Quinta-feira, Dezembro 31, 2009

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Já é Ano Novo em várias partes do Mundo!

O Ano Novo chegou primeiro para Austrália, Nova Zelândia, Japão, China e muitos outros países. Isso se dá por causa da diferença de fuso-horário, provocada pela rotação da Terra.

Entre a China e o Brasil, por exemplo, são onze horas de diferença. Quando a festa dos chineses vai chegando ao fim, a nossa sequer começou. Que bom que quem ri por último, ri melhor!

Lembro-me que da outra vez que morei aqui nos Estados Unidos, e tinha que vir ao Brasil a cada mês. Embora a diferença no fuso-horário fosse bem menor, não posso negar que me trouxe muitos problemas. Os comissários de bordo chamam de Jet-leg o efeito causado no organismo humano pela diferença de fuso-horário. Pessoas que viajam constantemente sabem do que estou falando. Temos um relógio biológico em nosso corpo, que se adéqua ao nosso fuso local. Quando trocamos esse fuso regularmente, nosso relógio biológico fica desequilibrado, e a gente começa a trocar a noite pelo dia, e vice-versa.

Desta vez, de volta a Terra do Tio Sam, vamos entrar no novo ano três horas depois de nossos irmãos no Brasil!

Não haveria também uma espécie de fuso-horário distinto entre o Reino de Deus e o resto do mundo?

Ora, sabemos pelas Escrituras, que quando abraçamos a fé em Jesus, fomos “arrebatados do império das trevas, e transportados para o Reino” (Cl.1:13). Portanto, fomos introduzidos em uma nova realidade, em um novo território (ainda que espiritual!). Nada mais coerente do que supor que essa nova realidade tenha seu próprio fuso-horário.

Dada a rotação da Terra, o Sol aparece primeiro no Oriente. Por isso, a Austrália comemora a chegada do Ano Novo muitas horas antes de nós.

Como Igreja de Cristo, somos a nova humanidade, Nação Santa, a Nova Jerusalém, lugar onde se vê primeiro o raiar do Novo Dia. É para nós, que tememos o nome do Senhor, que nasce “o sol da justiça, trazendo salvação debaixo das suas asas” (Ml.4:2).

Ainda que o Mundo esteja mergulhado nas densas trevas de uma noite que pareça eterna, para nós o dia já raiou:

“Levanta-te, resplandece, pois já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti. As trevas cobrem a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor vem surgindo, e a sua glória se vê sobre ti. As nações caminharão à tua luz, e os reis ao resplendor que te nasceu” (Is.60:1-3).

E mais: somos informados que este Sol que acaba de nascer, jamais se porá. Portanto, o novo dia que raiou vai durar para sempre.

“Nunca mais se porá o teu sol (...) O Senhor será a tua luz perpétua” (Is.60:20).

Porém a Terra não pára de girar. O novo dia que surgiu para nós, há de raiar para todas as nações do Globo.

Para nós, que vivemos no fuso-horário do Reino de Deus, Paulo escreve:

“A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz” (Rm.13:12).


É hora de aposentarmos nossos pijamas, e despertarmos para vivermos o novo dia, o hoje eterno.

E esse novo dia começou quando Cristo rendeu Seu espírito na Cruz, dizendo: Está consumado. O velho aión (era) teve seu fatídico fim. As trevas encontraram o seu apogeu. No relógio profético, a Cruz se deu à meia-noite. Por isso Jesus afirmou ao ser preso: “Esta, porém, é a vossa hora e o poder das trevas” (Lc.22:53).

A partir da Cruz, começa-se o novo dia, o Dia do Senhor.

Portanto, a tendência é que as coisas clareiem, em vez de escurecerem.

Quando começa um novo dia? Não é no primeiro segundo após a meia­-noite? Entretanto, a noite continua tão escura quanto antes. Porém, a partir daí, gradativamente, as trevas vão cedendo à luz. Ainda que os olhos não percebam, dado o caráter paulatino com que o dia vai clareando. As horas que se seguem testemunham o embate entre as trevas e a luz. Invariavelmente, as trevas são vencidas.

“A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram sobre ela” (Jo.1:5).

Horas depois, surge no horizonte a estrela da manhã, anunciando que a qualquer momento, os primeiros raios solares serão vistos.

Não é debalde que Jesus Se apresenta nas páginas de Apocalipse como a Estrela da Manhã (Ap.22:16).

Sempre que o Evangelho chega a novos rincões, Jesus Se apresenta ali como a estrela matutina.

A Igreja dos dias de João presenciou a alvorada do novo dia. Por isso João, o mesmo autor de Apocalipse, escreveu em sua epístola:

“...as trevas vão passando, e já brilha a verdadeira luz” (1 Jo.2:8b).

Em breve, a luz da boa nova do Reino terá alcançado todos os povos, e o novo dia alcançará o seu apogeu. Todas as nações se renderão ao amor de Cristo, Luz do Novo Dia. “Todos os confins da terra se lembrarão, e se converterão ao Senhor; todas as famílias das nações adorarão perante ele” (Sl.22:27).

Portanto, já podemos dizer: Adeus Mundo velho, Feliz Mundo novo!

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Retrospectiva Relâmpago da Década que redefiniu o Mundo

Esta década começou sob a ameaça do Bug do Milênio. Para muitos, seria o apocalipse, que incluiria corridas aos bancos e acidentes nucleares nos Leste Europeu. Com a virada do milênio, os computadores entrariam em colapso, já que as datas eram representadas por somente os 2 últimos dígitos (os programas assumiam o "19" na frente para formar o ano completo). Assim, quando o calendário mudasse de 1999 para 2000 o computador iria entender que estava no ano de "19" + "00", ou seja, 1900. Caso as datas realmente "voltassem" para 1900, clientes de bancos veriam suas aplicações dando juros negativos, credores passariam a ser devedores, e boletos de cobrança para o próximo mês seriam emitidos com 100 anos de atraso, etc.Felizmente, só houve falhas pequenas, localizadas. Na Suécia, um hospital teve problemas com um eletrocardiograma. Na Coreia do Sul, o sistema de calefação foi afetado. E por aí foi.

Há dez anos, as torres gêmeas do World Trade Center ainda estavam de pé, apesar de já terem sofrido um atentado com um caminhão carregado de dinamite em 1993. Bill Clinton, era o presidente da nação mais poderosa do mundo, e indiscutivelmente o líder planetário. Sob seu comando, os EUA experimentaram um dos períodos de maior prosperidade de sua história. A paz sinalizava no Oriente Médio. Poucos haviam ouvido falar em Bin Laden, Google ou Euro. A internet e a telefonia celular se popularizavam. A China começava a chamar a atenção do mundo para o seu milagroso crescimento econômico, atingindo a marca de 11% ao ano. As mudanças climáticas ainda eram vistas pelos empresários mais como motivo para ceticismo que para investimento.
Ao longo da década, o mundo virou de ponta-cabeça – e o Brasil despontou.

As torres caíram! O Afeganistão e o Iraque foram invadidos pelo exército americano. Saddam Hussein foi deposto e condenado à morte. Osama Bin Laden ainda está vivo e solto.

Graças à desastrosa gestão de George W. Bush, os Estados Unidos elegeram seu primeiro presidente negro, Barack Hussein Obama. Como que por ironia do destino, o novo presidente traz o sobrenome do maior desafeto dos Bush, e o último sobrenome parecido com o primeiro nome do inimigo público número um da América.

Esta foi a década em que a bolha econômica estourou. A sólida economia americana demonstrou ser uma casa construída sobre a areia. O mercado imobiliário, somado aos enormes gastos com a guerra no Oriente Médio, foram os vilões que provocaram a maior crise financeira da história desde a Grande Depressão no final da década de 20.

Também foi uma década marcada por grandes catástrofes naturais, como o furacão Katrina e a Tsunami que atingiu vários países asiáticos. Apenas estes dois cataclismos ceifaram a vida de cerca de 400 mil pessoas.

O Mundo também se viu ameaçado por diversas pandemias. A Aids continua sua cavalgada, atingindo, só na África subsaariana, 25% da população, sendo considerada uma pandemia global. Fora o HIV, outros vírus ameaçaram provocar uma pandemia. Entre eles, a SARS, uma nova forma de pneumonia altamente infecciosa. Graças à ação rápida das autoridades nacionais e internacionais de saúde, o pior foi evitado. Em seguida, em 2004, foi descoberto o vírus da gripe aviária. E mais recentemente a gripe suína que causou mobilização sem antecedentes por parte das organizações de saúde.

Se em décadas anteriores o maior temor da população era de que eclodisse uma terceira guerra mundial, seguida de um holocausto nuclear, nesta primeira década do século este medo deu lugar a novos temores: terrorismo por parte dos fundamentalistas islâmicos, pandemias e cataclismos naturais.

A Década do Brasil

Dez anos atrás, o presidente era Fernando Henrique Cardoso, e o nome de Lula despertava temores entre economistas respeitados. Ninguém conseguiria acreditar que Lula seria o presidente em cujo governo saldaríamos a dívida externa e teríamos uma das moedas mais fortes do mundo. Ungido em 2002 como o operário que virou presidente, ele chega a 2010 e ao último ano do segundo mandato com 72% de aprovação. Em dez anos, o Brasil consolidou a democracia e a estabilidade. Tornou-se o país emergente com maior credibilidade no mercado global. Atingiu a universalização do ensino e a auto-suficiência em petróleo. E de quebra, como confirmação de sua credibilidade diante da opinião pública mundial, conquistou a cobiçada posição de Sede dos dois maiores eventos esportivos do Mundo: a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. É verdade que ainda padecemos de problemas crônicos: corrupção, violência, um ambiente ainda hostil ao empreendedor e miséria endêmica em algumas regiões. Mas, nos próximos dez anos, deveremos continuar tentando resolvê-los.

Quarta-feira, Dezembro 30, 2009

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Resolução # 1 para o Ano Novo: Aprender a dançar

Deixe-me confessar uma das maiores frustrações da minha esposa: não sei dançar! Sou completamente desengonçado. Por isso, agora que cheguei aos 40, estou decidido. Não vou esperar mais! Tenho que dar esta alegria à minha amada. Mesmo porque, quando celebrarmos nossas bodas de prata, planejo surpreendê-la, tirando-a pra dançar.

A vida é uma dança, onde cada passo nos prepara para o próximo. Cada novo movimento é um ensaio para os que virão. A coreografia da vida é aprendida enquanto nos movemos no salão da existência. Esbarrões, pisões no pé, e até uma escorregada básica, acontecem com freqüência, enquanto tentamos acompanhar o compasso daquele que nos tirou pra dançar.

Diz-se que quem não aprende com o passado está condenado a repeti-lo. Não basta conhecer a história, decorar datas e nomes dos seus protagonistas; temos que discernir o agir de Deus nela, ao mesmo tempo em que aprendemos com os erros e acertos da nossa geração e das que nos atencederam.

