
Por Hermes C. Fernandes
Muito se tem discutido sobre a legitimidade do dízimo durante o regime da Nova Aliança. Para muitos, com o fim da Lei, encerra-se também a obrigatoriedade do dízimo. Vamos deixar as paixões de lado, e examinar o assunto com o coração aberto.
De fato, o dízimo figura nas Escrituras Sagradas mesmo antes da instituição da Lei. Portanto, o Dízimo já era praticado muito antes de Moisés receber as tábuas no Sinai. O escritor de Hebreus diz que o patriarca Abraão separou o dízimo de tudo, e o entregou a Melquisedeque, sacerdote de Salém. Nesta passagem é dito que o fato de Abraão lhe haver entregue o dízimo demonstrava o quão grande era Melquisedeque (Hb.7:4). Portanto, tributar-lhe o dízimo de tudo era o mesmo que reconhecer sua superioridade. Abraão, o menor, foi abençoado por Melquisedeque, o maior (7:7).
Ainda não havia templo em Jerusalém, nem mesmo havia sido instituído o sacerdócio levítico, mas isso não impediu que o patriarca entregasse seus dízimos. Portanto, cai aqui a idéia de que os dízimos só valiam enquanto houvesse um templo para ser mantido. O Dízimo já era praticado muitos antes de haver templo em Jerusalém.
Somente séculos depois, com a instituição da lei, os filhos de Levi foram autorizados por Deus a“tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos” (v.5). Neste caso, “recebem dízimos homens que morrem” (sacerdotes levíticos), mas no caso de Melquisedeque, figura de Cristo, “os recebe aquele de quem se testifica que vive” (v.8). Portanto, onde haja sacerdócio, ali também haverá quem receba dízimos.
Alguém poderá objetar dizendo que não há nenhuma palavra sobre o dízimo no Novo Testamento. Ledo engano! O próprio Jesus o endossou ao censurar a hipocrisia dos religiosos de Seu tempo:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas negligenciais o mais importante da lei, a justiça, a misericórdia e a fé. Devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (Mt.23:23).
Mais claro que isso? Impossível. Jesus não os censurou por darem o dízimo, e sim por omitirem aspectos mais importantes da lei. Deveriam ser zelosos tanto na entrega do dízimo, quanto na observação da justiça, da misericórdia e da fé. E repare quão detalhistas eles eram. Davam o dízimo até do tempero da comida!
Pode até parecer legalismo de Sua parte, mas Jesus declarou que se a nossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entraremos no reino dos céus (Mt.5:20).
A graça nos ensina a ir muito além do dízimo!
Por que Paulo e os demais apóstolos não precisaram ensinar sobre o dízimo? Porque para os cristãos primitivos, dar o dízimo era fichinha. Eles aprenderam a ir muito além do dízimo.
Também convém salientar que se os apóstolos fossem contrários ao dízimo, eles teriam combatido-o com a mesma veemência com que combateram a circuncisão (também anterior à Lei).
Entregar 10% de nossos rendimentos é dar o que já é esperado. Jesus nos ensinou a transpor os limites das expectativas que nos são postas.
Veja o que Ele diz sobre isso:
“Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. E se alguém quiser demandar contigo e tirar-te a túnica deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mt.5:39b-41).
Este princípio também se aplica à questão das contribuições na igreja. E podemos ver um exemplo disso na segunda epístola de Paulo aos Coríntios, onde o apóstolo dos gentios dá testemunho da surpreendente atitude dos irmãos das igrejas da Macedônia. Devido à sua pobreza, Paulo quis poupá-los de ter que enviar ofertas para a igreja em Jerusalém. Porém eles imploraram para participarem desse privilégio (2 Co.8:4).
“Sua profunda pobreza transbordou em riquezas de sua generosidade. Pois segundo as suas posses ( o que eu mesmo testifico), e ainda ACIMA DELAS, deram voluntariamente (...) E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus” (vv.2b-3,5).
Entregar o dízimo é dar de acordo com a nossa posse.
Uma das coisas que me causam admiração no dízimo é que ele nivela a todos dentro da congregação. Ninguém dá mais, nem menos. Tanto o dízimo de um empresário bem-sucedido, quanto o de uma empregada doméstica têm o mesmo valor, a décima parte.
