Quarta-feira, Setembro 30, 2009

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Em 20 anos a Ciência nos permitirá ser imortais












O cientista Ray Kurzweil afirma que dentro de 20 anos os seres humanos terão capacidade e tecnologia para tornar qualquer um imortal, graças à nanotecnologia.

Ele diz que, teoricamente, a nanotecnologia poderá substituir qualquer orgão de nosso corpo com uma eficácia milhares de vezes melhor que a “original”.

“Dentro de 25 anos poderemos fazer um mergulho de quatro horas sem ao menos precisarmos de oxigênio”.

“A nanotecnologia será capaz de aumentar tanto nossas capacidades mentais que poderemos escrever um livro inteiro em apenas alguns minutos”

“Também poderemos entrar em um modo de realidade virtual nunca visto antes, onde os sinais de nosso cérebro serão desligados e iremos para onde quisermos. O sexo virtual será algo banal.”

“No nosso dia a dia, figuras holográficas aparecerão em nossos cérebros para nos explicar o que está acontecendo.”

Fonte: Telegraph

Comentário de Hermes Fernandes: Deus deve achar graça da arrogância humana. O homem só vai até onde Deus permitir. Que a ciência é um dom divino, não há dúvida. Mas daí acreditar que ela por si só será capaz de nos levar à imortalidade, já é demais. A propósito, não foi esta a proposta da serpente ao primeiro casal, se comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal?

Imagine nos tornar imortais num corpo pecaminoso como o nosso?

Alguém mais gostaria de acrescentar alguma coisa? Fique à vontade.

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É tudo sobre Ele...



Tim Keller


Jesus é o verdadeiro e melhor Adão, que passou pelo teste no jardim e cuja obediência é imputada a nós.

Jesus é o verdadeiro e melhor Abel que, apesar de inocentemente morto, possui o sangue que clama, não para nossa condenação, mas para completa absolvição.

Jesus é o verdadeiro e melhor Abraão que respondeu ao chamado de Deus para deixar todo o conforto e a família e saiu para o vazio sem saber para onde ia, a fim de criar um novo povo de Deus.

Jesus é o verdadeiro e melhor Isaque, que foi não somente oferecido pelo Seu Pai no monte, mas foi verdadeiramente sacrificado por nós. E assim como Deus disse a Abraão, "agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho", nós também podemos olhar para Deus levando Seu Filho até o alto do monte e sacrificando-o, e então dizer, "Agora nós sabemos que Tu nos amas porque não retiveste Teu Filho, Teu único Filho a quem Tu amas, de nós."

Jesus é o verdadeiro e melhor Jacó que lutou e sofreu o golpe de justiça que merecíamos, de forma que nós, assim como Jacó, só recebêssemos as feridas da graça para nos despertar e disciplinar.

Jesus é o verdadeiro e melhor José que, à destra do rei, perdoa àqueles que o venderam e traíram e usa o seu novo poder para salvá-los.

Jesus é o verdadeiro e melhor Moisés que se põe na brecha entre o povo e Deus e que é mediador de uma nova aliança.

Jesus é a verdadeira e melhor Rocha de Moisés que, golpeada com a vara da justiça de Deus, agora nos dá água em pleno deserto.

Jesus é o verdadeiro e melhor Jó, sofredor verdadeiramente inocente, que então intercede e salva os seus tolos amigos.

Jesus é o verdadeiro e melhor Davi, cuja vitória torna-se a vitória do Seu povo, apesar deles nunca terem movido uma única pedra para conquistá-la.

Jesus é a verdadeira e melhor Ester que não apenas arriscou deixar um palácio terreno, mas perdeu o definitivo e divino; que não apenas arriscou sua vida, mas entregou-a para salvar o Seu povo.

Jesus é o verdadeiro e melhor Jonas que foi lançado para fora, na tempestade, para que nós pudéssemos ser trazidos para dentro.

Jesus é a verdadeira Rocha de Moisés, o verdadeiro Cordeiro pascal, inocente, perfeito, desamparado, sacrificado para que o anjo da morte não atentasse contra nós. Ele é o verdadeiro templo, o verdadeiro profeta, o verdadeiro sacerdote, o verdadeiro rei, o verdadeiro sacrifício, o verdadeiro cordeiro, a verdadeira luz, o verdadeiro pão.

A Bíblia definitivamente não é sobre você e eu. É sobre ele.

Fonte: BOM CAMINHO [via Pavablog]

Terça-feira, Setembro 29, 2009

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Os Sete Mil que não se prostraram diante de Baal

Nas esquinas, nas ruas, nas cidades e vilarejos, por onde andamos, em todo país, torna-se absolutamente perceptível a multiplicação de pastores cujas doutrinas afrontam a verdade do evangelho. Em nome de Cristo, os mercadores da fé, comercializam todo tipo de unção, além de propalar doutrinas e comportamentos como, crentes de segunda classe; troca de anjo da guarda; arrebatamento ao 3º céu; festa dos sinais; night gospel song; sal grosso pra espantar mal olhado; maldições hereditárias; espíritos familiares, encostos; óleo ungido pra arrumar namorado; sessões do descarrego; “paipostolos”, monarcas da fé, coronéis apostólicos, música para o diabo, atos proféticos descabidos e burrificados, dentre tantas outras coisas mais.

Em meio a tanta loucura gospel a impressão que temos é que não sobraram neste “brasilzão de meu Deus” homens cujos joelhos não se dobraram a Baal. (1 Reis 19:18.) Entretanto, ao contrário do que pensamos ou possamos imaginar, Nosso Deus de forma graciosa, tem preservado milhares de cristãos em todo país, cujos corações continuam centrados no Senhor.

Tais pessoas não se venderam nem adotaram como prática de fé a maldita Teologia da Prosperidade, comercializando as bênçãos divinas. Antes pelo contrário, ainda que experimentando as privações que a vida impõe, jamais negociaram o evangelho da salvação eterna. Gente simples, abnegada, honesta e comprometida com a Bíblia, pastores íntegros e incorruptíveis e que acima de tudo amam a Deus.

Louvo a Deus pelos defensores da fé, pelo CACP e CPR, pela Mary Schultz, pelo Euder Faber e a Vinacc, pelos blogs de apologética como o da Nani, Genizah, Púlpito cristão, Márcio de Souza, Hermes Fernandes, e dezenas de outros mais que diariamente lutam contra os ensinamentos espúrios dos apóstolos modernos.

Bendigo ao Senhor pelo Antônio Carlos Costa, pelo Paulo Brito, Marcelo Gualberto, Isaías Lobão, Luiz Wesley, Franklin Ferreira, Russel Shedd, Hernandes Dias Lopes, Augusto Nicodemos, Ariovaldo Ramos, Nélio DaSilva e centenas de outros teólogos que mantém a viva a chama da verdade. Exalto a Deus por milhares de pastores íntegros e probos e desconhecidos esparramados por essa nação que não se corromperam, nem tampouco se locupletaram do dinheiro pertencente à igreja de Deus.

Caro leitor, louvado seja o Senhor, por que ainda existem 7 mil que não prostraram ante Baal. Isto posto pergunto, e você? Se encontra dentre aqueles que não apostatou da fé?

Pense nisso!

Renato Vargens


Comentário de Hermes Fernandes: Pr. Renato, sinto-me honrado de constar de sua lista. Sou apenas mais um combatente nas fileiras do Reino, nas quais você tem sido uma referência.

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Surpreendente GRAÇA!

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Jesus vai a igreja...

Foi um encontro inusitado. Jesus estava passeando pelas ruas de Brasília, passou pela rodoviária do Plano, aquela multidão, ninguém o reconheceu. Viu um jovem a passos largos, bíblia embaixo do braço, se aproximou:

- Olá rapaz! Jesus aborda o jovem que apressa ainda mais o passo.

- Olá moço. Desculpe, estou com pressa. O jovem demonstrou desgosto pela interrupção do estranho.

- Tudo bem, eu que me desculpo pela interrupção. Jesus conhecia os seus pensamentos. Você está indo a algum lugar especial?

- Estou indo para a igreja!

- Indo à igreja?

- É! Frequento a Igreja Pentecostal dos Milagres de Jesus... Pô, eu estou com pressa, o culto já começou, dá para dar licença. O jovem quase começa a correr, tentando se esquivar daquela situação desagradável com o estranho. Alguém que aborda o outro na rua, não deve ter boas intenções.

- Igreja Pente... (imagine a cara de Jesus nesse momento). Posso ir com você?
- Ãããã... Vamos, não tem problema. Mas ai se alguém perguntar você fala que frequenta a minha célula.
- ...

Já na entrada do templo ambos são recebidos por um diácono que prontamente indica um local com cadeiras vazias.

- Quem é? Jesus pergunta apontando o diácono com a cabeça.

- É o Diácono Manoel.

- Ahhhh. Ele que cuida dos pobres e zela para que na igreja não tenha nenhum necessitado?

- Hein???? O Manoel? Ele é diácono, não a Madre Tereza. Fica quieto senão ele vem aqui. Pô, nunca veio em uma igreja não? Senta ai...

- Na verdade ir a igreja é um conceito novo para mim, sempre preferei fazer parte do Corpo. Mas e você, como anda sua vida? O que...

- Psssssiiiuuu. O jovem interrompe bruscamente a conversa. Fica quieto ai! O pastor tá pregando lá, tá vendo não?

- Mas, aqui não é a igreja? O local onde se reúnem os filhos de Deus? Onde a família do Pai celestial se junta em um só coração, compartilham suas vidas necessidades, se ajudam mutuamente?

- Cara, de que planeta você veio hein??? Aqui é igreja, tá viajando? A gente vem, escuta a palavra, dá a oferta e vai embora. O jovem acha graça daquele estranho, com idéia totalmente novas e desconhecidas.

- Mas e quando vocês conversam?

- No fim do culto ué! Caaara, vou acabar com problemas por causa dessa conversa. Sou aspirante e o Manoel tá me filmando lá da porta.

- Então quando acaba o culto é que a igreja se relaciona? O culto não é o momento no qual o meu ... o Corpo de Cristo manifesta a graça do Espirito? Um tem salmo, outro ensino, outro revelação... e todos falam para edificação mútua?

- Vééééiiii. De onde você tira essas idéias malucas? Para você falar algo tem que ter 12 discípulos, ai se candidata a aspirante. Quando for promovido a oficial pode falar na célula. Meu, pelo menos fala que é da minha célula viu?? Você já me queimou mesmo com essa falação toda. Se ficar de boa eu te levo para conhecer meu líder, aí você fala essas paradas com ele.

- Então, na célula vocês compartilham suas necessidades, dons e graça do Espírito?

- Não rapá, a célula é para ganhar mais pessoas para Jesus!!!!

- Ganhar... para Jesus? E depois, o que fazem com quem vocês dizem que ganharam?