Discernindo o agir de Deus

Veja o que diz o salmista: “Lembro-me dos dias antigos; medito em todos os teus feitos e considero a obra das tuas mãos” (Sl.143:5). O que Deus tem feito em nossos dias? De quê maneira Ele tem conduzido a história? O mesmo salmista nos convida: "Vinde, contemplai as obras do Senhor, as desolações que ele tem feito na terra"(Sl.46:8). Engana-se quem imagina que o agir de Deus esteja circunscrito ao ambiente eclesiástico. Seu domínio abarca toda a realidade. E mesmo os erros dos homens não impedem que Seus desígnios sejam plenamente concretizados. As rédeas da história estão firmes em Suas habilidosas mãos, grantindo assim que todas coisas cooperem em conjunto para o bem daqueles que O amam, e são chamados segundo o Seu propósito (Rm.8:28).

E como ficaria a responsabilidade humana? Poderíamos dizer que a soberania divina e a responsabilidade humana se intrelaçam como numa dança. O mundo é o salão, e a história é esta valsa que está sendo dançada entre Deus e o homem. Porém, partiu d'Ele a iniciativa de tirar-nos pra dançar. E Ele é quem conduz os passos (Jer.10:23). De quando em vez, tropeçamos. Mas Ele sabe como transformar nossos erros, de maneira que até eles cooperem na beleza da coreografia. Se cairmos, Ele nos levantará e firmará nossos pés.

Aprendendo com nossos erros e acertos

Além de discernirmos o agir de Deus, temos que estar atentos às ações dos homens, aprendendo tanto com os erros, quanto com seus acertos. Paulo escreve aos Romanos que tudo que aconteceu a Israel, foi registrado no Antigo Testamento “como exemplo”, “para aviso nosso” (1 Co.10:11).

As lentes de nossa fé devem ser bifocais, vislumbrando o futuro, sem perder de vista os temas e fatos da atualidade, avaliando-os à luz dos propósitos eternos. Não deveria haver lugar para alienação entre aqueles que dizem servir a Deus. Cada decisão deve ser pesada tendo em vista o contexto histórico no qual estamos inseridos. É Paulo quem nos recomenda a fazer as coisas “conhecendo o tempo” (Rm.13:11). Devemos ser como os filhos de Isaacar, que entre as tribos de Israel eram considerados “entendidos na ciência dos tempos” (1 Crô.12:32).

Portanto, temos que olhar pra trás. Não com saudosismo, pois isso nos paralisaria. Mas dispostos a aprender e buscar sentido para tudo. Era a isso que o salmista se referia, ao suplicar: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos coração sábio” (Sl.90:12). “Contar”aqui não tem o sentido de enumerar, mas de “avaliar”, “pesar”, “atribuir valor”. Porém, deixar-nos dominar por um sentimento de nostalgia equivaleria a dirigir um carro olhando todo o tempo pelo retrovisor.

Ouvi dos lábios de algumas pessoas que este ano que termina foi o pior de suas vidas. Outras diriam exatamente o inverso. Não devemos avaliar os anos pelas perdas e ganhos, mas pelas lições neles aprendidas. Salomão nos adverte: “Não diga: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Pois nunca com sabedoria isto perguntarias” (Ec.7:10). Não existe tempo melhor ou pior. Cada tempo traz suas alegrias e tristezas. Porém cada tempo traz suas próprias lições.

Davi expressa tal verdade, dizendo: “Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite” (Sl.19:2). Poderíamos parafraseá-lo, dizendo que um ano faz declaração a outro ano, e uma década mostra sabedoria a outra década. Então, surge a pergunta: O que aprendemos com a década que se encerra daqui há alguns dias? Que acertos celebraremos, e que erros não permitiremos que se repitam?

Que nosso propósito principal para 2010 e a década que se inicia seja o de acertar mais e errar menos, e que em tudo seja Deus glorificado.

E você, qual sua resolução #1 para o ano novo?

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O deus “JANUS” vem aí de novo!

Estamos a dois dias da entrada de mais um JANEIRO, mês que recebeu esse nome em homenagem ao deus JANUS que na mitologia romana é o Deus dos “Inícios”.
É representado por duas faces em oposição, uma olha para o que começa, e a outra olha para o que é findo ou passado.

A porta que esse deus abre tem simultaneamente dois lados: a entrada é ao mesmo tempo a saída. Na metáfora de Janus o presente e o passado se confundem. O presente que vemos hoje une o passado ao futuro ─ que no carrossel do tempo já foi passado. Em suma, isso quer dizer que o tempo não passa, nós é que passamos por essa porta que é passado e futuro ao mesmo tempo. À cada passagem, o indivíduo vai somando marcas e cicatrizes ao seu ser, sob a forma de desventuras, decepções, sonhos desfeitos, amor que não veio, vitória adiada, projetos inacabados, alegrias efêmeras, etc.

É nessa época que renovamos nossas apostas por um ano com menos dissabores.. Todo ano participamos de olimpíadas nos vários setores de nossa vida: social, religiosa, familiar e política.
No campo da política, por exemplo, muda-se a cobertura, mas o bolo permanece o mesmo, com os mesmos sabores e os mesmos ingredientes dos que foram feitos nos anos que se foram.

Nas olimpíadas de 2009 a Politica se juntou com a religião para disputar a medalha de ouro da principal competição, denominada corrupção. Ganhou de modo quase unânime, a “Oração da Propina” dos políticos evangélicos de Brasília. A cobertura desse bolo foi uma das mais indigestas já vistas ─ servos do senhor altíssimo pedem a bênção de Deus para que Ele oculte das vistas dos inimigos o produto do roubo escandaloso, em que esse mesmo Deus ganharia o dízimo para aplicar na sua obra, em prol das pobres almas perdidas no lamaçal do pecado.

Janus se aproxima, e em lugar da reflexão mitológica sobre esse momento de passagem do ano, o que se ouve nos bastidores dos dois principais candidatos ao posto maior da nação é a soberba maniqueísta que mutila a política, com o “é dando que se recebe”. Três grandes grupos religiosos já estão oferecendo os seus rebanhos a quem ofereça a melhor recompensa.

Saindo da metáfora romana para o ensinamento bíblico do livro de Gênesis, de tanto olhar para trás, na reedição de atos de corrupção, estamos fadados a virar eternas estátuas de sal, como foi o triste caso da mulher de Ló.

Peçamos força e coragem a Deus para poder entrar pelos umbrais de Janus de 2010 com os nossos próprios pés, sem ajuda da seiva adocicada do deus Mamon, sem dinheiros escondidos em cuecas e meias, sem panetones de mentiras para serem doados aos pobres, sem os artifícios vergonhosos dos que legislam em seu próprio benefício e sem as chicanas jurídicas que através de peças intermináveis livram os influentes, patrocinando um patético teatro da impunidade.

Mas o que esperar de um ano eleitoral, meu Deus, senão mais imposturas sem fim num congresso desmoralizado? Em 2010 o Brasil comemora 25 anos de democracia. A soma do que deu errado de lá para cá é vasta. Só em 2009, a lista foi enorme de assaltos ao poder público, indo do deputado do Castelo às verbas indenizatórias, dos atos secretos do senado à farra das passagens aéreas, culminando com a medalha de ouro da corrupção que foi o escândalo de Brasília.

Não meu Deus, tira esse filme de minha cabeça, é que ando tendo visagens, ando sonhando com escândalos e outros processos escusos mais sofisticados que poderão ser usados pela máquina estatal, ando antevendo a gastança estratosférica da campanha presidencial, que só espera o deus Janus entrar, para mostrar a sua cara.

Mas se Deus é brasileiro, que o ano de 2010 seja o ano da transparência. O olho da blogosfera está aí para não deixar passar nada. Não é Danilo, Leonardo, Hermes, Renato Vargens, Gresder, Marcio Alves, João Paulo, Eduardo Medeiros, Edson, Caio, Jasiel Botelho, Tony, Ricardo Gondim, e muitos outros que a minha gasta memória não lembra?


Tenham todos, um anão em 2010. (rsrsrs)

Por Levi B. Santos

Terça-feira, Dezembro 29, 2009

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Descendentes de canibais pedem perdão à família de missionário devorado

Os herdeiros de um homem que foi devorado por canibais em uma pequena ilha do Pacífico há 170 anos voltaram pela primeira vez ao local da morte de seu ancestral para fazer parte de uma singular cerimônia de reconciliação. O ritual se deu na pequena ilha de Erromango, uma das ilhas que compõem a nação de Vanuatu, onde em 1839 os indígenas mataram e devoraram o reverendo John Williams, um dos mais reconhecidos missionário de seu tempo, e seu colega James Harris. Desde então os nativos crêem ser vítimas de uma “maldição”, que querem desfazer agora que o catolicismo é cada vez mais forte na ilha. “O povo de Erromango sempre teve sobre si o peso de ter matado um missionário. Eles acham que foram amaldiçoados e é por isso que essa reconciliação é tão importante”, disse à BBC o presidente de Vanuatu, Iolo Johnson Abbil. “Desde que passamos a nos considerar como um país cristão, era necessário que Erromango passasse por isso.”

Canibalismo

Em 1816, aos 20 anos de idade, John Williams abraçou a vida de missionário dedicando-se à catequização de indígenas da Polinésia sob os auspícios da Sociedade Missionária de Londres. Dedicou-se à atividade por mais de duas décadas. Em sua última viagem, ele aportou em 1839 a bordo do navio Camden na baía de Dillons, no arquipélago a mais de 1,5 mil quilômetros a leste da Austrália que ainda viria a se tornar Vanuatu. Ali, dias antes, nativos de Erromango haviam sido mortos por comerciantes europeus de sândalo. Em meio à hostilidade, os dois foram mortos e canibalizados pelos nativos, assim que puseram os pés em terra.

“Harris, que estava mais adiante, foi abatido a clavas e morto. John Williams se virou e tentou correr para o mar. Eles o alcançaram na costa. Ele também foi abatido, flechado e morreu nas águas rasas”, contou um dos descendentes do missionário, Charles Milner-Williams, 65.

O antropólogo Ralph Regenvanu, membro do Parlamento de Vanuatu e um dos que propuseram a reconciliação, disse que os homens provavelmente foram mortos porque representavam a “incursão” do homem branco na terra indígena.

“O canibalismo era praticado de forma de ritual e considerada uma atividade sagrada. Muitas vezes era uma maneira de derrotar uma ameaça, de absorver o poder do inimigo”, disse o antropólogo.

“John Williams pode ter sido morto e devorado porque representava essa ameaça, essa incursão da civilização europeia que estava chegando a Erromango naquela época.”

Reconciliação

Na cerimônia de reconciliação, à qual compareceram 18 descendentes do missionário Williams, a morte dos dois homens foi reencenada. Dezenas de descendentes dos moradores de Erromango à época fizeram fila para pedir o perdão da família. Como demonstração de afeto e respeito, a baía de Dillons, onde ocorreu o incidente, foi renomeada de baía de Williams. “A reconciliação é parte da nossa cultura. Pedir perdão é uma parte do cerimonial, mas não a única”, disse Regenvanu. “A reconciliação requer algo de ambos os lados, há sempre o elemento da troca.” A família de Williams concordou em amparar a educação de uma garota de sete anos de idade, que foi ritualmente “entregue” à família como compensação pela perda do missionário. Para o parente de Williams, Charles, o ritual foi emocionante.