Porém, somos desafiados pelo Senhor a sermos imitadores das igrejas da Macedônia, transpondo a lei do Dízimo, e dando além de nossas posses.
Interessante que Paulo dá testemunho da generosidade dos Macedônios em sua carta aos Coríntios, e ao mesmo tempo diz que se gloriava da prontidão dos Coríntios perante os Macedônios (9:2). Generosidade e prontidão devem andar de mãos dadas.
Se deixarmos a obra de Deus por último, talvez não sobre nada. Temos que aprender a colocar o reino de Deus em primeiro lugar. Nossas contribuições, sejam a título de dízimo ou de oferta, devem ser preparadas de antemão, e que sejam expressão de generosidade, e não de avareza (v.5).
Muita gente dá o dízimo como o desencargo de consciência. Acham que já estão fazendo muito. O dízimo deve ser considerado o piso, e não o teto de nossas contribuições.
A mesma passagem usada pelos pregadores para exortar a igreja a ser fiel nos dízimos, também menciona outro tipo de contribuição que estava sendo sonegado. Repare no que diz a passagem em questão:
“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas” (Ml.3:8).
Nem todo mundo está devidamente familiarizado com a expressão “oferta alçada”. A maioria de nós sequer ouviu falar disso. Oferta alçada é qualquer oferta cujo valor exceda o valor do dízimo.
O que os cristãos macedônios estavam fazendo era cumprir este mandamento. Oferta alçada é aquela que vai além de nossas posses.
O Dízimo é o mínimo que um cristão pode fazer pela manutenção das obras realizadas pela igreja.
Dele dependem aqueles que vivem do Evangelho. Ministros que se dedicam integralmente à igreja, e quem têm filhos para criar, aluguel de casa pra pagar, contas, compras, etc. Alguns são obrigados a cumprir jornada dupla, porque a igreja não atende às suas necessidades. Não nada de mal nisso. O próprio Paulo teve que fazer tendas para garantir sua subsistência por um tempo. O problema é que, ao trabalhar fora, o pastor já não poderá dedicar cem por cento do seu tempo ao rebanho.
O padrão estabelecido pelas Escrituras está claro:
“Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (1 Co.9:14).
Veja ainda a recomendação de Paulo a Timóteo:
“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e no ensino. Porque diz a Escritura: Não atarás a boca do boi quando debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário” (1 Tm.5:17-18).
Se as igrejas abolissem os dízimos, e contassem exclusivamente com as ofertas voluntárias, como se manteriam e fariam planos para o futuro?
A vantagem do dízimo é a sua regularidade. Dá pra se fazer um planejamento, comprar uma propriedade para igreja, contratar novos funcionários, enviar missionários, etc., porque se tem um orçamento fixo.
A diferença básica entre dar o dízimo na Lei, e entregá-lo voluntariamente na Graça está na motivação com que se faz. O que se faz sob a Lei, se faz por mera obrigação religiosa. Mas o que se faz sob a égide da Graça, se faz por gratidão.
Detesto constatar que a maioria daqueles que dão o dízimo, o faz por medo de um suposto espírito maligno identificado como “o devorador”. Definitivamente, não há demônio ou legião com este nome. O que a Bíblia chama de “devorar” são as circunstâncias adversas sobre as quais não temos poder. Mesmo sabendo que o Senhor repreende o devorador, não deve ser esta a nossa motivação.
Seja a título de dízimo ou de oferta voluntária, tudo o que fizermos deve ser feito por amor e gratidão, jamais por coação ou constrangimento.
De fato, o dízimo figura nas Escrituras Sagradas mesmo antes da instituição da Lei. Portanto, o Dízimo já era praticado muito antes de Moisés receber as tábuas no Sinai. O escritor de Hebreus diz que o patriarca Abraão separou o dízimo de tudo, e o entregou a Melquisedeque, sacerdote de Salém. Nesta passagem é dito que o fato de Abraão lhe haver entregue o dízimo demonstrava o quão grande era Melquisedeque (Hb.7:4). Portanto, tributar-lhe o dízimo de tudo era o mesmo que reconhecer sua superioridade. Abraão, o menor, foi abençoado por Melquisedeque, o maior (7:7).
