Terça-feira, Março 31, 2009

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Origem das Mentiras de Primeiro de Abril

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Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia da Mentira ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1º de Janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril".

No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Pernambuco, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Embora tudo não passe de uma grande brincadeira, convém salientar que o Deus revelado nas Escrituras abomina a mentira.

Em Efésios 4:25, Paulo exorta: “Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros.”

Em Provérbios 12:22 lemos: “Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor; mas os que praticam a verdade são o seu deleite.”

Deus trata com tamanha seriedade esta questão, que Ele diz em Salmos 101:7 “O que usa de engano não habitará em minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos.”

E pra quem alega que tudo não passa de brincadeira, aí vai um texto esclarecedor:

"Como o louco que lança de si faíscas, flechas e mortandades, assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira" (Pv.26:18-19).

Portanto, seja em primeiro de Abril, ou em qualquer outro dia do ano, falemos a verdade, nada mais que a verdade.

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Os frutos

Toda árvore dá seu fruto conforme sua espécie. Segundo o apóstolo Paulo, há duas espécies de pessoas: as espirituais e as carnais. Cada uma produzindo segundo a natureza que impera sobre si. Aquela que é dominada pela carne, produzirá frutos carnais. Aquela que é regida pelo Espírito, produzirá frutos dignos de pessoas espirituais.

Assim, para começar apimentando esta reflexão, quero dizer que de fato não consigo crer em livre-arbítrio. No máximo, posso crer em um arbítrio sempre tendencioso. O fato é que dentro de mim sempre há duas forças distintas se gladiando: meu querer contra meu fazer, minha carne contra meu espírito. Meu espírito deseja santidade, minha carne deseja o pecado. Um deseja perdoar, o outro deseja aniquilar. Este deseja servir, aquele dominar.

Contudo não me abato por isso! Sei que a única razão de haver essa peleja é o fato de ter nascido de novo. Não houvesse eu nascido do espírito, não haveria esta briga! Certamente a carne reinaria sozinha e eu jamais veria qualquer pecado diante de mim. Mas porque nasci, eu vivo. E por viver no Espírito é que já não posso pecar em paz. Só os vivos vêem seu pecado diante de si. Só os vivos ouvem aquela voz impertinente da consciência. Só os vivos no Espírito tem espírito vivo para lutar contra a carne.

Em meio a essa luta, jamais uma decisão poderá ser livre e imparcial. Todo arbítrio seguirá a tendência da natureza mais forte em mim. Oxalá todos os dias eu pudesse acordar de igual humor (bom humor!), de igual boa vontade, com a mesma fé, com mesma disposição para amar e sorrir.

Mas se já não bastasse toda relação dos milhares de aspectos subjetivos de meu ser, que me faz ter tão diferentes pensamentos e atitudes em relação a situações tão semelhantes, ainda tem os complexos desígnios das situações tão diferentes que fogem completamente ao controle de meu mero querer.

Desta forma meus arbítrios não arbitram, mas sim são arbitrados, hora pela forma como vejo o mundo - e nem sempre o vejo como é -, hora pela forma como o mundo me vê – e geralmente não me vê como sou.

Que solução há para isso? A morte! Eu morrendo para o mundo, o mundo morrendo para mim. Eu nascendo para Deus e o mundo sendo restaurado em Seu amor. Todavia, isto é um processo que demora a vida toda.

Quanto a minha vida carnal, fui julgado, reprovado e condenado. Dia a dia sou executado... mortificado... Até que um dia, plenamente morto para o mundo e a carne, viva a plena vida no espírito, para o qual nasci e vivo desde já.

Só quem nasce do espírito pode vislumbrar um mundo melhor.

Só quem vislumbra um mundo melhor pode acreditar no futuro.

Só quem acredita no futuro pode caminhar no espírito.

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Paixão que gera Doação

A ciência, embora avançando em muitos setores, ainda não encontrou um substituto artificial eficiente para o sangue humano. Por isso, todos os procedimentos médicos que demandam transfusão de sangue precisam dispor de um fornecimento regular e seguro deste elemento. Daí a importância de se manter sempre abastecidos os bancos de sangue.

Doar sangue é um procedimento simples, rápido, sigiloso e seguro.

Orientações para doadores de sangue

Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.O doador deve:

- Trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação)

- Estar bem de saúde

- Ter entre 18 e 65 anos

- Pesar mais de 50Kg

- Não estar em jejum

- Evitar apenas alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação.


Impedimentos temporários

- Febre

- Gripe ou resfriado

- Gravidez

- Puerpério: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias

- Uso de alguns medicamentos

- Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis


Cirurgias e prazos de impedimentos

- Extração dentária: 72 horas

- Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: 3 meses

-Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses

- Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação

- Transfusão de sangue: 1 ano

- Tatuagem: 1 ano

- Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina


Impedimentos definitivos

- Hepatite após os 10 anos de idade

- Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas

- Uso de drogas ilícitas injetáveis

- Malária

Intervalos para doação

- Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)


- Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)


Doe sangue com responsabilidade!

Você sabe o que é janela imunológica? É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite...) e a sua detecção nos exames laboratoriais.No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.

A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes.

Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para AIDS. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.Informe-se pelo Disque-Saúde: 0800-61-1997 ou pelos Centros de Testagem Anônima.


Cuidados pós-doação


- Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas

- Aumentar a ingestão de líquidos

- Não fumar por cerca de 2 horas

- Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas

- Manter o curativo no local da punção por pelo menos de 4 horas

- Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho


Estenda os braços, doe sangue, doe vida.

Via "Na contramão do Sistema"

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Hora de descruzar os braços

O povo da REINA - Igreja do Futuro, está se mobilizando para estar às 9h. no Hemorio, próximo ao Campo de Santana, no Centro do Rio. Una-se a nós neste gesto de amor ao semelhante.

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Lançada a "Bíblia Verde"

A editora americana HarperCollins acaba de lançar a “Bíblia Verde”, para ajudar os cristãos a entenderem a mensagem ambientalista da Bíblia.

O livro, feito com 10 por cento de papel reciclado e impresso em tinta verde, apresenta passagens frisadas em verde que tratam do dever de se cuidar da terra. O site da editora afirma que a Bíblia Verde “equipará e incentivará as pessoas a verem a visão de Deus acerca da criação e as ajudará a se envolver na cura e manutenção da terra”.

A Bíblia Verde contém 1.000 referências à terra — em comparação com apenas 530 referências ao amor e 490 ao céu.

Foram impressos mais de 37.000 exemplares — e os primeiros 25.000 foram totalmente vendidos em poucas semanas.

Tomara que seja logo lançada em português.

Segunda-feira, Março 30, 2009

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Dia do Episcopado

Memória e Exemplos: Missionários, Mestres, Mártires

Comemoramos hoje uma instituição de origem divina, e provisão do Senhor para o bem de sua Igreja: o Episcopado. O período pós-apostólico presenciou o Espírito Santo iluminar a Igreja a tomar quatro decisões fundamentais: 1. Estabelecer o Cânon bíblico; 2. Estabelecer as doutrinas centrais e sistematizá-las nos Credos; 3. Afirmar o Batismo e a Ceia do Senhor como Sacramentos; 4. Estabelecer o Episcopado como forma de governo. Na realidade, esta última foi a primeira, pois foram os bispos, reunidos em Concílios Gerais, que deliberaram sobre as três anteriores. Um século depois da ressurreição do Senhor o Episcopado estava em pleno funcionamento em toda a Cristandade. Diferenças doutrinárias dividiram a Igreja Antiga em ramos: o bizantino (grego), o pré-efesiano (nestorianos), os pré-calcedônios (jacobitas) e os latinos (romanos). Mas a única dessas quatro bases a não sofrer questionamento foi exatamente o Episcopado.

A Igreja Antiga, Una, Santa, Católica e Apostólica, teve, ao longo dos séculos, em seus bispos, sucessores dos apóstolos, como missionários, mestres e mártires. Os desvios encontrados nesse ministério (aristocracia, simonia) na Igreja Ocidental no ocaso da Idade Média, foi, não só algo localizado em um tempo: o da crise geral da civilização medieval, mas no espaço, já que as expressões orientais da Igreja não conheceram essas distorções. A história do movimento missionário moderno vem encontrar, mais uma vez, bispos como servos que deram a sua vida pela causa da fé. Aponta-se hoje para um punhado de bispos hereges, que foram eleitos em Concílio, por Presbíteros, Diáconos e leigos igualmente hereges. Essas ínfimas exceções não atingem a regra de dois mil anos de história da Igreja, iluminada pelo Espírito Santo, inclusive na atualidade mundial.

Por mil e quinhentos anos a Igreja não conheceu outro governo senão a dos bispos. As Igrejas Anglicanas e as Igrejas Luteranas escandinavas e bálticas (+ parte da Alemanha), hoje signatárias do “Acordo de Porvoo”, e suas Igrejas filhas, mantiveram o Episcopado com a fé reformada, ou seja, o protestantismo episcopal. Quando da Reforma, parte da nascente burguesia nos primórdios do capitalismo europeu do século XVI, em sua diversidade de expressões, rompeu não só com o Episcopado, mas, muitas vezes, com os Credos e Sacramentos, mutiladas em sua herança apostólica, parcializadas em sua identidade cristã.

Apesar do satânico “espírito de Coré” que marca a dilacerada e revoltada Igreja de hoje, na arrogância das personalidades individualistas e desprezadoras do passado, deverá ser resistida, porque um dia – como todos os males – haverá de passar, e o Episcopado permanecerá.

