Domingo, Outubro 31, 2010

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Caio Fábio e Silas Malafaia deram as mãos!

Hermes C. Fernandes

Sabe o que Caio Fábio e Silas Malafaia teriam em comum? Ambos apoiaram Serra no segundo turno.

O que Renê Terra Nova e o Papa Bento XVI têm em comum? Serra!

O que foi capaz de unir Edir Macedo, Manoel Ferreira, Robson Rodovalho e Marco Feliciano? Dilma!

Só mesmo a política seria capaz de unir pessoas tão diferentes, que jamais se uniriam em qualquer outra circunstância. Seria por terem os mesmos ideais? Não! Mas por terem os mesmos interesses. Concessões de rádio e TV, cargos públicos, verbas públicas e outros interesses nem sempre confessáveis e dignos fazem com que conflitos de anos sejam relativizados e superados. Devo salientar que há exceções, inclusive entre os nomes que citei.

Em contrapartida, amigos de longas datas se tornam ferrenhos adversários, como aconteceu entre Macedo e Malafaia. Quem diria que o mesmo Malafaia que defendeu aguerridamente o Macedo por ocasião de sua prisão nos anos 90, hoje viria à TV chamá-lo de falso profeta? Tudo porque Macedo apoiava o candidato adversário. Se bem que foi Macedo quem começou, chamando seu novo desafeto de “profeta velho”, e questionando o motivo que o levou a trocar Marina por Serra.

Maledita política! Unindo e dividindo. Apaziguando velhas guerras e deflagrando novas. Mentiras foram ditas dos púlpitos. Calúnias foram divulgadas. Candidatos demonizados enquanto outros divinizados e transformados em verdadeiros messias.

E quanto aqueles que arriscaram profetizar quem seria o vencedor do pleito? Como Terra Nova e Valnice Milhomens poderiam explicar o fracasso de suas profecias? 

Engana-se quem imagina que a igreja cristã saiu forte deste pleito. Saiu sim, desacreditado. Jamais um líder espiritual deveria hipotecar seu apoio a quem quer que fosse. Deveríamos, antes, manter-nos isentos. Pelo menos, além da lisura do processo, também preservaríamos velhas amizades, e talvez, até fizéssemos novas. 

Acabo de receber um twitter de alguém se fazendo passar pelo Malafaia pedindo que todos postassem a tag #lutoBrasil. Por que luto? Porque meu candidato foi derrotado? Mesmo não tendo votado na candidata vencedora, sinto-me no direito e no dever de celebrar a vitória da primeira mulher presidente do Brasil. Assim como celebrei a vitória do primeiro negro presidente dos Estados Unidos. Isso não me obriga a concordar com sua política. Também não estou obrigado a aplaudir tudo que a Dilva Roussef fizer na qualidade de presidente do maior país da América Latina. Mantendo-me isento, tenho liberdade de aplaudir os acertos, e criticar os equívocos. E disso, não abro mão.

Viva a democracia!

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Rebecca Brown afirma que Lobisomens, Zumbis e Vampiros existem



Parece mais uma piada gospel, mas Rebecca Brown, famosa autora evangélica de muitos livros sobre Batalha Espiritual, afirma que existem mesmo Lobisomens, Zumbis e Vampiros. Veja os trechos abaixo retirado de dois de seus livros! 

Livro Prepare-se para a Guerra, capítulo 17 - Libertação: "[...]Além disso, vejo que os que praticam libertação coletiva, usualmente seguem um procedimento tal como subir num púlpito e ordenar a uma longa lista de demônios específicos que se manifestem e saiam. Já ouvi até ministros ordenarem a demônios de lobisomem que se manifestem e saiam! O que fariam, eu me pergunto, se alguém na audiência se transformasse num lobisomem e começasse a matar as pessoas? Eles lhe deram a permissão para fazer isso ao lhe ordenarem que se manifestasse!" 

Livro Ele veio para libertar os cativos, capítulo 7 - A disciplina na Irmandade "Elaine:[...]O sacrifício é outro método favorito para disciplinar. A Congregação fica em clima de horror, esperando saber quem será sacrificado. E estes são os desobedientes e aqueles que por um motivo ou outro tentaram sair da seita. Lobisomens, zumbis, vampiros e outros animais repugnantes também existem, vi muitos deles e Satã os mantêm muito bem guardados e vigiados. Ninguém pode controlá-los, exceto Satanás e seus mais poderosos demônios. Ele os usa, principalmente, para a disciplina. Nunca esquecerei um incidente em que um lobisomem foi enviado contra um homem, durante uma reunião. Este saltou e correu com o lobisomem rosnando atrás dele. Logo chegou à conclusão de que não conseguiria fugir do animal-humano, assim, sacou de uma magnum 357 e atirou contra ele, este, por sua vez, nem sequer vacilou. O que fez foi estraçalhar o homem todo. Ninguém na congregação ousou mover-se ou fazer qualquer ruído, com medo de ser o próximo." 

A versão brasileira dessa perturbação é Daniel Mastral, o qual diz ter saído desta mesma organização satanica mundial chamada de Irmandade. Entretanto sejamos sensatos... como pode uma coisa dessas ser encarado como testemunho de fé? E pior ainda quando isso é feito sem nenhum questionamento quanto a sua veracidade histórica, ou edificação da Igreja! Sabemos que satanismo existe, entretando este não existe nessa forma fantástica e fantasiosa que estes autores querem colocar pra vender seus livros... 