Ainda não havia templo em Jerusalém, nem mesmo havia sido instituído o sacerdócio levítico, mas isso não impediu que o patriarca entregasse seus dízimos. Portanto, cai aqui a idéia de que os dízimos só valiam enquanto houvesse um templo para ser mantido. O Dízimo já era praticado muitos antes de haver templo em Jerusalém.
Somente séculos depois, com a instituição da lei, os filhos de Levi foram autorizados por Deus a“tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos” (v.5). Neste caso, “recebem dízimos homens que morrem” (sacerdotes levíticos), mas no caso de Melquisedeque, figura de Cristo, “os recebe aquele de quem se testifica que vive” (v.8). Portanto, onde haja sacerdócio, ali também haverá quem receba dízimos.
Alguém poderá objetar dizendo que não há nenhuma palavra sobre o dízimo no Novo Testamento. Ledo engano! O próprio Jesus o endossou ao censurar a hipocrisia dos religiosos de Seu tempo:
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas negligenciais o mais importante da lei, a justiça, a misericórdia e a fé. Devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (Mt.23:23).
Mais claro que isso? Impossível. Jesus não os censurou por darem o dízimo, e sim por omitirem aspectos mais importantes da lei. Deveriam ser zelosos tanto na entrega do dízimo, quanto na observação da justiça, da misericórdia e da fé. E repare quão detalhistas eles eram. Davam o dízimo até do tempero da comida!
Pode até parecer legalismo de Sua parte, mas Jesus declarou que se a nossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entraremos no reino dos céus (Mt.5:20).
A graça nos ensina a ir muito além do dízimo!
Por que Paulo e os demais apóstolos não precisaram ensinar sobre o dízimo? Porque para os cristãos primitivos, dar o dízimo era fichinha. Eles aprenderam a ir muito além do dízimo.
Também convém salientar que se os apóstolos fossem contrários ao dízimo, eles teriam combatido-o com a mesma veemência com que combateram a circuncisão (também anterior à Lei).
Os mesmos que hoje combatem o dízimo deveriam reconhecer que se o Evangelho chegou até nós, foi graças à fidelidade daqueles que deram muito mais do que o dízimo, patrocinando empreendimentos missionários ao redor do globo.
Veja o que Ele diz sobre isso:
“Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. E se alguém quiser demandar contigo e tirar-te a túnica deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mt.5:39b-41).
Este princípio também se aplica à questão das contribuições na igreja. E podemos ver um exemplo disso na segunda epístola de Paulo aos Coríntios, onde o apóstolo dos gentios dá testemunho da surpreendente atitude dos irmãos das igrejas da Macedônia. Devido à sua pobreza, Paulo quis poupá-los de ter que enviar ofertas para a igreja em Jerusalém. Porém eles imploraram para participarem desse privilégio (2 Co.8:4).
“Sua profunda pobreza transbordou em riquezas de sua generosidade. Pois segundo as suas posses ( o que eu mesmo testifico), e ainda ACIMA DELAS, deram voluntariamente (...) E não somente fizeram como nós esperávamos, mas a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus” (vv.2b-3,5).
Entregar o dízimo é dar de acordo com a nossa posse.
Uma das coisas que me causam admiração no dízimo é que ele nivela a todos dentro da congregação. Ninguém dá mais, nem menos. Tanto o dízimo de um empresário bem-sucedido, quanto o de uma empregada doméstica têm o mesmo valor, a décima parte.
Porém, somos desafiados pelo Senhor a sermos imitadores das igrejas da Macedônia, transpondo a lei do Dízimo, e dando além de nossas posses.
Interessante que Paulo dá testemunho da generosidade dos Macedônios em sua carta aos Coríntios, e ao mesmo tempo diz que se gloriava da prontidão dos Coríntios perante os Macedônios (9:2). Generosidade e prontidão devem andar de mãos dadas.
