Sexta-feira, Dezembro 31, 2010

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"Ainda este ano": Sermão inédito de C.H.Spurgeon para o Ano Novo



Por C.H.Spurgeon

No inicio de outro ano, e no começo de outro volume de sermões, desejamos com toda sinceridade expressar uma palavra de exortação: mas, ah, nesse momento, o pregador é um prisioneiro, e deve falar da sua cama em vez de fazer-lo desde seu púlpito. Não permitam que as poucas palavras que um homem enfermo possa expressar lhes cheguem com um diminuto poder, pois o fuzil disparado por um soldado ferido dispara a bala com a mesma força. Nosso desejo é falar com palavras vivas, ou não falar nada. Suplicamos ao Senhor que nos habilite para sentarmos e compor essas trêmulas frases, que as vistas com Seu Espírito, para que sejam frases que vão de acordo com Sua própria mente.

O vinhateiro intercessor suplicou pela figueira estéril: "deixa-a ainda este ano," pedindo o prazo de um ano, por assim dizer, a partir do momento em que falou isso. As árvores e as plantas que dão fruto têm uma medida natural para suas vidas – evidentemente, um ano tinha transcorrido quando chegou o tempo de buscar fruto na figueira, e outro ano começava quando o vinhateiro começou de novo sua obra de cavar e podar.

Os homens são seres tão estéreis, que sua produção de frutos não marca épocas certas, e se faz necessário estabelecer para eles divisões artificiais de tempo – não parece que havia tido um período definido para colheita ou para a vindima espirituais, ou se tivesse, os feixes e os cachos não brotam na sua estação, e por isso, temos que dizer uns dos outros: "esse será só o começo de um novo ano."

Então, que assim seja. Congratulemos-nos uns aos outros por ver a alvorada de "ainda esse ano", e oremos juntos para que possamos entrar nele, e continuar nele, e chegar a sua conclusão, debaixo da perene benção do Senhor a quem pertence todos os anos.

I. O começo de um ano novo SUGERE UMA RETROSPECTIVA. Olhemos resoluta e honestamente. "Ainda este ano" – então houve anos anteriores de graça. O vinhador não estava consciente pela primeira vez da falha da figueira, nem o dono da figueira tinha vindo pela primeira vez buscando figos em vão.

Deus, que nos dá "ainda esse ano", nos tem dado outros anos previamente. Sua paciente misericórdia não é uma novidade. Sua paciência já foi posta a aprova por nossas provocações. Primeiro, vieram nossos anos juvenis, quando, inclusive, um pequeno fruto para Deus é peculiarmente agradável a Ele. Como o passamos? Acumulou-se toda nossa força na casca silvestre e no cacho deixado como resto? Se for assim, bem podemos deplorar esse vigor desperdiçado, essa vida mal gasta, esse assombroso pecado multiplicado. Quem nos viu usar indevidamente daqueles meses de ouro da juventude, nos proporciona "ainda esse ano", e temos de entra nele com um santo zelo, para que a força e o ardor que nos sobraram não corram os mesmos caminhos de desperdício como em anos anteriores.

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O Futuro já começou!



Por Hermes C. Fernandes

Quem não tem curiosidade de saber o que o futuro lhe reserva? Se o futuro já está escrito e determinado, teríamos alguma responsabilidade de garanti-lo? Plagiando a vinheta de final de ano da Globo, de fato, o futuro já começou.

Cada acontecimento tem caráter seminal, e trará, inevitavelmente, resultados que afetarão nosso futuro. O "agora" está grávido do amanhã. O romper de um novo ano é como um parto, cuja concepção se deu em algum "agora" passado, e a gestação se deu ao longo do ano que se encerra. Nas sábias palavras do salmista: "Um dia anuncia outro dia, e uma noite noite mostra sabedoria a outra noite" (Sl.19:2). Parafraseado, um ano anuncia o outro ano. O que foi plantado ao longo do ano que se vai, será colhido ao longo do ano que chega.

Nesta reflexão, quero tomar como exemplo o profeta Eliseu, e sua preocupação para com o futuro de uma família que o acolhera, e a quem ele beneficiara, restituindo-lhe o filho que morrera (II Reis 8:1-15).

Leiamos:
“Ora, Eliseu havia dito à mulher cujo filho ele restaurara à vida: Levanta-te e vai, tu e a tua família, e mora onde puderes, porque o Senhor chamou a fome, a qual virá à terra por sete anos. Levantou-se a mulher e fez conforme a palavra do homem de Deus. Foi com a sua família, e habitou na terra dos filisteus durante sete anos.”
Eliseu sentiu-se responsável pelo bem-estar e pelo futuro daquela família. De que adiantaria restituir a vida do menino, sem garantir-lhe o direito de desfrutá-la plenamente?

Até aonde vai a nossa responsabilidade, enquanto igreja do futuro, para com aqueles a quem temos alcançado? Será que se encerra no âmbito espiritual? O fato de lhes ter anunciado a vida eterna em Cristo já seria suficiente? Ora, não se pode compartimentar a existência humana, atribuindo maior valor a uma dimensão em detrimento de outras. Uma igreja voltada para o futuro deve acolher o indivíduo por inteiro, incluindo suas aspirações, sua vocação, suas potencialidades.

Deus revelara ao profeta que uma fome se abateria sobre as terras de Israel. Imediatamente, ele se lembrou daquela família, que com tanto carinho o hospedou em sua casa por longo tempo. A atitude de Eliseu deve servir como modelo para uma igreja que exerça sua função profética na sociedade. O mal não pode ser ignorado, mas deve ser denunciado, e suas conseqüências devem ser anunciadas, dando oportunidade para que as pessoas fiquem precavidas, e o pior possa ser evitado.

Jesus fez o mesmo quando anunciou a destruição de Jerusalém, trinta anos antes que acontecesse. Seus discípulos foram advertidos para que deixassem imediatamente a cidade, tão logo ela fosse cercada pelo exército romano.

Terminada a fome que abatera em Israel, aquela mulher voltou para a sua propriedade, e em uma audiência com o rei, reivindicou a restituição de seus bens (v.3).

O que mais chama a minha atenção neste texto é a maneira como Deus tece as circunstâncias para beneficiar àquela mulher e a sua família. Afinal, nada acontece por acaso. Há um Deus que é Senhor absoluto das circunstâncias. Ele não dá ponto sem nó.

Talvez aquela mulher não pudesse compreender a razão pela qual Deus permitira que seu filho amado morresse. Afinal, Deus o havia dado sem que ela pedisse. Agora, não fazia sentido algum Deus lhe tomar o único filho.

É claro que ela ficou sobremodo agradecida e alegre quando Deus lhe restituiu o menino, porém, não podia supor a maneira como esse milagre alteraria o rumo de sua vida.

Tudo o que Deus faz em nossa vida, não visa apenas o prazer momentâneo, mas principalmente a repercussão disso em nosso futuro. Quando aquela mulher adentrou a sala real, ela interrompeu uma conversa entre o rei e Geazi, discípulo do profeta Eliseu.

O teor da conversa? Adivinha!

