim” significa “Lugares de Descanso”, ou ainda, “Lugares de Refrigério”. Mas definitivamente, aquele lugar não fazia jus ao nome. Provavelmente, fizera um dia, mas não mais. Refidim foi engolido pelas areias do deserto.

Frustração geral. Todos começaram a murmurar, e a questionar a Moisés: “Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós e a nossos filhos, e a nosso gado?” (Êx.17:3).

Por causa deste episódio, o lugar passou a ser chamado de Meribá, que significa “contenda”. Tudo porque tentaram ao Senhor, dizendo: “Está o Senhor no meio de nós, ou não?” (v.7).

Muitos imaginam que a presença do Senhor é a garantia de que jamais atravessaremos momentos de privações e tribulações. Por isso, tão logo enfrentem adversidades, começam a murmurar, pondo o Senhor à prova.

O mesmo salmista que diz que o Senhor, sendo nosso pastor, nos guia às águas tranquilas, e nos conduz por pastos verdejantes, também ventila a possibilidade de que, em algum momento, atravessemos o vale da sombra da morte. Porém, ele diz não haver razão para temermos, pois o Senhor está conosco (Sl.23).

Em Meribá, Israel considerou retroceder. O presente marcado pela adversidade era ofuscado pelo passado de abundância no Egito. Naquele instante, a Terra Prometida, antes tão almejada, parecia não passar de uma miragem. Será que valeria a pena prosseguir?  O clima esquentou de tal maneira, que os hebreus chegaram a dizer que preferiam ter morrido à ter que passar por aquilo (Nm.20:3).

Quantas vezes somos tentados a levantar a mesma questão? Nesses momentos, recordemos de que Deus não tem prazer naquele que recua. Que não sejamos contados entre os que retrocedem para a perdição  (Hb.10:38-39), mas entre os que avançam.

Refidim representa aquele ponto em que já passamos da metade do caminho, estamos mais próximos de nosso destino do que de nosso ponto de partida, porém, aindo podemos retroceder ou avançar. Paulo fala sobre este ponto na jornada cristã:
“E fazei isto, conhecendo o tempo. Já é hora de despertarmos do sono, porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé” (Rm.13:11).
Apesar disso, o passado ainda dá sua última cartada, tentando atrair-nos novamente, exercendo fascínio sobre nós.  Ficamos a imaginar como teria sido se não houvéssemos embarcado nessa. Se tivéssemos ficado por lá. Por isso disse anteriormente, que Mara representa a maneira como Deus lida com nosso passado, transformando águas amargas em doces; Elim representa o presente que nos conclama ao comodismo; Canaã representa o futuro que nos desafia a marchar; Refidim é o futuro do pretérito, que nos excita a questionar como poderia ter sido diferente.

Sentimo-nos numa guerra de cabos. Numa ponta da corda, o Egito, na outra, Canaã. A tensão é tamanha, que às vezes temos a sensação de que a corda se romperá.

O que fez Moisés naquele momento de tensão? Ele clamou ao Senhor: “Que farei a este povo? Daqui a pouco me apedrejarão. Então disse o Senhor a Moisés: Passa adiante do povo” (Êx.17:5a).

Líderes devem viver um passo à frente dos demais. Líderes vislumbram o futuro, sem deixar-se distrair com as demandas do presente. Não significa que eles ignoram tais demandas, e sim que eles não permitem que elas ofusquem sua expectativa quanto ao futuro.

O relato de Números é mais detalhado:
“Disse o Senhor a Moisés: Toma a vara, ajunta o povo, tu e teu irmão Arão. Na presença deles ordenai à rocha que dê as suas águas. Assim lhes tirareis água da rocha, e dareis a beber ao povo e aos seus animais” (Nm.20:7-8).
A orientação estava clara. Bastava que Moisés falasse à rocha, e esta verteria água em abundância. A tensão era enorme. Talvez já houvesse gente com pedras nas mãos, disposta a executar seu líder.

Ele até que começou bem, tomando “a vara de diante do Senhor, como lhe tinha ordenado” (v.10). Ele e seu irmão mais velho “reuniram o povo diante da rocha, e lhes disseram: Ouvi, agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós? Então Moisés levantou a mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara. A água jorrou abundantemente, e a congregação e os seus animais beberam” (vv.10-11).

Pronto. Problema resolvido. Ninguém mais teria razão pra murmurar. O resultado foi além do esperado. Havia água em abundância pra saciar não apenas os hebreus, como também seus animais.

Mas agora, o problema de Moisés não seria mais com o povo, senão com o próprio Deus, que lhe disse em seguida: “Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, não introduzireis este povo na terra que lhe dei” (v.12).