- A gente põe eles para abrir novas células, lógico!

- Entendo, foi bom falar contigo. Jesus se levanta no meio da palavra e estende a mão ao jovem.

- Ué não vai assistir o culto?

- Não, obrigado, não sou muito de assistir... vou lá fora cultuar.

O jovem fica triste, pois Jesus saiu antes do apelo e ele viu que perdeu a oportunidade de levar mais um para sua célula. Após o término do culto, a caminho da rodoviária do Plano ele vê Jesus, sentado, cercado de pessoas de má indole, conversando alegremente. Não consegue se segurar:

- Owwww, você não disse que ia sair da igreja para cultuar??? O que está fazendo então cercado desses mundanos pecadores????

Não leve essa história herética a sério. Todos nós sabemos que para Jesus o que fazemos não é novidade!



Fonte: Filho Imperfeito [do Marcos Siqueira - Via
Tomei a Pílula Vermelha]


Comentário de Hermes Fernandes: E você, como acha que Jesus se sentiria participando de um culto em sua igreja, sentado ao seu lado? O que se faz lá O deixaria constrangido?

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

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Esvaziando os cofres da Indústria Religiosa

Por que despertamos o ódio de tanta gente quando expomos a Verdade em contraposição dos métodos e estratégias usadas pela igreja atual?

Basta um artigo sobre assuntos polêmicos como o G12, a Teologia da Prosperidade, a Quebra de Maldições, e outros, para que o ânimo de alguns que se dizem irmãos se altere.

Quando comentam em nossos artigos, em vez de exporem seus pensamentos com base nas Escrituras, preferem os ataques pessoais, tentando minar nossa credibilidade e pôr em xeque nossas motivações.

Por incrível que pareça, este não é um fenômeno recente. A igreja primitiva teve que lidar com as mesmas reações, ora por parte dos judeus, ora por parte dos gentios.

Um episódio que pode atestar o que estamos afirmando é o que lemos em Atos 19, e que nos mostra o efeito causado pela atuação do ministério de Paulo em Éfeso.

À medida que as pessoas iam se convertendo à Fé, elas abandonavam suas superstições e crendices. O texto diz que “muitos dos que tinham praticado artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos” (v.19). Até aí, tudo bem. Cada um faz o que quer com o que é seu. Quer rasgar, queimar, quebrar, dar fim, o problema é dele. Mas alguém que assistia resolveu calcular o prejuízo. “Feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil moedas de prata”. Uau! Se Judas traiu Jesus por trinta moedas de prata, e isso já era uma quanta considerável, imagine o que representava uma quantia tão vultuosa: cinqüenta mil moedas de prata!

Pra se ter uma idéia do montante, as trinta moedas recebidas por Judas foram suficientes para adquirir um campo. Isso significa que as 50 mil moedas de prata daria pra comprar cerca de 1666 campos!

Tudo isso em livros. O mercado editorial de Éfeso entrou em colapso. Aquelas pessoas que dispuseram seus livros para a fogueira, jamais voltariam a consumir tal literatura.

Devemos estar cientes que a pregação do genuíno Evangelho sempre fere interesses. Alguém vai ter que arcar com o prejuízo.

Não bastasse a quebra do mercado editorial, sobrou também para a indústria religiosa.

O texto diz que “por esse tempo houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho. Certo ourives, por nome Demétrio, que fazia de prata miniaturas do templo de Diana, dava não pouco lucro aos artífices. Ele os ajuntou, bem como os oficiais de obras semelhantes, e disse: Senhores, vós bem sabeis que desta indústria vem a nossa prosperidade. E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que se fazem com as mãos. Não somente há perigo de que a nossa profissão caia em descrédito, mas também que o próprio templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram” (At.19:23-27).

Em outras palavras, a mensagem pregada por Paulo doía no bolso e ainda maculava a reputação deles, colocando-os em descrédito perante a opinião popular.

Portanto era uma questão que envolvia dinheiro e reputação, avareza e vaidade. Para disfarçar, eles alegavam que Diana, sua deusa, estava sendo ultrajada, dando assim um ar de piedade religiosa às suas reivindicações.

Foi o suficiente para que houvesse uma manifestação popular. – Grande é Diana dos Efésios! Bradava a turba.

No fundo, no fundo, o que os incomodava não era o culto à deusa. Se o templo de Diana fosse reputado em nada, o que fariam os que viviam da venda de miniaturas dele? Imagine se convencêssemos as pessoas que a Arca da Aliança (tão em voga no meio evangélico hoje em dia) não passava de uma figura de Cristo, e que já não serve pra nada. O que fariam os pastores que distribuem miniaturas da Arca por uma oferta módica de 100 reais?

O que seria daquela cidade se o culto a Diana foi exterminado? E os milhares de romeiros que vinham de todas as partes do mundo para ver de perto da imagem que, segundo o dogma, havia caído de Júpiter?

A pregação do Evangelho causou tamanho impacto que bagunçou o coreto daquela sociedade. Todos os esquemas foram desarmados. Era como se a correia dentada do motor que a mantinha em movimento se arrebentasse. De repente, todas as engrenagens pararam.

Alguma providência tinha que ser tomada!

Tomaram dois dos companheiros de Paulo e os levaram ao teatro para apresentá-los à turba enfurecida. Paulo quis se apresentar, mas foi dissuadido por algumas autoridades que lhe eram simpáticas.

No meio do tumulto, “uns clamavam de uma maneira, outros de outra, porque o ajuntamento era confuso. A maioria não sabia por que se tinha reunido”(v.32). Eis o retrato fiel de um povo “Maria-vai-com-as-outras”, que só serve de massa de manobra nas mãos dos poderosos.

A maioria sequer sabia o que estava acontecendo. Mas não hesitavam em unir suas vozes aos demais em protesto gratuito e desprovido de sentido.

Quando Alexandre se apresentou diante do povo, acenando com a mão como quem queria apresentar uma defesa, “todos unanimemente levantaram a voz, clamando por quase duas horas: Grande é a Diana dos Efésios!” (v.34). Repare nisso: Diana era considerada deusa em todo o império romano. Mas em Éfeso, seu culto tomou um vulto inédito. Ela não era apenas “Diana”, e sim “Diana dos Efésios”. Algo parecido com o apego que muita gente tem à sua denominação. Cristo deixa de ser Cristo, para ser o “Cristo dos Batistas”, o “Cristo dos Presbiterianos”, o “Cristo dos Pentecostais”, o "Cristo dos Católicos", e assim por diante.

Finalmente, o escrivão da cidade (provavelmente um figurão da sociedade efésia), conseguiu apaziguar a multidão, dizendo: “Efésios, quem é que não sabe que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que caiu de Júpiter? Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aquieteis e nada façais precipitadamente” (vv.35-36).

Para tentar controlar o manifesto, o tal escrivão apelou ao dogma religioso.

Dogma é aquilo que não se pode contestar. É tabu. Está acima do bem e do mal. Por isso, não se discute. É isso e tá acabado.

A igreja evangélica também tem seus dogmas. Ninguém se dá o trabalho bereiano de averiguar se o que está sendo pregado bate ou não com as Escrituras.

Se o líder falou, está dito. E se alguém se atreve a questionar, é logo taxado de herege, e acusado de estar tocando no ungido do Senhor.

Alguém viu quando a estátua caiu de Júpiter? De onde provinha tal certeza? Quem anunciou o fato? Provavelmente foram os sacerdotes do templo de Júpiter, que queriam atrair o público de volta ao templo a qualquer custo.

Há uma indústria religiosa que se alimenta de mentiras, de dogmas inquestionáveis, e de superstições baratas. É esta indústria que corre o risco de quebrar se a verdade do Evangelho for anunciada, e suas mentiras desmascaradas.

Os fiéis não passam de papagaios de pirata, repetindo o que ouvem sem ao menos refletir.

Se dissermos que não há mais maldição a ser quebrada, o que será daqueles cuja prosperidade advém desta mentira? Como poderão cobrar para que as pessoas participem de um Encontro num sítio, a fim de que vejam a Deus cara a cara, e assim, sejam libertas de suas maldições?

Veja: compromissos são feitos em cima desses argumentos chulos. A prestação da propriedade adquirida pela igreja. O programa de rádio. O material de propaganda. O salário do pastor. Tudo isso tem que ser garantido pelo esquema montado. É um ciclo retro-alimentado. Se alguém chega pregando algo que contrarie o esquema, é logo taxado de herege, falso profeta, etc., pois interrompe o ciclo, produzindo um colapso na estrutura.

É isto que o Evangelho faz! Todas as estruturas injustas entram em colapso, para que um novo sistema, com engrenagens justas, se erga, tendo como centro o Trono da Graça de Deus.

Acorde, povo de Deus! Voltemos para as Escrituras! Abandonemos a mentira, o argumento falso, o estelionato, e voltemos à prática do primeiro amor. Caso contrário, Deus nos julgará, e reduzirá nossa indústria religiosa (que chamamos carinhosamente de “igreja”) aos escombros.

Não ficará pedra sobre pedra!

Domingo, Setembro 27, 2009

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O clamor de um Mundo assombrado

Sábado, Setembro 26, 2009

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Cláudia Leitte diz que quer estudar Teologia e que já recebeu sinais divinos

Cláudia Leitte diz que está mais ligada à espiritualidade do que nunca. Capa da revista "Claudia", a cantora de axé music que mata as mulheres de inveja com seu corpão diz que pensa em começar a estudar Teologia.

- Não tenho a pretensão de achar que sou dotada de qualquer poder divino, mas o que acontece por meio da minha música ajuda, sim, algumas pessoas. Sempre procuro passar boas mensagens. Só me envolvo em campanhas nas quais acredito, a favor da amamentação e contra as drogas, por exemplo. Tenho cada vez mais interesse por temas ligados à espiritualidade. Comecei a estudar Direito, depois Comunicação, mas não concluí nenhum dos cursos. Agora estou pensando em fazer faculdade de teologia pela internet - conta.

A cantora esclare que ter uma religião não é a coisa mais importante de sua vida. Mas Deus é.

- Nunca achei que a gente fosse fruto de poeira cósmica. Já recebi alguns sinais divinos na vida - afirma. - Há poucos meses, estava gravando o programa do Luciano Huck no Rio quando me senti avisada de que deveria levar rapidamente meu filho, Davi, ao hospital. Parei tudo e dei ouvidos a esse intervenção de Deus. Davi foi diagnosticado com suspeita de meningite. Nunca sofri tanto - diz ela, lembrando que o bebê agora está ótimo de saúde.

Fonte: O Globo

E aí, gente, que conselho daríamos à cantora baiana?

Sexta-feira, Setembro 25, 2009

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SURPRESA!