O rei, curioso, queria saber das últimas proezas do profeta. “Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito. Contando ele ao rei como Eliseu restaurara à vida um morto, a mulher cujo filho ele havia restaurado à vida clamou ao rei que lhe devolvesse a sua casa e as suas terras. Disse Geazi: Ó rei, meu senhor, esta é a mulher, e este o seu filho a quem Eliseu restaurou à vida” (vv.4-5). Coincidência? Não! Providência!

Ora, seu objetivo ali era reclamar a devolução de suas propriedades, e não contar o que Deus lhe havia feito por intermédio de Eliseu. Mas Deus, que escreve sempre certo, e com linhas muito bem traçadas, proveu um meio de tornar aquela reivindicação uma prioridade para o rei.

Ao contar com detalhes o que acontecera com seu filho “o rei lhe designou um oficial, dizendo: Faze restituir-lhe tudo o que era seu, e todas as rendas do campo desde o dia em que deixou a terra até agora” (v.6).Que bela surpresa! Além de ter suas terras de volta, ela ainda recebeu do rei tudo o que ela deixou de colher todos aqueles anos.Tudo por causa do testemunho que Geazi deu acerca do milagre operado por Deus na vida daquela mulher.De fato, a repercussão de um testemunho pode abrir muitas portas.Não há fatos isolados. Se um abismo chama outro abismo, uma bênção tem o poder de atrair outras tantas.Jamais ela poderia supor que a ressurreição de seu filho fosse impactar de tal maneira o coração daquele rei, a ponto de ele restituir-lhe os anos perdidos.

Mas o capítulo 8 de II Reis não termina aqui. Embora este episódio tenha tido um final feliz, o texto prossegue contando um caso contrastante, que nos leva a meditar um pouco mais acerca do futuro daqueles por quem somos responsáveis.Caminhemos um pouco mais pelo texto:
“Eliseu foi a Damasco, e Ben-Hadade, rei da Síria, estava doente. Quando anunciaram ao rei: O homem de Deus chegou aqui, disse ele a Hazael: Toma um presente contigo e vai encontrar-te com o homem de Deus. Por intermédio dele pergunta ao Senhor: Sararei eu desta doença? Foi Hazael a encontrar-se com ele, e levou um presente consigo, a saber, quarenta camelos carregados de tudo o que era bom de Damasco. Veio, pôs-se diante dele, e disse: Teu filho Ben-Hadade, rei da Síria, me enviou a ti para perguntar: Sararei eu desta doença? Respondeu-lhe Eliseu: Vai, e dize-lhe: Certamente sararás. Mas o Senhor me mostrou que ele morrerá. E olhou para Hazael, fitanto nele os olhos até que este se sentiu envergonhado. Então o homem de Deus chorou. Perguntou Hazael: Por que chora o meu Senhor? Respondeu ele: Porque sei o mal que hás de fazer aos filhos de Israel. Porás fogo às suas fortalezas, os seus jovens matarás à espada, os seus meninos despedaçarás, e as suas mulheres grávidas fenderás.”
Vislumbrar o futuro pode ser gratificante, mas também pode ser aterrorizador. Eliseu teve um vislumbre do futuro e ficou indignado. Aquele moço enviado pelo rei para presentear o profeta representava uma ameaça ao futuro do povo de Israel. Embora fosse apenas um serviçal, seu destino era ser o próximo monarca da Síria. Ele mesmo retrucou o profeta, quando se viu embaraçado diante do olhar perscrutador de Eliseu: “Como é que teu servo, que não passa de um cão, poderia fazer tão grande coisa? Respondeu Eliseu: O Senhor me mostrou que hás de ser rei da Síria.”

Os jovens seriam mortos à espada, os meninos seriam despedaçados, e as grávidas seriam partidas ao meio... Que desgraça!

Imagino o que se passou na cabeça de Eliseu. Talvez houvesse pensado até em tirar a vida daquele rapaz ali mesmo, para evitar o pior.

A preocupação do rei era apenas com o seu futuro. Porém, a preocupação do profeta era com o futuro do seu povo. De fato, o rei sararia. Ele não morreria vítima daquela enfermidade, mas de um assassinato.

Interessante perceber que o texto fala de duas realidades opostas. Na primeira, um menino é restituído ao seio da família, para que seu testemunho garantisse a restauração de todos os bens perdidos por sua família durante o tempo de fome em Israel. Na segunda, um rapaz enviado como mensageiro de um rei representava um futuro ameaçador para o povo de Israel.

Dois “futuros” radicalmente opostos e contrastantes.

Eliseu tinha olhos clínicos, capazes de distinguir os espíritos, os propósitos do coração, e vislumbrar o futuro.

Quantos jovens e meninos abandonados pela nossa sociedade, que vêm ao nosso encontro para trazer um recado do futuro?Aquela criança que hoje ignoramos nos sinais de trânsito, é a mesma que amanhã poderá invadir nossa casa e manter nossa família refém.

Ah, se tão-somente fôssemos mais sensíveis à voz que nos vem do futuro para nos avisar.

O futuro sempre envia seus mensageiros!

Alguns deles trazem mensagens de esperança, enquanto outros nos vêm para despertar nossa consciência, a fim de fazermos algo hoje e evitarmos a desgraça que pode estar em nosso caminho.O texto termina revelando que o que Eliseu temia veio a acontecer:
“Então deixou a Eliseu, e voltou a seu senhor, o qual lhe perguntou: Que te disse Eliseu? Respondeu ele: Disse-me que certamente sararás. No dia seguinte, Hazael tomou um cobertor, molhou-o na água e o estendeu sobre o rosto do rei, de modo que este morreu. E Hazael reinou em seu lugar.”
Neste caso em particular, nada foi feito para alterar o rumo das coisas. Porém, há sempre algo que podemos fazer hoje para defender nosso futuro. Um menino que deixa as drogas e retorna à vida hoje, poderá ser a chave para a sobrevivência de toda uma família amanhã.

Que possamos fazer algo agora, em vez de simplesmente ficarmos na expectativa que o pior nos acometa. Ainda que da perspectiva da eternidade o futuro já esteja pronto, para nós que vivemos do lado de cá, o futuro precisa ser construído.

Estou convencido que o papel da igreja do futuro não é apenas garantir vida eterna às pessoas, mas também trabalhar para garantir o futuro deste mundo.

Não nos preocupemos em prever o futuro, mas em defendê-lo desde já, assumindo nossas responsabilidades e atribuições. Afinal, fomos constituídos por Deus como "defensores do futuro"!