Texto Extraído de Creia e Pense

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Precisamos de mais uma Reforma ou mais que uma Reforma?






Hermes C. Fernandes

O assunto carro-chefe da reforma foi, sem dúvida, a justificação pela fé. Os reformadores se aperceberam que a igreja havia se tornado porta-voz da ‘justiça própria’, que é a tentativa do homem de alcançar a salvação por seus próprios méritos.

Tal pensamento resultou na cobrança de indulgências daqueles que almejavam alcançar a salvação.

Os reformadores deveras travaram uma luta hercúlea para resgatar uma das mais importantes doutrinas bíblicas. Suas cabeças foram postas a prêmio, sua reputação lançadas na lama, pelo simples fato de denunciarem os desvios doutrinários apregoados pela sé romana, desmontando assim seu esquema arrecadador.

A graça foi redescoberta. As superstições foram abandonadas. A soberania de Deus destronou a suposta autonomia humana. A arrogância humana definhou.

A justiça própria foi exposta como um trapo de imundície incapaz de estancar nossa hemorragia existencial.

Enfim, a reforma desferiu um golpe certeiro na religiosidade medieval. Conquanto este golpe tenha atingido em cheio o tronco da árvore, deixou intacta a sua raiz, possibilitando-a brotar novamente mais tarde. E de fato, brotou.

Se Lutero pudesse ver em que pé a igreja evangélica chegou, acho que coraria de vergonha. Muito daquilo que Lutero condenava na Igreja Católica de seus dias, tem sido largamente praticado pela igreja advinda de seu movimento, mas numa escala industrial. Sacrifícios, romarias, idolatria, fetiches, são apenas alguns dos sintomas apresentados por uma igreja adoecida e moribunda.

Por que a coisa chegou a este ponto? Seria culpa dos reformadores? Não. O problema é que eles combateram os sintomas, e não a verdadeira doença.

A doutrina da Justificação pela Fé estanca a hemorragia provocada pelo pecado, mas não cura a anemia.

Sem embargo, é importante combater a justiça própria, pois ela nada mais é do que um placebo, um me-engana-que-eu-gosto, ou quando muito, um trapo de imundície (o equivalente ao absorvente feminino). Contem o sangramento, mas não o estanca. É claro que é importante estancar a hemorragia, em vez de tentar contê-la com boas obras. Mas acima de tudo, é importante restaurar a saúde espiritual do ser humano. E pra isso, tem-se que combater o pecado.

Ora, o termo “pecado” significa “errar o alvo”. Qual o alvo original estabelecido por Deus à criatura humana? Essa resposta pode ser encontrada nos dois principais mandamentos de Deus.

...Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Mt.22:37-40).

Eis o alvo de nossa existência! Fomos feitos para o amor. E o alvo deste amor é Deus, e, por conseguinte, nossos semelhantes. Porém, ao cair, o homem desvirtuou-se do alvo, elegendo um novo alvo: seu próprio eu.

Quem disse que Deus ordenou que o homem amasse a si mesmo? O amor próprio é a essência do pecado. É o próprio pecado. Deus jamais nos ordenaria que pecássemos. Ao dizer que deveríamos amar a nosso próximo como a nós mesmos, ele não está endossando o amor próprio, mas condenando-o. Com efeito, Ele disse: O amor que vocês nutrem por si mesmos, devem dedicar aos outros em vez de a si. O “amor próprio” aqui entra apenas como um referencial, e não como algo louvável e que deva ser estimulado.

O amor próprio, também chamado “auto-estima”, tornou-se na mensagem central de muitos púlpitos em nossos dias. A Teologia da Prosperidade é sua filha caçula.

Todos os desvios doutrinários começam nele.

Por isso, acredito que uma reforma nos moldes da que aconteceu no século XVI não seria suficiente. Seria como tentar colocar vinho novo em odres podres. Precisamos de muito mais do que uma reforma. Precisamos de uma REVOLUÇÃO.

E esta revolução acontecerá quando redescobrirmos a mensagem central de Jesus: o AMOR. O amor que se volta inteiramente para fora de nós mesmos.

Quando a igreja cristã redescobrir o amor, e nele for batizada, ela deixará de existir para si mesma, a passará a existir em função dos que estão do lado de fora. Em vez de ficar buscando reformar-se mais uma vez, a igreja deve voltar sua atenção para o mundo, e trabalhar pela sua restauração.

Uma restauração que não acontecerá por impormos nossos pontos de vista, mas por lançarmos olhares compassivos para os necessitados e aflitos. Uma restauração/revolução que acontecerá quando, em vez de dedos a riste, o mundo encontrar em nós mãos estendidas.

Não precisamos de novas teses, e sim de uma nova práxis, fundamentada na verdade e no amor, fonte de toda graça.

Quinta-feira, Outubro 28, 2010

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Consumido pela Culpa


Carlos Moreira



Sem pecado, não há transgressão. Sem transgressão, não há punição. Sem punição, não há culpa. Está comprovado, pela escuta psicoterapêutica e pela leitura de nossa história, que a culpa existe desde nossa origem, faz sofrer, e sua recordação nos acompanha em nossa trajetória existencial.