Hoje, os bispos continuam a ser missionários e mestres da doutrina, sofrendo diversas formas de martírio, sendo a pior delas aquela que vem do interior da própria Igreja. Mas, uma instituição nascida no coração de Deus, elaborada pelas iluminadas primeiras gerações haverá de cumprir o seu papel, até a consumação dos séculos. Assim é a promessa, e assim Deus nos ajude.

Amém!

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Texto de Robinson Cavalcanti, bispo anglicano da Diocese do Recife.

Domingo, Março 29, 2009

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A visão dos estudantes hoje



Não seria isso um aviso extensivo às igrejas?
Não estaria na hora de repensarmos nosso modelo de culto?
Talvez esteja na hora de considerarmos a possibilidade de aposentar os púlpitos, o modelo grego de platéia e palco, e tornarmos as reuniões mais interativas...

O Serginho Grossman já percebeu isso muito antes de nós.

Sábado, Março 28, 2009

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Jejum de Eletricidade

Se nossos ancestrais puderam viver sem eletricidade por toda a vida, por que não podemos sacrificar uma única hora do nosso dia sem luz pela nossa posteridade?

Acho que o jejum bíblico tinha como propósito nos ensinar a valorizar os recursos disponíveis na natureza. Infelizmente, a gente só valoriza algo quando somos privado dele.

Muitos religiosos praticam o jejum em nossos dias, porém, pela motivação errada. Acham que privar-se de alimento por algumas horas vai torná-los mais santos, e consequentemente, dignos da atenção de Deus. Ledo engano!

O jejum serve para nos disciplinar, e ensinar-nos o valor daquilo de que estamos nos privando espontaneamente em prol do bem comum.

Como cristãos, acreditamos que o que nos faz aceitáveis a Deus não é o fato de estarmos com a barriga cheia ou vazia, e sim, fiar-nos em Sua misericórdia e nos méritos de Seu Filho Jesus Cristo.

Portanto, não façamos do jejum uma moeda com a qual podemos comprar as bênçãos divinas.

Mas façamos dele uma maneira de expressar nossa solidariedade com aqueles que nada têm, e como um manifesto contra o desperdício de nossa sociedade consumista. Nas palavras de Paulo, o apóstolo, jejuar é sinônimo de "chorar com os que choram", para depois podermos nos "alegrar com os que se alegram".

E mais:

Nos tempos bíblicos, estimulava-se o jejum de comida, pois aquela era uma sociedade cuja economia era agropecuária. Nos tempos hodiernos deveríamos promover outros tipos de jejum, privando-nos momentaneamente dos recursos esgotáveis que a natureza e a tecnologia nos oferecem.

Hoje estaremos participando da Hora do Planeta (Earth Hour). Desligaremos nossas lâmpadas por uma hora. Faremos um jejum de eletricidade.

Que tal se fizermos, de vez em quando, um jejum de carro? E um jejum de celular? De internet?

Se desenvolvermos esta consciência, estaremos nos privando momentaneamente daquilo que queremos que nossos filhos desfrutem com abundância.

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Uma luz no fim do túnel! O que ela está fazendo acesa?

O Instituto Defensores do Futuro e a REINA - Igreja do Futuro apóiam oficialmente esta iniciativa. Confira aqui entre as organizações.

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Across the Universe - The Beatles




Através do universo

Palavras flutuam como uma chuva sem fim dentro de um copo de papel
Elas se mexem selvagemente enquanto deslizam pelo universo
Um monte de mágoas, um punhado de alegrias estão passando por minha mente
Me possuindo e acariciando

Glória ao mestre

Nada vai mudar meu mundo (4 x)

Imagens de luzes quebradas que dançam na minha frente como milhões de olhos
Eles me chamam para ir pelo universo
Pensamentos se movem como um vento incansável dentro de uma caixa de correio
Elas tropeçam cegamente enquanto fazem seu caminho pelo universo

Glória ao mestre!

Nada vai mudar meu mundo (4 x)

Sons de risos, sombras de amor estão tocando meus ouvidos abertos
Me animando e convidando
Um amor incondicional sem limites que brilha em minha volta como milhões de sóis
E me chamam para ir pelo universo

Glória ao mestre!

Nada vai mudar meu mundo (4x)

Glória ao mestre!

Sexta-feira, Março 27, 2009

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Que vergonha!

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Missão QUASE cumprida

Fico imaginando o quanto deve ser difícil para um âncora de telejornal transmitir uma notícia triste. Recentemente, estava assistindo a um telejornal matutino, quando a âncora (uma das mais prestigiadas do Brasil) teve que dar uma notícia triste, seguida de uma alegre. Além de jornalista, ela teve que ser uma ótima atriz. Seu semblante e tonalidade de voz mudaram drasticamente, para que as notícias fossem transmitidas com credibilidade.

Somos portadores da mais importante notícia de todos os tempos: as boas-novas do Reino de Deus. Anunciamos ao Mundo que o Filho de Deus entregou Sua vida por nossos pecados, ressuscitou e está, agora mesmo, reinando soberanamente sobre toda a Criação. Não se trata de uma notícia simples de ser dada, porque envolve aspectos positivos e negativos. A Cruz de Cristo revela, ao mesmo tempo, nossa malignidade e a bondade de Deus.

Olhando para a Cruz, vemos o que a sociedade humana é capaz de fazer a alguém que só falava de amor, o mais perfeito ser que passou por este mundo. Tal notícia deveria corar nossa face de vergonha. A Cruz denuncia nosso grau de perversividade.

Mas ela também nos revela o mais elevado amor. Deus não desistiu de nós! Vejam do que Ele foi capaz para demonstrar o quanto nos ama e Se importa com nossas dores e sofrimento.

Pela Cruz, nossa dívida foi paga. Nossa comunhão com Deus foi reatada. Tem notícia melhor do que esta?

Quem estaria apto a transmitir uma notícia tão poderosa e subversiva quanto esta?

Davi havia eleito Aimaás, filho do sacerdote Zadoque, para ser quem lhe traria notícias do campo de batalha (2 Sm.15:36).

Quando Absalão, o filho usurpador de Davi, morreu pelas mãos de Joabe enquanto estava preso pelos cabelos em uma árvore, Aimaás se ofereceu para levar a notícia ao Rei. Porém, não era uma notícia comum. Era, ao mesmo tempo, uma boa e uma má notícia. Boa, porque o inimigo do rei morrera. Ruim, porque o tal inimigo do rei era ninguém menos que seu próprio filho.

Como transmitir esta notícia?

Pelo que o texto indica, Aimaás não estava muito preocupado com isso. Pra ele, bastava dizer: “O Senhor te livrou do poder dos teus inimigos”.

Mas Joabe sabia que não era tão simples assim. Percebendo a inaptidão de Aimaás, Joabe sentenciou: “Tu não serás hoje o portador das novas. Outro dia as levarás, mas hoje não darás a nova, porque é morto o filho do rei” (2 Sm.18:20).

Somos comissionados por Deus a anunciar a Morte do Filho de Deus até que Ele venha (1 Co. 11:26). A morte de Cristo é o cerne do Evangelho. Paulo tinha consciência da seriedade disso: “Pois nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor” (1 Co.2:2-3).

Anunciar a morte do Filho do Rei deve ser encarado com a devida seriedade.

Em vez Aimaás, Joabe preferiu comissionar um etíope anônimo. Deve ter sido uma ofensa para alguém tão importante como Aimaás, filho do sacerdote, ser preterido por um etíope.

“Disse Joabe a um etíope: Vai tu, e dize ao rei o que viste. O etíope se inclinou diante de Joabe, e saiu correndo” (2 Sm.18:21).

Deus tem seus critérios de escolha. Ele não está preso às convenções sociais. De acordo com Paulo, “Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que ninguém se glorie perante ele” (1 Co.1:27-29).

Quando o etíope se viu comissionado, a primeira coisa que fez foi se inclinar, humilhando-se diante daquele que lhe confiou tão nobre missão. Em seguida, saiu em disparada.

Aimaás não aceitou ser preterido. Como um humilde e insignificante etíope poderia substituí-lo? E todos os anos gastos no tabernáculo? E a educação primorosa que recebera? A seu ver, tudo quanto vivera até aquele instante, preparou-o para ser portador daquela mensagem. Ele não podia deixar barato.

“Insistiu Aimaás, filho de Zadoque: Seja o que for, deixa-me também correr após o etíope. Mas Joabe respondeu: Por que correrias tu, meu filho? Não receberás nenhuma recompensa pelas notícias?” (v. 22).

A questão agora não era se seria ou não recompensado. O que o incomodava era ter sido substituído por alguém que ele considerava desqualificado. Portanto, era uma questão de honra. Olhando firmemente para Joabe, respondeu: “Seja o que for, disse Aimaás, correrei. Disse-lhe Joabe: Corre. Aimaás correu pelo caminho da planície, e passou adiante do etíope” (v. 23).

- Ok, Aimaás. Você venceu! Se quer ir, vá!

- Deixa comigo! Você não vai se arrepender! Ninguém melhor do que eu para cumprir esta missão.

Por causa de sua insistência, Joabe fez uma concessão.

Comissão x Concessão

Enquanto o etíope tinha uma comissão, Aimaás recebera uma concessão. Ser comissionado é receber uma missão, um propósito. Já a concessão é uma permissão.

Cabe aqui uma reflexão acerca das atividades com as quais estamos envolvidos em nosso dia-a-dia. Estaríamos nelas por comissão ou por concessão? Se fomos comissionados, nossa trabalho nos proporcionará prazer. Mas se entramos em algo apenas por uma concessão divina, sem termos sido vocacionados para aquilo, aos poucos o prazer se transformará em enfado.

Nossa existência precisa servir a um propósito, que nos servirá de motivação até o cumprimento de nossa missão.

