Quinta-feira, Abril 30, 2009

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A prost-instituição

Prostitutas garantem: é um livre comércio. Os seus filhos estão no congresso. Os seus amantes nas igrejas. Seus cafetões são os melhores delegados e magistrados. Os seus melhores clientes estão nas universidades. O mundo é um prostíbulo globalizado. Legalizado! (...)

É inevitável ser estuprado todos os dias com a programação televisiva, mas os brasileiros gostam e gozam quando a novela começa. Incrível, agradecem pelo estupro dando boa a noite ao bandido, quando ele começa o terrorismo intelectual no jornal das 8.

É inevitável ser estuprado pagando impostos. Incrível, e só nesse mundo, o estuprador engravida e as pessoas ficam na fila pedindo testes de DNA. Pagamos os impostos, sem reclamar. Consentimos com dor, e esperamos meses e meses que o estuprador nos de uma pensão alimentícia - um bolsa família, que pague a educação dos nossos filhos, a saúde de seu feto.

É inevitável ser estuprado indo às igrejas. Vendem-nos a fé, e achamos normal. Já estamos acostumados a só levar, que até pagamos achando que a vida vai melhorar. Talvez assim, a população pense que o bandido pelo menos usará um creminho, camisinha. Mas a igreja veta o uso da camisinha, é meu amigo, o creminho é o sabonete santo batizado no mar Morto do Tietê com um ticket de Israel.

Todos estão contaminados com o vírus dessa DST legalizada. Não existe vacina. Um dia me disseram que o povo gosta de sofrer. A dor cura meu bem. E a humanidade caminha, pessoas doentes, vendidas, e algumas até acreditam na inocência do Lula.

Espera-se uma nova geração, mas colocam as crianças na frente da televisão assistindo o Faustão e desenhos de sexo explicito – reflexo de um mundo prostituído.

Espera-se a revolução da juventude, que escuta psy-trance em tendas armadas tomando pílulas legalizadas enquanto discutem sobre a próxima noitada.

Espera-se a revolução dos intelectuais, que se calam com medo da retaliação ou até mesmo porque sabem que suas vozes serão falácias.

Espera-se a revolução dos imortais, mas pena, eles são imortais justamente por não ter aonde cair morto.

Não sei como solucionar os problemas do mundo. Pediram-me pra cair no mundo real, pra acordar dos meus sonhos. Pronto, abri os olhos e vi o mundo assim, me desculpem, vou voltar ao meu sono.

Lá eu posso amar como se não houvesse amanhã, pois sei que se eu abrir os olhos verei que realmente não há. Vou sonhar, construir castelos no ar, navegar por grandes mares. Irei lutar contra moinhos de vento, irei conversar com Alice e as panelas falantes.

Vou orar ao Deus desconhecido que me apresente o terceiro Céu enquanto aprecio os seus belos escritos e me perco no oráculo.

E sempre quando me incomodarem a acordar. Lembrarei o prostíbulo que me espera se eu cair na real. Não obrigado, não vou salvar as putas, nem os filhos dela. Deixa-me procurar nas minhas utopias, o mundo que eu quero viver.

Jovem idealista, sonhador. Ao menos se eu sofrer nos meus sonhos, sofrerei por tentar viver o que eu quero, não relaxo e não vem pra cima de mim não. Meu spray de pimenta vem com a acidez de meu ser, o sarcasmo embutido.

Quem sabe o novo mundo está nos sonhos de jovens como eu, como você. Quem sabe, não nos encontremos em nossos sonhos e partimos em busca de um mundo novo. Você está convidado a sair desse prostíbulo filho teu, a escolha é sempre sua.


O texto completo de Paulo Câmara pode ser lido no blog TheWorldOwner.
Via
Pavablog

Terça-feira, Abril 28, 2009

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Entre protestos e jejuns

Abaixo, destaquei duas iniciativas recentes por parte de pessoas ou ONG's ligadas à igreja evangélica, com o propósito de transformação do mundo.

Jamais pretenderei julgar a intenção dos idealizadores desses movimentos. Porém, pretendo avaliá-los à luz da minha compreensão das Escrituras Sagradas, e dos eventuais resultados.

No primeiro, um jovem pastor presbiteriano, filho da classe média alta do Rio de Janeiro, resolve dar voz aos anseios populares por paz e justiça social. Acho sua iniciativa louvável, digna de aplausos. Embora o movimento não seja creditado à igreja, e sim à sua ONG, pelo fato de ter um pastor à sua frente, contribuiu para que se resgate a credibilidade da igreja junto à sociedade. Que bom saber que alguns seguimentos da igreja evangélica/protestante ainda se preocupam com questões sociais. Alegro-me de ver que não se trata de uma iniciativa proselitista.

Quiçá, tal iniciativa inspire outros líderes a colocarem seus 'blocos' na rua, não para ostentar um capital político, como tem sido feito em algumas 'marchas' por aí, mas simplesmente para denunciar o erro, o pecado social de nossa gente.

Portanto, vejo nesse movimento o exercício do papel profético da igreja. Lemos em Isaías 58:1: "Clama em alta voz, não te detenhas. Levanta a tua voz como a trombeta, e anuncia ao meu povo a sua transgressão".

Porém, creio que não podemos parar aí. Denunciar é apenas uma parte da função profética da igreja. Não basta apontar o erro, é necessário apontar um caminho a seguir.

Denunciar o erro, sem anunciar o certo não vai resolver o problema da violência, da justiça social, da corrupção, etc.

Sei que a igreja pastoreada pelo idealizador do movimento tem prestado ótimos serviços à sociedade, principalmente às camadas mais pobres.

Lembro de tê-lo ouvido dizer que sua igreja era a de maior renda percapta do Rio de Janeiro, tendo empresários, funcionários públicos, profissionais liberais bem sucedidos, militares, formadores de opinião de um modo geral em sua membresia. Espero que este povo esteja sendo ensinado acerca da justiça do Reino de Deus, pagando bem seus empregados, votando contra a distinção entre elevador social e de serviço em seus condomínios de luxo, não sonegando impostos, nem liberando cafezinho para o servidor públicos, nem cervejinha para o guarda que multou seu carro por excesso de velocidade.

Não estou dizendo que isso não tem sido feito. Apenas afirmo que não basta denunciar a violência e a corrupção, enquanto do outro lado, nada é feito para atenuá-las.


Haja jejum...


Na outra reportagem, também publicada no site http://www.cristianismohoje.com.br/ , encontramos uma iniciativa que certamente deve receber muito apoio, apesar de que sua eficiência é questionável.

Será que mobilizar milhares de crentes no País para um jejum de quarenta dias resolverá nossas mazelas sociais?

Particularmente, não consigo acreditar nisso.

Pelo menos vai estimular muitos à oração. Porém, não basta orar, com ou sem barriga vazia. É necessário encarnar a mensagem do Evangelho, e vivê-la às últimas consequências.

Quanto ao jejum, não seria mais recomendável que se praticasse o jejum prescrito em Isaías 58?

Em vez de guardar o pão para ser consumido depois de meio-dia, deveríamos repartí-lo com o que nada tem para comer. Este é o verdadeiro jejum!

As pessoas acham que podem usar o jejum como uma espécie de moeda de troca. Jejuam em busca de resultados. Veja o que Deus diz sobre isso: "Dizem: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos as nossas almas, e tu não o sabes?" (Is.58:3a).

A diferença entre a primeira iniciativa (os protestos contra a violência), e a segunda (o jejum de 40 dias), é que o primeiro tem como objetivo chamar a atenção do Mundo, e o segundo tem como objeito chamar a atenção de Deus.

Imaginam que se ficarem sem comer por algumas horas, conseguirão chamar a atenção de Deus, obrigando-O a atender às suas demandas.

Deus denuncia a incoerência de alguns, dizendo: "Contudo no dia em que jejuais, prosseguis nas vossas empresas, e explorais todos os vossos trabalhadores" (v.3b).

"Não jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto" (v.4b). Não consigo digerir esta história de jejum anunciado. Jesus disse que quando jejuássemos, deveríamos ser discretos, não alardando, não chamando a atenção de ninguém. Mas hoje em dia, quem jejua, faz questão de alardar, colocar faixas, outdoors, vinheta nas rádios, pra que todos saibam que estão jejuando.

O jejum escolhido por Deus não consiste em que o homem aflija a sua alma, abstendo-se de comida por algumas horas. E sim que repartamos o nosso pão com o faminto, recolhamos em casa os pobres desterrados, cubramos o nu, e não nos escondamos do nosso próximo cercados de nossos luxos desprezíveis.

Somente quando praticarmos tal jejum, a sociedade será radicalmente transformada. A promessa encontrada nesse mesmo texto diz: "Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda. Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente, e se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escurião será como o meio-dia" (vv.8-10).

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'40 dias de Jejum pra mudar o Brasil'

Uma mobilização espiritual de grandes proporções está tomando corpo no Brasil. Cerca de 300 mil crentes já se comprometeram a orar e jejuar simultaneamente entre os dias 19 de abril e 31 de maio. A iniciativa, denominada 40 Dias de Jejum e Oração – Por um novo Brasil, é a maior do gênero já intentada no país se forem considerados o número de pessoas e organizações envolvidas, a simultaneidade da campanha e seu tempo de duração. O período não foi escolhido por acaso. Quarenta dias foi o tempo que Jesus Cristo passou em oração e jejum no deserto, no início de seu ministério terreno. Quarenta também foi o número de anos que Moisés e o povo de Israel passaram em peregrinação antes de entrar na Terra Prometida. Com tanto simbolismo bíblico, o idealizador do projeto, o pastor batista Edison Queiroz, está com as mais altas expectativas. “Vamos orar e jejuar até que as comportas do céu sejam abertas e Deus derrame sobre o Brasil tamanhas bênçãos que o país venha a ser reconhecido mundialmente como a nação do Senhor Jesus”, empolga-se.

Queiroz é um entusiasta da missão evangelizadora da Igreja (ver entrevista abaixo). Foi um dos organizadores do I Congresso Missionário Ibero-Americano, o Comibam, realizado em 1987, e presidente, por oito anos, da Cooperação Missionária dos Hispanos da América Latina (Comhina). Líder da Igreja Batista de Santo André (SP), ele iniciou o movimento lá, em 2006. Em sua primeira edição, os quarenta dias de consagração e intercessão se restringiram aos membros de sua congregação. Em 2008, mais de 650 igrejas de diversas denominações já estavam integradas ao projeto, numa grande rede de fé envolvendo 180 mil pessoas. Agora, é hora de alargar as tendas. “Em 2009, igrejas dos Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Bolívia, Chile, Paraguai e Argentina também aderiram à campanha”, celebra Queiroz. “A melhor forma de mudar a nação é primeiramente mudando o interior do homem, com busca por consagração e santidade.”

O movimento de fé tem caráter não só de consagração, mas também evangelístico. Outra diretriz do projeto é que, no início da campanha, cada participante faça uma lista de, no mínimo, três, e no máximo, dez nomes pelos quais vai orar e jejuar durante o período. O objetivo das orações é que se abram oportunidades para que essas pessoas sejam evangelizadas, ganhas para Cristo e discipuladas. “Já pensou no caráter multiplicador se cada uma das pessoas convertidas através da campanha saírem por aí anunciando a Palavra de Deus?”, comenta o pastor. Ele reconhece que o projeto tem muito de sonho e utopia, mas não esmorece na fé: “O Evangelho tem um poder capaz de mudar o mundo”, destaca.