Para definirmos de forma clássica a culpa, podemos afirmar que ela é algo que se refere à responsabilidade atribuída à pessoa por um ato que provocou prejuízo material, moral ou espiritual a si mesma ou a outrem. Segundo Wikipédia, no sentido subjetivo, a culpa é um sentimento que se apresenta à consciência quando o sujeito avalia seus atos de forma negativa, sentindo-se responsável por falhas, erros e imperfeições. No sentido objetivo, ou intersubjetivo, a culpa é um atributo que um grupo aplica a um indivíduo, ao avaliar os seus atos, quando esses atos resultaram em prejuízo a outros ou a todos. 

Provavelmente foi Freud quem mais fez análises sobre os mecanismos geradores de culpa. Para ele, a idéia de uma onipresença da culpa, que se manifesta de múltiplas formas e que é fundamentalmente inexpiável, é o mais importante problema no desenvolvimento das sociedades humanas. Freud analisa em obras como Totem e Tabu e Mal Estar da Civilização, as diversas etapas de constituição da culpa, indo desde a angústia social até os sentimentos inconscientes. 

Você se sente culpado por algo que fez? Você se sente culpado pelo destino de outros? Já experimentou um vazio no ser por pensar que poderia ter feito algo de forma diferente, ou tomar outra decisão a respeito de determinado assunto, ou mesmo ter escolhido outro caminho ou propósito na vida? Eu não tenho dúvidas em afirmar que a culpa é uma das mais poderosas forças que existem. E mais, sei que a serpente se alimenta do pó da terra, ou seja, das produções emocionais e psíquicas dos seres humanos, em particular daquelas emanadas de seus desencontros e contradições. Na prática, isto cria um círculo vicioso tal que a pessoa passa a se “alimentar” da própria culpa que produz. 

Terça-feira, Outubro 26, 2010

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Não tenho tudo o que amo, mas...


Por Hermes C. Fernandes


Há uma frase encontrada em muitos adesivos de carro que diz: “Não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho”. Pode parecer um algo inocente, e até coerente, mas no fundo expressa um dos maiores mal-entendidos da história humana. Trata-se da coisificação do amor.

As coisas estão aí para serem usadas, e não amadas. Enquanto que as pessoas deveriam ser amadas, em vez de usadas. Portanto, há aí uma inversão de valores. Esse tipo de amor é completamente antagônico ao tipo de amor apresentado nas Escrituras. Não devemos investir afeição demasiada naquilo que possuímos, posto que tudo isso é passageiro. Somente o amor às pessoas é maior do que a morte, sobrevivendo a ela.[1]

Pelo fato da alma humana ser eterna, seu amor deve ser devotado a algo igualmente eterno. Razão pela qual o apóstolo João nos alerta: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele (...) Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.[2]

Em vez de amar as coisas deste mundo, devemos e podemos usá-las, sem jamais abusar delas,“pois a aparência deste mundo passa”.[3]

Não devemos usar pessoas para alcançar as coisas que amamos. Devemos, sim, usar as coisas para beneficiar as pessoas que amamos. Como disse John Piper, “dedicar sua vida a confortos e prazeres materiais é como jogar dinheiro pelo ralo. Investir a vida no esforço do amor rende dividendos de amor insuperáveis e intermináveis”. E mais: “Há mais felicidade em amar do que em viver no luxo!”[4] E ele arremata: “Os prazeres mais profundos e satisfatórios que Deus nos dá pela criação são dádivas gratuitas da natureza e de relacionamentos amorosos com pessoas”.[5]

[1] Cantares 8:6[2] 1 João 2:15,17[3] 1 Coríntios 7:3[4] Piper, John, Teologia da Alegria, Sheed Publicações, 2001, p.105[5] Ibid. p.159

Extraído do livro "Amor Radical", de autoria de Hermes C. Fernandes

Segunda-feira, Outubro 25, 2010

3

Nasce Mikaela, mais uma estrela da nossa constelação


Justamente no dia em que minha filha Rayane fez 20 anos, fomos surpreendidos com o nascimento de Mikaela, filha de meu irmão caçula Cecílio Jr. e de sua esposa Léia. Por incrível que pareça, faltavam apenas dois minutos para o dia seguinte.

Mikaela nasceu com 3.075 kg. e é a neta de número 12 de meus pais. O time inteiro é formado por: Rayane, Rhuan e Revelyn (meus filhos), Carolina, Esther e Alexandre (Odisséa), Jonathan e Vitória (Elias), Pedro Cecílio e Gabriel (Odília), Milena (Mirilayne) e agora... MIKAELA!

Como o Junior é quase meu filho, posso dizer que Mikaela é quase minha neta (rs). Tô até me sentindo mais velho.

Seja bem-vinda, Mikaela. O futuro te espera.


Domingo, Outubro 24, 2010

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Minha filha Rayane fez 20 anos hoje!

Revelyn, nossa caçula, Tânia, Rayane, eu e Rhuan

Há exatos 20 anos, num hospital do Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro, nascia nossa filha Rayane. Aproveitamos uma viagem que fizemos a Stuart, para o casamento do sobrinho da Margareth, que foi minha professora de Direito e Economia na Brasil, para comemorarmos o aniversário de nossa eterna menina.

Ela foi o instrumento de Deus através do qual, há quinze anos, eu pude conhecer a Sua surpreendente graça.

Aos vinte e cinco anos, meu ministério sofreu uma reviravolta. Deus presenteara a mim e a minha esposa Tânia com uma filha especial. Aos cinco anos, Rayane jamais andara ou falara. Depois de recorrer a vários especialistas, ouvimos de uma médica boliviana na ABBR do Jardim Botânico que nossa filha jamais andaria. Isso embaralhou minha cabeça. Como eu poderia continuar pregando o Evangelho, se minha própria filha era impossibilitada de andar? Como as pessoas dariam crédito à minha pregação?