Por que Deus teria tanto prazer em manter certas coisas ocultas aos homens por algum tempo? Não seria pelo prazer proporcionado pela surpresa? Não estaria Ele interessado em surpreender as Suas criaturas?

Por que a realidade está tão envolta em mistérios?

O que aconteceria se substituíssemos o vocábulo “mistério” encontrado em várias passagens bíblicas por “surpresa”?

Por exemplo: “E desvendou-nos a surpresa da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” (Ef. 1:9-10).

Quando todos achavam conhecer todos os mistérios divinos, eis que, repentinamente, algo inusitado acontece. Foram séculos de preparo, para que finalmente viesse ao mundo a maior de todas as surpresas reservadas por Deus para a humanidade.

Embora já houvesse sido anunciado desde o início, ninguém poderia supor o momento e a maneira como o Prometido de Deus viria. Tanto a humanidade, quanto o mundo espiritual foram pegos de surpresa.

Em vez de nascer em um palácio, o que seria previsível para um Rei, Jesus nasceu em um estábulo. Do início ao fim de Sua vida terrena, a trajetória de Jesus foi recheada de surpresas. Segui-lo era viver em constante suspense. Ninguém podia prever Seus movimentos. Ele não disse aos Seus discípulos: “Vamos ao monte, porque vou me transfigurar pra vocês. Elias e Moisés vão dar as caras por lá...”. Não! Ele apenas chamou-os e começou a subir. O que aconteceu lá foi simplesmente inusitado.

Mesmo acompanhando-O diariamente, os discípulos não imaginavam que Aquele Galileu reuniria em Si mesmo todas as coisas que há nos céus e na terra. Dada a Sua natureza sui generis, (100% homem, sem deixar de ser 100% Deus), Ele abarcava em Seu próprio Ser toda a realidade, Criador e Criatura.

Sua vinda ao mundo foi prevista desde o início, mas a abrangência de Sua obra foi surpreendente. Ele não apenas desfaria a conseqüência do pecado (alienação da criatura do Criador), mas também introduziria uma nova ordem de coisas: n'Ele tudo Se unificaria, para que Deus fosse tudo em todos.

A bem da verdade, Jesus nunca Se preocupou em explicar muitas coisas. Ele preferia deixar acontecer sem aviso prévio, para não perder a oportunidade de surpreender Seus seguidores.

Ao surpreendê-los lavando seus pés, Ele disse: “O que eu faço não o sabes agora, mas o compreenderás depois” (Jo.13:7).

Essa compreensão só viria depois, quando o Espírito Santo lhes fosse outorgado. É desta compreensão que Paulo fala aos Efésios:

“Quando lerdes o que escrevi, podereis perceber a minha compreensão da surpresa de Cristo, o qual em outras gerações não foi manifestado aos filhos dos homens, com agora foi revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas” (Ef. 3:4-5).

Mesmo tendo recebido tal compreensão, Paulo percebia que o caráter misterioso se mantinha, porque as riquezas de Cristo eram simplesmente insondáveis. Quanto mais se compreendia, mais se tinham pra compreender.

“A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas insondáveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério (o momento certo de revelar a surpresa), que desde os séculos esteve oculto em Deus, que a tudo criou. E foi assim para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nas regiões celestiais” (Ef. 3:8-10).

Mesmo os anjos ainda não haviam compreendido plenamente os mistérios divinos. Conheciam algumas nuances, mas não suas múltiplas facetas. Surpreendentemente, Deus escolheu os seres humanos, para que através deles, Sua sabedoria fosse conhecida dos seres celestiais.

O maior de todos os segredos, guardado a sete chaves por milênios, agora deveria ser contado a todos os homens. O baú das riquezas insondáveis de Cristo finalmente está disponível e acessível a todos os seres dotados de consciência, anjos e homens.

Por tratar-se de uma tão nobre e árdua missão, Paulo rogava: “Orai também por mim, para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para com intrepidez fazer conhecido a surpresa do Evangelho” (Ef.6:19).

E qual é a surpresa do Evangelho?

“Combato para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus – Cristo, em quem estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Col.2:2-3).

A grande surpresa de Deus se chama Cristo. Não apenas Cristo por nós, morto na cruz, ressurreto ao terceiro dia e assunto ao céu. Mas também Cristo em nós, vivendo através de nós a vida que jamais viveríamos por nós mesmos.

“A surpresa que esteve oculta durante séculos e gerações, e que agora foi manifesta aos seus santos. A eles Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória desta surpresa entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória” (Col. 1:26-27).

Eis a esperança de que a humanidade seguirá seu rumo, de glória em glória, ininterruptamente, até a glória derradeira. É Cristo quem a conduzirá, e através do Seu Espírito, em plena liberdade, lhe garantirá um futuro glorioso e promissor, em que Deus será tudo em todos.

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Esmagados pela CULPA

O problema vai além de não cair; a questão é como lidar com a queda para que ela não leve toda uma vida para o desperdício da mediocridade. A grande tragédia não são práticas como a masturbação ou a fornicação, e nem a pornografia. A tragédia é que Satanás usa a culpa decorrente desses pecados para extirpar todo sonho radical que a pessoa teve ou poderia vir a ter. Em vez disso, o diabo oferece uma vida feliz, certa e segura, com prazeres superficiais, até que a pessoa morra em sua cadeira de balanço, em um chalé à beira de um lago.

Hoje de manhã mesmo, Satanás pegou seu encontro das duas da manhã – seja na televisão ou na cama – e lhe disse: “Viu? Você é um derrotado. O melhor é nem adorar a Deus. Você jamais conseguirá fazer um compromisso sério para entregar sua vida a Jesus Cristo! É melhor arrumar um bom emprego, comprar uma televisão de tela plana bem grande e assistir o máximo de filmes pornográficos que agüentar”. Portanto, é preciso tirar essa arma da mão dele. Sim, claro que quero que você tenha a coragem maravilhosa de parar de percorrer os canais de televisão. Porém, mais cedo ou mais tarde, seja nesse pecado ou em outro, você vai cair. Quero ajudá-lo a lidar com a culpa e o fracasso, para que Satanás não os use para produzir mais uma vida desperdiçada.

Cristo realizou uma obra na história, antes de existirmos, que conquistou e garantiu nosso resgate e a transformação de todos que confiarem nele. A característica distintiva e crucial da salvação cristã é que seu autor, Jesus, a realizou por completo fora de nós, sem nossa ajuda.

Quando colocamos nele a fé, nada acrescentamos à suficiência do que fez ao cobrir nossos pecados e alcançar a justiça que é considerada nossa. Os versículos bíblicos que apontam isso com mais clareza estão na epístola de Paulo aos Colossenses 2.13-14: “Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões e cancelou o escrito de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz”.

É preciso pensar bem nisso para entender plenamente a mais gloriosa de todas as verdades: Deus pegou o registro de todos os seus pecados – todos os erros de natureza sexual – que deixavam você exposto à ira. Em vez de esfregar o registro em seu rosto e usá-lo como prova para mandar você para o inferno, Deus o colocou na mão de Seu filho e pregou na Cruz. E quem são aqueles cujos pecados foram punidos na cruz? Todos que desistem de tentar salvar a si mesmos e confiam apenas em Cristo. E quem assumiu essa punição? Jesus. Essa substituição foi a chave para a nossa salvação.

Alguma vez você já parou para pensar no que significa Colossenses 2.15? Logo depois de afirmar que Deus pregou na cruz o registro de nossa dívida, Paulo escreve que o Senhor, “tendo despojado os poderes e as autoridades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz”. Ele se refere ao diabo e seus exércitos de demônios. Mas como são desarmados? Como são derrotados? Eles possuem muitas armas, mas perdem a única que pode nos condenar – a arma do pecado não perdoado. Deus pregou nossas culpas na cruz. Logo, houve punição por elas – então, seus efeitos acabaram! O problema é que muitos percebem tão pouco da beleza de Cristo na salvação que o Evangelho lhes parece apenas uma licença para pecar. Se tudo que você enxerga na cruz de Jesus é um salvo-conduto para continuar pecando, então você não possui a fé que salva. Precisa se prostrar e implorar a Deus para abrir seus olhos para ver a atraente glória de Jesus Cristo.

Culpa corajosa – A fé que salva recebe Jesus como Salvador e Senhor e faz dele o maior tesouro da vida. Essa fé lutará contra qualquer coisa que se coloque entre o indivíduo salvo e Cristo. Sua marca característica não é a perfeição, nem a ausência de pecados. Quem enxerga na cruz uma licença para continuar pecando não possui a fé que salva. A marca da fé é a luta contra o pecado. A justificação se relaciona estreitamente com a obra de Deus pregando nossos pecados na cruz. Justificação é o ato pelo qual o Senhor nos declara não apenas perdoados por causa da obra de Cristo, mas também justos mediante ela. Cristo levou nosso castigo e realiza nossa retidão. Quando o recebemos como Salvador e Senhor, todo o castigo que ele sofreu, e toda sua retidão, são computados como nossos. E essa justificação vence o pecado.

Possuímos uma arma poderosa para combater o diabo quando sabemos que o castigo por nossas transgressões foi integralmente cumprido em Cristo. Devemos nos apegar com força a essa verdade, usando-a quando o inimigo nos acusar pelas nossas faltas. O texto de Miquéias 7.8-9 apresenta o que devemos lhe dizer quando ele zombar de nossa aparente derrota: “Não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei (…) Sofrerei a ira do Senhor, porque pequei contra ele, até que julgue a minha causa e execute o meu direito”. É uma espécie de “culpa corajosa” – o crente admite que errou e que Deus está tratando seriamente com ele. Mas, mesmo em disciplina, não se afasta da bendita verdade de que tem o Senhor ao seu lado!

Há vitória na manhã seguinte ao fracasso! Precisamos aprender a responder ao diabo ou a qualquer um que nos diga que o Senhor não poderá nos usar porque pecamos. “Ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei”, frisou o profeta. “Embora eu esteja morando nas trevas, o Senhor será a minha luz.” Sim, podemos estar nas trevas da iniqüidade; podemos sentir culpa, porque somos, realmente, culpados pelo nosso pecado. Mas isso não é toda a verdade sobre o nosso Deus. O mesmo Deus que faz nossa escuridão é a luz que nos apóia em meio às trevas. O Senhor não nos abandonará; antes, defenderá a nossa causa.

Quando aprendermos a lidar com a culpa oriunda de nossos erros com esse tipo de ousadia em quebrantamento, fundamentados na justificação pela fé e na expiação substitutiva que Cristo promoveu por nós, seremos não apenas mais resistentes ao diabo como cometeremos menos falhas contra o Senhor. E, acima de tudo, Satanás não será capaz de destruir nosso sonho de viver uma vida em obediência radical a Jesus e de serviço à sua obra.

John Piper é escritor e pastor da Bethlehem
Baptist Church, em Minneapolis (EUA)

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Lá vem ela...manhã!