Esforço intercessório – Apesar das dimensões da campanha, os organizadores estão fazendo de tudo para que haja concordância nos pedidos. Um livro de autoria de Queiroz, contendo 40 devocionais – um para cada dia da mobilização –, numa tiragem de 100 mil exemplares, já está sendo distribuído. O livro inclui pedidos diários de oração por missões, pelo avivamento no país e por quarenta etnias indígenas brasileiras. “Cada dia os participantes clamarão por um tema específico. Essa oração conjunta é muito poderosa”, explica o pastor. No ano passado, foram vendidos 55 mil exemplares, e para 2009, o manual também tem edições em inglês, espanhol e alemão. A publicação também conta com temas semanais e sugestões aos pastores das igrejas participantes, que podem fazer suas pregações alusivas à campanha. Já o jejum poderá ser feito de acordo com as possibilidades pessoais. “Às pessoas impossibilitadas de ficar determinado período sem comer, estamos sugerindo que ao menos orem. A oração é a parte mais importante da campanha”, diz.

O pastor Queiroz enxerga no cenário nacional uma série de fatos que considera resultados da campanha do ano passado. “Oramos pela economia do país e riquezas minerais, como as gigantescas jazidas de petróleo do pré-sal foram descobertas. Clamamos também pela derrocada da corrupção no nosso país e uma sucessão de fatos inéditos começaram a ocorrer, como o desbaratamento de grandes esquemas criminosos que culminaram na prisão e condenação de empresários, magistrados e policiais corruptos”, diz. O lançamento do projeto 40 Dias de Jejum e Oração está previsto para acontecer dia 19 de abril em todas as igrejas participantes. O esforço intercessório termina em 31 de maio, data que, não por coincidência, é considerada o Dia Mundial de Oração. A mobilização conta com parceiros como Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), Ministério de Louvor Diante do Trono, Missão Portas Abertas, Servindo Pastores e Líderes (Sepal), AMME Evangelizar e Ministério Propósitos.

Leia a reportagem completa, incluindo a entrevista com o idealizador do movimento aqui.

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'Ninguém aguenta mais essa violência'

Coordenador do movimento Rio de Paz, o pastor Antônio Carlos Costa diz que a pressão social é a solução contra a criminalidade.

Eles já espalharam centenas de cruzes nas areias da badalada Praia de Copacabana, estenderam faixas de protesto diante do Palácio Guanabara – a sede do governo estadual do Rio de Janeiro –, soltaram balões vermelhos em homenagem aos mortos da guerra urbana e até simularam um cemitério clandestino usado por traficantes para dar um sumiço nos desafetos. Por trás de cada uma dessas ações pacíficas e criativas, está um grito de socorro – um brado de “basta” diante do descalabro em que se transformou a segurança pública brasileira, em geral, e a fluminense, em particular. O objetivo é mesmo chamar a atenção, e tais iniciativas têm repercutido pelo país e no exterior. É o “lobby do bem”, nas palavras do teólogo e pastor Antônio Carlos Costa, coordenador do movimento Rio de Paz. A organização não-governamental surgiu no fim de 2006 logo após um tenebroso episódio em que criminosos, em ação concatenada, saíram pela Cidade Maravilhosa praticando chacinas, incendiando ônibus com gente dentro e espalhando o terror. Em um único dia, 19 pessoas, incluindo trabalhadores e estudantes, estavam mortos.

O número assusta, mas ainda é pequeno se comparado às estatísticas, que dão conta de 6 mil homicídios por ano no estado do Rio de Janeiro. “Se incluirmos os casos de pessoas desaparecidas e baixas em confrontos com a polícia, chegaremos ao número de 10 mil”, diz Costa. Quando soube do arrastão da morte, ele resolveu agir. “Reuni alguns amigos e falei do meu desejo de partir para o enfrentamento pacífico e nas ruas”, lembra. Primeiro, ele conseguiu a adesão dos membros da Igreja Presbiteriana da Barra da Tijuca, da qual é titular. Em pouco tempo, vários crentes, militantes sociais e intelectuais aderiram. Hoje, o movimento é organizado, embora ainda não tenha muita adesão do segmento evangélico. “Nem sempre podemos contar com o apoio dos evangélicos para combater o problema da violência urbana no Brasil”, lamenta. Mas ele não desanima, e acredita que a pressão da sociedade sobre o poder público pode mudar as coisas. O mais curioso é que nem sempre Antônio Carlos é identificado como pastor nas reportagens sobre os atos públicos do Rio de Paz. “Mas quando a opinião pública nos vê correndo riscos pelo que cremos, expressando amor pela vida humana e lutando pelo que faz sentido, passa a nos respeitar”, acentua.

Leia a entrevista completa com o idealizador deste movimento aqui.

Segunda-feira, Abril 27, 2009

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Que faculdade que nada! O Mundo vai acabar a qualquer momento!

Dá pra acreditar nisso? Em pleno século XXI, ainda existem "igrejas" e líderes que insistem com esta balela.



Mas até que faz sentido! Devemos crer e viver o que pregamos até às últimas consequências.

O que dizer de líderes que pregam à plenos pulmões que o mundo caminha para um fim cataclísmico, e gastam milhões na construção de suntuosas catedrais? Isso sim, é incoerente.

Prefiro crer que haja futuro para a humanidade, e assim, trabalhar em função das próximas gerações.

Sábado, Abril 25, 2009

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Diário de bordo 3

Foram cerca de doze horas dirigindo até chegar ao hotel em que ficaríamos hospedados por 6 dias em Orlando.

Na verdade, o trajeto entre Miami e Orlando dura cerca de 6 horas. Mas fomos parando, sem pressa. Nossa primeira parada foi em um Shopping em Palm Beach. Que tristeza! Já conhecíamos aquele Shopping, mas o que vemos ali foi desanimador. Quase todas as lojas estavam fechadas. Apenas algumas resistiram firmes ao furacão da crise econômica.

Chegando em Orlando, procuramos o hotel Howard Johnson da International Drive, julgando que ali estavam nossas reservas. Infelizmente, nossos nomes não estavam lá. E agora? Pra onde iríamos àquelas horas?

Pedi à atendente que nos deixasse checar se haveria reservas em nosso nome em outro hotel daquela rede em Orlando. Vendo nosso desespero, ela permitiu que ligássemos.

Mais uma vez, meu pobre inglês foi posto à prova.

Descobri que nossa reserva estava num hotel bem longe dali. Em vez Orlando, Kissimmee.

Pegamos novamente a estrada, e quando chegamos à saída 64 da I-4, tomamos a direita, conforme o atendente nos explicou. Andamos, andamos, andamos, até que chegamos a um lugar ermo, escuro, onde só havia estrada e mato, e nada de hotel.

- Será que nos enganamos? imaginei. Ele disse que deveríamos tomar a direção oeste. Estávamos procurando pelo nome da rua, sem saber que estávamos todo o tempo nela. O problema é que aquela via é mais conhecida pelo número do que pelo nome.

Voltamos tudo de novo. Mesmo assim, não encontramos hotel.

- E se em vez de oeste, seguíssimos a direção leste? considerei.

Dito e feito. Do lado inverso da rodovia, encontramos vários hotéis Howard Johnson. Paramos em dois deles, mas nossos nomes não estavam lá.

Finalmente, no terceiro hotel, nossas reservas nos esperavam.

Já passava de 1 da manhã. E mais uma vez, caímos na cama como uma pedra.

Cansados, porém, gratos a Deus por haver encontrado o hotel.

Mesmo sendo uma hospedagem simples, sem qualquer luxo, ficamos felizes de estarmos juntos no lugar certo, e com uma missão a cumprir.

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Diário de bordo 2

Deixamos o aeroporto de Miami em um ônibus da locadora de carro Alamo. O motorista se mostrou muito atencioso comigo, preterindo outros passageiros para me ajudar a colocar as malas no ônibus. O que não podia imaginar é que por trás daquele gesto havia o interesse de uma boa gorjeta. Quando disse que não tinha trocados, ele respondeu que podia trocar pra mim. Meio sem graça, tirei uma nota de 50, esperando que ele me devolvesse 45. Em vez disso, me devolveu 40. Tudo bem, as malas estavam pesadas.

Depois de enfrentar uma fila que não andava, fui informado que o carro que a agência havia alugado para mim era uma espécie de micro-ônibus, bem ao estilo do furgão do Scoobydoo. Sem conforto, feio e grande. Por mim, tudo bem. O importante é que era espaçoso, comportando bem tanto nós, quanto a bagagem. Mas pra minha surpresa, fui informado que aquele tipo de veículo exigia que eu pagasse um seguro extra. Disso, não gostei. A atendente me explicou que era melhor eu trocar por um carro menor e mais confortável, pagando um pouco mais, porém, sem ter que pagar o tal imposto. Ok, você venceu! Eu estava tão exausto, que não dava pra argumentar.

Ao abrir o carro, percebi que a chave de ignição era totalmente diferente daquilo com que estou acostumado. Não conseguia ligar o carro por nada. - Será que a chave está errada? indaguei.

Vi que uma família estava entrando em um carro parecido ao lado do meu, tomei coragem, e aproveitei para exercitar um pouco mais meu inglês. Perguntei ao chefe da família se ele sabia como ligar a ignição. Pra minha surpresa, a chave deveria ser colocada pelo lado inverso na ignição. Nunca vi uma coisa dessas. Que vergonha!

Saímos de lá com uma vaga idéia de onde era o hotel onde passaríamos a primeira noite em Miami, pra no outro dia seguirmos viagem de carro até Orlando, nosso destino final.

O problema é que nossa agente de turismo se esqueceu de me enviar o endereço. Eu sabia apenas o nome do hotel, e achava que seria fácil localizá-lo.

Rodamos pela Ocean Drive e pela Collins em South Miami Beach por mais de uma hora e meia, e nada.

Já havia passado da meia-noite, as crianças morrendo de fome e exaustas, e cadê o tal do hotel?

Um taxista brasileiro nos deu informação equivoca. Um funcionário de um hotel nos enviou por um caminho de quarenta quadras, e quando chegamos, o que encontramos foi um prédio abandonado. Que raiva! Mas ao lado do prédio vazio, havia um hotel. Pedi informações, e um moço muito educado me permitiu entrar na internet e verificar se encontrava o endereço lá.

Só então, dei-me conta de que eu já havia passado pelo tal hotel várias vezes, porém, não o havia notado porque procurava pelo nome incompleto.

Quando chegamos ao hotel, já era por volta de 1 hora da manhã. Não bastasse tudo isso, fui informado que não havia vaga no estacionamento do hotel, e que eu deveria recorrer a um estacionamento público há duas quadras dali. Tudo bem, eu mereço! Subimos com as malas, deixamos Tânia e as meninas no quarto, e saímos, eu e Rhuan, atrás do estacionamento.

De meia-noite à 9h. da manhã, o estacionamento era gratuito. Mas a partir das 9, tínhamos que pagar 1,25 dólar por hora. Isso significava que eu não poderia dormir um pouco mais, como planejara, depois de ter passado a noite anterior inteira acordado.

Caí na cama como uma pedra. Levantei-me cedo, e fui com o Rhuan pagar o abençoado estacionamento. Que bom que não precisei pagar por mais de uma hora, pois antes das 10h. já estávamos deixando Miami, e pegando a estrada para Orlando.

Amanhã conto mais.

Sexta-feira, Abril 24, 2009

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Diário de Bordo

De terça pra quarta, passei a noite em claro. Eis a razão porque não gosto de viajar pela manhã. A ansiedade não me deixa dormir.

Às cinco da matina, ainda escuro, vieram o Bispo Mauro e o Bispo Laprovita para nos levar ao aeroporto. Por volta das 5:30h, chegaram o Pr. Alexandre e o Pr. Cecílio. Fomos distribúidos entre três carros. Eu, minha esposa, meus três filhos e nossas malas...