“Vim sem saber o que esperar e saio, curiosamente, com minha fé restaurada e me sentindo renovado”, afirmou Milner-Williams, que vive em Hampshire, no sul da Inglaterra.

“Pensei que após 170 anos eu não sentiria nenhuma emoção, mas a pureza dos sentimentos, o arrependimento genuíno e a tristeza, de partir o coração, foram bastante tocantes.”

Fonte: BBC Brasil

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Protestantes, idolatria e Arte Sacra

Desde que Deus mandou construir a serpente de bronze no deserto, como símbolo para a fé, e a mandou destruir quando a mesma foi tratada como ídolo, que as religiões monoteístas de Revelação, têm que tratar com a fronteira muitas vezes tênue entre arte sacra e idolatria, entre fé e cultura.

O Islã tomou uma posição oficialmente iconoclasta: nada de representações pictóricas do sagrado, e o Judaísmo se move dentro de uma decoração sóbria e símbolos como o candelabro e a estrela de Davi.

Controvérsias surgiram nos primeiros séculos da História do Cristianismo, com as Igrejas Orientais condenando as imagens tridimensionais e adotando os ícones, pintados por pessoas com um carisma especial.

No Ocidente, a Igreja de Roma absorveu em Maria as deusas pagãs, e nos santos os antigos heróis gregos, adotando as imagens tridimensionais, e escalas de adoração incompreensíveis para o fiel comum (latria para Deus, hiperdulia para Maria e dulia para os santos).

A Primeira Reforma Protestante (luteranos e anglicanos) condenou os excessos e distorções da Igreja de Roma, mas reafirmou o valor da arte sacra (como se vê em suas Igrejas na Europa), com Lutero combatendo vigorosamente o movimento iconoclasta de Kaalstad. Obviamente que essa arte sacra protestante é compatibilizada com sua teologia trinitária, e sua crença que a comunhão dos santos não significa comunicação dos santos, e que Maria e os Santos podem ser apenas patronos e exemplos da piedade.

A Segunda Reforma (calvinista) e a Terceira Reforma (anabatista) foram radicalizando na direção de “quatro paredes caiadas e um sermão”, embora, com o passar do tempo, elementos de arte sacra foram sendo reintroduzidos em suas Igrejas de vários continentes. O acampamento batista da Carolina do Norte nos recebe com um anjo de mármore em tamanho natural e tem uma cruz em neon no topo de sua colina.

No Brasil, o protestantismo, no século XIX teve que se mover sob fortes restrições legais, inclusive com a proibição externa dos símbolos, com a falta de recurso que levou a improvisação de espaços, com a presença primeira de Igrejas missionárias da Segunda e Terceira Reformas, e com a polarização com a Igreja de Roma em sua vertente ibérica-tridentina, fortemente centrada em Maria e nos santos, e na devoção das suas imagens.

Os luteranos e anglicanos ficaram mais localizados no sul do País, onde desenvolveram, a partir da República, uma arte sacra em seus espaços.

Manifestações de arte sacra também podem ser encontradas em outros ramos reformados nas regiões sul e sudeste, e a tendência iconoclasta foi mais prevalecente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, reforçada, posteriormente pelo fundamentalismo, pelo pentecostalismo, pelas tendências neo-judaizantes, e pela ignorância histórica e cultural.

Hoje, não somente os herdeiros da Primeira Reforma mantém e expandem sua promoção da arte sacra, como uma nova classe média de instrução superior e experiência cosmopolita em outras denominações já atingem o nível de sensibilidade à beleza no sagrado, à arte na adoração.

Título original: Protestantes não-iconoclastas de Robinson Cavalcanti, bispo anglicano (Via Pavablog)

Segunda-feira, Dezembro 28, 2009

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Jonas Brothers e a contra-revolução sexual

Nos palcos de todo o mundo, eles galvanizam a atenção das adolescentes. Joe, de 19 anos; Kevin, 21; e Nick, de 16 – os Jonas Brothers –, são alguns dos artistas mais badalados do momento. O trio americano tem músicas açucaradas, como convém às bandas do gênero. Quem não se lembra, por exemplo, dos portorriquenhos do Menudo, uma coqueluche entre as teens dos anos 1980, ou dos rapazes do extinto grupo Polegar, cujos pôsteres ilustravam os quartos das adolescentes de sua época? Mas os Jonas Brothers chamam a atenção por algo diferente.

Assumidamente cristãos, os jovens artistas caminham na contramão dos colegas do showbiz e fazem da defesa da virgindade pré-conjugal uma de suas bandeiras. Eles juram de pés juntos que se manterão castos até o casamento, no que têm sido seguidos por milhões de fãs.

Ninguém sabe se o compromisso será seguido à risca, mas fato é que os Jonas Brothers, todos ex-alunos do Eastern Christian High School, em North Haledon, New Jersey (EUA), conseguiram fazer de algo considerado fora de moda um tema obrigatório nas conversas de inúmeros jovens como eles – a valorização da virgindade. O grupo faz do uso do chamado anel de pureza – acessório que os adeptos do movimento fazem questão de ostentar – e de declarações favoráveis à castidade suas marcas registradas em shows, entrevistas e aparições públicas. “As alianças servem como lembrete constante para viver uma vida com valores”, diz Nick, o mais novo dos Jonas Brothers.

O movimento religioso em prol da abstinência sexual até o casamento teve início em 1994, na cidade americana de Baltimore. Inconformadas com a pressão que sofriam na escola por serem virgens, duas adolescentes evangélicas queixaram-se ao pastor de sua igreja, de denominação Batista. Por iniciativa delas, foi organizada uma reunião com outros jovens para discutir a questão da sexualidade sob a ótica bíblica. Dali, surgiu uma campanha, que recebeu o nome de True love waits, algo como “O amor verdadeiro espera”. Logo, o projeto estendeu-se para as escolas e demais instituições ligadas à juventude, sendo adotado posteriormente por diversas orientações religiosas. Jimmy Hester, atual coordenador do programa, informa que já existem cerca de 3 milhões de jovens envolvidos diretamente com a causa. “Esse é o número que temos documentado. Durante as palestras, muitos adolescentes assinam nosso acordo de adesão”, explica.

Inicialmente, a organização do programa lançou uma pulseira de plástico para simbolizar a preservação da castidade. Mais tarde, ela foi substituída por um pingente de prata, mas só com o anel da pureza houve uma maior popularização do movimento pró-pureza sexual entre os jovens, inclusive aqui no Brasil. O estudante Renan Scott, de 16 anos, membro da Assembleia de Deus em São Paulo, acha que a postura de gente famosa como os integrantes do Jonas Brothers repercute positivamente. “Eles estão corretos e simplesmente mostram o que acreditam. Identifico-me com a atitude deles em mostrar sua fé para todos, indo completamente contra o ritmo do jogo e do que a mídia impõe”. O “jogo”, no caso, é a liberalidade sexual. O adolescente conta que, para a maioria de seus amigos, o sexo funciona como fonte de prazer, de popularidade e de admiração entre os colegas. “Todos querem ser o grande pegador, o bonzão”, critica.

Conflito – Embora não use o anel por considerá-lo modismo, Andréia Maressa, 17, evangélica batista, defende que homem e mulher devem se guardar para o casamento. Ela cita o texto de I Tessalonicenses 4: “Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição”. A jovem lembra que o compromisso maior é com Deus. “Quando me questionam como posso ter certeza de que este momento será especial sem experimentar antes, respondo que foi o Senhor quem me criou e também criou o sexo”, afirma. “Mas a pureza sexual vai muito além de não fazer sexo, está no ato de pensar, de falar e de agir.”

Doutora em educação e especialista em sexualidade humana, Ana Cláudia Bortolozzi Maia conceitua a virgindade como um aspecto do comportamento humano, construído a partir de valores e modelos presentes na sociedade. “Assim como outras questões relacionadas à sexualidade, trata-se de um fenômeno cultural”, diz. Para ela, a importância dada à virgindade é construída por meio de uma valoração social determinada culturalmente e historicamente. “Assim, a virgindade, atrelada a preceitos religiosos ou não, é um valor pessoal e familiar dentro de diferentes contextos”, afirma.

“Os Jonas Brothers são garotos diferentes e a atitude deles valoriza a fidelidade”, empolgam-se Karina Napole, 11, e Larissa Zaratin, 12, alunas da sétima série de um colégio católico em São Paulo. “É muito difícil encontrar alguém que defenda essa postura”, emenda a primeira. Paola Ratola, 18, estudante ligada à Igreja Batista, aborda a questão com mais maturidade: “A preservação da virgindade demonstra o caráter e os princípios adquiridos pela pessoa, justamente por esta ser uma área de difícil controle”. Ela acha correto o jovem não iniciar sua vida sexual antes do casamento. “É que ali se firma um compromisso sério. É uma união para sempre – além do mais, é uma situação constrangedora estar cada vez com uma pessoa e no final acabar rejeitada e falada”, frisa.

No entender da especialista Ana Cláudia, a pressão social e da mídia é realmente determinante nessa questão. “O que mais percebo é uma falta de autonomia na escolha em ser ou não virgem, isto é, pessoas que querem ou não ter vida sexual não como uma escolha autônoma, mas para corresponder aos ideais e cobranças de pais, amigos, parceiros etc”. Para a educadora, o tema da virgindade, para o jovem, apresenta-se complexo. “Querer ser virgem e sofrer pressão social para não o ser; ou querer ter vida sexual e não fazê-lo por sofrer pressão familiar ou religiosa é conflituoso do mesmo jeito”, exemplifica.

Mariana, jovem frequentadora de uma igreja presbiteriana em São Paulo, é um exemplo desse conflito. Tanto, que pediu à reportagem para ter seu nome trocado. “Antes de convertida, sentia-me pressionada a perder a virgindade. Entre os 16 e 17 anos, a maioria de minhas colegas estavam começando sua vida sexual e eu não queria ser diferente”, lembra. Ela conta ter tido sua primeira experiência sexual naquela época, com um namorado que tinha 21 anos. “Passou o tempo e o namoro acabou. Fiquei machucada, mas depois de um tempo comecei a namorar novamente”, conta. Mariana também relata que a prática sexual já se tornara frequente e comum em sua vida. “Contava minhas aventuras às amigas e me gabava disso, mas no fundo já começava a sentir um vazio, uma desvalorização.”

Hoje, com 24 anos e convertida ao Evangelho há dois, Mariana tem uma visão diferente de sua sexualidade. “Se eu pudesse voltar no tempo, ainda seria virgem”, afirma. O problema enfrentado agora é a vergonha de assumir isso para as amigas da igreja. “Prefiro não falar sobre o assunto, tenho medo do que vão pensar”, admite a jovem. “O que importa é que minha vida é outra – nasci de novo e enterrei meu passado. Deus sabe que agora busco viver em santidade e guardar o corpo que ele me deu para o dia em que me casar, apenas para meu marido”, completa.