Até hoje, os etíopes são famosos por sua habilidade atlética. Muitos dos campeões olímpicos de atletismo são etíopes. Imagino que para alcançar e ultrapassar aquele atleta africano, Aimaás deve ter se esforçado ao máximo. Ele tinha que provar pra todo mundo, inclusive para si mesmo, que era capaz de dar conta daquela missão.

Pra ele, tudo não passava de uma competição. Era isso que o estimulava a correr.

Ele sequer teve tempo de pensar em como daria aquela notícia ao Rei Davi.

“Davi estava assentado entre as duas portas, e a sentinela subiu ao terraço da porta junto ao muro e, levantando os olhos, viu um homem que corria só. Gritou a sentinela, e o disse ao rei. O rei respondeu: Se vem só, deve trazer boas notícias. E o mensageiro aproximava-se cada vez mais. Então a sentinela viu outro homem que corria, e gritou ao porteiro, e disse: Olha, lá vem outro homem correndo só. Disse o rei: Também esse traz boas notícias” (vv.24-26).

Davi estava apreensivo. Que notícia o rei esperava receber?

Só havia duas hipóteses:

• Seu filho vive! Portanto, seu reino ainda está ameaçado.
• Seu reino já não sofre qualquer ameaça. Seus inimigos foram liquidados! Portanto, seu filho está morto.

“Disse a sentinela: Vejo o correr do primeiro, que parece ser o correr de Aimaás, filho de Zadoque. Disse o rei: Este é homem de bem, e virá com boas novas” (v.27).

Pelo jeito, Aimaás tinha uma maneira característica de correr que o distinguia dos demais. De longe foi reconhecido pela sentinela. O rei respirou fundo e disse: Se é Aimaás, a notícia deve ser boa. Ele não viria me trazer más notícias. Ele é um garoto educado entre os sacerdotes. Joabe não o enviaria com notícias ruins.

Ademais, quem se atreveria a correr sozinho para dar uma notícia ruim? Qualquer mensageiro sabia que seu pescoço estava em jogo. Se o rei não gostasse do que ouvisse, poderia ordenar a sua execução ali mesmo.

Convém recordar que Jesus orientou aos Seus discípulos a irem de dois em dois. Correr sozinho não é recomendável.

Quando se viu diante do rei, Aimaás o saudou gritando: “Paz. Inclinou-se ao rei com o rosto em terra, e disse: Bendito seja o Senhor teu Deus, que entregou os homens que levantaram a mão conta o rei meu senhor” (v.28).

Repare que ele foi bem evasivo. Não quis entrar em detalhes. Talvez tenha pensado: - Deixarei o rei tirar suas próprias conclusões.

Mas o rei não se deu por satisfeito com uma notícia tão genérica.

“Perguntou o rei: Vai bem o jovem Absalão? Respondeu Aimaás: Vi um grande alvoroço, quando Joabe mandou o servo do rei, e a mim, teu servo, porém não sei o que era” (v.29).

Covarde! Cadê o valente que se sentiu desonrado por ter sido preterido por um etíope? Por que não diz o que foi enviado a dizer? Por que esconde o jogo?

O que Aimaás queria era apenas fazer uma média com o rei.

Há muitos Aimaás em nossos dias. Gente preocupada em resguardar sua posição, em ser vista, elogiada, mas que não cumpre cabalmente a sua missão.

Já nos tempos de Paulo verificamos o mesmo fenômeno. O apóstolo denuncia aqueles que “pregam a Cristo por inveja e porfia”, que “anunciam a Cristo por contenda, não sinceramente” (Fp.1:15,17).

Aimaás estava tão preocupado com sua performance como atleta, em chegar primeiro que o etíope, que não se preocupou em dar a notícia com precisão.

É melhor chegar em segundo, mas cumprir a missão, do que chegar em primeiro e deixar a desejar.

O texto que Davi ordenou que Aimaás se colocasse ao seu lado, enquanto esperava a chegada do outro mensageiro. A mesma coisa se sucede à igreja, quando perde a credibilidade e sua mensagem deixa de ser pertinente. Ela é posta de lado do processo histórico. Deixa de ser protagonista, para ser expectadora.

Enquanto Aimaás se colocava ao lado de Davi achando que cumprira sua missão, “chegou o etíope, e disse: Ouve, senhor meu rei, a boa notícia. Hoje o Senhor te livrou do poder de todos os que se levantaram contra ti. Perguntou o rei ao etíope: Vai bem o jovem Absalão? Respondeu o etíope: Sejam como aquele jovem os inimigos do rei meu senhor, e todos os que se levantam contra ti para te fazerem mal. Então o rei, profundamente comovido, subiu à sala que estava por cima da porta, e chorou: E andando, dizia: Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” (vv.31-33).

A coragem que faltou em Aimaás, sobrou no etíope.

Ainda que perdesse a vida, pelo menos cumprira a sua missão. É com gente assim que a causa do reino necessita. "Homens que já expuseram as suas vidas pelo de nosso Senhor Jesus Cristo" (At.15:26); que amem mais sua missão do que sua própria existência (At.20:24).

A notícia que trazia ao rei era tanto boa, quanto ruim, pois anunciava, ao mesmo tempo, a derrota dos inimigos do rei, e a morte de seu filho. O etíope foi sábio ao partilhá-la. Soube usar as palavras de maneira tal, que o rei não lhe fez mal algum.

Qual foi a reação de Davi? Ele se angustiou, e andando de um lado para o outro, sentiu-se culpado pelo triste destino que teve seu filho.

E qual tem sido a reação do Mundo à nossa mensagem? Tem havido arrependimento? As pessoas se sentem culpadas por haver morrido o Filho do Rei? Elas se sentem responsabilizadas pela Cruz? Sentem que fora seu pecado que expusera o Filho de Deus ao vitupério?

Ora, se não houver arrependimento, tristeza, vergonha, culpa, também não haverá conversão.

O objetivo de nossa mensagem não é fazer com que as pessoas se sintam bem consigo mesmas, mas despertá-las em sua consciência, para que se convertam a Deus. Como disse Paulo: "A tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação" (2 Co.7:10a).

Assim como Absalão, Cristo foi morto em uma árvore, levantado entre o céu e a terra, não por haver se rebelado como ele, mas por obediência ao Pai, a fim de que nossos pecados fossem devidamente tratados e perdoados.

Quando olhamos para Cruz e vemos nossa maldade exposta, nos arrependemos. E quando vemos a bondade de Deus, nos convertemos.

Quinta-feira, Março 26, 2009

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Ter Deus por perto ou estar perto de Deus?

Quando lemos o início do capítulo 58 do livro do profeta Isaías, encontramos Deus falando através do seu ungido para denunciar os pecados do Seu povo. Logo no versículo 2 o que me chamou a atenção é que o Senhor diz o seguinte: "Eles me consultam dia após dia, mostram desejo de conhecer meus caminhos, como um povo que pratica a justiça e não deixa o mandamento do seu Deus; eles me perguntam sobre os mandamentos de justiça, e desejam ter a Deus por perto."

O título dessa matéria pode até parecer um trocadilho, mas não se trata disso. Há uma grande diferença entre Querer estar perto de Deus e Desejar ter Deus por perto. Quando queremos estar perto de Deus procuramos fazer a Sua vontade e cumprir todas as Suas ordens. Essa é a atitude de pessoas tementes ao Senhor, que se preocupam com a Sua obra e sempre priorizam o que agrada a Ele. Pode-se conhecer essas pessoas através do desapego delas aos bens materiais Deus se agrada dessas pessoas e supre todas as suas necessidades porque, devido a não se apegarem aos bens desse mundo, eles tem o seu foco totalmente voltado para o Senhor e essa é a Sua vontade. Quando o nosso foco está unicamente n'Ele, Ele vela para cumprir a Sua palavra não nos decepciona. Quando temos prazer n Senhor, Ele atende às nossas necessidades mais imediatas e vai além, concedendo também os desejos do nosso coração (Salmos 37:4). Mas quando desejamos ter Deus por perto e só nos preocupamos com as nossas necessidades e negligenciamos a Sua obra, acabamos entregues à nossa própria sorte.

Desejar ter Deus por perto é uma atitude egoísta de querê-lo somente para atender aos nossos caprichos e o egoísmo não agrada aos olhos do Senhor, que apesar de ser Auto Suficiente, faz questão de compartilhar os Seus tesouros conosco. Podendo não dar a mínima importância para nós, Ele se preocupou em oferecer o Seu melhor (Seu próprio filho) para sofrer e morrer em nosso lugar. A morte de Jesus era nossa, mas Deus só queria compartilhar conosco a Eternidade e isso só seria possível se compartilhássemos com Ele a Vida Eterna.

Se almejamos ser uma Igreja de vanguarda, verdadeiramente voltada para o futuro, precisamos reavaliar todos os nossos conceitos e princípios, retomando os trilhos como locomotiva do mundo e estando sempre perto dEle, como servos prontos a fazer a Sua vontade e não querer estar tê-lo por perto, como um "quebra-galho" que está sempre à mão quando necessitamos e depois fica relegado ao esquecimento. Ele é o Senhor e nós os servos. Devemos estar de prontidão para cumprir a nossa tarefa.

Pare. Pense. Reflita sobre o que você acabou de ler e responda para si mesmo qual tem sido a tua postura.