Pra começar bem o dia, nada melhor que um maravilhoso engarrafamento na Linha Amarela. Nosso vôo sairia às 8:20h., portanto, seguindo às recomendacões, tínhamos que chegar três horas antes. Chegamos ao aeroporto por volta das 6:45h.

Pra ajudar, a funcionária que nos atendeu no check in era nova no ramo... O que deveria demorar alguns poucos minutos, parecia demorar uma eternidade.

Lembrei que eu tinha trocar algum dinheiro e registrar meu laptop e minha câmera na receita, pra não ter problema com a alfândega na volta.

Deixei Tânia no Check In, e fui correndo atrás do banco pra trocar o dinheiro e da receita pra registro dos bens.

O problema é que estávamos no terminal 2, enquanto o banco e a receita ficavam na extremidade oposto do terminal 1.

Eu e o bispo Mauro tivemos que correr.

Trocar o dinheiro foi fácil. Mesmo porque, era bem pouco...

Mas registrar os equipamentos é que foi bravo. Não conseguíamos achar o número de série da câmera. A delegada sumiu com ela lá pra dentro, e só voltou alguns minutos depois, com o mistério desvendado.

O celular tocava sem parar... Era Tânia avisando que os passageiros já estavam embarcando. Saímos correndo feito loucos. Quando chegamos ao portão, a fila para passarmos no detector estava bem divagar. O delegado da Federal também foi bem devagar. Aliás, tudo naquele dia estava devagar pra além da conta.

Quando chegamos ao embarque, o avião simplesmente já havia partido... estava na pista pronto pra decolar.

Um funcionário da TAM ligou pedindo que parassem a aeronava, pois tínhamos uma filha especial. Acho que isso sensibilizou o piloto. Por incrível que pareça, o avião deu meia-volta, parou num lugar mas tranquilo, e abriu a porta à nossa espera.

Tivemos que tomar um ônibus até o local onde o avião havia parado. Em vez de entrarmos pelas "sanfonas", tiveram que colocar uma escada.

Quando entramos, todos os passageiros estavam assustados, olhando curiosos para nós. Logo na primeira fileira estava a atriz Geovanna Antonelli. Rayane fez o favor de lhe dar um esbarrão.

O vôo teria sido um dos melhores que já fizemos até hoje, se não fosse a mais forte turbulência que já enfrentamos. Talvez pelo fato de termos viajado nas últimas fileiras.

Em Miami, fomos bem atendidos pela imigração. Só foi triste ver um brasileiro sendo distratado por um oficial da imigração, que pelo jeito, mandou-o de volta no mesmo vôo.

Depois continuo contando nossa aventura em Miami e em Orlando. Por hora, fico por aqui. Temos um dia e tanto pela frente.


Terça-feira, Abril 21, 2009

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Que tal uma VIDA ESTENDIDA?

Doar seus órgãos é um gesto de amor. A REINA - Igreja do Futuro e o Projeto Impacto Global Radical lançam nova campanha para conscientizar e estimular as pessoas a doarem seus órgãos: VIDA ESTENDIDA.

Ora, se cremos na vida após a morte, o que nos impede de compartilhar nossos órgãos ao deixarmos este mundo? Afinal de contas, o corpo novinho em folha nos espera do outro lado.

A Doação de Órgãos é ato de amor, de generosidade, de solidariedade humana. É doar ao próximo algo que ele precisa muito e você não mais. Segundo pesquisas do Ministério da Saúde, mais de 70% dos brasileiros são a favor da doação de órgãos.

Mais isso não se refletia em doações efetivas. É que o processo para autorização de doações era muito complicado, o doador tinha que registrar sua vontade e avisar toda família do seu desejo.

Em fevereiro de 1997, depois de muita discussão, o Congresso Nacional aprovou uma lei que veio facilitar a vida dessa imensa maioria. Seguindo o exemplo de vários outros em potencial. Isso quer dizer que ele é considerado a princípio um doador, desde que não tenha manifestado sua vontade contrária.

Na prática, o que muda é que antes o brasileiro que desejava doar seus órgãos tinha que declarar: "Sim, eu quero doar meus órgãos". Agora, quem não quer doar é que tem que declarar: "Não, eu não quero doar meus órgãos". Ninguém é obrigado a doar. Nem agora, nem nunca.

A doação continua sendo uma doação, um direito, uma opção. Você pode ser contra ou a favor. Mudar de idéia quando quiser, quantas vezes quiser. Sua vontade será respeitada, qualquer que seja ela.

Para saber mais sobre doação de órgãos, ou tirar suas dúvidas, visite este link.







Segunda-feira, Abril 20, 2009

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Além do óbvio e do conveniente

A contagem regressiva já havia começado. Em algumas horas, Jesus seria entregue aos Seus algozes. Ainda assim, Ele desejou celebrar a última festa com Seus discípulos. Não era uma festa comum. Tratava-se da mais importante celebração do povo judeu: a Páscoa.

Já havia o propósito, só faltavam os preparativos. Jesus, então, envia Pedro e João com a missão de preparar-Lhe a Páscoa.

Imbuídos da missão, eles perguntam: "Onde queres que a preparemos?" (Lc.22:9).

Não basta o propósito certo, no momento certo. Importa saber o lugar certo. É Deus quem determina o lugar que servirá de cenário para a execução de Seu propósito.

Jesus poderia simplesmente dar-lhes um endereço. Seria mais conveniente. Mas Ele não costuma ser tão óbvio. Ele prefere nos dar pistas, para que encontremos por nós mesmos o lugar escolhido.

Veja a resposta que Jesus lhes dá:

"Quando entrardes na cidade, encontrareis um homem levando um cântaro de água. Segui-o até a casa em que ele entrar" (v.10).

Não tinha um sinal melhor do que um homem carregando um balde d'água? Que tal uma estrela no céu, como a que guiou os magos?

O problema é que somos viciados em coisas extraordinárias. Queremos o espetáculo, só pra ter o que contar mais tarde. Mas nem sempre os sinais enviados por Deus são espetaculares. É preferível um sinal ordinário que nos leve direto ao ponto, do que sinal extraordinário como a estrela de Belém, que antes de nos levar ao recém-nascido, faça uma breve escala no palácio de Herodes.

Provavelmente, aquele homem era um servo, um escravo, que havia saído em busca de água para o seu senhor.

Não parecia razoável ter que seguir alguém como ele. O que ele tinha para oferecer?

O Senhor das circunstâncias é aquele que promove conexões misteriosas. Ele é o arquiteto das contingências, que promove encontros inusitados.

Se quisermos encontrar o lugar certo, peçamos a Deus que faça com que as pessoas certas cruzem nossos caminhos. Não é o que elas possam oferecer que importa, e sim aonde elas podem nos levar.

Aparentemente, aquele escravo não tinha nada a oferecer para contribuir no preparo da festa para Jesus. Mas ele era a pessoa certa, que conduziria os discípulos ao lugar determinado.

Temos que cuidar para que não nos deixemos extraviar, seguindo às pessoas erradas. Nem podemos sair em busca de pessoas por aquilo que elas tenham a oferecer. Essas devem ser amadas pelo que são, e não pelo que possuem.

Muitos acham que podem pegar carona na fama de celebridades que se convertem, achando que isso poderia trazer algum benefício ao Evangelho. A causa do Reino jamais precisou disso. Geralmente, são pessoas anônimas e humildes que são usadas por Deus, para nos conduzir aos lugares certos.

Seguindo-o, os discípulos entraram na casa onde trabalhava. Jesus os orientou: "Dizei ao dono da casa: O Mestre manda perguntar-te: Onde está o aposento em que comerei a páscoa com os meus discípulos? Então ele vos mostrará um grande cenáculo mobiliado. Fazei aí os preparativos" (vv.11-12).

Somente famílias muito ricas e importantes da sociedade tinham um grande cômodo destinado às refeições. O cenáculo não era uma sala qualquer. Era como um salão de festa, todo mobiliado com uma grande mesa e muitas cadeiras. Sempre que havia uma festa, familiares vinham de várias partes para celebrar.

Talvez, quando Pedro e João viram o lugar, se espantaram com seu tamanho, e com o número exagerado de cadeiras. Afinal, aquela ceia seria para apenas treze pessoas, contando os discípulos e Jesus. Pra quê tanto espaço? E aquelas cadeiras que ficariam vazias?

Para aqueles discípulos responsáveis pelos preparativos da Páscoa, aquele lugar lhes serviria apenas como cenário para aquela festa. Mas Jesus tinha outros planos...

Cristo via para além do horizonte imediato. Aquele cenáculo Lhe seria útil mais de uma vez.

Em Atos, somos informados que tão logo Jesus ascendera ao céu, os discípulos "subiram ao cenáculo, onde permaneciam" (Atos 1:13). Ficamos sabendo que além dos apóstolos, também estavam lá as mulheres, Maria, mãe de Jesus, e seus irmãos. Ao todo, totalizavam quase 120 pessoas! (vv.14-15).

Enquanto Pedro e João preparavam a ceia de Páscoa, eles pensavam apenas nos doze (contando com Jesus, treze). Mas Jesus já pensava nos quase 120 que ali permaneceriam à espera da Promessa do Espírito Santo.

"Cumprindo-se o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados" (2:1-2).

Repare que Jesus havia dito que o cenáculo que eles encontrariam estaria todo mobiliado. Agora, somos informados que todos os quase 120 discípulos reunidos estavam devidamente aconchegados, sentados, quando o Espírito finalmente foi derramado.

Pedro e João se preocupavam com a Páscoa. Jesus já preparava o cenário para outra festa: Pentecoste.

Deus sempre foca o futuro. Ele nunca exagera na pitada. Sua provisão abarca necessidades que ainda surgirão.

E no cenário/cenáculo provido por Deus, há lugar para todos. Ninguém precisa tomar o lugar do outro. Ele garantiu que nos prepararia lugar, e de fato, preparou.

Para encontrarmos nosso lugar, sigamos a pista certa. Lembrando que nem sempre é óbvio, ou mesmo conveniente. Deixemos que Ele escolha os canais, aqueles que carregam cântaros de água, que nos levarão ao lugar certo.

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É entre você e Deus

Assim mesmo...


Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil, assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.

O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem Paz e é Feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja Feliz assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja que, no final das contas, é entre você e Deus.

Nunca foi entre você e eles!


Madre Teresa de Calcutá

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8 anos à frente da REINA

Era uma terça-feira, dia 10 de Abril de 2001,e eu estava a caminho de São Paulo para mais uma reunião com jogadores de futebol que estávamos discipulando. Abri minha Bíblia, deparei-com o a passagem em que Davi lamenta a morte de Saul e de Jônatas. "Como caíram os valentes...", lamentava o salmista. De repente, uma voz ecoou em meu coração: - Seu pai será recolhido, e você será chamado a liderar aquela obra.- Não pode ser! reagi. Um dia antes, havia estado em sua festa de aniversário na igreja em D. Caxias, onde me pegou de surpresa, pedindo que eu pregasse. De fato, havia um clima de despedida naquela festa. Talvez fosse hora de ele parar, se aposentar, mas não de morrer. Esses foram meus argumentos.

- Além do mais, que história é essa de que eu serei chamado a liderar aquela obra? Argumentei.

Eu havia deixado a Missão Apostólica Mundial há cerca de dois anos, para fundar a Comunidade do Trono da Graça. Meu próprio pai me liberara para isso, por entender que Deus havia me confiado um ministério diferente do dele. Embora estivesse me reaproximando de seu ministério, a ponto de ser convidado a representá-lo em duas convenções nos Estados Unidos, me sentia totalmente deslocado com relação à proposta de sua igreja (mesmo que eu tenha sido um de seus fundadores, 10 anos antes).