Esta linda canção expressa nossa esperança de que estamos a caminho da alvorada. A noite é passada, e o dia é chegado. As trevas vão passando e já brilha a verdadeira luz. A vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando cada vez mais, até ser dia perfeito. O dia tá clareando, pessoal! É hora de acordar!

Quinta-feira, Setembro 24, 2009

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Por um novo tipo de Espiritualidade

Não é preciso muita perspicácia para perceber que o movimento evangélico ocidental passa por uma grande crise. As incursões do neofunda-mentalismo da direita religiosa na política estadunidense não ajudaram muito. Os reclames para que a sociedade preservasse “valores morais” caíram por terra porque não encontraram respaldo nas próprias igrejas, que se revezaram em escândalos.

Para agravar a crise, grandes segmentos evangélicos se apressaram em legitimar a invasão do Iraque, argumentando que a Bíblia respaldava uma “guerra justa”. Na América Latina, principalmente no Brasil, a rápida expansão do pentecostalismo produziu um grave desvio ético na compreensão do evangelho. Surgiu um novo fenômeno religioso, mais comumente identificado como “teologia da prosperidade”. O que se ouve como “pregação” pelos teleevangelistas e nas megaigrejas dificilmente poderia ser associado ao protestantismo histórico ou ao pentecostalismo clássico.

Como não há mais nenhuma novidade em afirmar que mudanças radicais precisam acontecer no movimento evangélico, a questão agora é perguntar: “O que deve mudar?” Eis algumas propostas:

Proponho uma espiritualidade menos eficiente. Que os pastores desistam de associar a aprovação de Deus a seus ministérios com projetos bem-sucedidos. A fé cristã não se propõe a refletir o mundo corporativo em que competência se prova com resultados. Na espiritualidade de Jesus, os atos de alguns servos de Deus podem ser anônimos, despercebidos e pequenos. A urgência de comunidades crescerem, de pastores provarem como Deus os abençoou com “ministérios aprovados” acabou produzindo essa excrescência: igrejas que mais se parecem com balcões de serviços religiosos do que com comunidades de fé.

Proponho uma espiritualidade menos cognitiva e mais vivenciada. A priorização da “reta doutrina” sobre a experiência da fé acabou produzindo crentes argutos em “provar” a sua fé, mas frágeis no testemunho. A obsessão pela verdade como uma construção racional faz com que os catecismos se tornem belas elaborações conceituais, enquanto os testemunhos pessoais se mantêm questionáveis. O evangelho precisa ser escrito em tábuas de carne; mostrar-se nos atos daqueles que se propõem a brilhar como luz do mundo.

Proponho uma espiritualidade menos mágica e mais responsável. A idéia de um Deus intervencionista que invade a todo instante a história para resgatar seus filhos, dando-lhes alívio, abrindo portas de emprego e resolvendo querelas jurídicas, acabou produzindo crentes alienados, sem responsabilidade histórica e sem iniciativa profética. Com esse comodismo, as igrejas se distanciaram da arena da vida. Passaram a acreditar que bastaria amarrar os demônios territoriais para acabar com a violência e com a miséria. O evangelho não propõe que a história seja transformada por encanto, mas com ações políticas que defendam a justiça.

Proponho uma espiritualidade menos intolerante. A idéia de um mundo perdidamente hostil a Deus gera igrejas intransigentes, que se enxergam privilegiadas. A radicalização da doutrina da queda faz com que se perceba o mundo condenado, irremediavelmente perdido. Com essa visão, a igreja se fecha, só encara o mundo como um campo de batalha, e é incapaz de acolher os moribundos que jazem às margens das estradas. A espiritualidade evangélica precisa resgatar doutrinas conhecidas nos primeiros anos da Reforma, como a "imago Dei" (a imagem de Deus em todos) e a graça comum (o favor de Deus capacitando a todos).

Proponho uma espiritualidade que promova a vida.
Os evangélicos pregaram a salvação da alma por anos a fio e, muitas vezes, esqueceram que Deus deseja que experimentemos vida abundante antes da morte. Aliás, o céu deveria ser uma conseqüência das escolhas que as pessoas fazem na terra e não uma promessa distante. Com essa ênfase exagerada na salvação da alma, alguns se contentam com uma existência sofrível, mal resolvida, e acreditam que um dia, no além, tudo ficará bem.

Proponho uma espiritualidade que não contemple a santidade como apuro legal, mas como integridade. Com cobranças legalistas, os ambientes se tornam exigentes. É inócuo estabelecer o alvo da vida cristã como uma perfeição exagerada, que para alcançá-la seria necessário transformar as pessoas em anjos. Hipocrisia nasce com esse tipo de exigência. É preciso dialogar com as imperfeições, com as sombras e luzes da alma; sem culpas e sem fobias. Só em ambientes assim, existe liberdade para amadurecer.

Proponho uma espiritualidade que estabeleça como objetivo gerar homens e mulheres gentis, leais, misericordiosos. Antes de almejar aparecer como a instituição religiosa detentora da melhor compreensão da verdade, que procuremos amar com singeleza; antes de nos tornar uma força política, que saibamos caminhar entre os mais necessitados; antes de alcançar o mundo inteiro, que trabalhemos ao lado daqueles que constroem um mundo melhor.

Estou consciente de que minhas propostas não têm muita chance de se realizarem, mas vou mantê-las como um horizonte utópico e vocação.

Soli Deo Gloria

Texto de Ricardo Gondim

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O Evangelho 3G: Grana, Glamour e Gambiarra

“Uma congregação enorme é algo bom e agradável, mas a maior parte das comunidades precisa mesmo é de alguns santos. A tragédia é que pode ser que eles estejam lá, como embriões, esperando ser descobertos, precisando de treinamento eficiente, aguardando ser libertados do culto à mediocridade”- Martin Thornton

Está inaugurada a portabilidade eclesiástica! Vai ter pastor colocando catraca eletrônica na porta do templo, pelo menos assim dá pra saber (contabilizar) se o fluxo aumentou ou (bate três vezes na madeira da cruz…) se diminuiu. Imagine a cena: uma pessoa chega para o pastor e diz: “Pastor, quero mudar pra essa igreja, mas quero ficar com a minha teologia” – eis a porta(dos fundos)bilidade da fé.

O evangelho 3G chegou pra ficar! Grana, glamour e gambiarra. Agora vai! Só não sabemos pra onde… O problema maior é que os crentes/clientes do balcão da religiosidade tresloucada pós-moderna vão ficar cada vez mais chatos. Para aquela perguntinha do apóstolo Paulo aos Gálatas 3.1: “Quem vos fascinou?”, a resposta hoje será um uníssono: “a portabilidade!”.

O evangelho 3G tem a seguinte configuração:

Grana: O evangelho 3G é o evangelho do moneycentrismo. Você vale o que seu bolso determinar. Se você tem dinheiro, ah, “o céu é o limite”, você pode tudo! O evangelho 3G tem horror a pobre. É a teologia Caco Antibiana! Detesta “ofertinhas” e “viuvinhas”. Tem alergia ao diminutivo. O negócio é a “reunião dos empresários”, a “unção da prosperidade” e o “voto faraônico”. A sua trindade é assim: Lucro, Consumo e Prosperidade. Coitados dos que recebem o famigerado salário mínimo…

Glamour: O evangelho 3G é o evangelho da ostentação, do luxo. Das revistas imitando pobremente a “Caras” (aí fica “Faces”, pra dar uma de crente), aos pastores e pastoras “emergentes” (aqueles “papagaios de piratas” que não perdem uma noite de autógrafos). Eles adoram aparecer na TV. São viciados nos holofotes. Já não andam de carro (principalmente no trânsito eterno de sampa), eles têm helicóptero, chiques não? É o evangelho Dolce Gabana, Daslu, Armani e cia. Coitado do Jesus dos evangelhos, com aquelas sandalinhas de couro… ninguém merece…

Gambiarra: O evangelho 3G é o evangelho da maracutaia. É a igreja de Simão (um mágico safado que percebeu a possibilidade marqueteira e quis “dar uma de esperto” pra cima dos apóstolos – At. 8. 9-20). É a teologia canalha que, em nome de Deus, vai “profetizando” seu estelionato religioso. O evangelho da gambiarra é baseado na lei fundamental da pilantragem: você é um trouxa; eu sou o profeta que vai dar a você a chance de ser alvo da minha esperteza! Você nasceu pra ser iludido; eu, pra iludir – o mundo é maravilhosamente ordenado! Coitados daqueles irmãos que acreditam numa coisa chamada “caráter...

Esse é o Evangelho 3G. Eu até queria escrever mais… só que tô me sentindo péssimo… desculpe, é que a vontade de vomitar é grande… vou correr pro banheiro…


***
Fonte: Alan Brizotti

Quarta-feira, Setembro 23, 2009

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Quem pode tirá-lo do buraco?

Terça-feira, Setembro 22, 2009

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Hora de acabar com a farra dos lobos!

Paulo jamais experimentara uma despedida como aquela. Os irmãos efésios simplesmente não admitiam sua partida.

Embora tenha passado apenas dois anos ali, sua dedicação em tempo integral criou um forte laço de amor entre eles.

Sua consciência estava tranquila, pois em suas próprias palavras, nada que útil fosse, deixou de anunciar e ensinar "publicamente e nas casas" (At.20:20). Repare nisso: todo o ministério de Paulo junto aos efésios se dava num ambiente aberto, sem segredos, sem mistério. Era nesse ambiente aberto que Paulo lhes anunciara todo o conselho de Deus (v.27). Ele jamais deixara nada para uma ocasião especial, pois sabia que a qualquer momento Deus o requisitaria para outro lugar, e por isso, queria estar inocente do sangue daquela gente.

Agora, ele tinha que convencê-los de que era "compelido pelo Espírito" que ia para Jerusalém, mesmo sabendo que o que o esperava eram prisões e tribulações. Mas tudo bem! Afinal de contas, Paulo não tinha sua vida por preciosa, desde cumprisse com alegria o ministério que recebera do Senhor, dando testemunho da graça de Deus.

Chegara a hora da despedida! Nunca mais aquele povo o veria novamente.

Olhando para os que ficariam responsáveis pelo rebanho, Paulo diz: "Olhai por vós, e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue" (v.28).

A coisa é séria! Cuidar do rebanho de Deus é a melhor declaração de amor que podemos fazer a Ele. Por isso, quando Pedro respondia que amava ao Senhor, Jesus lhe dizia: Apascenta minhas ovelhas!

O rebanho não é meu, não é da igreja A, B ou C. O rebanho é do Senhor, e foi comprado com o sangue de Deus! Se escandalizou com esta expressão, volte a ler o texto e verifique se não é isso que diz ali: Sangue de Deus.