Quarta-feira, Dezembro 29, 2010

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O único tempo que não é conjugado pelo Verbo de Deus Encarnado



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VALE A PENA ESPERAR! Abstinência antes do casamento ajuda vida sexual, diz estudo


Um estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia, sugere que casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória.
Entre os ouvidos para a pesquisa, pessoas que praticaram abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade de seu relacionamento do que os demais.
As notas para a satisfação com o relacionamento também foram 20% mais altas entre os casais que esperaram, assim com as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores).
Para os casais que ficaram no meio do caminho - tiveram relações sexuais após mais tempo de relacionamento, mas antes do casamento - os benefícios foram cerca de metade daqueles observados nos casais que escolheram a castidade até a noite de núpcias.
Mais de duas mil pessoas participaram da pesquisa, preenchendo um questionário de avaliação de casamento online chamado RELATE, que incluía a pergunta "Quando você se tornou sexualmente ativo neste relacionamento?".
Religiosidade
Apesar de o estudo ter sido feito pela Universidade Brigham Young, financiada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon, o pesquisador Dean Busby diz ter controlado a influência do envolvimento religioso na análise do material.
"Independentemente da religiosidade, esperar (para ter relações sexuais) ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo", diz ele.
"Há muito mais num relacionamento que sexo, mas descobrimos que aqueles que esperaram mais são mais satisfeitos com o aspecto sexual de seu relacionamento."
O sociólogo Mark Regnerus, da Universidade do Texas, autor do livroPremarital Sex in America, acredita que sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento.
"Casais que chegam à lua de mel cedo demais - isso é, priorizam o sexo logo no início do relacionamento - frequentemente acabam em relacionamentos mal desenvolvidos em aspectos que tornam as relações estáveis e os cônjuges honestos e confiáveis."

Fonte: BBC - Brasil

Terça-feira, Dezembro 28, 2010

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Entrevista exclusiva com Renato Suhett


Recentemente, deparei-me com um comentário feito pelo Bispo Renato Suhett num vídeo da série "Cá entre nós..." em que questiono a posição do Bispo Edir Macedo a favor do aborto. Confesso que cheguei a desconfiar que aquele comentário poderia ter sido feito por um fake usando seu nome. Em poucas palavras, Renato Suhett alega que a posição heterodoxa de Macedo em questões com aquela foi uma das razões que o teriam levado a romper pela segunda vez com a Igreja Universal. Resolvi, então, escrever um artigo expressando minha opinião pessoal sobre a pessoa e a trajetória desta polêmica figura. Pouco tempo depois, Renato Suhett me adicionou no Twitter e marcamos um dia para conversar via Skype. Contou-me sua história e o desejo que tinha de expor suas razões e motivações, uma vez que uma onda difamatória já corria pela internet. Sugeri-lhe, então, que fizéssemos uma entrevista, que segue abaixo, logo após uma pequena biografia. 

Renato Suhett nasceu em Niterói em 19/01/61, filho de Irineu Lima e Genicy Suhett, casado com Diana Sousa Suhett. Formado em Literatura/Português, com mestrado e doutorado pela UERJ. Músico profissional, guitarrista, compositor, cantor, tendo gravado, até o momento, 12 discos em português e 6 em espanhol. Ingressou na vida cristã aos 20 anos, na Igreja de Nova Vida em Alcântara e Botafogo, ainda no tempo do saudoso Bispo Roberto MacLister. Depois conheceu a IURD, e seis anos depois, aos 26 anos, tornou-se no Bispo do Brasil. Estou Teologia Livre na VINDE, com o Reverendo Caio Fábio. Formado em Teologia pela Faculdade da Assembléia de Deus em Mesquita (RJ). Pela IURD, desempenhou seu ministério em vários países, entre eles, Estados Unidos, Portugal, África do Sul, Argentina e México.

HF - Tendo chegado ao posto de segundo homem mais forte da Igreja Universal, e Bispo responsável pelo Brasil, o que o motivou a deixá-la da primeira vez?

RS - Foram muitos os motivos, porém, o principal foi quando, em reuniões de bispos e líderes, a igreja decidiu constituir um partido político e usá-lo como instrumento principal para galgar o poder. Eu sempre estava em contra desse pensamento, pois todo cristão consciente sabe que o Reino de Deus é o nosso fator determinante de qualquer mudança e que n'Ele está todo o poder de que poderíamos necessitar, pois trata-se do poder do nosso Deus. Quando eu via a igreja buscando alcançar o poder por meios exclusivamente humanos, vi que já não havia lugar para mim aí. E foi isso mesmo que aconteceu... Eu fui "auto-exilado" para a Califórnia, estive em Los Angeles e em San Diego por três anos, e a IURD acabou caindo nessa rede que todos já sabem... tiraram pastores e bispos dos altares, jogaram-nos na "cova dos leões"... mas não havia Deus para livrá-los. E vieram as lamentáveis e vergonhas ligações de bispos e pastores com os escândalos políticos que já sabemos... "sanguessugas", "ambulâncias", "jogos"... no que até resultou em prisões de homens que no início da igreja até foram usados por Deus... uma lástima. Enfim, foi essa troca de valores que me fez deixar, com tristeza, a igreja que tanto amei... nessa primeira vez.

HF - Depois de ser apontado pela revista Billboard (em sua edição internacional) como o maior nome da música cristã da América Latina, você pensou em algum momento dedicar-se exclusivamente à carreira musical?

RS - Não, proque nunca dei valor ao cantor, ao compositor, ou ao guitarrista Renato Suhett, mais do que ao Bispo Renato Suhett... Deus me mostrou desde o começo que o músico é quem seguiri ao Bispo e não o contrário... Na verdade, o músico que sou é apenas um apêndice do bispo que Deus, pela Sua misericórida e graça me ungiu. Creio que aqui vale ressaltar o que o apóstolo Paulo escreveu em Romanos 11:27: "porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis".

HF - Enquanto liderava a IURD no Brasil, teve esperança de que ela pudesse mudar, isto é, tornar-se numa igreja mais bíblica e doutrinariamentie sadia?

RS - Sim. Aliás, essa era a minha meta: Colocá-la no que chamamos de "sã doutrina". Não por mim, mas pela direção do Espírito Santo. Era até mesmo um voto que eu tinha com Deus. Mas como um dia o Bispo Macedo me disse, aos gritos: - Graças a Deus que não deixei você mais como bispo do Brasil... Você ía acabar com a minha (dele) igreja, com o que eu quero para a Universal. Creio que não precisa dizer nada mais.

HF - Por que sua ênfase passou a ser a graça depois de sua saída da IURD? 

RS - Ora, eu queria "exorcizar" tudo aquilo que havia visto e aprendido na Universal e fui buscar nessa antítese, um extremo que muito me custou, pois aí, eu erri, exagerei, creio mesmo que perdi a visão de Deus, neste afã de estar contra tudo o que dizia respeito a Universal... Aí eu errei e feio... Peço perdão a Deus e a todos que foram, direta ou indiretamente, atingidos por este erro. Sinceramente, a salvação é mesmo pela graça, é claro, é bíblico, mas não precisava que eu exagerasse tanto. Tirei a Ceia, o Batismo, deixei de expulsar demônios, etc. Esquecendo-me que essas coisas não são sugestões de Deus, mas ordens daquele é que o nosso Senhor Jesus Cristo. Errei, vacilei... Que bom que a misericórdia de Deus me contemplou. Sou um sobrevivente por esta misericórdia divina, com certeza...

HF - Em que momento você acha que seu ministério perdeu o ponto de equilíbrio em termos doutrinários?

RS - No afã de desdizer exacerbadamente tudo que era da Igreja Universal, acabei me desviando das diretrizes básicas do Senhor Jesus. Aí está o ponto... e como não, do orgulho de achar, na queda, que eu poderia falar o que viesse na minha cabeça, e que estava sempre certo. Meu Deus... que vergonha... Creio que todo líder deveria ter como lição obrigatória um vídeo do meu primeiro líder, Bispo Roberto McAlister, que inclusive está disponível no Youtube e que se chama "Orgulho". Neste vídeo, ele fala, pelo Espírito Santo, de tudo que devemos ponderar e refletir ao assumirmos essa função de liderar homens e mulheres na obra que é de Deus. Com isso, estou admitindo categoricamente que também pequei por orgulho.