A voz persistiu ecoando em meu peito.

Naquela mesma noite, por volta das 4 da manhã, enquanto retornava ao Rio, acordei com as mãos geladas, e sentindo uma sensação mórbida. Não consegui dormir mais.

Ao chegar em casa, assim que deitei, o interfone do prédio tocou. Era um dos nossos auxiliares na igreja da Vila da Penha, informando que meu pai havia falecido. Minha esposa, mesmo reciosa, me deu a notícia, achando que tudo não passava de um mal-entendido.

Atordoado, dirigi-me à sua casa.

Segundo minha mãe, por volta das 4 horas da madrugada, ela acordou assustada, sentindo o corpo de meu pai muito gelado. Ela achou que fosse por causa do ar-condicionado. Levantou-se para cobrí-lo, e desligar o ar, e quando acendeu a luz, viu-o de braços e olhos abertos, e com um sorriso esboçado em seu rosto. Achou que aquilo fosse mais uma brincadeira do meu pai. Chamou-o, mas ele não atendeu. Desesperada, chamou meu irmão caçula, que tentou reanimá-lo. Mas ele havia partido deste mundo. A expressão do seu rosto nos confortou. Como Jesus garantiu, quem n'Ele cresse não viria a morte. Não foi a morte que meu pai viu, mas o próprio autor da vida que veio buscá-lo.

Em pouco tempo, chegaram pastores de várias partes do RJ. A casa ficou tumultuada. E em meio às lágrimas de dor, aqueles pastores me chamaram à varanda e pediram: - Volte para nós, e nos lidere.

Não consegui dizer uma única palavra. Tudo o que o Espírito me dissera um dia antes, estava agora se cumprindo.

A retirada do corpo do meu pai foi acompanhada de aplausos dos vizinhos e daqueles que vieram acompanhá-lo.

Na madrugada seguinte, enquanto velávamos o corpo do Jardim da Saudade de Paciência, meu irmão Elias me chamou à parte e pediu: - Volte para nos liderar. Você sabe que Deus te escolheu para isso.

Afastei-me dele, fui para um lugar deserto, e ali briguei com Deus. Discuti, argumentei, disse que não era aquilo que eu planejara para minha vida. Como eu poderia liderar uma obra da qual eu saíra quase dois anos antes, por divergência doutrinária? Senti-me como Jacó no vale de Jaboque.

Mas Deus me venceu.

- Ok, Senhor. Não vou resistir aos teus planos. Mas quero uma confirmação. Se o Senhor me escolheu para este posto, que na próxima Segunda eu seja eleito por unanimidade em assembléia pelos diretores da igreja.

No fundo, achei que isso seria impossível, pois alguns daqueles diretores não aceitavam minha proposta doutrinária.

Para minha surpresa, no dia 16 de Abril, os diretores foram unânimes, convidando-me para ocupar o cargo de bispo primaz da Missão Apostólica Mundial.

Oito anos se passaram, e posso dizer que valeu a pena.

Um ano depois, a igreja adotou a sigla "REINA", (Rede Episcopal de Igrejas da Nação Apostólica). Entre as realizações concedidas pela graça de Deus, destacamos:

- Reforma Estatutária
- Regimento Interno
- Código de Ética Pastoral
- Escola Bíblica com revista própria
- Sete convenções internacionais
- Três grandes cruzadas, na Pça. dos Patriarcas, no Ginásio do Olaria e na Quinta da Boa Vista
- Abertura de novas igrejas, principalmente fora do Rio de Janeiro
- Abertura da igreja nos Estados Unidos da América
- Organização da Militância Reinista (obreiros)
- Programa de TV e de Rádio durante um tempo
- Lançamento de site e blogs na internet
- Formação de novos pastores
- Organização dos Distritos Eclesiásticos
- Projeto Social Tesouro Escondido
- Três "Dias das Mãos Estendidas".
- Três "Dias dos Braços Estendidos" (Campanha de doação de sangue)

Ainda há muito que fazer, e para isso fomos chamados.

Hoje, quando celebraremos oito anos de nossa gestão à frente da REINA, estaremos dando mais um importante passo, com o lançamento do Projeto IMPACTO GLOBAL RADICAL.

Que a chama ostentada pelo nosso fundador, Bispo Cecílio Carvalho Fernandes, jamais se apague. E que as gerações que nos sucederem a mantenham acesa até o grande Dia.

Quarta-feira, Abril 15, 2009

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Há um ano acontecia o Encontro de Gerações

A segunda parte da mensagem já está disponível em nosso canal no Youtube, e com a canção "Rei de todas Eras" ao vivo.

Terça-feira, Abril 14, 2009

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Foi o túmulo que ficou vazio, não a cruz!

Se o túmulo de Cristo ficou vazio, então, Deus aceitou Sua oferta pelo pecado, e estamos livres.

Mas se a Cruz estiver vazia, nosso velho homem escapou ileso, e portanto, ainda vivemos sob a égide do pecado.

A Cruz é eterna! E a prova disso é que as Escrituras nos informam que o Cordeiro foi morto desde antes da fundação do mundo.

Há uma cruz histórica ocorrida na plenitude dos tempos, e que nada mais é do que a manifestação de uma cruz meta-histórica, ocorrida fora do tempo e do espaço.

O que acontece na eternidade não tem começo nem fim. Nesse sentido, a cruz é coexistente com Deus.

Desde que há Deus, também há Cruz.

Por isso, quando o céu se descortina diante dos olhos de João, o trono que se vê é ocupado por um cordeiro "como que houvesse sido morto".

Ele ressuscitou! Porém, Seu sacrifício não durou apenas seis horas.

As mãos que criaram o Universo foram mãos crucificadas.

Aos olhos de Deus, tanto o trono, quanto a Cruz, estarão sempre ocupados por Jesus.

Enquanto esteve na cruz histórica, o trono não ficou vago. E enquanto ocupa Seu trono de glória, a Cruz não está vazia.

Nisso reside nossa salvação.

Se Jesus houvesse descido dessa Cruz meta-histórica, não haveria razão para que Paulo declarasse: "Estou crucificado com Cristo". Ele não disse que havia sido crucificado, no passado. Ele disse que estava, naquele momento, crucificado com Cristo. Portanto, Cristo continuava na Cruz, e Paulo com Ele. Se Ele desce da Cruz, nosso velho homem escapa.

O sepulcro, porém, está vazio. O sepultamente de Jesus é um fato histórico, porém, não meta-histórico. Sua ressurreição também é histórica. Mas Sua Cruz vem antes de todos os antes, e continuará viva depois de todos os depois.

Segunda-feira, Abril 13, 2009

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SEXO: O que vale entre quatro paredes?

Eis um terreno minado. Há os guardiões da moral e dos bons costumes, que afirmam que o sexo entre casais cristãos deve ser recatado, limitando-se ao coito. Entre esses, há os que sequer admitem a possibilidade dos cônjuges terem algum tipo de preliminar, ou mesmo de variar as posições. Há ainda os que vêem pecado até nos cônjuges verem a nudez um do outro. Isso tudo é deprimente.

Por outro lado, há a turma do vale-tudo. Esses só não dizem o que significa o “tudo” na relação sexual, por não quererem expor o cônjuge a julgamentos preconceituosos.

Entre um extremo e outro, é melhor ficar com o bom-senso.

Toda e qualquer tipo de carícia é bem-vinda na relação a dois, desde que não desrespeite o gosto do outro.

O critério para se adotar qualquer tipo de prática sexual entre casais ligados pelo matrimônio é o bem-estar do outro. O outro vai dizer até onde podemos ir com nossas carícias.

O Dr. Herbert J. Miles oferece o seguinte conselho com relação à intimidade entre marido e mulher:

“Nos relacionamentos humanos, no seio das comunidades e na sociedade, o recato é a rainha das virtudes, mas na intimidade do quarto nupcial, a portas fechadas, e na presença do puro amor conjugal, não deve existir essa coisa chamada recato. O casal deve ter liberdade de praticar tudo o que ambos desejarem fazer, que sirva para conduzi-los à plena expressão de seu amor mútuo e a uma boa experiência sexual. A essa altura, será bom darmos uma palavra de advertência. As experiências praticadas devem ser de consentimento mútuo, do marido e da esposa. Nenhum dos dois, em tempo algum, deve forçar o outro a participar de atos que este não deseje. O amor não coage a ninguém.”

Qualquer prática que depois de consumada, promova a sensação de se ter usado alguém, ou se ter sido usado por alguém em vez de se ter amado e sido amado, deve ser considerada nociva à relação, e por isso mesmo, deve ser evitada.

Lembremo-nos de que o amor não busca seus próprios interesses. Nem tampouco se porta inconvenientemente.

No amor há respeito aos limites do outro.

O homem deve sempre levar em conta a fragilidade feminina, oferecendo-lhe carícias que respeitem seu gosto.

Há uma profunda ligação entre sexualidade e espiritualidade. Não são departamentos diferentes. São, antes, esferas da existência humana, que interferem uma na outra. A prova disso está na recomendação de Pedro aos maridos:

“Igualmente, vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações”.

Dar honra a mulher é simplesmente preferir fazer as coisas do jeito dela. Se ela se sentir desconfortável com algum tipo de carícia, o marido deve ser suficientemente sensível para atender.

Homem e mulher devem compreender suas diferenças físicas, emocionais e psicológicas. A mulher só poderá agradar ao marido, se reconhecer nele um ser diferente dela, que tem suas próprias expectativas com relação ao ato sexual. O mesmo se pode dizer do homem.

Por exemplo: o homem é estimulado por aquilo que vê, enquanto que a mulher é estimulada por aquilo que ouve. Logo, para que promova a união sexual entre o homem e a mulher, o Eros percorre caminhos diferentes.

O sentido principal do homem é a visão. Por isso Jesus fala sobre “olhar a mulher alheia”. É pelos olhos que o homem se deixa envolver. Sabedora disso, a mulher sábia deve procurar cuidar de seu corpo, vestir-se de maneira atrativa, a fim de atrair o olhar de seu marido. É por não compreender isso, que muitas mulheres, por causa de sua timidez, preferem relacionar-se com seus maridos de luz apagada.

Nada mais deprimente para o homem do que chegar em casa, depois de um dia de trabalho árduo, e encontrar sua amada cheirado a alho, com roupas velhas, e bobs nos cabelos.

A mulher deve procurar preparar-se para receber o seu amado. Não é pecado estimular o marido com um alinda camisola, jóias, perfumes. Pecado é permitir que haja espaço a ser preenchido por outra.

O livro de Cantares, ou Cântico dos Cânticos, é um verdadeiro manual para a vida sexual. Ali encontramos Salomão e Sulamita vivendo uma história de amor e sedução.

Logo de cara, encontramos Sulamita, extasiada de amor, dizendo a seu amado:

“Beije-me ele com os beijos da sua boca; pois melhor é o seu amor do que o vinho. Para cheirar são bons os teus ungüentos; como ungüento derramado é o teu nome. Não admira que as donzelas te amem!”

Nada mais estimulante ao homem do que perceber que sua amada está desejando-o. Muitas mulheres têm dificuldade de demonstrar seu desejo ao marido. Isso é frustrante. O homem não pode adivinhar o que a mulher deseja, a menos que ela demonstre claramente. Repare que é Sulamita quem toma a iniciativa. Ela é quem se aproxima e pede que seu marido lhe beije. Isso é absolutamente sedutor. Todo homem aprecia quando a mulher toma a iniciativa.

É claro que isso não deve ser entendido como um padrão. Tanto a mulher, quanto o homem podem tomar a iniciativa, quando desejarem fazê-lo. O problema é quando a mesma pessoa tem que tomar a iniciativa sempre.