Joanna Brandão

Domingo, Dezembro 27, 2009

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Retrospectivas e Perspectivas

Praticamente todos os canais de TV promovem em sua programação de fim de ano uma retrospectiva dos principais fatos que marcaram o ano que se encerra. Pena que a maioria dos fatos não é nada animadora. Tragédias, chacinas, cataclismos naturais, corrupção do poder público, são alguns exemplos de notícias que permeiam as retrospectivas jornalísticas do ano.

Haveria algum sentido subjacente nesse mosaico de notícias? Alguma mensagem subliminar que a divindade intenta nos enviar?

Como cristãos, nosso desafio é interpretar os fatos em busca daquilo que Deus deseja nos dizer. Afinal, nem uma folha cai da árvore, sem que haja a permissão de Deus.

É fácil identificar a presença de Deus nos episódios felizes que a vida proporciona. Quem não consegue enxergar Deus no nascimento de uma criança? E quanto aos episódios infelizes? Poderíamos identificá-lO também lá? O sábio Salomão nos desafia a reconhecê-lO em todos os nossos caminhos (Pv.3:6).

Estamos sempre buscando um sentido, um significado para as coisas que nos acontecem. Não nos damos por satisfeitos em assistir à trama da vida sem entender o seu enredo. E a busca por sentido nada mais é do que a busca por Deus.

Onde está Deus?

Alguns preferem deixar Deus de fora disso tudo. Se aceitássemos esta possibilidade, seríamos deístas em vez de teístas. Deus seria apenas um expectador da história, que mesmo com o estômago embrulhado pelas cenas que vê, nada poderia fazer para alterar seu enredo.

O Deus da Bíblia não é um mero expectador. Ele é o Senhor das circunstâncias. Se não for assim, a vida simplesmente não tem qualquer sentido. Tudo é contingente.

Somos como crianças que vasculham o céu, buscando na forma das nuvens alguma silhueta familiar. Às vezes vemos a figura de uma pomba, e logo, pensamos em paz. Outras vezes vemos a figura de um cão, e pensamos na amizade. Estamos sempre fazendo conexões entre figuras e valores. Não há como evitar. É isso que nos faz humanos.

Saberíamos distinguir a figura divina no mosaico dos fatos que nos aconteceram neste ano que termina? Como reconhecê-lO em todos os nossos caminhos? Acho que sei quem pode nos dar uma boa dica! Ninguém menos que Paulo, o apóstolo prisioneiro.

Ao escrever para os cristãos de Filipos, Paulo faz uma releitura dos principais fatos que lhe acometeram naqueles dias:

“E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior avanço do evangelho” (Fp.1:12).

Que “coisas” foram essas? Será que Paulo havia ganhado na loteria? Ou conseguira um bom emprego no fórum romano? Não! Paulo fora preso, acusado injustamente de sedição. E em vez de assumir uma postura de vítima diante dos irmãos, ele busca reanimá-los, apresentando um propósito para que aquilo lhe acontecera. Ele não está muito preocupado em apresentar “porquês”, e sim “pra quês”. Talvez não houvesse uma razão plausível, mas havia um propósito divino.

Ele prossegue: “Muitos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas cadeias, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor” (v.14).

Nosso problema é que achamos que somos o centro do Universo, e por conta disso, temos a impressão de que tudo conspira contra nós. Mas quando enxergamos as coisas sob outra perspectiva, percebendo que tudo o que acontece visa o bem comum, chegamos à mesma conclusão a que chegou Paulo: “Todas as coisas cooperam em conjunto para aqueles que amam a Deus, e que são chamados segundo o seu propósito” (Rm.8:28).

Desta perspectiva, Paulo percebeu o bem que sua prisão injusta estava produzindo na vida de outros. Por causa do ânimo redobrado de muitos irmãos, o evangelho estava avançando.

É claro que havia efeitos colaterais indesejáveis. Enquanto alguns recobravam ânimo estimulados pelo exemplo de Paulo, outros se aproveitavam para pregar a Cristo por motivos sórdidos, tais como inveja e porfia. “Mas que importa?”, conclui o apóstolo, “contanto que Cristo, de qualquer modo, seja anunciado, ou por pretexto ou de verdade” (v.18).

Temos que perder a mentalidade de vítima, e enxergarmos o propósito de Deus até nas injustiças que sofremos. E quantos aos “efeitos colaterais”, deixemos que Deus cuide disso, como melhor Lhe convier.

Não se pode mudar o passado, mas pode-se fazer uma releitura em busca de um sentido que faça jus aos propósitos de Deus.


Perspectivas


Mas quanto ao futuro? Qual deve ser nossa postura? O que será que ele nos reserva? Paulo responde: “A minha ardente expectativa e esperança é de...” (v.20).

Só tem perspectivas firmes quanto ao futuro quem consegue discernir o agir de Deus em restrospectiva de sua própria vida.

Todos temos o direito de ter expectativas e esperança quanto ao futuro. Entretanto, a maioria nutre expectativas concernentes à aquisição de bens materiais, ou à realização profissional ou ministerial. Mas qual deveria ser nossa “ardente expectativa” quanto à nossa postura diante da vida?

Deixe que Paulo conclua seu pensamento: “A minha ardente expectativa e esperança é de em nada ser confundido, mas ter muita coragem para que agora e sempre, Cristo seja engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte” (v.20).

Em 2010 tudo pode acontecer. Há um leque quase infinito de possibilidades. Por isso não me impressiono com as prognosticações dos adivinhos, que geralmente são generalizações. Quem não sabe, por exemplo, que no próximo ano vai morrer alguém famoso? Quem não sabe que haverá atentados terroristas? Ou que o mundo vai enfrentar uma grande crise financeira? Afirmar isso é “chover no molhado”.

Prefiro manter a expectativa da surpresa. Por isso Deus não tem interesse de nos revelar o futuro em minúcias. Ele não quer estragar a surpresa.

Nem sei se estarei vivo no fim do próximo ano. Em vez de expectativas de realizações, nossa ardente expectativa deve girar em torno de nossa postura diante da vida. Haja o que houver, não quero ser confundido. Quero continuar enxergando Deus em todas as coisas. Quero enfrentar a vida de peito aberto, com coragem e ousadia, “agora e sempre”. A única coisa de que eu faço a mais absoluta questão, é que Cristo seja engrandecido no enredo da minha vida, seja pela vida ou pela morte. Afinal de contas, para mim o viver é Cristo!

Não importa o que o futuro nos reserva, e sim a maneira como nos portaremos diante do que vier. No dizer de Paulo, "o que é mais importante" é portar-se "dignamente conforme o evangelho de Cristo" (v.27). Isso é que faz toda a diferença.

E o que não entendermos agora, quando chegarmos à eternidade, e a fita for rebobinada, finalmente entenderemos, e glorificaremos o nome d’Aquele que nos conduziu na empoeirada estrada da existência.

Sábado, Dezembro 26, 2009

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Nosso Natal na América

Tivemos um Natal atípico este ano. A começar pela antevéspera, quando minha família e eu ficamos até uma da madrugada fazendo compras (alguns presentinhos e comida). Descobri que não é só brasileiro que deixa tudo pra última hora! O mercado estava cheio, tal qual acontece em nosso país. Fui reconhecido duas vezes por três pessoas que já haviam me assistido pregar numa igreja presbiteriana em Ocoee (New Hope Church).

Também descobrimos que algumas iguarias natalinas que são tão caras no Brasil, aqui são bem baratas, por não serem tão apreciadas. Por exemplo: compramos bacalhau cortado em filé por 3,69 dólares (mais ou menos 6,50 reais! dá pra acreditar?). Outros produtos como nozes são muito comuns aqui, e por isso, igualmente baratos.

Na véspera do Natal, recebemos em nossa casa o casal Rosie e Tony, ambos portorriquenhos, e a visita relâmpago de dois colegas de escola dos meus filhos, Rafael e Taíssa, ambos brasileiros.

Foi divertido assistir ao Pastor Carlos Eduardo de Marechal Hermes, RJ, conversando em espanhol com os nossos convidados. Não é que ele fala bem mesmo? Convenceu!

Depois de orarmos, agradecendo a Deus por nos haver enviado Seu Filho, e pedindo em favor de nossos irmãos espalhados pelo mundo, chegou o momento de compartilharmos daquilo que o Senhor proveu. Nossa ceia natalina foi uma mistura de pratos típicos do nosso país com pratos de Porto Rico. O peru feito por Tony estava suculento e delicioso. Um dos pratos que trouxeram é chamado "pastel", mas não lembra em nada o pastel que comemos com caldo de cana nas lanchonetes cariocas. Trata-se de um prato feito de banana verde, embrulhado com folhas como uma pamonha. Tive que provar uma bebida típica deles, que mistura entre outras coisas, ovos e canela. Desceu queimando!

Difícil foi fazer rabanada com pão cubano! Tânia e Revelyn bem que se esforçaram.

Na hora de compartilharmos os presentes, fui surpreendido por um presente inusitado: um GPS. Rosie que me presenteou! Já não precisarei consultar mapas e pegar direção no Google toda vez que tiver que sair para algum lugar desconhecido. Já me perdi muitas vezes! O GPS chegou em ótima hora, já que temos sido convidados para pregar em igrejas de outras cidades.

No dia 25, logo de manhã, fui à Igreja Luterana (Saint Luke’s Lutheran Church em Oviedo), onde o Bispo Bill Mikler congregou desde a infância. Lá chegando, encontramos Lisa, sua esposa, Amy e Christian, suas filhas, seu genro Jerry, e seus dois netos.

A igreja estava linda, devidamente ornamentada para a ocasião, com presépio, pinheiros, e muitas flores natalinas.

Na noite anterior, ligando para diversos pastores e amigos do Rio para desejar-lhes feliz natal, um deles, Pr. Martins, contou-me um sonho que tivera. Dois rios, um de águas claras e outros de águas turvas, se encontravam, formando um novo rio. Segundo ele, era algo como o entroncamento do rio Negro e o rio Solimões, que dão origem ao rio Amazonas. Ele me contara que por alguma razão sabia em seu espírito que um desses rios representava Lutero. O que ele não podia supor é que na manhã seguinte eu estaria, pela primeira vez, num culto luterano.

Lá estava eu, um bispo com sucessão apostólica pelas mãos de oito bispos episcopais, nascido numa igreja pentecostal (Assembléia de Deus), criado no berço do neo-pentecostalismo, e que abraçara a doutrina reformada a partir de uma experiência que tivera em Outubro de 1995, envolvendo sua filha especial. Com tantos ‘afluentes’, talvez eu representasse o rio Negro, com suas águas turvas. De fato, era como se dois mundos colidissem.

Tive que receber uma permissão especial para participar da Santa Ceia, de acordo com os regulamentos luteranos.

Desde a procissão com a Cruz, passando por todo o rito litúrgico, a homilia, a Comunhão, até a bênção apostólica, era como seu estivesse entrado numa máquina do tempo.

Emocionei-me com o choro compulsivo do Bill quando o coral começou a entoar um antigo hino eslovaco, que era cantado por seus ancestrais que migraram para os Estados Unidos há cerca de um século.