HF - Qual a razão de você haver mudado radicalmente sua mensagem, passando a divulgar o esoterismo?

RS - Foi uma tentativa de trazer um grupo, que a meu ver, nenhum igreja ainda o havia alcançado para Cristo (Desculpem-me se estiver errado): Os chamados esotéricos, espiritualistas (que não são os espíritas, candomblecistas, ou macumbeiros). Achei que poderia ajudá-los a chegar ao evangelho de Cristo, como se diz: "ganhá-los para Jesus". Mas já estava eu tão desacreditado pelos evangélicos, alienado, marginalizado, por meus ímpetos de orgulho, etc. E parece que a imitação foi tão "bem feita", que acabaram disseminando no meio evangélico que eu, de fato, havia me tornado exotérico. Imagine você em que confusão fui me meter... Creio que seria o caso do roto falando do esfarrapado. Eu não tinha condições espirituais mínimas, naquele momento, de encarar uma empreitada dessas... hoje até me faz rir, mas foi muito triste. Uma grande confusão, total, desordenada e completa. E eu ali... feito um bobo, acho que nem sabia mais quem eu era, o que era, ou para que estava vivendo... além de perder a visão, creio que perdi a noção e a razão. E veja que até hoje tem gente que me olha meio de lado, talvez pensado: esse homem esteve em "sociedades secretas", etc. Discretos ou indiscretamente... rsrs Desculpe, mas estou rindo de pensar a que ponto um homem chega de ridículo, quando perde a visão e a direção do Espírito Santo. "A minha alegria é o Senhor, que conheceu a minh'alma e não me rejeitou"... Só Deus mesmo para nos aturar... porque nem eu mesmo sabia mas quem era. Foi, simplesmente, horrível essa fase.

HF - Por que decidiu retornar à IURD?

RS - Aí vamos parar no outro extremo. Foi tanto exagero, exacerbações... que decidi voltar após ouvir um conselho de um amigo, homem de Deus (não sei se ele me autorizaria dizer seu nome, mas Gleiber de Andrade). Este homem me disse, estando eu no Rio de Janeiro: - Olha, Renato, o que você está fazendo com sua vida. Lembra de onde caíste, arrependa- te e volta. Considerei esta palavra, orei e o fiz literalmente: Voltei lá para catedral do Brás, achando que deveria ter caído, ou começado a cair por ali, quando ainda era o bispo do Brasil na IURD. Achando que a Universal havia mudado ( que duendes e fadas existiam, bem como o Papai Noel...rs). Mas na situação que estava, acho que valeu a experiência, pois voltei a ter contato com "algo", um mínimo residual do Evangelho pleno, creio eu.

HF - Em algum momento sentiu que seu testemunho foi usado para estancar o êxodo de membros da IURD para outras igrejas como a Mundial?

RS - Em todo tempo... rsrs  Depois, lá na frente, estando no México e quando me mandaram de volta ao Brasil e o Romualdo me recebeu, não com aquele carinho do tempo do testemunho, mas de outro modo, e dizendo que o Bispo Macedo tinha outro plano pra mim, que não deveria estar mais no altar e sim ser um tipo de diretor ou gerente de uma rádio em Volta Redonda... e esquecer o altar. Aí a ficha caiu. Fui simplesmente um objeto de uso, quando do testemunho, para que outros não saissem mais e sofressem como sofri... Entendi tudo e vi que estavam tentando enterrar o que Deus me deu, e em vida (enterrar-me vivo). Óbvio que pulei fora, pois não havia mais lugar ali para mim. Muito menos nos dias de hoje. Saí de lá para entrar de vez no Reino de Deus, agora sim... não por mão do Bispo Macedo, nem de ninguém, mas de Deus mesmo. Que bom!

HF - Quanto tempo foi preciso para que retornasse ao púlpito?

RS - Fiquei um ano na "geladeira" no Brasil e trabalhei como pastor por dois anos no México, onde tive o privilégio de conhecer uma gente maravilhosa e muito aberta ao Evangelho. Só lhes falta este Evangelho verdadeiro e pleno. É, de fato, um campo a ser desbravado. Foi uma boa experiência, pois por dois anos tive que trabalhar como pastor sem nenhum auxiliar, fazendo quatro reuniões diárias. Aprendi muita coisa lá. Valeu muito e não me queixo de nada, principalmente por aquele povo tão sincero de coração que são os mexicanos.

HF - Por que resolveu deixar a IURD novamente?

RS - Porque entendi que o "cantado e decantado perdão ao filho pródigo" não passava de uma grande panacéia pra "brasileiro ou si lá quem ver". rs Ora, o Bispo me proibiu de pregar e queria que eu fosse um executivo... meio executivo de rádio...nem sei o que é isso. Meu objetivo é viver do e no altar do Senhor até o fim dos meus dias...

HF - É verdade que foi recebido pela Mundial?

RS - Não. Quando voltei estive com o apóstolo Valdemiro por uma vez e assisti a umas reuniões dele. Afinal, fui eu que, quando Bispo do Brasil, o consagrei a Bispo. Foi apenas um encontro de velhos amigos. Mas o ministério que Deus deu a ele é o dele, o meu tem outro perfil. E que Deus abençoe a ele muito, como também ao Bispo Macedo, e a todos da Universal, Mundial, Radial, Medial, Afinal, etc. e tal... rsrs em sério...

HF - Quais são suas expectativas ministeriais?

RS - Simplesmente e sinceramente ser um instrumento nas mãos de Deus para estabelecer as diretrizes do Seu Reino aqui, e "preparar o caminho para o Senhor", tendo sempre em vista que "Ele cresça e eu diminua". Na prática, evitar os erros do meu passado e aproveitar esta grande oportunidade que o Senhor está dando... Igreja de Jesus Cristo. Tudo muito simples, de acordo com o mandamento do Senhor Jesus: "Amar como Ele nos amou", curar os enfermos, expulsar demônios, batizar em nome de Jesus, buscar o Espírito Santo, realizar a Ceia do Senhor, não em memória, mas como celebração de Jesus Cristo vivo em nós, Sua Igreja!

HF - Pretende retomar sua carreira musical? 

RS - Ah, com certeza que o cantor, o músico e o compositor vão de mala pronta junto com o bispo, é certo... Agradeço muito a paciência de todos para comigo, e ao irmão e amigo, Bispo Hermes Fernandes, homem de Deus, e a todos, que Deus os abençoe rica e abundantemente em Cristo Jesus!!!


* Todas as respostas são de inteira responsabilidade do Bispo Renato Suhett e refletem estritamente seu posicionamento.


Leia meu artigo sobre sua vida e trajetória aqui.

Segunda-feira, Dezembro 27, 2010

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Um Velho Salmo para um Novo Ano



Por Hermes C. Fernandes

Se o Senhor for o teu pastor...

Não te faltará descanso... Pois Ele te fará deitar em verdes pastos!