Numa manhã de sábado acordei com um forte desejo de orar. Pedi à minha esposa que não queria ser interrompido. Tranquei-me no quarto comecei a me desabafar com Deus.

Minhas palavras foram mais ou menos assim: - Senhor, não é justo que minha filha continue assim. Lembra de tudo o que tenho feito pela Tua obra. Lembra que tenho gasto toda minha juventude pra Ti. Lembra dos meus sacrifícios. Meu pai tem dedicado trinta anos de sua vida em Tua obra. Até quando, Senhor, minha filha será a vergonha do meu ministério? Era como se eu estivesse cobrando de Deus a sua cura, respaldado em meus méritos pessoais.

De repente, senti que algo estava acontecendo. Calei-me, e aguardei. Uma voz doce e suave dirigiu-se ao meu coração: - Desde quando suas boas obras lhe dão o direito de me cobrar alguma coisa? Eu não lhe devo nada. E o que eu faço na vida do homem, não é por seus méritos, mas pela minha Graça.

O conceito de graça desafiava meu entendimento e contrariava boa parte daquilo que havia aprendido acerca das coisas de Deus. Mesmo relutante, abri minha Bíblia, e comecei a ler a carta de Paulo aos Romanos. A sensação que eu tinha era de que vendas haviam sido retiradas dos meus olhos. Estava tudo ali. E eu, nascido e criado na igreja, pastor há oito anos, ainda não havia percebido. Foi, de fato, uma revelação. Escamas caíram dos meus olhos. Uma indizível alegria tomou de assalto o meu coração.

Eu e Tânia resolvemos marcar um culto de ação de graças pela vida de Rayane. Pela primeira vez, expus publicamente o problema de nossa filha. Até aquele dia, eu sempre orientava minha esposa a manter nossa filha fora dos olhares curiosos dos irmãos da igreja. Elas costumavam se sentar no último banco, e antes que o culto terminasse, Tânia a levava para meu gabinete.

Dias depois, num culto de Domingo a noite, no momento do ofertório, minha esposa tirou da bolsa uma oferta. De repente, Rayane tomou o dinheiro de sua mão, levantou-se, e foi caminhando até a frente do púlpito. Todos ficaram pasmados, inclusive eu. Alguns, emocionados, começaram a chorar. E eu, com a voz embargada, não sabia como reagir àquilo que Deus fazia diante dos meus olhos. Minha filha, finalmente, caminhava pela primeira vez, sem jamais sequer ter engatinhado!

O que aprendi com Rayane

Aprendi a vencer pelo silêncio, a não me preocupar em provar nada pra ninguém.

Rayane me mostrou que é da fraqueza que Deus tira a fortaleza. Que a vergonha de hoje, é a glória de amanhã. Sem qualquer palavra, Rayane nos tem transmitido o mais belo sermão de amor e graça.

Obrigado, filha. Obrigado, Senhor, por nos ter confiado uma vida tão preciosa.

Quando o mundo me decepcionar, olharei para seus olhos puros e meigos, e recobrarei meu ânimo e esperança de um mundo melhor.

Te amo tanto, Ray! Feliz Aniversário!

Sexta-feira, Outubro 22, 2010

3

Cansei deste Evangelho Enlatado "Made in USA".

Quinta-feira, Outubro 21, 2010

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E se Deus nos tirasse pra dançar?



Hermes C. Fernandes

Hoje estive pensando um pouco mais sobre o episódio em que Mical, de sua janela, desprezou e censurou a Davi enquanto este dançava à frente da Arca da Aliança, em seu cortejo de volta a Jerusalém.

Dissemos num artigo anterior que para Mical, o que lhe dava o direito de julgar seu marido daquela maneira era o senso de valor próprio e o senso de justiça própria.

O primeiro, porque Davi havia lhe atribuído um valor maior do que Saul, pai de Mical, pedira como dote.

E o segundo, porque Mical havia livrado a Davi de ser assassinado pelos servos de seu pai, dando-lhe fuga pela janela de seu quarto.

Foi daquela mesma janela que Mical o desprezou. Ela se achou no direito de fazê-lo.

Fiquei imaginando se essa história não poderia servir como analogia de Cristo e a Sua Igreja.

Como Mical, muitos cristãos se acham no direito de desprezar o que Deus está fazendo do lado de fora dos seus arraias religiosos.

Afinal de contas, Deus lhes atribuiu valor muito maior do que de fato mereciam. O preço pago por sua redenção foi o sangue de Jesus. No caso de Mical, seu dote custou a morte de duzentos filisteus. No caso da Igreja, seu dote custou a morte do Filho de Deus.

O que deveria nos envergonhar, tornou-se no motivo de nossa soberba. Achamo-nos mais importantes do que o resto do mundo.

Da janela de nosso edifício teológico, desprezamos o Deus que dança com o resto da criação. Este Deus não é monopólio de ninguém. Ele é Espírito, e o Espírito é livre para soprar e dançar onde quiser.

Além desse senso de valor próprio, os cristãos também têm nutrido um profundo senso de justiça própria.

Achamos que nossas boas obras foram capazes de nos tornar credores de Deus. Se antes, nós é que tínhamos uma dívida com Ele, agora, Ele é quem nos deve. Concluímos que nossas boas obras fazem com que o preço pago por nós seja devidamente compensado. É como se estivéssemos quites com Deus. Quanta pretensão!