Texto de Carlos Eduardo, Pastor da REINA

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Meu encontro com a Graça e a cura da minha filha especial

Quarta-feira, Março 25, 2009

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Bolso Furado

“Jesus sentou-se em frente do lugar onde eram colocadas as contribuições, e observava a multidão colocando o dinheiro nas caixas de ofertas. Muitos ricos lançavam ali grandes quantias. Então, uma viúva pobre chegou-se e colocou duas pequeninas moedas de cobre, de muito pouco valor. Chamando a si os seus discípulos, Jesus declarou: Afirmo-lhes que esta viúva pobre colocou na caixa de ofertas mais do que todos os outros.Todos deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver”. Marcos 12:41-44

Texto intrigante... Achei curioso o fato de que, para Jesus, diferentemente do que acontece conosco, a maior oferta foi a que teve a menor significação monetária. O motivo é simples: a motivação. Mais curioso ainda é o Senhor sentado em frente ao gazofilácio, no átrio externo do Templo, observando o movimento... Passava por ali a moçada da religião, fariseus e escribas, todos cheios de jactância, de auto-indulgência, de atitudes performáticas, estereótipos caracturados. Também ali estavam os ricos, cheios de pompas, com suas ofertas vultuosas, despejando no receptório aquilo que lhes sobrava da soberba da vida. Então veio a viúva...

Aquele era um mês especialmente difícil. As economias já haviam se acabado. A feira não tinha sido feita. Várias das contas a serem pagas estavam sob a mesa da sala. Tudo o que restava eram duas pequeninas moedas. O coração compungiu-se: “como entregar aquilo que se tem para viver?”. A consciência respondeu: “ como viver sem se entregar tudo o que se tem e o que se é?”. Santo dilema! Quem me dera fosse o meu...

Dinheiro ali nunca foi a questão. A oferta da viúva era a oferta de si mesma, a única que interessa a Deus. Não se tratava de algo com significação econômica, pois, financeiramente, aquilo que ela deu não possuía valor. Sua oferta era fruto de uma consciência desenvolvida para a obediência e de um coração dilatado para a generosidade. Por isso, em fé, entregou “tudo o que possuía para viver”. Saiu com o bolso vazio e o coração cheio. Sua alma foi alimentada de esperança e seu espírito fortalecido em fé. Seu ato discreto chamou a atenção de Jesus, pois o Senhor percebe o íntimo do ser, e despreza as aparências.

Pensando nisto tudo, lembrei de Fernando Pessoa: “tudo vale à pena se a alma não é pequena”. Lembrei porque vivo numa geração de halterofilistas profissionais e de pigmeus espirituais. Nosso negócio é vencer no mundo e não vencer o mundo. Encontro sempre gente disposta a morrer por Jesus, mas quase ninguém a viver como Ele viveu. Aquela viúva tinha uma oferta pequena, mas uma alma gigantesca.

Com tristeza tenho visto o que o dinheiro pode fazer na existência humana. Na Igreja, então, a coisa já beira as raias do absurdo. Basta ligar a TV, mudar de canal, e ver o que a programação “cristã” tem a oferecer. São 30 minutos de “profetada” e mais 30 de “facada”. Vende-se de tudo: bíblias comentadas pelos “figurões”, DVD’s de mensagem, CD’s de música, livros, quinquilharias diversas, viagem para Israel e objetos “imantados”. É o estelionato da fé junto com o espólio dos bens. A “mendicância” vem sobrecarregada de sentimentalismo piegas e de apelação culposa, tudo engendrado pelos “pregadores eletrônicos” para constranger as pessoas. Existem exceções, sobretudo entre os Católicos Romanos, mas são raríssimas.

Saindo da TV e olhando para o “mundo eclesiástico”, vemos o mesmo drama. Congressos, cultos de Igreja, movimentos de evangelização, “shows”, e toda sorte de evento “cristão” carece, desesperadamente, de muita grana. Talvez porque Deus, frente à crise mundial, ande meio precisado de uma “força” para divulgar o Seu Reino. Por isso, tem-se que pedir! Será? Você acha que Deus precisa de dinheiro para fazer a Sua obra no coração das pessoas? Você acha que grana é um limitador para Deus agir onde quiser e da maneira que bem entender?

O que estou querendo dizer? Que a pregação do Evangelho se faz só com garganta e oração? Que não precisamos de dinheiro? Ora, não imagine que sou tão simplista assim... Se não como pastor, muito menos como empresário. Na verdade, acredito que o Evangelho deva ser pregado com total criatividade. Sou um crítico contumaz da igreja do século XXI que ainda usa a teologia, a metodologia e as estratégias do século IXX. Sempre fui favorável a toda iniciativa que, de forma equilibrada, e calcada num planejamento sério, possa prover ações para a divulgação do Reino de Deus.

Contudo, sou contra toda chantagem psicológica, toda manipulação espiritual – inclusive com o uso bizarro das Escrituras –, todo ambiente de catarse emocional, que vise arrancar dinheiro das pessoas para, supostamente, prover e viabilizar a obra de Deus. Escute bem o que vou lhe dizer: Deus não precisa de dinheiro para Sua obra; eu e você é que precisamos! Portanto, se a obra for dEle, se Ele estiver interessado em que ela se viabilize, se Ele está sendo glorificado com o que está sendo feito e se os Seus planos estão em sintonia com os nossos, creia-me, dinheiro nunca será um problema.

Ainda assim, toda moeda tem dois lados, mesmo a da viúva. Temos o lado dos que vivem dos despojos do povo, mas também o dos que querem apenas, como disse o profeta Ageu, “apainelar” as suas vidas e as suas casas, gente incapaz de fazer qualquer sacrifício ou investimento na obra de Deus porque está totalmente focada no seu projeto de enriquecimento pessoal. Conheço homens de Deus sérios, bem intencionados, apaixonados pelo que fazem, com boas idéias, que não conseguem realizar empreendimentos para o Reino devido à avareza e ao egoísmo que se instalou no coração dos que se dizem “povo de Deus”. Talvez este cenário seja uma reação de auto-defesa, ainda que inconsciente, a tanto escândalo e manipulação. Mas, talvez, não.

O fato é que é dificílimo encontrarmos pessoas que invistam os seus talentos e recursos na obra de Deus. Tenho assistido muitas pessoas prosperarem na vida. Como empresário, vejo empresas alcançando níveis de faturamento extraordinário, com ganhos expressivos para seus acionistas. Alguns deles são cristãos. Compram novos carros, apartamentos maravilhosos, fazem viagens para outros países, adquirem casas na praia, no campo, mas são insensíveis e incapazes de se envolver com qualquer desafio que possa levá-los a investir algum dinheiro no Reino.

Olho para isso e creio que estes jamais entenderam o princípio que diz: “daí e dar-se-vos-á”, pois Deus dá, de forma abundante, com o objetivo de desenvolver em nós a generosidade para com os outros e para com o Evangelho. Sim, creio que Deus não tem nenhuma intenção de fazer ninguém milionário, protagonista de uma vida egoísta e centrada em si mesmo, mas em enriquecer alguns para torná-los capazes de distribuir, de investir, de canalizar recursos para Seus propósitos. Creio que o Senhor deu talentos há alguns homens e mulheres para que eles pudessem usá-los para a Sua glória, mas eles acabaram usando apenas para usufruto próprio...

Como pastor, tenho sempre aconselhado pessoas em crise financeira. O “ralo” é sempre o mesmo: cartão de crédito, cheque especial, despesas feitas sem provisão, vaidade, desorganização, futilidades. Nestes momentos, Ageu sempre me volta à mente: “vocês têm plantado muito, e colhido pouco. Vocês comem, mas não se fartam. Bebem, mas não se satisfazem. Vestem-se, mas não se aquecem. Aquele que recebe salário, recebe-o para colocá-lo numa bolsa furada”. Como alguns me dizem, é muito mês para pouco provento. Aí, o dízimo já era...

Jesus nunca se preocupou com dinheiro. Mesmo sabendo que existiam pessoas que “bancavam” Seu ministério, sobretudo as mulheres, nunca o vi “passando a sacola” ao final de um sermão ou depois da realização de um milagre. Ele apenas pregava a Boa Nova, amava as pessoas, curava, libertava, apaziguava os corações, e o mais Deus provia. Nunca deixou de fazer nada porque não havia recursos disponíveis. Não se hospedava em hotel 5 estrelas, não andava de Audi, não jantava nas boas casas de massa e não dispunha de nenhum aparato logístico, mas Sua mensagem era capaz de impactar milhares de pessoas e de transformá-las de dentro para fora. Por que será que isto não acontece com a nossa?

Gosto muito das músicas do Almir Sater. Em uma delas, de título “Peão”, o compositor afirma: “pra um bom companheiro não conto dinheiro”. Fiquei imaginando como seria bom se a “prosa” se aplicasse a nossa relação com Jesus, no que diz respeito a generosidade e ao desprendimento. É que não raro dizemos que Ele é nosso companheiro, mas na hora de metermos a mão no bolso, para “materializarmos” a amizade, o bolso quase sempre está furado. Ainda assim, por ser quem é, com olhar meigo e com voz mansa Ele nos diz: “não se apoquente não bichinho; Eu já paguei a conta!”...

Texto de Carlos Moreira (Charlito) - Pastor da Igreja Cristã Episcopal Nova Vida

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A Química do Coração - Mensagem em Vídeo

Esta é a primeira parte do sermão que preguei na Sede da REINA na Segunda retrasada. A continuação está em nosso canal no Youtube.

Terça-feira, Março 24, 2009

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A ética do êxito

Certamente não é verdade que o êxito justifica a ação má e os meios condenáveis, mas tampouco é possível considerarmos o êxito algo eticamente neutro. Não se pode haver dúvida quanto ao fato de que o êxito histórico produz o chão sobre o qual se continua a viver e é muito duvidoso se é eticamente mais responsável querer alguém lutar qual D. Quixote contra uma época nova ou dispor-se a servir esta nova época na confissão da própria derrota e com total voluntariedade.

O êxito, afinal, faz a História, e por cima das cabeças dos homens que fazem a História o Dirigente da História transforma sempre o mal em bem.