Interessante notar que o salmista coloca o descanso como um ítem prioritário. A Lei Mosaica estabelecia que o dia de descanso era o último da semana (Sabath). Primeiro vinha o trabalho, depois o respouso. Davi inverte isso propositadamente. Como que por uma inspiracão profética, antevendo a Era da Graça, quando o descanso viria em primeiro lugar. Não foi em vão que os cristãos primitivos elegeram o domingo, o primeiro dia da semana, como o Dia do Descanso, o sabath cristão. Não se trata de mero ócio, mas de uma postura espiritual, onde se cultiva a total dependência da graça divina, em vez de creditar nossas realizações aos esforços pessoais. Isaías, o profeta da Era Messiânica, diz: "Em vos converterdes e em repousardes está a vossa salvação, no sossego e na confiança está a vossa força" (Is.30:15).

Porém, este descanso se dá quando somos levados aos pastos verdejantes. Atentemos para o fato de que Davi está desenvolvendo uma analogia, onde Deus é o pastor, e nós Suas ovelhas. As ovelhas costumam descansar no mesmo lugar onde se alimentam. Elas literalmente se deitam sobre a comida. Elas não aceitam capim arrancado pelo pastor, quer estejam ainda verdes, ou já secos. Elas se alimentam do capim extraído diretamente do solo, com raiz e tudo. Assim também, só encontraremos descanso quando bem alimentados com a Palavra da Vida. Como disse Jesus:"Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus".Temos, portanto, que examinar a procedência daquilo com que temos alimentado a nossa alma. Não podemos deixar que ninguém rumine por nós. Temos que extrair nosso alimento diretamente do solo. E para isso, devemos nos debruçar sobre as Escrituras, na dependência do Espírito Santo. Não significa que não necessitemos de orientação espiritual. Isso é indispensável, como veremos a seguir. O papel dos líderes/mentores é tão somente expor o alimento, a verdade, mas deixar que a ovelha pense por si mesma.

Para comprovar a qualidade do alimento espiritual, basta verificar se o que ele produz é descanso, crescimento, maturidade, ou rebeldia, revolta e imaturidade. Somos aquilo que comemos!

Se o Senhor for o teu pastor...

Não te faltará tranqüilidade... Pois Ele te guiará às águas tranqüilas e refrigerará a tua alma, te fazendo recobrar as forças e o ânimo. Ele não nos mete em canoa furada! Não nos leva às águas turbulentas, tempestivas, mas às águas da serenidade. Ninguém suporta viver sob pressão o tempo inteiro. Precisamos de refrigério que só as águas do Espírito Santo podem nos proporcionar. Aos que vivem sob a égide do estresse, Jesus convida: "Vinde a mim os que estais cansados, sobrecarregados, eu vos aliviarei".

Não te faltará retidão de caráter e decisões acertadas. Ele te guiará pelas veredas da justiça por amor ao Seu nome. Que teu propósito para o novo ano seja errar menos e acertar mais. E para isso, não faça nada sem antes consultá-lo em oração. Ele te guiará os pés pelas sendas da ética e da justiça. Lembre-se, para Ele, o que vale não é o que "dá certo", e sim o que "é certo". Submeta todas as suas decisões ao escrutíneo da Lei Suprema do Amor. E que assim, tua vida renda louvores ao nome de Deus, em vez de escândalos e vergonha. Que façamos jus ao título de "cristãos".

Também não te faltará momentos sombrios e perigosos... Mas ainda que tu enfrentes a possibilidade da morte repentina, não terás medo, porque Deus está contigo. E em face às ameaças, o Bom Pastor sairá em tua defesa com Sua vara. E se porventura caíres, Ele te socorrerá com Seu cajado. O cajado é uma haste cumprida, em cuja ponta há uma curvatura desenhada anatomicamente para socorrer a ovelha quando houver caído em algum precipício.

Tampouco te faltará disciplina e correção, pois a mesma vara usada para afugentar os lobos, é usada para disciplinar a ovelha rebelde para mantê-la no caminho certo. Jamais te esqueças que Deus disciplina àqueles que ama (Hb.12:6). E a disciplina aplicada por Deus é sempre motivada pelo amor. Deus jamais tem raiva dos Seus filhos! Ao discipliná-los, Deus simplesmente permite a eles colherem o que semearam. Portanto, sejamos mais responsáveis e menos inconseqüentes.

Não te faltará inimigos... Isso mesmo... INIMIGOS! Eles ajudam a compor o cenário de tua vida e enriquecem tua biografia. Não te faltará nem inimigos declarados, nem inimigos disfarçados de amigos. Não faltará traições, conspirações, falsidade. Porém Deus te praparará um banquete na presença de todos eles. E sabe pra quê? Pra que tu compartilhes com eles o teu pão. Lembre-te: Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber (Rm.12:20). E desta forma, cumpre-se o que está escrito: "Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Senhor, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele" (Pv.16:7). E não duvide de que Ele é capaz de transformar inimigos em amigos leais pra toda a vida.

Não faltará unção sobre ti, nem vinho em teu cálice. Teus inimigos e amigos serão testemunhas de quando Deus te ungir a cabeça com óleo, e fizer teu cálice transbordar. Sabedoria e alegria te arrebatarão. Sabedoria pra discernir cada novo momento de tua vida e alegria e entusiasmo para superar os momentos difíceis, e desfrutar os momentos de realização.

Estejas certo que a bondade e o amor de Deus estarão em teu encalço todos os dias de 2011, e pelo resto de tua vida. E estejas onde estiveres, o Senhor será a tua habitação para sempre.


* Reflexões baseadas no Salmo 23

Domingo, Dezembro 26, 2010

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Indescritível!



Sábado, Dezembro 25, 2010

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O que fazer com o papel de presente?




Por Hermes C. Fernandes

Presentes! Quem não gosta de recebê-los? Seja por ocasião do Natal, ou do aniversário, ou de qualquer outra, o fato é que não há quem não aprecie ganhá-los. Sem qualquer cerimônia, rasgamos o papel que o embala, e às vezes, nossa curiosidade é tão grande que sequer paramos para ler a dedicatória contida no cartão que o acompanha.

Se para quem ganha, a embalagem não importa tanto, para quem dá, ela tem vital importância. Seu papel é causar uma boa impressão, valorizando ainda mais o regalo. Principalmente quando o presente não tem lá muito valor…

Há casos em que a embalagem custa mais cara do que o presente. Gasta-se com papel, com fitas, com cartão, com bolsa, etc.  Sem contar o trabalhão que dá embrulhar… Há toda uma arte envolvendo isso, a qual confesso não dominar. Prefiro que outros embalem pra mim.

Mas pra quem recebe o presente, tudo isso tem muito pouco valor. Ninguém costuma guardar a embalagem para reutilizá-la, ou pelo menos, como souvenir. Geralmente, papel, fitinhas, e até cartões, vão tudo pro lixo.
O que vale mesmo é o presente em si.

Cristo é o grande presente de Deus para o mundo.

Este é o espírito natalino!

A gente dá presente para ecoar, ainda que de maneira singela e simbólica, o gesto divino.