Naquele momento de impasse, Paulo embarga a voz, engole
seco, e diz:

"Sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho" (v.29).

Se ele pudesse, certamente ficaria por ali mesmo, para afugentar esses lobos cruéis, que certamente já espreitavam o rebanho, esperando apenas pela sua saída.

A crueldade é a primeira característica desses lobos. Por isso, eles não poupam o rebanho. Não se satisfazendo só com a lã, querem também sua carne, seu sangue, sua alma.

Esses lobos não viriam de fora, mas emergiriam de dentro do próprio rebanho, falando coisas perversas com uma única finalidade: "atrair os discípulos após si" (v.30). Não eram lobos vira-latas, mas lobos com pedigree.

Em vez de atrair as pessoas a Cristo, preferem atraí-las a si, com
seu carisma, com sua atenção, com seu amor fingido, com palavras elogiosas e falsas. Pena que as pessoas sejam tão
propensas a acreditar nesses lobos.

Escrevendo a Tito, Paulo os apresenta como "insubordinados, faladores vãos, e enganadores" (1:10). O que fazer com eles? Deixá-los à vontade para que se sirvam das ovelhinhas de Jesus? Definitivamente, não! "É preciso tapar-lhes a boca, porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância" (v.11).

Já que não dá pra evitar a aproximação desses lobos cruéis, vamos colocar focinheiras neles, para que não devorem as ovelhas de Deus.

Vamos mostrar para esses lobos, que a igreja de Cristo não lhes servirá mais de playground. Chega de se divertirem às custas do rebanho de Deus. Vamos colocá-los para jejuar. Se quiserem se alimentar, terão que mudar seu cardápio. Ovelhas, não mais!

E para tapar-lhes a boca, temos que denunciá-los, expor suas intenções, revelar suas estratégias. Não podemos nos calar, pois isso seria fatal.

Em outras passagens, Paulo se refere a esses maus obreiros como cães. Eu diria mais: cães raivosos. Quando não matam a ovelha, transmitem-lhe raiva.

A gravidade da situação era tamanha, que Paulo conclama os efésios a se lembrarem que durante três anos ele não cessou de admoestá-los com lágrimas noite e dia.

Não brinque com coisa séria! Famílias inteiras têm sido devoradas por esses lobos vorazes.

Que nossa admoestação seja, ao mesmo tempo, um cajado para resgatar as ovelhas que já estiverem na boca desses lobos, e uma vara impiedosa para colocá-los pra correr.

Um último aviso para você, lobo cara-de-pau: Desista das ovelhas do Senhor! Se quiser, fique de longe babando, mas não se atreva a se aproximar, caso contrário, você experimentará a fúria do Bom Pastor.

Está dito!

13

Mensageiros vindos do Futuro

Até aonde vai a nossa responsabilidade, enquanto igreja de Cristo, para com aqueles a quem temos alcançado? Será que se encerra no âmbito espiritual? O fato de lhes ter anunciado a vida eterna em Cristo já seria suficiente? Ora, não se pode compartimentar a existência humana, atribuindo maior valor a uma dimensão em detrimento de outras. Uma igreja voltada para o futuro deve acolher o indivíduo por inteiro, incluindo suas aspirações, sua vocação, suas potencialidades.

Deus revelara ao profeta que uma fome se abateria sobre as terras de Israel. Imediatamente, ele se lembrou daquela família, que com tanto carinho o hospedou em sua casa por longo tempo. A atitude de Eliseu deve servir como modelo para uma igreja que exerça sua função profética na sociedade. O mal não pode ser ignorado, mas deve ser denunciado, e suas conseqüências devem ser anunciadas, dando oportunidade para que as pessoas fiquem precavidas, e o pior possa ser evitado.

Jesus fez o mesmo quando anunciou a destruição de Jerusalém, trinta anos antes que acontecesse. Seus discípulos foram advertidos para que deixassem imediatamente a cidade, tão logo ela fosse cercada pelo exército romano.

Terminada a fome que abatera em Israel, aquela mulher voltou para a sua propriedade, e em uma audiência com o rei, reivindicou a restituição de seus bens (v.3).

O que mais chama a minha atenção neste texto é a maneira como Deus tece as circunstâncias para beneficiar àquela mulher e a sua família. Afinal, nada acontece por acaso. Há um Deus que é Senhor absoluto das circunstâncias. Ele não dá ponto sem nó.

Talvez aquela mulher não pudesse compreender a razão pela qual Deus permitira que seu filho amado morresse. Afinal, Deus o havia dado sem que ela pedisse. Agora, não fazia sentido algum Deus lhe tomar o único filho.

É claro que ela ficou sobremodo agradecida e alegre quando Deus lhe restituiu o menino, porém, não podia supor a maneira como esse milagre alteraria o rumo de sua vida.

Tudo o que Deus faz em nossa vida, não visa apenas o prazer momentâneo, mas principalmente a repercussão disso em nosso futuro. Quando aquela mulher adentrou a sala real, ela interrompeu uma conversa entre o rei e Geazi, discípulo do profeta Eliseu.

O teor da conversa? Adivinha!

O rei, curioso, queria saber das últimas proezas do profeta. “Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito. Contando ele ao rei como Eliseu restaurara à vida um morto, a mulher cujo filho ele havia restaurado à vida clamou ao rei que lhe devolvesse a sua casa e as suas terras. Disse Geazi: Ó rei, meu senhor, esta é a mulher, e este o seu filho a quem Eliseu restaurou à vida” (vv.4-5). Coincidência? Não! Providência!

Ora, seu objetivo ali era reclamar a devolução de suas propriedades, e não contar o que Deus lhe havia feito por intermédio de Eliseu. Mas Deus, que escreve sempre certo, e com linhas muito bem traçadas, proveu um meio de tornar aquela reivindicação uma prioridade para o rei.

Ao contar com detalhes o que acontecera com seu filho “o rei lhe designou um oficial, dizendo: Faze restituir-lhe tudo o que era seu, e todas as rendas do campo desde o dia em que deixou a terra até agora” (v.6). Que bela surpresa! Além de ter suas terras de volta, ela ainda recebeu do rei tudo o que ela deixou de colher todos aqueles anos. Tudo por causa do testemunho que Geazi deu acerca do milagre operado por Deus na vida daquela mulher. De fato, a repercussão de um testemunho pode abrir muitas portas. Não há fatos isolados. Se um abismo chama outro abismo, uma bênção tem o poder de atrair outras tantas. Jamais ela poderia supor que a ressurreição de seu filho fosse impactar de tal maneira o coração daquele rei, a ponto de ele restituir-lhe os anos perdidos.

Mas o capítulo 8 de II Reis não termina aqui. Embora este episódio tenha tido um final feliz, o texto prossegue contando um caso contrastante, que nos leva a meditar um pouco mais acerca do futuro daqueles por quem somos responsáveis. Caminhemos um pouco mais pelo texto:

“Eliseu foi a Damasco, e Ben-Hadade, rei da Síria, estava doente. Quando anunciaram ao rei: O homem de Deus chegou aqui, disse ele a Hazael: Toma um presente contigo e vai encontrar-te com o homem de Deus. Por intermédio dele pergunta ao Senhor: Sararei eu desta doença? Foi Hazael a encontrar-se com ele, e levou um presente consigo, a saber, quarenta camelos carregados de tudo o que era bom de Damasco. Veio, pôs-se diante dele, e disse: Teu filho Ben-Hadade, rei da Síria, me enviou a ti para perguntar: Sararei eu desta doença? Respondeu-lhe Eliseu: Vai, e dize-lhe: Certamente sararás. Mas o Senhor me mostrou que ele morrerá. E olhou para Hazael, fitanto nele os olhos até que este se sentiu envergonhado. Então o homem de Deus chorou. Perguntou Hazael: Por que chora o meu Senhor? Respondeu ele: Porque sei o mal que hás de fazer aos filhos de Israel. Porás fogo às suas fortalezas, os seus jovens matarás à espada, os seus meninos despedaçarás, e as suas mulheres grávidas fenderás.

Vislumbrar o futuro pode ser gratificante, mas também pode ser aterrorizador. Eliseu teve um vislumbre do futuro e ficou indignado. Aquele moço enviado pelo rei para presentear o profeta representava uma ameaça ao futuro do povo de Israel. Embora fosse apenas um serviçal, seu destino era ser o próximo monarca da Síria. Ele mesmo retrucou o profeta, quando se viu embaraçado diante do olhar perscrutador de Eliseu: “Como é que teu servo, que não passa de um cão, poderia fazer tão grande coisa? Respondeu Eliseu: O Senhor me mostrou que hás de ser rei da Síria.”

Os jovens seriam mortos à espada, os meninos seriam despedaçados, e as grávidas seriam partidas ao meio... Que desgraça!

Imagino o que se passou na cabeça de Eliseu. Talvez houvesse pensado até em tirar a vida daquele rapaz ali mesmo, para evitar o pior.

A preocupação do rei era apenas com o seu futuro. Porém, a preocupação do profeta era com o futuro do seu povo. De fato, o rei sararia. Ele não morreria vítima daquela enfermidade, mas de um assassinato.

Interessante perceber que o texto fala de duas realidades opostas. Na primeira, um menino é restituído ao seio da família, para que seu testemunho garantisse a restauração de todos os bens perdidos por sua família durante o tempo de fome em Israel. Na segunda, um rapaz enviado como mensageiro de um rei representava um futuro ameaçador para o povo de Israel.

Dois “futuros” radicalmente opostos e contrastantes.

Eliseu tinha olhos clínicos, capazes de distinguir os espíritos, os propósitos do coração, e vislumbrar o futuro.

Quantos jovens e meninos abandonados pela nossa sociedade, que vêm ao nosso encontro para trazer um recado do futuro?Aquela criança que hoje ignoramos nos sinais de trânsito, é a mesma que amanhã poderá invadir nossa casa e manter nossa família refém. Ah, se tão-somente fôssemos mais sensíveis à voz que nos vem do futuro para nos avisar.

O futuro sempre envia seus mensageiros!

Alguns deles trazem mensagens de esperança, enquanto outros nos vêm para despertar nossa consciência, a fim de fazermos algo hoje e evitarmos a desgraça que pode estar em nosso caminho.O texto termina revelando que o que Eliseu temia veio a acontecer:

“Então deixou a Eliseu, e voltou a seu senhor, o qual lhe perguntou: Que te disse Eliseu? Respondeu ele: Disse-me que certamente sararás. No dia seguinte, Hazael tomou um cobertor, molhou-o na água e o estendeu sobre o rosto do rei, de modo que este morreu. E Hazael reinou em seu lugar.”

Neste caso em particular, nada foi feito para alterar o rumo das coisas. Porém, há sempre algo que podemos fazer hoje para defender nosso futuro. Um menino que deixa as drogas e retorna à vida hoje, poderá ser a chave para a sobrevivência de toda uma família amanhã.