Em lugar de gratidão, vaidade. Em lugar de humildade, presunção.

Até quando os cristãos desprezarão o Seu Deus? Até quando se incomodarão com o que Deus está fazendo para além dos muros eclesiásticos? Até quando censurarão e repudiarão o Deus dançarino?

Tornamo-nos como o irmão mais velho do filho pródigo. Recusamo-nos a participar da festa de arromba promovida pelo Pai por causa do filho que retornou. Só dançamos se a festa for nossa, se o baile for gospel!

O desprezo de Mical a Davi lhe rendeu esterilidade por toda a vida. Até que ponto a igreja cristã também não tem se tornado estéril em nossos dias por desprezar o que Deus está fazendo lá fora?

Só há uma maneira de reverter este quadro de esterilidade espiritual: descer de nossas torres eclesiásticas e aceitar o convite que Cristo nos faz: Quer dançar comigo?

Quarta-feira, Outubro 20, 2010

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Davi e Mical: Um Poema sobre uma igreja enciumada


Da minha janela eu O observava dançar
Enquanto Ele festejava, eu a me escandalizar
Onde já se viu
Um Rei dançarino?
Ou quem previu
Tamanho desatino?
Da minha janela eu fui capaz de julgar
Aquele que Sua vida entregou de tanto me amar
Será que esqueceu
o quanto lhe custei?
Ou não percebeu
O quanto vale um rei?

Da minha janela fiquei a pensar
Se terá valido a pena tudo que renunciei
Da minha janela fiquei a ponderar
Cumpri tudo que Ele ordena, jamais O abandonei

Será que Ele não percebe o quanto Se expõe?
O quão vulgar parece aos olhos do Mundo?
Será que não percebe o quanto me expõe?
Que o meu amor por Ele é bem mais profundo?
Pensei que eu fosse Sua única alegria
Mas enquanto eu lamentava, Ele sorria
Me sinto tão mal, me sinto traída
Eu mal cheguei, e Ele de saída

Que Ele fosse só meu é o que eu queria
Mas Ele jamais prometeu que só a mim amaria
Seu amor não cabe dentro de quartos
Ele toma ruas e avenidas pra que todos sejam fartos
Lá fora todo mundo a sorrir
E eu pensando: ah se Ele viesse me buscar
Finalmente, não pude resistir
Quando me tirou pra dançar


Autor: Hermes C. Fernandes

Domingo, Outubro 17, 2010

7

Seguindo as pistas certas


Por Hermes C. Fernandes

A contagem regressiva já havia começado. Em algumas horas, Jesus seria entregue aos Seus algozes. Ainda assim, Ele desejou celebrar a última festa com Seus discípulos. Não era uma festa comum. Tratava-se da mais importante celebração do povo judeu: a Páscoa.

Já havia o propósito, só faltavam os preparativos. Jesus, então, envia Pedro e João com a missão de preparar-Lhe a Páscoa.

Imbuídos da missão, eles perguntam: "Onde queres que a preparemos?" (Lc.22:9).

Não basta o propósito certo, no momento certo. Importa saber o lugar certo. É Deus quem determina o lugar que servirá de cenário para a execução de Seu propósito.

Jesus poderia simplesmente dar-lhes um endereço. Seria mais conveniente. Mas Ele não costuma ser tão óbvio. Ele prefere nos dar pistas, para que encontremos por nós mesmos o lugar escolhido.

2

Por que sou um sonhador?



Hermes C. Fernandes

Porque a alternativa é aceitar a realidade tal como é, sem qualquer esperança de mudança. Prefiro ser um sonhador a ser um cínico, que se entrega cegamente ao fatalismo.

Sonhadores são cúmplices de Deus na realização de Sua obra restauradora. Sonhadores são seres subversivos, que não se ajustam aos padrões vigentes. São rebeldes com causa! São seres pertencentes a outro mundo... um mundo ainda a ser criado.

São seres de outro tempo. Vieram do futuro pra nos avisar que tudo pode ser diferente.

É verdade que os sonhadores são ingênuos. Mas é essa ingenuidade infantil que subverte a ordem. É das crianças o Reino dos céus!

Sonhos são a matéria prima de que é feito o futuro. Deixar de sonhar é suicidar-se, é morrer estando vivo, é desistir de viver.

E quando os velhos sonham, os jovens têm visões. Adultos sonhadores produzem jovens visionários.

Prefiro o legado dos sonhadores à herança dos perversos.

Quanto ao passado, sou seu aluno, não seu refém.

Sou um sonhador, e nada mais. Mas estando em Cristo, sei que sou capaz.

Sábado, Outubro 16, 2010

0

O valor da iniciativa ... (Belo exemplo)

Sexta-feira, Outubro 15, 2010

13

Trauma de igreja


Por Marcio Rosa

Maria estava feliz por ter abraçado a fé cristã, empolgada com a possibilidade de caminhar com Deus. Num dia de evento especial em sua igreja o pregador, em dado momento da reunião, faz uma oração, lançou seu paletó sobre a pequena multidão e dezenas caíram no chão, em transe. Maria, sem entender direito o que estava acontecendo, ficou em pé observando as pessoas. O indigitado pastor, ao microfone, chamou aquela mulher e disse que ela estava com o coração endurecido e, caso não caísse, era porque estava cheia de demônios. Maria quase entrou em pânico, porque todos os olhares se voltaram contra ela. Tentou explicar que não estava endemoninhada, mas não foi ouvida. As pessoas a cercaram e começaram a expulsar o demônio e a ministrar a unção para que ela caísse. Ela começou a chorar e a dizer que não tinha demônio algum, que amava a Deus, mas ninguém lhe deu ouvidos. Em pânico, caiu desfalecida, para delírio de todos os presentes.