Perceba também que ela não só lhe pede um beijo, mas o elogia. Ela mexe com sua vaidade. Ela o chama de cheiroso. Em vez de demonstrar ciúmes, ela dá razão às mulheres que o admiram. Isso o faz sentir o mais viril dentre os homens.

Há mulheres que já começam a relação criticando o homem. É como um balde de água fria. Não há virilidade que agüente. Tanto o homem quanto a mulher precisam ser elogiados por seu parceiro.

Se a mulher não o elogiar, haverá quem o faça lá fora.

Observe que ela elogia o seu odor, e não a sua aparência.

Para a mulher, o olfato é mais importante do que a visão.

Se os homens soubessem disso, tratariam de tomar um bom banho assim que chegassem em casa, em vez de se esparramar no sofá, com o pé cheio de chulé.

O homem não quer a mulher cheirando a alho, mas a mulher também não o quer cheirando a suor.

Salomão, já seduzido pelo amor de sua esposa, responde:

“Formosa são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço com os colares”.

Diferente do homem, a mulher é mais estimulada por aquilo que ouve. Por isso, o marido não deve poupar elogios à mulher. Falar de sua beleza, de seus atributos, de sua formosura. “Como és formosa, ó amiga minha! Como és formosa!”, declara o amante apaixonado.

Só não se pode ficar nas palavras apenas. Porém, antes dos finalmente, os cônjuges devem dedicar algum tempo às preliminares.

Sulamita é quem sinaliza ao seu amado o que ela deseja que ele faça.

“A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace”.
Ela é quem diz onde quer ser tocada, acariciada.

Além da audição e do olfato, o sentido principal que estimula sexualmente a mulher é o tato. Toda mulher precisa ser tocada, antes de ser possuída.

Entre os toques, nenhum é mais importante do que o beijo. Por isso, ela inicia o processo amoroso, pedindo que o seu amado lhe beije. Há casais que já não se beijam há muito tempo.

Alguns não se beijam nem mesmo durante o intercurso sexual. O beijo faz com que a mulher se sinta amada, em vez de usada.

Por que, geralmente, as prostitutas não aceitam beijar os seus clientes? Simplesmente porque, mesmo para elas, o beijo implica num envolvimento emocional desnecessário. Qualquer relação sexual que não tenha beijo, dá à mulher a impressão de estar sendo usada.

O beijo denota carinho, afeição, e, sobretudo, amor.

A mulher não quer sentir-se como um vaso sanitário onde o homem vai realizar suas necessidades. Ela quer sentir-se amada. Ela quer que haja romantismo, e não apenas sexo.

Os homens precisam aprender a ser românticos.

Para o homem, o sexo é um fim em si mesmo. Mas para a mulher, é apenas um meio. O objetivo principal da mulher é ser amada.

Para a mulher, o sexo começa pela manhã, na primeira palavra que ela ouve do marido. Se ele trata-la asperamente ao acordar, dificilmente ela estará disposta a ceder às suas fantasias à noite.

Cada gesto de carinho, por simples que seja, contribui para uma boa noite de amor para mulher.
Abrir a porta do carro, puxar a cadeira para que ela se sente, elogiar sua roupa, pegar em sua mão enquanto dirige, são pequenos gestos capazes de proporcionar momentos inesquecíveis de amor.

Já o homem precisa de estímulo visual.

A mulher vai receber do homem na mesma medida em que se der. E vice-versa. Quanto mais ela prover ao homem o estímulo visual de que ele precisa, mais coisas bonitas ela vai ouvir dele.

Confira o que diz Cantares:

“Como és formosa, amada minha! Como és formosa! Os teus olhos são como os das pombas, e brilham através do teu véu (...) Os teus lábios são como um fio de escarlate, a tua boca é doce (...) O teu pescoço é como a torre de Davi (...) Os teus dois seios são como dois filhos gêmeos da gazela, que se apascentam entre os lírios (...) Tu és toda formosa, amada minha; em ti não há defeito”.

E que mulher não tem defeito? E o que dizer dos pneuzinhos, das rugas (muitas vezes causadas por nós mesmos!), das celulites, das estrias? Não é a toa que muitas mulheres preferem despir-se no escuro.

Quaisquer que sejam os defeitos são irrelevantes, aos olhos daquele que ama.

Não há mulher perfeita no mundo. Mesmo as modelos fotográficas precisam de recursos do computador para esconder cicatrizes e estrias.

Entre a luz acesa ou apagada, que tal um abajur, com uma luz fraca, para permitir ao marido ver pelo menos a silhueta da mulher amada?

No capítulo 7 ele descreve com mais pormenores a beleza de sua amada:

“Quão formosos são os teus pés nos sapatos, ó filha do príncipe! As voltas das tuas coxas são como jóias, trabalhadas por mãos de artista. O teu umbigo é como uma taça redonda a que não falta bebida (esse Salomão já ta indo longe demais!). O teu ventre é como monte de trigo, cercado de lírios. Os teus dois seios são como dois filhos gêmeos da gazela. O teu pescoço é como a torre de marfim. Os teus olhos são como as piscinas de Hesbom, junto à porta de Bate-Rabim. O teu nariz é como a torre do Líbano (nariguda essa menina, heim?), que olha para Damasco. A tua cabeça é como o monte Carmelo. Os cabelos da tua cabeça são como a púrpura; o rei está preso pelas suas transas. Quão formosa, e quão adorável és, ó amor em delícias”.

Salomão, completamente apaixonado e seduzido, diz:

“Tiraste-me o coração, minha imã, noiva minha; tiraste-me o coração com um dos teus olhos, com um colar do teu pescoço”.

Nada mais estimulante para o homem do que um olhar sedutor de sua mulher. Pelos olhos, ela é capaz de arrancar o coração do seu amado. A mulher quer sentir-se amada, protegida, querida.

O homem quer sentir-se desejado. E é pelo olhar que a mulher o faz sentir assim. Um olhar travesso, cheio de boas intenções... Quem resiste?

E como a mulher deve agir ao ser procurada? Como ele espera que ela reaja? E se ele chega, e ela já está dormindo? E se ela teve um dia cansativo?

O capítulo 5 de Cantares nos apresenta essa cena. Sulamita diz:

“Eu dormia, mas o meu coração velava. Ouvi! A voz do meu amado, que está batendo: Abre-me, minha irmã, amada minha, pomba minha, minha imaculada. A minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos as gotas da noite. Já despi a minha túnica; como a tornarei a vestir? Já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar? O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta, e as minha entranhas estremeceram por amor dele. Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos destilavam mirra, os meus dedos gotejavam mirra sobre a maçaneta da fechadura”.

Por incrível que pareça, isso está na Bíblia. Não há como ler esses versos e não se deixar tomar por imaginações...

Já no finalzinho do livro, Sulamita declara: “Assim tornei-me aos olhos dele como aquela que traz prazer”.

Muito mais do que ser a mãe de seus filhos, ou a dona de casa, ou mesmo a companheira de ministério, o papel principal de uma mulher é ser “aquela que traz prazer” ao seu marido. O mesmo pode ser dito acerca do marido. Ele não é apenas o provedor do lar, nem mesmo apenas o cabeça da família. Ele é aquele que proporciona prazer à sua amada.


Trecho do livro "Amor Radical", de nossa autoria, publicado pela MK.

Sábado, Abril 11, 2009

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Heróis pelo HERÓI





















Endereço da REINA - Sede: Rua Piratini, 75 Centro, Duque de Caxias, RJ

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O novo Calvinismo

Se você quer realmente seguir o desenvolvimento do cristianismo conservador, rastreie as suas músicas de sucesso. No início do século xx, você ouviria “Rude Cruz”, uma celebração da expiação. Nos anos 1980, você teria compartilhado a intimidade do tipo “Jesus é meu amigo”, expressada na canção “Brilha, Jesus”. Hoje, as músicas de sucesso retratam cada vez mais um Deus que é muito grande, enquanto nós… bem, ouça a banda de David Crowder: “Estou cheio de terra/ Tu és o tesouro do céu/ Estou sujo de lama/ Inclinado à depravação”.

O calvinismo está de volta, e não apenas no âmbito da música. A resposta de João Calvino, no século xvi, aos excessos do catolicismo na forma de “compre o seu livramento do purgatório” é a mais recente história de sucesso do evangelicalismo [americano], uma história completa: com uma Deidade totalmente soberana que administra as coisas mínimas, uma humanidade pecaminosa e incapaz e, a combinação da conseqüência lógica, a predestinação: a crença de que, antes de o tempo surgir, Deus resolveu a quem salvaria (ou não), sem influenciar-se por qualquer ação ou decisão humana subseqüente.

O calvinismo, primo de outro pilar da Reforma, o luteranismo, é bem menos rígido do que os seus críticos afirmam. O calvinismo oferece uma Deidade firme que orquestra absolutamente tudo, incluindo a enfermidade (ou o arresto da casa!), por meio de uma lógica que talvez não entendamos, mas não temos de criticar depois que vemos os resultados. Nossa satisfação — e nosso propósito — se realiza apenas ao glorificá-Lo.

No século xviii, o pregador puritano Jonathan Edwards revestiu o calvinismo de um misticismo quase extasiante. Mas logo o calvinismo foi vencido nos Estados Unidos por movimentos como o metodismo, que eram mais impressionados com a vontade humana. Grupos liberais descendentes dos calvinistas, como a Igreja Presbiteriana (EUA) [PCUSA], descobriram outra ênfase, enquanto o evangelicalismo perdia o interesse por uma doutrina consistente (havia o triunfo daquele Jesus amável e impreciso) e parecia relegar a pregação reformada fiel (a palavra reformado é um sinônimo de calvinista) a algumas poucas igrejas persistentes do sul [dos EUA].

Isso não acontece mais. Os ministros e autores neo-calvinistas não agem numa escala como Rick Warren. Contudo, ouça Ted Olsen, editor-chefe da revista Cristianity Today: “Todos sabem onde estão a energia e a paixão no mundo evangélico” — com o neo-calvinista pioneiro John Piper, de Minneapolis, com Mark Discroll, o brigão de Seattle, e Albert Mohler, presidente do Southern [Theological Baptist] Seminary, da grande Convenção Batista do Sul [dos EUA]. A Bíblia de Estudo ESV, com sabor calvinista, esgotou a sua primeira tiragem; blogs reformados como Between Two Worlds estão entre os links mais populares do ciberespaço cristão.

À semelhança dos calvinistas, os evangélicos mais moderados estão explorando curas para o desvio doutrinário do movimento, mas não podem oferecer a mesma segurança coletiva. “Muitos jovens cresceram em cultura de destruição, divórcio, drogas e tentação sexual”, disse Collin Hansen, autor de Young, Restless, Reformed: A Journalist’s Journey with the New Calvinists. “Eles têm muitos amigos; o que precisam é de um Deus.” Mohler disse: “No momento em que alguém começa a definir o ser ou os atos de Deus biblicamente, essa pessoa é levada a conclusões que são tradicionalmente classificadas como calvinistas”.

De fato, essa presunção de inevitabilidade tem atraído acusações de arrogância e divisionismo desde a época de Calvino. Na verdade, alguns dos entusiastas de hoje sugerem que os não-calvinistas podem não ser cristãos. Pequenas disputas entre os batistas do sul [dos EUA] (que têm um grupamento concorrente de não-calvinistas) e trocas de ameaças on-line são um mau presságio.