Porém, temos dado mais valor ao papel que o embrulha do que propriamente ao presente. Valorizamos demais as estratégias evangelísticas, ou o modelo eclesiástico, ou ainda o estilo musical, a liturgia, os credos, e tudo mais que não passa de ‘embalagem’. Se não estiver dentro do ‘mover’, não serve. Se não falar em línguas, não serve. Se não fizer chover milagres e dinheiro, não serve. É como se jogássemos o presente do lixo, e guardássemos a embalagem.

Alguns andam reciclando embalagens que já foram usadas há quinhentos anos. Estão respondendo a perguntas que ninguém tem feito. Talvez até fossem pertinentes então, mas não o são mais. Outros se prestam a discutir como se vivêssemos antes de Copérnico e Galileu.

Não é em vão que muitos cristãos contemporâneos resolveram abandonar as embalagens e oferecer o presente já desembrulhado.

Sexta-feira, Dezembro 24, 2010

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O Natal não é um só



Ed Rene Kivitz

O Natal não é um só: um é o Natal do egoísmo e da tirania, outro é o Natal da abnegação e da diaconia; um é o Natal do ódio e do ressentimento, outro é o Natal do perdão e da reconciliação; um é o Natal da inveja e da competição, outro é o Natal da partilha e da comunhão; um é o Natal da mansão, outro é o Natal do casebre; um é o Natal do prazer e do amor, outro é o Natal do abuso e da infidelidade; um é o Natal no templo com orquestra e coral, outro é o Natal das prisões e dos hospitais; um é o Natal do shopping e do papai noel, outro é o Natal do presépio e do menino Jesus.

O Natal não é um só: um é o Natal de José, outro é o Natal de Maria; um é o Natal de Herodes, outro é o Natal de Simeão; um é o Natal dos reis magos, outro é o Natal dos pastores no campo; um é o Natal do anjo mensageiro, outro é o Natal dos anjos que cantam no céu; um é o Natal do menino Jesus, outro é o Natal do pai dele.

O Natal de José é o instante sublime quando toma no colo o Messias. A partir daquela primeira noite jamais conseguiria dormir em paz. Sob seus olhos e sua responsabilidade cresceria aquele de quem falaram a Lei e os profetas. Era de José a tarefa de ensinar ao menino a respeito de sua verdadeira identidade. Enquanto recitava o profeta Isaías: “Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do SENHOR. E deleitar-se-á no temor do SENHOR; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos. Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio, e a justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade o cinto dos seus rins”, dizia ao garoto, “esse aí é você, meu filho”.

O Natal de Maria é um canto de redenção: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador”. O Magnificat anuncia a redenção de geração em geração, obra das mãos do Deus que visita e abençoa os humildes e pobres, mas humilha e despede de mãos vazias os poderosos e prepotentes. Uma redenção que transborda a subjetividade do foro íntimo e se esparrama pelo chão das sociedades injustas, atravessando o tempo e fazendo livres nossos filhos e os filhos dos nossos filhos.

O Natal do anjo mensageiro é proclamação de boas notícias a todos: José, Maria, pastores no campo e todos os que inclinarem seu ouvido e coração para ouvir. Menos para o menino Jesus. A boa notícia de Deus aos homens a quem quer bem, é também vaticínio de morte para o menino na manjedoura. Ao divulgar que na cidade de Davi nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor, o anjo mensageiro desperta a ira de Roma, seus governantes e imperadores. Somente César é Salvador, filho de Deus e Senhor. Mas de agora em diante estaria presente no mundo aquele cujo reino jamais terá fim. A pedra profetizada por Daniel, solta pela mão de Deus para esmagar todos os reinos deste mundo já rolava na história, e atendia pelo nome de Jesus. As espadas romanas derramaram sangue inocente (os impérios deste mundo sempre derramam sangue inocente), mas o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, sobreviveu para desfazer a grande mentira: a Pax nunca foi romana.

O Natal dos anjos cantores definiu que Deus somente é glorificado nos céus quando há paz na terra entre os homens. Desde então, Natal é necessariamente compromisso com a justiça, convocação para a reconciliação, outorga de perdão. Os pastores no campo deixaram seus rebanhos, que guardavam do mal, movidos pelo ímpeto da curiosidade e pelo impulso do maravilhamento, e quem sabe, guiados pela intuição de que naquela noite em Belém o mal estava acuado, reforçando as frágeis trancas das portas de seus territórios, sabendo já que seus dias eram contados. Havia irrompido o tempo quando o lobo e o cordeiro dormiriam juntos, e nenhum espírito tenebroso ousaria ferir a noite do nascimento do príncipe da Paz.

E o Natal dos três reis Magos? O Natal dos três (que não eram necessariamente três) reis (que não eram reis) magos (que não eram magos) foi tempo de adoração. Estudiosos dos corpos celestiais, viram a estrela no Oriente, e foram em busca do rei dos judeus, para o adorar. Trouxeram consigo ouro, incenso e mirra, pois sabiam que adorar é servir, doar, presentear. O menino que recebeu presentes enquanto na manjedoura distribuiu entre os pobres as suas riquezas e nos ensinou: quem deseja me dar um presente que o faça a um dos meus pequeninos. Assim, até hoje, os adoradores de Jesus se espalham no mundo distribuindo riquezas, abençoando os que sofrem, suprindo os pobres, promovendo a justiça e sinalizando a paz.

O Natal não é um só. O menino Jesus também teve seu Natal. E assim o explicou: Eu vim para que tenham vida; eu vim buscar e salvar o que se havia perdido; eu não vim para ser servido, mas para servir e dar a minha vida em resgate de muitos. O Jesus do primeiro Natal até hoje segue seu caminho batendo em todas as portas e dizendo “quem ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele, e ele comigo”.

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É Natal! Que nozes!



Por Bruno Jardim

Chegou o Natal e parece que o filme se repete; correria para comprar presente de amigo oculto, cidade enfeitada, propagandas com musiquinhas que ficam gravadas na cabeça, comidas típicas (que, aliás, gosto muito).... Seria hipócrita em dizer que não gosto desse clima, de fato gosto. Mas, tomo cuidado para não deixar o espírito natalino criado pelos homens, ofuscar o real sentido e mensagem do Natal.


Em meio a todo este cenário, cheguei em casa e me deparei com uma noz, sim uma simples noz, aquele fruto seco com apenas uma semente que nesta época do ano tem lugar garantido na mesa natalina. Para isso, é colocada a venda em todos os mercados, fazendo com que não raramente associemos o Natal a Nozes.

Por isso faço questão de dizer: É Natal, que nozes!
Que nozes me remete a Kenosis, que é o verdadeiro significado do Natal! Kenosis é a palavra em grego que significa esvaziar- se, ela é encontrada no Novo Testamento como esvaziamento de Jesus, Filipenses 2: 5 ao 8:

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.”

No momento em que o Espírito Santo engravidou Maria, estava se materializando a kenosis divina, o primeiro estágio do propósito da redenção começará; a encarnação do Deus Poderoso, cheio de glória se esvaziando por amor de nós, abrindo mão de tudo aquilo que é para se fazer semelhante aos homens.

Uau! Como imaginar O Deus que criou terra é céu através de SUA palavra, agora ter que aprender a falar. O Deus Onipresente ter que aprender a caminhar, conservando em si a natureza Divina e humana.