Sua performance lhe custou a entrada na terra prometida. Moisés quis dar espetáculo. Surrou a rocha, em vez de tão-somente lhe dirigir a palavra. Foi além daquilo que Deus lhe ordenara fazer. Por isso, tanto ele quanto seu irmão, foram contados entre os que morreram na jornada.

Mais tarde, toda aquela geração foi igualmente reprovada. Em todos os testes a que foram submetidos, foram desqualificados. Dentre os que saíram do Egito, somente dois adentraram a Terra Prometida, a saber, Josué e Calebe.

Paulo afirma que tudo quanto aconteceu àquela geração obstinada foi registrado como advertência para nós. Mesmo tendo eles presenciado tão grandes obras, como a abertura do Mar Vermelho, o maná que vinha do céu, a água que vertia da rocha, a disposição de seu coração continou a mesma. “Deus não se agradou da maior parte deles, razão por que seus corpos foram espalhados pelo deserto” (1 Co.10:5). Paulo conclui: “Tudo isto lhes aconteceu como exemplos, e estas coisas estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuida para que não caia” (vv.11-12).

Nem Moisés foi poupado. E o próprio Paulo demonstra preocupar-se com a possibilidade de ele mesmo vir a ser reprovado (1 Co.9:27). Não se trata aqui da salvação da alma, mas do cumprimento do propósito de Deus para a igreja no mundo.

É claro que os propósitos divinos não correm risco. Embora aquela geração tenha ficado prostrada no caminho, a geração nascida no deserto, e que, portanto, nunca estivera no Egito, foi que conquistou Canaã. Assim, o propósito de Deus prevaleceu.

Se nossa geração falhar, Deus Se incumbirá de levantar outra. Nada impedirá a execução de Seus planos. Ora, se não quisermos ser desqualificados, devemos manter-nos obedientes à Sua Palavra, sem acrescentar-lhe nada.

O pecado que nos tirou do Jardim do Éden foi consumado quando Adão e Eva comeram do fruto de que Deus lhes havia proibido. Mas antes disso, Eva cometeu um sério erro ao acrescentar palavras à ordem dada pelo Criador. Deus disse que não comesse do fruto, mas quando abordada pela serpente, Eva disse que Deus lhes proibira de tocar no fruto. Foi esta a brecha encontrada para que o pecado fosse gerado. A alma da primeira mulher revelou-se fecunda para que o pecado germinasse.

Agur, no provérbio que lhe foi creditado, diz sabiamente:
“Toda palavra de Deus é perfeita; escudo ele é para os que nele confiam. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso” (Pv.30:5-6).
Ainda que obtenhamos resultados positivos, não valerá a pena acrescentar coisa alguma à Palavra de Deus. Moisés foi bem sucedido ao espancar a rocha. Naquele momento, ele conquistou o respeito de seu povo, mas perdeu a confiança de Deus.

Devemos nos importar mais com o que é certo do que com o que dá certo. Se houvesse obedecido, as águas teriam vertido da mesma maneira, e o coração de Deus teria se alegrado. Se obedecesse, teria sua entrada garantida na terra que manava leite e mel.

Ele preservou sua imagem, mas expôs a autoridade de Deus.

Deus não nos chamou para o sucesso, mas para a fidelidade. Ainda que isso resulte em aparente e momentâneo fracasso.

Paulo exorta aos cristãos da Galácia a que não acolhessem outro evangelho que fosse além do que já havia sido pregado. Sua preocupação era tanta, que ele chega a colocar-se na berlinda:
“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos anunciamos, seja anátema (…) Persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gl.1:8,10).
Os homens querem o espetáculo, o show, a performance. Mas Deus requer fidelidade à toda prova.

Paulo estava ciente de que ele mesmo poderia, em algum momento, vacilar. E se o orgulho lhe subisse o coração? E se perdesse o juízo? Se ficasse embriagado pela cobiça? Por isso, deixou os Gálatas de sobreaviso. Fiquem de olho em mim. Não aceitem qualquer coisa, mesmo que parta da minha boca. Verifiquem se está de acordo com as Escrituras e o que tem sido pregado até agora. Não sejam presas fáceis de ninguém. Façam como os bereanos que conferiam tudo o que lhes era dito com a Palavra.

Que Refidim seja para nós um lugar de descanso e refrigério, e jamais um lugar de contendermos com Deus. As águas fluam, não por havermos espancado a rocha, mas por havermos obedecido a Palavra do Senhor.

Leia também as duas primeiras mensagens desta série "Sombra e Água Fresca".