Se deixarmos a obra de Deus por último, talvez não sobre nada. Temos que aprender a colocar o reino de Deus em primeiro lugar. Nossas contribuições, sejam a título de dízimo ou de oferta, devem ser preparadas de antemão, e que sejam expressão de generosidade, e não de avareza (v.5).
Muita gente dá o dízimo como o desencargo de consciência. Acham que já estão fazendo muito. O dízimo deve ser considerado o piso, e não o teto de nossas contribuições.
A mesma passagem usada pelos pregadores para exortar a igreja a ser fiel nos dízimos, também menciona outro tipo de contribuição que estava sendo sonegado. Repare no que diz a passagem em questão:
“Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas” (Ml.3:8).
Nem todo mundo está devidamente familiarizado com a expressão “oferta alçada”. A maioria de nós sequer ouviu falar disso. Oferta alçada é qualquer oferta cujo valor exceda o valor do dízimo.
O que os cristãos macedônios estavam fazendo era cumprir este mandamento. Oferta alçada é aquela que vai além de nossas posses.
O Dízimo é o mínimo que um cristão pode fazer pela manutenção das obras realizadas pela igreja.
Dele dependem aqueles que vivem do Evangelho. Ministros que se dedicam integralmente à igreja, e quem têm filhos para criar, aluguel de casa pra pagar, contas, compras, etc. Alguns são obrigados a cumprir jornada dupla, porque a igreja não atende às suas necessidades. Não nada de mal nisso. O próprio Paulo teve que fazer tendas para garantir sua subsistência por um tempo. O problema é que, ao trabalhar fora, o pastor já não poderá dedicar cem por cento do seu tempo ao rebanho.
O padrão estabelecido pelas Escrituras está claro:
“Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (1 Co.9:14).
Veja ainda a recomendação de Paulo a Timóteo:
“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e no ensino. Porque diz a Escritura: Não atarás a boca do boi quando debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário” (1 Tm.5:17-18).
Se as igrejas abolissem os dízimos, e contassem exclusivamente com as ofertas voluntárias, como se manteriam e fariam planos para o futuro?
A vantagem do dízimo é a sua regularidade. Dá pra se fazer um planejamento, comprar uma propriedade para igreja, contratar novos funcionários, enviar missionários, etc., porque se tem um orçamento fixo.
A diferença básica entre dar o dízimo na Lei, e entregá-lo voluntariamente na Graça está na motivação com que se faz. O que se faz sob a Lei, se faz por mera obrigação religiosa. Mas o que se faz sob a égide da Graça, se faz por gratidão.
Detesto constatar que a maioria daqueles que dão o dízimo, o faz por medo de um suposto espírito maligno identificado como “o devorador”. Definitivamente, não há demônio ou legião com este nome. O que a Bíblia chama de “devorar” são as circunstâncias adversas sobre as quais não temos poder. Mesmo sabendo que o Senhor repreende o devorador, não deve ser esta a nossa motivação.
Seja a título de dízimo ou de oferta voluntária, tudo o que fizermos deve ser feito por amor e gratidão, jamais por coação ou constrangimento.
Olá pr. Hermes. SAleinto que não sou contra a entrega dos dizimos nos dias de hoje, e acho seu fundamento em algumas colocações feitas pelo senhor. Só acho que o texto de Mt. 23:23 não nos legitima a entegar o dizimo, Jesus ao meu ver não está ai abalizando o dizimo, mas usando um exemplo no seu contexto para dar um exemplo. Como fez em Mt.5:23-24:
ResponderExcluir"Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta".
É claro que Jesus não estava legitimando o sistema sacrificial do templo em Jerusalem, mas usa-o como exemplo em sua pregação. Acho que faz o mesmo em Mt. 23:23.
Abraços eparabens pelo sempre ótimo blog.
Joelson Gomes
http://gracaplena.blogspot.com
A Lei foi extinta após a morte de Jesus, e não após seu nascimento. Tendo em vista que a Nova Aliança se fez pelo sangue de Cristo. (conforme Hb 8.13, Gl 2.21, Gl 3.13)
ResponderExcluirNão estou querendo invalidar o dízimo, até porque é uma responsabildiade moral de cada cristão ajudar no sustento de sua congregação.