Dolores tinha já alguns anos de vida cristã quando sua comunidade aderiu a um movimento que seria, segundo os organizadores, aquele que reavivaria definitivamente a igreja. Quem estivesse de fora, estaria fora da vontade de Deus. Ela tinha que prestar contas de tudo o que acontecia em sua vida para uma pessoa da igreja, inclusive de sua vida conjugal, e não podia tomar nenhuma decisão sem antes obter a permissão dessa pessoa. Quando queria sair com o marido precisava pedir permissão. Caso fosse negada, adeus jantar romântico. Tinha que obedecer a igreja. Um belo dia o marido de Dolores, depois de muito desgaste, trocou-a por outra mulher que estava disposta a sair com ele e a viver uma vida conjugal madura e livre de interferências externas. Dolores viu-se aflita, recorreu a várias correntes de oração para ter seu marido de volta. Nada aconteceu.

Quinta-feira, Outubro 14, 2010

1

Surfando nas Ondas do Espírito no Hawaii!



Conheci o Pr. Luiz Henrique há alguns meses, num momento em que enfrentava um grande desafio. Nosso primeiro contacto foi pelo Orkut. Tempos depois, quando chegava de uma caminhada (aproveito enquanto me exercito para orar), recebi o telefonema deste homem de Deus, que, usado pelo Espírito Santo, me trouxe exatamente as palavras que precisava ouvir. Nasci, então, uma amizade. Só recentemente nos conhecemos pessoalmente, quando veio participar de uma convenção aqui em Orlando. Tivemos a alegria de jantarmos juntos com meus filhos e sua esposa.  Sempre nos falamos por telefone e por internet. Ontem, mais uma vez, Deus usou seus lábios para me abençoar.

 Seu trabalho à frente da Primeira Igreja Brasileira no Hawaii é digno de nota. Não deixe de assistir ao vídeo. Difícil é não se emocionar vendo as pessoas sendo batizadas na quebrada das ondas hawaianas. Como ele, há milhares de pastores brasileiros espalhados pelo mundo, levando a Palavra transformadora do Evangelho aos mais distantes rincões.

 Quero usar meu blog para divulgar o trabalho destes abnegados homens e mulheres de Deus. Se você é um pastor brasileiro no Exterior e busca por conexão com outros pelo mundo afora, acesse o blog Umbrella Internacional e junte-se a nós.

Fico imensamente feliz de poder contribuir de alguma forma com este extraordinário trabalho.

ALOHA!

5

A cápsula e os resgates



Por Luciana Rodrigues


Começou o resgate dos 33 mineiros do interior da Mina de San José, no Deserto de Atacama, na Região Norte do Chile. A cápsula Fênix, pintada de branco azul e vermelho, cores da bandeira chilena, levando um socorrista, começou a descer exatamente às 23h20min. Os mineiros estão há 69 dias presos na mina há uma profundidade de cerca de 700 metros.

Enquanto a cápsula Fênix descia até o local onde os mineiros estão abrigados, o presidente do Chile, técnicos, socorristas e parentes dos mineiros cantavam o Hino Nacional chileno.
O primeiro a deixar a mina foi Florencio Avalos, de 31 anos. Os primeiros resgatados serão os mais ágeis e com melhores condições psicológicas, seguidos pelos mais idosos e doentes e, por fim, os mais fortes.

Fonte: Agência Brasil
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Enquanto eu assistia, em oração aos dois primeiros resgates dos mineiros no Chile, meu coração subitamente, encheu-se de alegria, pois lembrei-me do meu próprio resgate.

Foi igualmente dramático, eu estava certamente a uma profundidade bem maior que a dos mineiros no Chile. O ar já havia se tornado rarefeito... Tudo em mim doía intensamente; a sede, a fome, o frio que invadia minha alma ali eram assustadores...

Quarta-feira, Outubro 13, 2010

2

Maria e o Reencontro da Igreja com a Criação



Por Hermes C. Fernandes 

“Sabemos que toda a criação geme como se estivesse com dores de parto até agora. Não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos...” Romanos 8:22-23

Através deste texto, nos deparamos com a figura de duas grávidas, à semelhança de Maria e sua prima Isabel. Trata-se, primeiramente, da Criação como um todo, e em segundo lugar, nós, a Igreja de Cristo.

A Criação está grávida de uma nova Terra, enquanto a Igreja está grávida de um novo Céu. Há um parentesco entre ambas, e a gravidez de ambas está intimamente relacionadas, sendo parte de um único propósito, que deve se cumprir "assim na Terra como no Céu".

Terça-feira, Outubro 12, 2010

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A Padroeira e os Desapadronados



Julio Zamparetti



Eram aproximadamente seis horas da manhã quando fui acordado por estouros de foguete que partiram da casa de um de meus vizinhos que duvido veementemente que o infeliz já tenha ido a alguma missa nesse horário. Aliás, é bem possível que ele só compareça à igreja por ocasião de casamentos e funerais. Me pergunto, então: o que faz um sujeito se fazer tão “fervoroso” no dia da padroeira?