O que assisti ali não tinha nada de entretenimento. Não era um show, mas um culto reverente ao Deus que enviara Seu único Filho a este mundo para redimir o Seu povo.

É claro que como expositor da Palavra, preferia que a pregação durasse mais que os 17 minutos utilizados. Talvez uma canção contemporânea de adoração também ajudasse a contextualizar mais o culto. Mas devo confessar: embora fosse um culto litúrgico, seguindo uma tradição de cinco séculos, não cheirava a naftalina, pelo contrário, havia vida pulsando naquele lugar. Bem diferente do que muita gente pensa quando se trata de liturgia.

Acho que hoje se fechou um ciclo em minha vida ministerial. Já preguei e participei de cultos em muitas denominações diferentes, desde pentecostais, passando por presbiterianas, batistas, metodistas, comunidades, católicas, episcopais... só faltava mesmo a igreja luterana. Embora já tenha lido tanta coisa atribuída a Lutero, somente agora posso dizer que conheço um pouquinho mais da raiz do protestantismo. Quiçá, tenha se iniciado uma nova fase em minha trajetória ministerial.

Aquela visita me fez refletir por quase todo o dia sobre a beleza que há nas diversas expressões de louvor e adoração a Deus. Temos tanto que aprender uns com os outros. Breve estarei postando alguns artigos frutos desta reflexão.

Depois do culto, fomos ao cemitério da igreja, onde Bill e Lisa me mostraram onde foram sepultados seus antepassados. Fiquei a me perguntar qual seria a razão que impede que as igrejas brasileiras tenham seus próprios cemitérios. Como seria maravilhoso poder ser sepultado ao lado de outros irmãos em Cristo no mesmo lugar.

À noite, eu, minha esposa e filhos fomos à casa dos Mikler para a celebração natalina, mesmo lugar onde celebramos o Dia de Ação de Graças. Fomos recebidos lá como parte da família. A mesa estava ornamentada com um presépio em seu centro.

Fico feliz de dar aos meus filhos a oportunidade de inserir-se neste caldeirão cultural que os Estados Unidos nos oferecem. Estamos aprendendo muito com todos eles. Tanto os irmãos portorriquenhos (hispanos), quanto os americanos (anglos) têm contribuído substancialmente para que aprendamos a amar e respeitar às pessoas em seu próprio contexto social e cultural.

Apesar de toda esta experiência rica, a saudade não deu trégua. Saudade de nossa gente, de seu jeito festivo, do seu calor, de suas gargalhadas. Infelizmente não consegui falar com todos para os quais liguei. Provavelmente estavam na igreja, ou reunidos em casa de parentes. Mas valeu a pena tentar. Alguns nos atenderam emocionados, chorando de alegria e de saudade. Sorrimos com quem não conseguiu reconhecer nossa voz. Vibramos com a voz do Bispo Celso, nosso guerreiro. Choramos com a notícia da morte da filha de uma de nossas missionárias, Luciana, que tinha apenas 37 anos. Ela faleceu no dia 14. Que Deus conforte sua família. Emocionei-me ao falar com minha mãezinha. Que saudade!

Confesso que tive receio que Tânia, minha esposa, fosse tomada de tristeza quando se lembrasse que sua mãe já não está entre nós. Porém, tantas tarefas não permitiram que ela se deixasse tomar por este sentimento. Mesmo ligando para sua família, e sentindo profundamente pelo seu pai, logo se recompôs, dando vazão ao espírito natalino.

Só faltou a neve para alegrar um pouco mais as crianças. Mas querer neve aqui na Flórida já é pedir demais!

Sexta-feira, Dezembro 25, 2009

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Natal e resistência

Eu já sei. E você tem razão. O mundo não é mais o mesmo...

Todas as grandes utopias, todos os sonhos revolucionários, todas as possibilidades de transformação transformaram-se em pó.

Olhando em muitas direções, o que se vê é desencanto. Ausência de liderança. Falta de compaixão, de decência, de ética, de solidariedade.

E aí vem chegando o Natal, e no coração das pessoas de bem bate uma inquietação, uma certa angústia, um desejo quase frustrado de que tudo fosse diferente, que a vida fosse mais bela, mais valorizada, mais leve, mais gentil, mais nobre, mais viva.

A tentação inicial é a de ceder ao pessimismo, afinal, tantos Natais se passaram e pouca coisa mudou. No entanto, o que seria de nosso pobre planeta se não houvesse o Natal?

Se refletirmos bem, porque houve um Natal, porque Cristo nasceu e trouxe consigo a mensagem revolucionariamente doce da entrega a Deus e ao semelhante, o mundo ainda respira, palpita, reage, desperta, resiste, enfrenta as forças do mal, sonha, vislumbra, transcende, transgride em favor da paz, transpõe as barreiras do ódio e da indiferença e prova a si mesmo que amar ainda é possível.

Por isso, não deixemos de celebrar. Por mais paradoxal que possa parecer, é preciso festejar. A festa é eucaristia, é lembrança repetida de um gesto que se eterniza e que renova a esperança que ele enseja, inspira.

A todos, um feliz Natal!

Jorge Camargo, na Ultimato [via Pavablog]

Quinta-feira, Dezembro 24, 2009

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Natal na contramão

Não que eu não goste de Natal. Gosto muito. Minha memória retrocede no tempo e escaneia cenários fugidios de imagens singelas em um tempo que havia um clima de magia e encanto nos natais de minha infância...Os pés de loucura no pátio na frente da casa da Rua Luiz Antony piscando com luzes multicoloridas, a árvore de natal armada na sala, o cheiro de peru assado impregnando toda a casa, a euforia da espera do presente debaixo da cama, as luzes da cidade, as músicas natalinas tocando nas lojas, tudo contribuía para fazer daqueles natais de outrora, uma festa de um magnetismo irresistível.

Mas hoje tudo mudou, com raríssimas exceções. Hoje Natal é puro comércio, é consumismo impositivo, é compra-compra, é ostentação, é adquirir mais e mais coisas que jamais vai precisar, é festa promocional para os comerciantes e lojistas abarrotarem seus cofres cada vez maiores. É a adrenalina viciante na hora de entregar o cartão de crédito na loja, e muita frustração nos meses seguintes para tentar pagar as contas acumuladas e as faturas dos cartões entupindo a caixa do correio no portão.

Por tudo isso, podemos asseverar que o Natal dos tempos atuais está na contramão do Natal da Bíblia. O Natal dos tempos atuais é celebrado sem um propósito específico. Quem o celebra hoje em dia, enfatiza coisas sem a mínima conexão com o verdadeiro propósito do natal da Bíblia: Papai Noel, guirlandas, árvores coloridas, banquetes, presentes caros, bebedeiras, e festas orgiásticas, um pré-grito do carnaval, ou seja, mais uma festa sem sentido pra se justificar encher a cara.

O Natal da Bíblia está na contramão do Natal dos tempos atuais porque tem um propósito definido: Deus envia seu Filho ao mundo, no tempo certo, nascido de mulher, sendo expulso do ventre de Maria, ensopado de sangue e plasma, vindo com o propósito de libertar os homens da prisão do legalismo mortal e dos sutis grilhões do pecado, para torná-los filhos e filhas em Sua família, em um relacionamento fantástico de intimidade e aconchego no colo do Abba.
Natal da Bíblia está na contramão do Natal dos tempos atuais por ter uma marca que ninguém no mundo aceita de bom grado: a humildade.

Os pais de Jesus eram pessoas extremamente humildes e de origem pobre. José era um carpinteiro e Maria era uma camponesa adolescente sem nenhuma significância social.
A cidade dos pais de Jesus se situava em uma região humilde, totalmente fora da rota do poder e da fama, um símbolo de improdutividade desprezível.

A região da Galiléia, província da inexpressiva Nazaré, era vaticinada pelos profetas do Antigo Testamento como uma região desprezível, por ser um foco de miscigenação social e sincretismo religioso acentuados.

O lugar onde Jesus nasceu nas imediações de Belém da Judéia era humilde. Ele não nasceu nas hospedarias rústicas das estradas adjacentes, nem nas estalagens mais confortáveis de dentro da cidade. Jesus nasceu no curral no fim da rua, dividindo espaço entre os animais e o tapete de estrume no chão de barro batido e acomodado em toscos panos de linho arrumados no fundo do comedouro do aprisco.

E mais ainda, a mensagem do nascimento do Rei foi comunicada a rudes pastores que guardavam seu rebanho no ermo, nos campos longínquos, a milhares de quilômetros da suntuosidade do palácio de Herodes, dos aposentos luxuosos de Pôncio Pilatos e do aparato majestoso do templo de Jerusalém. Eram homens esquecidos, tratados como lixo pela religião, mas foi a eles que um fulgurante anjo proclamou o nascimento do Rei e foi a eles que o céu se abriu em glória e a milícia celestial estoou altos louvores dos céus.

Por último, aqueles pastores foram os primeiros a divulgarem qual era o verdadeiro propósito do Natal. Eles correram para Jerusalém e anunciaram aos quatro cantos da cidade que o Rei havia nascido e vinha pra reinar. Depois eles voltaram para o ermo, para suas ovelhas, mas agora eram outros homens, plenos de paz e certeza que Deus os amava e os acolhia, tocados pela mensagem poderosa do Natal para sempre.

Ora, se o primeiro Natal foi assim, marcado pela mais completa humildade, porque tanta pompa, tanto glamour, tanto orgulho ostensivo?

Mas ainda há tempo pra mudar. Transforme seu Natal em uma festa singela onde você poderá se doar em prol do outro, e divulgar que o Rei está presente, e pode até não mudar o mundo, mas sua vida, experimentando uma mudança tão real, que você nunca mais será o mesmo daqui por diante.

Feliz Natal!

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O significado do Natal para Cristo e os inimigos da manjedoura

Natal é a história de um Deus que Se esvazia, abre mão de Sua glória, para sair ao encontro de Sua criatura extraviada.

Nesta época do ano, muitos textos são usados como base para os sermões natalinos. Amo todos eles. Gosto dos detalhes oferecidos por Lucas. Aprecio a ponte que Mateus faz entre os acontecimentos e as profecias. Inspiro-me na ousadia de João ao expor a origem divina e atemporal do Messias. Mas para mim, o texto que melhor revela o propósito do Natal foi escrito por Paulo e está registrado em Filipenses, capítulo 2.

Paulo não se atém ao significado da encarnação de Cristo para os homens, mas aborda o seu significado para o próprio Cristo.

De acordo com o apóstolo, devemos ter “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus”(v.5). A partir desta admoestação, Paulo nos abre um leque e nos descortina o que representou tal experiência para Jesus.

1 – “Sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus...” – Para nos redimir, Cristo teve que tomar a contramão. O pecado inaugural foi ceder ao apelo da serpente, que dizia: “Sereis como Deus...” (Gn.3:5b). Para reverter isso, Jesus teve que recapitular a mesma história, embora em cenários diferentes. Diferente do primeiro homem, Ele não usurpou ser igual a Deus, ainda que fosse “em forma de Deus”. Em vez de agir com autonomia, Ele preferiu colocar-Se numa posição de total dependência do Pai, obedecendo-O em tudo (Jo.8:28-29; 12:49).