Não passa de um curto-circuito de certos fanáticos de princípios sem senso histórico algum e, por isso irresponsáveis em suas idéias, querer ignorar totalmente a importância ética do êxito.

É oportuno que uma vez sejamos obrigados a discutir seriamente o problema ético do êxito.

Enquanto o êxito coincidir com o bem, podemos ter o luxo de considerar o êxito como eticamente irrelevante. No momento, entretanto, em que maus meios levarem ao êxito, surgirá o problema.

Diante de tal situação reconhecemos que nem a crítica teórica do mero observador nem a simples mania de querer ter razão, isto é, a recusa de se adaptar à realidade, nem o oportunismo, isto é, a renúncia de si mesmo e a capitulação perante o êxito farão justiça à tarefa. Nós não queremos e tampouco devemos ser nem críticos que se julgam ofendidos nem oportunistas.

Teremos de nos considerar co-responsáveis na formação histórica, de caso em caso e em cada momento, tanto como vencedores quanto como derrotados.

Quem por nada que acontecer, permitir que lhe seja tirada a co-responsabilidade no decurso da História, porque sabe que esta lhe é outorgada por Deus, este achará além de toda a crítica estéril assim como de todo o improdutivo oportunismo, uma relação fecunda para os eventos históricos.

A fala de um declínio heróico diante da derrota inevitável não apresenta em princípio nada de heróico, porque não arrisca um olhar para o futuro.

A questão última não é como eu de modo heróico posso escapar da situação, mas como a geração vindoura deve continuar a existir.

Soluções produtivas, mesmo que temporariamente humilhantes, só podem resultar desta interrogação historicamente responsável. Em poucas palavras, é muito mais fácil manter-se fiel a uma causa por princípio do que por responsabilidade correta.

A geração jovem terá o mais seguro instinto para distinguir se a ação está obedecendo a um mero princípio ou a uma responsabilidade viva: pois nisso está em jogo seu próprio futuro.


Texto de Bonhoeffer, teólogo alemão morto pelo regime nazista

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Mente sem froteira



Um dos melhores comerciais que já vi. Destaque para a frase: De que adianta banda larga, se a mente é estreita?

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Giga(anta) pela própria natureza






















tirinha do Caco Galhardo na Você S/A. [Via Pavablog]

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Quero ser como criança

“Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele” (Lc.18:17).

A inocência e a capacidade de confiar sempre de uma criança, nos dão o exemplo de como o Senhor deseja que seja nossa entrega.

A inocência que Ele pede não é a de conhecimento, mas aquela que não permite que o orgulho supere a humildade, fazendo com que o nosso coração acredite numa capacidade maior do que realmente temos. A inocência que não deixa a arrogância inibir a simplicidade, fazendo com que a nossa expectativa em ser senhores no mundo, supere a simplicidade que aceita a condição de servo no reino do Senhor Jesus. Uma inocência que nos faz sentar-se aos pés daqueles que admiramos, apenas para ouvi-los e estar juntos. Que não acha cansativo ouvir a mesma história várias vezes, apenas pelo prazer da companhia. Que implora para estar juntos, porque mais vale a companhia do que o que verdadeiramente estamos fazendo. A inocência que nos faz ter a confiança de saltar para os braços, mesmo sendo a maior aventura que já enfrentamos. De segurar nas mãos, mesmo quando andamos por lugares totalmente desconhecidos, apenas porque aqueles braços nos dão o conforto e a segurança que precisamos. De perguntar, incansavelmente, os porquês das coisas, confiando na sabedoria daquele que está desvendando o mundo tão desconhecido para nós. A inocência de acreditar sem desconfiança; de amar como se fosse a primeira vez; de descobrir que todas as nossas necessidades serão supridas pelas bondosas mãos que nos criaram. A inocência que nos faz desobedecer apenas para saber a consequência dos nãos, e descobrir que, apesar dos castigos, eles são revestidos de um amor tão grande que nos educa para sempre. A inocência que aceita o castigo pelos erros, desobediências e aventuras proibidas, como disciplina e não como uma punição maldosa e deliberada. A inocência de voltar chorando ao colo daquele que nos castigou, porque sabemos que encontraremos não um perverso acusador, mas um colo quentinho e amoroso, sempre pronto a nos dar carinho, aconchego e segurança.

Esta é a criança que o Senhor espera que nós sejamos: livres dos medos, porque temos um Senhor que nos dá coragem; livres das dúvidas, porque o nosso Senhor nos dá sabedoria e discernimento; fortes, porque temos um Deus que nos supre em todas as nossas necessidades; e confiantes, porque temos um Pai amoroso, respeitador, que sempre estará à nossa espera, pronto para nos abraçar e nos acolher.

Texto do Rev. Fred Soto
Via O Maná do Senhor

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Alice Cooper agora é do bem

Roqueiro, outrora identificado com satanismo e agora cristão, monta entidade para atender jovens viciados em drogas.

Nos anos 1970, ele causava arrepios com suas performances nos palcos, ostentando adereços satânicos, encenando enforcamentos e trajes invariavelmente negros enquanto manipulava serpentes e derramava muito sangue cenográfico. Mas agora o cantor Alice Cooper, outrora conhecido como o Príncipe das Trevas, está muito mais comportado – e fazendo boas obras, o que é melhor ainda. O artista tem se dedicado à criação de um centro cristão para jovens em situação de risco em Phoenix, no Arizona (EUA). A instituição deve ser inaugurada ainda este ano. A intenção de Cooper é fazer da entidade, que custará US$ 7,3 milhões, um lugar onde os adolescentes possam fugir das ruas e talvez se interessar pela carreira musical.

“Alguns desses garotos não têm uma chance na vida”, diz Cooper, que, aos 59 anos e sem as maquiagens diabólicas de antigamente, é hoje um simpático coroa cabeludo que adora jogar golfe. “O ambiente em que vivem só os ensina a se desviar de balas e virar bons criminosos”, justifica. “Se a gente puder levá-los a largar o vício do crack e se apaixonar pela guitarra, isso vai mudar suas vidas”. O centro vai incluir um estúdio de gravação, sala de concertos e café com palco para apresentações, e suas atividades terão a mensagem cristã como base.

Cooper, cujo nome verdadeiro é Vincent Damon Furnier, é filho de um pastor, mas abandonou a fé na juventude, passando a levar uma vida inteiramente desregrada. “A coisa chegou a um ponto em que eu estava bebendo tanto que acordava pela manhã vomitando sangue”, lembra. “Os caras de minha profissão, como Jimi Hendrix, Jim Morrison, viveram pouco. Eu os vi bebendo até morrer e estava seguindo o mesmo caminho”, conta, referindo-se a ídolos do rock dos anos sessenta. O artista conta que voltou para Cristo há cerca de 20 anos e, em 1995, fundou a Solid Rock, em parceria com o pastor Chuck Savale.

Domingo, Março 22, 2009

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O Profeta da Gentileza

No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo "Gran Circus Norte-Americano", o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido "vozes astrais", segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar "José Agradecido", ou simplesmente “Profeta Gentileza”.

Após deixar o local que foi denominado “Paraíso Gentileza”, o profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o chamavam de louco, ele respondia: - "Sou maluco para te amar e louco para te salvar".

Os murais

A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju, que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5km. Ele encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização. Durante a Eco-92, o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a gentileza e a aplicarem gentileza em toda a Terra.

Em 29 de maio de 1996, aos 79 anos, faleceu na cidade de seus familiares, onde se encontra enterrado, no "Cemitério Saudades".

Com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por pichadores, sofreram vandalismo, e mais tarde cobertos com tinta de cor cinza. O apagamento das inscrições foi criticado e posteriormente com ajuda da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, foi organizado o projeto Rio com Gentileza, com o objetivo restaurar os murais das pilastras. Começaram a ser recuperadas em janeiro de 1999. Em maio de 2000, a restauração das inscrições foi concluída e o patrimônio urbano carioca foi preservado.

Gentileza, um Profeta que denuncia e anuncia


Como todo profeta, Gentileza denuncia e anuncia. Denuncia este mundo, regido "pelo capeta capital que vende tudo e destrói tudo". Vê no circo destruido uma metáfora do circomundo que também será destruido. Mas anuncia a "gentileza que é o remédio para todos os males". Deus é "Gentileza porque é Beleza, Perfeição, Bondade, Riqueza, a Natureza, nosso Pai Criador". Um refrão sempre volta, especialmente nas 56 pilastras com inscrições na entrada da rodoviária Novo Rio no Caju: "Gentileza gera gentileza, amor". Convida a todos a serem gentis e agradecidos. Na verdade, anuncia um antídoto à brutalidade de nosso sistema de relações. É precursor, sob a linguagem popular e religiosa, de um novo paradigma civilizatório urgente em toda a humanidade. Citado por Leonardo Boff.

Houve um homem enviado ao Rio por Deus. Seu nome era José da Trino, chamado de Profeta Gentileza (1917-1996). Por mais de vinte anos circulava pela cidade com sua bata branca cheia de apliques e com seu estandarte, pregava nas praças e colocava-se nas barcas entre Rio e Niterói anunciando sem cansar: "Gentileza gera Gentileza". Só com Gentileza, dizia, superamos a violência que se deriva do "capeta-capital". Inscreveu seus ensinamentos ligados à gentileza em 56 pilastras do viaduto do Caju, à entrada da cidade, recuperados sob a orientação do Prof. Leonardo Guelman que lhe dedicou um rigoroso trabalho acadêmico, acompanhado de vídeo e um belíssimo um CD-ROM com o título Universo Gentileza: a gênese de um mito contemporâneo. Citado por Leonardo Boff.