Como estudioso do assunto, reservo-me o direito de responder a essa indagação. A falta de conhecimento é o que leva as pessoas a essa fé estranha ao cristianismo autêntico.

Desconhecem o sentido da palavra ‘padroeiro’. Embora a igreja romana tenha atribuído seu significado aos santos escolhidos para intercessores de uma comunidade, classe operária, grupo étnico ou religioso, o sentido etimológico nada tem a ver com isso. Etimologicamente, a palavra ‘padroeiro’ (conjunção de padro(m) = padrão, mais eiro = fazedor) significa fazedor de padrão, assim como ‘padeiro’ significa fazedor de pão. 




Segunda-feira, Outubro 11, 2010

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Pra quem se impressionou com o filme espírita "Nosso Lar"


A Cidade Espiritual, segundo o Filme.

Imagine a seguinte cena: Chego à casa de uma família, e vejo uma irmã em Cristo emocionada com a Novela espírita "A Viagem", exibida pela Globo há uns anos. Sim, para ela era emocionante observar dois espíritos desencarnados que se amaram aqui na terra se reencontrarem no seu novo lar. Há pouco tempo, o filme sobre Chico Xavier também causou elogios de lábios "cristãos", do tipo: "Como um homem tão bom não poderia ser salvo?", "Achei lindo o filme. Lembrou até a bondade de Jesus" e "Posso até discordar da doutrina espírita, pastor, mas que o filme emociona, ah emociona!" Prefiro nem comentar como uma pessoa se rotula cristão pode se "jumentalizar" quanto à doutrina da graça e se deixar emocionar por fábulas. Então, se preferir assistir ao filme "Nosso Lar", baseado no livro de Chico Xavier com o mesmo nome, que narra o encontro de espíritos desencarnados num "lindo local" e apregoa como jamais se viu a doutrina antibíblica da reencarnação, vá em mente com as seguintes pérolas extraídas de livros espíritas e decida se essa ficção espírita merece crédito:

Sexta-feira, Outubro 08, 2010

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Tomei coragem


Rubem Alves

"Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece", observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo. Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega: "Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos". Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem.

Vou dizer aquilo sobre o que me calei: "O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo. Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo. Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere.


Quinta-feira, Outubro 07, 2010

2

O Beijo do Todo-Poderoso

Toda história da revelação é a da conversão progressiva de um Deus visto como Deus de poder a um Deus adorado como amor. E dizer que Deus é amor é dizer que Deus é todo amor.

Tudo está neste “É TODO”. Eu os convido a passar pelo fogo da negação, pois só além dele é que a verdade realmente se destaca. Deus é Todo-poderoso? Não. Deus é todo Amor, não me venham dizer que ele é Todo-poderoso. Deus é infinito? Não, Deus é todo Amor, não me falem de outra coisa. Deus é sábio? Não. Eis o que chamo atravessar o fogo da negação: é absolutamente necessário passar por isso. A todas perguntas a mim dirigidas, responderei: não! não! Deus é todo Amor.

Dizer que Deus é Todo-poderoso é propor como pano de fundo um poderio que se pode exercer pela dominação, pela destruição. Há seres suficientemente poderosos para a destruição (vejam Hitler, que matou seis milhões de judeus). Muitos cristãos propõem o Todo-poderoso como pano de fundo e depois acrescentam: Deus é amor, Deus nos ama. Isso é falso! O amor é que é todo-poderoso. Se Deus é Todo-poderoso, ele o é pelo amor, o amor é que é Todo-poderoso.


Quarta-feira, Outubro 06, 2010

5

Pegos em flagrante pela LUZ



Hermes C. Fernandes


“Pois outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Andai como filhos da luz. Pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade, descobrindo o que é agradável ao Senhor. E não vos associeis com as obras infrutuosas das trevas, antes, porém, condenai-as. Pois o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é vergonhoso. Mas todas as coisas manifestas pela luz tornam-se visíveis, pois é a luz que a tudo manifesta” (Ef.5:8-13).

As trevas representam a ignorância na qual a humanidade alienada de Deus está mergulhada. Ao virmos para luz que é Cristo, tornamo-nos também luz, isso porque “aquele que se une ao Senhor é um só espírito com ele” (1 Co.6:17). Por isso, assim como Ele Se apresenta como a luz do mundo, também diz que somos a luz do mundo (confira: Jo.8:12; Mt.5:14). Não há aqui qualquer contradição. Como disse Paulo, somos luz no Senhor! O propósito de Deus é que sejamos “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa”, entre a qual devemos resplandecer “como astros no mundo” (Fp.2:15). Não somos luz para nós mesmos. Somos luz para o mundo! Nosso papel não é iluminar a cabine do carro, mas a estrada à sua frente. Imagine um carro cujos faróis estivessem voltados para o seu interior!

Com a chegada do Outono aqui no Hemisfério Norte, cada dia escurece um minuto mais cedo. Com isso, os treinos do time de futebol onde meu filho tem jogado têm sido prejudicados. Durante o verão os meninos treinavam das 18h às 20:30h, indo às vezes até as 21h. Agora, quando são 19h já está bem escuro. Mesmo assim, eles ainda conseguem treinar até as 19:40h., com a ajuda dos faróis dos carros dos pais. Como o campo não tem iluminação, a saída foi apelar para a luz dos faróis. É em meio às trevas que devemos resplandecer a luz do amor de Cristo. João diz no início do seu Evangelho, que “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram sobre ela (...) A luz verdadeira que ilumina a todos os homens estava vindo ao mundo” (Jo.1:4-5,9). O destino desta luz é iluminar a todos os homens, e não apenas àqueles que aderiram à nossa denominação ou credo religioso. 