Que possamos fazer algo agora, em vez de simplesmente ficarmos na expectativa que o pior nos acometa. Ainda que da perspectiva da eternidade o futuro já esteja pronto, para nós que vivemos do lado de cá, o futuro precisa ser construído.

Estou convencido que o papel da igreja não é apenas garantir vida eterna às pessoas, mas também trabalhar para garantir o futuro da humanidade.

Segunda-feira, Setembro 21, 2009

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Na Mira dos Caçadores de Almas

A igreja cristã contemporânea está enferma. Um vírus chamado “falso profetismo” infiltrou-se em seu organismo e o infectou. Acredito na possibilidade de tal contágio, porém, sem afetar os fundamentos. Deixe-me explicar:

Paulo, o apóstolo, diz que “ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1 Co.3:11). Todas as denominações que professam sua fé em Cristo, têm n’Ele seu único e irremovível fundamento.

Por pior e mais letal que seja um vírus, ele é incapaz de afetar a composição genética do organismo. O DNA é o fundamento que não pode ser alterado.

Qualquer grupo religioso que confessar que Cristo é o Filho de Deus, vindo ao mundo para salvar a humanidade, pode ser reconhecido como genuinamente cristão.

O problema começa, não no fundamento, mas na edificação das paredes.

Embora o fundamento já esteja posto, “veja cada um como edifica sobre ele” (v.10b). Uns poderão levantar um edifício de ouro, outros de madeira, e outros até de palha.

Jamais poderemos culpar a Cristo pela cabeça de porco que alguns ministérios têm edificado sobre Ele. Porém, é mister que se diga que cada obra passará por uma avaliação. Não se vai avaliar a beleza das paredes, mas a sua durabilidade. Afinal de contas, o fruto que produzimos deve permanecer.

Madeira, palha e feno não servem porque são incapazes de resistir ao fogo. Ouro, prata e pedras preciosas são preferidos, não por serem mais apresentáveis, mas por serem resistentes ao tempo, às pressões, às altas temperaturas e à corrozão.

Quem resolve construir com materiais nobres, sabe que sua obra não ficará pronta da noite pro dia, porque tais materiais não são facilmente encontrados. Há que se garimpar, depurar, derreter e depois dar formato a eles.

Pra quem tem pressa, madeira, palha e feno são sempre abundantes, e podem ser encontrados em qualquer esquina.

Essa é a diferença entre edificar com a sabedoria do alto, e edificar a partir de estratégias humanas. O que precisamos não é de marketing, e sim da exposição do Evangelho de Deus que é poder de Deus para a salvação de todo o crê.

Mas logo surgem os falsos profetas, com suas insinuações, do tipo: Bem, se fosse do meu jeito, as coisas seriam diferentes; a igreja cresceria mais rapidamente; haveria mais recursos disponíveis.

O falso profeta se apresenta como um baluarte da eficiência. Para eles, o mais importante é atrair as pessoas, e para isso, apresentam sempre uma mensagem ao gosto do freguês.

Veja a denúncia feita por Ezequiel:

“A minha mão será contra os profetas que têm visões falsas e que adivinham mentira (...) Visto que, sim, visto que andam enganando o meu povo, dizendo: Paz, não havendo paz, e quando se edifica a parede, rebocam-na de argamassa fraca, portanto dize aos que a rebocam de argamassa fraca que ela cairá. Haverá uma chuva torrencial, e grandes pedras de saraiva cairão, e um vento tempestuoso a fenderá. Caindo a parede, não vos perguntarão: Onde está o reboco de que a rebocaste?” (Ez.13:9a, 10-12)

Nesta visão, os profetas eram responsáveis pela edificação das paredes. Ainda que se use material de primeira, se as paredes não forem devidamente emboçadas, fatalmente cairão.

É o emboço que dá firmeza à parede. Não basta que os tijolos estejam bem ajustados , rejuntados e no prumo. Eles têm que estar firmes.

Os profetas de Israel estavam usando argamassa fraca. Que argamassa era essa? O texto revela:

“Assim diz o Senhor Deus: Ai das que cosem pulseiras mágicas para todos os braços, e que fazem véus de diferentes comprimentos para suas cabeças, a fim de caçarem as almas! Caçareis as almas do meu povo mas preservareis as vossas próprias?”
(v.18)

A argamassa usada pelos profetas de Israel era uma mistura de misticismo e legalismo, bem semelhante à que temos presenciado em nossos dias.

Porém hoje, o misticismo está mais variado, sofisticado e arrojado. Além de pulseiras mágicas, encontramos também outros pontos de contacto, como rosas ungidas, mantos, fogueiras santas, etc.

Os que tais coisas praticam se justificam dizendo que são estratégias para atrair as pessoas a Cristo. Em vez de pescadores de homens, tornaram-se caçadores de almas. O tipo de pesca usada por Cristo como analogia do trabalho de evangelização é a pesca com redes, que dispensa o uso de apetrechos, de iscas e anzóis. Caçadores usam armas e arapucas, pescadores de homens usam apenas redes. Basta lançar a Palavra da Verdade, e as almas virão, como aconteceu no dia de Pentescostes.

O misticismo é, sem dúvida alguma, a marca principal da igreja contemporânea. Mas além dele, também encontramos outro sintoma desta doença que é o ‘falso profetismo’. Trata-se do legalismo.

No texto de Ezequiel, lemos sobre profetizas que faziam véus de diferentes comprimentos para suas cabeças. Tais véus tinham como objetivo vender uma imagem de santidade. Tudo no afã de caçar as almas incautas.

A genuína santidade não tem nada a ver com o comprimento das saias, ou dos cabelos, ou com qualquer outra coisa ligada à aparência. A verdadeira santidade tem mais a ver com o comprimento da língua.

Tanto o misticismo quanto o legalismo aprisionam as pessoas. São rebocos feitos de argamassa fraca, que a qualquer momento apodrecerão, fazendo com que a parede se fragilize e se deteriore.

Depois que a parede cai, não adianta acusar o diabo ou a oposição. É o próprio Deus quem Se levanta contra tais profetas, para derrubar-lhes as paredes mal emboçadas.

Repare no que diz o texto:

“Portanto, assim diz o Senhor Deus: Aí vou eu contra as vossas pulseiras mágicas, com que vós ali caçais as almas como aves, e as arrancarei de vossos braços; soltarei as almas que vós caçais como aves. Rasgarei os vossos véus, e livrarei o meu povo das vossas mãos; nunca mais estará ao vosso alcance para ser caçado. Então sabereis que eu sou o Senhor” (vv.20-21).

Não importa o sucesso momentâneo que um ministério alcance, se estiver baseado na falsidade, na mentira, no roubo, na extorsão, na traição, a parede um dia virá a baixo. Deus mesmo a derribará.

O fundamento permanecerá intacto, e sobre ele, o próprio Deus reedificará.


14

O Deus em que creio

Creio no Deus desaprisionado do Vaticano e de todas as religiões existentes e por existir. Deus que precede todos os batismos, preexiste aos sacramentos e desborda de todas as doutrinas religiosas.

Livre de teólogos, derrama-se graciosamente no coração de todos, crentes e ateus, bons e maus, dos que se julgam salvos e dos que se crêem filhos da perdição, e dos que são indiferentes aos abismos misteriosos do pós-morte.

Creio no Deus que não tem religião, criador do universo, doador da vida e da fé, presente em plenitude na natureza e nos seres humanos. Deus ourives em cada ínfimo elo das partículas elementares, da requintada arquitetura do cérebro humano ao sofisticado entrelaçamento do trio de quarks.

Creio no Deus que se faz sacramento em tudo que aproxima, atrai, enlaça, abraça e une – o amor. Todo amor é Deus e Deus é o real. Em se tratando de Deus, bem diz o pensador islâmico Rumî, não é o sedento que busca a água, é a água que busca o sedento. Basta manifestar sede e a água jorra.

Creio no Deus que se faz refração na história humana e resgata todas as vítimas de todo poder capaz de fazer o outro sofrer. Creio em teofanias permanentes e no espelho da alma que me faz ver um Outro que não sou eu.

Creio no Deus que, como o calor do sol, sinto na pele, sem no entanto conseguir fitar ou agarrar o astro que me aquece.

Creio no Deus da fé de Jesus, Deus que se aninha no ventre vazio da mendiga e se deita na rede para descansar dos desmandos do mundo. Deus da Arca de Noé, dos cavalos de fogo de Elias, da baleia de Jonas. Deus que extrapola a nossa fé, discorda dos nossos juízos e ri de nossas pretensões; enfada-se com nossos sermões moralistas e diverte-se quando o nosso destempero profere blasfêmias.

Creio no Deus que, na minha infância, plantou uma jabuticabeira em cada estrela e, na juventude, enciumou-se quando me viu beijar a primeira namorada. Deus festeiro e seresteiro, ele que criou a Lua para enfeitar a noites de deleite e as auroras para emoldurar a sinfonia passarinha dos amanheceres.

Creio no Deus dos radicais que abandonam tudo para se entregar a Ele. Deus da arte que desnuda o real e faz a beleza resplandecer prenhe de densidade espiritual. Deus bailarino que, na ponta dos pés, entra em silêncio do palco do coração e, soada a música, arrebata-nos à saciedade.

Creio no Deus do estupor de Maria, da trilha laboral das formigas e do bocejo sideral dos buracos negros. Deus despojado, montado num jumento, sem pedra onde recostar a cabeça, aterrorizado pela própria fraqueza.

Creio no Deus que se esconde no avesso da razão atéia, observa o empenho dos cientistas em decifrar-lhe os jogos, encanta-se com a liturgia amorosa de corpos excretando sumos a embriagar espíritos.

Creio no Deus intangível ao ódio mais cruel, às diatribes explosivas, ao hediondo coração daqueles que se nutrem com a morte alheia. Misericordioso, Deus se agacha à nossa pequenez, suplica por um cafuné e pede colo, exausto frente à profusão de estultices humanas.

Creio sobretudo que Deus crê em mim, em cada um de nós, em todos os seres gerados pelo mistério abissal de três pessoas enlaçadas pelo amor e cuja suficiência desbordou nossa Criação sustentada, em todo o seu esplendor, pelo frágil fio de nosso ato de fé.

Texto de Frei Betto, extraído do livro "A arte de semear estrelas", Ed. Rocco [via Meu Mundo]

Domingo, Setembro 20, 2009

7

Trair e coçar...



Esta cena foi uma das que mais me marcaram entre todos os filmes que já assisti. Trata-se do momento em que William Wallace, protagonista de Coração Valente, descobre que aquele contra quem ele está lutando no campo de batalha é o mesmo pelo qual estava arriscando a própria vida.