A crítica da modernidade não é monopólio dos mestres do pensamento acadêmico como Freud com seu O mal estar da civilização ou a Escola de Frankfurt com Horkheimer com seu O eclipse da razão e com Habermas com o seu Conhecimento e interesse ou mesmo toda a produção filosófica do Heidegger tardio. O Profeta Gentileza, representante do pensamento popular e cordial, chegou à mesma conclusão que aqueles mestres. Mas foi mais certeiro que eles ao propor a alternativa: a Gentileza como irradiação do cuidado e da ternura essencial. Citado por Leonardo Boff.

Fonte: Wikipédia

Que Deus levante mais loucos como o Gentileza, para despertar nossas consciências cauterizadas pelo espírito capitalista (ou capetalista, como ele gostava de dizer).

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Hoje é o Dia da Água



Preservar a água é uma questão de vida ou morte.

O Dia Mundial da Água foi criado pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas através da resolução A/RES/47/193 de 22 de Fevereiro de 1993, declarando todo o dia 22 de Março de cada ano como sendo o Dia Mundial das Águas.

O tema deste ano enfatizará as questões relacionadas às águas compartilhadas entre nações. Pessoas de todo o mundo estão convidadas a celebrar este dia ressaltando a importância dos desafios mundiais de compartilhar a água e oportunidades.

Hoje acontece em Istambul - Turquia, o V Congresso Mundial da Água (UNESCO Brasil, uma das organizações responsáves pelo evento Wolrd Water Forum).

Nosso planeta tem cerca de dois terços só de água. Pela lógica, parece haver água sobrando para a população, não é? Parece um absurdo falar em crise da água?

Vamos aos fatos: 97% da água do planeta são água do mar, imprópria para ser bebida ou aproveitada em processos industriais; 1,75% é gelo; 1,24% está em rios subterrâneos, escondidos no interior do planeta. Para o consumo de mais de seis bilhões de pessoas está disponível apenas 0,007% do total de água da Terra.

Some-se a isto o despejo de lixo e esgoto sanitário nos rios, ou ainda as indústrias que jogam água quente nos rios - o que é fatal para os peixes. A pouca água que existe fica ainda mais comprometida. Isto exige a construção de estações de tratamento de esgoto e dessalinização, por exemplo. E exige conscientização para que se evite o desperdício e a poluição, principalmente nas grandes cidades.

Por conta disso, a ONU elaborou um documento intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água", que trata desse líquido como a seiva do nosso planeta.

Declaração Universal dos Direitos da Água
Água limpa: direito de todos
A água e nosso futuro

Dicas para usar, sem desperdiçar!
Publicação Atlas do Saneamento

Links interessantes


Aproveite e dá uma checada na torneira, pra ver se não está pingando...

Sábado, Março 21, 2009

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Hoje é o Dia da Síndrome de Down



Todo preconceito é fruto da ignorância.

Nos anos 70, eles eram chamados de retardados.
Nos anos 80, foram chamados de deficientes mentais.
Nos anos 90, tornaram-se excepcionais.
Na virada do século, passaram a ser chamados de especiais.

À medida que nos informamos e tomamos consciência, os preconceitos caem.

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Pra quem não quer ficar só no "quase".

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A magia de um comercial de Jeans 2



Um amigo do orkut chamado Allan encontrou esta preciosidade e postou no Youtube. A trilha sonora deste comercial é muito marcante. Ao ouvi-la, entrei numa máquina do tempo e voltei 30 anos atrás

Eis a letra com a tradução:

GRAFFITI (Paris Group - 1980)

WHEN THE GLITERING SHINE COMES OUT THE DAY
Quando o brilho intenso surge no dia
AND YOUR TOUCH'S BREAKING AWAY
E o contato com você desaparecer
I FOUND A LOVE FOREVER MINE
Eu encontro um amor eternamente meu
NOW ALL FANTASY OF MY APPLAUSE
Agora toda fantasia de meus aplausos
START TO GROW A MILLION DOES
Começa a crescer, torna-se um milhão
TELL ME HOW I SHOULD "HAVE FEEL" ?
Diga-me como deveria me sentir ?
IF ONE DAY YOU SHOW ME THE WAY
Se um dia você me mostrar o caminho
(CAUSE THE STREET IS OUR)
Porque a rua já é nossa
TELL ME WHAT I'M DOING HERE
Diga-me o que estou fazendo aqui
WE CAN CHANGE YOUR DESTINY
Nós podemos mudar nossos destinos
YES I HEAR THE SINGING BELLS
Sim, ouço o dobrar dos sinos
HOW IT SOUNDS I CAN NOT TELL
Mas como eles soam eu não posso dizer

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28 de Março - A Hora do Planeta



Taí uma iniciativa digna de aplausos. Aproveito para conclamar meus leitores a um jejum de eletricidade. Que tal?

Sexta-feira, Março 20, 2009

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A vida ao redor do Trono

Por Moysés Malafaia

“Ao redor do trono, há também vinte e quatro tronos, e assentados neles, vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro... Há diante do trono um como que mar de vidro, semelhante ao cristal, e também, no meio do trono e à volta do trono, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás. E os quatro seres viventes, tendo cada uma deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos ao redor e por dentro: não tem descanso, nem de dia, nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, Todo Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir." Apocalipse 4: 4,6,8

Ao ler esta Palavra podemos verificar que existem dois grupos de “pessoas” que estão ao Redor do Trono. O primeiro encontra-se no verso quatro: os vinte e quatro anciãos assentados em vinte e quatro tronos e o segundo grupo são os seres viventes que vivem ao Redor do Trono.
Tudo que está escrito na Bíblia não está ali por um mero acaso, pelo contrário, existe um propósito em cada palavra e com certeza, neste texto, o Espírito Santo nos revela algumas verdades fundamentais para quem quer viver uma vida fluente na adoração.

Os anciãos estão assentados. A vida de alguém que está ao Redor do Trono é totalmente dirigida e sustentada pelo Senhor, não há motivos então para não descansarmos. O Salmo 125:1 diz: “Os que confiam no Senhor são como os Montes de Sião que não se abala, mas permanece para sempre”. Se realmente confiamos no Senhor, descansamos.

Neste estudo quero me deter, no entanto um pouco mais no segundo grupo, os seres viventes. Podemos aprender muitíssimo com estes adoradores. Vejamos então algumas características daqueles que realmente vivem ao Redor do Trono.

QUEM VIVE AO REDOR DO TRONO POSUI UMA VIDA CENTRALIZADA NELE - “NO MEIO DO TRONO E À VOLTA DO TRONO.”

Quem passa a viver ao Redor do Trono, vive em função daquele que está assentado neste Trono. O Senhor é a sua prioridade. É interessante notar que os seres viventes são seres, ou seja, possuem vida. Na verdade, os únicos que podem girar em torno de Deus são aquele que possuem a Vida de Deus (ZOE).

Sua vida tem realmente girado em torno de Jesus? Ou tem girado em torno de você mesmo? Viver ao Redor do Trono é compreender que tudo o que fazemos ou pensamos tem que convergir em Jesus, pois esta é a vontade de Deus desvendada em nós. - Efésios 1:9-10

QUEM VIVE AO REDOR DO TRONO POSSUI VISÃO AMPLA - “CHEIOS DE OLHOS”

A segunda característica de alguém que vive ao Redor do Trono é ser cheio de olhos (visão) e por conseqüência: não é cega. No Reino de Deus não há espaço para cegos. No Antigo Testamento o sacerdote não podia ser cego, veja em Levíticos 21:18. Se fosse estaria impedido de exercer o seu ofício. O que me deixa perplexo é que não diz simplesmente que possuíam olhos, mas que eram cheios de olhos. Precisamos ter muita visão; visão ampla para não tropeçar em qualquer coisa, mesmo se for dia, mesmo sendo noite.

QUEM VIVE AO REDOR DO TRONO POSSUI UMA VISÃO PARA O FUTURO -
Os seres viventes são cheios de olhos “POR DIANTE”.

Como diz a Palavra do apóstolo Paulo em Filipenses 3:14: “... prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”, essa pessoa tem objetivos definidos, tem planos na sua vida não feitos somente por ele, mas traçados por Deus. Não conseguiremos fazer nada se não planejarmos nossas vidas, se não tivermos objetivos definidos, orientados pelo Senhor, e isso serve para qualquer área da vida. Há muitos que caminham, mas não tem rumo, nem uma direção. Seus olhos para frente tem que estar olhando o Autor e Consumador da sua fé, centrado no Senhor Jesus com um alvo e um objetivo definidos por Ele mesmo.

QUEM VIVE AO REDOR DO TRONO POSSUI UMA VISÃO DOS ENSINAMENTOS PASSADOS - “POR DETRÁS”

Algumas pessoas dizem que quem vive de passado é museu, mas nós não podemos jamais menosprezar aquilo que Deus fez com os nossos pais. Claro que não podemos viver somente baseados em experiências passadas, mas devemos aprender com elas, pois o que ficou para trás serve de base para o futuro. A história nos ensina muitas coisas. Deus não escreverá novamente toda a história da Igreja. É preciso olhar para trás e aprender. Por isso é que nós tornamos para a Bíblia. Quando pregamos olhamos para a vida de Josué, Moisés, e também outros heróis da fé. Estamos olhando para trás para que possamos projetar um alvo para frente. É bom ouvir as experiências de pessoas para não repetir o erro que cometeram no passado. Observe que os erros da humanidade são repetitivos, isso acontece porque os olhos por detrás estão cegos ou nebulosos. Não olhe para trás como a mulher de Ló que teve uma visão saudosista daquilo que abandonara em Sodoma e Gomorra, apegada as coisas do passado. Por isso Paulo fala: “esquecendo-me das coisas que para trás ficam..." Filipenses 3:13. O olhar para trás é enxergar as experiências tirando os ensinamentos e traçando sua vida para o futuro.