2 – “...mas a si mesmo se esvaziou...” – Lá estava Ele, deitado numa manjedoura, chorando como um bebê qualquer. Deus vazio! Deixou Seu trono de glória para hospedar-Se por nove meses no ventre de uma mulher. O Deus Onipresente confinado e protegido numa placenta, nadando no líquido amniótico. O Criador dos buracos negros, das passagens dimensionais existentes no Cosmos, teve que passar pela mesma fresta apertada por onde todo ser humano passa num parto natural. O ambiente em que nascera era fétido, sem as mínimas condições higiênicas que oferecesse conforto e segurança, tanto à parturiente, quanto ao recém-nascido. Em vez de cânticos angelicais, o que se ouviu foi o barulho característico dos animais que ali eram guardados. O Deus que fez os céus e a terra, e que mantém cada partícula do Universo pela Palavra do Seu poder, agora estava ali, frágil, vulnerável, inaugurando Seus pulmões com um choro estridente. Quem deve ter dado aquela palmada básica no bumbum do menino Deus? Não havia nenhum obstetra de plantão em Belém! Nem mesmo uma parteira experiente. É plausível acreditar que o próprio José tenha feito o trabalho, aparando o menino.

3 – “...tomando a forma de servo...” – Jesus Se identificou com as camadas mais pobres da sociedade. Embora pertencente a uma estirpe real (por isso era chamado “Filho de Davi”), teve que trabalhar desde cedo, aprendendo o ofício de Seu pai adotivo. Aquele que modelou as montanhas e os vales da Terra, agora tinha que aprender a arte da carpintaria.

4 – “...fazendo-se semelhante aos homens...”- Ele não era um embuste. Era 100% humano (embora em Sua essência fosse 100% Deus). Por isso, teve fome e sede, como demonstrado na tentação no deserto (Mt. 4). Se não fosse assim, Sua cruz seria uma encenação. A única coisa que O diferenciava dos demais humanos era o fato de jamais ter pecado (Hb.4:15).

5 – “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo...” – Do Trono Celestial para o ventre de Maria. Do ventre para a manjedoura. Da manjedoura para a vida serviçal. De lá para o deserto. Do deserto para as ruas empoeiradas dos subúrbios da Galiléia. Sua próxima escala antes da Cruz seria a bacia. Numa atitude inusitada, Jesus toma uma bacia e uma toalha, despe-Se aos olhos dos Seus discípulos, e lava-lhes os pés. Aquela era uma tarefa para os escravos. Aquele que criara os oceanos, e projetara as mais lindas praias, agora usava uma bacia rasa para banhar os pés dos Seus discípulos. Antes que as autoridades judias e romanas O humilhassem publicamente, Ele humilhou-Se a Si mesmo.

6 – “...sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” – Sua próxima parada seria um jardim. Um cenário bem parecido com aquele em que o primeiro homem preferiu rebelar-se contra o seu Criador. Jesus, o segundo Adão, tinha a oportunidade de reverter a maldição, obedecendo a Deus até as últimas conseqüências, abrindo mão de Sua própria vida. A atenção do Universo se voltou para aquele lugar. Era o momento decisivo. Jesus sofreria Sua última tentação. Enquanto Seus discípulos dormiam, deu-se o embate mais importante da história do Cosmos. O destino de cada partícula subatômica dependia do resultado desse embate. Os pássaros silenciaram-se. O vento aquietou-se. Os anjos prenderam a respiração. Suspense! Jesus pondera e apela: “Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!” Os anjos engoliram a seco. E agora? Deixem que o Filho de Deus complemente Seu pedido: “Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mt. 26:39). Onde o homem falhou, o Novo Homem venceu. O caminho da redenção estava aberto. O cosmos respirou aliviado. O que já houvera sido decidido na Eternidade, agora encontrou eco dentro do tempo e do espaço. A obediência de um reverteu para sempre o efeito causado pela desobediência de outro (Rm.5:19).

7 – “Pelo que Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Cristo Jesus é o Senhor, para glória de Deus Pai”(vv.9-11). Percebe que Paulo omite a ressurreição e a ascensão de Cristo? Da Cruz, ele vai direto para a exaltação. Por que? Alguém poderá dizer que aqui estão subentendidos tanto a ressurreição, quanto a ascensão. Pode ser que sim. Mas prefiro acreditar que Paulo percebeu que a exaltação de Cristo Se deu na Cruz. Não estou diminuindo o peso da ressurreição. Apenas demonstrando que o que deveria ser considerado vergonhoso, Deus declarou como o mais glorioso evento da História. Foi lá no madeiro que Deus fez convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus, quanto as que estão terra (Ef.1:10; Cl.1:20). Foi também lá que Ele triunfou e despojou os principados e potestades, expondo-os publicamente ao desprezo (Cl.2:15). Foi na Cruz que Deus O exaltou! Sua ressurreição e ascensão são conseqüência desta exaltação. Mesmo em Seu corpo glorioso, as cicatrizes dos cravos são mantidas. E não duvido que abaixo da coroa de glória, ainda se vêem as cicatrizes deixadas pela coroa de espinho. Essa é a Sua glória! Quando Jesus pediu ao Pai que lhe restituísse a glória que tinha antes da fundação do mundo, Ele estava falando da glória da Cruz, pois o Cordeiro foi morto antes dos tempos eternos. A Cruz não foi um acidente de percurso. A Cruz é eterna! Por isso, na visão de João em Apocalipse, o trono de Deus é ocupado por um Cordeiro “como tendo sido morto”.

É na Cruz que o tempo e a eternidade se cruzam. O Cronos e o Kairós contraem matrimônio. Do ponto de vista histórico, não se pode dissociar a cruz da manjedoura. Aqueles que afirmam que não devemos celebrar o Natal de Jesus, mas unicamente a Sua morte, estão cometendo um grande engano. Ser inimigo da manjedoura é também ser inimigo da Cruz (Fp.3:18).

Feliz Natal a todos que o celebram com o mesmo sentimento que houve em Cristo.

Quarta-feira, Dezembro 23, 2009

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Presépio de legumes tem Jesus de cenoura e couve

A fazenda Tulleys Farm, em Sussex, sudeste da Inglaterra, montou um presépio em sua loja de produtos agrícolas, onde o menino Jesus é representado por uma cenoura com uma couve de Bruxelas formando sua cabeça.

José e Maria têm cabeças de cebola e os reis magos e pastores também são feitos de frutas e legumes. Os carneiros são pequenas flores de couve-flor. As doações arrecadadas com o presépio serão destinadas à paróquia local.

O Jesus de cenoura foi considerado “ofensivo” por uma visitante, que disse a um jornal londrino que a figura deveria ser substituída. “Tudo menos uma cenoura”, teria dito a visitante.

Mas a paróquia local de Turners Hill aprovou o presépio afirmando que é natural que uma fazenda use os produtos de sua terra para representar a cena do nascimento de Jesus.

O reverendo Gordon Parry, da igreja de St. Leonards, disse: “Há muito tempo Tulleys Farm está associada à igreja local e vem apoiando St. Leonards. Também é possível entender que alguém seja sensível à questão”.

“Mas a Tulleys Farm está meramente mostrando o presépio no contexto de seu negócio. Parece apropriado que eles usem o que cristãos veriam como presentes de Deus - ou seja, legumes - para criar um símbolo do maior presente de Deus - isto é, seu filho Jesus Cristo.”

O dono da fazenda, Stuart Beare, disse que sente muito pela ofensa causada.

“Há muito tempo não queríamos que no Natal tudo girasse em torno de vendas e queríamos trazer uma mensagem da fazenda da melhor forma que conhecemos.”

“Todas as doações para o presépio vão ser revertidas para a manutenção da igreja St. Leonards em Turners Hill. Apesar das críticas, a reação dos adultos e crianças tem sido extremamente positiva”, disse ele.

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O prazer de dar presentes

É fácil entender por que receber um presente nos deixa tão felizes: ele é sinal de que você é querido e você ainda ganha o presente propriamente dito, uma novidade interessante, coisa que todo cérebro adora.

Mas por que dar um presente também é tão bom? Pela lógica racional, dar um presente custa tempo e dinheiro, e não nos traz nenhum benefício direto. Mas será mesmo?

A neurociência hoje tem uma visão diferente. Presentear traz benefícios ao cérebro, e de várias formas. A primeira recompensa para quem presenteia é o sorriso no rosto de quem recebe o pacote. O sorriso deixa a pessoa presenteada ainda mais bonita aos olhos do nosso cérebro. O cérebro registra o sorriso do outro ativando o córtex órbito-frontal, na frente, entre os olhos. Como essa parte do cérebro representa o valor positivo dos acontecimentos, a beleza do sorriso do outro, sobretudo se ele acontece por nossa causa, já é um prazer e tanto.

Segundo benefício: ao ver o sorriso no rosto da pessoa presenteada, o nosso cérebro nos faz sorrir também. Acontece assim. Sorrimos quando vemos alguém sorrir de felicidade porque isso aciona neurônios-espelho no córtex pré-motor, que, por imitação, colocam um sorriso em nosso rosto também. Junto com o sorriso vem uma série de mudanças no corpo, também provocadas pelo cérebro. A gente se sente melhor, mais leve e mais feliz.

Mas o mais impressionante é que já começamos a nos sentir bem muito antes de entregar o presente. A simples decisão hoje de fazer o bem amanhã já basta para ativar o sistema de recompensa e também o córtex órbito-frontal, o representante do lado positivo das coisas. Isso acontece muito antes de vermos qualquer sorriso se formar no rosto do outro. Essa ativação antecipada nos dá prazer, mesmo que fazer o bem tenha um custo em dinheiro e tempo. Para os céticos, o prazer que nosso cérebro sente em decidir fazer o bem seria uma prova de que não fazemos nada que não nos traga algum benefício. Mas eu prefiro pensar diferente. Imagine só: meu cérebro poderia não ligar a mínima para a possibilidade de fazer o bem aos outros. Mas ele liga. E com isso todos ganham: quem dá e quem recebe. Não é o melhor dos mundos?

Que bom que a neurociência chegou a esta conclusão. Porém, muito antes da ciência, Jesus já havia dito que melhor coisa é dar do que receber. Isto é, dar não nos proporciona apenas um prazer equivalente ao que temos quando recebemos presentes. Dar nos proporciona um prazer ainda maior. Como sempre, Jesus está a um passo à frente das descobertas científicas!

Terça-feira, Dezembro 22, 2009

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Os Excluídos do Natal

Que paradoxo! Cristo veio trazer a Paz, e o povo escolheu esse “frenesi” caótico do TER, que se prolonga por todo o mês de dezembro, culminando com o rega-bofe do dia magno da cristandade. As Boas Novas de paz para os homens, nessa época, vem sendo substituída por um espetáculo consumista e hedonista, que por instantes, encantam os olhos e entorpecem os corações.