Em julho próximo, se dará o 500º aniversário de nascimento de Calvino. Será interessante observar se o último legado de Calvino será a difamação protestante clássica ou se, durante estes tempos difíceis, mais cristãos que buscam segurança sujeitarão a sua vontade ao Deus severamente exigente dos primórdios de seu país.

fonte: Time [via Pavablog]
tradução: F. Wellington Ferreira

Há 14 anos descobri as doutrinas reformadas. Meu ministério sofreu uma guinada. Bom seria se os pregadores pós-modernos bebessem desta fonte, como fez o emergente Mark Driscoll. É uma combinação bombástica!

Sexta-feira, Abril 10, 2009

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A Cruz e a subversão da ordem

Uma das características do ministério de Jesus era a coerência. Ele não apenas pregava uma mensagem, mas Ele era a própria encarnação da mensagem. E para isso, Ele Se dispunha a ir às últimas conseqüências.

Por várias vezes, Jesus afirmou que no reino de Deus “os últimos serão os primeiros, e os primeiros, os últimos” (Mt.19:30; 20:16; Mc.10:31; Lc.13:30).

Em outras palavras, quem quiser seguir os passos de Jesus, deve colocar-se como o último na fila de prioridades, deixando que todos estejam à sua frente. Quem assim faz, é visto por Deus como Sua prioridade. Porém, aquele que se acha mais importante que todos, colocando-se como o primeiro da fila, Deus o coloca por último.

Paulo repete o mesmo princípio em sua epístola aos Filipenses: “Cada um considere os outros superiores a si mesmo” (2:3b). E em Romanos: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (12:10).

Jesus viveu tal princípio intensamente, fazendo-Se servo de todos à Sua volta. Mas é durante Seu suplício que esse princípio é colocado à prova.

Quem não priorizaria Sua própria vida em face da morte?

Vejamos como Jesus agiu, lembrando que Ele deixou-nos exemplo, para que sigamos Suas pisadas (1 Pe.2:21).

Quais foram Suas prioridades naqueles momentos de profundo sofrimento?

1 – Gerações Futuras

Enquanto caminhava em Sua via-dolorosa, Jesus avistou um grupo de mulheres comovidas pelo Seu sofrimento. Veja Sua reação:

“Seguia-o grande multidão, e também mulheres que batiam no peito e o lamentavam. Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos” (Lc.23:27-28).

Não significa que Jesus não Se importasse com aquele gesto de carinho. Ele apenas quis realinhar o foco daquelas mulheres, projetando-o para as gerações futuras.

Era por tais gerações que Ele estava padecendo, a fim de garantir-lhes um futuro.

Precisamos aprender com Jesus a priorizar o futuro. Em vez de focarmos nas tribulações presentes, devemos focar no testemunho que deixaremos para as gerações que nos sucederem. Este será o nosso legado.

2 – Seus inimigos

Durante o auge de Seu sofrimento, Jesus priorizou o bem de Seus inimigos, suplicando ao Pai que os perdoasse.

“Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, ali crucificaram Jesus e com ele os dois criminosos, um à direita e outro à esquerda. Jesus disse: Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lc.23:33-34a).

Jesus sabia que muitos daqueles inimigos eram seguidores em potencial. E a prova de que estava certo é que ao dar o último suspiro, o centurião responsável pela crucificação exclamou: “Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus!” (Mc.15:39).

3 – Seu próximo

Quem é nosso próximo? Foi esta a pergunta que um doutor da Lei fez a Jesus. Com uma parábola, conhecida como “O Bom Samaritano”, Jesus revelou que nosso próximo é aquele com quem nos deparamos na jornada da vida, independente de que as circunstâncias sejam boas ou más.

Durante Seu suplício, ninguém estava tão próximo de Jesus do que aqueles ladrões que morriam ao Seu lado.

Mesmo esvaindo em sangue, Jesus ainda encontrou forças para expressar Seu amor pelo moribundo que suplicou: “Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino.” Aquele clamor não podia ficar sem resposta. Por isso, Jesus ignorou Suas dores, buscou as últimas forças que Lhe restavam, e respondeu: “Em verdade te digo que hoje mesmo estarás comigo no paraíso” (Lc.23:42-43).

Não temos o direito de achar que o mundo nos orbita. Embora Jesus fosse o centro de toda a Criação, naquele momento Ele voltou toda a Sua atenção para um homem considerado refugo da sociedade.

Jesus poderia ter repreendido aquele homem, dizendo: - Você não está vendo a minha situação? Quando as coisas melhorarem para mim, quem sabe eu encontre um tempo para me preocupar com você?

Temos a tendência de valorizar nosso sofrimento, esquecendo daqueles que sofrem à nossa volta.
Não deixe pra lembrar-se deles quando as coisas melhorarem. Lembre-se deles agora, enquanto as dores transpassam sua alma.

4 – Sua família

Já quase expirando, Jesus volta Sua atenção para a pessoa mais importante de Sua vida terrena: Sua mãe, que a esta altura, estava viúva, e necessitaria de alguém que cuidasse dela em sua velhice.

“Vendo Jesus ali a sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis a tua mãe. Dessa hora em diante o discípulo a recebeu em sua casa” (Jo.19:26-27).

Jesus destaca o discípulo em quem mais confiava, para amparar Sua velha mãe.

Interessante que Sua primeira prioridade são as gerações futuras, mas isso não ofusca Sua responsabilidade com a geração que O antecedeu.

Infelizmente, nossa sociedade hedonista e consumista não dá a mínima para os anciãos. Esses são considerados pessoas inúteis, um espécie de “mal necessário”, e acabam abandonados em asilos ou em quartinhos cheirando a mofo nos fundos de casa.

Temos uma dívida de gratidão com quem nos gerou, criou e educou. Nossos filhos estão assistindo à maneira como tratamos nossos pais, e certamente, reproduzirão em nós o mesmo tratamento. Se plantarmos amor e cuidado, colheremos o mesmo.

5 – A Si mesmo

Cada prioridade equivale a um círculo. Somos o círculo do meio, o menor, e o último, contando de fora pra dentro.

Jesus deixou-Se por último.

“Mais tarde, sabendo Jesus que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede!” (Jo.19:28).

Repare nisso: “Mais tarde”. Será que aquela sede surgiu de repente? Ou será que Ele já a sentia mesmo antes de ser levado à cruz? Por que não a expressou antes? Pelo simples fato de que esta não era Sua prioridade.

Para o ladrão penitente, Jesus disse "Hoje mesmo!". Mas para a Sua própria necessidade, Ele disse: "Mais tarde!"

Embora colocando-Se por último, o Pai O exaltou soberanamente, dando-Lhe um nome sobre todos os nome (Fp.2:9).

Estaríamos prontos para cultivarmos o mesmo sentimento que houve em Cristo? Estaríamos dispostos a levar isso às últimas conseqüências, como fez Jesus?

Estou certo de que a mensagem da Cruz é muito mais ampla e profunda do que temos imaginado. Basta prestarmos um pouco mais de atenção. Ela é um atentado ao orgulho humano, e por isso mesmo, é a única mensagem capaz de transformar o Mundo, tornando-o um lugar mais justo e digno de se viver.

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Quinta-feira, Abril 09, 2009

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Paixão que gera doação

Quarta-feira, Abril 08, 2009

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Cientistas descobrem chiclete pré-histórico

Arqueólogos alemães descobriram nas obras de ampliação do aeroporto de Leipzig-Halle uma goma de mascar de 7 mil anos atrás, que teria sido feita com resina de bétula. Os pesquisadores encontraram nas obras os restos de um poço com paredes de madeira e em seu fundo o chiclete, segundo revela Christoph Heiermann, do departamento de arqueologia do estado da Saxônia, na edição desta terça-feira do jornal local Bild.

"Não sabemos exatamente o motivo que levava os homens da época a mascar algo assim", disse o arqueólogo ao apresentar a descoberta. Após comentar que o sabor da resina de bétula é especialmente desagradável, o especialista disse que possivelmente "se acrescentava aos chicletes aromas de ervas ou especiarias para dar um sabor melhor".

O arqueólogo revela que a resina de bétula, que se obtinha ao cozimento da crosta dessa árvore, era utilizada pelo homem pré-histórico como uma cola para, entre outras coisas, fixar pontas de lanças. Por isso, os alemães presumem que quem cuspiu a goma no poço, há 7 mil anos, tinha posto a resina na boca para algum trabalho e, acabada a tarefa, se desfez do resto pela via mais rápida.

Fonte: Terra

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A eloquência do Sangue do Ressuscitado

A lista contida na galeria dos heróis da fé é encabeçada por Abel.

É interessante notar que Abel é o único a quem não se atribui qualquer proeza. Enoque foi arrebatado ao céu; Noé salvou o mundo com sua arca; Abraão e Sara tiveram um filho depois de velhos, etc. Mas Abel, o que fez de tão importante para figurar ali?

O texto diz que “pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho das suas ofertas, e por meio dela, depois de morto, ainda fala” (Hb.11:4).

Embora as proezas dos demais heróis tenham alcançado enorme repercussão neste mundo, a oferta de Abel repercutiu na Eternidade.

A queda das muralhas de Jericó, por exemplo, foi testemunhada por milhares de hebreus. Mas a oferta de Abel foi testemunhada única e exclusivamente por Deus.

E por alguns milênios, seu sacrifício foi um referencial de excelência. Sua fé, expressada em suas ofertas, não perdeu a eloqüência, nem depois de sua morte.

Seu sangue, ao ser derramado na terra, misturou-se ao sangue de todos os seus sacrifícios, elevando a Deus um clamor por justiça.

Ao argüir Caim, o assassino de Abel, disse Deus: “Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra” (Gn.4:10).

E o sangue de todas as vítimas inocentes da maldade humana, uniu-se ao sangue de Abel neste clamor.

Jesus advertiu aos Seus contemporâneos:

“Portanto desta geração será requerido o sangue de todos os profetas, que foi derramado desde a fundação do mundo, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo. Assim, vos digo, será requerido desta geração” (Lc.11:50-51).

Desde Abel, a humanidade estava presa a um tipo de carma. O que seria capaz de romper com ele?

Aquele velho mundo com seu interminável carma tinha que acabar, para dar lugar a um novo mundo, onde prevalecesse a Graça em vez da vingança.

Embora a fé de Abel o projetasse para o futuro, razão pela qual oferecia a Deus sacrifícios que prefiguravam o sacrifício do próprio Cristo, seu sangue, uma vez derramado sobre a terra, prendeu-nos nesse ciclo de “dente por dente”, “olho por olho”.

O clamor do sangue de Abel nos aprisionava ao passado.

Precisaríamos de alguém cujo sangue falasse melhor do que o de Abel, a fim de nos libertar para o futuro. Alguém cujo sacrifício de Sua própria vida exterminasse o carma, e estabelecesse a pedra fundamental de um novo mundo.

O término da lista da galeria da fé, o escritor sagrado arremata:

“E todos estes, embora tendo recebido bom testemunho pela fé, contudo não alcançaram a promessa. Deus havia provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados” (Hb.11:39-40).

Que “coisa superior” seria esta?

A resposta vem logo em seguida:

“Portanto, visto que nós também estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todos embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual pelo gozo que lhe estava proposto suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (12:1-2).

Todos os heróis do passado formam agora a platéia que nos assiste, porém, nossa nova referência é Cristo, que nos desafia a deixar o embaraço, isto é, aquilo que nos prende ao passado, e o pecado que tenta nos acorrentar ao presente, e correr em direção ao futuro que Seu sacrifício nos garantiu.

Os heróis da Antiga Aliança viveram sob o eco do clamor do sangue de Abel.

Enquanto os antigos heróis “morreram na fé, não alcançaram as promessas, apenas viram-nas de longe, e as saudaram” (11:13), nós, que vivemos sob a égide da Nova Aliança, já as alcançamos n’Ele. Paulo declara: “Pois quantas promessas há de Deus, têm nele o sim, e por ele o amém, para a glória de Deus por nosso intermédio” (2 Co.1:20-21).