Terça-feira, Outubro 05, 2010

8

Onde foi que eu errei? O que está acontecendo com os filhos de pastores?



Por Hermes C. Fernandes


“Onde foi que eu errei?” Este era o bordão de um personagem protagonizado por Jorge Dória em um programa humorístico da TV brasileira e expressava a desilusão de um pai que havia criado o filho na expectativa de que fosse um garanhão, ao se dar conta de que seu filho era gay. Talvez por não ser considerado politicamente correto, o quadro acabou extinto.

Recentemente o filho adotivo do bispo Edir Macedo protagonizou um episódio escandaloso em que aparece em vídeos postados no Youtube, fazendo gestos obscenos e indicando simpatia com o satanismo. Moysés foi adotado quando sua mãe o deixou recém-nascido na porta da Igreja Universal na Abolição, RJ. Como não tinha filho varão, Macedo resolveu adotá-lo. Ao chegar à adolescência, demonstrou ter talento musical, e foi lançado pela gravadora Line-Record, primeiro como cantor gospel, e depois, como cantor pop. Uma de suas músicas entrou na trilha sonora de uma novela da emissora do pai. Apesar da criação cristã que recebera ( sem levar em conta as doutrinas da igreja de seu pai… ), rebelou-se, tornando um motivo de constrangimento para sua família e toda a direção da igreja. Infelizmente, este não é um caso isolado.

Como Moyses, muitos outros filhos de pastores têm se rebelado contra tudo o que aprenderam. Um exemplo é o filho de Billy Graham, o maior evangelista do século XX. Franklyn Graham envolveu-se com drogas, abandonando os princípios nos quais seus pais o educaram. Somente aos 22 anos teve um encontro real com Cristo, e hoje é o herdeiro do ministério de seu pai. Outro caso que tem repercutido na mídia é o de Katy Perry, filha de pastores pentecostais, que recebeu uma criação rigída, chegando a cantar no coral da igreja, e hoje está entre as principais estrelas da música pop mundial. Canções que fazem apologia ao homossexualismo feminino estão em seu repertório, para vergonha de seus pais. Numa recente entrevista à revista Rolling Stone, Perry declarou que apesar de sua contuda mundana, ainda cultiva o hábito de falar em línguas.

Fica a pergunta: o que estaria acontecendo com os filhos dos pastores?

Segunda-feira, Outubro 04, 2010

5

Sorria, você está sendo MANIPULADO!


1 – A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO - O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais”.


Domingo, Outubro 03, 2010

2

Igrejas ou Museus? Qual a diferença?

Sábado, Outubro 02, 2010

5

Oração pelo Destino do Brasil



Senhor Todo-Poderoso,

Humildemente nos dirigimos a Ti para rogar em favor de nossa nação.

Te agradecemos por vivermos num regime democrático, onde temos a oportunidade de eleger nossos governantes e representantes. Todavia, somos uma democracia jovem. Como um pássaro criado na gaiola, que uma vez solto, vôa desengonçado, deixamos a tutela de uma ditadura militar e ainda estamos apredendo a votar. Em pouco mais de vinte anos de democracia, já apanhamos tanto, Senhor. Deixamo-nos enganar pela aparência de quem se apresentava como “caçador de marajás”. Depois fomos às ruas pedir sua cassação. Fomos governados por um intelectual respeitado no mundo inteiro, e em seguida, por um operário que encarnou os sonhos das massas. Ambos tiveram dois mandatos. Ambos acertaram, mas também cometeram seus equívocos. Alianças duvidosas foram feitas. Erros acobertados. Mas apesar disso, sobrevivemos. Vencemos a inflação. Conquistamos o respeito internacional. Não há como negar. Temos razões para agradecer.

A despeito de todo o progresso, ainda convivemos com algumas mazelas que carcomem nosso tecido social como um câncer. Já não podemos suportar tanta corrupção. Sentimo-nos envergonhados de fazer desta praga parte de nossa cultura. Até os românticos e idealistas se deixam vencer por seu assédio.

4

O que está por trás do fenômeno Tiririca

Sexta-feira, Outubro 01, 2010

9

Em seus passos em quem votaria Jesus?



Confesso que passei este período eleitoral quase que inteiramente evitando tocar no ponto nevrálgico chamado POLÍTICA...confesso que tentei, mas não consegui! Foi mais forte do que eu e preciso expressar em poucas (se possível) e neutras linhas (será possível?) um pouco do que vislumbram meus olhos e meu coração.

Ouvi alguém dizer que para política, religião e futebol não é necessário utilizar a razão e sim a paixão. Será mesmo?

Em relação à questão religião já ensaiei alguma coisa aqui no blog, quanto à questão futebolística me divirto muito, adoro implicar com qualquer um que não seja são paulino, adoro deixar alguns ardorosos torcedores irritados e nervosos (sim, às vezes eu provoco além da medida – sou ré confessa dessa prática), mas quanto à política, realmente me sinto pisando em ovos.

Creio que podemos e devemos ser pessoas informadas, a alienação política é um dos grandes causadores desse caos que hoje chamamos de GOVERNO em nosso país.