É nos dias que antecedem a esta festa, que a tranqüilidade vai às favas. As ruas são transformadas em um caldeirão fervente de balbúrdia e correrias sem sentido. As nossas cidades, nessa época, não diferem muito da atual Belém da Judéia, cujas ruas e vielas ficam tomadas por um formigueiro de gente de todas as nacionalidades, que ali vai adorar, mais ao deus “Mamon” que ao Deus Cristão.

A epopéia do casal Maria e José ─ os excluídos da sociedade judaica que não tiveram direito a uma estalagem para abrigar o seu filho Jesus que estava prestes a nascer, hoje, são simbolizados por aqueles que nesse Natal estão longe das mesas repletas de guloseimas e vinhos; são representados por aqueles que estão bem distantes do burburinho da cidade engalanada e repleta de efêmeros atrativos. O drama dos pais de Jesus que não foram acolhidos pela sociedade daquela época, se repete diariamente na pele dos excluídos de nossa sociedade.

O vídeo que segue abaixo aponta para aquilo que muitas vezes nos recusamos a ver. Ele obriga-nos a confrontar nossas próprias mazelas, nossa miséria social e afetiva, nossa hipocrisia em relação aos excluídos e marginalizados. O conteúdo da gravação contradiz a nossa religiosidade e vinculação com o transcendente que, em analogia ao nosso Hino Nacional, “está entorpecida e deitada eternamente em berço esplêndido”. Eles, os excluídos, tão somente nos revelam grandes verdades que o espelho distorcido e deformado de nossas consciências teima em não querer enxergar.

Ao assistir a este vídeo, veio imediatamente a minha mente as palavras de Cristo: “...tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; fui desprezado e não me recolhestes; estive nu e não me vestistes; estive enfermo e preso e não me visitastes.”



Por Levi B. Santos

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Nascidos para o amor: teoria defende a "sobrevivência do mais bondoso."

O Gene Altruísta

Cientistas estão desafiando crenças aceitas há décadas - na época apresentadas como descobertas científicas - de que os seres humanos seriam fisiologicamente constituídos para serem egoístas.

Esta noção ganhou a adesão de grande parte da comunidade científica principalmente através dos trabalhos do cientista e pregador ateu Richard Dawkins, através de seu livro "O Gene Egoísta". Hoje, grande parte dos próprios geneticistas discorda das conclusões de Dawkins.

Evolução para a compaixão

Pesquisadores da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, depois de realizarem uma vasta gama de estudos, afirmam ter coletado um grande conjunto de evidências que demonstra que nós estamos evoluindo para nos tornarmos mais cheios de compaixão e mais colaborativos em nossa busca para sobreviver e prosperar.

Em contraste com o "cada um por si" de muitas interpretações da teoria da evolução pela seleção natural, o psicólogo Dacher Keltner e seus colegas defendem que os seres humanos são tão bem-sucedidos como espécie precisamente por causa do nosso carinho, altruísmo e compaixão.

"Eles chamam esse mecanismo de "sobrevivência do mais bondoso." O trabalho resultou no livro "Nascido para ser Bom: A Ciência da Vida Plena," ainda sem tradução no Brasil.

Habilidade para cuidar dos outros

"Como nossas crianças são muito vulneráveis, a tarefa fundamental para a sobrevivência humana e para a replicação dos nossos genes é tomar conta dos outros," afirma Keltner. "Os seres humanos têm sobrevivido como espécie porque nós evoluímos nossa capacidade de cuidar das pessoas que necessitam e para cooperar. Como Darwin há muito tempo supôs, a simpatia é o nosso instinto mais forte."

A equipe de Keltner está estudando como a capacidade humana de cuidar e cooperar com os outros está implantada em regiões específicas do cérebro e do sistema nervoso. Um estudo recente descobriu evidências convincentes de que muitos de nós somos geneticamente predispostos a sermos compreensivos e termos empatia.

Este estudo, feito Laura Saslow e Sarina Rodrigues, da Universidade Estadual do Oregon, descobriu que pessoas com uma variação particular do gene do receptor de oxitocina (ou ocitocina) são mais aptas à leitura do estado emocional dos outros e tornam-se menos estressados em circunstâncias tensas.

Informalmente conhecido como "hormônio do aconchego", a oxitocina é secretada na corrente sanguínea e no cérebro, onde ela promove a interação social, a educação e o amor romântico, entre outras funções.

"A tendência a ser mais compreensivo pode ser influenciada por um único gene," diz Rodrigues.

Como a bondade garante a sobrevivência?


Enquanto estudos mostram que o estabelecimento de conexões e relacionamentos sociais pode contribuir para uma vida mais significativa e saudável, a grande pergunta que os pesquisadores agora estão fazendo é, "Como é que estas características garantem a nossa sobrevivência e elevam nosso status entre os nossos pares?"

Uma resposta, de acordo com o psicólogo e sociólogo Robb Willer, é que, quanto mais generosos formos, mais respeito e influência exerceremos.

Em um estudo recente, Willer e sua equipe deram uma pequena quantia em dinheiro a voluntários que participavam de uma pesquisa. A seguir, levou-os para participar de jogos de complexidade variada, cujos resultados apontavam para benefícios para o "bem comum".

"Os resultados, publicados na revista American Sociological Review, mostram que os participantes que agiram mais generosamente receberam mais presentes, mais respeito e mais cooperação de seus pares e exerceram maior influência sobre eles."

"Os resultados sugerem que qualquer pessoa que age apenas em seu próprio interesse será evitada, desrespeitada, e mesmo odiada", disse Willer. "Mas aqueles que se comportam generosamente com os outros são tidos em alta estima por seus pares e, portanto, têm seu status elevado."

Psicologia positiva

Os benefícios da generosidade são tão grandes que os cientistas não estão mais se preocupando em por que as pessoas são generosas, mas invertendo a lógica para pesquisar o que parece ser mais patológico - por que algumas pessoas se tornam egoístas.

Esses resultados validam os resultados da "psicologia positiva", inaugurada por Martin Seligman, um professor da Universidade da Pensilvânia, cujas pesquisas, no início dos anos 1990, deslocaram-se das doenças mentais e das disfunções para investigar os mistérios da alegria e do otimismo humanos.

Embora grande parte da psicologia positiva atual esteja focada na realização pessoal e na felicidade individual, os pesquisadores da Universidade de Berkeley estreitaram suas pesquisas, estudando como ela contribui especificamente para o bem-comum.

Criando filhos mais felizes

Christine Carter, por exemplo, diretora-executiva Centro de Ciências para o Bem Maior, é criadora do site "Ciência para Criar Crianças Felizes," numa tradução livre.

O objetivo do site Raising Happy Kids, entre outras coisas, é apoiar e promover a criação de crianças "emocionalmente alfabetizadas".

Carter traduz as pesquisas cheias de rigor científico em conselhos práticos para os pais. Ela diz que muitos pais estão se afastando das atividades materialistas e competitivas e repensando o que vai trazer a verdadeira felicidade e bem-estar para as suas famílias.

"Eu descobri que os pais que começam conscientemente a cultivar a gratidão e a generosidade em seus filhos veem rapidamente seus filhos tornarem-se mais alegres e mais felizes", disse Carter, que é autora do livro Criando felicidade: 10 etapas simples para filhos mais alegres e pais mais felizes, que estará nas livrarias em fevereiro de 2010.

"O que é muitas vezes surpreendente para os pais é o quanto mais felizes eles próprios podem tornar-se," diz ela.

Texto de Yasmin Anwar

Fonte: Diário da Saúde (Sugestão do Pavablog)

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Será que Maria sabia?



Maria, tu sabias? (versão: Hermes C. Fernandes)

Maria tu sabias que o teu bebê sobre as águas andaria?
Maria tu sabias que o teu bebê nossos filhos salvaria?

Tu sabias que Ele inspiraria
Tantos livros e canções?
A criança a quem tu deste a luz
Será luz para as nações

Maria tu sabias que com Seu poder
O cego enxergaria?
Maria tu sabias que o teu bebê
Tempestade acalmaria?
Não sabias que o teu bebê
Aos anjos é superior?
Ao beijar seu rosto meigo
beijas a face do Criador!

Ah se tu soubesses!

O cego vê, o surdo ouve,
O morto viverá.
O coxo anda, o que era mudo
A Ele louvará!

Maria tu sabias que o teu bebê
É Senhor da criacão?
Maria tu sabias que o teu bebê trará restauração?

Não sabias que Ele é o Cordeiro
Que por nós Se entregou?
Essa Criança que dorme em teu colo
É o grande EU SOU!

Obs.: Não é uma tradução, mas uma adaptação.

Segunda-feira, Dezembro 21, 2009

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Jesus pode ter nascido em Dezembro!

Sempre que nos aproxima-mos desta quadra, surgem as teorias de conspiração sobre tudo o que rodeiam as celebrações, os símbolos que a identificam e como foi construída toda a festa ao redor da celebração.

A data escolhida colhe a maioria das críticas, além da comercialização ao redor da festa, assim como a perda do significado do natal, ao ponto de haver quem acuse de celebrar o "aniversário" de Jesus, como se fosse isso que estivesse em causa.

Escrevo esta pequena reflexão, porque é da parte da nossa área cristã, de onde surgem as críticas mais ferozes e injustas à celebração do Natal.

Não posso deixar de concordar que alguma parte da mensagem principal do Natal, perdeu-se; melhor dizendo, esbateu-se perante outras figuras e símbolos comerciais, que o interesse econômico impôs.

No, entanto, não são os exageros ou erros que me farão desviar da responsabilidade cristã em festejar uma das mais importantes datas do cristianismo.

A ÁRVORE

Uma das críticas que mais surge, o uso da árvore da natal como símbolo, atrai uma parafernália de suspeições e disparates.

Não vou discutir a possibilidade de origens pagãs que alguns invocam, não que consigam relacionar com o nosso uso do pinheiro de natal, mas relembrar que, segundo a tradição, foi o gigante da reforma Martinho Lutero que, pela primeira vez trouxe para o seu lar um ramo de abeto o enfeitou com velas e papéis coloridos para celebrar em família a data do nascimento de Jesus.

Se conseguirem ligar Lutero a qualquer prática de paganismo ou idolatria, então talvez possamos olhar para o pinheiro de natal desse prisma.

Claro está que para alguns Lutero foi apenas um sujeito que deu uma "mãozinha" para nos emanciparmos do catolicismo doentio em que a cristandade havia caído.

Para reforçar, convido os meus amigos estudiosos da Bíblia, a verificarem quantos encontros com seres celestiais os patriarcas tiveram debaixo de árvores, onde em alguns casos assumiam um significado simbólico de lugar de adoração do verdadeiro Deus.

Como vêem, não precisamos ir às práticas pagãs para encontrar similaridade em alguns símbolos que hoje adotamos.

OS PRESENTES

A troca de presentes, para alguns, também tem origem em todas as religiões pagãs, menos na Bíblia. Dá vontade perguntar se quem afirma tal lê as Sagradas Escrituras.