Enquanto eles estavam “buscando uma pátria” (Hb.11:14), nós somos aqueles que finalmente chegaram “à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial” (Hb.12:22).

Mas tudo isso porque o sangue de Jesus, derramado no madeiro, “fala melhor do que o de Abel” (Hb.12:24).

Se o sangue de Abel clamava por justiça, o sangue de Jesus clama por misericórdia. E “a misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg.2:13).

Se o sangue de Abel continuou a falar, mesmo depois de morto, qual seria o alcance do clamor do sangue do Ressuscitado?

Terça-feira, Abril 07, 2009

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Fé que nos remete ao Futuro

O capítulo 11 da epístola aos Hebreus é conhecido como “Galeria dos Heróis da Fé”. Nele lemos sobre as proezas feitas pelos grandes vultos do Antigo Testamento. Tais proezas são creditadas à fé.

Logo no início do capítulo, o escritor sagrado se preocupa em nos dar uma definição do que seja a fé:

“Ora, a fé a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. Foi por ela que os antigos alcançaram bom testemunho” (Hb.11:1-2).

Como ter certeza de coisas futuras?

Ora, a fé não lida com probabilidades, mas com certezas. Ela não joga dados! Nem se fundamenta em dados estatísticos.

Então, de onde provém sua certeza acerca das coisas que se esperam?

Ora, para Deus o futuro já é uma realidade. Não é que Deus preveja o futuro. O futuro simplesmente está diante d’Ele, da mesma maneira como o presente e o passado.

Deus não é prisioneiro do tempo, como nós.

Podemos chamar nossa esfera existencial de cronosfera, posto que está presa ao tempo cronológico, onde existe antes, agora e depois. Embora atue na cronosfera, Deus vive para além do tempo e do espaço, numa esfera que podemos chamar de kairosfera, onde passado, presente e futuro coexistem.

Ao nos conectar a Deus, a fé também nos conecta à kairosfera.

Imagine que vivamos em um submarino. O mar seria nossa "cronosfera". Para nos locomovermos em sua imensidão, usamos um sonar, já que nossa visão é limitada pelas águas turbas do mar. O sonar equivaleria aos nossos sentidos naturais. Porém, há um instrumento através do qual sua tripulação pode ver o que acontece acima na superfície. Esse instrumento chamado periscópio fornece uma visão panorâmica, isto é, de 360º. A fé é este periscópio. Somos desafiados a viver por fé, e não por vista.

A fé, portanto, é o instrumento através do qual podemos vislumbrar o futuro. Por isso, ela é a certeza daquilo que ainda virá.

A fé não nos faz prever, mas antever. Ela nos projeta na direção do futuro. Em vez de previsão, ela nos faz enxergar a provisão já realizada por Deus.

O futuro já está pronto!

Coisas que nossos olhos não viram, que nossos ouvidos jamais ouviram, ou sequer subiram ao nosso coração, são as que Deus já preparou para os que o amam (1 Co.2:9).

Deus não faz improvisos! Tudo está pronto. E é pela fé que adquirimos tal conhecimento.
A fé nos desafia a viver em conformidade com aquilo que antevemos.

Paulo escreve aos Filipenses que cada um deve andar de acordo com aquilo já alcançou (Fp.3:16). À medida que o horizonte se insinua à nossa frente, somos desafiados a caminhar em sua direção.
E foi justamente isso que fizeram os heróis de Hebreus 11. Eles viveram pela fé, e por ela foram capazes de memoráveis feitos.


Continua...

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O fã ilustre de Lula


Segunda-feira, Abril 06, 2009

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A crise é a maior bênção que pode ocorrer

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar superado. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.”

Albert Einstein [via Pavablog]

Domingo, Abril 05, 2009

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Viciados em pornografia

As últimas brasas da fogueira já estavam quase apagadas. As etiquetas nas garrafas estavam danificadas, depois de dias expostas ao sol. Os que haviam acampado perto de minha barraca já estavam longe há algum tempo. Meu amigo e eu pegamos as coisas que estavam para trás. Ficou apenas um CD de hip-hop. Tínhamos algumas malas e garrafas vazias. Além de uma revista.

Sua capa estava molhada e irreconhecível. Eu a abri com um pedaço de pau. Havia orvalho naquele dia e as páginas da revista também estavam molhadas. Naquele momento eu vi uma mulher. Ela estava com seus seios descobertos.

Desde meus sete anos tenho fugido. Quero dizer, meninas eram “problemáticas”. Elas eram indesejáveis. Tinham alguma coisa que desejávamos, mas não sabíamos dizer o que, já que nunca as alcançávamos. Eu ainda me lembro daquela cena. Eu estava ao mesmo tempo empolgado e receoso. Eu não conseguia entender a razão, mas sabia que ninguém deveria me ver olhando aquela revista.

Sábado, Abril 04, 2009

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Ajustando o foco

Em um ritmo frenético, acabamos entrando para a tribo dos cabeças-de-vento.

Jesus teve uma vida marcada por seu discurso. Ele pregava com autoridade, a ponto de as “multidões se maravilharem” (Mt 7:28,29). Ele falou muito sobre ele mesmo, sua missão e sobre o reino de Deus, desafiando as pessoas acerca de assuntos complexos e relevantes. Todavia, suas mensagens eram tão simples. Ainda assim, nos perdemos em sua compreensão, porque temos muitas coisas com as quais nos preocupar.

Essa é minha história. Eu “jogo nas onze posições”. Faço isso aqui, aquilo ali, tento resolver o caos e, então, me vejo pensando em como não fiz isso, nem aquilo, tampouco resolvi o caos; pelo contrário, fui absorvido por ele. O pior é que me orgulho desse ativismo ridículo, imaginando que meu ritmo frenético de alguma forma mostrará minha importância. Sou um cabeça-de-vento. Tenho certeza de que não sou o único.

Em Mt 6:25-34, Jesus fala sobre e para minha tribo; os cabeças-de-vento. Ele destaca o simples fato de que nós nos preocupamos. Preocupamo-nos com o presente, com o futuro. Preocupamo-nos com o que temos, com o que precisamos. Preocupamo-nos em alta voz, perguntamos “o que comeremos? O que beberemos ou com o que nos vestiremos?” Buscamos todas essas coisas (Mt 6: 31-32). Nosso nível de ansiedade costuma ditar nosso nível de atividade.

Jesus propõe uma alternativa. Ele nos faz lembrar que nosso pai celeste conhece cada uma das nossas necessidades, e nos diz: “buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:33). Com essas palavras, Jesus nos convida a estreitarmos nosso foco, de “todas estas coisas” para “o reino de Deus”.

Essa é uma grande mudança para os cabeças-de-vento. É um solo muito estreito para caminharmos. Somos caçadores do que Soren Kierkegaard chamou de “o ideal mundano”, cujas promessas variam entre “uma enormidade de coisas, a dispersão, o jogo das mudanças”, mas que em última instância nos leva a um “vazio fruto da multiplicidade” e “vaga diversão”.

Kierkegaard geralmente faz descrições sombrias das coisas, mas nesse ponto ele parece estar com a razão. Em alguns momentos de esporádica introspecção eu preciso de um foco menor. Considero a possibilidade de me dedicar a uma coisa apenas, mas logo me vejo ocupado com tantas outras... Como um cabeça-de-vento. Jesus, no entanto, não desiste de mim. Ele me chama para descansar (Mt 11:28), para beber (Jo 7:37), para permanecer (Jo 15:7), para fazer aquilo para o qual fui criado e recriado para fazer: buscar o reino de Deus.

Jesus nos chama – todos – para estreitarmos nosso foco. Longe do muito; apenas Nele. Ele nos faz esse convite não porque as coisas não tenham valor (bem, algumas não valem mesmo), mas porque todas as coisas foram criadas por ele e para ele (Cl 1:16) e porque nosso Pai se agrada em nos dar o reino” (Lc 12:32). Nós também; em recebê-lo!

Texto de Jack Wisdom - Via Cristianismo Hoje

Quinta-feira, Abril 02, 2009

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Lula preocupado com o julgamento das próximas gerações

Lula diz esperar que netos não tenham vergonha da reunião do G20

Em entrevista à BBC nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esperar que a reunião do G20, em Londres, que traçou planos para conter a crise econômica, não seja motivo de vergonha para as futuras gerações.

"Peço a Deus para que os meus netos não tenham vergonha dessa reunião daqui a 15 ou 20 anos", disse ele.

Lula disse acreditar que o encontro do G20 foi bom não apenas para o Brasil ou algum país individualmente, mas para "a esperança e o futuro da humanidade".

"A reunião foi boa porque os países ricos estavam diante dos países em desenvolvimento em igualdade de condições e sabendo que países como Brasil e China, embora vivam a mesma a crise, têm economias muito mais sólidas, porque temos menos déficit fiscal, dívida pública e estamos fazendo fortes investimentos em infraestrutura, o que gera empregos", disse.

Nova ordem

O presidente brasileiro disse acreditar que uma das consequências mais visíveis do encontro será criar uma nova ordem econômica mundial.

"Penso que é inexorável, vamos ter uma nova ordem econômica mundial. Porque todos se deram conta de que não é possível coexistir uma política de desenvolvimento produtiva, que precisa gerar empregos, com uma política financeira vivendo de especulação", disse ele.

Para Lula, o setor financeiro tem que estar ligado ao setor produtivo.

"Cada financiamento tem que gerar um sapato, uma camisa, um parafuso, um carro. Nunca na vida vi alguém ganhar bônus por dar prejuízo", disse.

"Pode demorar mais um, dois anos ou mais. Mas virá outra ordem econômica."

Para Lula, a crise deve também apressar o surgimento de uma nova ordem política global.

"Queremos que o mundo do século 21 seja representado pela força política que ele tem hoje, e não a que tinha na década de 40 do século 20", disse ele.

"O que explica a Alemanha e o Japão estarem fora (do Conselho de Segurança da ONU)? Queremos compor uma nova geografia política pra que a ONU tenha mais representatividade."

"Se a ONU estivesse mais forte, essa reunião do G20 poderia ter sido convocada pela ONU e todos os países participariam", disse.

Comércio

O presidente brasileiro disse ainda que acredita que a reunião em Londres vai apressar a resolução da rodada de Doha de liberalização do comércio.

"Eu digo há anos que a rodada de Doha só seria resolvida quando os líderes políticos assumissem a responsabilidade de discuti-la. Hoje concordamos que os líderes vão discuti-la", disse ele.

"Defendo a rodada de Doha porque o que precisamos é que os produtos dos países pobres da América Central, Latina e África possam chegar à Europa e aos EUA em condições mais justas. Não são possíveis subsídios para produtos agrícolas como temos hoje."

"O que o mundo precisa é de oportunidade e não favor. Que os países pobres tenham o direito de crescer. E só vão crescer se o comércio for realmente livre", disse ele.

"Essa reunião é um alento de que o mundo pode mudar se quisermos que ele mude"

Fonte: BBC

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Elvis por um mundo melhor

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O que é que estamos celebrando?

Da busca à celebração

Sob Josias, Judá experimentou um genuíno reavivamento espiritual, sem precedentes na história de Israel.

Com a morte de seu pai Amom, Josias assumiu precocemente o trono de Jerusalém aos oito anos. Provavelmente tenha sido uma espécie de marionete durante seus primeiros anos de reinado. Mas aos dezesseis, algo inusitado aconteceu. O texto bíblico se limita a dizer que Josias “começou a buscar o Deus de Davi” (2 Cr.34:3).