QUEM VIVE AO REDOR DO TRONO TEM OLHOS PARA O LADO – “AO REDOR”

Quem vive ao redor do trono ocupa-se com quem está ao seu lado. É alguém que não valoriza somente a si mesmo. Com a vida centralizada no Senhor não podemos esquecer-nos de nossos irmãos. Por vezes pensamos que Deus só está interessado no nosso crescimento espiritual, ou nos deixamos levar pela vontade de nos aplicarmos só a buscar a Deus. Entretanto, quando nossos olhos para o lado são abertos, Deus nos faz parar e ver que isto faz parte do verdadeiro crescimento espiritual. “E o olho não pode dizer à mão: não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: não tenho necessidade de vós. Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários. E os que reputamos serem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais, e aos que em nós são menos decorosos, damos muito mais honra”. I Coríntios 12: 21-23.

Uma tendência que temos é por vezes achar que talvez sem o irmão do lado, que atrapalha a nossa caminhada, andaríamos muito mais rápido, mas a lógica do Reino não é essa. Quem vive ao Redor do Trono tem que ter esta visão totalmente restaurada. Nós precisamos do nosso irmão, pois sem ele não somos completos no Corpo de Cristo.

QUEM VIVE AO REDOR DO TRONO SABE DA SUA REAL CONDIÇÃO - “E POR DENTRO”

Quem vive ao Redor do Trono sabe quem realmente é, sabe que sem Deus não é absolutamente nada e nada pode fazer. Observe na Palavra de Deus o exemplo do profeta Isaías, quando teve a visão do trono. Se lermos o início desse livro no capítulo 5: 8-24, vemos “ais” para tudo quanto é lado. Mas quando no capitulo seis ele teve a visão do trono, seus olhos estavam desimpedidos de ver o que estava fora. Foram então acionados os olhos de seu interior para dentro. O próximo “ai” que Isaías pronunciou foi: “Ai de mim! Ai de mim, Senhor, estou perdido porque sou homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios.” Ele começou a reconhecer sua real condição e se colocou mais disponível para o Senhor, “Eis-me aqui Senhor, envia-me a mim.” Isaias 6:8

QUEM VIVE AO REDOR DO TRONO NÃO TEM DESCANSO NEM DE DIA NEM DE NOITE

Com os olhos acionados e a vida centralizada no Trono estaremos sempre à disposição de quem está assentado nele; sempre disponíveis. A expressão “sem descanso” significa ter uma disponibilidade constante. E como vemos pessoas com esse problema de disponibilidade! Nunca estão disponíveis. Quem vive ao Redor do Trono tem disponibilidade. Quando os seus olhos internos são acionados você vê sua real condição e situação e sabe o que seria de você se não fora o Senhor. Quando Deus pergunta: “a quem enviarei?” Então respondemos prontamente como fez Isaías: eis-me aqui, estou disposto, estou disponível. Muitos são disponíveis quando a coisa está boa, quando é dia. Mas quem vive ao Redor do Trono não tem descanso nem de dia nem de noite. Estão prontos também de noite enquanto todos dormem, quando as dificuldades e as tribulações estão presentes. Há dias em nossas vidas? Sim, mas há noites também. Independente de ser dia ou noite estes estão em seus postos. Busque essa vida ao redor do trono e o que estará na sua boca será a mesma proclamação que eles fazem dia e noite: "Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus Todo Poderoso, Aquele que era que é e que há de vir.”

Quero agradecer à Pra. G Malafaia, por me permitir publicar esta pérola de autoria de seu saudoso esposo, Pr. Moysés Malafaia (1967-2007) . Conheci-o no Rio de Janeiro, em Irajá, e o encontrei nos Estados Unidos, em New Jersey, onde dedicou os últimos anos de sua vida. Deixou o mundo durante uma ministração sua, aos 40 anos de idade. Além de pregador, foi compositor de muitos dos cânticos entoados na maioria das igrejas no Brasil, entre eles, "Jesus Cristo é o motivo da minha canção". Sem dúvida, Moysés é mais um integrante da galeria dos Heróis da Fé (Hb.11). Mais um "dos quais o mundo não era digno", e cuja oferta, "depois de morto, ainda fala". É um daqueles cuja contribuição de amor pelo Reino, mesmo depois de morto, ainda canta, e vai continuar cantando até o Grande Dia.

Pra quem quiser comunicar-se com a Pra. G, seu e-mail é ge_malafaia@yahoo.com.br

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Acordo



Via Pavablog

Nada melhor do que terminar a semana com uma canção como esta. Era exatamente o que eu precisava ouvir para entrar em acordo com a minha alma.

Bom final de semana a todos!

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Revelando a Química do Coração

Por que Deus prova nossos corações?

No mesmo salmo em que Davi afirma que “de longe” Deus entendia seus pensamentos, ele pede: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos” (Sl.139:2,23). Ora, se Ele nos conhece tão bem, a ponto de saber o que pensamos, mesmo antes que a palavra nos chegue à boca, por que deveria nos provar? Não há nada que façamos que Lhe passe despercebido. Ele esquadrinha nosso andar e o nosso deitar; conhece todos os nossos caminhos. Ele criou o nosso interior, moldando-nos no ventre materno. Os Seus olhos viram nosso corpo ainda informe. Portanto, conhece profundamente nossa composição orgânica e psíquica. Todos os nossos dias foram previamente ordenados por Ele. Quem nos conhece tão bem quanto Ele? Então, por que nos provar?

Uma das razões pelas quais Deus nos prova é revelar-nos o estado do nosso coração. Ao nos provar, Deus deseja nos conduzir pelas sendas do autoconhecimento. Não é Ele quem precisa nos conhecer, mas nós que necessitamos nos conhecer mais. Tornamo-nos estranhos a nós mesmos. Achamos que nos conhecemos, porém somos sempre surpreendidos com facetas desconhecidas de nossa personalidade.

Que diagnóstico as Escrituras fazem do coração humano?

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e incorrigível. Quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, e provo a mente, para dar a cada um segundo os seus caminhos, e segundo o fruto das suas ações.” Jeremias 17:9-10

O pior dos enganos é o auto-engano! Nosso coração sempre nos prega peças. Seu grau de corrupção chegou a tal ponto que se tornou incorrigível. Em outras palavras, não tem jeito.

Uma das razões que levou o coração humano a chegar a tal estado é explicado por Salomão:

“Visto que não se executa logo o juízo sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto à prática do mal.” Eclesiastes 8:11

Deus não admite impunidade. Sua justiça requer que todo erro seja devidamente tratado. Porém, a aplicação de Sua disciplina sempre visa o bem e a restauração de quem errou.
Entretanto, às vezes, tal disciplina parece retardar-se. E a razão desse retardamento proposital está explícita nas Escrituras: “Ele é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pe.3:9). É a Sua misericórdia que suspende temporariamente o juízo, dando-nos tempo para que nos arrependamos (Ap.2:21). Mas o homem, em seu estado pecaminoso, entende isso como uma licença para pecar. Por isso, seu coração fica inteiramente disposto à prática do mal. Ele não percebe a justiça de Deus tarda, porém não falha (Na.1:3).

Podemos crer em nossa própria avaliação?

Dado o estado lastimável do coração humano, dá pra acreditar em sua capacidade de avaliação? Seríamos aptos a julgar com isenção?

De acordo com o sábio Salomão, “o que confia no seu próprio coração é insensato” (Pv. 28:26a).
Quando julgamos os outros, geralmente somos severos em nossos critérios de avaliação.
Mas quando julgamos a nós mesmos, somos sempre condescendentes. Como bem disse Salomão,“todos os caminhos do homem são inocentes aos seus olhos, mas o Senhor pesa os motivos” (Pv. 16:2). Há, portanto, uma instância que só Deus pode julgar: nossas motivações.

Deus não Se deixa impressionar por nossas atitudes. Ele avalia aquilo que as motivou. Pode-se fazer a coisa certa, mas pelos motivos errados. Aos olhos dos homens, somos santos e irrepreensíveis, porém, aos olhos de Deus estamos deixando a desejar.

Quando olhamos para dentro de nós, deparamo-nos com motivações inconfessáveis. E para tranqüilizarmos nossa consciência, sempre buscamos justificativas. Em vez de buscar reconciliar-nos com Deus, buscamos nos reconciliar com o travesseiro.

Nossa avaliação só é válida quando concorda com a avaliação do próprio Deus. Não temos o direito de nos opor aos critérios apresentados na Sua Palavra. Se disser que algo é mal, não há o que se discutir.

Vale aqui a admoestação de Isaías:

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal, que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade, que põem o amargo por doce, e o doce por amargo.” Isaías 5:20

Entre confiar em meu próprio paladar e confiar no que Deus diz, prefiro confiar cegamente em Sua Palavra. Meus sentidos não são inteiramente confiáveis. Devemos viver por fé, e não por vista. E viver por fé nada mais é do que submeter-se inteiramente à avaliação de Deus.

Achamos que somos profundos conhecedores de nós mesmos. Além de nossa típica condescendência, somos muito superficiais. Temos medo de nos aprofundar.

Alguns dos nossos erros são patentes, porém outros nos são ocultos.

“Quem pode entender os próprios erros? Purifica-me dos que me são ocultos.” Salmos 19:12

Para sermos restaurados temos que trilhar o caminho do arrependimento e da confissão. Arrepender-se é concordar com a avaliação de Deus, sem tentar justificar-se. Confessar é expor a ferida para que seja tratada. Mas como podemos nos arrepender e confessar aquilo que nos é oculto?