Natal é isso, mais do que comida e saco cheio de presente, o que Deus quer é a nossa vida vazia de nós mesmos, porém preenchida com SUA presença. Tendo o mesmo sentimento que houve em Jesus, que por amor se esvaziou.

O Kenosis é seguido da exaltação, na continuidade do verso o apóstolo Paulo fala: “... por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.”

É justamente quando não fazemos questão de nada que ELE nos dá tudo.

Não quero ser como as nozes que só aparecem nesta época do ano. Quero carregar todos os dias o Kenosis, estar vazio, leve e não solto, mas sim preso pelo propósito de Deus.

Como é difícil largarmos o que somos por amor ao próximo, se todos entendessem que é muito menos doloroso caminhar sem peso. Se somos chamados a abrir mão, a se esvaziar é porque lá na o Pai quer nos exaltar.

Portanto, esvazie – se: É Natal, Kenosis!

Quinta-feira, Dezembro 23, 2010

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Simplesmente, genial! O novo videoclip do Resgate

Quarta-feira, Dezembro 22, 2010

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Amigo Secreto


Hermes C. Fernandes


Um dos costumes natalinos mais interessantes é o do "amigo oculto", ou como dizem os paulistas, "amigo secreto". Estimula a generosidade, e ainda por cima, traz o elemento "surpresa".

Mas no fim, todo mundo fica sabendo quem lhe deu o presente.

Entretanto, Jesus ensina que deveríamos cultivar a discrição ao presentearmos, ou mesmo, ao fazermos algum bem a alguém. Tudo o que fizermos coma mão direita, a esquerda não deve tomar conhecimento.

Uma das pessoas que mais levaram a sério esta orientação bíblica foi meu saudoso pai. Deixe-me compartilhar uma experiência:

Eu havia sido convidado a participar de uma reunião de líderes religiosos com a então governadora do Rio de Janeiro, Rosângela Matheus. Enquanto aguardávamos o início do evento, fui apresentado a um padre católico chamado Ulisses. Quando ele soube quem era meu pai, seus olhos se encheram de lágrimas, e num tom reverente, disse: - O pai deste pastor era um santo!

Confesso que fiquei embaraçado e ao mesmo tempo orgulhoso do meu pai.
Percebendo meu constrangimento, o padre explicou o motivo de sua profunda admiração pelo meu pai:

- Nossa paróquia mantém um orfanato com muita dificuldade. Várias vezes o Rev. Cecílio nos visitou trazendo mantimentos para as crianças. Mas um dia, depois de sua visita, percebi que as contas acumuladas e atrasadas que eu havia deixado sobre a estante, haviam desaparecido misteriosamente. Perguntei a todos os funcionários, e ninguém sabia onde as contas foram parar. No dia seguinte, um dos auxiliares do Rev. Cecílio veio trazê-las pagas.

A verdade é que meu pai jamais fez propaganda disso. Como também de tantos outros gestos de generosidade, que só soubemos depois de sua partida.

Hoje pela manhã, enquanto me preparava para pregar, minha mãe me contava de uma vez em que meu pai buscou doze mendigos na rua, os levou pra dentro de sua casa (eles eram recém-casados!), deu-lhes banhos, fez-lhes a barba, e vestiu-os com suas próprias roupas. Comendo ao redor da mesa, aqueles mendigos pareciam apóstolos na última ceia com Jesus.

Quando fazemos um bem discretamente, ou mesmo em secreto, nossa recompensa vem dos céus. Porém, quando fazemos como os fariseus, que ao esmolar, pagavam alguém para tocar a trombeta, e chamar a atenção das pessoas para suas boas obras, perdemos nossa recompensa celestial.

Está aí uma sugestão: Neste Natal, presenteie alguém em secreto. E se possível, alguém que não possa lhe recompensar.

Segunda-feira, Dezembro 20, 2010

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Uma canção de Natal, no mínimo, diferente

Sábado, Dezembro 18, 2010

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O Nascimento de Jesus em Cordel - Impagável!




Sexta-feira, Dezembro 17, 2010

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A subversão tem que começar por mim



Por Ruy Cavalcante

Nos últimos anos tem sido notório o crescimento do seguimento de Blogs Apologéticos e Subversivos na grande rede. Influenciado por eles (de certa forma) eu mesmo reativei um antigo Blog no ano passado, com uma nova cara, um novo nome e uma nova perspectiva. Logicamente que me refiro ao Blog Intervalo Cristão.

Eu acho super válido escrevermos, ensinarmos e combatermos conceitos e doutrinas contrárias ao Evangelho, assim como indicarmos soluções do Reino de Deus para o reino do homem. Mas espera um pouco ai, será que cabe a nós apenas escrevermos textos inspirativos sem que sejamos os maiores exemplos de subversão prática no dia-a-dia?

O que eu tenho percebido ultimamente é que às vezes nos perdemos no humor e esquecemos da seriedade do tema e da missão apologética, acabando por muitas vezes em não sermos a grande diferença que exigimos nos outros.

Eu pretendo continuar a subversão, acredito que trata-se de uma obra divina, mas espero que todos nós entendamos que o conflito criado por nossa agitação deve ser antes de tudo interno, gerado em nós. Assim como pensamos ser os remanescentes na pregação e no ensino do Evangelho Genuíno, sem barganhas, devemos ser também aqueles que vivem de acordo com esse Evangelho.

Ora, ser subversivo não é simplesmente escrever textos bonitos em nossos blogs ou frases impactantes no twitter, ser subversivo vai além, é ser aquele que ama de fato e em atitudes, amor este que, ao vir do Espírito de Deus, chega inundado de perdão e arrependimento e que nos faz sermos praticantes desse perdão num mundo onde essa prática é irrelevante.

Ser subversivo e apologeta é levar desaforo para casa, dando respostas bíblicas às questões da fé e do cotidiano, sem apelar para ofensas baratas, carregadas (ou escondidas com esta máscara) muitas vezes de humor, mas sem proveito prático para a vida das pessoas. O servo subversivo deve enfrentar primeiramente em si mesmo as questões que deseja tratar no reino da igreja institucionalizada, e vencer.

Não são nossas palavras que influenciarão uma mudança contínua e saudável, mas a nossa postura cristã diante das questões que têm influenciado o corpo de Cristo a levar uma vida destoante do Evangelho de Cristo.

Seremos sábios de verdade quando conseguirmos transformar o conhecimento doutrinário que alegamos ter, numa conduta semelhante à de Cristo, com julgamentos justos, amor irrestrito, serviço, perdão e paz com os homens. Nenhuma destas coisas se revela em palavras...

E que Deus nos ajude a sermos a diferença que desejamos ver...

Ruy Cavalcante (Via Invervalo Cristão)

Quinta-feira, Dezembro 16, 2010

20

Os números do meu casamento


Hoje faz 21 anos que diante de um altar jurei amar aquela a quem tomava por esposa pelo resto de minha existência. Foram 1092 semanas, 7665 dias de união.

Três são o número dos filhos frutos do nosso amor: Rayane, Rhuan e Revelyn.

Onze, o número de vezes em que nos mudamos, duas delas para os Estados Unidos.