Esta cena merecia um Oscar para Mel Gibson! O olhar, a maneira como ele engole a seco, a fisionomia expressando completa decepção e desolação. Simplesmente, impagável!

Só quem já foi traído por alguém por quem lutava sabe o quanto dói. É como uma espada traspassando nossa alma. Quando assisti a este filme, confesso que ainda não conhecia de perto este sentimento.

De todas as dores que Jesus experimentou, nenhuma o machucou mais do que a traição. Não apenas a traição de Judas, mas sobretudo a traição do povo para o qual Ele havia vindo ao Mundo. O mesmo povo que na véspera o aclamava na entrada de Jerusalém, agora gritava no pátio de Pilatos: Crucifica-o!

Doeu mais do que os cravos e a coroa de espinhos.

Trair quem luta por nós é trair a nós mesmos. É trair nossas convicções mais profundas, nossa consciência. Nada dói tanto quanto a traição.

E toda a traição é como um bumerangue. Um dia volta contra nós.

O traidor do filme pelo menos cai em si, e se arrepende. Há outros que sequer têm crise de consciência, porque as pessoas que o apóiam parecem indicar que ele está no caminho certo. Suas vozes de aclamação o impedem de enxergar o buraco que cavou, no qual sua própria alma se submergirá.

Não há moedas de prata, não há vantagem financeira ou qualquer tipo de prazer que compensem a dor provocada pela traição. Só quem não tem alma não percebe isso.

Há até quem consiga comemorar a traição como um grande acontecimento.

Lembro de um filme brasileiro estrelado por Darlene Glória, chamado "Perdoe-me por me traíres". Depois de sair traída por diversas vezes, a mulher vai ao encontro do seu marido pedir-lhe perdão. Geralmente, quem pede perdão é quem trai. Mas quando o traidor está com a consciência cauterizada, a melhor coisa a fazer é tomar a iniciativa e pedir-lhe perdão. Quem sabe ele caia em si e perceba o mal que fez e se arrependa.

Não se venda, não negocie com sua alma. Não faça ninguém sofrer. Não decepcione quem depositou tanta confiança em você. A menos que você se sinta preparado para encarar o olhar decepcionado de quem tanto te ama.

Pergunte a Pedro o que ele sentiu quando teve que encarar o olhar de Jesus. Você estaria preparado para reencontrar aquele a quem você traiu?

Olhe-se no espelho e pergunte a si mesmo se a imagem que você vê refletida é de alguém digno de confiança ou de alguém infiel à sua própria consciência.

Melhor que trair é ser sincero, jogar limpo, falar francamente, olho no olho, sem rodeios, sem meias palavras. Machuca muito menos que atraiçoar.

Foi isso que meu pai fez quando quis deixar sua antiga denominação. Ele convidou o líder da igreja para uma conversa franca. Eu estava lá e testemunhei a ombridade com que meu pai tratou aquele homem com quem havia caminhado por quase vinte anos. O nome disso é honradez. É assim que age quem é honrado. Tive muito orgulho do meu pai naquele dia.

Nem todo mundo tem a mesma ombridade e honradez. Há pessoas que são como serpentes, escorregadias e astutas, e em cuja língua há veneno. Deus as tratará!

E o pior de quem trai é ter que carregar um estigma pelo resto da vida.

Você colocaria o nome "Judas" em um filho? Mesmo que tenha havido outro Judas, que manteve-se fiel a Jesus até o fim, o nome tornou-se sinônimo de " traidor".

Não deve ser nada fácil carregar este tipo de estigma por toda a vida.

Jacó, mesmo depois de passar a ser chamar Israel, continuou sendo chamado de Jacó pelo resto da vida. O próprio Deus que mudou seu nome, continuou a chamá-lo de Jacó. Este foi o estigma que o patriarca teve que carregar por haver traído seu próprio irmão várias vezes.

Nunca vale a pena trair. Quem trai se torna seu próprio algoz.

Uns traem com um beijo, outros traem com um abraço, e outros com palavras e ações.

Seja fiel a Deus! Seja fiel à sua igreja! Seja fiel à sua família! Seja fiel aos seus filhos! Seja fiel à sua esposa! Seja fiel aos seus amigos! Seja fiel às suas convicções!

Se não dá pra caminhar juntos, pelo menos não traia tudo em que você disse acreditar por tanto tempo. Seja, no mínimo, fiel à visão celestial, como foi Paulo perante o rei Agripa.

Por favor, não deixe de assistir ao vídeo acima.

N'Ele que jamais nos decepcionará, apesar dos homens...

Sábado, Setembro 19, 2009

1

O fim de uma Era: Nilson Fanini promovido à Glória

Faleceu neste sábado, dia 19, em Dallas no Texas, nos Estados Unidos, às 6h46 da manhã ( horário de Brasília) o pastor Nilson do Amaral Fanini. Presidente diversas vezes da Convenção Batista Brasileira (CBB), ele também esteve à frente da Aliança Batista Mundial (BWA, sigla em inglês).

Segundo informações do pastor David Schier, o pastor Fanini estava em viagem pelos Estados Unidos com sua esposa Helga para conhecer a sua mais nova netinha.

No entanto, durante a viagem de avião ele teve uma pneumonia e posteriormente um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que atingiu três partes de seu cérebro.

O pastor Fanini foi então internado em um hospital da cidade de Dallas (estado americano do Texas), porém os médicos chegaram à conclusão de que a situação era irreversível, o que os levou a desligarem os aparelhos, informou o pastor David Schier.

A família informou que o funeral será nos Estados Unidos.

Nilson do Amaral Fanini começou sua carreira religiosa na década de 1950, tendo sido consagrado pastor na Igreja Batista da Tijuca e, posteriormente, pastor itinerante no norte do estado do Paraná.

Ele se casou com Helga Kepler Fanini e fez mestrado no Southwestern Baptist Theological Seminary, em Fort Worth, no Texas, nos EUA. De volta ao Brasil, pastoreou a primeira Igreja Batista de Niterói por 41 anos, foi presidente da Convenção Batista Brasileira por 11 vezes e presidiu a Aliança Batista Mundial, por três anos.


Ele se aposentou da carreira religiosa em 2006.

A despeito de qualquer controvérsia em que o Pr. Nilson Fanini tenha se envolvido nos últimos anos, ninguém poderá negar sua enorme contribuição para a propagação do Evangelho em nossa pátria. Como brasileiros, deveríamos nos orgulhar de que tivemos um patrício à frente de uma das maiores denominações cristãs do Mundo. Fanini foi precursor do evangelismo eletrônico, com o programa "Reencontro", apresentado no canal educativo. Sua postura idônea lhe conferiu o status de estadista, sendo recebido como tal em muitos países, por presidentes, reis, e até pelo Papa. Com sua partida, encerra-se uma Era. Foi-se um herói, ficou o seu legado. Minhas condolências à família Fanini e a todos os batistas do Brasil e do Mundo.

10

Quer dançar comigo?













Hoje estive pensando um pouco mais sobre o episódio em que Mical, de sua janela, desprezou e censurou a Davi enquanto este dançava à frente da Arca da Aliança, em seu cortejo de volta a Jerusalém.

Dissemos no artigo anterior que para Mical, o que lhe dava o direito de julgar seu marido daquela maneira era o senso de valor próprio e o senso de justiça própria.

O primeiro, porque Davi havia lhe atribuído um valor maior do que Saul, pai de Mical, pedira como dote.

E o segundo, porque Mical havia livrado a Davi de ser assassinado pelos servos de seu pai, dando-lhe fuga pela janela de seu quarto.

Foi daquela mesma janela que Mical o desprezou. Ela se achou no direito de fazê-lo.

Fiquei imaginando se essa história não poderia servir como analogia de Cristo e a Sua Igreja.

Como Mical, muitos cristãos se acham no direito de desprezar o que Deus está fazendo do lado de fora dos seus arraias religiosos.

Afinal de contas, Deus lhes atribuiu valor muito maior do que de fato mereciam. O preço pago por sua redenção foi o sangue de Jesus. No caso de Mical, seu dote custou a morte de duzentos filisteus. No caso da Igreja, seu dote custou a morte do Filho de Deus.

O que deveria nos envergonhar, tornou-se no motivo de nossa soberba. Achamo-nos mais importantes do que o resto do mundo.

Da janela de nosso edifício teológico, desprezamos o Deus que dança com o resto da criação. Este Deus não é monopólio de ninguém. Ele é Espírito, e o Espírito é livre para soprar e dançar onde quiser.

Além desse senso de valor próprio, os cristãos também têm nutrido um profundo senso de justiça própria.

Achamos que nossas boas obras foram capazes de nos tornar credores de Deus. Se antes, nós é que tínhamos uma dívida com Ele, agora, Ele é quem nos deve. Concluímos que nossas boas obras fazem com que o preço pago por nós seja devidamente compensado. É como se estivéssemos quites com Deus. Quanta pretensão!

Em lugar de gratidão, vaidade. Em lugar de humildade, presunção.

Até quando os cristãos desprezarão o Seu Deus? Até quando se incomodarão com o que Deus está fazendo para além dos muros eclesiásticos? Até quando censurarão e repudiarão o Deus dançarino?

Tornamo-nos como o irmão mais velho do filho pródigo. Recusamo-nos a participar da festa de arromba promovida pelo Pai por causa do filho que retornou. Só dançamos se a festa for nossa, se o baile for gospel!

O desprezo de Mical a Davi lhe rendeu esterilidade por toda a vida. Até que ponto a igreja cristã também não tem se tornado estéril em nossos dias por desprezar o que Deus está fazendo lá fora?

Só há uma maneira de reverter este quadro de esterilidade espiritual: descer de nossas torres eclesiásticas e aceitar o convite que Cristo nos faz: Quer dançar comigo?

Sexta-feira, Setembro 18, 2009

27

O bem que a Graça faz a Deus

Você já parou pra pensar no bem que a graça faz ao próprio Deus?

Para entender isso, precisamos antes compreender o mal que nosso pecado Lhe faz. Veja o que o próprio Deus diz por intermédio de Isaías:

“...me deste trabalho com os teus pecados, e me cansaste com as tuas iniqüidades” (Is.43:24b).

O pecado trouxe discórdia entre o homem e Deus, e afetou toda a criação. Para resolvê-lo, Deus teve que Se fazer um de nós, e arcar com as suas conseqüências. O que para nós é pura gratuidade, para Ele custou caríssimo. Portanto, não se trata de uma Graça barata.

Na seqüência da passagem, Ele diz:

“ Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro. Procura lembrar-me, entremos juntos em juízo; apresenta as tuas razões, para que te possas justificar” (vv.25-26).

Ao assumir nosso lugar na Cruz, Ele passou uma borracha em todos os nossos pecados. E isso, não apenas por amor a nós, mas também por amor a Si mesmo. Ele não queria ter que carregar o peso dos nossos pecados em Sua lembrança para sempre. E ele nos desafia: “Procura lembrar-me...”