Não me vou refugiar no fato dos magos vindos do oriente o fazerem - não eram três, nem Reis e não surgiram na noite do nascimento do Salvador - mas oferecer presentes e troca simultânea, era uma prática judaica em certas festividades, as quais ainda hoje algumas delas são mantidas.
Esdras e Neemias incentivaram o povo que se encontrava em lágrimas e profunda comoção, para celebrarem o dia do Senhor com alegria e festa, enviando porções a quem não tinha nada para o fazer.

Se acham hipócrita esta reciprocidade egoísta de troca de presentes - por vezes é - está nas mãos de cada um a oportunidade de fazer diferente. Envie algo a quem nada tem, convide alguém para se juntar a si, construa algo diferente neste natal.

A DATA

A data é talvez o aspecto mais controverso a respeito do nascimento de Jesus. Aprendi desde cedo que esta não seria a data mais apropriada para o fazer, porque seria impossível Jesus ter nascido neste período do ano. (Os pastores estavam no campo, que inviabilizaria a possibilidade de Dezembro)

Não posso garantir que a escolha da data seja inocente, mas não pelas causas que alguns advogam.

Temos uma prática cristã bem enraizada de tomar datas, lugares e símbolos de religiões e cultos pagãos, não para sincretismo, mas demonstrar a superioridade do Deus que adoravam.

Acontece que, de onde menos se esperava surgem agora dados que podem oferecer à data possibilidade verossímil.

O professor S. Talmon da Universidade de Jerusalém, baseado em documentos encontrados em Qumran, conseguiu precisar as 24 ordens cronológicas das classes sacerdotais. A de Abias é que nos interessa, porque com esta ajuda sabemos que o pai de João Baptista, Zacarias, terá servido no templo entre 23 a 25 de Setembro.

Este anuncio da concepção de Isabel que, de acordo com o Evg. de Lucas, nos oferece a precisão cronológica difereniada em seis meses em relação à concepção de Maria, o que aponta o nascimento de Jesus para o mês de Dezembro.

CELEBRAR O NATAL

Seguindo o significado etimológico da palavra natal temos o que celebramos nesta data: O nascimento do Salvador.

Não é um aniversário, mas a celebração da vinda à terra em forma milagrosa e única - como Kaesman refere; irrepetível - do Verbo que encarnou, para nos salvar.

Deus não podia deixar que este evento fosse deixado ao acaso, por isso, os anjos - em número elevado - visitam os pastores e os convidam a juntar-se aos pais jovens naquela noite.

Não sei se isto lhe é relevante, mas Deus organizar esta festa e alarido, não foi de certo um equívoco ou inocente.

A mim é suficiente para escolher alguma data do ano e lembrar que, em dado momento crucial da História o céu invadiu a terra, ainda que de forma frágil e humilde, alterando para sempre o curso da mesma.

"Glória a Deus nas maiores alturas, paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem."
Lc.2.14

Posso celebrar o nascimento de Jesus em qualquer altura do ano, mas se à tradição juntar a possibilidade de ser no momento certo, ainda melhor.

Celebrar o natal é celebrar a boa vontade divina que resulta em esperança para a humanidade.

Que me desculpem todos os detratores da festa do natal - aqueles que tentam desvalorizar esta celebração universal, ou os que despem de sentido o significado do mesmo com consumismos descontrolados - mas neste natal, ainda por cima à espera de mais um membro para a família, vou festejar com alegria e com toda a gratidão pela dádiva de Deus ao mundo.

Continuo, e continuarei a celebrar esta quadra com consciência do seu real e verdadeiro valor: A salvação chegou até nós, "porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu..." Is.9.6

Bem-haja

João Pedro Robalo (Título original: Porque festejo o Natal!)

Sábado, Dezembro 19, 2009

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Sem integridade a casa cai

Israel pecou, e até transgrediram o meu concerto que lhes tinha ordenado, e até tomaram do anátema, e também furtaram, e também mentiram, e até debaixo da sua bagagem o puseram – Josué 7.11

Após a fabulosa vitória em Jericó, Josué e o povo de Israel prosseguiram em sua marcha de conquista na terra prometida. A próxima cidade da lista era a pequena cidade de Ai. Se, em Jericó, cidade bem mais fortificada, eles viram as muralhas caírem, Ai seria moleza. Mas, eles se enganaram. Na primeira investida contra Ai, os soldados voltaram derrotados e alguns deles morreram. Josué ficou arrasado com aquela derrota, pois Deus havia lhe prometido que estaria com ele, e que nunca eles seriam derrotados (Js 1.5). Em Ai, Deus queria ensinar algumas lições a Josué e ao povo de Israel. Ele queria mostrar ao povo que a vitória para eles não era somente uma questão de fé. Eles deveriam aprender que sem integridade não há vitória verdadeira. Sem integridade, Deus não lutaria por eles, como fez em Jericó.

Alguém havia roubado e escondido o produto do roubo debaixo de sua bagagem, e enquanto isso não fosse corrigido, eles não poderiam contar com a bênção de Deus. As coisas continuam sendo assim. Deus está de olho em tudo o que jogamos debaixo do tapete. Há aqueles que duvidam disso e caminham por trilhas tortuosas. Esquecem-se da ética e apartam-se do livro do qual Deus mandou meditar e fazer conforme nele está escrito (Js 1.8). Alguns caminham assim por um longo trecho a ponto de parecer que nada acontecerá. Mas, tão certo como existe um Juiz de toda a terra, “a casa cairá”, e a vergonha será grande.

Temos que aprender que qualquer sucesso sem integridade, não passa de castelo de areia. Fazer declarações, ainda que baseadas na Palavra de Deus, mas, sem vivê-la, não passa de triunfalismo.

Josué levantou-se de sua prostração e colocou a casa em ordem. Só então, ele e o povo puderam prosseguir em sua marcha de conquista. Que Deus nos dê esta fibra para andarmos sempre no caminho da integridade a fim de não passarmos vergonha. Sempre haverá uma câmera escondida nos observando. Mas, quem não deve, não teme.


Pr Edmilson

Sexta-feira, Dezembro 18, 2009

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Anjos disfarçados de gente...

Sempre tive parte com os anjos. Eles são meus companheiros desde minha mais doce infância.

Primeiro eram imaginários, grandes e com asas coloridas, e viviam a me seguir por todos os lugares, e na minha mente se iluminavam como algo fosforescente cada vez que minha mãe e sua fé ascendiam uma vela para eles - que ela chamava de anjos da guarda.

Com o passar do tempo, descobri que os anjos são seres ministradores enviados por Deus e que cuidam daqueles que hão de herdar o Reino, e que são seres que obedecem as divinas ordens de Nosso Pai Celestial.

Bem, essa é minha crença e você tem liberdade de ter a sua.

Sempre que oro, e baseada no Salmo 91 - que talvez seja um dos mais populares da Palavra de Deus - peço ao Papai que os envie para estar ao meu redor e me guardarem, livrando-me do mal e ministrando ao meu favor, e acredite, sei que eles obedecem e estão comigo... é a medida de minha fé.

Mas nos últimos anos tenho vivido situações onde só posso ser protegida e guardada por algo mais, digamos, material e menos espiritual...não que o espiritual não seja para mim algo palpável, apenas pela necessidade das situações que tem se apresentado, como por exemplo:

Alguém para dirigir meu carro na madrugada enquanto eu morrendo de cançasso e sono não tenho mais condições,
Alguém para alimentar meus filhos quando os armários já estão vazios,
Alguém para me socorrer na estrada quando um suicida se atirou sobre meu carro em alta velocidade,
Alguém para me socorrer durante uma enchente enquanto eu sozinha com meus 3 filhos já não sabíamos mais o que fazer,
Alguém para me levar ao hospital durante uma crise de visícula em que meu marido estava ausente,
Alguém que me providenciasse locomoção quando depois de um acidente fiquei sem carro e morava a 18km da cidade sem transporte publico,
Alguém que me ajudasse realmente enquanto me dedico a restauração cirurgica de meu marido,
Alguém que me ajudasse com dinheiro quando necessitei
Alguém que me desse um emprego bom e bem pago aos 50 anos de idade e depois de tantos anos sem trabalhar


...Bem, você conhece bem essas situaçõeszinhas banais que acontecem todos os dias nas vidas das pessoas e que trazem tão grande confusão e não pouca desgraça para todos...

Pois foram nessas situações que conheci e vi a verdadeira face dos anjos de Deus.

Conheci anjos com endereço certo, com celular com crédito, com conta no banco, donos de restaurantes e fábricas de alimentos ...anjos que sabem dirigir, menores de idade e até mesmo aposentados.

Ouvi a voz deles, toquei e beijei seus rostos e falo com eles ao telefone quase todos os dias .
Alguns eu nunca vi pessoalmente, mas os conheço através do TWITTER ou de seus BLOGS, pois anjo moderno que se preze tem que estar ligado na Internet...rsrsrss.

Aprendi a orar por eles com um fervor sobrenatural, pois são anjos que também necessitam de anjos para os acompanhar e proteger...são anjos de carne e osso, machucados pela vida peregrina nessa terra, mas amantes de Deus.

Muitas vezes, quando nós a imitar papagaios, oramos e pedimos que Deus envie seus anjos a nosso favor, não imaginamos que nosso Papai ao ouvir nossas orações é capaz de verdadeiramente se levantar de Seu Alto e Sublime Trono e transformar alguns seres humanos, conhecidos ou amigos, em verdadeiros Anjos de Deus.

....E olha, só pra você saber, anjo não se chama Zet, Tunis, Liuv ou Miguel apenas, mas a maioria deles se chama:

Márcia e Márcio Nunes, Leandro, Sissi Stroka, Dr. Luíz, Christina Stroka, Carmem Brunini, Fernandinha Campos e Fernanda Pitta, Vera Chiment, Clélia, Ibiapara e Márcia Romero, Raoni Romero, Cláudio, Tomáz Cundari, Cina, Robson Lamosa, Marino, Rubinho e Betânia Pirola, Humberto lá da Paraíba , Danilo e sua Genizah, Neli e seus Hai-Kais, Bete e sua botija cheia de azeite, pastor Hermes, pastor Ricardo Gondin, pastor Julio Sober e pastor Ariovaldo, Georgia lá da Alemanha, Viviana de Portugal ...e muitos , muitos outros que não conheci o nome, mas que até hoje os vejo nas ruas a bater suas asas santas sobre alguém, ou a orar e interceder pelos que ainda não conhecem...

Anjo também é gente, só que é gente especial, é gente boa, é gente amiga, e faz parte daquela raça em extinção que nós gostamos tanto de chamar de irmãos.

...que um dia Deus também me ache digna de ser usada por ele com um anjo para alguém...


Comentário de Hermes Fernandes: Senti-me tão honrado em integrar esta abençoada lista angelical. Acredito que nós, seres humanos, somos como anjos de uma asa só, que para voarem necessitam do companheirismo de outros anjos. Alice, minha cara irmãzinha, você também tem sido um anjo em nossas vidas. Obrigado pelo carinho. Digo isso não apenas em meu nome, mas também dos meus colegas que figuram nesta lista.