Não sabemos ao certo o que o levou a isso. Talvez, de tanto ouvir histórias sobre as proezas de Davi, Josias tenha despertado a buscar o Deus a que ele servia.

Mas o inesperado despertamento deflagrou uma série eventos que provocaria uma profunda reforma espiritual em todo o Israel.

Sempre que alguém começa a buscar a Deus, coisas começam a acontecer.

Seu súbito fervor espiritual fez com que Josias percebesse que algo estava errado na religiosidade popular de sua época. Judá e todo o Israel haviam se corrompido de tal maneira, que abandonaram o Deus de seus pais, para adorar os ídolos das nações. Esta corrupção começou ainda com Salomão, que permitira o culto aos deuses das mulheres que desposara de outros povos. Toda a sabedoria daquele rei não o impediu de tamanha tolice. Sorrateiramente, o culto aos ídolos se instalou em Israel, substituindo a adoração a Iavé, Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

À medida que Josias buscava a Deus, se enojava de tudo aquilo. Se Israel quisesse voltar aos tempos áureos, teria que abandonar a idolatria, e buscar a Deus.

Por isso, Josias empreendeu uma purificação nos territórios de Judá. “Sob sua direção foram derrubados os altares dos baalins; fez em pedaços os altares do incenso, que estavam acima deles, quebrou e reduziu a pó os postes-ídolos, as imagens de escultura e de fundição...” (v.4).

Toda busca autêntica de Deus deve promover purificação em nossas vidas. Ídolos precisam ser derribados. E não me refiro às imagens de esculturas, pois as mesmas são apenas sombra dos verdadeiros ídolos que se instalam no coração humano.

A pós-modernidade tem seus próprios altares. E não se pode conciliar buscar a Deus, e idolatria de qualquer espécie. Seja sob o manto do consumismo, do narcisismo, do egoísmo, ou qualquer outro “ismo” que ocupe o lugar devido unicamente a Deus.

Depois que o terreno estava limpo, era hora de ocupá-lo com a verdadeira adoração. E não foi fácil promover aquela limpeza. Foram necessários dez anos, pois a idolatria já havia se enraizado na alma daquele povo.

“No décimo oitavo ano do seu reinado, havendo purificado a terra e a casa”, Josias enviou homens para restaurarem o templo do Senhor seu Deus (v.8).

Toda purificação deve ser seguida de ocupação. Pensamentos lascivos devem ser substituídos por pensamentos puros. Hábitos perniciosos devem ceder lugar a hábitos saudáveis.
Limpar o terreno sem ocupá-lo, e deixá-lo a mercê de seus antigos ocupantes. Eles certamente voltarão, como advertiu Jesus.

O culto a Deus, já há muito abandonado, deveria ser restaurado. E o primeiro passo seria reparar o templo construído por Salomão. Restaurar o templo significa reestruturar nossa espiritualidade.

Josias recrutou pessoas devidamente capacitadas para o empreendimento. Administradores, superintendentes, carpinteiros, pedreiros, engenheiros, e até músicos, se engajaram na obra.

Três etapas já haviam sido vencidas: a busca, a purificação e a restauração da vida espiritual de Israel.

Mas faltavam ainda algumas importantes etapas.

Num belo dia, Hilquias, o sacerdote, tirava as ofertas do gazofilácio do templo, quando, de repente, deparou-se com algo inesperado: um livro. Quem o havia colocado ali, ninguém sabe.

Mesmo sendo sacerdote, Hilquias não estava familiarizado com aquele livro. Ao abrir o rolo, percebeu que se tratava de uma relíquia: a Lei do Senhor. Tratava-se dos cinco primeiros livros da Bíblia, o Pentateuco, cuja autoria é creditada a Moisés.

Hilquias entregou o misterioso livro a Safã, que por sua vez levou-o ao rei, e leu-o perante ele.
“Ouvindo o rei as palavras da lei, rasgou as suas vestes. O rei deu estas ordens (...): Ide, consultai ao Senhor por mim e pelos que restam em Israel e em Judá, sobre as palavras deste livro que se achou. Grande é o furor do Senhor, que se derramou sobre nós, porque nossos pais não guardaram a palavra do Senhor, para fazerem conforme tudo o que está escrito neste livro” (vv.19,21).

Josias ficou notadamente consternado, pois sabia que todo o mal que acontecera ao seu povo ao longo de muitos anos, devia-se ao abandono dos princípios revelados naquele Livro.

E agora, o que fazer? Consultem ao Senhor, ordenou Josias aos sacerdotes.

E o que eles fizeram? Foram a uma profetiza conhecida em Jerusalém. Hulda era considerada uma espécie de porta-voz de Deus, um oráculo divino.

Mas se ela era tão íntima assim de Deus, por que não revelou a existência de tal livro? Por que manteve o povo na ignorância por tanto tempo? Por que não demonstrou qualquer incômodo com a superstição que imperava em seu povo?

Tenho minhas dúvidas quanto à autenticidade de seu ministério profético.

Ao ser consultada pelos sacerdotes enviados pelo rei, Hulda profetizou:

“Assim diz o Senhor: Trarei mal sobre este lugar, e sobre os seus habitantes, a saber: Todas as maldições que estão escritas no livro que se leu perante o rei de Judá...” (v.24).

Que conveniente, não?

Hulda se viu ameaçada pela redescoberta do livro. E sabe por quê? Porque construíra sua reputação em cima da ignorância das pessoas. Em vez de simplesmente opor-se ao livro, transformando-o em um rival, Hulda prefere usar outro artifício: fingir aliar-se a ele, e ao mesmo tempo, realçar algo nele que causasse terror e talvez desinteresse do seu conteúdo por parte do povo.

É claro que havia maldições proferidas nele. Mas, e quanto às bênçãos destinadas àqueles que se submetessem à sua autoridade? E quanto às promessas de Deus feitas a Abraão e à sua descendência?

Hulda profetiza o óbvio. Ela prevê o que já estava acontecendo. Ela denuncia uma idolatria que já havia sido banida. Portanto, sua profecia estava fora do prazo de validade.

Para completar, Hulda aproveita para fazer uma média com o rei. Quem sabe fosse eleita o oráculo oficial do reino?

“Ao rei de Judá, que vos enviou a consultar ao Senhor, assim direis: Assim diz o Senhor, Deus de Israel, quanto às palavras que ouviste: Como o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante Deus, ouvindo as suas palavras contra este lugar e contra os seus habitantes, e te humilhaste perante mim, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o Senhor. Agora te ajuntarei a teus pais, e tu serás recolhido ao teu sepulcro em paz, e os teus olhos não verão o mal que hei de trazer sobre este lugar e sobre os seus habitantes...” (vv.27-28).

Uau! Que profecia era essa? Hulda poderia escrever um livro com o título “Como transformar uma má notícia numa notícia boa?”

Ela “puxa o saco” do rei, e ao mesmo tempo anuncia a sua morte. E o faz como se estivesse dando a melhor notícia de todos os tempos.

Mas a reforma começada por Josias ainda estava na metade. Se ele desse crédito àquela profecia de araque, suas reformas seriam interrompidas. A quem interessaria isso?

Josias sequer se deu o trabalho de comentar as profecias atrapalhadas de Hulda.
Chegara a hora da quinta etapa:

“Então o rei mandou reunir todos os anciãos de Judá e Jerusalém. Subiu o rei à casa do Senhor com os homens de Judá, os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes, os levitas e todo o povo, desde o maior até o menor. Leu aos ouvidos deles todas as palavras do livro da aliança, que se tinha achado na casa do Senhor” (v. 30).

Será que Hulda assistiu de camarote? Acho que não.

Quando a verdade é descoberta, ela tem que se compartilhada. E esta é a quinta etapa da reforma promovida por Josias.

Não se pode ocultar a verdade por muito tempo.

Não existem verdades inconvenientes.

Quem a encontrou tem o dever de compartilhá-la. Não agir assim equivale a ser infiel.

Em sua despedida dos efésios, Paulo declarou: “Portanto, hoje vos declaro que estou inocente do sangue de todos. Pois nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus” (At.20:26-27).
Ai de quem detém a verdade pela injustiça (Rm.1:18)! Ai dos que só anunciam a parte da verdade que lhes é conveniente, mantendo assim as pessoas na ignorância.

Após a leitura das Escrituras, Josias deu o sexto passo:

“O rei pôs-se em pé em seu lugar, e fez uma aliança perante o Senhor, para andar após o Senhor, e para guardar os seus mandamentos, e os seus testemunhos, e os seus estatutos, de todo o seu coração, e de toda a sua alma, cumprindo as palavras da aliança, que estavam escritas naquele livro” (v.31).

Não basta conhecer a verdade e compartilhá-la com os outros. É necessário comprometer-se com a verdade.

Josias, diante de todo o seu povo, renovou sua aliança com o Deus da Palavra.

A verdade não nos é revelada para matar a curiosidade. Ela exige que nos comprometamos com ela nos termos da aliança proposta por Deus. Não podemos escolher apenas aquilo que nos agrada, e sim, nos submeter a toda a vontade de Deus revelada em Sua Palavra (à luz da compreensão da Nova Aliança).

Agora sim, o povo de Judá estava pronto para a sétima etapa da reforma espiritual iniciada por Josias.

Recapitulando:

1 – Busca
2 – Purificação
3 – Restauração da espiritualidade
4 – Redescoberta da verdade das Escrituras
5 – Compartilhamento da verdade
6 – Comprometimento com a verdade
7 - E finalmente, a celebração da verdade.

Redescobrindo as Escrituras, Josias e seu povo redescobriram o prazer de celebrar.

O relato bíblico diz que “Josias celebrou a páscoa ao Senhor em Jerusalém, e mataram o cordeiro da páscoa no décimo quarto dia do primeiro mês (conforme prescrevia a Lei) (...) Nunca se celebrara em Israel uma páscoa como essa, desde os dias do profeta Samuel: e nenhum dos reis de Israel celebrou tal páscoa como a que celebrou Josias com os sacerdotes e levitas, e todo o Judá e Israel que ali se acharam, e os habitantes de Jerusalém” (Cap.35, vv.1 e 18).

A Páscoa foi a primeira festa instituída por Deus em Israel. À medida que a Palavra foi negligenciada, a Páscoa e as demais festas perderam o significado original. Celebrava-se mecanicamente, só para cumprir um ritual religioso. Porém, não havia vida, fervor, alegria. Era uma celebração oca.

A verdadeira celebração emerge de consciências gratas e comprometidas com a verdade de Deus.

Vivemos dias semelhantes àqueles. As pessoas celebram o que não conhecem. Buscam experiências sensoriais extravagantes, como arrepios, histeria, etc. Porém, as pessoas não sabem o que estão celebrando.

Festas cristãs como o Natal e a Páscoa, se descaracterizam completamente. O Cordeiro Pascoal deu lugar ao coelho. As ervas amargas foram substituídas por ovos de chocolate. Jesus foi ofuscado por Papai Noel.

Nossos cultos se tornaram em celebrações desprovidas de sentido. As pessoas pulam, gritam, dançam, e saem comentando: Que cultaço! Mas não se falou da cruz, do reino, da graça. Então, o que está sendo celebrado?

Estamos invertendo a ordem das coisas. Queremos começar pela celebração, quando esta nada mais é do que a coroação da busca, que teve que passar por outras etapas, como a purificação, a restauração da espiritualidade, a descoberta e o comprometimento com a Palavra, etc.

Fizemos da celebração um fim em si mesmo. Confundimos show, espetáculo, com celebração.

Urge retomarmos o caminho de volta, buscando ao Senhor e restaurando nosso relacionamento com Ele. Aí sim, teremos razão de sobre para celebrar.