Nove, o número de igrejas que pastoreamos.

Mas incontáveis foram as vezes em que choramos ou sorrimos juntos, os desafios que enfretamos de cabeça erguida, as vezes em que tivemos que começar tudo de novo, as noites mal dormidas preocupados com a obra de Deus, as vezes que fomos consumidos pela saudade enquanto estávemos longe um do outro, os dias em que tivemos que nos animar mutuamente por causa de alguma grande decepção, os enormes micos que pagamos juntos, as orações banhadas em lágrimas, as refeições comidas às pressas, as expectativas ultrapassadas e algumas frustradas.

Zero é o número de vezes que nos deixamos vencer pelo desânimo. Zero é o número de vezes em que deixamos de nos perdoar. Zero também é o número de vezes em que nos separamos. Por essas e outras, só nos resta louvar a Deus por nos ter confiado aos cuidados um do outro.

Bendito o dia em que jurei te amar para sempre. Bendito o dia em que você acolheu o meu amor, e me brindou com o seu. Tânia, pra sempre te amarei.

Quarta-feira, Dezembro 15, 2010

58

Renato Suhett anuncia em meu vlog a razão de sua saída da Universal


O Bispo Renato Suhett anunciou a razão de sua saída da Igreja Universal em seu comentário no meu vídeo sobre o Bispo Macedo e sua defesa do aborto. Confira abaixo:

Clique para aumentar

Clique aqui e assista ao vídeo que motivou este comentário.

Conheci pessoalmente o bispo Renato Suhett durante a prisão do bispo Macedo nos anos 90. Fui visitá-lo lá na prisão, e participei do manifesto na câmara legislativa de SP pela sua libertação. Lá assisti ao bispo  Gonçalves afirmar que aquela perseguição acontecia por causa da aquisição da Record, e o vi assumir o compromisso diante de várias lideranças evangélicas de que a emissora seria um instrumento de evangelização, disponível para outros denominações além da IURD. À época, já começava a questionar alguns dos expedientes usados pela IURD. Porém, percebia que algo estava mudando durante a gestão do Suhett como bispo responsável do Brasil. A igreja estava mais voltada para a Palavra, sem tanto uso de amuletos e sacrifícios. Falava-se mais de amor, de perdão, de arrependimento. De repente, o Suhett sumiu. Já não se ouvia falar dele. Fiquei sabendo depois que a direção da IURD o havia enviado para San Diego, California. Sob nova direção, a Universal retomou sua trajetória característica. 

Neste ínterim, tive minha experiência com a graça de Deus, relatada no vídeo postado na lateral do blog. Tempos depois, enquanto esperava por minha filha e esposa no estacionamento da ABBR no Jardim Botânico, RJ, tive a grata surpresa de identificar a voz de Renato Suhett na rádio 93 FM. Glorifiquei a Deus quando o ouvi falar sobre seu encontro com a graça e a mudança que seu ministério sofrera. Até aquele momento, Suhett falava da graça com muita ternura e equilíbrio.  Por conta disso, teve que sair da IURD e fundar sua própria igreja. Torci muito por seu êxito, embora nunca tenhamos trocado uma única palavra. 

Infelizmente, ele foi beber em outra fonte. Em vez de buscar mais conhecimento da graça em fontes confiáveis como os reformadores protestantes, Suhett acabou bebendo de uma fonte turva chamada José Luis de Jesús Miranda, um portorriquenho que se dizia apóstolo, e que mais tarde passou a se identificar como o próprio Jesus numa segunda encarnação.

O ministério de Suhett deu uma guinada, mas a meu ver, negativa. Deixou de celebrar a Ceia, o Batismo, e passou a proclamar a graça de maneira deturpada, completamente estranha àquela graça pregada durante a Reforma. 

Foi constrangedor pra mim, pois muitos, ao me ouvirem falar sobre a graça, confundiam-na com aquela outra "graça". Mesmo assim, não deixei de orar por ele e desejar que voltasse ao equilíbrio doutrinário.

Posteriormente, Suhett enveredou-se pelo esoterismo, e a igreja por ele fundada deixou de ser chamada "Igreja do Senhor Jesus Cristo", para se chamar "Igreja Esotérica do Senhor Jesus Cristo". Ninguém entendeu nada! Símbolos maçônicos e egípcios substituíram os motivos cristãos. Seu casamento foi por água abaixo. Perdeu gente, pastores, discípulos, e quase perdeu a vida.

Um amigo que temos em comum o encontrou lhe desafiou a voltar-se para Cristo. Vendo na situação em que estava sua vida, em vez de voltar à graça pura e simples do Evangelho, Suhett resolveu retornar à IURD. Os bispos iurdianos não perderam tempo. Receberam-no de braços abertos, para usá-lo como exemplo do que acontece com bispos e pastores que deixam aquele ministério. Seu testemunho caiu como uma luva para que fosse usado para tentar deter o avanço da Igreja Mundial do apóstolo Valdemiro. 

Qual foi minha surpresa quando deparei-me com seu comentário em meu vídeocast. Comemorei o fato dele ter caído em si e rompido de vez com aquele sistema adoecido. Porém, soube que estaria ingressando nas fileiras da Mundial. Não sei se é verdade ou não. Mas, sinceramente, gostaria que retomasse o caminho daquela graça maravilhosa que o cativou no início. Oro por ele, como oro por todos eles. Vejo nele um potencial extraordinário, e sei que, se de fato ele teve um encontro com a genuína graça, mais cedo ou mais tarde, ele retornará. 

1

Rapper pregando o Evangelho? Impressionante.

Terça-feira, Dezembro 14, 2010

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O Alvo dos alvos




Por Hermes C. Fernandes

“Um só alvo, uma só chance, uma visão além do alcance”. Este é o lema adotado pela REINA, igreja que pastoreio, para o ano de 2011. Vamos, a partir de hoje, examiná-lo, ponto a ponto.

Ora, se há um só alvo, qual seria? Quando falamos de alvo, falamos de objetivo, propósito. Qual seria, afinal, o propósito de nossa existência como igreja, ou mesmo como seres humanos?

Uns responderiam: ganhar almas; outros diriam: adorar a Deus; e ainda outros: tornarmo-nos parecidos com Cristo. Todas as respostas estão corretas, porém não abrangem o principal. Ganhar almas é o nosso alvo evangelístico. Mas por que devemos ganhar almas?  Adorar a Deus é o nosso alvo cúltico. Porém, qual a razão pela qual devemos adorá-lO? Tornarmo-nos parecidos com Cristo é o alvo do nosso discipulado. Mas qual a finalidade disso? Haveria um alvo que englobasse todas estas respostas?

Imagine um alvo formado de vários círculos. Há um círculo menor no centro de todos os outros. Quem atingir a este círculo estará atingindo a todos os demais. Partindo do maior círculo para o menor, todos sobrepõe-se uns aos outros. Portanto, o menor que está no centro sobrepõe-se aos demais. A flecha que o perfurar estará perfurando a todos. Mas se atingirmos os maiores, negligenciaremos os demais que estiverem sobrepostos a eles.

Qual, portanto,será o alvo dos alvos, aquele que engloba em si mesmo todos os demais? Pra onde devemos direcionar nossa mira?