O que sou contra é tornar o dízimo como uma Lei na nova aliança, o que ele não o é. Na nova aliança temos apenas este mandamento de Cristo: Jo 15.12 (O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.)
e ainda Gl 6.2
No exemplo que o nobre irmão utilizou, Jesus ainda estava falando de dentro da Antiga Aliança, e estava usando um judeu para isso. Portanto, como Ele mesmo disse, ele não havia vindo para abolir a Lei, mas para cumprí-la.
Que todos os cristãos entendam que o dízimo é uma benção, é a oportunidade de contribuir com o maior projeto do universo: A Igreja (noiva) de Cristo.
Que Deus abençoe!
Abraços,
Vinicius Morais
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Caramba, muito bom isso, não conhecia o seu trabalho, muito menos a sua pessoa, falou tudo, e parabéns pelo trabalho que vc faz para a igreja de Cristo.
ResponderExcluirParabéns pelo texto!
ResponderExcluirSe desejarmos ver nosso dinheiro e nossos bens santificados e abençoados, a primeira coisa a fazer é reconhecer em Deus o verdadeiro dono de todas as coisas. Nada é nosso! Do Senhor é a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam (Sl 24:1). Somos apenas os mordomos Deus nos entregou os seus recursos para que cuidemos deles. E, nossa incumbência é administrá-los com sabedoria e dedicação, pois, um dia, vamos lhe prestar contas de nossa administração. O desejo de Deus é que usemos o que entregou, para o avanço de seu reino e ajuda aos necessitados. Esse princípio é libertador!
Quando o entendemos, nossa atitude diante do dinheiro muda radicalmente e encontramos uma motivação mais legítima para adquiri-lo. Sendo mordomos, devemos ser generosos em ajudar os que precisam. Sendo mordomos, devemos ser fiéis a Deus. Não devemos nos esquecer de devolver a parte que lhe cabe.
Entreguemos os dízimos e as ofertas como expressão de gratidão. Ele promete retribuir nossa liberalidade abrindo as comportas do céu e derramando benções sem medidas (Ml 3:10).
Creia nisso, meu irmão! Honre ao Senhor com os seus bens e com as primícias de toda a sua renda. (Pv 3:9)
Devolver os dízimos, além de ser bíblico, conforme o próprio texto descreve, é um ato de fé, é uma ato de amor. De amor a Deus, como gratidão pelo sacrificio que Ele fez, e amor ao meu próximo que, pelos recursos doados, ouvirá de algum missionário a palavra da Salvação. E mais ainda, é um privilégio que Deus nos concede.
Falo de mim agora como testemunho:
Sou fiel nos dízimos e ofertas, desde o primeiro dia em que me converti entendi a sua importancia na igreja. Reconheço que tudo o que tenho foi o Senhor que me deu. Não sou rico, mas sou próspero no Senhor.
Ele nunca me deixou faltar nada e ainda me ensina como adminstrar bem os 90% restantes.
Excelente texto Hermes - com certeza vai para o PC@maral agora rsrsrsrs
Que Deus abençoe a todos.
Texto muito exclarecedor pr. Hermes. Tão importante quanto combater os absurdos ensinados sobre a contribuição financeira nos dias de hoje, o que em muitos casos é uma verdadeira exploração herética, é ensinar as verdades bíblicas sobre o assunto. Sugiro que post no Genizah também, para aprofundar o debate.
ResponderExcluirNo amor de Cristo,
Marcos Paulo Correia.
DEVEMOS CONTRIBUIR PARA A PROPAGAÇÃO DO REINO E A DESPESA COM O TEMPLO.O LIVRO DE MALAQUIAS FALA DE QUEM NÃO DAR O DIZIMO VEM O DEVORADOR E COME TUDO. MAIS O MESMO LIVRO CONDENA O DIVORSIO E OUTROS PECADOS, MAIS ELE SÓ É USADO PARA METER MEDO COM O TAL DEVORADOR.
ResponderExcluirExcelente texto!!!