Seria como se automedicar, sem saber de que enfermidade está acometido. Temos que passar por exames médicos, que vão diagnosticar com precisão a doença que precisa ser tratada.

Davi, sabendo disso, orava ao Senhor: “Sonda-me, ó Deus...” (Sl. 139:23).

Não é Ele que necessita nos sondar pra ver quem realmente somos. Esta sondagem visa nos fazer conhecer as facetas ocultas do nosso ser.

Ele nos sonda para nos revelar o que está oculto, e assim, nos possibilitar o arrependimento.

“Disse eu no meu coração: Isso é por causa dos filhos dos homens, para que Deus possa prová-los, e eles possam ver que são em si mesmos como animais.” Eclesiastes 3:18

“A luz que a tudo manifesta” é acesa nos recôndidos mais escuros do ser, possibilitando-nos enxergar toda a poeira acumulada na mobília da nossa alma (Ef.5:13).

Ora, ninguém pode fazer uma faxina na casa com as luzes apagadas.

Como Deus sonda o nosso coração?

A análise química de uma substância é feita a partir da reação que ela tem a um determinado elemento. Por exemplo: a água e o álcool têm aparência semelhante… Mas cada um reage de maneira diferente ao fogo.

Deus se utiliza de vários elementos reagentes para nos provar. Nossa reação vai revelar o que há em nosso coração.

Um dos elementos usados por Deus para nos provar é a humilhação. Foi assim com o povo hebreu durante sua marcha de quarenta anos pelo deserto do Sinai. Confira o que disse o Senhor:

“Guarda-te de não te esqueceres do Senhor teu Deus, não cumprindo os seus mandamentos, os seus juízos e os seus estatutos que hoje te ordeno, para não suceder que, depois de teres comido e estares farto, de teres edificado boas casas e habitado nelas, e depois de se multiplicarem as tuas vacas e as tuas ovelhas, e aumentar a prata e o ouro e tudo quanto tens, se ensoberbeça o teu coração e te esqueças do Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão; que te guiou por aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras, de escorpiões, de terra árida e sem água onde fez jorrar para ti água da pedra dos rochedos, que no deserto te sustentou com maná, que teus pais não conheceram, a fim de te HUMILHAR e PROVAR, e afinal te fazer bem. Não digas no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me proporcionaram esta riqueza.” Deuteronômio 8:14-17

Não se trata de sadismo! O propósito de Deus sempre é de nos fazer bem. “Humilhar” aqui não é pisar, mas ensinar a ser dependente. Tal humilhação visa nos precaver da soberba resultante de um espírito auto-suficiente.

Outro elemento usado por Deus é a repreensão.

A razão pela qual Deus nos repreende é o Seu profundo amor por nós. É por se importar com o nosso bem, que Deus nos chama a atenção: “Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enojes da sua repreensão, porque o Senhor corrige aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Pv. 3:11-12).

O sábio e o tolo agem de maneiras distintas quando repreendidos:

“O que ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que odeia a repreensão é estúpido.” Provérbios 12:1

Há duas maneiras de o tolo reagir à repreensão: ou ele se enoja, sentindo-se ofendido, ou fica indiferente. Às vezes a indiferença é pior do que sentir-se ofendido.

O indiferente ouve, mas não escuta. A repreensão fica como água empoçada no asfalto. Mas o sábio reage diferentemente:

“Mais profundamente entra a repreensão no prudente, do que cem açoites no tolo.” Provérbios 17:10

A tabela periódica de Deus está cheia de elementos com os quais Ele testa o coração humano: elogios, críticas, autoridade, prosperidade, adversidades, etc.

Como reagimos, por exemplo, a um elogio? E quando somos severamente criticados? E ainda: quando nos é delegada autoridade? Dizem que o poder é capaz de mudar os homens. Discordo! O poder não muda ninguém. Apenas revela o caráter antes disfarçado de virtudes.


Controle das varíaveis


Deus sabe até onde podemos suportar e tem o controle de todas as variáveis.
Dependendo das circunstâncias, a substância pode reagir ao elemento de maneira diferente.

Se Jesus não estivesse em jejum por quarenta dias no deserto, a tentação de transformar pedras em pães não faria qualquer sentido. Imagina se Ele houvesse saído de uma churrascaria gaúcha... Seria mais sugestível transformar pedras em sobremesa.

Jesus foi tentado ao extremo. Todos os seus limites foram postos à prova. E não pense que sua boca não se encheu de saliva quando ouviu a sugestão do Maligno.

Embora não seja Deus o autor da tentação, Ele tem o controle de todas as variáveis. Deus prova, mas não tenta.

Observe o que Tiago diz sobre isso:

“Bem-aventurado o homem que suporta a provação, porque depois de ter passado na prova, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam. Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e ele a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.” Tiago 1:12-14

O diabo entra de coadjuvante, ou se preferir, assistente de palco, responsável por compor o cenário. O ator principal é aquele que é tentado. Deus é quem permite a tentação, para que sejamos provados, e assim, saibamos o estado de nosso coração. Não façamos do diabo nosso bode expiatório!

Por ter o controle de tudo, Deus jamais permite que sejamos tentados além de nossa capacidade de resistência.

“Não veio sobre vós tentação, senão humana. E fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” 1 Coríntios 10:13

Somos tentados como humanos, não como deuses. Através da tentação, ficamos cientes de nossos pontos fracos. E assim, além de nos arrependermos quando caímos, passamos a redobrar a vigilância nas áreas onde somos mais vulneráveis. Temos que agir como “gatos escaldados”.

Reconhecendo os limites

Ora, se agora sei onde sou mais fraco e vulnerável, devo me precaver, evitando ao máximo me expor a situações melindrosas.

Quem reconhece suas limitações, não vai querer correr riscos desnecessários. O penúltimo capítulo de Provérbios nos adverte para isso:

“Duas coisas te peço, ó Senhor; não as negues a mim, antes que eu morra: Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza, mas dá-me só o pão que é necessário, para que de farto eu não te negue, e diga: Quem é o Senhor? Ou empobrecendo, não venha furtar, e profane o nome de Deus.” Provérbios 30:7-9

Eis um homem que não confiava em seu próprio coração. Agur, autor dessas palavras, sabia que não estava pronto nem para a riqueza, nem para a pobreza. Ele preferia não correr riscos. Não se trata de covardia, mas de prudência.

Confiemos mais no Espírito da Graça e menos na força dos nossos braços e em nossa força de vontade. E que sejamos continuamente motivo de glória para o nosso Pai Celestial.

Quinta-feira, Março 19, 2009

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A magia de um comercial de Jeans

“Os jovens se encontram com Levi’s”. Este era o bordão de um comercial que marcou profundamente minha infância. Ao som de uma melodia inesquecível (num estilo meio country, meio folk), um rapaz dirige seu carro conversível pelas ruas de uma cidade européia (acredito que Roma ou Paris), quando, de repente, seu carro bate acidentalmente em outro carro, de onde sai uma linda moça disposta a discutir. Quando cruzam seus olhares, se apaixonam e saem num só carro, para surpresa dos transeuntes.

Uma colisão provocou um encontro de amor.

Enquanto escrevo, lembro perfeitamente da melodia. Nunca consegui saber de quem era a música. Já procurei pela internet até dizer chega. Já faz 30 anos, e essa melodia jamais me deixou. Tem sido uma espécie de trilha sonora da minha vida.

Lembro que ficava parado diante da TV, na expectativa de assistir ao comercial do jeans. Havia algo de mágico que conseguiu cativar meu coração infantil.

Porém, hoje, enquanto buscava inutilmente entre os comerciais antigos postados no Youtube, fiquei a pensar na mensagem que ele passava.

Não importa o cenário, ou mesmo a trilha sonora; o fato é que nossa vida é repleta de encontros e colisões.

Todo encontro traz o potencial de tornar-se numa colisão. E toda colisão pode vir a ser um encontro. Tudo vai depender do olhar que lançarmos nas situações que o deflagraram.

Deus é o Grande Cupido, Aquele que nos faz cruzar os caminhos uns dos outros. Cada pessoa que passa por nós representa um novo Universo a ser explorado, uma nova amizade a ser cultivada. Mas por causa de nossa distração crônica, sempre deixamos passar despercebidamente.

Lembro de quando meu olhar cruzou com o olhar de Tânia, minha esposa. Naquele momento, sonhos se amalgamaram, destinos se mesclaram, e anseios profundos foram despertados em nossos corações. Nunca mais seríamos os mesmos. Os olhos que se cruzaram numa reunião de igreja, agora passariam a olhar na mesma direção.

Vinte e quatro anos depois, o resultado daquele olhar são três lindos filhos, uma história em comum e um futuro a ser construído.

Não há acidentes. Nada acontece por acaso. O Universo conspira para que as pessoas se encontrem.

Porém todo encontro tem o potencial de tornar-se colisão. Quando o amor dá lugar à mágoa, a admiração dá lugar à inveja e a cooperação à competitividade. Beijos viram mordidas, abraços viram socos e pontapés, sussurros se tornam discussões, e os olhares que antes se cruzavam,passam a olhar para direções opostas.

Que façamos do lugar de encontro, também um lugar de reencontros. Que jamais permitamos que o desgaste do dia-a-dia transtorne nossa comunhão de amor.

O segredo para evitar que nossos encontros se tornem em colisões é manter nossos olhos n’Aquele em Quem todas as coisas convergem: Cristo. Somente Ele pode eternizar nossos encontros.

Isso me faz lembrar Janires, o maior poeta da música cristã nos anos 80. Em uma de suas canções, ele dizia que um dia “trocaremos nossos jeans, pelas vestes santas do Senhor”.