Em outra passagem, Ele afirma:

“Desfiz as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem. Torna-te para mim, pois eu te remi” (Is. 44:22).

Não há quem possa refazer o que Deus desfez. Os arquivos celestes foram totalmente deletados. E não há hacker que consiga recuperá-los. Não há backups! Perderam-se para sempre.

E se tentarmos tocar no assunto, Ele dirá: Não sei do que você está falando!

Para Deus, perdoar é esquecer: “Pois lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados” (Jr. 31:34b).

É isso que a graça faz! Apaga totalmente nosso passado, zera nossa quilometragem.

Desde o momento em que somos regenerados, os erros cometidos em nossa ignorância já não são levados em conta (At.17:30). Não interessa o quão terríveis tenham sido nossos pecados lá trás. Acabou! Já não se ouve seu eco.

Se puxarmos nossa ficha celestial, leremos: NADA CONSTA!

Mas é aí que entra em cena o acusador de nossas almas. Ele já não nos pode acusar diante de Deus, como fazia até antes da Cruz. Porém, sabe como nos acusar perante o tribunal de nossa consciência.

Sobre isso, João diz em sua epístola: “Se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas” (1 Jo.3:20).

Não importa a sentença proferida por nosso coração. Maior é Deus em cuja Palavra se diz que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm.8:1). Prefiro crer no que diz a Palavra do que no que diz o meu coração, sempre enganoso e incorrigível (Jr.17:9).

O problema é que Satanás tem seus mensageiros. Pessoas estrategicamente enviadas para nos relembrar o passado. Esses acham que podem curar a amnésia voluntária de Deus. Estão tentando ocupar o antigo emprego de Satanás na promotoria celeste.

Paulo teve que lidar com o tal mensageiro de Satanás, que vinha esbofeteá-lo, isto é, jogar na cara o seu passado. Depois de orar com insistência para que Deus lhe removesse aquele espinho na carne, o apóstolo ouviu dos lábios do Senhor: “A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co.12:9).

A resposta é sempre a mesma: A GRAÇA!

Não temos que recorrer a sessões de CURA INTERIOR, nem nos submeter à manipulação psicológica. Nada de REGRESSÃO!

Submeter o povo de Deus a isso é o mesmo que tentar ressuscitar o velho homem. Sem contar que é um insulto ao Espírito da Graça. Um ultraje ao Sangue precioso do Cordeiro de Deus.

Infelizmente, há muitos ministérios em nossos dias que são verdadeiros ministérios de condenação. Descobriram que as pessoas são ingênuas, e quanto mais as mantiverem sob o peso da culpa, mais facilmente as manipularão.

Estão ensinando que as pessoas precisam relembrar pecados cometidos até na infância, para que sejam perdoadas e curadas. Isto é um absurdo, e um crime contra o rebanho de Deus.

Somos novas criaturas! Coisas velhas já passaram, e tudo se fez novo! (2 Co.5:17).

Só avançaremos à medida que deixarmos para trás as coisas que para trás ficam (Fl.3:13). Deus não tem prazer em quem retrocede (Hb. 10:38-39).

E mais:

Que história é essa de que temos que perdoar a Deus? Deixa disso, para com isso...
Deus jamais pecou! Quem precisa de perdão é quem peca.

Quem olha pra trás não é apto para o reino de Deus. A Graça nos convoca a focalizar naquilo que está diante de nós. Ela nos impulsiona para o futuro.

Relembrar o passado só faz distrair-nos do alvo.

Recuse-se a dar ouvidos a quem parece querer seu bem, mas no fundo, quer mesmo seus bens.

6

De Deus não se zomba!



Este vídeo não é recomendado pra quem tem estômago fraco. São cenas reais e chocantes.

Quinta-feira, Setembro 17, 2009

3

O Cyberespaço é minha paróquia

"Aconteceu que, num daqueles dias, entrou ele num barco em companhia dos seus discípulos e disse-lhes: Passemos para a outra margem do lago; e partiram." (Lucas 8.22)

"Tendo Jesus voltado no barco, para o outro lado, afluiu para ele grande multidão; e ele estava junto do mar." (Marcos 5.21)

"E, percorrendo toda aquela região, traziam em leitos os enfermos, para onde ouviam que ele estava." (Marcos 6.55)


É inegável a prioridade que Jesus deu à proclamação da mensagem do Reino, indo de cidade em cidade, navegando e atravessando lagos e mares para levar as boas novas do Evangelho. Obviamente ele não teve acesso a toda tecnologia de informação e mídia que possuímos hoje, mas ele soube aproveitar os recursos disponíveis da melhor forma para alcançar o maior número possível de pessoas com sua mensagem. Hora, se valendo da acústica dos montes e planícies, para que o som de sua voz fosse melhor distribuído e ouvido pelas milhares de pessoas que o acompanhavam, hora fazendo de um barquinho o seu púlpito para pregar a quem estava na beira da praia. Como também aplicou recursos ilustrativos e visuais, tais como as parábolas e histórias do cotidiano das pessoas que lhe ouviam, para fazer com que elas entendessem e “captassem” melhor o que ele dizia a respeito da chegada do Reino de Deus.

Jesus sabia com quem estava falando e direcionava todo o seu esforço para que eles recebessem a mensagem do Evangelho de forma clara. Uma característica presente na pregação do Senhor Jesus é que quem o ouvia reconhecia nele a autoridade e verdade de suas palavras, porque percebiam que ele falava sobre o que ele próprio vivia e praticava. Diferentemente dos religiosos hipócritas de sua época, que pregavam sobre conceitos e fardos que eles mesmos não eram capazes de sustentar nos bastidores de suas vidas.

Pouco mais tarde, era comum aos apóstolos alimentar e doutrinar as primeiras comunidades de cristãos, que iam surgindo, através das famosas cartas pastorais. O apóstolo Paulo, mesmo dentro da prisão, impedido de estar pessoalmente nas igrejas, discipulava e orientava-os no proceder cristão escrevendo e enviando mensagens para que fossem lidas durante os encontros da comunidade. Hoje estes textos compõem grande parte do nosso Novo Testamento como Palavra de Deus.

No século XVIII o reverendo John Wesley tinha consciência de seu chamado por Deus e sabia da urgência e extrema necessidade de alcançar as pessoas através do Evangelho. Ele chegava a sentir calafrios ao perceber a degradação espiritual e moral de sua nação e do mundo enquanto os cristãos experimentavam uma fé morna e sem efeito prático de transformação e compromisso com a mensagem do Evangelho.

Impedido de pregar nos púlpitos da Igreja Anglicana, declarou a famosa frase: “o mundo é minha paróquia” e saiu para anunciar o Evangelho aos trabalhadores das minas de carvão da Inglaterra.

Talvez você não perceba claramente o que significou a decisão de Wesley, mas naquela época era pouco comum realizar cultos cristãos fora dos templos. A Igreja interpretava este ato quase que como uma ofensa a Deus. O próprio Wesley, nem sempre foi a favor destas pregações ao ar livre, pois, acreditava antes que as conversões só eram possíveis dentro dos templos das igrejas, até perceber e entender que para Deus não há limites e que a proclamação da Palavra e a salvação de homens e mulheres através do poder restaurador do Senhor dentro e fora dos limites da Igreja era mais importante.

Wesley se tornou um grande adepto da pregação ao ar livre. Em seu diário, muitas vezes escreveu a respeito disso. “Em domingo, 10 de outubro de 1756: Preguei à grande multidão em Moorfields, sobre: ‘Por que morrerás ó casa de Israel?’ É a pregação ao ar livre que produz bons resultados; para bons resultados, não há substituto”.

Hoje estamos sendo desafiados a levar nosso barquinho do Evangelho e da Graça de Deus para navegar neste grande marzão chamado Internet ou Cyberespaço. Percebo que muitos são os aventureiros que ouvem a dica do Espírito em seus corações e já sabem que “o mar está pra peixe”.

Estou convencido que precisamos estudar melhor as novas tecnologias de informação disponíveis e utilizá-las até seu limite máximo. Alguns estudiosos e especialistas dizem que este é o século da comunicação e da informação, eles estão certos. Existem muitos meios onde podemos fazer a mensagem do Evangelho chegar, não somente através das tradicionais mídias impressas e eletrônicas como jornais, revistas, panfletos, TVs e rádios, mas agora também por meio desta maravilhosa e poderosa ferramenta de comunicação e interatividade que é a Web.

Já é possível transmitir cultos via internet para o mundo inteiro a custo zero. Pregadores e escritores podem alimentar milhares e até milhões de pessoas com a mensagem que recebem da parte de Deus. As barreiras da comunicação caíram, postamos textos e informações nos blogs e sites e em segundos são acessados em qualquer parte do mundo.

A internet tem possibilitado aos missionários virtuais chegarem facilmente até os confins da terra, literalmente. Temos recebido a informação e o testemunho de muitos irmãos de que, em países onde há grande perseguição aos cristãos e é proibida a divulgação aberta do Evangelho, como a China e alguns lugares do Oriente Médio, a Internet tem se revelado o grande e eficaz veículo de propagação da fé em Cristo.

Recentemente eu estava aconselhando uma jovem por MSN em outra cidade e resolvi “orar” por ela, ali mesmo, teclando. Eu mesmo estava receoso de que orar daquele jeito, sem imposição de mãos, ou sem que ela pudesse ouvir a minha voz, seria uma barreira na comunicação, não para Deus, mas para a minha expectativa humana de vê-la sendo tocada através daquele momento. Bom, eu “orei” e ao terminar de digitar minha oração, na tela do computador, ela me disse que havia sido profundamente visitada por Deus naquele hora ao ponto de não conseguir mais conter as lágrimas pela alegria da presença e o conforto do Espírito Santo, ali naquele pequeno espaço.

Por outro lado, a internet não deve ser entendida como o único espaço de “ajuntamento solene”. O culto cristão pressupõe comunhão, o próprio Senhor Jesus afirmou: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.” (Mateus 18.20), ou seja, a prática cristã necessita de relacionamento interpessoal, é construída através do convívio com gente de verdade. Não creio que a web tomará o lugar das celebrações comunitárias, mas sem dúvida é um lugar onde o Espírito de Deus também pode atuar e nos ajudar a proclamar libertação aos cativos e toda essa gente que vai se afundando perdidamente na navegação sem a bússola da Graça de Deus.

Portanto, ainda há espaço para colocarmos nossos barquinhos em mar aberto. Temos muito trabalho a fazer, o Senhor da Igreja nos pergunta e desafia: "Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?" (Romanos 10.14)

"Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós?" (Isaías 6.8)

Qual será nossa resposta?


O Deus real que também se manifesta no virtual te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Texto de Pablo Massolar, via Ovelha Magra