ResponderExcluirO critério que deve nos guiar em nossa contribuição financeira não é o do dízimo ser uma Lei. Antes devemos nos guiar pelo critério da justiça. E, infelizmente vemos gente deixando o dízimo não para praticarem uma justiça maior do que a dos fariseus, mas para ficar aquém deles.
Nem todos se dão conta que Jesus se interessa por nossas ofertas. Não foi à toa que Ele sentou-se em frente do lugar onde eram colocadas as contribuições, e observava a multidão colocando o dinheiro nas caixas de ofertas. Foi ali que Ele viu a viúva que ofertou apenas duas moedas, e Ele fez questão de dizer: "Todos deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver" (Mc. 12:44).
Que Deus dirija nossos corações em toda generosidade e liberalidade em nossas contribuições.
bp hermes,
ResponderExcluirfaz tempo que nao lia algo tão lucido e sem carregar "paixoes", dizimo e oferta ainda sao assuntos cheios de tabus e usados como moeda de troca dentro das igrejas.
muito edificante e esclarecedor!
Sobre o dízimo falta justamente o que abordaste. Longe de ser uma obrigação é um ato de gratidão, amor. É o mínimo que fazemos. Sendo mais enfáticamente ensinadas que o amor à Deus e sua obra deve motivar nossa postura, certamente teríamos um maior investimento no Reino e menos doutrinas espúrias envolvendo o dinheiro.
ResponderExcluirGraça e Paz!
Amei o artigo!! Difícil hj em dia alguém ter coragem de defender o dízimo publicamente.
ResponderExcluirTb fiz isso no meu blog a um tempo atrás.... Se quiser,de uma olhadinha aqui http://firmesnapalavra.blogspot.com/2010/10/o-dizimo-e-eu.html?m=1
Não sou contra o dizimo, mas eu não teria coragem, se pastor fosse, pegar uma nota de R$ 50,00 dado por uma irmã pobre que ganha R$ 500,00 e gastar em um restaurante caro, por exemplo.
ResponderExcluirCaro Sergio,
ResponderExcluirO pastor, como qualquer outra atividade, recebe remuneração à título de prebenda. Ele não embolsa o dízimo de ninguém. O dinheiro que entra na igreja é contabilizado, e usado para as despesas da mesma, incluindo aluguel ou reforma do templo, luz, água, o salário dos funcionários e do pastor.
Cabe ao pastor usar sua prebenda da melhor maneira possível, não prodigamente, pois deve ser exemplo para os fiéis. Isso não significa que ele não tenha o direito de ir a um restaurante, ou tirar férias com a família, ou coisa parecida, desde que prebenda seja suficiente para isso.
A maior parte dos pastores tem que trabalhar fora da igreja, pois a ajuda de custo que recebe não é suficiente.
Geralmente, o que vêem à mente de muitos é a vida nababesca vivida por alguns pastores, principalmente os midiáticos.
Obrigado por seu comentário.
Sugiro a leitura destes dois artigos do: Voltemos ao Evagelho(Não é vírus irmãos, se preferirem vá direto ao site e faça a busca pelo tema: O DÍZIMO É VÁLIDO NOS DIAS DE HOJE?), para um contra ponto. Muito interssante, pois nos dá uma outra nuance a partir dos mesmos textos usados pelo Pastor Hermes.
ResponderExcluirhttp://voltemosaoevangelho.com/blog/2010/06/pve-o-dizimo-e-valido-nos-dias-de-hoje/
http://voltemosaoevangelho.com/blog/2010/06/pve-o-dizimo-e-valido-nos-dias-de-hoje-2/
Soli Deo Gloria!
ABRAÃO DEU O DÍZIMO DE TUDO ? ESCRAVOS ERAM BENS E NÃO ERAM DADOS COMO DÍZIMO. ESPÓLIO. É DO ESPÓLIO QUE ABRAÃO DIZIMOU.
ResponderExcluirSe Malaquias 3.10 continua vigorando, onde as santas escrituras nos autorizou a alterar a prática do dízimo conforme prescrita pela lei de Moisés?
ResponderExcluirSe queremos cumprir o que o Profeta Malaquias pregava? Voltemos então para o pentateuco, pois é lá, somente lá, é que existe toda uma legislação de como dar o dízimo corretamente.